IFE.TEX 92

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 92 – publicado em 18 de julho de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 92 – 18 de julho de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
Acordo de Paris ganha status de emenda constitucional; e litigância climática contra o BNDES
2 O potencial do mercado voluntário de carbono no Brasil
3 Empréstimos do BNDES informarão ‘contabilidade de carbono’ a partir de 2023
4 Comissão Europeia e associações juntas para reconstruir energias renováveis na Ucrânia
5 Cadeias de fornecimento de tecnologia de energia limpa são alvos de líderes globais de energia
6 Atualizações de rede da FERC pode reduzir a inflação e dobrar as energias renováveis
7 Midcontinent ISO defende plano de esperar até 2030 para agregações de energia distribuída
8 Dados robustos são essenciais para concessionárias trabalharem com renováveis

Geração Distribuída
1 Relatório de pesquisa sobre o crescimento do mercado de geração distribuída
2 Espera-se que o mercado de geração distribuída cresça a uma taxa maior

Armazenamento de Energia
1 Governo brasileiro reduz amarras para exportação de lítio de olho em mercado de baterias
2 SENAI e CTG Brasil abrem chamada para projetos de armazenamento de energia
3 EIA: Capacidade de armazenamento de energia dos EUA triplicou em 2021

4 Reino Unido consolida o armazenamento de energia como ativo de geração

5 Operadores de rede da Holanda usando baterias para aliviar gargalos

6 Sistema de armazenamento de energia móvel plug-and-play

Veículos Elétricos
1 Brasil: Bravo Motor projeta instalação de gigafábrica em Minas Gerais
2 Presidente da GM diz que Brasil pode ter a sua indústria de carros elétricos
3 Brasil teve mais de 1.000 emplacamentos de carros elétricos em junho
4 Renault lança aplicativo para recarga de VEs no Brasil

5 British International Investment irá investir em carros elétricos indianos
6 O interesse em VEs cresceu substancialmente, mostra pesquisa
7 Enchentes nas áreas urbanas representam um desafio para estações de carregamento para VEs
8 Tornando o carregamento de veículos elétricos uma realidade nos EUA

9 Projeto FLOW: uma base para a inserção em massa de veículos elétricos

10 EUA: Alimentando estações de carregamento de VE com sistemas agrovoltaicos

Gestão e Resposta da Demanda
1 National Grid lança programa de carregamento de veículos elétricos fora do pico para clientes de Massachusetts
2 CPower irá adquirir o negócio de resposta da demanda da Centrica nos EUA
3 Programa de resposta da demanda da SRO aumenta a adoção de VEs

Eficiência Energética
1 Nova York: Governadora assina pacote legislativo para estimular a eficiência energética
2 Cenário mundial atual estimula os esforços de eficiência energética
3 A Snugg arrecada fundos para simplificar a eficiência energética
4 Connecticut Green Bank apoia expansão da eficiência energética

5 A IEA organiza um programa de treinamento sobre edifícios interativos com a rede eficiente

Microrredes e VPP
1 EUA: Congresso incentiva o DOE a usar fundos de investimento em infraestrutura para microrredes
2 A confiabilidade impulsiona a adoção de microrredes em novos setores
3 Microrredes: mais limpas, inteligentes e confiáveis

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Ativos tokenizados (debêntures e FIDC) movimentam R$82 mi em maio e junho
2 FAA concede aprovação à Dominion Energy para usar drones Skydio para inspeções
3 Duke Energy Florida usa tecnologia para limitar quedas de energia nesta temporada de tempestades
4 Plataforma de integração da SK Forsyning projetada para atender às necessidades do setor de energia

Segurança Cibernética
1 Departamento de Energia dos EUA lança C2M2 versão 2.1 para segurança cibernética de energia
2 Câmara dos EUA desembolsa mais de US$ 15 bilhões para segurança cibernética

Eventos
1 Exposição Internacional de Internet das Coisas em Shenzen, China

Artigos e Estudos
1 Artigo: Descarbonização do setor de energia no Brasil
2 Relatório IRENA: “Custos de geração de energia renovável em 2021”
3 IRENA apresenta plano de energias renováveis para a China


 

 

Transição Energética e ESG

1 Acordo de Paris ganha status de emenda constitucional; e litigância climática contra o BNDES

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no dia 01/7, que o Acordo de Paris, que estabelece o compromisso de manter o aquecimento global abaixo de 1,5° C, tem status de emenda à Constituição, ao ser equiparado a um tratado de direitos humanos. O art. 225 da Constituição Federal diz que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. A decisão é inédita no mundo e ocorreu no julgamento da Aquisição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 708, movida em 2020 por partidos políticos e com o apoio de entidades da sociedade civil, que questionava a medida do governo federal de travar o financiamento de projetos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima em 2019. (epbr – 05.07.2022)

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2 O potencial do mercado voluntário de carbono no Brasil

A demanda por créditos de carbono voluntários vem crescendo junto com a relevância da agenda ESG, mas a oferta de créditos ainda é baixa e o preço dos créditos tem aumentado brutalmente. No esforço de limitar o aquecimento global, empresas do mundo inteiro estão estabelecendo metas de neutralidade de carbono. Descarbonizar as operações é o caminho preferencial, mas muitos setores ainda não conseguem eliminar totalmente suas emissões, o que as tornam dependentes da compra de créditos de carbono para remover ou neutralizar as emissões remanescentes. O Brasil tem condições altamente privilegiadas para desenvolver um mercado de créditos voluntários de carbono, tanto por sua demanda potencial quanto pelo seu potencial de gerar créditos: 15% de todo o potencial global de captura de carbono por meios naturais está em território nacional. (O Estado de São Paulo – 04.07.2022)

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3 Empréstimos do BNDES informarão ‘contabilidade de carbono’ a partir de 2023

O BNDES trabalha para que em 2023 todos os empréstimos da instituição financeira mostrem qual a “contabilidade de carbono” do projeto para o qual irão os recursos, a afirmação foi feita pelo presidente do banco, Gustavo Montezano. De acordo com ele, se o banco financiar uma fábrica, uma rodovia, para cada um desses financiamentos, o cliente precisará informar todo o impacto de emissões do projeto. Segundo Montezano, o objetivo é “induzir e descentralizar o setor produtivo para que seja possível “contabilizar o carbono”. “O que temos dito para os nossos clientes é: se você não está contando o seu carbono hoje, está deixando dinheiro na mesa, justamente porque fazer isso aqui deixará claro que o Brasil é uma potência climática para o mundo”, afirmou. Segundo Montezano, a criação desse mercado é “algo em desenvolvimento no mundo inteiro” que tem como principal desafio o “conhecimento”. (Valor Econômico – 05.07.2022)

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4 Comissão Europeia e associações juntas para reconstruir energias renováveis na Ucrânia

Em um evento híbrido, organizado conjuntamente pela WindEurope, SolarPower Europe, a Associação Ucraniana de Energia Eólica (UWEA) e a Associação de Energia Solar da Ucrânia (ASEU), a Comissária de Energia da UE, Kadri Simson, reforçou a determinação da UE em apoiar a Ucrânia – durante a guerra em curso e no período seguinte de reconstrução. Na presença do ministro ucraniano da Energia, representantes da UE e da indústria se comprometeram a apoiar a Ucrânia na reconstrução de um país forte e soberano, menos dependente das importações russas de combustíveis fósseis. Para isso, as energias renováveis devem estar no centro do Plano Estratégico de Reconstrução conjunto e da Ucrânia, já que são essenciais para a independência energética, prosperidade, emprego e paz da Ucrânia pós-guerra. (EE Online – 05.07.2022)

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5 Cadeias de fornecimento de tecnologia de energia limpa são alvos de líderes globais de energia

Discussões de alto nível sobre cadeias de suprimentos para tecnologias, como painéis solares e baterias entre os ministros da Austrália, do Japão, da Índia, da Indonésia, de Samoa, EUA e outros países são destacadas por novos relatórios da Agência Internacional de Energia (IEA). Isso ocorreu após líderes globais de energia e clima se reunirem no Fórum de Energia de Sydney, organizado pelo governo australiano e pela IEA. Os participantes do evento discutiram como ampliar e fortalecer as cadeias de suprimentos para as tecnologias de energia limpa. Além disso, as discussões no Fórum refletiram a importância do diálogo e da cooperação internacional para alcançar a segurança energética e as metas climáticas, e como isso deve redefinir a segurança energética global para incluir o fornecimento de minerais, materiais e capacidade de fabricação necessários para fornecer tecnologias de energia limpa. (IEA – 12.07.2022)

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6 Atualizações de rede da FERC pode reduzir a inflação e dobrar as energias renováveis

A inflação é um dos principais desafios para os EUA e os preços da energia são um dos principais impulsionadores do aumento do custo de vida. No entanto existe uma solução com a capacidade de tecnologias de “anti-inflacionárias”, como a eólica e a solar, para ajudar a estabilizar os preços domésticos de energia e evitar futuros picos devido à dependência de mercados internacionais de combustível fósseis. Uma pesquisa da RMI mostra que incentivos federais para energias renováveis podem reduzir as contas de serviços públicos em US$ 5 bilhões por ano em 2024. No entanto, as filas de interconexão entupidas, representam um desafio crescente para os desenvolvedores de energia renovável, pois retardam a integração de recursos limpos e baratos à rede. A Comissão Federal Reguladora de Energia (FERC) está trabalhando para resolver esse problema através de seu 2° Aviso de Regulamentação Proposta (NOPR), que visa reduzir o tempo de espera para interconexões. (RMI – 07.07.2022)

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7 Midcontinent ISO defende plano de esperar até 2030 para agregações de energia distribuída

Em uma decisão histórica, a FERC ordenou que organizações regionais de transmissão e operadores de sistemas independentes removessem as barreiras que impediam as agregações de REDs de participar dos mercados atacadistas. As agregações podem incluir recursos, como energia solar no telhado, armazenamento de energia e carregadores de veículos elétricos. Porém, contrariando os reguladores estaduais e outros, o Midcontinent Independent System Operator disse aos reguladores federais na sexta-feira que seu plano de esperar até 2030 para permitir que recursos agregados de energia distribuída participem de seus mercados de energia é “razoável e adequadamente adaptado para a região MISO”. (Utility Dive – 11.07.2022)

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8 Dados robustos são essenciais para concessionárias trabalharem com renováveis

Uma das tendências mais marcantes no setor de energia na última década é a ascensão das energias renováveis. Com o grande número de projetos de energia renovável planejados, espera-se que essa trajetória ascendente continue por mais tempo. Este movimento se explica porque a implantação de energias renováveis é um passo crítico para combater a crise climática. Mas a tendência também apresenta novos desafios para concessionárias e outros fornecedores de energia, que precisam repensar como analisam os mercados de eletricidade e operam seus portfólios de geração. Um desses desafios é ajustar o equilíbrio entre oferta e demanda sem entender o desempenho dos mercados. Por isso que dados de mercado robustos são essenciais para concessionárias e produtores independentes de energia, que possuem e operam instalações de geração solar, eólica e outras nos mercados atacadistas de eletricidade. Além disso, os dados necessários para tomar decisões nos mercados em rápida mudança precisam ser muito mais detalhados e em tempo real. (Utility Dive – 11.07.2022)


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Geração Distribuída

1 Relatório de pesquisa sobre o crescimento do mercado de geração distribuída

O mercado global de geração de energia distribuída deve atingir US$ 536,56 bilhões até 2027, de acordo com um novo relatório da Emergen Research. O crescimento deste mercado pode ser atribuído à crescente conscientização ambiental entre os consumidores e políticas governamentais de apoio ao aumento de instalações de Geração Distribuída de Energia [em inglês Distributed Energy Generation] (DEG) por aplicações industriais e comerciais ou residenciais. O aumento da pesquisa e desenvolvimento para o avanço tecnológico dos produtos está aumentando a demanda para a indústria. A pandemia interrompeu a cadeia de suprimentos e o fornecimento de matérias-primas, além de gerar uma crise financeira que está gerando uma diminuição de gastos do consumidor, retirada de investimentos e corte de incentivos, o que dificulta o crescimento do mercado. (News Wires – 11.07.2022)

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2 Espera-se que o mercado de geração distribuída cresça a uma taxa maior

O último relatório da Straits Research sobre Mercado de Geração Distribuída – Visão Geral e Previsão da Indústria Global 2022-2030, destaca análises de fatores de risco potenciais e aprimoradas com assistência estratégica e tática para tomada de decisões. O crescimento e os fatores regulatórios que impactam o consumo de informações, a disponibilidade de itens altamente confiáveis no mercado e a melhoria na eficiência operacional dos players do setor de geração distribuída. O mercado de geração distribuída foi de US$ 56,36 bilhões em 2022 e deve crescer a um CAGR (taxa de crescimento anual composto) de 12,38% de 2022 a 2030 para atingir um tamanho de mercado de US$ 108,58 bilhões até 2030. O relatório abrange tendências e desenvolvimento do mercado, drivers, capacidades, tecnologias e a dinâmica em mudança do mercado de geração distribuída. (Digital Journa l– 11.07.2022)

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Armazenamento de Energia

1 Governo brasileiro reduz amarras para exportação de lítio de olho em mercado de baterias

Governo publicou um decreto que reduz as amarras para a exportação de lítio e seus derivados. O lítio é um item essencial para a fabricação de baterias de veículos elétricos e para sistemas de geração solar. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o objetivo é posicionar o Brasil de forma competitiva no mercado global e atrair investimentos para pesquisa e produção mineral, e para o avanço da capacidade produtiva em processamento e fabricação de componentes e baterias. O Decreto 11.120/2022 permite operações de comércio exterior de minerais e minérios de lítio e de produtos fabricados à base de lítio. As exportações e importações ficam livres de “critérios, restrições, limites ou condicionantes de qualquer natureza, exceto aqueles previstos em lei ou em atos editados pela Câmara de Comércio Exterior (Camex)”. Antes, as operações de comércio exterior do lítio dependiam de prévia autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). (epbr – 06.07.2022)

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2 SENAI e CTG Brasil abrem chamada para projetos de armazenamento de energia

O SENAI em parceria com a CTG Brasil estão com chamada aberta para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na área de armazenamento de energia em grande escala. Ao todo, R$ 24 milhões serão destinados para o financiamento dos projetos, por meio de recursos próprios e do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da ANEEL. O investimento faz parte da estratégia de inovação aberta “Open Innovation” que conecta os melhores centros de pesquisa do Brasil e do mundo para auxiliar a CTG Brasil em desenvolver soluções para desafios complexos como a transição energética rumo a uma economia de baixo carbono. Os projetos inscritos deverão trazer soluções para três grandes desafios no setor: Sistemas de Armazenamento Integrado com planta solar, eólica e híbrida; tecnologias de gerenciamento, controle e comercialização de energia; reciclagem e reuso de baterias. (CanalEnergia – 06.07.2022)

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3 EIA: Capacidade de armazenamento de energia dos EUA triplicou em 2021

Segundo a Administração de Informações sobre Energia (EIA), a capacidade de armazenamento de baterias nos Estados Unidos mais que triplicou em 2021, passando de 1.438 MW em 2020 para 4.631 MW. Segundo o relatório Atualização Mensal de Eletricidade, publicado em 5 de julho, mais de 100 projetos de grande porte oram colocados em operação no ano passado. O crescimento ocorreu à medida que os casos de uso de armazenamento se expandiram. Ainda, foi destacado que os serviços ancilares, incluindo resposta de frequência e fornecimento de reserva operativa, continuam a constituir uma parte significativa das aplicações das baterias. Por fim, foi destacado que as baterias são frequentemente desenvolvidas juntamente com a geração eólica e solar, o que permite uma reserva de energia limpa em momentos de baixa demanda, observou a EIA. (Utility Dive – 12.07.2022)

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4 Reino Unido consolida o armazenamento de energia como ativo de geração

O governo do Reino Unido consolidou o papel do armazenamento de energia como um ativo de geração, através do marco da Lei de Energia. O projeto de lei foi aprovado no dia 6 de julho pelo ministro da Energia, Kwasi Kwarteng, e foi projetado para aumentar a segurança energética do Reino Unido à luz da recente volatilidade do mercado. A nova lei inclui 26 medidas em três áreas principais: reformas para proteger os clientes, alavancar o investimento privado para desenvolver a geração de energia renovável residencial e garantir a segurança e a resiliência do sistema energético do Reino Unido. O projeto de lei também procura remover obstáculos ao armazenamento de energia por bateria e usinas hidrelétricas reversíveis, esclarecendo-o como um subconjunto distinto da geração de eletricidade. (Energy Storage – 12.07.2022)

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5 Operadores de rede da Holanda usando baterias para aliviar gargalos

A Liander, operadoras de rede da Holanda, firmou uma parceria com o desenvolvedor GIGA Storage para implantar baterias em Amsterdã, Alkmaar e Lelystad. Outra operadora, a Enexis Netbeheer, firmou parceria com a operadora de energia solar fotovoltaica PowerField para fazer o mesmo em Drenthe. Como o segundo país mais densamente povoado da Europa (excluindo microestados), a rede da Holanda está atingindo a capacidade máxima. Mas, GIGA Storage apontou que a capacidade máxima só é alcançada durante períodos de pico específicos, com capacidade disponível para a maior parte dos outros horários. A rede de Leylstad atingiu a capacidade máxima de alimentação de energia eólica e solar, e a bateria aumentará a entrada armazenando o excesso de energia. (Energy Storage – 12.07.2022)

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6 Sistema de armazenamento de energia móvel plug-and-play

A AmpereHour Energy, da Índia, lançou o MoviGEN, um novo sistema de armazenamento de energia móvel plug-and-play. O sistema baseado em íons de lítio fornece energia elétrica sob demanda e substitui a necessidade de geradores de energia móveis baseados em combustível fóssil. As aplicações do sistema de armazenamento incluem energia para canteiros de obras, eventos ao ar livre, carregamento de veículos elétricos sob demanda e socorro em desastres naturais, como: tempestades intensas, ondas de calor. O MoviGEN não é poluente e é mais silencioso que os geradores a diesel. Outras vantagens incluem custos operacionais mais baixos e menos manutenção. (PV Magazine – 11.07.2022)

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Veículos Elétricos

1 Brasil: Bravo Motor projeta instalação de gigafábrica em Minas Gerais

O projeto para a fábrica de carros elétricos e baterias da Bravo Motor Company (BMC) no Brasil começa a tomar forma. A empresa argentina sediada na Califórnia (EUA) anunciou uma parceria com a gigante industrial Rockwell Automation para a construção do complexo de mobilidade elétrica, que ficará em Minas Gerais (MG). Conforme antecipado, trata-se de um projeto que dará origem à primeira ‘gigafábrica’ de veículos elétricos (VEs) da América Latina. Com um investimento de US$ 4 bilhões, o complexo localizado em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), irá produzir carros, baterias e demais componentes para a mobilidade elétrica. Segundo relatado, a fábrica mineira tem planos para produzir 22.790 VEs por ano a partir de 2024, com ampliação da capacidade até 2029. Este anúncio oficial da Rockwell dá peso ao projeto que pode finalmente colocar o Brasil no mapa da mobilidade elétrica em termos globais. (Inside EVs – 01.07.2022)

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2 Presidente da GM diz que Brasil pode ter a sua indústria de carros elétricos

De acordo com o presidente da General Motors (GM) América do Sul, Santiago Chamorro, o Brasil não precisa de fase intermediária e pode, quando a tecnologia for mais acessível, ter a sua indústria de carros elétricos. Chamorro diz estar convencido, pelo que mostram estudos globais, de que o carro 100% elétrico é superior ao híbrido no que diz respeito ao ganho ambiental. O executivo aponta a categoria premium, com modelos mais caros e onde se concentram as vendas dos 100% elétricos hoje, como a porta de entrada da transformação. Os consumidores dessa faixa, estão dispostos a pagar pela tecnologia. “Mas, no futuro, os carros serão elétricos em todos os segmentos onde temos presença”, afirma. Só no Brasil, a companhia tem três fábricas de veículos e uma de motores. (Valor Econômico – 04.07.2022)

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3 Brasil teve mais de 1.000 emplacamentos de carros elétricos em junho

Em crescimento constante, as vendas de carros eletrificados no Brasil bateram um novo recorde no primeiro semestre de 2022. O destaque foi o aumento expressivo na participação dos carros elétricos a bateria (BEV), que neste 1º semestre de 2022 já superaram os emplacamentos de todo o ano passado. Segundo os dados levantados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), foram vendidos 4.073 veículos leves eletrificados em junho (o segundo melhor mês da série histórica), totalizando 20.427 unidades no primeiro semestre de 2022. Os números do semestre representam um crescimento de 47% sobre o mesmo período do ano passado. Destaque entre os eletrificados, os carros 100% elétricos (BEV) tiveram 3.395 emplacamentos no semestre, ou seja, 19% a mais do que a soma das vendas de todo o ano passado, o crescimento foi puxado em grande parte pelos veículos comerciais leves, como vans, picapes e furgões. (Inside EVs – 07.07.2022)

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4 Renault lança aplicativo para recarga de VEs no Brasil

Entre as iniciativas para promover o avanço da mobilidade elétrica, a Renault, por meio da sua divisão Mobilize, focada em mobilidade e tecnologia, lança no Brasil o aplicativo Mobilize Charge Pass, uma solução que incorpora um sistema de busca e reserva de pontos de recarga de veículos elétricos. Pelo Mobilize Charge Pass, os clientes de veículos elétricos podem buscar os carregadores em sua região, definir a rota mais rápida até ele e reservar a vaga para a recarga da bateria. A solução também incorpora o processo de pagamento da recarga, quando necessário. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a startup de eletromobilidade Tupinambá e permite que qualquer empresa que queira disponibilizar seus carregadores smart no Mobilize Charge Pass possam cadastrar o seu ponto de recarga. (Inside EVs – 05.07.2022)

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5 British International Investment irá investir em carros elétricos indianos

A British International Investment (BII), instituição financeira de desenvolvimento e investidor de impacto do Reino Unido, investirá até US $250 milhões em um novo empreendimento de veículos elétricos a ser lançado pela Mahindra & Mahindra, um grupo automotivo indiano. O novo negócio desenvolverá veículos elétricos de passageiros de quatro rodas para consumidores indianos e outros mercados ao redor do mundo. Além disso, contribuirá para a redução de 2,1 milhões de toneladas de emissões equivalentes de CO2 e levará à criação de cerca de 8 mil empregos qualificados – um quarto dos quais deverá ser de mulheres. (Electric Energy Online – 08.07.2022)

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6 O interesse em VEs cresceu substancialmente, mostra pesquisa

O interesse do consumidor dos EUA em VEs está crescendo rapidamente, de acordo com resultados de uma pesquisa da Consumer Reports. Este ano, 14% dos consumidores disseram que definitivamente comprariam ou alugariam um veículo elétrico, em comparação com apenas 4% na pesquisa de 2020 da organização. No geral, 71% dos entrevistados expressaram algum nível de interesse em comprar ou alugar um VE. Mas apenas 9% se descreveram como “muito familiarizados” com os fundamentos de possuir um VE. De acordo com a pesquisa, as principais preocupações que impedem os consumidores de comprar um veículo elétrico são a logística de carregamento, a distância que eles podem percorrer antes de precisar recarregar e os custos associados à compra e manutenção de um veículo elétrico. (Utility Dive – 08.07.2022)

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7 Enchentes nas áreas urbanas representam um desafio para estações de carregamento para VEs

À medida que o mercado de VEs cresce nos EUA, aumenta a preocupação de onde instalar as estações de carregamento. A Administração Federal de Rodovias avalia onde localizar efetivamente os carregadores para o futuro, levando em consideração o aumento do nível do mar e chuvas intensas. De acordo com os regulamentos federais recém-propostos, a Administração Federal de Rodovias exigiria que as redes de carregamento considerassem os riscos de localizar carregadores em áreas sujeitas a inundações de 100 anos. Além disso, deve-se considerar o acesso para carregadores de VE “durante tempos de emergência, como evacuação de desastres naturais”, conforme declarado na regra proposta. (Utility Dive – 06.07.2022)

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8 Tornando o carregamento de veículos elétricos uma realidade nos EUA

Segundo dados da McKinsey & Company: À medida que o número de VEs aumenta, a demanda anual de eletricidade para carregá-los aumentaria de 11 bilhões de kWh em 2020 para 230 bilhões de kWh em 2030. Para ajudar a tornar realidade uma rede nacional de carregamento de veículos elétricos, a Xendee Corporation está à frente da curva com sua plataforma de design de estação de carregamento rápido de veículos elétricos. O objetivo é ajudar os operadores locais de serviços públicos e RED/microrredes a identificar, validar e projetar rapidamente estações de carregamento rápido. O software da Xendee ajuda as concessionárias a tomar decisões de planejamento de investimento com confiança e garante a captura confiável de benefícios para seus contribuintes. Além disso, cria simulações de projetos, otimizações financeiras e despachos operacionais que maximizam a eficiência do sistema RED ou microrrede e capturam retornos antecipados do investimento. (Utility Dive – 05.07.2022)

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9 Projeto FLOW: uma base para a inserção em massa de veículos elétricos

O projeto FLOW, financiado pela Horizon Europe, baseia-se no princípio de promover a mobilidade elétrica para motoristas de veículos elétricos, proporcionando benefícios ao sistema de energia em toda a Europa com as tecnologias e modelos de negócios necessários para apoiar a implantação em massa desses veículos e a infraestrutura de carregamento associada. O projeto de quatro anos, no valor de € 9,9 milhões (US$ 10,2 milhões), a ser entregue por um consórcio de 30 parceiros em nove países, deve fornecer aprendizado para todos os atores relevantes, desde operadores de sistemas de distribuição de energia e operadores de pontos de carregamento até provedores de serviços de mobilidade, fabricantes de infraestrutura e usuários finais. Um dos principais objetivos do projeto é validar e quantificar os benefícios associados à flexibilidade de carregamento de VEs por meio de um sistema de transporte inteligente (V2X), ou seja, troca de energia entre veículos, edifícios e a rede, a fim de aliviar os problemas da rede durante a transição para um modelo de mobilidade sustentável. (Smart Energy International – 06.07.2022)

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10 EUA: Alimentando estações de carregamento de VE com sistemas agrovoltaicos

Uma equipe de pesquisa do estado de Oregon estudou o potencial de terras agrícolas para gerar eletricidade solar para alimentar veículos elétricos ao longo das rodovias do estado. Eles descobriram que os sistemas agrovoltaicos colocados nas proximidades da rodovia podem ser úteis em áreas rurais, que também é onde as estações de carregamento elétrico são mais necessárias. No estudo, foi identificado um total de 231 pontos de acesso a rodovias rurais que possuíam área de terra suficiente para atender estações de carregamento de VEs com energia gerada por instalações agrovoltaicas. Com base no número de veículos registrados no estado de Oregon e na quantidade de carbono que eles emitem a cada ano, a equipe estimou que o potencial de redução de carbono por meio deste tipo de estações de carregamento de VE é de cerca de 3,1 milhões de toneladas ou o equivalente a 673.915 veículos removidos a estrada todos os anos, se a sua abordagem fosse totalmente implementada (PV Magazine – 06.07.2022)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 National Grid lança programa de carregamento de veículos elétricos fora do pico para clientes de Massachusetts

A National Grid, empresa de fornecimento de eletricidade, gás natural e energia limpa, fornece a possibilidade de seus clientes residenciais, que dirigem veículos elétricos economizarem no carregamento em casa. Os motoristas de VE podem inscrever seu veículo compatível ou carregador doméstico no MA EV Off-Peak Charging Program para começar a economizar dinheiro em sua conta de energia elétrica. Ao baixar o aplicativo Charge Smart MA, desenvolvido pela ev.energy para clientes da National Grid, os motoristas de VE podem se inscrever no Programa de carregamento fora de pico e ganhar descontos a cada kWh de carregamento fora do horário de pico. O aplicativo Charge Smart MA permite que os clientes da National Grid façam login usando as informações da conta de cobrança da National Grid para que quaisquer descontos obtidos sejam creditados em sua conta de energia elétrica. O aplicativo também permite que os motoristas de veículos elétricos rastreiem seus custos de carregamento. (Electric Energy Online – 12.07.2022)

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2 CPower irá adquirir o negócio de resposta da demanda da Centrica nos EUA

O principal fornecedor nacional de soluções de energia CPower Energy Management anunciou que celebrou um acordo definitivo para adquirir a divisão de resposta da demanda da Centrica Business Solutions (LLC), empresa de soluções integradas de energia. A aquisição posicionará a CPower como líder dos EUA no fornecimento de flexibilidade e confiabilidade de rede por meio dos recursos energéticos distribuídos (RED) alimentados pelo cliente, com quase 6,3 GW de capacidade em mais de 17 mil locais disponíveis para serem despachados para a rede quando for mais necessário. Em troca, o CPower ajuda os proprietários de RED participantes a manter os custos de energia baixos, aumentar a resiliência e evitar emissões de carbono por estar disponível para usar menos eletricidade durante os períodos de pico. A CPower ajuda a rede elétrica e mais de 2 mil clientes proprietários de RED nos EUA a reduzir a energia durante períodos críticos quando a rede está sobrecarregada. (Electric Energy Online – 12.07.2022)

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3 Programa de resposta da demanda da SRO aumenta a adoção de VEs

A SRP, uma concessionária de energia pública e a maior fornecedora de eletricidade na área metropolitana de Phoenix, superou sua meta de ter 23 mil VEs em sua área de serviço até o final de seu ano fiscal 2022, com um total de mais de 29,2 mil VEs alugados ou comprados. As taxas de adoção de VEs pelos clientes da SRP podem ser atribuídas ao Plano de Preços de VE, um programa de descontos de carregador inteligente residencial da SRP, que ajudou os motoristas de VEs a economizar nas contas de energia ao carregar seus veículos fora do horário de pico. Mais de 870 clientes aproveitaram no último exercício. Isso superou a meta da SRP para descontos totais reivindicados em mais de 175%. Neste programa em andamento, os clientes participantes economizam US$ 250 em um carregador inteligente Nível 2 comprando no SRP Marketplace ou solicitando um desconto em carregadores qualificados. Somente no último ano fiscal, mais de 1,2 mil clientes se inscreveram no programa. (Electric Energy Online – 05.07.2022)</font

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Eficiência Energética

1 Nova York: Governadora assina pacote legislativo para estimular a eficiência energética

A governadora Kathy Hochul assinou um pacote legislativo de três projetos de lei que fortalecerão o compromisso de Nova York com o desenvolvimento de energia limpa e com a eficiência energética. Estas três novas leis apoiam a meta do Climate Leadership and Community Protection Act de reduzir 85% das emissões de gases de efeito estufa até 2050, garantindo uma transição justa e equitativa para trabalhadores e comunidades de Nova York. Segundo a governadora, o fortalecimento de códigos de construção e padrões de eletrodomésticos reduzirá as emissões de carbono e economizará bilhões de dólares aos nova-iorquinos, devido ao aumento da eficiência. Este pacote legislativo multifacetado não apenas substituirá a infraestrutura suja de combustível fóssil, mas também consolidará Nova York como líder nacional em ação climática e empregos verdes. (EE Online – 07.07.2022)

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2 Cenário mundial atual estimula os esforços de eficiência energética

Segundo a IEA, a eficiência energética (EE), o recurso mais limpo, de menor custo e mais negligenciado na luta climática, agora faz parte da reação mundial à invasão da Ucrânia pela Rússia. Nesse contexto, a EE está sendo vista como fundamental para a União Europeia minimizar a dependência do gás natural russo e as ameaças russas arbitrárias, e evitar a queima temporária de carvão. Com políticas mais inovadoras e abrangentes, a EE pode ter grande valor como resposta da demanda (RD) e ser usada quando e onde o sistema de energia mais precisar de reduções de kWh. (Utility Dive – 11.07.2022)

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3 A Snugg arrecada fundos para simplificar a eficiência energética

A fintech escocesa Snugg levantou US $ 1,2 milhão em sua primeira rodada de arrecadação de fundos para acelerar o desenvolvimento de uma plataforma para proprietários privados do Reino Unido tornarem as melhorias de eficiência energética doméstica mais simples e acessíveis. Com alguns dos conjuntos habitacionais mais antigos da Europa e pouco mais de 20% das emissões de CO2 do país provenientes de residências, melhorar a eficiência energética dos edifícios existentes é fundamental para atingir as metas de neutralidade das emissões. Em parceria com bancos, redes de instaladores e provedores de dados, a plataforma Snugg fornecerá recomendações de eficiência energética aos proprietários com base em seu endereço. De acordo com a fintech, a plataforma está sendo desenvolvida por especialistas digitais para enfrentar o complexo e fragmentado mercado de eficiência energética doméstica. Isso será feito ajudando os proprietários a identificar, financiar e implementar facilmente melhorias em suas casas. (Smart Energy – 12.07.2022)

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4 Connecticut Green Bank apoia expansão da eficiência energética

O Connecticut Green Bank anunciou que forneceu US$ 5 milhões em empréstimos garantidos para apoiar a expansão de mercado da Budderfly, uma empresa com sede em Connecticut que fornece uma solução de gerenciamento de energia. A Budderfly fornece equipamentos de economia de energia para seus clientes, assumindo a responsabilidade pela logística, capital inicial e outros riscos associados para os empresários, que incluem restaurantes de serviço rápido, lojas de conveniência e unidades de saúde. Segundo Al Subbloie, fundador e CEO da Budderfly, o negócio da empresa foi construído muito intencionalmente em torno dos objetivos duplos de economizar dinheiro e reduzir as emissões de carbono para pequenas e médias empresas. (Power Grid – 06.07.2022)

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5 A IEA organiza um programa de treinamento sobre edifícios interativos com a rede eficiente

O Programa de Treinamento Regional da Agência Internacional de Energia (IEA) de Cingapura em Edifícios Eficientes com Rede Interativas reúne formuladores de políticas, profissionais da indústria e representantes da academia, organizações internacionais e sociedade civil. O objetivo do programa é explorar o uso de tecnologias digitais inteligentes para transformar edifícios de consumidores intensivos em energia em prossumidores energeticamente eficientes e de baixo carbono. De acordo com a IEA, o ambiente construído contribui com um quarto do uso total de energia na ASEAN, com mais de 40% desse consumo proveniente de eletricidade gerada principalmente por combustíveis fósseis. Há um potencial significativo para o ambiente construído – que engloba edifícios, bem como as redes de serviços públicos e de transporte que os conectam – para reduzir o consumo de energia, aproveitando as tecnologias digitais para se tornarem mais inteligentes e interativas. (IEA – 05.07.2022)

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Microrredes e VPP

1 EUA: Congresso incentiva o DOE a usar fundos de investimento em infraestrutura para microrredes

Um total de 20 representantes dos EUA pediram, através de uma carta, a realocação do financiamento bipartidário da Lei de Investimentos e Empregos em Infraestrutura (IIJA), com o objetivo de usá-lo para na expansão de microrredes e esforços de resiliência de energia local. O IIJA autorizou US$ 5 bilhões para melhorar a resiliência da rede elétrica a climas extremos e desastres naturais. O Departamento de Energia (DOE) foi direcionado a criar um programa onde as microrredes poderiam oferecer soluções para os desafios relacionados aos riscos naturais e causados pelo homem. Em sua carta, os legisladores enfatizaram o modo de ilhamento das microrredes, que permite que elas operem independentemente da rede e forneçam energia para aqueles ao seu redor. Isso as torna inestimáveis para desastres naturais quando a conexão com redes maiores pode ser interrompida. (Daily Energy Insider – 07.07.2022)

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2 A confiabilidade impulsiona a adoção de microrredes em novos setores

A independência energética é uma das principais razões pelas quais um número crescente de setores está se voltando para microrredes, de acordo com Dean Richards, presidente e CEO da Piller Power Systems, companhia focada em tecnologia e armazenamento. Segundo o especialista, os data centers e as forças armadas são duas das maiores áreas que têm buscado implementar microrredes. Além disso, pode-se exaltar também como a capacidade de uma microrrede de otimizar os recursos energéticos distribuídos é um dos principais benefícios da tecnologia. Por fim, o especialista aponta a importância de provar o conceito de microrrede por meio de modelagem. A modelagem mostra como a tecnologia atenderá às necessidades operacionais e aos objetivos de sustentabilidade. (Microgrid Knowledge – 12.07.2022)

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3 Microrredes: mais limpas, inteligentes e confiáveis

As microrredes continuam a provar-se como soluções para uma variedade de aplicações. Comunidades, instalações e locais remotos estão aderindo aos recursos energéticos distribuídos (REDs) para fortalecer a resiliência de seus sistemas. Tais recursos geralmente incluem vários elementos: energia solar, eólica, armazenamento, bem como geradores de biomassa e diesel, e uma conexão à rede. As microrredes são mais comuns em instalações situadas em locais remotos como minas ou locais industriais, e em acomodações afastadas, como resorts. Comunidades isoladas, como ilhas ou municípios remotos, também são uma área com comprovação da tecnologia. As microrredes podem oferecer, de maneira geral, mais recursos e resiliência a rede, como controles avançados de gerenciamento da geração de energia e de demanda, além de sistemas de flexibilidade e de armazenamento. (PV Magazine – 07.07.2022)

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Tecnologias e Soluções Digitais

1 Ativos tokenizados (debêntures e FIDC) movimentam R$82 mi em maio e junho

Os ativos tokenizados começam a ganhar força no Brasil, com volume de R$ 82 milhões entre maio e junho, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O volume ainda é muito pequeno quando comparado ao que o mercado de capitais movimenta, R$ 233 bilhões só no 1º trimestre, mas é um segmento que deve ganhar mais espaço com o avanço da digitalização. Os dados da Anbima de ativos tokenizados incluem as debêntures e fundos de recebíveis (FIDC). A tokenização de ativos é mais uma das inovações possibilitadas pela popularização da tecnologia blockchain e pode ser explicada como a transformação de ativos “físicos” em ativos digitais. Recentemente, a Anbima publicou um documento sobre essa tendência: “Tokenização de Ativos: conceitos iniciais e experimentos em curso”. (BroadCast Energia – 07.07.2022)

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2 FAA concede aprovação à Dominion Energy para usar drones Skydio para inspeções

A Federal Aviation Administration (FAA) concedeu a aprovação da Dominion Energy para pilotar drones Skydio, que possuem maior autonomia e tecnologia, para inspecionar instalações de geração de energia em sete estados. A licença permite que operadores individuais voem drones além de sua linha de visão. Não há necessidade de usar um tripulante ou tecnologia adicional para detectar aeronaves tripuladas. A tecnologia de Inteligência Artificial (IA) da Skydio permite que o piloto voe com segurança em suas missões nas proximidades das estruturas de uma maneira que seria difícil com outros drones menos sofisticados. De acordo com Nate Robie, gerente do programa de sistemas não tripulados da Dominion Energy’s o uso desses novos drones nas inspeções tornará o processo mais rápido e seguro aos trabalhadores, além de contribuir para um futuro mais ecológico e reduzir os custos de operação e manutenção, trazendo maiores benefícios aos clientes da companhia. (Daily Energy Insider – 08.07.2022)

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3 Duke Energy Florida usa tecnologia para limitar quedas de energia nesta temporada de tempestades

A Duke Energy Florida está implantando sua tecnologia inteligente e de autocorreção para limitar as quedas de energia à medida que a tempestade de verão e a temporada de furacões atingem o estado. Assim como um GPS pode redirecionar o tráfego durante um acidente, a tecnologia de autocorreção pode detectar automaticamente quedas de energia e redirecionar rapidamente a energia para restaurar o serviço mais rapidamente ou evitar a interrupção por completo. Em 2021, a tecnologia ajudou a evitar quase 250 mil quedas de energia de clientes na Flórida, economizando quase 17 milhões de minutos em interrupções. “Sabemos que as tempestades estão aumentando em frequência e intensidade, por isso é importante tomar medidas hoje para proteger a rede dos impactos do clima severo e aumentar a confiabilidade para todos os nossos clientes.”, disse a presidente da Duke Energy Florida, Melissa Seixas. (Daily Energy Insider – 06.07.2022)

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4 Plataforma de integração da SK Forsyning projetada para atender às necessidades do setor de energia

A SK Forsyning, empresa dinamarquesa de serviços públicos, lançou uma nova plataforma de integração, especialmente desenvolvida para o setor de serviços públicos, com uma arquitetura de sistema que garante operações estáveis e fluxos de trabalho suaves. A SK Forsyning foi a primeira empresa de serviços públicos da Dinamarca a adotar a plataforma KMD Utilihive. A solução foi fornecida pela KMD em parceria com a empresa de TI norueguesa Greenbird. “O KMD Utilihive é um sistema muito mais fácil de usar do que nossa antiga plataforma de integração. Como controlador do sistema, tenho acesso a um painel baseado na web onde posso ver como a troca de dados está fluindo naquele dia e se há algum erro com o qual preciso lidar. Se ocorrer um erro, posso ver rapidamente a origem do problema, posso falar com o fornecedor certo e eles podem resolver o problema. Com a plataforma anterior, a solução de problemas era totalmente opaca. Eu passava horas trabalhando com nossos fornecedores para corrigir erros”, diz Jeanette Johansen, gerente do projeto na SK Forsyning. (Smart Energy – 07.07.2022)

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Segurança Cibernética

1 Departamento de Energia dos EUA lança C2M2 versão 2.1 para segurança cibernética de energia

O Escritório de Cibersegurança, Segurança Energética e Resposta a Emergências do Departamento de Energia dos EUA (CESER) atualizou o Modelo de Maturidade de Capacidade de Segurança Cibernética (C2M2) com base em testes do mundo real e na entrada do usuário. O modelo serve como uma forma de autoavaliação para organizações de energia que buscam melhorar sua postura de segurança cibernética, de acordo com uma declaração do CESER. Na versão 2.1 do C2M2, o CESER incorporou informações sobre tendências como arquitetura de confiança zero, computação em nuvem e quântica, inteligência artificial (IA), defesa contra ransomware e segurança cibernética da cadeia de suprimentos. As atualizações críticas do modelo incluem foco na arquitetura de segurança cibernética e gerenciamento de controles de segurança; revisões significativas de gerenciamento de riscos corporativos; e a adição de melhores práticas de compartilhamento de informações. (Security Magazine – 12.07.2022)

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2 Câmara dos EUA desembolsa mais de US$ 15 bilhões para segurança cibernética

A Câmara dos EUA marcou uma dúzia de contas de gastos para o ano fiscal de 2023 que forneceriam pelo menos US $15,6 bilhões para esforços de segurança cibernética em departamentos e agências federais. Os aumentos no financiamento para segurança cibernética ocorrem à medida que o governo Biden se concentra em aumentar as medidas preventivas, melhorar o compartilhamento de informações entre agências governamentais e empresas do setor privado e pressionar as agências a adotar a chamada postura de confiança zero, que pressupõe que qualquer pessoa que acesse uma rede de computadores possa ser uma ameaça. As medidas seguem-se a ataques cibernéticos dramáticos no final de 2020 e início de 2021, que deixaram centenas das principais empresas dos EUA e uma dúzia de departamentos e agências federais lutando para se proteger. (Roll Call – 12.07.2022)

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Eventos

1 Exposição Internacional de Internet das Coisas em Shenzen, China

A EVE Energy, empresa chinesa de baterias de lítio, exibirá várias soluções de bateria IoT na 18ª Exposição Internacional de Internet das Coisas de 2022-Shenzhen, que será realizada no Centro de Convenções e Exposições de Shenzhen, no Distrito de Futian, China, do dia 18 a 20 de agosto de 2022. Esta exposição é um evento importante para a indústria da Internet das Coisas (IoT) e ajuda as empresas já consolidadas de IoT buscarem novidades no setor. Como uma empresa central da indústria chinesa de baterias de lítio, a EVE possui soluções abrangentes e já forneceu mais de 1,5 bilhão de baterias de medidores inteligentes para o mundo. O volume de vendas e exportação de baterias primárias de lítio foi o número 1 por 6 anos consecutivos. (Smart Energy – 04.07.2022)

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Artigos e Estudos

1 Artigo: Descarbonização do setor de energia no Brasil

Em artigo de opinião publicado na epbr, o autor Pablo Silva Ortiz, coordenador técnico do Instituto E+ Transição Energética, analisa os caminhos para a descarbonização da energia no Brasil, focando nas atividades de maior emissão: transportes, indústria, edifícios e eletricidade. De acordo com o autor “a descarbonização requer a definição de uma arquitetura e design que envolva elementos como: estruturas sociais, preferências de consumo, comportamentos individuais e coletivos, arcabouço regulatório, entre outros, visando a implementação de sistemas/tecnologias de baixo carbono”. (epbr – 07.07.2022)

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2 Relatório IRENA: “Custos de geração de energia renovável em 2021”

De acordo com relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), o custo médio ponderado global de projetos de energia solar fotovoltaica, onshore e offshore recentemente comissionados caiu em 2021. Isso ocorreu apesar do aumento dos custos de materiais e equipamentos, uma vez que há um atraso significativo no repasse para os custos totais instalados. Além disso, o custo nivelado médio ponderado global de eletricidade (LCOE) de novos projetos eólicos onshore adicionados em 2021 caiu 15%, ano a ano, para US$ 0,033/kWh, enquanto o de novos projetos solares fotovoltaicos em grande porte caiu 13% ano. No caso da energia solar, com apenas uma usina de energia solar concentrada (CSP) comissionada em 2021, o LCOE aumentou 7% ano a ano para US$ 0,114/kWh. Para ter acesso ao texto completo na íntegra, clique aqui. (IRENA – 07.2022)

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3 IRENA apresenta plano de energias renováveis para a China

Como parte da parceria estratégica com a China, a IRENA lançou um Plano de 13 Pontos para apoiar o país com os seus compromissos climáticos, que envolve atingir os pico das emissões de carbono antes de 2030 e a neutralidade de carbono até 2060. Embora a escala da China e a necessidade de equilibrar o desenvolvimento econômico com a redução de emissões apresentem desafios significativos para sua transição energética, o novo relatório da IRENA, “China’s route to carbon neutrality: Perspectives and the role of renewables”, oferece recomendações personalizadas para atingir as metas nacionais por meio de um sistema alimentado por energias renováveis. Nesse caso, análises substanciais e esforços coordenados serão necessários nos próximos 40 anos para estabelecer as condições propícias para o novo sistema de energia da China. (IRENA – 08.07.2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores:
Cristina Rosa, Matheus Balmas e Pedro Barbosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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