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Informativo Eletrônico – Energia Nuclear nº 7 – publicado em 11 de julho de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Energia Nuclear – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 7 – 11 de julho de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Seção Nacional
1
ABIN apresenta relatório de ameaças à segurança física nuclear
2 Eletronuclear desconecta usina de Angra 1 para manutenção programada
3 IAEA conclui revisão de segurança operacional de Angra 1

Seção Internacional
1 AIEA e Indonésia destacam energia nuclear na transição energética
2 Ásia: Oposição contra reativação de usina nuclear próxima de vulcão
3 Bulgária: Única usina nuclear é desligada após mau funcionamento do gerador
4 Coreia do Sul: Energia nuclear para alcançar a neutralidade de carbono
5 Emirados Árabes Unidos: Licença de Operação de nova unidade nuclear
6 EUA: Militares querem demonstrar o uso de energia nuclear no espaço
7 EUA: UW recebe prêmio por projeto de energia nuclear
8 Europa: Comissões Parlamentares derrubam rotulação verde para energia nuclear e gás

9 França: Crise na geração nuclear ameaça fornecimento de energia

10 França: Solução para usina nuclear atrasada e com orçamento limitado
11 Grécia: Debate sobre energia nuclear ganha força
12 Idaho National Laboratory: Lixo nuclear poderia fornecer energia aos EUA por 100 anos
13 NASA anuncia o Artemis Concept Awards para Energia Nuclear na Lua
14 Nigéria: NAEC deve olhar na direção da energia nuclear
15 Reino Unido: Governo avança com os planos para financiar novos projetos nucleares
16 Rosatom e Yakutia assinam acordo para projetos de energia nuclear

Small Modular Reactor
1 Escócia: SMRs entram em pauta
2 EUA: Indústria nuclear norte-americana planeja investir em SMRs
3 EUA (DOE, MIT, Lightbridge e NuScale): Estudo sobre implantação de combustíveis e acidentes em SMRs

4 EUA: Hexagon atuará em projeto de reator modular de próxima geração

5 EUA: NuScale adota nova estratégia de desenvolvimento para a entrega de SMRs

6 EUA: Maryland e X-energy propõem que usina a carvão abrigue SMR

7 IAEA: O reaproveitamento de instalações de usinas fósseis com SMRs

8 Polônia: Expansão da cooperação em SMRs e grandes reatores
9 Reino Unido: Newcleo realiza novos investimentos em parceria com a Orano
10 Reino Unido: Primeiro SMR do país estará operando em Trawsfynydd
11 Rolls-Royce: Pressão por aprovação antecipada de SMRs
12 Romênia: SMRs podem tornar país potência energética na Europa

 

 

Seção Nacional

1 ABIN apresenta relatório de ameaças à segurança física nuclear

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) apresentou o Relatório Nacional das Ameaças à Segurança Física Nuclear (Renasf), primeiro levantamento nacional sobre o tema e documento fundamental para o país elaborar a Ameaça Base de Projeto (ABP) de suas instalações nucleares e, assim, cumprir as recomendações e boas práticas preconizadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Victor Felismino Carneiro, diretor-adjunto da ABIN, o Renasf apresenta, sob a ótica da Inteligência de Estado, a descrição dos atributos e características das ameaças a instalações nucleares selecionadas do Brasil. O documento insere-se na atividade principal da Inteligência, que é a produção e difusão de conhecimentos relativos a fatos ou situações que possam resultar em ameaças ou riscos à salvaguarda da sociedade e do Estado. (GOV BR – 15.06.2022)

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2 Eletronuclear desconecta usina de Angra 1 para manutenção programada

A usina nuclear de Angra 1, a primeira do Brasil dessa fonte, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro, está fora de operação desde o dia 29 de maio. De acordo com a Eletronuclear, empresa estatal subsidiária da Eletrobras para energia nuclear, a ação trata-se de uma manutenção programada. A empresa anunciou que a usina foi desconectada do Sistema Interligado Nacional (SIN) para a troca preventiva da válvula de um pressurizador, equipamento que integra o circuito principal da unidade. Vale ressaltar que a unidade de Angra I foi projetada com vida útil prevista de 40 anos, prazo que expira em 2024. No entanto, a Eletronuclear procura prorrogá-lo por mais 20 anos, em linha com práticas que têm acontecido em equipamentos deste tipo no mundo. (CNN Brasil – 02.06.2022)

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3 IAEA conclui revisão de segurança operacional de Angra 1

Uma equipe de peritos da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) terminou uma missão de inspeção à usina nuclear Angra dos Reis 1, no estado do Rio de Janeiro. Os especialistas passaram quatro dias no local analisando a revisão operacional de segurança a pedido da administradora da instalação, a Eletrobras Eletronuclear. De acordo com Martin Marchena, encarregado em segurança nuclear da agência da ONU, a equipe notou que a entidade operadora está preparando Angra 1 para os aspectos de segurança de uma operação de longo prazo, conhecida como Salto na sigla em inglês. No fim, os peritos da IAEA afirmam que o gerenciamento desta etapa está sendo feito a tempo. (O Progresso – 14.06.2022)

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Seção Internacional

1 AIEA e Indonésia destacam energia nuclear na transição energética

A importância da energia nuclear na transição energética foi apresentada pelo G20, quando o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), Rafael Mariano Grossi, e especialistas, se juntaram a representantes da Indonésia, detentora da presidência do G20, bem como da Coreia do Sul e dos Emirados Árabes Unidos, para discutir o papel da tecnologia nuclear para atingir metas de neutralidade e de desenvolvimento sustentável. O evento virtual “Nuclear Potentials in the Energy Transitions”, co-organizado pela IAEA e pela Indonésia como parte da série de webinars do G20, ajudará a informar o trabalho do Grupo de Trabalho de Transição Energética do G20 (ETWG) com o objetivo de alcançar um acordo global sobre a mudança para a energia sustentável durante a cúpula do G20 marcada para Bali, na Indonésia, de 15 a 16 de novembro. (IAEA – 13.06.2022)

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2 Ásia: Oposição contra reativação de usina nuclear próxima de vulcão

Os planos para reativar uma usina nuclear perto da capital das Filipinas foram criticados por cientistas por sua proximidade com um vulcão potencialmente ativo. A Usina Nuclear de Bataan (BNPP) está localizada no sopé do Monte Natib, um vulcão adormecido que não tem erupções registradas, mas é classificado como potencialmente ativo pelo Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, e está a apenas oito quilômetros da caldeira, quee foi construída na década de 1980. Por isso, a mesma nunca foi ativada devido ao sentimento anti-nuclear após o desastre da usina de Chernobyl em 1986, com protestos expressando preocupações de que o BNPP estava em uma zona de terremoto graças à falha de Lubao do vulcão, que atravessa o vulcão e a usina. (Newsweek – 20.06.2022)

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3 Bulgária: Única usina nuclear é desligada após mau funcionamento do gerador

A única usina nuclear da Bulgária fechou um de seus dois reatores de 1.000 MW após um mau funcionamento do gerador, disse a operadora, acrescentando que não houve vazamento de radiação. O incidente ocorre menos de um mês depois que o reator, localizado no noroeste da Bulgária, no rio Danúbio, foi desligado para manutenção programada e reabastecimento. Segundo o operador da usina, a unidade 5 da usina de Kozloduy foi desligada devido a um mau funcionamento no sistema de excitação do gerador e a ativação da proteção elétrica no sistema convencional, não afetando parte nuclear. Deste modo, sua proteção de emergência foi ativada e não houve nenhuma mudança na situação de radiação no local. (Alarabiya – 17.06.2022)

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4 Coreia do Sul: Energia nuclear para alcançar a neutralidade de carbono

O primeiro-ministro, Han Duck-soo, disse que a Coreia do Sul usará ativamente a energia nuclear para atingir sua meta de neutralidade de carbono e como uma ferramenta para a segurança energética do país. Han fez as declarações em um discurso em vídeo para uma reunião climática global organizada pelo presidente dos EUA, Joe Biden. A Coreia do Sul “utilizará ativamente usinas nucleares como meio de segurança energética e neutralidade de carbono”, disse Han, ao Fórum das Principais Economias sobre Energia e Clima. A Coreia do Sul prometeu reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% em relação aos níveis de 2018 até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Han disse que a Coreia do Sul elaborará um plano para a combinação certa de energia nuclear e energia renovável para alcançar a neutralidade de carbono. Além disso, a Coreia do Sul expandirá seu investimento em pequenos projetos de energia nuclear chamados pequenos reatores modulares (SMR) e energia renovável, disse Han. (YNA – 18.06.2022)

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5 Emirados Árabes Unidos: Licença de Operação de nova unidade nuclear

O carregamento de combustível começou em Barakah 3 após o recebimento da licença de operação da unidade, anunciou a Emirates Nuclear Energy Corporation (ENEC). Salienta-se que esta unidade nuclear dos Emirados Árabes Unidos deve começar a produzir eletricidade ainda este ano. O diretor-gerente e CEO da ENEC, Mohamed Al Hammadi, disse que o projeto está oferecendo uma “solução climática prática no terreno” e permitindo esforços de descarbonização em larga escala juntamente com o crescimento econômico. “O sucesso e os benefícios de colocar cada unidade em Barakah em operação em anos consecutivos desde a unidade 1 em 2020 mostram os benefícios significativos de desenvolver uma usina de energia nuclear de várias unidades na condução da segurança e sustentabilidade energética para nações que se comprometem com o desenvolvimento a longo prazo processo de um programa nuclear civil”, disse ele. (World Nuclear News – 20.06.2022)

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6 EUA: Militares querem demonstrar o uso de energia nuclear no espaço

A Unidade de Inovação em Defesa (UID), um órgão do Departamento de Defesa dos EUA criado em 2015, está organizando um esforço para levar energia nuclear ao espaço, com estreia marcada para 2027. Para isso, a UID firmou dois contratos com empresas privadas: Ultra Safe Nuclear e Avalanche Technology. Nesse caso, a Ultra Safe Nuclear quer demonstrar a EmberCore, uma bateria nuclear que serve tanto para propulsão quanto para eletricidade. Segundo a empresa, sua tecnologia será capaz de produzir mais de 1 MWh de energia com menos de 10 kg de material. (Olhar Digital – 04.06.2022)

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7 EUA: UW recebe prêmio por projeto de energia nuclear

A Universidade de Wyoming (UW) receberá US$ 800.000 do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE). O prêmio, destinado a apoiar projetos de energia nuclear vem do Programa Universitário de Energia Nuclear do departamento, que já beneficiou mais de 40 universidades. De acordo com Jennifer M. Granholm, esses prêmios são um investimento tanto na próxima geração de tecnologia nuclear quanto na próxima geração de cientistas e engenheiros. Em resumo, com financiamento do DOE, as universidades do país estimularão a inovação e continuarão o levando em direção ao futuro livre de carbono. (Wyoming News – 17.06.2022)(WNN – 23.06.2022)

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8 Europa: Comissões Parlamentares derrubam rotulação verde para energia nuclear e gás

O plano altamente controverso da Comissão Europeia de rotular o gás e a energia nuclear como fontes de energia sustentável foi derrubado na terça-feira por duas importantes comissões parlamentares. A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e a Comissão do Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar rejeitaram a proposta na terça-feira, com 76 deputados a votar contra e 62 a favor. Em um comunicado, os eurodeputados dos comitês disseram que reconhecem o papel do gás nuclear e fóssil na garantia de fornecimento estável de energia durante a transição para uma economia sustentável. Mas eles consideram que os padrões técnicos de triagem propostos pela comissão em seu regulamento delegado, para apoiar sua inclusão não respeitam os critérios para atividades econômicas ambientalmente sustentáveis, conforme estabelecido no artigo 3 do Regulamento de Taxonomia. (Euronews – 14.06.2022)

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9 França: Crise na geração nuclear ameaça fornecimento de energia

Enquanto a UE se move para cortar os laços com o petróleo e o gás russos após a guerra de Moscou contra a Ucrânia, a França tem apostado em suas usinas nucleares para resistir a uma iminente crise de energia. Atualmente, a energia nuclear fornece cerca de 70% da eletricidade da França, uma parcela maior do que qualquer outro país do mundo. Apesar disso, a indústria caiu em uma crise de energia sem precedentes, à medida que a EDF enfrenta problemas que vão desde o surgimento de corrosão sob tensão dentro de usinas nucleares até um clima mais quente que está dificultando o resfriamento dos reatores antigos. As interrupções na EDF, a maior exportadora de eletricidade da Europa, levaram a produção de energia nuclear da França a cair para o nível mais baixo em quase 30 anos, fazendo com que as contas de eletricidade francesas atingíssem recordes. Adicionalmente, a EDF, que já tem uma dívida de 43 bilhões de euros, também está exposta a um acordo recente envolvendo a operadora de energia nuclear russa, Rosatom, que pode causar novos problemas financeiros à empresa francesa. Os problemas aumentaram tão rapidamente que o governo do presidente Emmanuel Macron deu a entender que a EDF pode precisar ser nacionalizada. De qualquer forma, para que a indústria nuclear francesa se recupere, a melhor aposta do país é manter o plano de construir uma frota de novas usinas nucleares, disse o JPMorgan Chase em uma análise recente. (The New York Times – 18.06.2022)

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10 França: Solução para usina nuclear atrasada e com orçamento limitado

Com uma década de atraso e bilhões acima do orçamento, o governo francês, apoiador da energia nuclear, seus contribuintes e a gigante de energia EDF, que está construindo o reator de próxima geração em Flamanville, esperam que nada mais dê errado: a usina deve começar a produzir eletricidade no final de 2023. Segundo Alain Morvan, chefe do Reator Pressurizado Europeu de Flamanville, com as pessoas vendo a reta final e a cada semana sente-se a tensão positiva crescendo. (Reuters – 16.06.2022)

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11 Grécia: Debate sobre energia nuclear ganha força

De forma reveladora, as pesquisas de opinião internacionais mostram que a opinião pública da Grécia está entre as mais negativas do mundo em relação à energia nuclear, e pode-se entender razoavelmente a dificuldade de qualquer liderança política em abrir qualquer discussão sobre a inclusão dessa opção no planejamento energético nacional. Segundo o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, a Grécia não possui usinas nucleares e nunca as adquirirá. Neste contexto, o Comitê de Energia da Academia de Atenas busca quebrar o tabu com sua proposta “Perspectivas para a energia nuclear no mix de geração de eletricidade”, que lança as bases para uma discussão pública na Grécia, respondendo a questões fundamentais levantadas pelos críticos sobre acidentes, resíduos, etc. Propõe também iniciar os procedimentos para criar as bases institucionais e tecnológicas adequadas para que seja possível avaliar com responsabilidade os desenvolvimentos nos países vizinhos e a preparação da Grécia para qualquer eventualidade futura. (Ekathimerini – 18.06.2022)

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12 Idaho National Laboratory: Lixo nuclear poderia fornecer energia aos EUA por 100 anos

Há energia suficiente no lixo nuclear nos Estados Unidos para abastecer todo o país por 100 anos com energia limpa, diz Jess C. Gehin, do Laboratório Nacional de Idaho. A tecnologia para transformar lixo nuclear em energia, conhecida como reator nuclear rápido, existe há décadas e foi comprovada por uma planta piloto de laboratório de pesquisa do governo dos Estados Unidos que operou da década de 1960 até a década de 1990. Todavia, nunca foi econômico o suficiente para se desenvolver em escala. Para uma perspectiva futura, destaca-se que várias empresas privadas de inovação nuclear estão desenvolvendo reatores rápidos comerciais, como Oklo e TerraPower, mas mesmo assim, há problemas na cadeia de suprimentos nos Estados Unidos para produzir o combustível que entra em reatores rápidos. Do ponto de vista técnico e ambiental, embora um reator rápido reduza a quantidade de lixo nuclear, ele não o elimina totalmente. “Ainda haveria resíduos que teriam que ser descartados, mas a quantidade de resíduos de longa duração pode ser significativamente reduzida”, disse Gehin. Por enquanto, o Laboratório Nacional de Idaho pode reprocessar combustível suficiente para pesquisa e desenvolvimento, disse Gehin à CNBC, mas não muito mais. (CNBC – 02.06.2022)

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13 NASA anuncia o Artemis Concept Awards para Energia Nuclear na Lua

A NASA e o Departamento de Energia dos EUA (DOE) estão trabalhando juntos para avançar as tecnologias nucleares espaciais. As agências selecionaram três propostas de conceito de projeto para um sistema de energia de superfície de fissão que poderia estar pronto para ser lançado até o final da década para uma demonstração na Lua. Nesse caso, os contratos, a serem concedidos através do Laboratório Nacional de Idaho do DOE, estão avaliados em aproximadamente US$ 5 milhões. Os contratos financiam o desenvolvimento de conceitos iniciais de projeto para um sistema de energia de fissão de classe de 40 quilowatts planejado para durar pelo menos 10 anos no ambiente lunar. Relativamente pequenos e leves em comparação com outros sistemas de energia, os sistemas de fissão são confiáveis e podem permitir energia contínua, independentemente da localização, luz solar disponível e outras condições ambientais naturais. (NASA – 21.06.2022)

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14 Nigéria: NAEC deve olhar na direção da energia nuclear

Como parte de sua contribuição para o avanço da economia da Nigéria, o professor Yusuf Ahmed, diretor geral da Comissão de Energia Atômica da Nigéria (NAEC) insistiu na necessidade de o governo federal investir mais em energia nuclear. Isso porque para o mesmo as vantagens por trás da energia nuclear superam as desvantagens. Além disso, ele sustentou que a Nigéria tem a capacidade local para gerenciar a energia nuclear, como feito por outros países do mundo. Dentro desse panorama, Ahmed instou a geração jovem nigeriana em energia nuclear (NYGN) a avançar a campanha de energia nuclear para cidadelas de aprendizado no país e outras instituições. (Vanguard – 16.06.2022)

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15 Reino Unido: Governo avança com os planos para financiar novos projetos nucleares

O governo do Reino Unido publicou documentos que mostram progressos significativos na implementação de um novo modelo de financiamento de projetos nucleares, fornecendo o apoio financeiro necessário e atraindo investimento privado. O novo modelo de Base de Ativos Regulamentados (RAB) fará com que os projetos recebam um pagamento regulado dos fornecedores de eletricidade, ajudando esses grandes projetos de infraestrutura a se concretizarem. Dentro desse panorama, o projeto Sizewell C em Suffolk pode ser o primeiro projeto nuclear a usar esse modelo, sujeito ao resultado das negociações atuais. (GOV UK – 14.06.2022)

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16 Rosatom e Yakutia assinam acordo para projetos de energia nuclear

A Rosatom, empresa de energia nuclear russa, assinou um acordo com a República de Sakha (Yakutia) para promover projetos de energia nuclear. O projeto contará com uma pequena usina nuclear baseada no reator SHELF-M. Sob o acordo, as duas partes desenvolverão um roteiro para implementar o projeto este ano. Com 10 MW de capacidade elétrica estimada, o projeto será baseado no reator de água pressurizada (PWR) integral SHELF-M. A usina nuclear piloto está programada para ser comissionada em 2030. Por fim, em comunicado, a Rosatom disse: “O projeto está no âmbito do programa federal Desenvolvimento de Equipamentos, Tecnologias e Pesquisa Científica no Campo de Uso de Energia Nuclear na Federação Russa para o período até 2024″. (Power Technology – 21.06.2022)

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Small Modular Reactor

1 Escócia: SMRs entram em pauta

Uma nova geração de mini-reatores poderia ser construída na Escócia, apesar da oposição do SNP à energia nuclear. De acordo com o Sunday Times, o órgão governamental Scottish Enterprise e Cavendish Nuclear, uma subsidiária da Babcock International, está fazendo uma oferta para localizar uma fábrica em Rosyth para fazer elementos-chave para o programa nuclear de pequenos reatores modulares (SMRs) da Rolls-Royce. A revelação de que uma agência do governo escocês está ajudando a defender empregos em uma indústria que o SNP proibiu na Escócia, levou a alegações de hipocrisia. Cavendish tem capacidade de fabricação nuclear em Rosyth e faz parte de um consórcio liderado pela Rolls Royce, que investe £ 500 milhões, incluindo £ 210 milhões de financiamento dos contribuintes, para desenvolver SMRs, que são essenciais para o impulso de Westminster na meta de geração de energia de carbono zero. (The Times – 19.06.2022)

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2 EUA: Indústria nuclear norte-americana planeja investir em SMRs

A indústria nuclear dos EUA está gerando menos eletricidade à medida que os reatores se aposentam, mas agora os operadores das usinas esperam quase dobrar sua produção nas próximas três décadas, de acordo com a associação comercial do setor. A expansão massiva prevista pelas concessionárias depende da funcionalidade de um novo tipo de reator nuclear que é muito menor do que os reatores tradicionais. As concessionárias que são membros do projeto do Instituto de Energia Nuclear podem adicionar 90 gigawatts de energia nuclear combinados à rede dos EUA, com a maior parte entrando em operação até 2050, de acordo com a associação. Isso se traduz em cerca de 300 novos pequenos reatores modulares (SMRs), estimou Maria Korsnick, presidente e diretora executiva do instituto. “Temos a inovação, temos a capacidade, temos a engenhosidade americana”, disse ela. Korsnick disse que quanto mais as pessoas se preocupam com a eletricidade livre de carbono, “melhor é a energia nuclear”. Korsnick disse também que, quando as empresas mostrarem que os reatores de teste podem ser construídos dentro do orçamento e no prazo, eles “venderão como pão quente”. (National Observer – 21.06.2022)

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3 EUA (DOE, MIT, Lightbridge e NuScale): Estudo sobre implantação de combustíveis e acidentes em SMRs

A Lightbridge Corporation, uma empresa de tecnologia avançada de combustível nuclear, anunciou hoje que o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) recebeu aproximadamente US$ 800.000 do Prêmio de Pesquisa e Desenvolvimento do Programa da Universidade de Energia Nuclear do Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) para estudar a implantação de Combustíveis Tolerantes a Acidentes em Pequenos Reatores Modulares. O projeto será totalmente financiado pelo DOE, com o objetivo de reunir equipes colaborativas para resolver problemas complexos para avançar a tecnologia e o entendimento nuclear. Entre outros objetivos, o projeto simulará o desempenho de combustível e segurança do Lightbridge Fuel™ dentro de um pequeno reator modular (SMR) projetado pela líder do setor NuScale Power. Um resumo do estudo pode ser encontrado aqui. (Yahoo – 23.06.2022)

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4 EUA: Hexagon atuará em projeto de reator modular de próxima geração

A divisão Asset Lifecycle Intelligence da Hexagon (anteriormente PPM) anunciou hoje que a X-energy, uma empresa de engenharia de projeto de combustível e reator nuclear dos EUA, escolheu as soluções da Hexagon para gerar economia de produtividade e auxiliar na construção modular no projeto de Advanced Small Modular Reatores (SMRs), como parte do Acordo Cooperativo do Programa de Demonstração de Reatores Avançados do Departamento de Energia dos EUA. O Xe-100 é um reator elétrico de 80 megawatts (MWe) revolucionário, que pode ser dimensionado em uma usina de 320 MWe “quatro-pack” e, com seu design modular, a escala pode aumentar conforme necessário. (Market Screener – 23.06.2022)

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5 EUA: NuScale adota nova estratégia de desenvolvimento para a entrega de SMRs

A NuScale está mudando do desenvolvimento de produtos para a entrega de produtos, estabelecendo uma nova unidade de negócios VOYGR Services and Delivery (VSD). VOYGR é o nome oficial do SMR da NuScale, que planeja implantar para o Projeto de Energia Livre de Carbono (CFPP) da Utah Associated Municipal Power Systems (UAMPS) no Idaho National Lab (INL). O primeiro módulo do projeto CFPP está projetado para entrar em operação em 2029, com todos os seis módulos online até 2030. A NuScale acredita que o CFPP de seis módulos atuará como um catalisador para implantações de plantas SMR subsequentes nos EUA e além. A NuScale observa, ainda, que os compromissos com clientes na Polônia e na Romênia ressaltam a necessidade de uma reestruturação proativa para garantir a entrega eficiente e eficaz das obrigações contratuais da empresa. (Power Engineering – 22.06.2022)

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6 EUA: Maryland e X-energy propõem que usina a carvão abrigue SMR

A Maryland Energy Administration (MEA), dos EUA, concedeu subsídios à X-energy, com sede em Maryland, e à Frostburg State University para avaliar os benefícios de reaproveitar uma instalação de geração elétrica a carvão com o pequeno reator modular Xe-100, da X-energy. Além do potencial de produção de energia livre de carbono, a avaliação analisará a viabilidade econômica do plano e os benefícios mais amplos – como reduzir os custos de ativos ociosos, permitir que empregos bem remunerados permaneçam na região e oferecer oportunidades de negócios para a indústria e para o setor da construção durante as fases de construção e manutenção. Uma análise conjunta dos resultados deve ser entregue no final do ano. O estudo se concentra em uma usina de carvão específica e, segundo o MEA, é “apenas o primeiro passo em um processo robusto de viabilidade para considerações de localização”. (World Nuclear News – 15.06.2022)

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7 IAEA: O reaproveitamento de instalações de usinas fósseis com SMRs

À medida que o consumo de carvão aumenta em meio à turbulência do mercado de energia, os esforços globais para reduzir o uso do combustível fóssil mais poluente até 2050 parecem cada vez mais desafiadores. Vários países estão agora de olho em uma estratégia para o uso de energia nuclear que possa reduzir sua dependência de combustíveis fósseis nos próximos anos: instalar pequenos reatores modulares (SMRs) no local ou próximo ao local das usinas a carvão aposentadas. Da economia à preservação do meio ambiente, projetos em países como França, Índia, Polônia, Romênia, Reino Unido e Estados Unidos pretendem se beneficiar dessa estratégia. Por exemplo, ao reaproveitar plantas fósseis com SMRs, além de ajudar a reduzir as emissões e manter a segurança energética, também pode garantir uma transição econômica justa para as comunidades locais. Mas vários desafios devem ser enfrentados antes que tal abordagem possa ser amplamente adotada, incluindo testes e demonstrações de SMRs, como abordou os palestrantes em um recente webinar da IAEA. Para conferir o webinar na íntegra, clique aqui. (IAEA – 19.06.2022)

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8 Polônia: Expansão da cooperação em SMRs e grandes reatores

A empresa estatal polonesa de energia, Enea as, assinou um acordo com o desenvolvedor de pequenos reatores modulares (SMR) dos EUA, Last Energy, para cooperar na implantação de SMRs na Polônia. Enquanto isso, a EDF da França assinou novos acordos de cooperação com empresas polonesas para apoiar sua oferta de fornecimento de 4 a 6 EPRs na Polônia. Sob a carta de intenções entre a Enea e a Last Energy, as duas empresas irão cooperar no desenvolvimento, construção e distribuição de SMRs. Além disso, prevê a possibilidade de estabelecer uma empresa conjunta na Polônia, responsável pela implementação da tecnologia SMR da Last Energy na Polônia. Após a comprovação da viabilidade econômica e tecnológica e a obtenção dos respectivos certificados, as empresas decidirão sobre o escopo da cooperação adicional com base nas análises de mercado realizadas e nas necessidades do Grupo Enea. A Enea disse que a cooperação com a Last Energy está alinhada com sua estratégia de desenvolvimento, que prevê a criação de novas linhas de negócios, além de alcançar a neutralidade climática até 2050. (World Nuclear News – 23.06.2022)

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9 Reino Unido: Newcleo realiza novos investimentos em parceria com a Orano

O desenvolvedor de SMRs refrigerados a chumbo, com sede no Reino Unido, Newcleo, diz que levantou, com sucesso, 300 milhões de euros e também anunciou que contratou a francesa Orano para estudos de viabilidade sobre o estabelecimento de uma mistura de óxidos de plutônio-urânio (MOX) na planta de produção. A empresa, cujos reatores propostos da Geração IV usariam combustível MOX, lançou a emissão de ações em março. Em um comunicado, a empresa disse que os fundos seriam “instrumentais para acelerar o crescimento e sua expansão planejada para a fabricação de combustível nuclear para seus reatores”. O combustível MOX, que consiste em urânio empobrecido e plutônio, já foi aprovado para uso em reatores nucleares rápidos na França. Uma fábrica seria usada para os protótipos inéditos de 30 MW da Newcleo na França e no Reino Unido e uma frota subsequente. A empresa diz que seus reatores utilizariam “combustível usado, fechando o ciclo do combustível, reduzindo o volume de resíduos e promovendo a aceitabilidade da energia nuclear com nossa abordagem sustentável” em um momento em que a França se prepara para uma nova expansão da energia nuclear. (World Nuclear News – 20.06.2022)

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10 Reino Unido: Primeiro SMR do país estará operando em Trawsfynydd

A CWMNI Egino estabeleceu sua ambição de que Trawsfynydd se torne o local da primeira geração nuclear de pequena escala no Reino Unido, com um forte foco na criação de oportunidades sociais e econômicas. A empresa, apoiada pelo governo galês, foi criada em 2021, criando empregos sustentáveis e promovendo, desde então, a regeneração econômica, social e facilitando o desenvolvimento no local da antiga usina nuclear. A estação nuclear existente em Trawsfynydd, que em seu pico empregava mais de 700 pessoas, foi fechada em 1993 e o descomissionamento está em andamento desde 1995. Agora, a Cwmni Egino está embarcando em um programa ambicioso para trazer a tecnologia de pequenos reatores modulares (SMR) para o local, com uma data prevista para o início da construção em 2027. A empresa está trabalhando em conjunto com o proprietário da terra, a Nuclear Decommissioning Authority (NDA), em propostas para a localização de um novo desenvolvimento nuclear em Trawsfynydd. (North Wales Chronicle – 22.06.2022)

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11 Rolls-Royce: Pressão por aprovação antecipada de SMRs

A Rolls-Royce disse que só pode entregar sua primeira “mini” usina nuclear até a data prevista de 2029 se o governo se comprometer, este ano, a implantar a tecnologia – anos antes mesmo de obter a aprovação de segurança. O consórcio de pequenos reatores modulares (SMR) liderado pelo grupo FTSE 100 fez uma proposta audaciosa aos ministros para acelerar a tecnologia na Grã-Bretanha, apesar de seu estágio inicial de desenvolvimento. O projeto Rolls-Royce SMR afirma que pode reduzir o custo da energia nuclear construindo peças de reatores em fábricas. Ela quer construir uma série de reatores, cada um alimentando cerca de um milhão de casas, sendo o custo do primeiro estimado em £ 2,5 bilhões. (The Times – 23.06.2022)

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12 Romênia: SMRs podem tornar país potência energética na Europa

Com a estratégia de isolar a Romênia da influência da União Soviética, fazendo com que ela gerasse sua própria eletricidade, um complexo nuclear foi concebido durante o regime de Nicolae Ceausescu. Mais de 30 anos depois, enquanto grande parte da Europa procura cortar os laços com a energia da Rússia, a Romênia está se beneficiando do pensamento de Ceausescu, haja vista que os dois reatores fornecem cerca de 20% da eletricidade da Romênia. A invasão da Ucrânia pela Rússia, que compartilha uma fronteira de quase 400 milhas com a Romênia, fortaleceu o impulso da Romênia pela independência energética. Seus ambiciosos planos de energia incluem a conclusão de duas das usinas de Cernavoda e liderar o caminho para um novo tipo de tecnologia nuclear chamada pequenos reatores modulares (SMRs). Para um país como a Romênia, com uma força de trabalho bem treinada e de baixo custo, dizem os especialistas, fabricar equipamentos para esse novo tipo de reator pode se transformar em uma indústria de exportação, sem mencionar a chance de exportar eletricidade excedente. (The New York Times – 15.06.2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lucca Zamboni e Vinicius Botelho
Pesquisadores: Cristina Rosa e João Pedro Gomes
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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