IFE.TEX 88

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 88 – publicado em 20 de junho de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 88 – 20 de junho de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
Número de companhias com metas ESG listadas na B3 sobe 29%
2 Meta climática exige investir US$ 3,3 tri por ano, diz FMI
3 Uruguai recebe US$ 10 mi da ONU para promover transição energética
4 Indústria net-zero será financiada por investidores de risco
5 FERC/EUA recebe pedidos de avanço com a proposta da MISO para os REDs agregados
6 Califórnia está ampliando as discussões sobre o papel da distribuidora do futuro
7 EUA: Comissão Corporativa do Arizona acompanhará o progresso da energia limpa
8 IRENA: membros visam obter altas parcelas de energias renováveis em cenários de LTEs
9 IRENA e RCREEE fortalecem a colaboração de transição energética na região MENA
10 África do Sul: A transição energética se mostra um ato de equilíbrio

Geração Distribuída
1 Aneel abre debate sobre venda de excedentes de micro e miniGD
2 Franquias aderem à geração distribuída para reduzir custos com tarifa de energia
3 Brookfield: Lançamento de fintech voltada para projetos de geração solar
4 Geração Distribuída avança e já responde por 5% do mercado residencial da CPFL
5 Eletrobras, Cepel e EnerTech assinam acordo para descarbonização na região amazônica

Armazenamento de Energia
1 Toyota lança sistema de armazenamento de bateria residencial
2 Governo Basco lança iniciativa de baterias de estado sólido
3 Primeiro armazenamento de bateria de longa duração de CO2 lançado na Sardenha

Veículos Elétricos
1 Raízen inaugura primeiro eletroponto para recarga rápida em São Paulo
2 Transporte eletrificado enfrenta falta de marco legal e infraestrutura
3 BB reduz taxas de financiamento para VEs ou híbridos
4 Brasil: Governo Federal debate adoção de ônibus elétricos no transporte público

5 Parlamento Europeu aprova proibição de veículos a gasolina e diesel até 2035
6 Xcel Energy adiciona caminhões caçamba totalmente elétricos à sua frota
7 Canadá investe em novos carregadores de veículos elétricos para a população
8 Siemens investe em WiTricity para avançar o carregamento sem fio para veículos elétricos

9 DOT propõe padrões para a rede nacional de carregamento

Gestão e Resposta da Demanda
1 Colocando os consumidores no centro da medição inteligente
2 A National Grid expande programa de desconto de carregamento de VE residencial
3 EUA: CPower lança programas de resposta da demanda para mitigar picos na rede no verão
4 Filipinas: Shoppings da RLC aderem programa de gerenciamento da rede

5 Reino Unido realiza teste de mudança de demanda de flexibilidade
6 Reino Unido: Teste de demanda flexível demonstra o papel do consumidor

Eficiência Energética
1 SENAI-SP e PotencializEE orientam indústrias paulistas a serem mais eficientes energeticamente
2 Eficiência energética precisa atingir população de baixa renda
3 Neoenergia destinou R$ 29 mi a programas de eficiência energética no 1º trimestre
4 EUA: Parceria entre SoCalGas e RHF para atualizações de eficiência energética

5 EUA: Cidade de Muncie anuncia conversão para iluminação pública de LED
6 Ministros de todo o mundo concordaram em acelerar o progresso da eficiência energética
7 Edifícios inteligentes são cruciais no combate às mudanças climáticas
8 Espanha: Administração Geral do Estado já tem um plano de medidas de eficiência energética

9 EUA: ComEd implementará programas aprovados de expansão de eficiência energética

Microrredes e VPP
1 Empresas de microrredes irão contribuir com a resiliência da rede dos EUA no verão
2 Armazenamento de energia distribuída habilitada para VPP irá atingir 3 GW até 2030
3 Califórnia: Microrrede 100% renovável e multicliente entra em operação
4 Gana fará grande investimento em minirredes e energia solar autônoma

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Nova ferramenta baseada em blockchain para rastreabilidade de fontes de energia renováveis
2 Siemens adquire fornecedora de soluções de manutenção com tecnologia de IA e machine learning
3 Inteligência Artificial e Machine Learning, cruciais para acelerar a transição energética
4 Medidores inteligentes e redes inteligentes são fundamentais no plano de energia limpa da SDG&E

Segurança Cibernética
1 DOE lança estratégia para construir sistemas de energia cibernéticos resilientes
2 DOE planeja testar a segurança cibernética de produtos e tecnologias no setor de energia
3 Mais de 90% dos ataques cibernéticos são possíveis devido a erros humanos

Eventos
1 The Third IRENA Policy Talk 2022: RE-estruturando o sistema elétrico para a transição energética
2 Webinar: “Acelerando a transição energética por meio da colaboração internacional”

Artigos e Estudos
1 GESEL publica Observatório de Mobilidade Elétrica Nº 07
2 Relatório de Progresso Energético (2022): Acompanhamento do ODS 7
3 Relatório da ACP mostra que mudanças de política desaceleraram o crescimento de energia limpa
4 Relatório: Garantindo uma Transição de Energia Limpa Inclusiva

5 Preocupações com a privacidade do consumidor limitam o acesso aos dados do medidor inteligente na GB
6 Artigo da Wood Mackenzie sobre os desafios para atingir as metas de descarbonização


 

 

Transição Energética e ESG

1 Número de companhias com metas ESG listadas na B3 sobe 29%

Levantamento da consultoria Luvi One, em parceria com a fintech arara.io, aponta um crescimento de 29% no número de companhias listadas na bolsa de valores brasileira com metas ambientais em relação ao ano passado. Em 2021, a pesquisa havia constatado que 37% das empresas listadas na B3 tinham metas de redução de impacto ambiental. Esse percentual subiu para 45%, em 2022. Já em relação às metas específicas — quando são estabelecidos prazos e percentuais de redução — o percentual passou de 16% para 27% das companhias listadas e avaliadas. Os dados da pesquisa revelam ainda que o tema energia é o que mais se destaca entre as empresas da B3, com 41% delas estabelecendo compromissos para consumo energético sustentável. No ano passado, apenas 29% delas relataram esse objetivo em suas metas genéricas. Ainda considerado o item energia, o número de empresas com metas específicas aumentou de 11% para 21%, o maior percentual se comparado com os compromissos para outros tipos de reduções, como desmatamento, água, emissões e resíduos. (EPBR – 10.06.2022)

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2 Meta climática exige investir US$ 3,3 tri por ano, diz FMI

O mundo precisa investir US$ 3,3 trilhões por ano para atingir a meta de carbono-zero até 2050, afirmou a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, num painel sobre financiamento sustentável para a região da Ásia-Pacífico. Segundo ela, o atual volume de financiamento para ações de energia limpa “está bem aquém do necessário” e o maior risco no quesito financeiro é perder a meta do carbono-zero. O FMI aprovou em abril a criação de um fundo que pode atingir até US$ 50 bilhões para apoiar projetos climáticos em países vulneráveis, e que segundo Georgieva arrecadou US$ 40 bilhões até o momento. Ressaltou ainda o papel dos mercados na alocação eficiente de recursos, e disse que investimentos serão compensados pela neutralização das emissões de carbono. (Valor Econômico – 03.06.2022)

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3 Uruguai recebe US$ 10 mi da ONU para promover transição energética

O Fundo de Inovação em Energias Renováveis das Nações Unidas (REIF) contribuirá com 10 milhões de dólares para promover a segunda transição energética no Uruguai. O Fundo concederá empréstimos a empresas, assistência técnica, fortalecimento regulatório, capacitação, desenvolvimento de conhecimento e transferência de tecnologia. O fundo é apoiado pela Espanha, entre outros países. O financiamento concedido permitirá realizar a transição para tecnologias que reduzam as emissões de carbono na indústria, no transporte, no setor comercial e no residencial, de acordo com Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). Além disso, dará suporte técnico às empresas para implementar esses processos, promover o fortalecimento regulatório e promover o desenvolvimento do país. O Uruguai já passou por uma primeira etapa de transição energética que lhe permitiu ter mais de 90% de sua geração de energia através de fontes renováveis. (Energías Renovables – 27.05.2022)

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4 Indústria net-zero será financiada por investidores de risco

A descarbonização industrial exigirá grandes quantidades de investimento de capital nos próximos 30 anos. Só a descarbonização do aço exigirá US$ 278 bilhões em capital adicional, de acordo com a BloombergNEF. Embora os custos e riscos das tecnologias net-zero ainda sejam altos, os investidores de risco acreditam que há retornos significativos a serem obtidos para os pioneiros. Investidores institucionais e gestores de ativos estão, no entanto, adotando uma postura mais reservada, pois são a favor de desempenhar um papel na transição energética, desde que os retornos pareçam com o que eles obteriam em um cenário de negócios business-as-usual. Dado que a maioria dos projetos de descarbonização estão em estágio inicial, isso não é realista no curto prazo. O peso do financiamento da descarbonização industrial provavelmente será deixado para os investidores de risco, os investimentos de impacto, os governos e as próprias empresas. (BloombergNEF – 23.05.2022)

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5 FERC/EUA recebe pedidos de avanço com a proposta da MISO para os REDs agregados

A Comissão Federal Reguladora de Energia (FERC) está revendo os planos dos operadores de rede para cumprir os requisitos que a comissão estabeleceu no seu Despacho 2222, como a proposta da PJM Interconnection de abrir mercados para os recursos energéticos distribuídos (REDs) agregados, que tem data de início em 2026. Segundo os reguladores estaduais, o Midcontinent Independent System Operator (MISO), um Operador Independente de Sistema (ISO) e Organização Regional de Transmissão (RTO), não deve esperar até 2030 para permitir que os REDs agregados participem de seus mercados de energia. A MISO afirmou que não considerou os benefícios de permitir que grupos de REDs entrem em seus mercados, como a melhoria da confiabilidade da rede e preços mais baixos, nem considerou os danos de atrasar sua integração no mercado. Com isso, a Associação das Indústrias de Energia Solar (SEIA) e a Economia de Energia Avançada (AEE) também apoiam uma data de implementação anterior, mas concordam que o plano da MISO continha outros elementos que impediriam os REDs agregados de participarem totalmente dos mercados do operador da rede. (Utility Dive – 08.06.2022)

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6 Califórnia está ampliando as discussões sobre o papel da distribuidora do futuro

Para preparar a Califórnia para um futuro de expansão dos recursos energéticos distribuídos (REDs), que poderia sobrecarregar o sistema de distribuição do estado, uma série de workshops regulatórios foram abertos em 3 de maio. Nesse panorama, constata-se que a reforma do sistema de distribuição é necessária à medida que a Califórnia passa de geração unidirecional firme e despachável para geração bidirecional variável, que acelerará os impactos dos REDs, informou um whitepaper. O estudo analisou os modelos potenciais de operadores de sistemas de distribuição (DSO), que poderiam atender às necessidades futuras. Em suma, de acordo com Matthew Tisdale, diretor executivo da Gridworks, os workshops desenvolverão as funções e as responsabilidades alternativas das distribuidoras. (Utility Dive – 07.06.2022)

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7 EUA: Comissão Corporativa do Arizona acompanhará o progresso da energia limpa

Lea Márquez Peterson, presidente da Comissão Corporativa do Arizona (ACC) – agente regulatório de serviços públicos – apoia a meta de 100% de energia limpa até 2050 como um objetivo abrangente para as concessionárias de energia elétrica do Arizona, EUA. Para isso, foi desenvolvida uma súmula para acompanhar o progresso das maiores concessionárias de energia elétrica do estado – como a Arizona Public Service Company (“APS”), a Tucson Electric Power (“TEP”) e o Salt River Project (“SRP”) – em relação aos seus compromissos voluntários de energia limpa. Deste modo, a súmula, que pode ser vista pelo público no site da ACC, objetiva acompanhar o progresso da transição energética das concessionárias do Arizona. (Daily Energy Insider – 09.06.2022)

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8 IRENA: membros visam obter altas parcelas de energias renováveis em cenários de LTEs

Um número crescente de países está passando por uma transição para sistemas de energia mais limpos e sustentáveis, enquanto outros já alcançaram proporções consideravelmente altas de energias renováveis e enfrentaram vários desafios para garantir confiabilidade, acessibilidade e flexibilidade da rede. Deste modo, estas experiências podem contribuir para orientar os países que estão em um caminho semelhante e ajudar a enfrentar os desafios de maneira eficaz por meio de um diálogo aprimorado e troca de conhecimento. Segundo Francesco La Camera, diretor-Geral da IRENA, a cooperação internacional e os Cenários de Energia de Longo Prazo (LTES) são críticos para alcançar uma alta integração de energias renováveis no sistema de energia. Uma plataforma foi criada para a troca de experiências e melhores práticas sobre o desenvolvimento e uso de LTES e abordagens inovadoras de planejamento de cenários. (IRENA – 13.06.2022)


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9 IRENA e RCREEE fortalecem a colaboração de transição energética na região MENA

A IRENA e o Centro Regional de Energia Renovável e Eficiência Energética (RCREEE) concordaram em fortalecer sua colaboração para ampliar a implantação de energia renovável no Oriente Médio e Norte região da África (MENA). O Memorando de Entendimento (MoU) foi assinado na Jordânia, à margem do “MENA Europe Future Energy Dialogue”. Sob o acordo, a IRENA e o RECREEE serão parceiros em diálogos e iniciativas regionais que abordam os desafios, necessidades e oportunidades de uma transição energética nos países MENA. Em suma, as agências compartilharão conhecimento e cooperarão na construção de capacidade na região, particularmente por meio de políticas e estruturas regulatórias que possam acelerar a adoção de energia renovável. (IRENA – 08.06.2022)

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10 África do Sul: A transição energética se mostra um ato de equilíbrio

Apesar da parceria Just Energy Transition liderada pela União Europeia com a África do Sul, o país está enfrentando uma luta árdua para desenvolver a infraestrutura verde necessária para alcançar a neutralidade das emissões de gases do efeito estufa. Esta dificuldade se deve, principalmente, ao fato de o carvão continuar sendo um participante importante na matriz energética do país nos próximos anos. Neste contexto, durante o Elit Africa realizado na Cidade do Cabo de 7 a 9 de junho, os painelistas confirmaram que esta jornada está de fato enfrentando muitos desafios. A África do Sul está enfrentando um bom equilíbrio, pois procura definir um plano para neutralidade, garantir o investimento necessário para tornar este plano uma realidade e garantir uma transição energética justa que não deixe ninguém para trás. Além disso, a colaboração entre as partes interessadas nacionais e internacionais será fundamental para dar os primeiros passos cruciais para a descarbonização. (Power Engineer International – 07.06.2022)

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Geração Distribuída

1 Aneel abre debate sobre venda de excedentes de micro e miniGD

Os proprietários de sistemas de micro e minigeração distribuída que quiserem vender excedentes de geração às distribuidoras terão de optar entre participar do sistema atual de compensação da energia injetada na rede ou se credenciar para comercializar as sobras não utilizadas com as distribuidoras. A condição foi estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), na proposta de regulamentação da Lei 14.300/22, que instituiu o marco do micro e mini GD. A legislação, na prática, cria um tipo de contratação de geração distribuída. A regra de contratação pelas distribuidoras será feita de acordo com as diretrizes da Resolução Normativa 1.009/2022 para comercialização de energia elétrica de geração distribuída e com critérios e procedimentos para controle dos contratos de comercialização. Os impactos da norma deverão ser avaliados pela ANEEL após dois anos, por meio de Análise de Resultado Regulatório. A regulamentação da lei ficará em consulta pública na página da agência reguladora de 2 de junho a 18 de julho. (Canal Energia – 31.05.2022)

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2 Franquias aderem à geração distribuída para reduzir custos com tarifa de energia

A escalada no preço da energia tem servido como incentivo para que redes de franquias adotem sistemas de geração fotovoltaica em telhados, em busca de uma economia que pode superar os 30% do valor médio das tarifas de energia da empresa. Em 2020, a rede de restaurantes Água Doce investiu R$ 480 mil num projeto-piloto na sede da franqueadora, e em oito meses já tinha observado uma economia de R$ 160 mil nas contas de luz. Agora já conta com 17 unidades utilizando energia solar e outras nove em implantação. Além da economia na conta de luz, que varia de acordo com o tamanho do sistema implantado e fatores técnicos, como a insolação no local. Outro motivo que tem levado à adoção desses sistemas é a facilidade de financiamento. Nos últimos anos a geração de energia solar em telhados têm apresentado crescimento exponencial. De acordo com a Absolar o país já tem mais de um milhão de sistemas instalados, somando mais de 10,6 GW de potência instalada. (BroadCast Energia – 03.06.2022)

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3 Brookfield: Lançamento de fintech voltada para projetos de geração solar

A Brookfield Energia Renovável S.A., controlada pela plataforma de investimento de origem canadense Brookfield, lançou uma fintech focada em financiar projetos de geração distribuída. Denominada Sol Agora, a energytech iniciou a operação no segmento de energia solar para pequenas e médias empresas, agricultores e pessoas físicas, com um aporte inicial de R$ 10 milhões da gestora e a previsão de mais R$ 1,9 bilhão em investimentos em até cinco anos. Para se capitalizar, a empresa pretende ainda fazer captação de investidores a depender de quem tenha interesse. O foco será em dívida e, segundo o presidente da empresa, Antonio Nuno Verças, já há interessados. Para dar suporte, a Sol Agora pode ter acesso aos equipamentos da distribuidora de energia solar Aldo Solar, também controlada pela Brookfield. (Valor Econômico – 01.06.2022)

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4 Geração Distribuída avança e já responde por 5% do mercado residencial da CPFL

A conexão de sistemas de geração distribuída (GD) acelerou na área de concessão da CPFL durante o segundo trimestre deste ano e já responde por cerca de 5% do mercado residencial da distribuidora, acima dos 3% registrados em março, disse o presidente da companhia. Segundo ele, no médio prazo a modalidade pode alcançar entre 10% e 15% do mercado. O avanço da GD na área de concessão da CPFL ocorre devido um conjunto de fatores, como a distribuição de energia em localidades no interior de São Paulo onde há alto nível de insolação e população com renda relativamente elevada. Outro motivo pelo qual mais consumidores têm buscado esses sistemas é o aumento nas tarifas de energia. Além disso, há um estímulo à instalação de painéis fotovoltaicos neste ano, devido à regra que mantém até 2045 os benefícios fiscais a quem conectar esses sistemas até o início de 2023. (Estadão – 10.06.2022)

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5 Eletrobras, Cepel e EnerTech assinam acordo para descarbonização na região amazônica

A Eletrobras, o Cepel e a EnerTech assinaram um acordo que estabelece a implantação de soluções modulares proprietárias de contêineres solares e armazenamento em comunidades da Amazônia. De acordo com a Eletrobras, o objetivo é testar soluções tecnológicas com potencial de utilização na descarbonização da matriz elétrica dos Sistemas Isolados da Amazônia, atualmente baseada em geração a diesel de alto custo subsidiado pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). O investimento feito até o momento foi a doação pela Enertech de uma amostra de sua solução de container de geração fotovoltaica com armazenamento para o CEPEL. A iniciativa está em linha com o “Pacto para descarbonização da matriz elétrica de sistemas isolados da Amazônia substituindo a geração de diesel por energia limpa, renovável e acessível”, lançado em setembro do ano passado. (Canal Energia – 06.06.2022)

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Armazenamento de Energia

1 Toyota lança sistema de armazenamento de bateria residencial

A Toyota lançou um novo sistema de armazenamento em baterias, que segundo a companhia, levou em conta os muitos anos de desenvolvimento de veículos elétricos (VE) da empresa. Além disso, o sistema é baseado no conceito de “seguro, longa vida útil, alta qualidade, boa relação custo / benefício e alto desempenho”. O sistema O-Uchi Kyuden usa tecnologia de bateria de VE e fornece uma capacidade nominal de 8,7 kWh, esta energia pode ser fornecida às residências durante as interrupções, bem como para atividades do dia a dia. Juntamente com um sistema fotovoltaico, o sistema também pode fornecer a quantidade adequada de eletricidade com base nas necessidades do cliente ao longo do dia e da noite. (Smart Energy – 07.06.2022)

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2 Governo Basco lança iniciativa de baterias de estado sólido

A Basquevolt é uma iniciativa do governo basco, que conta com as empresas de energia Iberdrola e Enagás, grupo industrial CIE Automotive e organizações de pesquisa EIT InnoEnergy e CIC energiGUNE como investidores fundadores. A iniciativa planeja o desenvolvimento de células protótipo e o comissionamento de uma linha de produção piloto em 2025 e pretensão para iniciar a produção em 2027. O lançamento da Basquevolt segue-se a dois anos de trabalho preparatório com a intenção de tornar o País Basco uma referência europeia no desenvolvimento de baterias de estado sólido, segundo um comunicado. A iniciativa também visa desenvolver de forma sustentável os melhores materiais e células de bateria para permitir a sua implantação em massa. (Smart Energy – 13.06.2022)

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3 Primeiro armazenamento de bateria de longa duração de CO2 lançado na Sardenha

A desenvolvedora de armazenamento de longa duração Energy Dome lançou uma demonstração nacional de baterias de CO2. Em comunicado, a empresa diz que a fase inicial de operações confirmou o desempenho da bateria de CO2 e sua capacidade de armazenar energia por um longo período, mantendo a eficiência de carga e descarga de energia altamente competitiva, sem degradação ou dependência do local. A Energy Dome também afirma que suas baterias de CO2 podem ser implantadas por menos da metade do custo das instalações de armazenamento de baterias de íons de lítio de tamanho semelhante e usando materiais prontamente disponíveis, incluindo dióxido de carbono e água. (Smart Energy – 09.06.2022)

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Veículos Elétricos

1 Raízen inaugura primeiro eletroponto para recarga rápida em São Paulo

A Raízen, licenciada da marca Shell, inaugurou a primeira estação de recarga elétrica Shell Recharge em eletroposto de recarga rápida em São Paulo. Com carregadores de 50kW e 150kW, as estações Shell Recharge podem abastecer veículos elétricos em até 35 minutos, com energia de fonte renovável certificada. A companhia prevê a implantação de uma rede com 35 eletropostos do tipo até março de 2023. Segundo Frederico Saliba, vice-presidente de Energia e Renováveis da Raízen, a chegada da Shell Recharge deve acelerar o desenvolvimento da eletromobilidade no país, ao atender a demanda por eletropostos de recargas rápidas. Os eletropostos fazem parte de uma colaboração entre Raízen, Volkswagen do Brasil e Shell para estimular a eletrificação no país. (EPBR – 13.06.2022)

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2 Transporte eletrificado enfrenta falta de marco legal e infraestrutura

A formação de uma melhor infraestrutura de recarga de baterias, a criação de um marco legal e de programas de fomento à eletromobilidade e a adoção de um conjunto de sistemas e tecnologias que facilitem a gestão de dados, entre outros temas, são alguns dos aspectos apontados em uma pesquisa com 16 grandes empresas para identificar desafios e oportunidades para o transporte elétrico de cargas. Realizada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), e encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), o levantamento teve como objetivo mapear o cenário atual em diversas situações: da logística de entregas de mercadorias ao consumidor final até o deslocamento de longas distâncias para equipamentos e suprimentos. Apesar de haver política insuficiente de incentivos, o estudo aponta um movimento do setor para eletrificação da frota. (Valor Econômico – 02.06.2022)

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3 BB reduz taxas de financiamento para VEs ou híbridos

O Banco do Brasil vai reduzir em até 0,5% as taxas para financiar carros híbridos e elétricos novos ou com até dois anos de fabricação. A iniciativa do banco visa incentivar a compra desse tipo de veículo pelos clientes, e aumentar a carteira que o BB classifica como sendo de negócios sustentáveis. De acordo com o BB, as taxas mínimas para o financiamento de carros híbridos e elétricos passam a ser de 1,09% ao mês. O banco financia até 100% do valor, com prazos entre dois e 60 meses, e a possibilidade de carência de até 180 dias para o pagamento da primeira prestação. (Banco do Brasil – 07.06.2022)

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4 Brasil: Governo Federal debate adoção de ônibus elétricos no transporte público

O Governo Federal discutiu sobre mobilidade elétrica no país por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, que promoveu o primeiro de dois seminários para discutir a implementação de frotas de transporte público coletivo movidas a eletricidade. A ação faz parte do projeto “EletroMobilidade: transição para a eletromobilidade nas cidades brasileiras”, e tem como principais objetivos promover uma melhoria do conhecimento técnico, financeiro e institucional dos órgãos governamentais nas diversas esferas, além de apoiar a preparação de projetos piloto de frotas de ônibus elétricos. Foram apresentadas ações já em andamento nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São José dos Campos (SP) para a implementação de ônibus elétricos a bateria, e compartilhados os principais desafios e métodos mais eficazes para fazer a transição energética dessas frotas. (Inside EVs – 09.06.2022)

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5 Parlamento Europeu aprova proibição de veículos a gasolina e diesel até 2035

As novas normas, que cobrem veículos comerciais leves e de passeio, propõem metas de redução de emissões de 55% para carros de passeio e 50% para vans até 2030 e 100% até 2035. Em outras palavras, na Europa até 2035 todos os novos veículos dessas categorias serão obrigados a ter emissões zero, ou seja, deverão ser elétricos ou movidos a hidrogênio. As novas normas foram aprovadas em votação e agora exigem que a posição seja negociada com os Estados membros para viabilizar sua provável entrada em lei. “Uma revisão ambiciosa dos padrões de CO2 é uma parte crucial para alcançar nossas metas climáticas”, comentou o relator Jan Huitema, da Holanda. O relator complementou que comprar e dirigir carros de emissão zero se tornaria mais barato para os consumidores. A meta foi argumentada como crucial para alcançar a neutralidade climática até 2050. (Smart Energy – 10.06.2022)

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6 Xcel Energy adiciona caminhões caçamba totalmente elétricos à sua frota

A Xcel Energy está dando os próximos passos em sua jornada em direção ao transporte elétrico, tornando-se a primeira empresa de energia dos EUA a adicionar caminhões caçamba totalmente elétricos à sua frota. As equipes da empresa usarão esses caminhões novos, silenciosos e de emissão zero em condições reais de trabalho durante um período de seis a doze meses, e o feedback ajudará a garantir que os caminhões se tornem confiáveis e preferenciais para as atividades de trabalho. A companhia foi uma das primeiras empresas de energia a apresentar um plano para eletrificar todos os seus veículos leves e 30% de sua frota média e pesada até 2030. Isso apoia diretamente a visão da empresa de abastecer 1,5 milhão de veículos elétricos até 2030, permitindo que todos nas comunidades que eles atendem experimentem os benefícios do transporte elétrico, seja ele público ou privado, ou o benefício da melhoria da qualidade do ar. (Eletric Energy Online – 07.06.2022)

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7 Canadá investe em novos carregadores de veículos elétricos para a população

Reduzir a poluição do setor de transporte é fundamental para que o Canadá alcance suas metas climáticas. É por isso que o governo do Canadá está financiando a instalação de 22 carregadores de veículos elétricos em várias unidades de edifícios residenciais. Financiado pelo Programa de Infraestrutura de Veículos de Emissão Zero do Natural Resources Canada, todos os carregadores estarão disponíveis para os residentes até março de 2024. Esses investimentos estão apoiando o estabelecimento de uma rede de carregadores de costa a costa, enquanto descontos federais de até US$ 5.000 ajudam mais canadenses a mudar para um VE. O Orçamento 2022 propõe investir mais US$ 1,7 bilhão para estender o programa de incentivo de compra do governo até março de 2025 e expandir os tipos de modelos de veículos elegíveis ao programa, que incluiriam mais vans, caminhões e SUVs. Esses investimentos são mais um passo para garantir que todos os novos veículos de passageiros vendidos no país sejam de emissão zero até 2035. (Eletric Energy Online – 10.06.2022)

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8 Siemens investe em WiTricity para avançar o carregamento sem fio para veículos elétricos

A Siemens investiu US$25 milhões para adquirir uma participação minoritária na norte-americana WiTricity, uma empresa de tecnologia de carregamento sem fio. A Siemens e a WiTricity trabalharão juntas para impulsionar a inovação no mercado emergente de carregamento de veículos elétricos sem fio. Espera-se que esse mercado atinja US$ 2 bilhões até 2028 apenas na Europa e na América do Norte, de acordo com os cálculos da Siemens. As duas empresas buscam preencher as lacunas na padronização global de carregamento sem fio para veículos elétricos de passageiros e comerciais leves, para permitir a interoperabilidade entre veículos e infraestrutura, bem como apoiar a inserção no mercado. Além disso, ambas as partes colaborarão para avançar no desenvolvimento técnico de sistemas de carregamento sem fio. O objetivo final da colaboração é acelerar o amadurecimento das tecnologias deste tipo de carregamento para garantir simultaneamente sua disponibilidade econômica em todo o mundo. (Eletric Energy Online – 10.06.2022)

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9 DOT propõe padrões para a rede nacional de carregamento

O principal impedimento para que os estadunidenses troquem o veículo a combustão por veículo elétrico (VE) é a falta de infraestrutura de recarga. Para solucionar isto, o Departamento de Transporte dos EUA (DOT) lançou um processo de regulamentação, que criará um conjunto unificado de padrões para o plano de construir uma rede nacional com cerca de 500 mil carregadores de VEs sob o programa National Electric Vehicle Infrastructure Formula. Essas novas regras ajudarão a criar uma rede de carregadores de VEs acessível e confiável para todo o país. Os novos padrões abrangem requisitos, incluindo instalação e manutenção dos carregadores, sinalização e localização das instalações, desenvolvimento da força de trabalho e software unificado. (Daily Energy Insider – 09.06.2022)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 Colocando os consumidores no centro da medição inteligente

Edwin Sibiya, presidente da South African Metering Industry Association, afirmou durante a Enlit Africa 2022 que os consumidores devem se tornar uma prioridade quando as concessionárias desenvolverem e instalarem sistemas de medição inteligentes, como parte dos esforços para preparar a rede na África para o futuro. Embora a difusão de medidores inteligentes ainda seja baixa na África, Sibiya enfatizou o uso desta tecnologia pode possibilitar uma conexão direta entre os consumidores e seu consumo de energia. Como exemplo, Sibiya citou a situação de perda de carga na África do Sul, que descreve como um problema de oferta e demanda, e que no caso de redução de carga, a medição inteligente forneceria uma maneira de mitigar possíveis apagões, pois os consumidores poderiam monitorar seu consumo de energia e ajustar de acordo com os requisitos da demanda. Esta informação sobre o consumo individual/domiciliar permitiria ajustar as cargas e evitar um potencial caso de corte de carga. (Smart Energy – 10.06.2022)

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2 A National Grid expande programa de desconto de carregamento de VE residencial

A National Grid, concessionária de energia elétrica e gás dos EUA, está expandindo seu programa de descontos de carregamento de veículos elétricos (VEs) fora do pico. A iniciativa está sendo realizada em parceria com a ev.energy, fornecedora de software de carregamento de VEs gerenciados. O programa permite que os clientes recebam um desconto na fatura de energia por carregarem seus veículos fora do horário de pico. Para o cliente obter este benefício, deve conectar o veículo ou o carregador residencial ao novo aplicativo móvel da concessionária chamado Charge Smart MA. Deste modo, o cliente pode ganhar de US$ 0,03 a US$ 0,05 de desconto em cada kWh de carregamento que fizer fora do horário de pico. Ao se conectarem ao aplicativo, quaisquer descontos ganhos são creditados diretamente na fatura de energia do cliente. (CISION PR Newswire – 01.06.2022)

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3 EUA: CPower lança programas de resposta da demanda para mitigar picos na rede no verão

A CPower, provedora de soluções energéticas dos EUA, anunciou quatro programas de reposta da demanda (RD) em todo o país. O objetivo dos programas é fornecer uma alternativa para o equilíbrio da rede à medida que o verão se aproxima. Para isto, a empresa irá aproveitar os 5,3GW de recursos energéticos distribuídos (REDs) que gerencia nos EUA e que formam usinas virtuais de energia para atender às necessidades de fornecimento em tempo real. Através dos programas a CPower irá pagar aos seus clientes por reduzirem seu consumo de energia durante picos de demanda. Expandindo suas ofertas na Califórnia, Nova Inglaterra e Texas, as novas soluções da concessionária incluem: mecanismo de leilão de RD para clientes da concessionária Pacific Gas & Electric, adequação de recursos para clientes do sul da Califórnia Edison, iniciativa de RD no Maine e reservas non-spinning no Electric Reliability Council of Texas (ERCOT). (Smart Energy – 07.06.2022)

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4 Filipinas: Shoppings da RLC aderem programa de gerenciamento da rede

Em comunicado, a distribuidora de energia das Filipinas Manila Electric (Meralco) anunciou que se uniu à ROBINSONS Land Corp. (RLC), empresa das Filipinas envolvida na operação de shoppings e hotéis. O objetivo da parceria é aumentar o fornecimento de energia reserva disponível e aliviar a demanda de energia da rede elétrica quando necessário. Para isso a RLC inscreveu 10 de seus shoppings no programa do governo de carga interrompível (ILP), que basicamente é um esquema de gerenciamento pelo lado da demanda liderado pelo Departamento de Energia e pela Comissão Reguladora de Energia do país. Os shoppings inscritos no programa comprometem uma capacidade de 31 MW para o ILP. Sendo assim, durante a deficiência do fornecimento e interrupções iminentes de energia, os shoppings serão solicitados a descarregar temporariamente da rede e usar seus grupos geradores. (Business World – 15.06.2022)

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5 Reino Unido realiza teste de mudança de demanda de flexibilidade

O primeiro teste para mudar a demanda de eletricidade e aumentar os recursos da rede local foi concluído no Reino Unido, permitindo que os clientes capitalizem as oportunidades de uma transição para uma rede mais inteligente. O teste foi o resultado de uma colaboração entre a operadora de rede de distribuição e transmissão britânica SP Energy Networks e a fornecedora britânica de energia renovável Octopus Energy. Ao longo do teste, a SP Energy Networks notificava a Octopus Energy quais os períodos em que se teria geração de energia renovável máxima. E assim, a Octopus Energy informava diretamente aos clientes participantes quais os requisitos da rede para que pudessem alterar seus padrões de consumo. Deste modo, os clientes eram capazes de deslocar o seu consumo para os períodos em que a geração de energia estava no máximo, equilibrando a demanda da rede. (Smart Energy – 14.06.2022)

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6 Reino Unido: Teste de demanda flexível demonstra o papel do consumidor

O teste, realizado operadora de rede de distribuição e transmissão britânica SP Energy Networks e a fornecedora britânica de energia renovável Octopus Energy, teve como objetivo demonstrar a capacidade dos clientes de participar de mercados de flexibilidade, que, de acordo com a SP Energy Networks, são frequentemente vistos como excessivamente complexos. O operador afirmou que 98% dos participantes do estudo acharam a experiência benéfica e fácil de fazer. Quase metade (46%) dos clientes disseram que consideravam gerenciar seu uso de energia cinco dias por semana e um em cada cinco (22%) faria isso três dias por semana. Além disso, todos os clientes disseram que estariam preparados para tomar medidas para controlar sua energia pelo menos uma vez por semana. (Smart Energy – 14.06.2022)

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Eficiência Energética

1 SENAI-SP e PotencializEE orientam indústrias paulistas a serem mais eficientes energeticamente

O Programa PotencializEE, ação de Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, já contabiliza a inscrição de 244 pequenas e médias empresas industriais de São Paulo. Estas empresas estão aprendendo como produzir mais, com menos desperdício de energia nos seus processos. Das 10 regiões atendidas pelo programa em parceria com o SENAI-SP, as cidades de Campinas, Ribeirão Preto e Presidente Prudente têm se destacando na adesão. São 85 empresas inscritas, apenas no setor de automóveis e de metalurgia. Marco Schiewe, diretor do Programa PotencializEE, comentou a forte adesão de setores industriais com alto consumo de combustíveis fósseis e potenciais expressivos de eficientização energética em processos de calor e refrigeração. Cerca de 50 especialistas do programa, estão realizando diagnósticos para a implementação de projetos de eficiência energética nas empresas interessadas. (EPBR – 07.06.2022)

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2 Eficiência energética precisa atingir população de baixa renda

O aumento da conta de luz dos brasileiros nos últimos anos alertou para a necessidade de a eficiência energética tornar-se um plano imediato. Uma pesquisa da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido do Instituto Clima e Sociedade (ICS), concluiu que o gasto com gás e energia elétrica compromete mais da metade da renda de 46% das famílias brasileiras. Amanda Ohara, do ICS, comenta que quem mais sofre com esses altos custos de eletricidade é a população de baixa renda, que acaba tendo equipamentos menos eficientes ou nem tendo acesso a esses equipamentos. Para a especialista, é urgente a necessidade de mais equipamentos eficientes disponíveis no Brasil e a criação de políticas que garantam os mesmos padrões de eficiência exigidos internacionalmente, além da criação de programas que viabilizem o acesso a esses equipamentos para as pessoas de baixa renda e o direcionamento adequado de políticas para reduzir o custo da energia. (EPBR – 10.06.2022)

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3 Neoenergia destinou R$ 29 mi a programas de eficiência energética no 1º trimestre

A Neoenergia destinou R$ 29 milhões a programas de eficiência energética no Brasil, durante o primeiro trimestre deste ano. O financiamento foi empregado em ações nas áreas de iluminação pública, melhoria nas instalações elétricas de prédios comerciais, unidades industriais e de saneamento urbano, além da troca de lâmpadas e instalação de painéis fotovoltaicos em organizações sociais. Segundo a companhia, entre os resultados alcançados pelo programa na Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo, destacam-se a troca de cerca de 325 mil lâmpadas pelas do tipo LED; substituição de mais de 1,3 mil geladeiras e instalação de 232 sistemas solares, totalizando 1,4 MWp. (Broadcast Energia – 27.05.2022)

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4 EUA: Parceria entre SoCalGas e RHF para atualizações de eficiência energética

A concessionária da Califórnia Southern California Gas Co. (SoCalGas) anunciou a conclusão das atualizações de eficiência energética em parceria com a Retirement Housing Foundation (RHF) na comunidade para idosos The Concord em Pasadena, Califórnia. O projeto foi viabilizado através do Programa de Construção Integral da SoCalGas, que forneceu financiamento para ajudar a substituir um sistema central de aquecimento de água antigo e subdimensionado que atende a 150 unidades dentro do complexo residencial de idosos de 14 andares. Todas as unidades dentro do Concord também receberam medidas de economia de água e energia, como chuveiros e cozinhas de baixo fluxo, e aeradores de banho sem nenhum custo, como parte do programa Energy Savings Assistance (ESA) da concessionária. Estas atualizações ajudarão a propriedade a economizar US$ 35.000 em um período de cinco anos e economizar mais de 4.000 therms (aproximadamente 117,23 MWh) de energia anualmente. (EE Online – 08.06.2022)

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5 EUA: Cidade de Muncie anuncia conversão para iluminação pública de LED

As ruas da cidade de Muncie estão mais iluminadas, seguras e energeticamente mais eficientes graças ao novo Projeto Public Efficient LED Streetlight da Indiana Michigan Power (I&M), fornecedora de eletricidade. A cidade de Muncie é uma das dezenas de municípios em Indiana que estão quase concluindo a conversão de postes de iluminação em postes com lâmpadas LED. As equipes e empreiteiros da I&M converteram cerca de 4 mil postes de iluminação ao longo das vias públicas sem custo adicional para a cidade. Deste modo, a I&M estima que a atualização reduzirá o uso de eletricidade para iluminação pública em cerca de 1 GWh anualmente, energia suficiente para abastecer 110 residências. Em suma, esses esforços duplicados na área de concessão da I&M equivalem a uma grande quantidade de conservação geral de energia a cada ano. (EE Online – 13.06.2022)

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6 Ministros de todo o mundo concordaram em acelerar o progresso da eficiência energética

Os líderes globais de energia e clima, que se reuniram na Conferência Global sobre Eficiência Energética da IEA, concordaram com as ações para acelerar melhorias na eficiência energética que podem reduzir as contas de energia, aliviar a dependência de combustíveis importados e acelerar as reduções nas emissões de gases de efeito estufa. Ao final da Conferência Global, os ministros e outros representantes de 24 países emitiram uma declaração conjunta enfatizando a importância da eficiência energética para enfrentar muitos dos desafios críticos de hoje, incluindo a crise energética, as pressões inflacionárias e o aumento das emissões de gases de efeito estufa. Segundo o comunicado, a eficiência energética e a ação do lado da demanda têm um papel particularmente importante a desempenhar agora, já que os preços globais da energia são altos e voláteis, prejudicando famílias, indústrias e economias inteiras. (IEA – 13.06.2022)

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7 Edifícios inteligentes são cruciais no combate às mudanças climáticas

A crise energética devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia, as mudanças no teto dos preços do gás e do petróleo e o curto prazo para 2030 estão dominando a conversa no setor de energia. Dentro desse contexto, a Natalie Patton, diretora de sucesso do cliente da Buildings IOT (Internet of Things), afirmou que os edifícios geram quase 50% do consumo de energia e emissões em todo o mundo. Embora surpreendente, este número não é de forma alguma uma revelação, pois os edifícios e seu consumo de energia têm sido um tópico de estudo e exploração na tentativa de descobrir como mitigar a crise climática. Os estudos mostraram que os edifícios representam 39% das emissões de gases de efeito estufa globais e que a Europa em 2021 continha mais de 220 milhões de edifícios energeticamente ineficientes. Com isso, pensa-se como um edifício individual pode ser gerenciado de forma inteligente para reduzir as emissões, fornecendo eficiência energética. (Smart Energy – 10.06.2022)

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8 Espanha: Administração Geral do Estado já tem um plano de medidas de eficiência energética

O Conselho de Ministros aprovou um Plano de medidas de eficiência energética, dirigido à Administração Geral do Estado (AGE) e às entidades do setor público estadual. O objetivo geral do plano é racionalizar o uso dos prédios e instalações administrativas, bem como estabelecer formas de organização do trabalho que promovam uma redução do consumo de energia. Entre as medidas, o Ministério destaca o estabelecimento de horários de ligar e desligar dos edifícios, o reforço do trabalho remoto ou o incentivo à utilização de transportes públicos. Estas iniciativas, explica o Governo, são complementares ao plano de redução do consumo de energia da AGE, elaborado pelo Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico. (Energías Renovables – 24.05.2022)

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9 EUA: ComEd implementará programas aprovados de expansão de eficiência energética

A ComEd, concessionária de energia elétrica de Illinois, apresentou um pedido à Comissão de Comércio de Illinois (ICC), reguladora dos serviços públicos do estado. O objetivo do pedido é buscar a recuperação de custos de US$ 50 milhões que apoiariam programas expandidos para ajudar os clientes a reduzir o uso e as contas de energia, bem como para gerar benefícios ambientais. Deste modo, o aumento de custo apoiaria o Climate and Equitable Jobs Act (CEJA), a nova lei de energia do estado, e o plano de eficiência energética de quatro anos da ComEd aprovado pela ICC, que aumenta significativamente o financiamento para programas que beneficiam clientes de baixa renda. Segundo Gil Quiniones, CEO da ComEd, os programas de eficiência energética da concessionária tornaram-se mais eficazes em ajudar clientes de todos os tipos a reduzir suas contas de energia e consumo, o que também nos ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis. (T&D World – 31.05.2022)

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Microrredes e VPP

1 Empresas de microrredes irão contribuir com a resiliência da rede dos EUA no verão

Com os operadores da rede sinalizando que o verão pode trazer déficits de energia aos EUA, as empresas que reúnem recursos, como energia solar residencial e comercial, armazenamento e microrredes estão prontas para fornecer flexibilidade de rede. O jornal Washington Post recentemente relatou que vários estados estão se preparando para apagões. Por exemplo, o Novo México está se preparando para os “piores cenários” depois que uma concessionária regional alertou sobre possíveis apagões. A Enphase Energy, a OhmConnect, a CPower, a SunRun e a Honeywell estão entre os agregadores de recursos que estão intervindo para ajudar a rede, sendo compensados por isso. Estes agregadores geralmente agrupam energia solar residencial e comercial, armazenamento e microrredes e os oferecem à rede para preencher as lacunas durante os períodos de pico de demanda ou estresse da rede. (Microgrid Knowledge – 05.06.2022)

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2 Armazenamento de energia distribuída habilitada para VPP irá atingir 3 GW até 2030

As implantações anuais de armazenamento de energia distribuído (AED) conectado a usinas virtuais (VPP) devem atingir 3 GW até 2030, de acordo com a empresa de pesquisa Guidehouse Insights. Segundo relatório VPP Applications for Distributed Energy Storage, as instalações anuais de AED habilitadas para VPP devem aumentar a uma taxa média de crescimento anual composta (CAGR) de 28% ao longo da década. A Guidehouse espera que a proporção de implantações deste tipo de sistema seja superior a um quinto até o final da década. Além disso, prevê que os mercados da região da Ásia-Pacífico, da América do Norte e da Europa dominarão completamente o mercado de DES habilitado para VPP até 2030. A Ásia-Pacífico será responsável por cerca de 40% dos 3GW implantados, América do Norte cerca de 35% e Europa 25%, segundo o relatório. (Energy Storage News – 10.06.2022)

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3 Califórnia: Microrrede 100% renovável e multicliente entra em operação

A primeira microrrede 100% renovável e multicliente da Califórnia está totalmente operacional e fornecerá maior resiliência energética para o Aeroporto California Redwood Coast-Humboldt County, bem como para a Estação Aérea da Guarda Costeira dos EUA, disseram autoridades. Desenvolvida através de uma parceria entre o condado de Humboldt; a companhia elétrica Pacific Gas and Electric Company (PG&E); o centro de pesquisa Schatz Energy Research Center; a Tesla; entre outros, a microrrede de Redwood Coast Airport apresenta uma matriz solar fotovoltaica de 2,2 MW acoplado a um sistema de armazenamento de energia de bateria de 2 MW (9 MWh), composto por três Megapacks Tesla. Também inclui um sistema de controle de microrrede com dispositivos de proteção e isolamento que fazem interface com o centro de controle de distribuição da PG&E. (Daily Energy Insider – 13.06.2022)

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4 Gana fará grande investimento em minirredes e energia solar autônoma

Gana desenvolverá 35 minirredes e sistemas solares fotovoltaicos autônomos, um investimento de mais de US$ 85 milhões, dos quais US$ 40,29 milhões representam o investimento nas miniredes e US$ 44,89 milhões são referentes aos projetos de medição solar. O financiamento foi obtido sob acordos com o Fundo Africano de Desenvolvimento e o governo da Suíça. Os sistemas, com capacidade instalada de 67,5 MW, atenderão escolas, postos de saúde e comunidades. No total, espera-se que os sistemas de energia renovável tenham uma produção anual de eletricidade de cerca de 111.361 MWh, que mitigará o equivalente a 0,7795 milhão de toneladas de CO2 por ano. (Microgrid Knowledge – 10.06.2022)

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Tecnologias e Soluções Digitais

1 Nova ferramenta baseada em blockchain para rastreabilidade de fontes de energia renováveis

A fornecedora de energia francesa Voltres desenvolveu uma ferramenta de rastreabilidade para compras de eletricidade, que permite que os clientes finais saibam qual parte da energia que compram vem de uma instalação de energia renovável localizada nas proximidades. Segundo o gerente de projeto da companhia, Xavier Bottou, a ferramenta é baseada em tecnologia blockchain para certificar a rastreabilidade de hora em hora e revela em tempo real a natureza da energia vendida a cada consumidor, assim como quais usinas renováveis contribuíram para esse fornecimento. Dessa maneira, os consumidores podem acompanhar a composição de sua eletricidade com transparência, o que reforça as ligações com os parques locais de energias renováveis. (PV Magazine – 07.06.2022)

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2 Siemens adquire fornecedora de soluções de manutenção com tecnologia de IA e machine learning

A Senseye, fornecedora de soluções baseadas em inteligência artificial (IA), é agora uma subsidiária da Siemens holdings plc e faz parte da Unidade de Negócios de Atendimento ao Cliente. Desde a sua criação em 2014, a Senseye tem se concentrado em soluções de software como serviço para indústrias e empresas de manufatura. Além disso, utiliza machine learning de última geração e IA para fornecer uma solução globalmente escalável, que permite a manutenção antecipada, o que pode ajudar a reduzir o tempo de inatividade não planejado, aumentar a produtividade e melhorar a sustentabilidade. (Smart Energy – 09.06.2022)

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3 Inteligência Artificial e Machine Learning, cruciais para acelerar a transição energética

Uma transição energética bem-sucedida precisa de Inteligência Artificial e Machine Learning (AI\ML) para acelerar a mudança. A redução de custos, a viabilização de negócios de energia com melhor desempenho e a coordenação de vários players são cruciais nessa transformação. O papel fundamental que a IA/ML desempenha na redução dos voluptuosos investimentos necessários para a transição energética pode reduzir os custos de energia, acelerar conexões de rede e otimizar o rendimento, acelerando a implantação da geração renovável necessária. A capacidade da rede pode ser expandida digitalmente, evitando os tradicionais reforços de rede que são caros e demorados para construir. AI\ML também permitem a coordenação de serviços de flexibilidade para melhor utilização dos recursos energéticos distribuídos e uso de infraestrutura. (Smart Energy – 02.06.2022)

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4 Medidores inteligentes e redes inteligentes são fundamentais no plano de energia limpa da SDG&E

A San Diego Gas & Electric (SDG&E) apresentou um plano de US$ 3 bilhões para os anos de 2024-2027 em direção ao seu contínuo esforço de energia limpa. O plano, que deve entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2024, está focado na construção de resiliência das redes de eletricidade e gás da empresa e visa o cumprimento da meta da Califórnia de alcançar a neutralidade de carbono até 2045. Entre os principais investimentos detalhados está a implementação da próxima geração de medidores inteligentes para dar aos clientes mais controle, acesso e insights sobre seu consumo de energia. A modernização da rede está planejada com tecnologias de ponta para permitir a integração de geração de energia renovável, armazenamento de energia e carregamento de veículos elétricos. (Smart Energy – 06.06.2022)

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Segurança Cibernética

1 DOE lança estratégia para construir sistemas de energia cibernéticos resilientes

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) divulgou a Estratégia Nacional de Engenharia Cibernética dirigida pelo Congresso, que visa fornecer uma estrutura para aprimorar o treinamento, as ferramentas e as práticas de engenharia para construir sistemas de energia limpa resilientes à ameaças cibernéticas. A estratégia incentiva a incorporação de tecnologia de segurança cibernética no início do ciclo de vida do projeto dos sistemas para reduzir riscos e vulnerabilidades cibernéticas, incluindo ameaças de atores estrangeiros. Além disso, garante que os sistemas automatizados na rede sejam projetados para serem seguros ciberneticamente e resilientes. A estratégia está organizada em cinco pilares – conscientização, educação, desenvolvimento, infraestrutura atual e infraestrutura futura – e visa reduzir ou eliminar vulnerabilidades cibernéticas por meio de engenharia. Além disso, a estratégia também está focada em reduzir a probabilidade de interrupções na infraestrutura de energia crítica do país, mesmo que um ataque cibernético seja bem-sucedido. (Energy.gov – 15.06.2022)

<topo>

2 DOE planeja testar a segurança cibernética de produtos e tecnologias no setor de energia

Escritório líder do Departamento de Energia (DOE) para segurança cibernética da indústria, em parceria com os principais fabricantes do setor de energia dos EUA, está desenvolvendo um regime de teste para sistemas críticos, pois procura garantir que a transição para energia renovável seja sustentada por tecnologias seguras. O Escritório de Segurança Cibernética, Segurança Energética e Resposta de Emergência (CESER) está no meio do estabelecimento do “Energy Cyber Sense”, um programa voluntário para testar a segurança cibernética de produtos e tecnologias no setor de energia, de acordo com Puesh Kumar, diretor do CESER. A legislação autorizou aproximadamente US$ 1,9 bilhão em financiamento de segurança cibernética em vários programas, incluindo US$ 550 milhões para segurança cibernética da rede elétrica, de acordo com uma análise publicada pelo BGR Group. O impulso para promover a transição da rede elétrica para energia renovável é uma chance para a CESER e seus parceiros garantirem que o setor seja mais seguro no futuro. (Federal News Network – 07.06.2022)</font

<topo>

3 Mais de 90% dos ataques cibernéticos são possíveis devido a erros humanos

Com os ataques cibernéticos ocorrendo com uma frequência cada vez maior, o panorama da segurança cibernética se torna mais complexo. De acordo com o relatório da Agência para Cibersegurança da União Europeia (ENISA), os ataques aumentaram em 2020 e 2021, não apenas em termos de números, mas também de impacto. Sendo os mais comuns os ataques ransomware, que afetam instituições de todos os tipos, bancos, fornecedores de energia, empresas de telecomunicações, universidades e serviços públicos. De acordo com o grupo de pesquisa K-riptography and Information Security for Open Networks, mais de 90% desses ataques ocorrem devido a falhas humanas. Especialistas de outras instituições também destacaram os principais desafios a serem enfrentados, entre eles a conscientização e boas práticas dos usuários, uso da inteligência artificial e machine learning como ferramentas de proteção, entre outros. (It Brief New Zealand – 14.06.2022)

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Eventos

1 The Third IRENA Policy Talk 2022: RE-estruturando o sistema elétrico para a transição energética

O sistema de contratação dupla, proposto pela IRENA no relatório “RE-estruturando os sistemas de energia para a transição”, reconhece as necessidades e características dos dois principais pilares de um sistema de energia de base renovável, a saber, geração distribuída variável e flexibilidade. O relatório visa esclarecer e informar as discussões sobre o papel das estruturas organizacionais do sistema de energia para facilitar e acelerar a transição energética. As principais conclusões deste relatório serão apresentadas pela IRENA no 3º Policy Talks 2022, que ocorrerá dia 28 de junho, no formato de um fórum virtual para discussões sobre políticas de energia renovável, no qual experiências e melhores práticas no desenho e implementação de políticas podem ser compartilhadas para apoiar a implantação eficiente de energia renovável e a maximização dos benefícios obtidos. (IRENA – 23.06.2022)

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2 Webinar: “Acelerando a transição energética por meio da colaboração internacional”

A Regulatory Energy Transition Accelerator (RETA) é uma iniciativa criada para aumentar a capacidade dos reguladores de aumentar a velocidade da transição energética, trabalhando diretamente com os reguladores de energia para facilitar o compartilhamento de conhecimento, aprendizado entre pares e liderança de pensamento em questões regulatórias. A Agência Internacional de Energia (IEA), como Administrador da RETA, realizará seu primeiro evento público, “Acelerando a transição energética por meio da colaboração internacional”, no dia 21 de junho às 15 horas no horário de Paris. O webinar virtual reunirá Audrey Zibelman, vice-presidente de tapeçaria, X’s Electric Grid Moonshot e Jonathan Brearley, CEO da Ofgem, para discutir as lacunas regulatórias para a transição energética. Em seguida, ocorrerá um painel de discussão que reunirá vários especialistas e profissionais em regulação de energia de todo o mundo. (IRENA – 21.06.2022)

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Artigos e Estudos

1 GESEL publica Observatório de Mobilidade Elétrica Nº 07

O GESEL lançou o relatório Observatório de Mobilidade Elétrica número sete. O Observatório de Mobilidade Elétrica do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GESEL–UFRJ) busca contribuir com a sistematização e divulgação do conhecimento, através da identificação de melhores práticas, lacunas, desafios e perspectivas para a trajetória de uma mobilidade de baixo carbono nos âmbitos nacional e internacional. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 07.06.2022)

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2 Relatório de Progresso Energético (2022): Acompanhamento do ODS 7

O relatório anual conjunto das agências de custódia do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 sobre energia serve para orientar a cooperação internacional e a formulação de políticas para alcançar o acesso universal e sustentável à energia até 2030. Neste contexto, o estudo inclui o painel oficial do progresso global, regional e nacional em quatro principais metas de energia: (i) garantir o acesso universal à eletricidade e soluções limpas para cocção; (ii) aumentar substancialmente a participação das energias renováveis; (iii) dobrar o progresso na eficiência energética; e (iv) aumentar a colaboração internacional em apoio à energia limpa e renovável. Com resultado o documento com a análise dos últimos dados disponíveis e os cenários energéticos selecionados revelam que, no ritmo de progresso atual, o mundo não está no caminho certo para atingir nenhuma das metas do ODS 7. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (IRENA – 08.06.2022)

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3 Relatório da ACP mostra que mudanças de política desaceleraram o crescimento de energia limpa

Um novo relatório de mercado de energia limpa no primeiro trimestre de 2022, divulgado pela American Clean Power Association (ACP), anunciou um recorde de 6,6 GW de adições de capacidade de energia limpa em grande escala para os Estados Unidos, mas alertou para a desaceleração do crescimento devido a bloqueios de políticas e outros atrasos. Os ganhos de capacidade foram particularmente favoráveis no início deste ano, devido a grandes melhorias na instalação de armazenamento de bateria – 173%, em comparação com o ano passado. A energia solar também aumentou 11%, mas a implantação de energia eólica caiu 3%. No geral, o quadro era menos animador, com a taxa de crescimento desacelerando para 11%. Entre 2019 e 2021, a taxa de crescimento ano a ano do setor atingiu 50%. Atualmente, a capacidade operacional de energia limpa do país é de quase 208 GW. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (Daily Energy Insider – 25.05.2022)

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4 Relatório: Garantindo uma Transição de Energia Limpa Inclusiva

Nos Estados Unidos, a transição do carvão para uma economia de energia limpa está se acelerando. No entanto, sem planejamento cuidadoso e recursos robustos, essa transição prejudicará os trabalhadores que dependem do carvão para sua subsistência, bem como as comunidades onde vivem e trabalham. Essas pessoas e lugares enfrentam sérios riscos com a mudança para energia limpa, incluindo a perda de empregos bem remunerados com bons benefícios, perda de seguro de saúde, valores de propriedade reduzidos, lacunas nas receitas fiscais locais, passivos não financiados para limpeza ambiental e incerteza sobre o futuro. Uma política climática eficaz e durável deve abordar de forma abrangente esses desafios sociais e econômicos. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (RMI – 26.05.2022)

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5 Preocupações com a privacidade do consumidor limitam o acesso aos dados do medidor inteligente na GB

Em um novo documento do Imperial College Energy Futures Lab, os pesquisadores apontam para o papel ‘habilitador’ dos dados de medidores inteligentes na transição energética, mas afirmam que o acesso a esses dados enfrenta um desafio devido às preocupações com a privacidade do consumidor. Atualmente, uma vez que o medidor inteligente é instalado, os clientes podem escolher se pretendem partilhar os seus dados de consumo mensalmente, diariamente ou a cada meia hora, se o seu fornecedor pode utilizar os dados para fins de marketing e se os dados podem ser transmitidos a terceiros. Espera-se que os medidores inteligentes e a resposta da demanda desempenhem um papel significativo, o que gerará fluxos de dados complementares com dados adicionais e mais granulares sobre o consumo de energia. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (Smart Energy – 30.05.2022)

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6 Artigo da Wood Mackenzie sobre os desafios para atingir as metas de descarbonização

Em artigo publicado pela Wood Mackenzie, Theo Theodoro – analista de pesquisa sênior, matérias primas solares – fala sobre como a energia solar tem um papel crucial a desempenhar na transição energética europeia. Mas, para se beneficiar da crescente demanda, o setor precisa crescer rapidamente enquanto navega em um ambiente desafiador de alto custo. O relatório “Matérias-primas solares: um verdadeiro desafio para a Europa a caminho do net zero” baseia-se nas informações do Solar Data Hub para analisar o impacto do aumento dos preços das principais matérias-primas, incluindo polissilício, prata, alumínio, vidro, aço e cobre. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.05.2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores:
Cristina Rosa, Matheus Balmas e Pedro Barbosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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