IFE.TEX 84

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 84 – publicado em 18 de maio de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 84 – 18 de maio de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
Redes elétricas na era da transição energética
2 A importância do desenho de mercado para a transição energética brasileira
3 Como a transição energética pode reduzir o risco de choques futuros?
4 Mercado global deverá priorizar consumo de energia verde
5 Governo do Canadá investe em projetos de energia limpa em comunidades indígenas, rurais e remotas
6 Enel/Delloite: Estudo em conjunto visa acelerar transição energética
7 Jovens dos SIDS adotam energias renováveis
8 Consumers Energy propõe investimento em energia limpa para Michigan
9 Investimento sustentável ganha fôlego no Brasil
10 Flobers: Plataforma de crowdfunding para investimentos em energias renováveis

Geração Distribuída
1 França conclui leilão para sistemas fotovoltaicos comerciais e industriais

Armazenamento de Energia
1 Theion: Nova tecnologia à base de enxofre pode triplicar autonomia das baterias
2 Solução de armazenamento de longa duração à base de água salgada
3 Grupo britânico desenvolve tecnologia de armazenamento de energia com ar líquido

4 Zenobe construirá a primeira bateria conectada à transmissão da Escócia

Veículos Elétricos
1 Copel: Ampliação da eletrovia para recarga de VEs
2 BMW já entregou 10 mil carregadores para VEs no Brasil
3 Volkswagen/BP: Parceria com gigante do petróleo para estações de recarga
4 Brasil: Projeto no Senado isenta veículos elétricos e híbridos de imposto de importação

5 Charlotte Area Transit System e eTransEnergy lançam novo programa piloto de Battery Electric Bus
6 Veículo elétrico está prestes a superar o diesel e a gasolina em vendas
7 A corrida para adicionar mais carregadores públicos para veículos elétricos
8 A mobilidade rEVolution: estações de carregamento de veículos elétricos portáteis para uso pessoal e compartilhado

9 Pátio elétrico compacto da Gridserve transformará o carregamento de VEs de Norwich

Gestão e Resposta da Demanda
1 GridBeyond inicia operações na Austrália
2 A Leap e a National Grid anunciaram um projeto piloto para fornecer resposta da demanda na cidade de Nova York
3 Centrica faz teste sandbox para resposta da demanda em aquecedores de armazenamento

Eficiência Energética
1 Parceria impulsiona práticas de construção verde no Brasil
2 Galiza investirá na reabilitação de casas
3 DOE finaliza regras para eliminação das lâmpadas antigas
4 O Estado precisa ser indutor da digitalização e eficiência energética

Microrredes e VPP
1 Cidade australiana será alimentada por microrrede hidrelétrica

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Similarweb: Brasil se destaca em certificados de energia renovável relacionados a criptoativos
2 Um milhão de medidores inteligentes para Israel
3 Nova plataforma blockchain de crowdfunding para energia solar será lançada na África

Segurança Cibernética
1 DOE fornecerá US$ 12 milhões para melhorar a segurança cibernética dos sistemas de energia dos EUA

Eventos
1 Webinar: Redes de distribuição de energia elétrica na era da descentralização: repensando economia e regulação

Artigos e Estudos
1 GESEL publica Observatório de Tecnologias Exponenciais Nº 05
2 EPE: O papel das cidades no uso da energia
3 Artigo de Raphael Gomes e Bruno Crispim: “PL 414 – Autoprodução de energia em risco no Brasil”
4 Apenas 6% do gasto do G20 na pandemia foi para economia verde


 

 

Transição Energética e ESG

1 Redes elétricas na era da transição energética

O Oxford Institute for Energy Studies publicou um estudo que explora alguns dos principais obstáculos enfrentados pelas redes de transmissão e distribuição de eletricidade, redes de gás natural; e futuras redes de hidrogênio, aquecimento e refrigeração na transição dos sistemas de energia. Além disso, como os futuros sistemas de energia descarbonizada provavelmente exibirão uma interação significativamente maior entre as diferentes partes do sistema, este estudo explora possíveis abordagens para utilizar as sinergias entre as redes de energia e se beneficiar de sua operação integrada para reduzir os custos e os desafios da descarbonização. Para ler o estudo completo, clique aqui. (Oxford Institute for Energy Studies – 04.05.2022)

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2 A importância do desenho de mercado para a transição energética brasileira

Embora a descrição da atual transição energética usando os chamados 3Ds (descarbonização, descentralização e digitalização) represente de forma didática o que vem ocorrendo no mundo, é insuficiente para representar seu completo significado para o Brasil. Por esse motivo, a visão do Instituto E+ para a transição energética brasileira é caracterizada por 5Ds, incluindo outros dois importantes temas: Desenho de mercado e Democratização (com redução da desigualdade). De modo geral, o desenho de mercado pode ser definido como a estruturação de um conjunto de regras e procedimentos que fazem o mercado funcionar de forma apropriada. No caso do Brasil, as discussões recentes de modernização dos setores elétricos e de gás natural apontam na direção correta de buscar soluções mais orientadas a mercado, mas, isso envolve aprimoramentos para garantir a alocação apropriada de riscos e custos entre os agentes, além de levar a melhor utilização dos recursos, levando-se em conta especialmente a segurança energética do país. (EPBR – 05.05.2022)

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3 Como a transição energética pode reduzir o risco de choques futuros?

A crise causada pela invasão da Ucrânia pela Rússia destacou os desafios para o fornecimento de energia à medida que o mundo se move para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas. A adoção de tecnologias de baixo carbono pode ajudar a resolver problemas de segurança e acessibilidade energética e fortalecer a resiliência a choques no futuro. Mas empresas, investidores e governos precisam gerenciar a transição da maneira certa. De acordo com o vice-presidente para as Américas da Wood Mackenzie, Ed Crooks, os preços crescentes dos combustíveis fósseis são uma ameaça não apenas para os consumidores e as economias dos países importadores de energia, mas também para a própria transição energética. Se os governos quiserem continuar progredindo na redução de emissões, eles precisarão mostrar que podem oferecer segurança energética e acessibilidade ao mesmo tempo por meio de investimentos oportunos e políticas claras. (Wood Mackenzie – 21.04.2022)

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4 Mercado global deverá priorizar consumo de energia verde

O evento da 2W reuniu diferentes agentes do setor de energia para debater as principais novidades do setor. O PL 414, que propõe o aperfeiçoamento para ampliar o acesso ao mercado livre de energia para todos os consumidores foi um dos temas levantados em debate. Durante o evento o deputado Danilo Forte afirmou que o PL 414 trará uma oportunidade única para o Brasil, pois caso aprovado regulamentará o Mercado Livre de Energia no Brasil e permitirá a chamada portabilidade da conta de luz. O deputado também destacou que a energia é um dos principais fatores do desenvolvimento econômico e a chegada das eleições propicia o debate relacionado à geração de emprego, economia e energia. Ainda segundo o deputado Danilo Fortes, o mercado global vai priorizar o consumo de energia verde e o PL 414 tem a oportunidade de mudar a economia do país. (CanalEnergia – 26.04.2022)

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5 Governo do Canadá investe em projetos de energia limpa em comunidades indígenas, rurais e remotas

Em todo o território do Canadá, projetos liderados por indígenas estão aumentando as economias locais e criando bons empregos, ao mesmo tempo em que combatem as mudanças climáticas e mantêm a terra e o ar limpos. No dia 25 de abril, o Ministro de Recursos Naturais, o Honorável Jonathan Wilkinson; o Ministro dos Assuntos do Norte, Sr. Daniel Vandal; e a Ministra de Serviços Indígenas, Patty Hajdu, anunciaram US$ 300 milhões para iniciativas de capacitação para a criação de projetos de energia limpa. O financiamento pode ser solicitado pelas comunidades no site Energia Limpa em Comunidades Indígenas, Rurais e Remotas, e as inscrições serão analisadas continuamente. Anunciado como parte do Plano Climático Fortalecido, os investimentos deste programa apoiarão as comunidades que lançam projetos de geração de energia e calor de forma limpa, como eólico, solar, geotérmico, hídrico e de biomassa, e apoiarão o aumento da adoção de medidas de eficiência energética. (EE Online – 27.04.2022)

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6 Enel/Delloite: Estudo em conjunto visa acelerar transição energética

A Enel Brasil e a Delloite farão o estudo “Caminhos para a Transição Energética no Brasil”, que tem como objetivo apontar possíveis políticas públicas para acelerar a transição energética em curso no País. A versão final do estudo será entregue para representantes do governo brasileiro antes da COP 27. Segundo a Enel, o estudo será realizado em três partes e contará com o envolvimento de representantes de empresas públicas e privadas, de diferentes setores da economia, como o elétrico, o de transporte e a indústria, órgãos governamentais, associações e universidades. Essa mesma iniciativa está sendo promovida em outros sete países da América Latina onde o Grupo Enel está presente. (Broadcast Energia – 28.04.2022)

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7 Jovens dos SIDS adotam energias renováveis

Antígua e Barbuda é atual presidente da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) e faz parte dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), que estão na linha de frente do combate às mudanças climáticas. Os SIDS têm grande ambições para reduzir as emissões de carbono e avançam rapidamente para um sistema de energia baseado em energias renováveis em busca da meta de 100% de energia renovável até 2023. Para atingir esta meta, as escolas dos SIDS têm disseminado informações sobre as energias renováveis e o seu papel em mitigar as mudanças climáticas, assim como engajando estudantes a participarem de projetos de energias renováveis. O diretor da escola Christian Faith Academy motivou os estudantes a participarem da instalação dos painéis fotovoltaicos instalados na escola. Inciativa similar ocorreu na Addu High School nas Maldivas, onde os estudantes recolhem resíduos sólidos municipais para enviar para a planta waste-to-energy. (IRENA – 28.04.2022)

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8 Consumers Energy propõe investimento em energia limpa para Michigan

Em sua última solicitação de alteração de taxa, a Consumers Energy solicitou um investimento de US$ 272 milhões para atualizar a rede elétrica de Michigan, melhorar a confiabilidade e expandir os incentivos de energia limpa. Como esta é apenas uma proposta, o impacto final das contas personalizadas ainda não pode ser dito com certeza, mas se o plano fosse aprovado conforme proposto, a família média enfrentaria aumentos na conta de energia elétrica de cerca de US$ 7,50 por mês. Em troca, porém, a Consumers Energy afirmou que suas atualizações ajudariam a reduzir o tempo médio dos clientes sem energia em quase 15% até 2025. Além disso, a solicitação forneceria uma série de incentivos para veículos elétricos, tornando mais fácil para os clientes residenciais comprar e instalar carregadores e muito mais. Somado aos programas de resposta da demanda seriam expandidos para ajudar a economizar dinheiro dos clientes e reduzir o desperdício de energia, enfatizando o uso ideal e os investimentos em energia limpa dobrariam o tamanho do programa de geração distribuída dos consumidores. (Daily Energy Insider – 28.04.2022)


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9 Investimento sustentável ganha fôlego no Brasil

O ESG nunca esteve tão presente na indústria de investimentos como agora, de um lado estão os investidores pedindo por produtos mais responsáveis com a sociedade e o meio ambiente. Do outro, gestoras que buscam trazer alternativas para seus clientes e se antecipam a mudanças na regulação. A legislação da temática deu um salto no último ano, com novas diretrizes vindas da Comissão de Valores Mobiliários, do Banco Central e da Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Um levantamento feito pela Anbima mostra um aumento de 74% no número de fundos de ações que se enquadram na temática sustentabilidade e de governança corporativa de 2008 a março de 2022. Se lá atrás eram apenas 27, no fim de março já somavam 47 produtos. O patrimônio da classe saltou 96% no período, passando de R$ 1,03 bilhão para R$ 2,01 bilhões em março de 2022. (Exame – 20.04.2022)

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10 Flobers: Plataforma de crowdfunding para investimentos em energias renováveis

A Flobers, a nova plataforma de crowdfunding para investir em energias renováveis, encerrou a sua primeira rodada de financiamento no valor de meio milhão de euros; capital com o qual iniciou a sua atividade após a empresa ter sido fundada em fevereiro do ano passado. A plataforma permite que as pessoas invistam em energias renováveis a partir 1.000 euros. O objetivo da Flobers é democratizar o investimento e permitir que qualquer pessoa possa contribuir, gerando um impacto positivo e, ao mesmo tempo, obter o retorno de suas economias. No curto prazo, o foco da Flobers são investimentos em projetos de energia solar fotovoltaica localizados na Espanha, de até 5 milhões de euros e com retornos superiores a 5%. Posteriormente, a plataforma será aberta à outras tecnologias e mercados, como energia eólica. (Energías Renovables – 26.04.2022)

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Geração Distribuída

1 França conclui leilão para sistemas fotovoltaicos comerciais e industriais

O Ministério da Transição Ecológica e Solidária da França anunciou os vencedores de sua segunda rodada de licitações para sistemas fotovoltaicos comerciais e industriais para o período 2021-26, com capacidades de geração superiores a 500 kW. As autoridades francesas alocaram 122,1 MW de energia solar através do exercício de aquisição em 38 projetos a um preço final médio de € 0,08527/kWh. Para efeito de comparação, na primeira licitação a capacidade alocada foi de 157 MW com um preço final médio de € 0,08312/kWh. (PV Magazine – 06.05.2022)

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Armazenamento de Energia

1 Theion: Nova tecnologia à base de enxofre pode triplicar autonomia das baterias

Uma tecnologia de bateria à base de enxofre poderá proporcionar autonomia três vezes maior que a de baterias de ion-lítio convencionais. Desenvolvida pela Theion, fabricante com sede na Alemanha, a Crystal Battery substitui materiais mais caros, como o níquel e o cobalto, e exige 90% menos energia no processo de fabricação. Conforme a companhia, isso acontece em razão do enxofre ser uma matéria-prima disponível em abundância sem a necessidade de processos custosos de mineração. A Theion planeja iniciar o envio de produtos para clientes do setor aeroespacial ainda em 2022, como parte de uma etapa de qualificação. Depois, a empresa mira os segmentos de taxis aéreos, drones, telefones celulares e computadores, antes de chegar na mobilidade elétrica em 2024. Com operações na Alemanha, a Theion pretende expandir sua capacidade produtiva, sendo assim, possíveis novas fábricas poderão ser instaladas na Europa, Ásia e Estados Unidos. (Portal Solar – 26.04.2022)

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2 Solução de armazenamento de longa duração à base de água salgada

A startup holandesa AquaBattery recebeu € 2,5 milhões em financiamento do Conselho Europeu de Inovação (EIC) para desenvolver sua tecnologia de armazenamento de energia de longa duração baseada em água salgada. A tecnologia de armazenamento patenteada da empresa usa apenas água salgada como meio de armazenamento e é descrita como uma bateria de fluxo capaz de alterar independentemente a capacidade de potência (kW) e energia (kWh). A solução proposta também é considerada de baixo custo, altamente escalável e sustentável, pois utiliza apenas água salgada, com sua capacidade de armazenamento podendo ser expandida apenas adicionando reservatórios ou utilizando tanques maiores. “A solução da AquaBattery pode fornecer capacidade de armazenamento praticamente ilimitada, de oito horas a dias, semanas ou até sazonalmente”, diz um comunicado do Imperial College London, com o qual a start-up holandesa está cooperando. (PV Magazine – 06.05.2022)

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3 Grupo britânico desenvolve tecnologia de armazenamento de energia com ar líquido

O Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido (BEIS) recentemente concedeu £ 350 mil a um consórcio que inclui o Birmingham Centre for Energy Storage (BCES), Aggregate Industries e Innovatium, um desenvolvedor de sistemas de armazenamento de energia de ar líquido (LAES). O sistema LAES armazena energia térmica na forma de ar líquido para fornecer ar comprimido. Espera-se que tenha um custo nivelado de armazenamento de £ 114 (US$ 143,10) /MWh. (PV Magazine – 06.05.2022)

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4 Zenobe construirá a primeira bateria conectada à transmissão da Escócia

A Zenobe, especialista em armazenamento de energia em baterias e frota de veículos elétricos, fechou o financeiro de seu projeto de bateria de 50MW/100MWh em Wishaw, North Lanarkshire. Segundo informações, será a primeira bateria conectada à transmissão da Escócia e deve entrar em operação no final de 2022. A bateria será usada como parte do projeto pioneiro de Gerenciamento de Restrições do National Grid ESO, ajudando a aumentar a capacidade de transmissão para a região, tornando-a a primeira bateria no Reino Unido a atuar como uma ferramenta de flexibilidade. Isso será feito diretamente da rede de transmissão, ajudando a reduzir os preços da energia para os consumidores e acelerar a absorção de energia renovável do país. (Smart Energy – 06.05.2022)

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Veículos Elétricos

1 Copel: Ampliação da eletrovia para recarga de VEs

O programa de inovação aberta Copel Volt está ampliando a eletromobilidade ao longo da BR-376 e da BR-101, em circuito que vai até perto de Londrina, no Norte do Paraná, e Joinville, em Santa Catarina, interligando os dois estados. Atualmente, a eletrovia da Copel tem 12 postos de recarga rápida (com 13 equipamentos/estações) ao longo de 730 km da BR-277, ligando o extremo leste ao extremo oeste paranaense. Com a expansão do projeto, serão cinco novos postos de recarga disponíveis aos usuários de VEs, com dois equipamentos cada, ao todo serão 17 postos e 23 estações. A iniciativa está sendo desenvolvida em parceria com a startup brasileira Move, uma das cinco selecionadas durante a primeira fase do Copel Volt. O programa está criando soluções aos principais desafios de negócios da companhia, que vão do atendimento ao cliente até novos modelos de negócios envolvendo novas matrizes energéticas e eletromobilidade. (Agência Estadual de Noticias – 27.04.2022)

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2 BMW já entregou 10 mil carregadores para VEs no Brasil

A BMW anuncia ter atingido a marca de 10 mil carregadores para veículos elétricos e híbridos plug-in no país. Segundo a empresa, esse crescimento no número de carregadores indica que as previsões da marca de que pelo menos 50% do segmento premium será composto por veículos eletrificados até o final da década irá mesmo se concretizar. Espera-se que no futuro da mobilidade o segmento premium se apoie em três tipos de infraestrutura de recarga: privada (nas residências), corporativa (instaladas em empresas) e na rede pública compartilhada. No caso da BMW, a marca aposta na venda de carregadores residenciais e na instalação de estações de recarga públicas em pontos de interesse como postos, shoppings e locais de grande circulação. Segundo informações de telemetria dos próprios veículos, o Grupo BMW confirma que no segmento de VEs premium a preferência está em recarregar nas residências ou empresas. (Inside EVs – 27.04.2022)

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3 Volkswagen/BP: Parceria com gigante do petróleo para estações de recarga

A Volkswagen anuncia nova parceria estratégica com a BP e dá mais um passo na criação da infraestrutura para a mobilidade elétrica. A inauguração da primeira estação de carregamento em Düsseldorf, na Alemanha, marca o início dessa parceria, que tem como objetivo melhorar o acesso às instalações de carregamento de veículos elétricos nos mercados europeus mais importantes e uma rede de carregamento em toda a Europa até 2024. As novas estações de carregamento possuem dois pontos de carregamento e um sistema integrado de armazenamento de baterias. Esse tipo de instalação permite que não exista mais a de conexões de rede elétrica de alto desempenho para carregamento rápido. Nos próximos 24 meses até 4 mil pontos de carregamento adicionais serão instalados na Alemanha e no Reino Unido. Até o final de 2024, um total de até 8.000 pontos de carregamento poderia ser instalado nos países europeus. (Inside EVs – 28.04.2022)

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4 Brasil: Projeto no Senado isenta veículos elétricos e híbridos de imposto de importação

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode votar a qualquer momento o PL 403/2022, do senador Irajá (PSD/TO), que isenta veículos elétricos e híbridos do Imposto de Importação até 31 de dezembro de 2025. A proposta tenta estender os incentivos de uma resolução de setembro de 2020, do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), que zerou a alíquota de 35% para a maioria dos casos de importação de veículos elétricos ou híbridos, e reduziu a 2% ou 4% em algumas situações. Segundo o senador, o objetivo do PL é aumentar a abrangência do benefício já concedido pelo Poder Executivo e dar segurança jurídica para as empresas, já que, uma vez em lei, o incentivo não poderá ser retirado sem o aval do Congresso Nacional. (EPBR – 28.04.2022)

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5 Charlotte Area Transit System e eTransEnergy lançam novo programa piloto de Battery Electric Bus

Uma colaboração entre o Charlotte Area Transit System (CATS), agência responsável pelo transporte público na área metropolitana de Charlotte (Carolina do Norte), e a eTransEnergy, produtora de petróleo e gás natural, resultou no lançamento de um piloto para a frota de ônibus da CATS, conhecido como programa Battery Electric Bus (BEB). O programa eletrificará uma parte da frota de ônibus da CATS, permitindo que a agência colete dados e analise o desempenho do veículo enquanto percorre os Corridors of Opportunity da região metropolitana de Charlotte. Os dados serão coletados por 12 a 18 meses como parte de uma parceria público-privada entre os colaboradores. Ao longo desses meses, a CATS ganhará 18 veículos BEB dos fabricantes Gillig e New Flyer e infraestrutura de carregamento da ABB e Siemens, juntamente com o treinamento de desenvolvimento da força de trabalho. (Daily Energy Insider – 26.04.2022)

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6 Veículo elétrico está prestes a superar o diesel e a gasolina em vendas

Os registros mundiais de veículos elétricos (puro elétrico e híbridos plug-in) ultrapassarão os dos modelos a diesel e gasolina no primeiro semestre de 2023, de acordo com um estudo realizado pelo especialista em prospecção Lars Thomsen, membro do comitê de gestão das soluções carregamento da empresa Juice Technology. A Thomsen estima que até 2025 os veículos elétricos atingirão o ponto de inflexão em praticamente todos os segmentos e classes de veículos, pois serão mais atraentes e mais baratos que os veículos a combustão. O Relatório da Thomsen garante que, até 2024, praticamente todas as estações de serviço nas estradas europeias terão ligações de carregamento rápido. (Energías Renovables – 28.04.2022)

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7 A corrida para adicionar mais carregadores públicos para veículos elétricos

De acordo com a McKinsey & Company, se metade de todos os veículos vendidos nos Estados Unidos (EUA) em 2030 forem veículos de emissão zero, considerando as metas da administração Biden, os compradores de carros precisarão de muito mais carregadores de veículos elétricos – quase 20 vezes mais carregadores do que hoje. Os proprietários de veículos elétricos carregam seus veículos em casa ou no estacionamento do local de trabalho de 70% a 80% do tempo, de acordo com um estudo de 2021 realizado pela Ricardo Consultoria Estratégica para o Instituto de Combustíveis, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos. (Utility Dive – 02.05.2022)

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8 A mobilidade rEVolution: estações de carregamento de veículos elétricos portáteis para uso pessoal e compartilhado

A adoção generalizada de VE foi prejudicada pela falta de infraestrutura de recarga e a implantação da rede de carregamento não acontecendo rápido o suficiente em algumas áreas. Neste contexto, a ZipCharge, infraestrutura de carregamento de VE portátil para uso público compartilhado, foi projetada para aumentar a flexibilidade principalmente para aqueles que não possuem acesso à infraestrutura de recarga. Nesse caso, esta estação de carregamento modular e portátil pode transformar qualquer vaga de estacionamento em um ponto de carregamento. (PV Magazine – 29.04.2022)

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9 Pátio elétrico compacto da Gridserve transformará o carregamento de VEs de Norwich

A Gridserve, empresa de tecnologia de energia sustentável, abriu o primeiro pátio elétrico compacto em Norwich, Inglaterra, Reino Unido. A instalação de experiência de VE oferece tecnologia de carregamento e espera pavimentar o caminho para a adoção em massa de VEs antes da proibição de 2030 para novos carros a gasolina e diesel. O novo pátio elétrico compacto hospeda 36 carregadores de VEs, incluindo 22 carregadores de alta potência com até 350 kW de potência – declarados os carregadores mais rápidos comercialmente disponíveis atualmente. Cada um é capaz de adicionar até 100 milhas de alcance em cinco minutos. (Smart Energy – 21.04.2022)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 GridBeyond inicia operações na Austrália

A GridBeyond, especialista em resposta da demanda com sede em Dublin, continua a se expandir na Austrália. A GridBeyond fornecerá soluções em resposta da demanda com inteligência artificial, serviços de usina de energia virtual (VPP) e otimização de ativos de geração e armazenamento em todo o mercado nacional de eletricidade da Austrália. Usando inteligência artificial e ciência de dados, a solução tecnológica da empresa permitirá que os clientes comerciais e industriais participem tanto dos serviços de rede para balanceamento da rede quanto nos mercados atacadistas por meio de geração, armazenamento e carga industrial de energia. (Smart Energy – 06.05.2022)

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2 A Leap e a National Grid anunciaram um projeto piloto para fornecer resposta da demanda na cidade de Nova York

A colaboração com a Leap (fornecedor de plataforma de recursos energéticos distribuídos e acesso ao mercado de energia) ajudará a National Grid (distribuidora local) a reduzir o consumo de eletricidade em quatro de seus escritórios em Nova York durante os períodos em que a conservação é mais crítica para a rede elétrica regional. A API da Leap e sua plataforma automatizada permitem que recursos energéticos distribuídos (REDs), incluindo termostatos, carregadores de EV, sistemas HVAC e muito mais, respondam a sinais de preços em tempo real. Desta forma, visa contribuir com uma flexibilidade crucial para uma rede sobrecarregada. Ao agregar cargas flexíveis de uma série de REDs, a Leap espera permitir que os operadores de rede utilizem recursos distribuídos do lado da demanda para equilibrar a rede. Dessa forma, também espera levar a um ar mais limpo, reduzindo a dependência de usinas de ‘pico’ de combustível fóssil que são comumente ativadas quando a demanda de energia é alta. (Smart Energy – 06.05.2022)

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3 Centrica faz teste sandbox para resposta da demanda em aquecedores de armazenamento

No teste, o segundo a usar o sandbox do código de balanceamento e liquidação da Elexon, a Centrica (empresa de serviços e soluções de energia) participará do mecanismo de balanceamento como um agregador independente. Em parceria com a empresa de produtos elétricos Glen Dimplex, o teste apresentará inicialmente um máximo de 2,5 MW de ativos de aquecedores de armazenamento em habitações sociais em locais que não possuem medidores de limite de meia hora. A Elexon, startup de energia, garantirá que os volumes de eletricidade resultantes da redução da demanda dos aquecedores sejam devidamente validados. “Nosso serviço de sandbox está desempenhando um papel importante na mudança para um sistema de energia mais inteligente, oferecendo aos inovadores oportunidades de testar novos conceitos”, diz Simon McCalla, CEO da Elexon. (Smart Energy – 06.05.2022)

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Eficiência Energética

1 Parceria impulsiona práticas de construção verde no Brasil

A International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estão em parceria para descarbonizar o setor de construção no Brasil. A descarbonização do setor será feita através do projeto e construção de edifícios eficientes em recursos usando excelência em design para maior eficiência (EDGE). A IFC e a CBIC trabalharão juntas para disseminar conhecimento, criar capacidades para projetar edifícios ecoeficientes e promover o acesso à certificação EDGE entre o setor imobiliário privado. A iniciativa se estenderia a pequenas e médias empresas (PMEs), desenvolvedores, profissionais e associações industriais. (Smart Energy – 21.04.2022)

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2 Galiza investirá na reabilitação de casas

A Junta da Galiza, órgão colegiado do governo da Galiza, na Espanha, vai destinar este ano mais de 26 milhões de euros a duas novas linhas de financiamento no domínio da reabilitação residencial, que ainda serão anunciadas. A primeira linha é o chamado programa de construção, dotado de 22,9 milhões de euros, com o qual se pretende apoiar a melhoria da eficiência energética através de ações como a reabilitação de coberturas e fachadas de edifícios de habitação coletiva e casas de família. A outra linha de financiamento refere-se à elaboração de projetos de reabilitação e à elaboração da caderneta de obras em edifícios existentes, com um orçamento estimado de 3,4 milhões de euros. (Energías Renovables – 28.04.2022)

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3 DOE finaliza regras para eliminação das lâmpadas antigas

O DOE/EUA finalizou as regras que eliminarão as lâmpadas incandescentes mais antigas em favor das LEDs, que mais eficientes e fornecem iluminação fluorescente compacta. A agência estima que as famílias economizarão cerca de US$ 100 anualmente – ou quase US$ 3 bilhões, coletivamente, quando as novas regras forem totalmente implementadas. Neste contexto, os defensores da eficiência aplaudiram a medida, embora também tenham apontado que as novas regras permitirão que as lâmpadas de estilo antigo permaneçam nas prateleiras das lojas por mais de um ano. Em suma, as empresas podem continuar a importar lâmpadas menos eficientes até janeiro de 2023 e os varejistas podem vendê-las até julho. (Utility Dive – 27.04.2022)

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4 O Estado precisa ser indutor da digitalização e eficiência energética

O estudo lançado pelo governo brasileiro em parceria com a Alemanha indica que a digitalização acelerada nas edificações poderia evitar emissões da ordem de 815 mil toneladas CO2, com a eficiência energética atingindo níveis de 30% a 40% de um total de 161 TWh — o equivalente ao consumo anual de eletricidade de cerca de 3,3 milhões de domicílios. Para isso, o Estado precisaria atuar como indutor e resolver questões regulatórias a fim de atrair investimentos privados na rápida adoção de tecnologias digitais. Dentro desse contexto, a análise aponta os Ministérios de Minas e Energia (MME), Economia (ME) e Desenvolvimento Regional (MDR) como “os mais importantes atores” nesse movimento. (EPBR – 05.05.2022)

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Microrredes e VPP

1 Cidade australiana será alimentada por microrrede hidrelétrica

A cidade de Walpole, no extremo sul da Austrália Ocidental, em breve será alimentada por uma microrrede hidrelétrica. Uma joint venture entre a concessionária estatal Western Power e a empresa de engenharia local Power Research and Development fará com que a cidade de Walpole receba a primeira microrrede da Austrália Ocidental com geração hidrelétrica e armazenamento. As obras da usina hidrelétrica de 1,5 MW, que utilizará duas represas agrícolas para fornecer 30 MWh de armazenamento já foram iniciadas. A “mini” usina hidrelétrica está programada para entrar em operação no segundo semestre de 2023. (PV Magazine – 26.04.2022)

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Tecnologias e Soluções Digitais

1 Similarweb: Brasil se destaca em certificados de energia renovável relacionados a criptoativos

O Brasil desponta como um dos mercados mais maduros do mundo na comercialização de certificados de energia renovável, segundo um estudo feito pela Similarweb, empresa de inteligência de mercado global, que apontou que o país é pioneiro no desenvolvimento de tokens de energia no exterior. Esse tipo de moeda verde funciona como ativos digitais relacionados a criptoativos e comprova que a energia é, de fato, de origem limpa e renovável. Os dados da análise digital mostram que nos últimos dois anos, o Brasil se consolidou como o segundo país que mais investiu na comercialização de certificados de energia renovável no mundo, atrás apenas da China. Segundo os pesquisadores, o crescente interesse por reduzir os impactos da emissão de gás carbônico no planeta pode ser atestado pelas buscas orgânicas por energia solar, que segundo a pesquisa, é o segundo termo mais buscado no Google referente à indústria pesada nos últimos três meses. (Valor Econômico – 21.04.2022)

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2 Um milhão de medidores inteligentes para Israel

A Israel Electric Corporation, principal fornecedora de eletricidade de Israel, está iniciando um projeto de lançamento de um milhão de medidores inteligentes nos próximos cinco anos. Foi relatado que serão 200 mil novos medidores inteligentes instalados anualmente. Os fornecedores são as empresas de tecnologia israelenses Afcon e Tadal. O lançamento deve começar nas cidades de Rishon LeZion, Herzliya, Petah Tikva, Hadera e Ashdod, nas proximidades de Tel Aviv. Espera-se que os novos medidores abram caminho para que um número crescente de fornecedores privados de eletricidade entre no setor, com a oferta de novos serviços e tarifas diárias e sazonais variáveis. (Smart Energy – 21.04.2022)

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3 Nova plataforma blockchain de crowdfunding para energia solar será lançada na África

A Energy Web e a ENGIE Energy Access, companhias voltadas à tecnologia e setor elétrico, estão lançando o Crowdfund for Solar para financiar projetos de energia limpa na África Subsaariana. A plataforma construída na tecnologia de código aberto da Energy Web visa fornecer financiamento de baixo custo para a implantação de sistemas solares domésticos para comunidades em toda a África e permitirá que os participantes aloquem recursos em forma de tokens próprios em troca de um retorno fixo. A ENGIE Energy Access é uma fornecedora líder de soluções solares e minirredes na África, com fornecimento de energia renovável para 7 milhões de pessoas em nove países até o momento. Ainda assim, cerca de 621 milhões de pessoas não têm acesso à eletricidade, principalmente nas áreas remotas e rurais do continente, que possuem recursos solares abundantes. (Smart Energy – 29.04.2022)

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Segurança Cibernética

1 DOE fornecerá US$ 12 milhões para melhorar a segurança cibernética dos sistemas de energia dos EUA

O departamento de energia dos EUA (DOE) anunciou US$ 12 milhões para seis novos projetos de pesquisa, desenvolvimento e demonstração (PD&D) que desenvolverão tecnologias de segurança cibernética. O objetivo é garantir que os sistemas de entrega de energia sejam projetados para sobreviver e se recuperar rapidamente de ataques cibernéticos. O Escritório de segurança cibernética, segurança energética e resposta a emergências (CESER) do DOE financiará seis equipes universitárias para realizar os PD&Ds de segurança cibernética. O objetivo do financiamento é avançar na detecção de anomalias, inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina, bem como análises baseadas em física para fortalecer a segurança dos sistemas de energia da próxima geração. (Smart Energy – 25.04.2022)

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Eventos

1 Webinar: Redes de distribuição de energia elétrica na era da descentralização: repensando economia e regulação

O webinar, que acontece no dia 31 de maio, tem como objetivo reunir os autores do livro “Electricity Distribution Networks in the Decentralisation Era: Rethinking Economics and Regulation” para discutir os principais insights do trabalho. O crescimento das energias renováveis e dos recursos energéticos distribuídos tem resultado em uma mudança em como a eletricidade é tradicionalmente produzida, distribuída e vendida. Sendo assim, o evento debaterá questões como: as abordagens tradicionais de economia, regulação e operação de redes de eletricidade ainda são relevantes? Como as redes de distribuição devem lidar com o aumento da demanda e a variabilidade da geração à medida que os recursos energéticos distribuídos crescem e a eletrificação do transporte e do calor aumentam? Inscreva-se aqui. (Oxford Institute for Energy Studies – 09.05.2022)

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Artigos e Estudos

1 GESEL publica Observatório de Tecnologias Exponenciais Nº 05

O GESEL está lançando o relatório Observatório de Tecnologias Exponenciais número cinco. O documento visa contribuir com a sistematização e a divulgação do conhecimento, identificando o papel das tecnologias exponenciais no processo de transição energética, bem como as estratégias e iniciativas para a sua aplicação que estão sendo adotadas no setor elétrico nacional e internacional, e, por fim, apresentar os novos modelos de negócio e as mudanças comportamentais do consumidor. Com base no Informativo Eletrônico Tecnologias Exponenciais, o Observatório também identifica os desafios e as perspectivas para o setor elétrico na trajetória para uma economia de baixo carbono. Nesta edição, o PDE 2031 foi destaque apresentando dados relevantes para a eficiência energética, geração distribuída e armazenamento de energia. Acesse o relatório aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.04.2022)

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2 EPE: O papel das cidades no uso da energia

Considerando a importância que a temática Cidades Inteligentes e Sustentáveis terá para compreender o futuro do uso de energia, a EPE lança sua série de informes técnicos no qual se debruça sobre estes e outros questionamentos, nos trazendo insumos importantes para o debate com a sociedade. O desafio de transição do sistema energético para uma economia de baixo carbono adiciona diversos aspectos muito presentes no ambiente urbano. Dentre eles, a economia circular, a eficiência energética nas edificações, o uso de recursos energéticos distribuídos (RED) e a adaptação da mobilidade urbana despontam como algumas das principais formas de promoção da inteligência no uso da energia nas cidades. (EPE – 05.05.2022)

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3 Artigo de Raphael Gomes e Bruno Crispim: “PL 414 – Autoprodução de energia em risco no Brasil”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Raphael Gomes (sócio do Lefosse) e Bruno Crispim (counsel da área de Energia do Lefosse) exploram a aprovação no Senado do Projeto de Lei 414 (PL 414) e suas consequências para autoprodução de energia em risco no Brasil. Segundo os autores, “não se nega a importância de se aprimorar e equilibrar a alocação de custos e riscos no Setor Elétrico Brasileiro, notadamente a necessidade de tratamento aos subsídios cruzados e aos incentivos que impactam o consumidor de energia. No entanto, é imprescindível que alterações nas regras sejam precedidas de um regime de transição justo e adequado, que preserve a segurança jurídica, a estabilidade regulatória e a ‘santidade dos contratos’, pilares fundamentais para o contínuo crescimento e atração de investimentos para o Brasil. Afinal, nada é mais caro do que o desrespeito aos contratos.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.04.2022)

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4 Apenas 6% do gasto do G20 na pandemia foi para economia verde

Para a redução do impacto econômico causado pela pandemia, em 2020, os países começaram a injetar bilhões de dólares em suas economias, o que trouxe a discussão de aproveitar esses recursos para impulsionar a transformação para uma economia verde. Após dois anos, um grupo de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins analisaram os investimentos feitos pelos países do G-20 e concluiu que apenas 6% de um total de US$ 14 trilhões aportado pelos governos acabou indo para políticas que reduzem a emissão de gases de efeito estufa. Dos recursos públicos desses países, 3% ainda foram para atividades que aumentam as emissões. “Os governos falam muito sobre crescimento verde como oportunidade, mas, quando se deparam com um problema grande, a reação não é pensar nisso. Nessas ocasiões, eles se voltam aos estímulos tradicionais da economia”, diz Jonas Nahm, um dos pesquisadores por trás do estudo, publicado na revista Nature em março. (O Estado de São Paulo – 25.04.2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores:
Cristina Rosa, Matheus Balmas e Pedro Barbosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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