IFE.H2 78

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 78 – publicado em 10 de maio de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Hidrogênio – GESEL-UFRJ <!–

l

IFE: nº 78 – 10 de maio de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
Alemanha: Governo aloca € 1,3 milhão para hidrogênio verde na Geórgia
2 Alemanha: Planos globais de hidrogênio podem acelerar mudanças climáticas
3 Austrália: Dois hubs de hidrogênio recebem apoio federal de US$ 140 milhões
4 Austrália: Governo promete até US$ 52 milhões para hub de hidrogênio da BP
5 Brasil-Alemanha: Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio Verde lança novo programa de inovação
6 Egito: Governo assina memorando de entendimento para produzir amônia verde

Produção
1 Índia: OIL conclui desenvolvimento de uma planta de hidrogênio verde de 100 KW
2 Japão: Projeto de hidrogênio verde da Mitsubishi está próximo de entrar em fase de operação
3 Portugal: Empresas se unem para desenvolver planta de hidrogênio verde de 500 MW
4 Omã: Anunciada usina de conversão de resíduos em hidrogênio
5 Reino Unido: Shell e Uniper trabalharão juntas em unidade de produção de hidrogênio azul

Uso Final
1 Brasil: CSN testará tecnologia à base de hidrogênio verde
2 Dinamarca: Everfuel desenvolverá a maior estação de reabastecimento de hidrogênio no país
3 Dinamarca: ZEFER/H2ME entregam 100 táxis a hidrogênio para Copenhague
4 Espanha: Teste histórico com reabastecimento de hidrogênio em Toledo

5 Omã: TUV Rheinland lança o primeiro certificado de hidrogênio e amônia verde para um megaprojeto no país
6 Reino Unido: Governo lança novo grupo de aviação dedicado à inovação de hidrogênio e baterias

Tecnologia e Inovação
1 Alemanha: O maior eletrolisador de alta temperatura do mundo atinge eficiência recorde

Eventos
1 3rd Edition Green Hydrogen Forum
2 Hydrogen & Fuel Cells in Land, Sea, Air Applications

Artigos e Estudos
1 Estudo de caso na Dinamarca: Análise da produção do hidrogênio verde e suas tecnologias de produção
2 Artigo analisa as leis atuais para usinas de produção de hidrogênio verde na Alemanha
3 Hidrogênio verde como solução na redução da intensidade de carbono: um estudo de caso da fabricação de aço verde na Federação Russa
4 Estudo analisa a transição energética na indústria do carvão



 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 Alemanha: Governo aloca € 1,3 milhão para hidrogênio verde na Geórgia

O governo alemão alocará € 1,3 milhão por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento para apoiar a introdução da tecnologia do hidrogênio verde e desenvolver uma estrutura jurídica apropriada na Geórgia, anunciou a Embaixada da Alemanha. O Ministério da Economia da Geórgia em cooperação com o Fundo de Desenvolvimento Energético da Geórgia (GEFD), apoiaram o projeto de Promoção do Hidrogênio Verde na Geórgia visando expandir a segurança energética geral do país. Giorgi Chikovani, diretor do GEDF, disse que a Geórgia será o primeiro país da região a desenvolver tecnologias de hidrogênio, acrescentando que “este será mais um passo para promover a independência energética e ajudar a mover o mercado de energia para uma energia sustentável de baixo carbono”. Hubert Knirsch, o embaixador alemão, afirmou que o projeto deu um passo importante na diversificação do setor de energia do país e na segurança energética. (Agenda.GE – 19.04.2022)

<topo>

2 Alemanha: Planos globais de hidrogênio podem acelerar mudanças climáticas

O Ministro da Economia alemão, Robert Habeck, planeja importar hidrogênio de todo o mundo para satisfazer a demanda energética da Alemanha. Para avançar em direção à neutralidade climática, o governo alemão quer contar principalmente com a importação de hidrogênio vindo de todo o mundo – esforços que foram ainda mais acelerados devido à guerra na Ucrânia e à dependência da Alemanha das importações de gás da Rússia. A ideia é obter hidrogênio a partir da água, com a ajuda de eletricidade renovável, e usá-lo como matéria-prima e fonte de energia para a indústria alemã. Para isso, Habeck anunciou recentemente uma parceria com os Emirados Árabes Unidos. “O estabelecimento de cadeias de fornecimento globais de hidrogênio servirá para atingir nossos objetivos climáticos e, ao mesmo tempo, nossa segurança energética”, disse Habeck em 21 de março. O comércio global de hidrogênio é apoiado pela fundação alemã H2Global, que apoiará o comércio do gás com € 900 milhões do tesouro nacional. (Euractiv – 15.04.2022)

<topo>

3 Austrália: Dois hubs de hidrogênio recebem apoio federal de US$ 140 milhões

Dois hubs de hidrogênio na Austrália Ocidental receberam apoio federal bipartidário de US$ 140 milhões para transformar a região no centro para tecnologias de hidrogênio. Revelado no dia 19 de abril, o financiamento permitirá o escalonamento não apenas da cadeia de fornecimento de hidrogênio da Austrália Ocidental, mas também apoiará a ambição do país de se tornar uma potência em hidrogênio. Com isso, os hubs de hidrogênio em Pilbara e Kwinana receberam apoio financeiro adicional. A Austrália Ocidental já possui um potencial significativo na produção de grandes quantidades de hidrogênio, com a região tendo uma abundância de energia solar e eólica para produzir hidrogênio verde. Os novos polos de hidrogênio visam capitalizar as vantagens naturais da área e torná-la uma figura chave na produção e exportação de hidrogênio. Acesse a página do programa de financiamento aqui. (H2 View – 19.04.2022)

<topo>

4 Austrália: Governo promete até US$ 52 milhões para hub de hidrogênio da BP

O governo australiano afirmou que fornecerá financiamento adicional de até A$ 70 milhões (US$ 52 milhões) para o hub de hidrogênio verde proposto pela BP (A$ 252,5 milhões em Kwinana), na Austrália Ocidental. O H2Kwinana Clean Hydrogen Industrial Hub, que está sendo desenvolvido em parceria com o Macquarie Group, reúne uma combinação de infraestrutura existente, demanda industrial concentrada e fortes conexões com um dos maiores centros industriais da Austrália, disse a BP. O governo disse que dois novos hubs de hidrogênio propostos, incluindo o projeto da BP, serão criados em Pilbara e Kwinana (Perth) e receberão A$ 140 milhões, bem como A$ 6 milhões para investigar dois novos projetos de desenvolvimento na Austrália Ocidental, criando mais de 3.600 empregos e A$ 67 milhões para desenvolver dois centros de captura e armazenamento de carbono (CCS) e apoiar a avaliação de um terceiro local de armazenamento potencial na Austrália Ocidental. (Governo da Austrália Ocidental – 20.04.2022)

<topo>

5 Brasil-Alemanha: Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio Verde lança novo programa de inovação

A Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio Verde lançou um novo Programa de Inovação com o objetivo de aprimorar a cadeia de valor do hidrogênio no Brasil e fortalecer a cooperação entre os países. Chamado de Programa iH2 Brasil, consiste em três chamadas entre 2022 e 2023 para ideias de empresas locais e entusiastas envolvidos no desenvolvimento da cadeia de fornecimento de hidrogênio no Brasil. As propostas devem abranger várias áreas-chave dentro da cadeia de valor do hidrogênio verde, incluindo produção, logística e aplicação de hidrogênio verde. O Dr. Bernd dos Santos Mayer, Coordenador da Iniciativa no Brasil da GIZ, disse: “O Brasil tem potencial para ser um dos mais promissores produtores de Hidrogênio Verde em áreas-chave como fertilizantes – tornando-se independente das importações – mobilidade e naval. (H2 Verde Brasil – 06.04.2022)

<topo>

6 Egito: Governo assina memorando de entendimento para produzir amônia verde

O governo egípcio assinou um memorando de entendimento (MoU) com a Green Fuel Alliance, a EDF Renewables da França e a Zero Waste do Egito. Intenciona-se estabelecer um projeto para produzir amônia verde na forma de combustível verde aos navios. O MoU inclui a implementação do projeto em fases, a primeira das quais será executada com investimentos no valor de US$ 1 bilhão e uma capacidade estimada de 350 toneladas por dia. A aliança concluiu acordos preliminares com três instituições bancárias internacionais para financiar o projeto, que será implementado no Egito. Um acordo de implementação do MoU será assinado este ano, antes da próxima Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 27), que será realizada em Sharm El-Sheikh em novembro. Eles também indicaram que a aliança está interessada em cooperar com o Fundo Soberano do Egito para implementar o projeto de produção de amônia verde, que é semelhante a um projeto que está sendo implementado pela Scatec Alliance. Além disso, o governo planeja expandir projetos de energia renovável e produzir hidrogênio verde e amônia como parte de seu plano para reduzir as emissões e preservar o meio ambiente. (Deily News Egypt – 20.04.2022)

<topo>

 

 

Produção

1 Índia: OIL conclui desenvolvimento de uma planta de hidrogênio verde de 100 KW

A Oil India Limited (OIL), uma companhia petrolífera estatal da Índia, concluiu o desenvolvimento de uma planta de hidrogênio verde (H2V) no seu país. A unidade conta com um eletrolisador do tipo AEM que possui uma capacidade de 100 kW e é alimentado por uma planta de 500 kWp de energia solar. Dessa maneira, a planta é capaz de produzir uma quantidade de 10 kg do gás por dia. Em termos de uso final, o H2V está sendo utilizado para estudos de mistura com o gás natural e seu efeito na infraestrutura existente de petróleo. Por fim, também é válido salientar que a empresa espera alavancar o projeto para uma capacidade de produção de 30 kg por dia, pretendendo então expandir o uso final e incluir os estudos nas aplicações comerciais de uma mistura de combustível. (Fuel Cells Works – 21.04.2022)

<topo>

2 Japão: Projeto de hidrogênio verde da Mitsubishi está próximo de entrar em fase de operação

A Mitsubishi Heavy, uma grande empresa japonesa, está participando de um projeto que visa desenvolver uma planta de hidrogênio no Japão. Recentemente, o projeto avançou para uma nova etapa, pois a HydrogenPro, uma empresa que atua no segmento do hidrogênio, revelou que vai fornecer o sistema de eletrolisador para essa planta poder entrar em operação – tendo início de operação previsto para 2023. O eletrolisador, quando operacional, será alimentado por energias renováveis, produzindo assim o hidrogênio verde (H2V). Este projeto visa apoiar o mercado de energia do Japão, sobretudo o mercado de hidrogênio, fornecendo experiência, desenvolvendo a infraestrutura local e descarbonizando a indústria. (HydrogenPro – 19.04.2022)

<topo>

3 Portugal: Empresas se unem para desenvolver planta de hidrogênio verde de 500 MW

A Madoqua Renewables, a Power2X e a Copenhagen Infrastructure Partners’ Energy Transition Fund se uniram para desenvolver um projeto que tem como intuito construir uma planta de hidrogênio verde em Sines, Portugal. A planta contará com eletrolisadores que somarão uma capacidade instalada de 500 MW e serão alimentados a partir de energia renovável. Dessa forma, a unidade será capaz de produzir cerca de 50.000 toneladas de H2V por ano. O projeto obteve um investimento de US$1,08 bilhão e espera-se que seja concluído em 2025. Por fim, em termos de uso final, o H2V será utilizado para produzir amônia pela síntese de Haber-Bosch, promovendo uma descarbonização na indústria de fertilizantes do país. (Madoqua – 22.04.2022)

<topo>

4 Omã: Anunciada usina de conversão de resíduos em hidrogênio

A H2-Industries e a Public Establishment For Industrial Estates – Madayan assinaram um memorando de entendimento para desenvolver uma usina de transformação de resíduos em hidrogênio em Omã com usinas de energia solar fotovoltaica. A instalação proposta de US$ 1,4 bilhão será construída em uma área costeira de 200.000 m2, convertendo inicialmente até um milhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos anualmente. Os resíduos serão provenientes de operadores de gestão de resíduos e extraídos de aterros sanitários existentes, mas podem ser expandidos para gerenciar até quatro milhões de toneladas de resíduos. O projeto também inclui a construção de uma instalação solar fotovoltaica com capacidade de carga de base de 300 MWp que compreenderá 70 MW de armazenamento elétrico. A produção anual de hidrogênio e CO2 gerados a partir dos resíduos tem um valor de exportação de mais de US$ 268 milhões, compreendendo 67.000 toneladas de hidrogênio verde e um milhão de toneladas de CO2. Assim que a fase de pré-desenvolvimento e licenciamento estiver concluída, a instalação começará a produzir hidrogênio em aproximadamente 30 meses. (Fuel Cells Works – 20.04.2022)

<topo>

5 Reino Unido: Shell e Uniper trabalharão juntas em unidade de produção de hidrogênio azul

A Uniper assinou um acordo com a Shell para avançar nos planos de produção de hidrogênio azul na usina de Killingholme da Uniper, no leste da Inglaterra. O hidrogênio produzido pode ser usado para descarbonizar a indústria, transporte e energia em toda a região de Humber. O Projeto Humber Hub Blue inclui planos para uma instalação de produção de hidrogênio azul com capacidade de até 720 megawatts (MW), usando tecnologia de reforma de gás com captura e armazenamento de carbono (CCS). A Uniper planeja desenvolver um hub de hidrogênio em Killingholme, com produção de hidrogênio azul de cerca de 720 MW e produção de hidrogênio verde de cerca de 100 MW. O carbono capturado seria alimentado através do proposto oleoduto Zero Carbono Humber, parte do East Coast Cluster, recentemente selecionado como um dos dois esquemas de captura e armazenamento de carbono para receber apoio inicial do governo sob o processo de sequenciamento de cluster do governo. (Green Car Congress – 13.04.2022)

<topo>

 

 

Uso Final

1 Brasil: CSN testará tecnologia à base de hidrogênio verde

A CSN inicia um projeto-piloto, com tecnologia da empresa portuguesa UTIS, que fará a injeção de hidrogênio verde no processo produtivo de algumas áreas da usina. É uma das soluções tecnológicas, entre várias no mundo, que estão sendo desenvolvidas para o corte de emissão de gás carbônico dos processos industriais. Segundo Felipe Spiri, executivo-chefe da CSN Inova Open e cofundador da CSN Inova: “A tecnologia da UTIS já mostrou resultados em cimenteiras, combustão de resíduos sólidos e biomassa, mas é a primeira vez que será aplicada numa siderúrgica”. Segundo o executivo, o projeto com a UTIS tem grande potencial de ajudar a CSN (bem como outras siderúrgicas) a cumprir metas de descarbonização, usando menos combustíveis fósseis. A CSN trabalha para atingir, já em 2030, a meta de redução de CO2 que o restante do setor fixou para 2050. Uma meta ousada para o tempo de oito anos. (Valor – 22.04.2022)

<topo>

2 Dinamarca: Everfuel desenvolverá a maior estação de reabastecimento de hidrogênio no país

O centro de logística verde da Dinamarca situado em Fredericia deve ser expandido pela Everfuel e Taulov Dry Port para se tornar a maior estação de hidrogênio do país. Ao fazer isso, a estação apoiará o crescente mercado de mobilidade de hidrogênio na Dinamarca e ajudará na transição de outras empresas para o uso de energia limpa. A Everfuel está construindo sua instalação inicial de PtX em Fredericia, que produzirá o primeiro hidrogênio verde ainda este ano. Rune D. Rasmussen, CEO da ADP, afirmou: “Nos últimos anos, o Taulov Dry Port construiu uma forte posição no mercado. Estamos agora no caminho certo para expandir significativamente a capacidade de armazenamento, o que atrairá mais clientes e transportadoras para a área. Com a estação de hidrogênio da Everfuel, o Taulov Dry Port se torna parte da cadeia de valor Power-to-X dentro da infraestrutura de hidrogênio. (H2 View – 21.04.2022)

<topo>

3 Dinamarca: ZEFER/H2ME entregam 100 táxis a hidrogênio para Copenhague

Os projetos ZEFER e H2ME2 implantaram 100 táxis a hidrogênio em Copenhague juntamente com a empresa de táxi baseada em aplicativos DRIVR. O Toyota Mirai, funciona com hidrogênio verde, e traz consigo a expectativa de instalação e abertura de novas estações de reabastecimento de hidrogênio (HRS) na cidade. Esta mais recente implantação de táxis significa que o projeto ZEFER alcançou um total de 180 veículos elétricos com célula a combustível (FCEV) em frotas cativas de alta utilização em toda a Europa, com implantações em três capitais (Paris, Londres e Copenhague). O governo dinamarquês tem como meta que todos os táxis sejam de emissão zero até 2030, e a DRIVR ganhou o concurso público para fornecer serviços de táxi ad hoc na cidade de Copenhague. Os 100 novos táxis a hidrogênio complementarão a frota de baixa emissão existente da DRIVR, já composta por veículos híbridos, elétricos e a hidrogênio. (FuelCellsWorks – 21.04.2022)

<topo>

4 Espanha: Teste histórico com reabastecimento de hidrogênio em Toledo

A cidade espanhola de Toledo tornou-se o local de um teste de reabastecimento de hidrogênio com a parceria da Air Products e Carburos Metálicos. Para o teste, a Air Products forneceu um gerador móvel de hidrogênio para um CaetanoBus, que percorreu 600 km em rotas espanholas sem transportar passageiros. Miquel Lope, Diretor Geral da Carburos Metálicos, afirmou: “Este teste bem-sucedido de um ônibus de hidrogênio renovável na cidade de Toledo, conhecida pelo grande desnível de suas ruas, demonstra mais uma vez que é uma tecnologia madura e pronta para contribuir para a descarbonização do transporte pesado em qualquer cidade. Um resultado importante deste teste é que o reabastecimento com hidrogênio pode ser muito rápido e, portanto, não apresenta muitas diferenças importantes quando comparado aos meios contemporâneos de reabastecimento de veículos. Isso pode ajudar na adoção mais ampla de mobilidade limpa na Espanha. (H2 View – 21.04.2022)

<topo>

5 Omã: TUV Rheinland lança o primeiro certificado de hidrogênio e amônia verde para um megaprojeto no país

O certificado foi lançado globalmente para a Green Hydrogen & Chemicals SPC e apoiará o projeto de produção de hidrogênio e amônia verde em Omã, pois a nação pretende assumir um papel de liderança na comunidade global de hidrogênio. A certificação da TUV Rheinland para hidrogênio neutro em carbono garante a origem deste para o destinatário, independentemente do estágio do ciclo de vida da produção, distribuição e uso do hidrogênio. Rajat Seksaria, CEO do Grupo ACME, afirmou: “Estamos orgulhosos em receber a primeira Certificação de Hidrogênio Verde do mundo da TUV Rheinland. Este certificado aumentará nossa capacidade de atender aos mercados internacionais na região da Europa, América e Ásia para o fornecimento de amônia verde.” (H2 View – 20.04.2022)

<topo>

6 Reino Unido: Governo lança novo grupo de aviação dedicado à inovação de hidrogênio e baterias

Um novo grupo de aviação dedicado a explorar tecnologias de hidrogênio e baterias na indústria aeroespacial trabalhará em estreita colaboração com o governo do Reino Unido para liderar a inovação. O Zero Emission Flight (ZEF) Delivery Group terá como objetivo investir US$ 895 milhões nos próximos três anos em uma tentativa de progredir na inovação da aviação de hidrogênio e expandir as capacidades de voo de emissão zero do Reino Unido. “Estamos determinados a apresentar a tecnologia de voo do futuro e, por meio de nosso novo Zero Emission Flight Delivery Group, ajudaremos a criar milhares de empregos em todo o país e a dar mais um passo em direção aos voos de emissão zero”. O hidrogênio está sendo elogiado por seu potencial uso na aviação, com várias empresas investindo ativamente em um futuro movido a hidrogênio. (H2 View – 20.04.2022)

<topo>

 

 

Tecnologia e Inovação

1 Alemanha: O maior eletrolisador de alta temperatura do mundo atinge eficiência recorde

A Salzgitter anunciou uma eficiência recorde para seu projeto de hidrogênio GrInHy2.0, que é financiado pela União Europeia. Neste projeto foi apresentado o maior eletrolisador de alta temperatura do mundo, fabricado pela especialista alemã em eletrólise Sunfire. Com base na tecnologia de célula de eletrólise de óxido sólido (SOEC), o eletrolisador funciona a uma temperatura operacional de 850 C e usa o calor residual dos processos de produção de aço da Salzgitter. “Pela primeira vez, o eletrolisador produziu 200 Nm3 de hidrogênio verde por hora. Também podemos provar uma eficiência elétrica de 84% el,LHV. Este é um nível de eficiência que ninguém mais alcançou antes”, disse o gerente de projetos da Salzgitter, Simon Kroop. (Salzgitter AG – 19.04.2022)

<topo>

 

 

Eventos

1 3rd Edition Green Hydrogen Forum

Para o dia 31 de maio, o Green Hydrogen Europe organizou um evento online para discutir os desafios e oportunidades da produção de hidrogênio verde, explorar oportunidades para a cadeia de suprimentos, examinar o papel do hidrogênio verde na energia global transição e sua relevância para a obtenção de carbono líquido zero. Além disso, vários aspectos do hidrogênio verde serão apresentados e discutidos em várias sessões: armazenamento de hidrogênio verde, transporte, distribuição e desenvolvimento de infraestrutura. A 3ª Edição do Fórum de hidrogênio verde está se preparando para fornecer aos participantes insights seminais para operações bem-sucedidas em um cenário de energia verde. O fórum reunirá líderes do setor, permitindo a adoção acelerada do hidrogênio verde, ações para reduzir as emissões de CO2 e oferecerá o espaço ideal para networking com os participantes do setor; gerentes seniores, tomadores de decisão e profissionais que operam nas indústrias e aproveitam ao máximo as tecnologias de hidrogênio verde. Para se inscrever, clique aqui. (Green Hydrogen Europe – Abril de 2022)

<topo>

2 Hydrogen & Fuel Cells in Land, Sea, Air Applications

No dia 27 de abril a United States Hydrogen Alliance (USHA) iniciou sua primeira série de webinars H2Net apresentando membros da indústria implantando hidrogênio e células a combustível em aplicações terrestres, marítimas e aéreas e como essas opções de mobilidade beneficiam os hubs de hidrogênio. A USHA lançou sua Iniciativa H2Net para desenvolver e conectar hubs e corredores de hidrogênio nos Estados Unidos. A série de webinars H2Net, um componente voltado ao público da Iniciativa H2Net, destina-se a fornecer informações reveladoras, pragmáticas e orientadas para a ação em apenas 30 minutos ou menos durante a hora do almoço. (USHA – Abril de 2022)

<topo>

 

 

Artigos e Estudos

1 Estudo de caso na Dinamarca: Análise da produção do hidrogênio verde e suas tecnologias de produção

Este artigo realiza uma comparação entre células de eletrólise alcalinas, de membrana de troca de prótons (PEM) e de óxido sólido. Análises econômicas com efeitos de aumento de escala mostram diferenças significativas entre eletrolisadores PEM e alcalinos como métodos relativamente estabelecidos, e eletrolisadores de óxido sólido como uma tecnologia ainda imatura. As simulações sobre a eletrólise conectada à rede elétrica que abastece o mercado dinamarquês confirmam que tanto eletrolisadores PEM quanto alcalinos já podem produzir hidrogênio por menos de 3 €/Kg se os impostos e taxas forem removidos. O preço pode cair abaixo de 2 €/Kg após a adoção em massa das três tecnologias. Além disso, se a eletricidade for entregue pela metade dos preços atuais, o custo nivelado do hidrogênio cai cerca de 1 €/Kg. As análises de redução de custos após o escalonamento são de 33%, 34% e 50% em eletrolisadores alcalinos, PEM e de óxido sólido, respectivamente, enquanto podem ser intensificados com subsídios para 56%, 59% e 70%. (ScienceDirect – 2022)

<topo>

2 Artigo analisa as leis atuais para usinas de produção de hidrogênio verde na Alemanha

Espera-se que a transformação do sistema energético seja dependente do uso do hidrogênio verde (H2V). Apesar de ser um vetor energético essencial na transição energética, ainda não está claro se o atual quadro legislativo apoia a produção de hidrogênio verde ou se é um obstáculo à sua implantação. Este artigo analisa as leis relevantes quanto às suas implicações para a operação de usinas de produção de hidrogênio. É analisado se a produção de H2V é atualmente apoiada em concorrência com a produção de hidrogênio cinza, não só pelo enquadramento legal mas também pela Estratégia Nacional do Hidrogênio e pela Alteração da Lei das Energias Renováveis. Pode-se concluir que nas recentes alterações da legislação energética alemã, foi encontrado suporte regulatório para o hidrogênio verde. A legislação mais recente esclareceu pontos cruciais sobre a operação de eletrolisadores e o tratamento do hidrogênio verde. (Energies – 2022)

<topo>

3 Hidrogênio verde como solução na redução da intensidade de carbono: um estudo de caso da fabricação de aço verde na Federação Russa

Este artigo revisa uma lista de soluções para reduzir a intensidade de carbono do complexo russo de combustíveis e energia. Foi determinado que o esquema tecnológico de produção de hidrogênio verde é ideal para a Federação Russa. Mostra-se que até 2040, o valor presente líquido das unidades de produção de hidrogênio pelo método de eletrólise alcalina será de US$ 35 mil/kW enquanto o custo das usinas com polímero sólido ou eletrolisador de óxido sólido será de US$ 30 mil /kW e US$ 26 mil/kW dessa forma. Este artigo apresenta um estudo de viabilidade da produção de hidrogênio verde a partir de eletrólise com base eólica com redução direta de minério de ferro para fabricação de aço verde. De acordo com a análise, a diferença de fluxo de caixa entre a tecnologia siderúrgica padrão e a redução direta de minério de ferro com hidrogênio é de 20%, o que no longo prazo pode ser reduzido para 5%. (Environmental Technology & Innovation – 2022)

<topo>

4 Estudo analisa a transição energética na indústria do carvão

Este artigo analisa a emissão geral de CO2 na produção da indústria química de carvão. Ademais, o artigo propõe que o acoplamento da tecnologia de redução de emissão de carbono é a chave para descarbonizar a indústria, além de que melhorar a eficiência energética pode reduzir significativamente, mas de forma limitada, as emissões de CO2. Para alcançar a redução de emissões de CO2 em escala de 100 milhões de toneladas, tecnologias de eletricidade verde e hidrogênio verde, CCS/CCUS e utilização de recursos de CO2 devem ser adotadas. O artigo revisa os principais avanços nas tecnologias de eletricidade verde e hidrogênio verde, utilização de recursos CCS/CCUS e CO2 nos últimos anos e aponta que nos 10 anos anteriores ao pico de carbono em 2030, essas tecnologias de redução de emissões de carbono estarão no período de teste de demonstração chave. (Huagong Jinzhan/Chemical Industry and Engineering Progress – 2022)

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas,
José Vinícius S. Freitas, Kalyne Silva Brito e Luana Oliveira 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing.


Copyright UFRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: