IFE.TEX 81

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 81 – publicado em 14 de abril de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

l

IFE: nº 81 – 14 de abril de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
Engie North America conclui financiamento de três projetos renováveis
2 Espanha: Ilhas Canárias publicam estratégias de apoio ao seu Plano de Transição Energética
3 Governo dos EUA aprovou orçamento incluindo bilhões para energia limpa
4 EUA: Congresso recebe pedidos de fabricantes para aprovação dos incentivos fiscais de energia limpa
5 Reino Unido: Consulta sobre mudanças nas isenções de importação verdes
6 CRUL e IRENA firmam parceria para promover pesquisas sobre energias renováveis
7 Empresários planejam aumentar a independência de energia limpa do Reino Unido
8 Participação das energias renováveis na matriz energética da Áustria é de 60% em fevereiro
9 Os reguladores do Texas irão padronizar as interconexões do sistema de distribuição para aumentar a confiabilidade

Geração Distribuída
1 Heineken oferece energia renovável ao consumidor
2 Geração distribuída mantém tendência de crescimento para 2022
3 Mercado de energia solar residencial dos EUA cresce cerca de 30% em 2021

Armazenamento de Energia
1 Austrália: Projeto de armazenamento irá suprir a demanda de energia após fechamento de usinas a carvão
2 San Diego Gas & Electric inaugura nova instalação de armazenamento de energia
3 Southern Power desenvolve projetos de armazenamento em bateria em instalações solares

Veículos Elétricos
1 Carrefour anuncia plano para rede de carregamento de veículos elétricos na França
2 Brasil: Desafios relacionados a infraestrutura de recarga
3 Brasil: Desafios para a implementação de pontos de recarga residenciais
4 Volvo: Investimentos em pontos de recarga no Brasil

5 BYD/Shell: Parceria para a rede de recarga de VEs
6 Lyft é incentivada a aderir aos veículos elétricos
7 Gatik sinaliza início da fase de “hiper-crescimento” com parceria VE
8 Aplicação de baterias de segunda vida pode revolucionar a mobilidade

9 Documento de política do Reino Unido dobra a eletrificação de veículos

10 Hertz comprará veículos elétricos da Polestar

Gestão e Resposta da Demanda
1 Itron e Emerson colaboram em termostatos inteligentes
2 BGE comanda experiências ‘altamente personalizadas’ para clientes com tarifas TOU
3 Projeto da Enel X pode desbloquear potencial de armazenamento e resposta da demanda em Ontário
4 Sense, Alliant Energy e Cadmus colaboram em novo estudo

5 Novas práticas otimizam o gerenciamento da demanda pelas concessionárias
6 Avaliando a flexibilidade de carga no NEM

Eficiência Energética
1 DOE revela novos padrões de eficiência para edifícios federais
2 Renováveis e eficiência energética: Prioridades para a redução de emissões em 2030

Microrredes e VPP
1 Integração entre VEs e microrredes pode ter boas aplicações no mercado
2 Projetos piloto de integração microrredes-VGI poderão auxiliar comunidades durante quedas de energia
3 Austrália: Concessionária está acelerando projeto de microrredes para abastecer comunidades locais

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Solargis lança plataforma de análise de dados fotovoltaicos
2 Índia: Projeto de rede inteligente IElectrix é lançado em Delhi
3 Gridspertise e Analog Devices firmam parceria em tecnologias de smart grid

Segurança Cibernética
1 EUA: Orçamento fiscal de 2023 inclui um aumento de 11% para segurança cibernética
2 EUA: Setores de energia no Texas estão enfrentando ameaças cibernéticas russas

Artigos e Estudos
1 Relatório: “Our report National Oil Companies: strategies for the energy transition”
2 Artigo de Jovanio Santos: “Operação de Sistemas Elétricos: O desafio da flexibilidade e segurança”
3 Artigo de Julian Kettle: “É hora de os metais obterem o(s) crédito(s) de descarbonização que merecem?”
4 Relatório: “Europe’s Energy Future”

5 Relatório IRENA: “World Energy Transitions Outlook”


 

 

Transição Energética e ESG

1 Engie North America conclui financiamento de três projetos renováveis

A Engie concluiu o financiamento de três projetos de energias renováveis localizados no Kansas, Texas e Carolina do Norte. Combinadas, as três instalações produzirão aproximadamente 665 MW de energia limpa. Os projetos fazem parte do portfólio de mais de 4 GW de ativos de energia renovável atualmente administrados pela empresa. “Estamos entusiasmados em colaborar novamente com o Bank of America e Wells Fargo, entre outros, para financiar nosso portfólio crescente de energias renováveis. Também estamos felizes em nos juntar a um novo parceiro de capital na InfraRed – estamos criando relacionamentos de longo prazo que estão ajudando a acelerar a jornada para atingir a neutralidade de carbono nos Estados Unidos”, Eric De Caluwe, chefe de Aquisições, Investimentos e Consultoria Financeira (AIFA) para a Engie North America, disse. (Utility Dive – 24.03.2022)

<topo>

2 Espanha: Ilhas Canárias publicam estratégias de apoio ao seu Plano de Transição Energética

O Ministério da Transição Ecológica, da Luta contra as Mudanças Climáticas e de Ordenamento do Território do Governo das Canárias publicou as diferentes estratégias de apoio do Plano de Transição Energética das Canárias (PTECan) 2030. Foram criadas oito estratégias para apoiar o plano, que são dedicadas ao autoconsumo fotovoltaico, armazenamento de energia, veículos elétricos, gestão de geração de energia, energia geotérmica, energia eólica offshore, hidrogénio verde e gestão da demanda e redes inteligentes no arquipélago. Segundo Rosana Melián, diretora geral de energia, esse documento de planejamento energético tem um primeiro objetivo temporário no ano de 2030, no qual se pretende que 60% da demanda de eletricidade nas Ilhas Canárias seja proveniente de fontes renováveis. (Energías Renovables – 31.03.2022)

<topo>

3 Governo dos EUA aprovou orçamento incluindo bilhões para energia limpa

O governo dos Estados Unidos (EUA) propôs um orçamento de US$ 5,8 trilhões para o ano fiscal de 2023, dos quais US$ 44,9 bilhões serão destinados à energia limpa, eletrificação e para programas que visam contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa. A solicitação de orçamento de Biden inclui os créditos fiscais de energia limpa e outras disposições sobre energia na legislação Build Back Better, que ainda está sendo negociada. Além disso, foi proposta a elevação do orçamento do Departamento de Energia em 7,1%, para US$ 48,2 bilhões, acima dos US$ 45 bilhões promulgados no ano fiscal de 2022. O pedido foi feito, em parte, para refletir os gastos exigidos pela lei bipartidária de infraestrutura. Por fim, a proposta inclui US$ 200 milhões para o novo programa Solar Manufacturing Accelerator, que irá ajudar a estimular a produção de equipamentos solares domésticos. (Utility Dive – 29.03.2022)

<topo>

4 EUA: Congresso recebe pedidos de fabricantes para aprovação dos incentivos fiscais de energia limpa

Nos EUA, mais de 100 fabricantes e produtores enviaram uma carta ao presidente Joe Biden, declarando seu apoio a incentivos fiscais de energia limpa de longo prazo na legislação do orçamento federal. A carta, endereçada também a líderes da Câmara e do Senado, expressou o apoio de grupos que vão desde a Coalizão para Empregos em Energia Limpa e Inovação até grupos da indústria como a General Stamping & Metalworks. Na mensagem o grupo disse que a legislação ajudaria a aumentar a produção existente de energia limpa, restabelecer os empregos e a produção em setores-chave, reiniciar instalações ociosas e investir na produção e manufatura americanas. (Daily Energy Insider – 31.03.2022)

<topo>

5 Reino Unido: Consulta sobre mudanças nas isenções de importação verdes

O governo do Reino Unido iniciou uma consulta sobre a remoção das isenções de custos do esquema para eletricidade verde importada e o reconhecimento das Garantias de Origem da União Europeia (GoOs). O governo considerou três opções na revisão das isenções de importação verde. A primeira opção é manter as isenções de importação verdes em sua forma atual. A segunda opção é estender as isenções de importação verde a todos os parceiros comerciais internacionais e a terceira opção, que é a preferida, seria revogar as isenções verdes de importação, garantindo que os custos do esquema sejam distribuídos igualmente entre os fornecedores. Segundo o governo do Reino Unido, a terceira opção é a mais direta e garantiria uma oportunidade justa para todos os potenciais parceiros comerciais. (Renews Biz – 29.03.2022)

<topo>

6 CRUL e IRENA firmam parceria para promover pesquisas sobre energias renováveis

O Comitê de Coordenação das Universidades da Região do Lazio (CRUL) e a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) assinaram um memorando de entendimento (MoU) estabelecendo uma nova parceria destinada a desenvolver pesquisas conjuntas para impulsionar energia renovável como um elemento-chave da transição energética. A pesquisa se concentrará em bioenergia, energia geotérmica, hidrelétrica, oceânica, solar e eólica em busca do desenvolvimento sustentável, acesso à energia, segurança energética e crescimento econômico. Sob a parceria, a IRENA e a CRUL trabalharão em estreita colaboração em várias áreas-chave, incluindo o estudo do uso de fontes de energia renováveis em diferentes contextos territoriais; promoção do ensino superior no domínio das energias renováveis; e formulação de assessoria política comum para acelerar a expansão das fontes renováveis. (IRENA – 28.03.2022)

<topo>

7 Empresários planejam aumentar a independência de energia limpa do Reino Unido

Empreendedores de energia que buscam formas inovadoras de reduzir a dependência do Reino Unido de combustíveis fósseis caros têm a chance de tornar seus planos e ideias realidade, graças aos £ 10 milhões em financiamento do governo. A nona rodada do Energy Entrepreneurs Fund (EEF), que busca promover novas tecnologias limpas em todos os setores da economia do Reino Unido, está aberta para inscrições. O objetivo da rodada de financiamento é apoiar o governo no avanço com os planos para garantir maior independência energética no Reino Unido. Além disso, outros objetivos envolvem a promoção de inovações para aumentar a eficiência energética em residências e o desenvolvimento do transporte verde, bem como o fornecimento de energia limpa. Espera-se que o financiamento apoie entre 15 e 20 projetos em todo território inglês. (EE Online – 28.03.2022)

<topo>

8 Participação das energias renováveis na matriz energética da Áustria é de 60% em fevereiro

A energia renovável cobriu cerca de 60% do consumo de eletricidade na Áustria em fevereiro, pois a geração de energia eólica mais que dobrou em termos anuais graças ao clima tempestuoso, informou a Austrian Power Grid (APG), operadora independente da rede elétrica da Áustria. As turbinas eólicas em toda a Áustria produziram 994 GWh de eletricidade verde, excedendo os 947 GWh gerados em janeiro e representou quase 18,5% da matriz de eletricidade do país. Os melhores desempenhos foram novamente nos estados da Baixa Áustria e Burgenland, onde os parques eólicos alimentaram a rede elétrica nacional com 266 GWh e 231 GWh, respectivamente. O país usou cerca de 5.380 GWh de eletricidade em fevereiro, com energia renovável representando 3.170 GWh do total. Para apoiar a transição energética na Áustria, a APG planeja investir cerca de 370 milhões de euros somente este ano e 3,5 bilhões de euros até 2032 para expandir e atualizar a infraestrutura elétrica do país. (Renewables Now – 28.03.2022)


<topo>

9 Os reguladores do Texas irão padronizar as interconexões do sistema de distribuição para aumentar a confiabilidade

A Public Utility Commission do Texas (PUCT) considerará padronizar o processo de interconexão do sistema de distribuição para armazenamento e recursos energéticos distribuídos (REDs), em um esforço para trazer mais recursos limpos para a rede e aumentar a confiabilidade do sistema com a integração do REDs. A comissão está otimista com relação a projetos em grande escala conectando-se ao sistema de transmissão gerenciado pelo Electric Reliability Council of Texas (operador elétrico do Texas). A PUCT planeja estabelecer cronogramas para o processo de interconexão de distribuição, o tratamento dos custos de interconexão para armazenamento de energia interconectada na tensão de distribuição e avaliar se os recursos de armazenamento devem estar sujeitos às tarifas de serviço de distribuição atacadista e outras questões. (Utility Dive – 05.04.2022)

<topo>

 

 

Geração Distribuída

1 Heineken oferece energia renovável ao consumidor

Depois de começar a conectar bares e restaurantes ao seu programa de energia renovável, no ano passado, a fabricante de cerveja Heineken estendeu o benefício à casa do consumidor. Após se cadastrar no site da plataforma Green Your City, o consumidor pode ter acesso a um sistema de geração distribuída de energia solar, eólica ou de biomassa. A instalação do sistema gera uma economia de até 20% na fatura de energia, segundo a empresa. Além dos dados da instalação elétrica, o consumidor precisará comprovar que tem o valor médio mensal de R$ 200 para cima em sua conta de energia. Após a adesão, o prazo estipulado para a conversão e fornecimento é de até 120 dias. A Heineken planeja que metade dos pontos de venda em 19 capitais usem energia renovável até 2030. (Valor Econômico – 31.03.2022)

<topo>

2 Geração distribuída mantém tendência de crescimento para 2022

O segmento solar, mais especificamente de geração distribuída, tem alavancado negócios. Exemplo disso é o fato de a modalidade ter alcançado 10 GW de potência instalada no Brasil e ganhado em 67 dias mais 1 GW. Deste modo, a tendência é que o ritmo de crescimento da GD aumente ainda mais este ano, que é apontado pela disparada dos negócios em termos de capacidade. Segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída, a perspectiva é de chegar ao final deste ano com 15 GW. Um reflexo desse otimismo é facilmente encontrado nas empresas do setor. Uma dessas é a Solstar, empresa que atua como integradora, que tem como ambição de crescer 150% em 2022. Até o final de 2024, a companhia estima alcançar R$1 bilhão de receita. (CanalEnergia – 23.03.2022)

<topo>

3 Mercado de energia solar residencial dos EUA cresce cerca de 30% em 2021

A energia solar residencial dos EUA cresceu quase 30% anual e atingiu um recorde de 4,2 GW de novas instalações em 2021. A Wood Mackenzie relatou quais as empresas mais contribuíram com esse crescimento. A Sunrun manteve a primeira posição em instalações residenciais, com 13% do mercado, mesmo com a queda de um ponto percentual na sua participação de mercado. A Freedom Forever, empresa de energia solar, garantiu quase 4% da participação no mercado solar residencial dos EUA no ano passado, ultrapassando a Tesla pela primeira vez. O volume de instalação da empresa cresceu 80% em 2021, tendo entrado em 12 novos mercados estaduais dos EUA. (PV Magazine – 05.04.2022)

<topo>

 

 

Armazenamento de Energia

1 Austrália: Projeto de armazenamento irá suprir a demanda de energia após fechamento de usinas a carvão

O projeto de US$ 584,3 milhões, que consiste em um parque solar de 720MW e uma bateria de 50MWh, foi desenvolvido pela UPC/AC Renewables Australia, uma joint venture entre a UPC Renewables e a AC Energy. A capacidade da bateria de íon-lítio pode eventualmente ser aumentada para 400 MWh. A primeira etapa do projeto, localizado em New South Wales (Austrália), envolve a construção de 400MW do parque solar e já está em andamento. Quando o projeto estiver completo irá produzir 1800GWh de eletricidade por ano, contribuindo para suprir a demanda de energia após o fechamento de usinas a carvão na região. (PV Magazine – 05.04.2022)

<topo>

2 San Diego Gas & Electric inaugura nova instalação de armazenamento de energia

A San Diego Gas & Electric (SDG&E), concessionária de energia, concluiu a construção da nova instalação de armazenamento de energia de 20MW/80MWh em Kearny Mesa (California, EUA). Esta instalação entra em operação menos de um ano após a SDG&E concluir a instalação de armazenamento de energia denominada Top Gun com capacidade de 30MW/120MWh na área de Miramar, Flórida. O projeto pode atender às necessidades de energia de cerca de 13 mil residências por até quatro horas. (Daily Energy Insider – 05.04.2022)

<topo>

3 Southern Power desenvolve projetos de armazenamento em bateria em instalações solares

A fornecedora de energia Southern Power anunciou que os projetos de armazenamento de energia em bateria, localizados em Tranquility e Garland na Califórnia, estão totalmente operacionais. Os projetos de armazenamento de energia são de propriedade dos gestores de recursos KKR (empresa de investimentos) e AIP Management (empresa de consultoria em investimento em infraestrutura). Cada uma das empresas tem participação nas instalações solares Garland e Tranquility. As instalações de armazenamento aumentarão a confiabilidade da rede da Califórnia, fornecendo capacidade adicional de recursos flexíveis. Isso, por sua vez, ajudará a integrar ainda mais as energias renováveis na rede. (Smart Energy – 05.04.2022)

<topo>

 

 

Veículos Elétricos

1 Carrefour anuncia plano para rede de carregamento de veículos elétricos na França

O Carrefour está anunciando um plano para implantar infraestrutura de carregamento para veículos elétricos (VEs) na França. Todas as marcas Carrefour, hipermercados (em parceria com a Allego) e os supermercados Carrefour Market (com a Driveco) serão equipados com pontos de carregamento para VEs. Enquanto as primeiras infraestruturas dedicadas estarão operacionais a partir do segundo semestre de 2022, nada menos que 5 mil estações de recarga estarão em serviço até 2025. Todos esses pontos serão abastecidos com energia 100% verde, e constituirão, segundo o Carrefour, a primeira rede de carregamento elétrico na França com mais de 700 estações e 5 mil lugares equipados. A primeira estação será disponibilizada a partir de 8 de abril de 2022. (Inside EVs – 31.03.2022)

<topo>

2 Brasil: Desafios relacionados a infraestrutura de recarga

Antes vazias, as tomadas de recarga localizadas em supermercados, shoppings e rodovias de São Paulo já são disputadas. Em geral, estão ocupadas por utilitários esportivos com motorização híbrida plug-in. No caso brasileiro, a infraestrutura caminha em passos mais lentos do que as vendas. Embora a iniciativa privada esteja investindo em pontos de recarga, as especificidades dos veículos elétricos exigem mais, as baterias de um modelo elétrico de mesmo porte podem levar de 30 minutos a 12 horas para estarem a plena carga. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), se o Brasil quiser acompanhar o movimento global de eletrificação, será necessário investir R$ 50 bilhões em infraestrutura até 2035, com a instalação de 150 mil eletropostos. Este aporte impactaria também os fornecedores e as redes das concessionárias. (Folha de São Paulo – 02.04.2022)

<topo>

3 Brasil: Desafios para a implementação de pontos de recarga residenciais

Compradores de carros elétricos de alto luxo têm todo o suporte das montadoras para instalar um ponto de recarga residencial, neste caso, é possível instalar painéis solares, por exemplo, para garantir fornecimento de energia limpa. Mas ainda são raros os edifícios preparados para receber tomadas nas vagas, cenário que tende a mudar. Desde março de 2021, a Lei Municipal nº 17.336 determina que novos prédios residenciais e comerciais registrados na Prefeitura de São Paulo disponibilizem soluções para o carregamento. Rodrigo Aguiar, da Elev, diz que há muitas dúvidas sobre como instalar tomadas para carros em condomínios antigos, e os questionamentos envolvem pagamento da conta de energia e distribuição das vagas. (Folha de São Paulo – 02.04.2022)

<topo>

4 Volvo: Investimentos em pontos de recarga no Brasil

A Volvo é a montadora que mais investe em pontos de recarga no país e já anunciou que, a partir de 2030, não terá mais veículos com motores a combustão em seu portfólio. A montadora sueca já instalou mil tomadas em shoppings, concessionárias e mercados Brasil afora, e em dezembro anunciou a criação de 13 corredores elétricos ligando cidades das regiões Sul e Sudeste. A primeira fase da iniciativa abrange 3.250 km de rodovias. A empresa diz que pontos de carga rápida permitirão levar as baterias do zero aos 80% de capacidade em 35 minutos. Os últimos 20% são mais lentos, para preservar o sistema. Durante a avaliação dos modelos da Volvo e de outros automóveis do mesmo segmento ficou evidente que a estrutura atual está se tornando insuficiente. (Folha de São Paulo – 02.04.2022)

<topo>

5 BYD/Shell: Parceria para a rede de recarga de VEs

A BYD, montadora chinesa, e a Shell, empresa multinacional petrolífera britânica, assinaram um acordo de colaboração para a prestação de serviços de mobilidade elétrica na Europa e na China. A Shell disponibilizará vários serviços de assinatura para os clientes da BYD em sua rede de carregamento (que atualmente conta com cerca de 275 mil estações de carregamento). Sob a parceria, uma joint venture foi criada na China para o desenvolvimento e implementação de uma infraestrutura de carregamento para veículos híbridos plug-in e 100% elétricos. A atuação da joint venture deve começar com o gerenciamento de mais de 10 mil estações de carregamento na cidade de Shenzhen e, em seguida, estender a colaboração para outras áreas. Com a transição energética em curso, a Shell foi uma das primeiras petroleiras a investir recursos significativos para um futuro sustentável, implementando um plano estratégico bem definido. (Inside EVs – 30.03.2022)

<topo>

6 Lyft é incentivada a aderir aos veículos elétricos

A DTE, empresa de gerenciamento de energia, por meio do seu programa Charging Forward, firmou um acordo com a Lyft, empresa de rede de transporte dos Estados Unidos. A parceria busca incentivar os motoristas de compartilhamento de caronas da Lyft a aderirem aos veículos elétricos (VEs). Para isso, serão fornecidos aos motoristas até US$ 5.000 para a compra ou aluguel de um VE e usar em seus trabalhos. Segundo Paul Augustine, gerente sênior de sustentabilidade da Lyft, para muitos, o preço de mudar para um VE continua muito alto, mas com este programa, mais pessoas poderão acessar os benefícios da eletrificação. Investimentos inteligentes como este são um passo importante para garantir que a Lyft atinja sua meta de 100% de VEs na sua rede até 2030. (Daily Energy Insider – 31.03.2022)

<topo>

7 Gatik sinaliza início da fase de “hiper-crescimento” com parceria VE

A Gatik, startup que desenvolve tecnologia para caminhões, e a ChargePoint, fornecedora de carregamento de veículos elétricos, firmaram uma parceria para desenvolver um ecossistema elétrico para a sua frota norte-americana. A ChargePoint fornecerá o design do local de carregamento para a rede e testes de interoperabilidade para clientes da Gatik, que usam veículos elétricos e autônomos, bem como software específico para as frotas, fornecendo inteligência telemática às operações dos clientes. De acordo com Arjun Narang, cofundador e CTO da Gatik, essa colaboração é um esforço coletivo para atingir as metas de sustentabilidade. (Utlity Dive – 04.04.2022)

<topo>

8 Aplicação de baterias de segunda vida pode revolucionar a mobilidade

Conectar e operar células muito diferentes conforme desejado em aplicações de segunda vida chamadas de baterias de retalhos pode em breve se tornar uma opção viável graças a uma nova tecnologia desenvolvida pela Benning CMS Technology, empresa especializada no novo desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de bateria (BMS). Em virtude de seu algoritmo patenteado embutido no processo de carregamento chamado ETA-Leveling, células de bateria de diferentes fabricantes, de diferentes idades e com diferentes capacidades nominais podem ser conectadas e operadas em série. Durante o carregamento, o algoritmo trata cada célula como se fosse parte de um aplicativo de bateria de célula única, graças ao nivelamento de eficiência. Através da correção direcionada da eficiência de conversão, todas as células conectadas em série são niveladas para que todas tenham uma eficiência geral uniforme e, assim, atinjam a tensão de final de carga ao mesmo tempo. (PV Magazine – 01.04.2022)

<topo>

9 Documento de política do Reino Unido dobra a eletrificação de veículos

Um novo whitepaper do Departamento de Transportes do Reino Unido apresenta sua estratégia e plano de ação para a implantação da infraestrutura de carregamento de veículos elétricos (VE) no país. O whitepaper, “Assumindo o controle: a estratégia de infraestrutura de veículos elétricos”, detalha as estratégias e metas do departamento para otimizar o uso e o carregamento de VEs. As estratégias destacam duas ambições; encerrar a venda de veículos novos a gasolina e diesel até 2030; e que todos os carros e vans novos tenham emissões totalmente zero no tubo de escape até 2035. Em resumo, a visão adotada pelo documento ilustra a esperança do departamento para o futuro dos VEs no Reino Unido. (Smart Energy – 29.04.2022)

<topo>

10 Hertz comprará veículos elétricos da Polestar

A Hertz, empresa de aluguel de carros, planeja comprar até 65 mil veículos elétricos da fabricante sueca de carros elétricos premium Polestar nos próximos cinco anos, à medida que procura aumentar sua frota de aluguel de veículos elétricos. Neste cenário, espera-se que os veículos estejam disponíveis na Europa na primavera e na América do Norte e Austrália ainda este ano. Em suma, a Hertz planeja ter seus veículos elétricos disponíveis para seus clientes de lazer e negócios, bem como motoristas de compartilhamento de viagens. (Power Grid – 04.04.2022)

<topo>

 

 

Gestão e Resposta da Demanda

1 Itron e Emerson colaboram em termostatos inteligentes

A Itron, Inc. está colaborando com a Emerson para oferecer termostatos confiáveis como parte do Bring Your Own Device (BYOD) da Itron, programas de resposta da demanda (RD) e de recursos energéticos distribuídos (RED) de instalação direta. A solução, que é alimentada pela plataforma de resposta da demanda IntelliSOURCE, será totalmente integrada para fornecer controle e gerenciamento direto dos termostatos Sensi da Emerson. Os consumidores que compram um termostato inteligente podem conectar o dispositivo ao Wi-Fi, que quando usados em conjunto com a solução DER Optimizer da Itron, dão aos consumidores controle sobre o uso de energia pelo aplicativo Sensi ou do aplicativo móvel da concessionária, fornecendo a ela um recurso flexível para atingir suas metas de programa. (Smart Industry – 05.04.2022)

<topo>

2 BGE comanda experiências ‘altamente personalizadas’ para clientes com tarifas TOU

A concessionária de Maryland Baltimore Gas and Electric (BGE) realizou um projeto piloto de dois anos, que buscou demonstrar o potencial das comunicações de modelagem de carga comportamental juntamente com as taxas time-of-use (TOU) para os clientes. O objetivo foi verificar se a distribuição e as tarifas com variação horária podem reduzir a demanda de pico e ajudar os clientes de baixa renda a gerenciar o custo de sua eletricidade. Após uma avaliação, espera-se que o projeto faça a transição para uma oferta completa, como uma opção de tarifa residencial adicional para os mais de 1,1 milhão de clientes de eletricidade da concessionária. (Smart Energy – 05.04.2022)

<topo>

3 Projeto da Enel X pode desbloquear potencial de armazenamento e resposta da demanda em Ontário

A Enel X participará de um projeto piloto em Ontário, Canadá, que combinará o armazenamento em bateria behind-the-meter (BTM) e resposta da demanda para criar recursos firmes e confiáveis para a rede. O raciocínio por trás do piloto é que, embora a base instalada de baterias BTM de Ontário e os registros de resposta da demanda estejam crescendo, os recursos energéticos distribuídos (REDs) não são capazes de contribuir diretamente para a estabilidade da rede e a segurança energética por meio dos mercados administrados pelo IESO (IAMs). A Enel X colaborará com as empresas para agregar até 76,6 MW de carga de energia, de 14 locais diferentes que hospedam armazenamento e resposta do lado da demanda (DSR). Ao longo do piloto, será demonstrada a capacidade dos REDs agregados de fornecer redução significativa da carga de energia, servir como recursos energéticos firmes e confiáveis para a rede e melhorar o sistema elétrico da província. (Energy Storage – 05.04.2022)

<topo>

4 Sense, Alliant Energy e Cadmus colaboram em novo estudo

A Sense (empresa de soluções digitais) anunciou que sua tecnologia de monitoramento de energia residencial fará parte de um programa com o objetivo de avaliar os impactos dos dados de energia em tempo real na eficiência energética e na resposta da demanda para clientes de Wisconsin. Desenvolvido em colaboração com a consultoria estratégica Cadmus, o programa usa o Sense Home Energy Monitor para ajudar os clientes a entender seu uso de energia com mais detalhes por meio do aplicativo Sense. Esta tecnologia está sendo usada como parte de um estudo em 400 residências da Alliant Energy (holding de serviços públicos em Wisconsin). No próximo mês, a Alliant Energy começará a estudar a resposta da demanda com um novo grupo de 500 residências de alto uso de energia em Wisconsin. (PR Newswire – 05.04.2022)

<topo>

5 Novas práticas otimizam o gerenciamento da demanda pelas concessionárias

Os marketplaces online das concessionárias têm potencial inexplorado no gerenciamento do lado da demanda (DSM). Novas abordagens para direcionamento de incentivos, financiamento de produtos, adoção de recursos energéticos distribuídos (RED) e modelos de geração de receita estão agregando valor às concessionárias em seus esforços para atingir as metas de eficiência energética. Os novos programas de DSM estão expandindo o acesso de pessoas de baixa renda a equipamentos mais eficientes e avaliando formas de ampliar o envolvimento do cliente e a sua participação no programa DSM. Os marketplaces também estão expandindo sua contribuição para a adoção de RED e fluxos diversificados de receita de serviços públicos. Os gerentes e aliados comerciais da DSM devem observar atentamente essas tendências. (Utility Dive – 05.04.2022)

<topo>

6 Avaliando a flexibilidade de carga no NEM

A Australian Renewable Energy Agency (ARENA), em parceria com a NERA Economic Consulting and Energy Synapse, desenvolveu um estudo para demonstrar o potencial da demanda flexível na transição elétrica. O estudo forneceu informações importantes sobre como o aumento da participação dos consumidores nos setores da economia da Austrália pode contribuir com a transição energética, a contribuição potencial das diferentes fontes de flexibilidade do lado da demanda e o seu papel para compensar a necessidade de novos ativos de geração em larga escala. Além disso, o estudo forneceu informações sobre as economias que poderiam ser alcançadas ao permitir maior flexibilidade de carga. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (ARENA – 05.04.2022)

<topo>

 

 

Eficiência Energética

1 DOE revela novos padrões de eficiência para edifícios federais

A partir de abril, todos os novos edifícios e grandes reformas construídas pelo governo federal dos EUA devem cumprir os requisitos mais rigorosos do código de energia. Uma medida que o DOE estima que economizará US$ 4,2 milhões em custos operacionais no primeiro ano. Os projetos federais serão construídos para atender ao Código Internacional de Conservação de Energia de 2021 e aos códigos Padrão 90.1 da Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar-Condicionado de 2019 (ASHRAE), anunciou o DOE em um comunicado de imprensa. O governo federal é o maior proprietário e administrador de edifícios nos Estados Unidos, com um portfólio de mais de 350 mil edifícios, totalizando mais de 3 bilhões de pés quadrados de área útil em todo o país, de acordo com o Conselho Americano para uma Economia Eficiente em Energia. (Utility Dive – 30.03.2022)

<topo>

2 Renováveis e eficiência energética: Prioridades para a redução de emissões em 2030

O novo World Energy Transition Outlook 2022 da IRENA estabelece prioridades para 2030, com o objetivo de manter a temperatura global em 1,5 °C até 2050. O relatório destaca que, apesar do progresso, a transição energética está longe de estar no caminho certo para atingir a meta e que o progresso nos próximos oito anos até 2030 será “crítico” para acelerar sua trajetória. De acordo com o estudo, o aumento das energias renováveis, juntamente com uma estratégia agressiva de eficiência energética, é o caminho mais realista para reduzir as emissões pela metade até 2030. A descarbonização dos usos finais, que é descrita como a “próxima fronteira” depois das energias renováveis e está atrasada, também precisa progredir muito mais rapidamente. (Smart Energy – 29.03.2022)

<topo>

 

 

Microrredes e VPP

1 Integração entre VEs e microrredes pode ter boas aplicações no mercado

Um número crescente de autoridades e organizações estão combinando veículos elétricos (VEs) e programas de integração de veículos com rede (VGI) com microrredes. Estão sendo analisadas maneiras de aproveitar as baterias dos VEs para que estas possam injetar a energia armazenada na rede. O estudo está sendo feito pensando na expectativa de proliferação de VEs nos próximos anos e a crescente disponibilidade de tecnologia bidirecional. A Peak Power, fornecedora de software de gerenciamento de recursos energéticos distribuídos (REDs), está participando de um projeto de VE e microrrede em Ontário, com foco na importância de estabelecer mercados para vários serviços de rede. (Microgrid Knowledge – 01.04.2022)

<topo>

2 Projetos piloto de integração microrredes-VGI poderão auxiliar comunidades durante quedas de energia

Reguladores da Califórnia estão considerando a aplicação de três projetos pilotos de integração de rede com veículos (VGI), que foram propostos no ano passado pela Pacific Gas & Electric (PG&E), concessionária de energia, e custariam coletivamente US$ 11,7 milhões. Os projetos incluem um programa residencial e um programa comercial de VGI, além de um programa de integração de veículo com microrredes, que podem ajudar a fornecer energia às comunidades da Califórnia durante quedas de energia relacionadas a incêndios florestais. (Utility Dive – 01.04.2022)

<topo>

3 Austrália: Concessionária está acelerando projeto de microrredes para abastecer comunidades locais

A concessionária de distribuição de energia australiana de Nova Gales do Sul (NSW), Endeavor Energy, anunciou planos para acelerar a construção da sua primeira microrrede comunitária, um sistema de energia baseado em energia renovável. O projeto será capaz de fornecer energia a duas comunidades costeiras durante interrupções na rede. A microrrede ainda está nos estágios iniciais, e segundo o CEO da companhia, Guy Chalkley, o anúncio do financiamento do governo estadual para o projeto iniciaria um programa de consulta com as comunidades da costa sul de NSW e outras partes interessadas. Porém, o projeto não é o único que está sendo proposto, vários já estão sendo planejados e implementados por concessionárias da rede em toda a Austrália, a fim de oferecer um fornecimento de energia mais confiável, menos dispendioso e mais sustentável, particularmente para comunidades expostas à instabilidade consistente da rede, eventos climáticos extremos e desastres naturais. (Microgrid Knowledge – 04.04.2022)

<topo>

 

 

Tecnologias e Soluções Digitais

1 Solargis lança plataforma de análise de dados fotovoltaicos

A empresa eslovaca Solargis, desenvolvedora e operadora de plataformas de análise de dados voltadas para a indústria solar, lançou uma plataforma de software projetada especificamente para visualização, gerenciamento de qualidade e análise de dados de energia solar. A plataforma, Solargis Analyst, visa auxiliar engenheiros solares e tomadores de decisão a melhorar a eficiência da análise de recursos complexos, identificar e corrigir erros nas medições e melhorar as decisões técnicas e financeiras. A plataforma permite que os usuários enfrentem desafios de gerenciamento de qualidade, incluindo dados não confiáveis, incompletos e formatados de forma inconsistente, enquanto atendem à demanda do setor por ferramentas especificamente baseadas em física solar e ciência de dados avançada. (Renews.biz – 01.04.2022)

<topo>

2 Índia: Projeto de rede inteligente IElectrix é lançado em Delhi

O projeto IElectrix da Tata Power Delhi Distribution Ltd, distribuidora de energia indiana, tem como objetivo investigar o papel da geração local de recursos energéticos distribuídos no aumento do consumo de energia renovável e na melhoria da resiliência do sistema de energia. A iniciativa combina energia solar fotovoltaica, armazenamento em bateria, transformador inteligente e sistema de gerenciamento de energia em uma microrrede na Escola St. Xavier, no centro de Nova Délhi. O projeto foi lançado em 2019 com foco no aumento da integração de energias renováveis na rede de distribuição com a criação de comunidades locais de energia e sistemas de distribuição inteligentes. O objetivo é analisar os papéis do gerenciamento do lado da demanda no aumento do consumo local de energias renováveis e do ilhamento na melhoria da resiliência do sistema de energia local. (Smart Energy – 30.03.2022)

<topo>

3 Gridspertise e Analog Devices firmam parceria em tecnologias de smart grid

A Gridspertise e a Analog Devices, subsidiárias da Enel focadas em tecnologias de digitalização, estão desenvolvendo novos produtos de hardware e software para aumentar a resiliência de redes inteligentes. O foco será na tecnologia de self-healing (traduzido como autoretauração e adaptação da rede de distribuição em resposta às mudanças significativas na oferta e demanda de energia à medida que as fontes de energia renováveis são colocadas em operação. Dentro desses esforços, as companhias estão trabalhando para fornecer recursos de medição e monitoramento ainda mais precisos por meio de dados em tempo real, permitindo tempos de resposta mais rápidos e, consequentemente, maior confiabilidade da rede. (Smart Energy – 30.03.2022)

<topo>

 

 

Segurança Cibernética

1 EUA: Orçamento fiscal de 2023 inclui um aumento de 11% para segurança cibernética

O governo Biden divulgou seu orçamento fiscal para 2023 na última semana de março, alocando US$ 11 bilhões em gastos com segurança cibernética, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. O orçamento destina US$ 2,5 bilhões para a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA), um pouco abaixo dos níveis fiscais de US$ 2,6 bilhões para 2022. O orçamento proposto fornece US$ 175 milhões para ajudar a aumentar a resiliência de infraestruturas críticas de propriedade privada. Também estão incluídos US$ 8 milhões para o Comitê Consultivo de Segurança Cibernética da CISA, o Conselho de Revisão de Segurança Cibernética e a criação de um Escritório de Gerenciamento do Programa do Conselho Consultivo. (Cybersecurity Dive – 30.03.2022)

<topo>

2 EUA: Setores de energia no Texas estão enfrentando ameaças cibernéticas russas

O setor de energia do Texas tem sido cada vez mais atacado por hackers russos, de acordo com um especialista em segurança cibernética. Hackers russos têm sondado a infraestrutura de energia do Texas em busca de pontos fracos em sistemas digitais que lhes permitiriam roubar informações confidenciais ou interromper operações. As empresas de energia e seus reguladores disseram que não é incomum detectar hackers monitorando pontos fracos em suas redes. Desde a invasão russa de fevereiro, as instalações relacionadas à energia no Texas viram o número de invasões de hackers aumentar, e estão em um “super” estado de alerta, segundo Thad Hill, CEO da Calpine, companhia de grande porte geradora de energia. (Power Grid – 31.03.2022)

<topo>

 

 

Artigos e Estudos

1 Relatório: “Our report National Oil Companies: strategies for the energy transition”

Apesar de sua escala, as empresas petrolíferas dos Estados Unidos (NOCs) escaparam até agora em grande parte do escrutínio pesado experimentado pelas empresas petrolíferas internacionais (IOCs) em torno das emissões. Em parte, como consequência, as estratégias de transição energética da maioria das NOCs ficam significativamente aquém das de seus pares líderes do IOC. Mas à luz dos altos preços e da crescente pressão intergovernamental, as empresas estatais têm uma oportunidade de ouro para mudar de rumo e ajudar a impulsionar a transição energética. O relatório Our report National Oil Companies: strategies for the energy transition fornece uma análise das estratégias de descarbonização e diversificação das NOCs globalmente. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (Wood Mackenzie – 29.03.2022)

<topo>

2 Artigo de Jovanio Santos: “Operação de Sistemas Elétricos: O desafio da flexibilidade e segurança”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Jovanio Santos, Head de Estratégia da Thymos Energia, aborda os desafios para os operadores dos sistemas de energia oriundos do aumento da participação das energias renováveis na matriz energética. Segundo Santos, os “movimentos (tanto o de descarbonização da matriz, por meio da construção de grandes parques de geração solar fotovoltaica e eólica, como o de descentralização que está acontecendo na topologia atual de prestação de serviço) tem imposto aos operadores de sistemas elétricos um desafio importante, que será cada vez mais presente, ao passo que a inserção das renováveis intermitentes dá-se de forma rápida: como aliar a flexibilidade e manter a segurança necessários à qualidade do suprimento de energia?”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 31.03.2022)

<topo>

3 Artigo de Julian Kettle: “É hora de os metais obterem o(s) crédito(s) de descarbonização que merecem?”

Em artigo publicado no Wood Mackenzie, Julian Kettle (vice-presidente sênior de Metais e Mineração na Wood Mackenzie) examina a necessidade de fornecer mais crédito aos metais como facilitadores-chave da transição energética. Segundo o autor, “dado que a transição energética não pode ser realizada sem metais, pergunta-se se existe uma grande cenoura que poderia ser aplicada, em vez de apenas uma grande vara. Essa cenoura pode assumir a forma de créditos (talvez créditos fiscais) exigidos pelo governo para refletir a descarbonização que é possibilitada pela implantação de metais na geração, armazenamento, transmissão e uso de energia de baixo carbono. Isso exigiria uma avaliação da economia de carbono associada à implantação de uma mercadoria individual ao longo de sua vida útil.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2022)

<topo>

4 Relatório: “Europe’s Energy Future”

A Europa pode reduzir pela metade o consumo de gás do setor elétrico e reduzir os custos de energia em US$ 356 bilhões até 2030. O caminho, aponta um relatório da Wärtsilä, líder global em avançadas tecnologias para mercados marítimos e de geração de energia, é aumentar rapidamente a capacidade de geração renovável. Mais uma vez, a participação dos governos dessas nações é vista como fundamental para o enfrentamento da crise e permitir uma rápida descarbonização. O volume de nova capacidade para alcançar esse objetivo seria de 80 GW por ano, apoiado por tecnologias de balanceamento flexíveis. O relatório demonstra como a aceleração das fontes renováveis também pode ajudar a resolver a crise energética imediata. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (CanalEnergia – 30.03.2022)

<topo>

5 Relatório IRENA: “World Energy Transitions Outlook”

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) lançou a nova versão do relatório “World Energy Transitions Outlook”, que descreve ações prioritárias até 2030 para manter a meta de limitar o aquecimento global até 1,5°C. De acordo com o documento, será preciso investir US$ 5,7 trilhões por ano até 2030 na transição energética global, além de redirecionar US$ 700 bilhões anualmente para longe dos combustíveis fósseis para evitar ativos ociosos. O relatório indica ainda que as energias renováveis teriam que crescer massivamente em todos os setores, de 14% da energia total hoje para cerca de 40% em 2030. Assim, as adições anuais globais de energia renovável triplicariam até 2030, conforme recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (Petronotícias – 29.03.2022)

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores:
Cristina Rosa, Matheus Balmas e Pedro Barbosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing.


Copyright UFRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: