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Informativo Eletrônico – Energia Nuclear nº 00 – publicado em 10 de março de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Energia Nuclear – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 00 – 10 de março de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Seção Nacional
1
Especialistas apontam energia nuclear como saída para o Brasil
2 A conclusão da usina nuclear Angra 3 custará mais que o orçamento de 24 capitais

Seção Internacional
1 EUA: Uma solução de energia nuclear para evitar o domínio russo
2 Holanda: Reavivamento nuclear ganha força após tensão Rússia-Ucrânia
3 França: A ênfase na energia nuclear garante independência energética?
4 Japão: Energia nuclear é peça vital de plano Net-Zero
5 Japão: Energia nuclear crucial para o plano de transição energética
6 Holanda: Preocupações com fornecimento reativam a energia nuclear
7 Panorama dos investimentos em nuclear frente ao “selo verde” europeu
8 União Europeia aprova energia nuclear e gás natural como fontes sustentáveis
9 Qual lugar do gás e da energia nuclear na transição energética?

10 Cientistas explicam como a energia nuclear é a “chave” para o futuro do planeta
11 A questão econômica do Banco Central Europeu frente ao “selo verde” da energia nuclear

12 Espanha e Dinamarca se opõem a considerar gás e energia nuclear como verdes
13 França: Pretensão de investimento de € 50 bi em energia nuclear
14 França: Plano de construção de até 14 reatores nucleares
15 França: Detalhamento do roteiro de energia nuclear
16 Europa: perda de energia nuclear em meio à crise energética
17 China: Construção de usina nuclear na Argentina
18 Nicarágua e Rússia negociam acordo de energia nuclear
19 França: Solução para o dilema dos resíduos da energia nuclear

Small Modular Reactor
1 Brasil: Laços com a Rússia no segmento de energia nuclear podem influenciar SMRs no país
2 Europa: Panorama de SMRs
3 Reino Unido: Feedback sobre programa de HTGR
4 Reino Unido: Rolls-Royce abre negociações sobre arrendamento de instalações nucleares para SMRs
5 Polônia: SMRs da NuScale até 2029
6 Suécia: Financiamento para demonstração de SMR

7 China: Primeiro SMR comercial terrestre do mundo
8 Ásia-Pacífico terá a maior taxa de crescimento no mercado de SMRs nos próximos anos
9 EUA: Grandes estados carboníferos buscam SMRs para rede e economia

10 TVA EUA: Novo programa nuclear inclui primeiro SMR em Clinch River

11 Atkins e Rolls Royce: Parceria visa o desenvolvimento de novos SMRs


 

 

Seção Nacional

1 Especialistas apontam energia nuclear como saída para o Brasil

A Sputnik Brasil reuniu especialistas do setor elétrico para coletar opiniões sobre a importância do papel que a energia nuclear desempenhará no Brasil. Segundo Aquilino Senra (professor da Coppe/UFRJ) e o Marcelo Gomes (chefe do Departamento de Desenvolvimento de Novos Empreendimentos da Eletronuclear) o Brasil está entre os países que com maior reversa de urânio do mundo e possui condição de usá-lo com qualidade, bom custo e segurança para a produção de energia nuclear. Além disso, eles ainda afirmam a importância do investimento nessa fonte frente acontecimentos como a crise hídrica, à medida que eliminaria a dependência da boa vontade das forças da natureza em um momento de mudanças climáticas constantes. Por fim, entra na discussão o tópico sobre a relação entre nuclear e fontes renováveis, os especialistas afirmam que a primeira permitirá o financiamento seguro da segunda. (Sputnik – 04.02.2022) (Sputnik – 04.02.2022)

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2 A conclusão da usina nuclear Angra 3 custará mais que o orçamento de 24 capitais

Iniciadas em 1984, as obras da usina nuclear de Angra 3 estão paradas há seis anos. Segundo a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pela Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, a conclusão da unidade demandará cerca de R$ 17 bilhões. O valor supera os orçamentos integrais, isolados, de 24 capitais brasileiras para o ano de 2022, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, de acordo com um levantamento da CNN. Além disso, o montante também é superior aos valores aprovados pelas assembleias de legislativas de dez estados para o mesmo período, e se soma aos R$ 7,8 bilhões já investidos pelo governo na construção da unidade. Em comparação com Angra 1 e 2, a finalização do projeto deverá custar o dobro. Questionado sobre a relação custo e benefício dos custos e da futura usina, que adicionará ao sistema 1,4 mil megawatts de potência, tem inauguração prevista para 2026 e está 65% concluída, o Ministério de Minas e Energia não se manifestou até o momento. (CNN Brasil – 02.02.2022) (Poder 360 – 12.02.2022)

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Seção Internacional

1 EUA: Uma solução de energia nuclear para evitar o domínio russo

As tensões entre a Rússia e a Ucrânia criaram desconforto nos mercados globais de energia. Os preços do petróleo têm estado instáveis, os produtores de gás natural dos Estados Unidos (EUA) estão observando de perto e a crescente demanda por eletricidade está superando a geração renovável. Em meio a essa dinâmica, a energia nuclear parece realmente atraente. A energia nuclear é parte integrante dos esforços de redução de emissões dos EUA. Mais de 70 concessionárias de energia elétrica, atendendo cerca de 81% dos clientes americanos, têm metas significativas de emissões de carbono. Ao mesmo tempo, muitos deles deixaram claro que precisam de energia limpa firme e flexível, como a nuclear, para atingir esses objetivos. Nesse contexto, uma nova geração de reatores avançados americanos fará imensas contribuições para a segurança global, o crescimento econômico dos EUA e a ação climática. Caso contrário, os EUA podem deixar de cumprir suas próprias promessas de energia limpa e, ao mesmo tempo, perder terreno para China e Rússia em inovação tecnológica. (Real Clear Energy – 23.02.2022)

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2 Holanda: Reavivamento nuclear ganha força após tensão Rússia-Ucrânia

A câmara baixa holandesa discutiu nesta semana planos para desenvolver mais capacidade nuclear na Holanda para aumentar a segurança do fornecimento de energia em meio a crescentes preocupações sobre a disponibilidade e acessibilidade da energia importada após a escalada da crise Rússia-Ucrânia. No final do ano passado, o governo holandês já ressuscitou a ideia de desenvolver mais capacidade nuclear como forma de reduzir as emissões de GEE de outras fontes de energia e atingir a neutralidade carbônica até 2050. De acordo com o acordo de coalizão publicado em dezembro , o governo decidiu construir dois novos reatores nucleares após 2030, bem como estender a vida útil do único reator operacional. O ministro de Energia e Clima, Rob Jetten, reiterou ontem que a Holanda e a Europa devem se tornar “mais autônomas e menos dependentes de países específicos” para garantir a segurança do abastecimento. Para isso, o governo está considerando estabelecer obrigações de enchimento de armazenamento de gás , bem como publicar um estudo de cenário para o uso de energia nuclear, disse Jetten. O ministro não deu um prazo para a publicação do estudo, mas disse que está “em andamento”. (Argus Media – 24.02.2022)

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3 França: A ênfase na energia nuclear garante independência energética?

Emmanuel Macron, presidente França, afirmou que para garantir a independência energética do país e alcançar seus objetivos, em particular a neutralidade de carbono em 2050, aconteceria o relançamento da construção de reatores nucleares em território francês. Com esse panorama, sendo menos dependente das importações de petróleo e gás do que seus parceiros da UE, a França está em melhor posição para enfrentar as ameaças russas de disparar os preços da energia após as sanções da UE e dos EUA sobre a Ucrânia. À medida que a crise na Ucrânia continua a aumentar os preços dos combustíveis, a defesa da energia nuclear pela França como forma de garantir sua soberania energética parece ótima. Porém, segundo um grupo de pesquisadores, essa manobra é um arenque vermelho, já que a França importa todo o seu urânio. Em suma, os pesquisadores concluem que o renascimento da energia nuclear de Macron, não garante nossa independência energética francesa, apenas diversifica as importações enquanto criam outras dependências e riscos. (RFI – 23.02.2022)

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4 Japão: Energia nuclear é peça vital de plano Net-Zero

O Japão está procurando reiniciar sua indústria nuclear, vendo-a como um componente vital em suas ambições líquidas zero. O Japão pretende reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 26% em relação aos níveis de 2013 até 2030. Aproveitar a energia nuclear pode ajudar o Japão a atingir essa meta, fato entendido pelo governo do primeiro-ministro Kishida Fumio. No entanto, o governo enfrenta uma batalha difícil à sombra do desastre nuclear de Fukushima em 2011. Antes do desastre de Fukushima, a geração de energia nuclear representava quase 30% do mix de energia do Japão. No entanto, as preocupações de segurança e a reação pública logo após o desastre de Fukushima levaram o governo a fechar todas as usinas nucleares do país até maio de 2012. Embora algumas usinas tenham retomado a operação desde então, a energia nuclear atualmente representa apenas cerca de 6,2%. Diante de custos crescentes e incertezas sobre as perspectivas de operação da usina em face de ações judiciais e inspeções regulatórias, as empresas de energia do Japão decidiram cada vez mais se desfazer das usinas nucleares. No geral, é improvável que a energia nuclear represente 20% da matriz energética do Japão até 2030, como o governo espera. Com vizinhos como a China investindo mais em tecnologia nuclear de ponta, o abandono da energia nuclear colocaria o Japão em desvantagem competitiva e resultaria na perda de trabalhadores qualificados no campo. Embora o desastre de Fukushima tenha exposto falhas fatais no setor de energia nuclear do Japão, um progresso admirável foi feito nos últimos 10 anos para corrigir essas fraquezas; negligenciar a energia nuclear agora provavelmente custará caro ao Japão no futuro. (Oil Price – 24.02.2022)

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5 Japão: Energia nuclear crucial para o plano de transição energética

Antes do desastre de Fukushima, a energia nuclear representava quase 30% do mix de energia do Japão, embora tenha caído para apenas 6,2%. Para compensar o déficit nuclear, o Japão intensificou as importações de gás natural; as importações de gás natural liquefeito (GNL) saltaram 12.621 mil toneladas entre 2010 e 2011. No momento da redação deste artigo, o Japão é o segundo maior importador de GNL do mundo, atrás da China, e o terceiro maior importador de carvão, atrás da Índia e da China. Agora, coma urgência climática de reduzir emissões dos gases do efeito estufa em um processo de transição energética, o Japão está procurando reiniciar sua indústria nuclear, vendo-a como um componente vital para suas metas. (Oil Price – 24.02.2022)

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6 Holanda: Preocupações com fornecimento reativam a energia nuclear

A Câmara baixa holandesa discutiu planos para desenvolver mais capacidade nuclear na Holanda, aumentando a segurança do fornecimento de energia em meio a crescentes preocupações sobre a disponibilidade e acessibilidade da energia importada após a escalada da crise Rússia-Ucrânia. No final do ano passado, o governo holandês já ressuscitou a ideia de desenvolver mais capacidade nuclear como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de outras fontes de energia e atingir a neutralidade carbônica até 2050. De acordo com o acordo de coalizão publicado em dezembro, o governo decidiu construir dois novos reatores nucleares após 2030, bem como estender a vida útil do único reator operacional. À luz da atual escalada militar na Ucrânia e das preocupações com o aumento dos custos de energia, o debate sobre o desenvolvimento da capacidade nuclear doméstica, para também fornecer um ambiente de mercado mais estável na Holanda, recuperou força. (Argus Midia – 24.02.2022)

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7 Panorama dos investimentos em nuclear frente ao “selo verde” europeu

A União Europeia está longe de alcançar sua meta de neutralidade em carbono até 2050 só com a implementação de energias renováveis. Isso porque, o tempo é curto e os resultados até agora mostram que 80% de fontes de eletricidade não verdes precisam ser reduzidas. Com a busca da aprovação final do “selo verde” para energia nuclear e para o gás natural pelos Estados-Membros e o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia (CE) pretende ampliar o investimento direcionados aos mesmos, contribuindo para a redução das emissões de carbono. O regulamento apoia expressamente a manutenção da energia nuclear enquanto a demanda por eletricidade aumenta significativamente. Porém, essa regulamentação pode não levar investidores e instituições privadas a favorecer projetos nucleares sob considerações ambientais, sociais e de governança. A maioria dessas exclusões de linha dura sobre investimentos em energia fóssil e nuclear provavelmente continuará, mas exceções podem ser feitas. Em suma, independentemente do veredicto nuclear favorável da CE, futuros investidores potenciais decidirão caso a caso se algum projeto de energia nuclear é viável ou não. (Carnegie – 18.02.2022)

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8 União Europeia aprova energia nuclear e gás natural como fontes sustentáveis

Uma quarta-feira (02/02) marcou a história da energia nuclear e do gás natural na Europa como o dia da aprovação da entrada da mesma na taxonomia verde de ativos, com o objetivo de colocar ordem nas finanças sustentáveis e fechar o cerco sobre o greenwashing. Ao longo do tempo (final de 2021) até sua aprovação, o texto que disponibilizou um “selo verde” para essas fontes de energia sofreu algumas alterações, sendo resultados da precisão da oposição. Nesse caso, a 1° condição imposta consiste nas usinas de energia a gás natural não ultrapassarem um limite de emissões de CO2 de 270 gramas por kWh até o começo da década de 2030. Somado a isso, as novas usinas nucleares terão que obter licença de construção antes de 2045. Além de apresentar um plano e os recursos financeiros necessários para a eliminação segura dos resíduos radioativos até 2050. Apesar das condições colocadas, a coalizão governamental alemã (social-democratas, liberais e verdes), a Áustria, a Dinamarca e o Luxemburgo continuam criticando e sendo oposição ao projeto. (DW – 02.02.2022)

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9 Qual lugar do gás e da energia nuclear na transição energética?

Após a irritação de muitos defensores do clima com o “selo verde” concedido a energia nuclear e ao gás natural pela União Europeia (UE) vale analisar qual o papel dos mesmos no processo mundial de transição energética. Nesse contexto, enquanto a energia nuclear não apresenta emissão de CO2 de forma direta e o que emite indiretamente é em níveis menores que a fonte solar, o gás apresenta uma problemática. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), para manter 1,5°C de aquecimento em relação aos níveis pré-industriais, é preciso adiar “a partir de agora” qualquer novo projeto de exploração de gás. Isso porque, embora o gás natural emita um nível de CO2 menor frente ao petróleo e ao carvão, segue sendo um combustível fóssil, responsável por cerca de 22% das emissões mundiais em 2021. Deste modo, ao analisar cabe deixar em aberto somente a possibilidade nuclear, focando nos reatores “pequenos” (SMR) e nas startups, como solução para a construção de reatores nucleares rápidos o suficiente para o clima. (Estados de Minas – 02.02.2022) (Arab News – 22.02.2022)

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10 França: Detalhamento do roteiro de energia nuclear

Emmanuel Macron, presidente da França, anunciará o plano para energia nuclear no país, incluindo o número de novos reatores nucleares e a forma de custeio dos mesmos. Macron disse em novembro que a França construiria seus primeiros reatores nucleares em décadas para reduzir sua dependência de países estrangeiros para energia. Ele não deu detalhes na época, mas seu governo deve anunciar a construção de até seis novos reatores de água pressurizada. Segundo o Bruno Le Maire, ministro das Finanças francês, serão necessários dezenas de bilhões de euros para a obtenção de energia sem emissões de CO2 através da construção de novas usinas nucleares. (REUTERS – 08.02.2022)

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11 China: Construção de usina nuclear na Argentina

Um trabalho em conjunto da estatal Nucleoelétrica Argentina e a Corporação Nuclear Nacional da China dará vida a quarta usina da Argentina: Atucha III. A usina prevista em contrato com um valor de US$ 8 bilhões terá sede em Lima à 100 quilômetros ao norte de Buenos Aires. Atucha III será do tipo HPR-100, com 1.200 MWe de potência bruta e vida útil de 60 anos, criando 7 mil empregos advindos 40% de fornecedores argentinos. Em suma, o papel da China consistirá no fornecimento da engenharia para a construção da nova usina nuclear, cujo reator utilizará urânio enriquecido como combustível e água clara como refrigerante e moderador. Segundo José Luis Antúnez, presidente da Nucleoelétrica Argentina, a nova usina ajudará o país a abastecer a demanda de eletricidade com energia básica, limpa, segura e sustentável. (O Globo – 02.02.2022)

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Small Modular Reactor

1 Brasil: Laços com a Rússia no segmento de energia nuclear podem influenciar SMRs no país

Após a última viagem do presidente da república Jair Bolsonaro à Rússia, houve uma importante sinalização da aplicação de energia nuclear para o mercado brasileiro. Em uma reunião que durou cerca de 2 horas com o presidente Vladimir Putin, em Moscou, Bolsonaro deu ênfase à criação de um estreitamento de laços com a Rússia, no segmento de energia nuclear, incluindo principalmente os pequenos reatores modulares, também conhecidos como SMRs. Depois da reunião com Putin, o presidente do Brasil afirmou que existe a possibilidade de que Rússia e o Brasil ampliem negócios nas áreas de exploração de petróleo e gás, derivados, e principalmente energia, mas que ainda irão aprofundar o diálogo a respeito dessa possibilidade. Bolsonaro disse ainda que o governo brasileiro tem muito interesse nos pequenos reatores modulares. Para Celso Cunha, presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN), o recado do presidente do Brasil mostra que o país está muito atento à nova tendência mundial em torno dos pequenos reatores modulares. Cunha relatou que o mundo todo está em busca dessa tecnologia, justamente pela série de vantagens adicionais que ela tem, diferentemente dos grandes reatores convencionais. A Rússia é um dos principais países a participar diretamente do desenvolvimento desses pequenos reatores modulares, através de sua estatal, a Rosatom. (Click Petróleo e Gás – 18.02.2022)

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2 Europa: Panorama de SMRs

É uma pequena invenção no centro de uma grande ideia, uma usina nuclear em miniatura do tamanho de um moinho de vento, que os designers acreditam que poderia ajudar a resolver o quebra-cabeça da energia limpa do mundo. Por enquanto, é apenas um protótipo simulado em exibição em uma oficina britânica, mas quando o The National visitou a fábrica de montagem, seus desenvolvedores não esconderam seus planos de reinventar a energia atômica. “Continuamos desafiando os engenheiros… a não colocar coisas no reator nuclear que ele realmente não precisa”, disse Steve Threlfall, chefe de uma start-up britânica que está construindo a engenhoca movida a urânio que chama de U-Battery. As empresas de energia interviriam para lidar com a manutenção, pensam os designers, o que significa que os usuários de energia teriam apenas que pagar a conta. E as emissões de carbono do reator são basicamente zero – uma perspectiva atraente para indústrias difíceis de descarbonizar, como fabricação de vidro, papel e produtos químicos, que dependem do calor extremo normalmente gerado por combustíveis fósseis. A França está planejando até 14 novos reatores. A Alemanha desligará seus três últimos este ano. A UE recentemente tomou a controversa decisão de classificar a energia atômica como verde. O presidente francês Emmanuel Macron, que tem pelo menos nove aliados pró-nucleares na UE, incluindo Finlândia, Hungria e República Tcheca, pediu recentemente o “renascimento da indústria nuclear francesa” e prometeu € 1 bilhão (US $ 1,14 bilhão) em financiamento para reatores pequenos. O país já obtém a maior parte de sua eletricidade da energia nuclear e no ano passado se tornou o maior exportador de energia da Europa, segundo analistas de dados, abastecendo o Reino Unido e a Itália, entre outros. Do lado da Alemanha no debate, Áustria e Luxemburgo planejam um processo contra os planos verdes da UE, com Portugal e Dinamarca também entre os cinco países que se posicionaram antinuclear na cúpula da Cop26 do ano passado. A Grã-Bretanha fica em algum lugar no meio desse espectro, com uma fatia de energia nuclear em sua rede elétrica, mas o vento offshore deve fazer o trabalho mais pesado na busca pelo zero líquido. (The National News – 18.02.2022)

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3 Reino Unido: Feedback sobre programa de HTGR

O Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS, sigla em inglês) do governo do Reino Unido está buscando feedback da indústria nuclear e outras partes interessadas sobre sua escala de tempo e estrutura propostas para um programa de demonstração de Reator a Gás de Alta Temperatura (HTGR, sigla em inglês). O BEIS anunciou em dezembro que os HTGRs seriam o foco do programa do Reator Modular Avançado (AMR, sigla em inglês) do país. “O objetivo do programa é demonstrar que os HTGRs podem produzir calor de alta temperatura que poderia ser usado para produção de hidrogênio com baixo teor de carbono, calor de processo para uso industrial e doméstico e geração de eletricidade com custo competitivo, a tempo de quaisquer potenciais AMRs comerciais para apoiar o Net Zero até 2050”, afirmou o BEIS. (O Reator Modular Pebble Bed efetivamente abandonado da África do Sul era um HTGR. O Reino Unido considera os HTGRs especialmente adequados à sua situação e necessidades, pois seu setor de energia nuclear civil é composto principalmente por reatores refrigerados a gás de grande escala. O BEIS pretende lançar um Edital formal de Licitação, para a primeira fase do projeto, até 30 de junho de 2022. (Engineering News – 18.02.2022)

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4 Reino Unido: Rolls-Royce abre negociações sobre arrendamento de instalações nucleares para SMRs

Várias instalações em desuso na Inglaterra e no País de Gales estão no quadro para abrigar a primeira pequena fábrica modular (SMR, sigla em inglês) da Grã-Bretanha. A Rolls-Royce está se preparando para iniciar negociações com a Autoridade de Desmantelamento Nuclear (NDA, sigla em inglês) sobre o arrendamento de instalações nucleares em desuso, enquanto o grupo do Reino Unido busca avançar com os planos de construir uma frota de mini-reatores. A NDA detém um grande portfólio de terrenos em todo o Reino Unido. Embora o foco da agência seja a limpeza de áreas que anteriormente abrigavam reatores nucleares, vários de seus locais na Inglaterra e no País de Gales estão concorrendo para abrigar o primeiro pequeno reator modular da Grã-Bretanha. A Rolls-Royce, que lidera um consórcio do setor para desenvolver uma frota de mini-reatores, deseja garantir um pipeline de locais para ajudar a atrair mais capital privado para seu empreendimento. Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, apoiou pequenos reatores modulares como parte de seu plano de 10 pontos para uma “revolução industrial verde” para ajudar a cumprir a meta de zero carbono líquido do governo em 2050. A empresa e seus parceiros conseguiram £ 210 milhões do governo no ano passado, depois de levantar uma quantia semelhante de financiamento do setor privado. (Financial Times – 16.02.2022)

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5 Polônia: SMRs da NuScale até 2029

Os governos dos EUA e da Polônia chegaram a um acordo para implantar pequenos reatores modulares (SMRs, sigla em inglês) feitos pelo engenheiro americano NuScale na Europa Oriental. O acordo foi assinado em Washington, DC, por representantes dos dois governos e das empresas envolvidas. O plano é usar a energia nuclear para operar minas de propriedade da KGHM, que controla o maior depósito de cobre da Europa, localizado no sudoeste da Polônia. Sob o acordo, a NuScale, com sede em Portland, procurará implantar sua usina VOYGR de 77 MW já em 2029, o que a NuScale disse que ajudaria a Polônia a evitar até 8 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano. A primeira tarefa do acordo será identificar potenciais locais de projeto, planejar o projeto e estimar os custos. A NuScale disse que o último acordo “marca um marco significativo no progresso da NuScale em direção à comercialização e avanço de energia limpa, confiável e acessível na Polônia”. (Global Construction Review – 16.02.2022)

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6 Suécia: Financiamento para demonstração de SMR

A Agência Sueca de Energia concedeu à Swedish Modular Reactors AB – uma joint venture entre a Uniper Sweden e a LeadCold – um financiamento de pouco mais de US$ 10,6 milhões em apoio à construção de uma demonstração LeadCold SEALER (Swedish Advanced Lead Reactor). A Uniper Suécia, a LeadCold e o Royal Institute of Technology (KTH) anunciaram em fevereiro de 2021 que colaborariam na exploração da possibilidade de construir um reator de demonstração LeadCold SEALER na planta de Oskarshamn até 2030. Eventualmente, o objetivo da colaboração é permitir a comercialização desses reatores na Suécia na década de 2030. A Agência de Energia Sueca concedeu aos parceiros SEK $99 milhões para investir na construção de um protótipo não nuclear SEALER movido a eletricidade em Oskarshamn para testar e verificar materiais e tecnologia em um ambiente de chumbo fundido em altas temperaturas. O protótipo em escala 1:56 será operado por cinco anos a partir de 2024. Uma rede acadêmica sediada no KTH está conectada ao projeto. O projeto Sunrise (Sustainable Nuclear Research In Sweden) – cujos parceiros incluem KTH, Luleå University e Uppsala University – já recebeu US$ 6 milhões em financiamento da Fundação para Pesquisa Estratégica para desenvolver o projeto, tecnologia de materiais e análise de segurança para um reator avançado de pesquisa e demonstração refrigerado a chumbo. O projeto SEALER é reivindicado para gerar 3-10 MWe durante um período de 10-30 anos sem reabastecimento. Após a operação, as primeiras unidades SEALER serão transportadas para uma instalação de reciclagem centralizada. (World Nuclear News – 15.02.2022)

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7 China: Primeiro SMR comercial terrestre do mundo

A China conectou seu primeiro pequeno reator nuclear modular terrestre comercial à sua rede elétrica, tornando-se o primeiro país do mundo a extrair energia de tal máquina, revela a Bloomberg. O reator da unidade 1 de 200 megawatts da China Huaneng Group Co. em Shidao Bay está conectado à rede na província de Shandong. A empresa também está desenvolvendo um segundo reator, que está programado para entrar em plena operação no ano que vem após os testes. O pequeno reator modular (SMR, sigla em inglês) de 200 megawatts é aproximadamente um quinto do tamanho do primeiro projeto de reator proprietário da China, chamado Hualong One. Seu pequeno tamanho permite maior escalabilidade, bem como operações e custos de implantação reduzidos. O novo reator nuclear modular é o primeiro reator modular refrigerado a gás de alta temperatura com leito de seixos do mundo. Em vez de aquecer a água, aquece o hélio para produzir energia. A máquina foi projetada para desligar rapidamente se ocorrer um erro. De acordo com a Bloomberg, a China é o maior investidor mundial em energia nuclear, com estimativas sugerindo que pagará até 440 bilhões de dólares para construir novas usinas nucleares nos próximos 15 anos, permitindo que ultrapasse os EUA como o maior gerador mundial de energia nuclear. eletricidade. (Interesting Engineering – 04.01.2022)

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8 Ásia-Pacífico terá a maior taxa de crescimento no mercado de SMRs nos próximos anos

O mercado global de reatores modulares pequenos é responsável por US$ 9,70 bilhões em 2021 e deve chegar a US$ 13,74 bilhões até 2028, crescendo a um CAGR de 5,1% durante o período de previsão. Os reatores modulares pequenos (SMRs, sigla em inglês) são definidos como reatores nucleares com potência inferior a 300 MWe. Uma grande vantagem dos SMRs é seu tamanho pequeno e tempos de construção mais curtos em comparação com os reatores nucleares tradicionais. Como um SMR é totalmente construído em uma fábrica usando a fabricação de módulos, uma alta taxa de produção pode ser alcançada. Os SMRs ainda estão em fase de projeto. Espera-se que o segmento terrestre seja a maior parcela devido à proteção aprimorada contra riscos naturais, potencial para implantação subterrânea, capacidade sísmica aprimorada e maior eficiência térmica. A América do Norte é projetada para deter a maior participação no mercado. Iniciado pelo Congresso dos EUA através do Departamento de Energia, este projeto foi projetado para estimular a construção de um demonstrador de reator avançado dentro de poucos anos. Essas iniciativas proativas dos governos norte-americanos estão associadas a um aumento notável no interesse público e ao apoio emergente à energia nuclear como uma fonte essencial de energia limpa. A Ásia-Pacífico deverá ter o maior CAGR devido aos crescentes investimentos para a implantação de SMRs em países como China e Japão. (News Wires Ein – 08.02.2022)

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9 EUA: Grandes estados carboníferos buscam SMRs para rede e economia

Na Virgínia Ocidental, o governador Jim Justice assinou um projeto de lei na semana passada eliminando uma proibição de um quarto de século à construção de usinas nucleares. E o Senado de Indiana aprovou um projeto de lei incentivando a instalação de usinas nucleares de próxima geração em locais de usinas fósseis existentes. Esses projetos seguem a legislação favorável à energia nuclear adotada nos últimos dois anos em Wyoming e Montana, lar da maior região produtora de carvão do país, a Bacia do Rio Powder. E legisladores no Missouri, outro estado dependente do carvão, também estão movendo um projeto de lei para permitir pequenos reatores modulares, ou SMRs. Os defensores de uma transição de carvão para energia nuclear veem os reatores de próxima geração como uma solução para ambas as necessidades, fornecendo energia de “carga de base”, bem como empregos, impostos e outros benefícios econômicos para apoiar as comunidades anfitriãs. A presença do DOE na audiência foi um sinal de como a campanha para promover SMRs como substituto do carvão é adotada por partidos que raramente concordam com a política energética – legisladores do estado vermelho que veem a perda do carvão como uma ameaça à confiabilidade elétrica e o governo de Biden governo, que vê o nuclear avançado como a chave para ajudar a alcançar a meta do presidente de eliminar as emissões de carbono do setor de energia. (Energy Wire – 17.02.2022)

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10 EUA: Ohio pode receber SMRs em breve

A decisão da Intel de investir bilhões de dólares em Ohio para uma fábrica de classe mundial e de alta qualidade é uma ótima notícia para o estado de Buckeye. Este anúncio e o status de Ohio como líder em manufatura apresentam uma oportunidade em uma indústria com situação semelhante: energia limpa – não eólica ou solar, mas energia nuclear avançada. Os EUA estão comprometidos com uma rede elétrica 100% limpa dentro de 13 anos. Novos reatores nucleares, normalmente chamados de pequenos reatores modulares, estão relacionados a usinas tradicionais como as de Davis-Besse e Perry, mas são fabricados em fábrica, flexíveis e capazes de substituir diretamente usinas de combustível fóssil. Felizmente, Ohio já tem uma vantagem neste mercado em desenvolvimento. Ohio fabrica pequenos reatores modulares para a Marinha dos EUA. A Marinha opera dezenas de pequenos reatores modulares flexíveis – transformando recrutas adolescentes em operadores em pouco mais de um ano – e tem feito isso desde a década de 1950. O momento para o novo nuclear já está acontecendo. Indiana, Kentucky e West Virginia, recentemente adotaram leis que os disponibilizam para novas energias nucleares. A cidade carbonífera de Kemmerer, Wyoming, em breve abrigará um novo reator projetado para armazenar energia enquanto queima lixo nuclear. Alasca e Tennessee estão instalando novas construções. Quando os moradores de Ohio pensam em energia nuclear, a legislação de apoio como a Lei de Fissão para o Futuro de 2021 (projeto de lei 3428 do Senado) deve vir à mente primeiro. Nossos fabricantes, trabalhadores de energia e educadores estão prestes a reconstruir completamente a classe média e literalmente salvar o mundo no processo. (Dispatch – 22.02.2022)

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11 EUA: Indiana considera estrutura para reatores nucleares de pequena escala

De infraestrutura de veículos elétricos a iniciativas de energia renovável, os legisladores de Indiana passaram grande parte desta sessão legislativa com os olhos em um futuro pós-combustível fóssil. Agora, os republicanos estão promovendo uma alternativa controversa – a energia nuclear. O Senado estadual aprovou um projeto de lei que estabelece uma estrutura para que as concessionárias construam e operem pequenos reatores modulares. Em uma reunião do comitê da Câmara na semana passada, o senador estadual Eric Koch, D-Bedford, disse que a medida ajudaria a pavimentar o caminho para a futura economia energética de Indiana. “Os Estados estão se movendo nessa direção; ninguém está se movendo na outra direção”, disse ele. “Os estados de todo o país estão dando passos nessa direção, e espero que você concorde que Indiana também deveria.” O projeto também concederia incentivos financeiros a empresas que operam e constroem reatores nucleares. Os opositores argumentaram que o custo de operação e construção das instalações seria repassado aos consumidores, e grupos ambientalistas expressaram preocupação com o lixo nuclear, que pode ser caro e difícil de descartar com segurança. (Public News Service – 23.02.2022)

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12 EUA: Cooperativa de Wisconsin explorará a adição de SMR ao mix de geração

A NuScale Power e a Dairyland Power Cooperative assinaram um memorando de entendimento (MOU) para avaliar a potencial implantação da tecnologia nuclear de pequeno reator modular (SMR, sigla em inglês) da NuScale. A Dairyland, com sede em La Crosse, Wisconsin, fornece eletricidade para 24 cooperativas de distribuição e 17 concessionárias municipais em quatro estados do norte. A assinatura do MOU significa que a cooperativa explorará a adição do SMR da NuScale ao seu portfólio de geração. Em 2020, a NuScale recebeu a aprovação da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA em seu projeto SMR, a primeira aprovação de projeto para um pequeno reator nuclear comercial. Os SMRs têm uma pegada, capacidade e custo antecipado menores do que as usinas nucleares tradicionais de alta capacidade. (Power Engineering – 24.02.2022)

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13 EUA e Estônia: Cooperação em programa nuclear de SMRs

Os EUA e a Estônia devem cooperar sob a Infraestrutura Fundamental para o Uso Responsável da Tecnologia de Reator Modular Pequeno do Departamento de Estado dos EUA – também conhecido como FIRST – programa que é um programa de capacitação projetado para aprofundar laços estratégicos, apoiar a inovação energética e promover a colaboração técnica com nações parceiras em infraestrutura de energia nuclear segura e protegida. A embaixada dos EUA em Tallinn Encarregado de Negócios, Brian Roraff, elogiou a Estônia por sua iniciativa de ingressar no FIRST. “O programa FIRST traz ampla experiência do governo dos EUA, academia, laboratórios nacionais e indústria para autoridades estonianas à medida que exploram a viabilidade da tecnologia nuclear de maneira consistente com os mais altos padrões internacionais de segurança, proteção e não proliferação nuclear. Esta é uma grande decisão e apoiamos a consideração cuidadosa da Estônia de todas as alternativas viáveis de energia.” A Estônia não construiria uma usina nuclear convencional – a rede do país é simplesmente muito pequena para lidar com a grande usina. Em vez disso, alguns empresários sugeriram a construção de pequenos reatores modulares (SMR, sigla em inglês), baseados na mais recente tecnologia nuclear. Mas ainda não houve um debate público adequado sobre a possível introdução de energia nuclear na Estônia. (Estonia World – 26.01.2022)

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14 IEEFA EUA: SMRs da NuScale não cumprem o que prometem

Um pequeno reator modular (SMR, sigla em inglês) que a NuScale vem desenvolvendo desde a virada do século, “veio tarde demais, é muito caro, muito arriscado e muito incerto”, de acordo com uma análise do projeto pelo Instituto de Economia da Energia e Análise Financeira (IEEFA, sigla em inglês). O primeiro SMR de seu tipo é uma séria ameaça financeira para as comunidades membros do Utah Associated Municipal Power System que se inscreveram para uma parte de sua energia e para quaisquer outras comunidades e serviços públicos que pensem em fazê-lo. A NuScale tem como objetivo otimista o custo da energia da nova usina em US$ 58 por megawatt-hora (MWh), embora algumas estimativas prevejam que os custos da energia dos novos SMRs possam chegar a US$ 200/MWh. Dado que os custos das fontes renováveis disponíveis estão caindo rapidamente e que o SMR não geraria eletricidade antes de 2029, o projeto deve ser abandonado, disse David Schlissel, diretor de análise de planejamento de recursos do IEEFA e autor do relatório. “A empresa insistiu que seus custos são firmes e que o projeto será econômico”, disse Schlissel. “Mas com base no histórico até agora e nas tendências passadas no desenvolvimento da energia nuclear, isso é altamente improvável.” Os riscos do projeto incluem: custos de construção crescentes; maior tempo de construção; desempenho operacional e; custos mais altos para concessionárias participantes. Para ler o relatório na íntegra, clique aqui. (IEEFA – 17.02.2022)

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15 TVA EUA: Novo programa nuclear inclui primeiro SMR em Clinch River

A Tennessee Valley Authority (TVA) investirá em um grande programa que explorará a construção de vários reatores nucleares avançados – começando com um pequeno reator modular (SMR, sigla em inglês) GE-Hitachi BWRX-300 em seu local de Clinch River, no Tennessee. Os membros do conselho da TVA durante uma reunião em 10 de fevereiro aprovaram por unanimidade o “Novo Programa Nuclear” da TVA, uma nova e ampla iniciativa que a concessionária descreve como um “roteiro” disciplinado e sistemático para a exploração de tecnologia nuclear avançada pela TVA, tanto em termos de vários reatores projetos sendo propostos e locais potenciais onde tais instalações podem ser necessárias na região para atender às necessidades futuras de energia”. A iniciativa torna a TVA, que é uma agência corporativa federal autofinanciada e a maior concessionária de energia pública dos EUA, uma das primeiras concessionárias do país a se comprometer publicamente a explorar o desenvolvimento de uma frota de reatores avançados. A TVA continuará a se envolver com outros desenvolvedores para explorar a próxima geração de reatores nucleares. Estes incluem Kairos – com a qual a TVA está fazendo parceria para demonstrar um reator de alta temperatura de sal fundido de baixa potência em Oak Ridge, Tennessee – bem como os premiados do Programa de Demonstração de Reator Avançado (ARDP) do Departamento de Energia, X-energy e TerraPower, e NuScale, cuja tecnologia será implantada no Projeto de Energia Livre de Carbono de 462 MWe em Idaho. (Power Magazine – 10.02.2022)

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16 Rolls Royce: Construção de SMR em Lancashire é uma opção

O deputado de Pendle, Andrew Stephenson, saudou a notícia de que um acordo foi alcançado entre o sindicato e os chefes da empresa para fortalecer o futuro do local de Barnoldswick – e pediu um grande trabalho em uma frota planejada de pequenos reatores modulares a serem trazidos para o local A Rolls-Royce está sendo instada a escolher Lancashire como sede de uma nova usina nuclear de £ 210 milhões. O deputado de Pendle, Andrew Stephenson, convocou os chefes da empresa para trazer o grande desenvolvimento para seu distrito, Barnoldswick, e sua já ‘força de trabalho altamente qualificada’. A empresa anunciou recentemente que, após um aumento de capital bem-sucedido, o negócio Rolls-Royce Small Modular Reactor (SMR, sigla em inglês) foi estabelecido. A esperança é apresentar e entregar em escala a próxima geração de tecnologia de energia nuclear de baixo custo e baixo carbono. Ele disse em um comunicado que o Rolls-Royce Group, BNF Resources UK Limited e Exelon Generation Limited investiriam £ 195 milhões em um período de cerca de três anos. (Lancashire News – 27.01.2022)

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17 Atkins e Rolls Royce: Parceria visa o desenvolvimento de novos SMRs

A Atkins SNC-Lavalin foi indicada como fornecedora de engenharia pela Rolls-Royce Small Modular Reactor (SMR, sigla em inglês) ao entrar em uma nova fase de seu programa pioneiro. Com base em seu papel como parceiro da Fase Um no consórcio original SMR do Reino Unido, a Atkins SNC-Lavalin agora fornecerá serviços de engenharia e suporte especializado à Rolls Royce SMR à medida que desenvolve seus negócios. No ano passado, o governo prometeu £ 210 milhões de financiamento para o desenvolvimento do novo Rolls-Royce SMR, acompanhado por financiamento do setor privado de mais de £ 250 milhões. A Rolls-Royce SMR está desenvolvendo usinas nucleares SMR de baixo custo e baixo carbono que podem desempenhar um papel significativo nas metas de descarbonização domésticas e internacionais, com planos de ter a primeira usina do Reino Unido operacional no início de 2030. Durante a primeira fase do programa, Atkins liderou o projeto modular exclusivo da usina SMR, que será fundamental para seu sucesso: aproximadamente 90% das atividades de fabricação e montagem são realizadas em condições de fábrica, reduzindo significativamente o custo e o tempo de construção. Como fornecedor aprovado, a equipe da SNC-Lavalin no Reino Unido agora oferecerá suporte civil, estrutural e arquitetônico, juntamente com serviços de segurança e regulatórios, gerenciamento de resíduos, manuseio mecânico, engenharia mecânica e de processos, gerenciamento de projetos e serviços digitais. (New Civil Engineer – 08.02.2022)

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18 NRC: Novas regras sobre prontidão para emergências

O NRC está dando um passo importante em direção a um regime de licenciamento inclusivo para uma nova geração de reatores. Em 3 de janeiro, a equipe do NRC submeteu à aprovação da comissão uma regra final recomendada sobre “Preparação de Emergência para Pequenos Reatores Modulares e Outras Novas Tecnologias”. Os regulamentos de preparação para emergências (EP) existentes na 10 CFR Parte 50 são principalmente adaptados para grandes reatores de água leve e reatores não elétricos e contêm requisitos determinísticos. A minuta da regra final, por outro lado, pretende ser orientada para as consequências, informada sobre os riscos, baseada no desempenho e inclusiva da tecnologia. Mais especificamente, de acordo com o projeto de regra final, conforme proposto pela equipe do NRC na SECY-22-0001 , os requerentes de licença para pequenos reatores modulares (SMRs, sigla em inglês), reatores avançados, instalações de radioisótopos médicos e reatores não elétricos, além de certos licenciados de reatores de potência, teriam a opção de desenvolver um programa de EP baseado em desempenho. (JDSupra – 25.01.2022)

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19 IAEA: Serviço de Revisão de Segurança Técnica se expande para abranger SMRs

Os pequenos reatores modulares (SMRs, sigla em inglês) estão entre as tecnologias nucleares inovadoras em desenvolvimento, começando a ser implantadas para ajudar a atender a demanda de energia e as metas de emissões líquidas zero. Mais de 70 projetos comerciais de SMR em desenvolvimento em 17 países visam resultados variados e diferentes aplicações, como eletricidade, sistemas de energia híbrida, aquecimento, produção de hidrogênio, dessalinização de água e vapor para aplicações industriais. O surgimento desses projetos inovadores de reatores levou a IAEA (International Atomic Energy Agency) a expandir seu Serviço de Revisão de Segurança Técnica (TSR) para programas de energia nuclear, para incorporar as novas diretrizes para a revisão de segurança de projeto conceitual que agora cobre os projetos conceituais – os rascunhos em termos de função e forma – de reatores inovadores, incluindo SMRs. “Decidimos revisar o escopo das diretrizes para adicionar elementos adicionais para torná-los mais versáteis, não apenas para reatores refrigerados a água, mas também para outros tipos de tecnologias, como HTGRs, MSRs e reatores rápidos”, disse Alexander Duchac, IAEA Oficial de Segurança Nuclear. “Como muitas tecnologias inovadoras estão em um estágio inicial de projeto, percebemos que havia a necessidade de diretrizes de revisão de segurança de projeto para projetos conceituais.” (Mirage News – 24.02.2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores:
Fabiano Lacombe, Lucca Zamboni e Vinicius Botelho
Pesquisadores:
Cristina Rosa e João Pedro Gomes
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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