IFE.ME 95

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 95 – publicado em 22 de fevereiro de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 95 – 22 de fevereiro de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
PNME: Normas e regulamentos para a mobilidade elétrica no Brasil
2 Artigo de Yuri Tisi e Flávio Matos: “Autoprodução de usinas Waste-to-Energy e utilização em veículos elétricos”
3 Neoenergia: Oportunidades para crescimento da mobilidade elétrica no Brasil
4 Europa: Nova tarifação rodoviária para carregamento de veículos de baixa e zero emissões
5 EUA/DOE: Financiamento para reciclagem de baterias de VEs
6 EUA/Nova York: Encomenda de 60 ônibus elétricos

Inovação e Tecnologia
1 Mercedes-Benz: Desenvolvimento de baterias de estado sólido
2 Renault/Valeo/Siemens: Parceria para desenvolvimento de novo motor elétrico
3 Hertz: Investimento em plataforma de VEs
4 BAE Systems e Meritor: Desenvolvimento de tecnologias para VEs
5 Amprius: Desenvolvimento de baterias de nova geração
6 NIO: Desenvolvimento de baterias de maior autonomia
7 Sumitomo Rubber Industries: Nova linha de pneus para VEs

Indústria Automobilística
1 BMW: Panorama de vendas e oferta de elétricos no Brasil
2 Sintel: Eletrificação é parte do futuro automotivo
3 Volvo Trucks: Aumento da participação no mercado de caminhões elétricos pesados na Europa em 2021

4 Nissan: Novos modelos elétricos serão construídos em fábrica no Mississippi

5 Ford: Fábrica de VEs e planos de mercado para a Índia

6 Renault: Potencial criação de divisões de VEs e veículos à combustão interna

7 Fisker: Metas de vendas para 2022

8 Audi-FAW NEV: Nova fábrica de VEs na China
9 Luxhsare/Chery: Joint Venture visando a construção de VEs
10 BorgWarner completa aquisição da Akasol AG com foco em eletrificação
11 Porsche/Iberdrola: Primeiro eletroposto de carregamento rápido

Meio Ambiente
1 ESG: Grupo UrbMidia investe em estações de recarga de VEs no Nordeste
2 ESG: Danone adota caminhões elétricos em frota logística
3 ESG: Bancos investem no compartilhamento de VEs
4 Redwood Materials: Novo programa de reciclagem de baterias envolve montadoras

Eventos e Estudos
1 PNME: Resultados e desafios da Plataforma Nacional de Mobilidade elétrica
2 VE Latino-Americano e Dia da Mobilidade Elétrica anunciam datas para 2022
3 Itaú: Mais de 60% dos brasileiros têm interesse em adquirir um VE
4 GreenV Academy: Formação de profissionais para o mundo dos VEs

5 Liga Ventures: Mobilidade elétrica atrai investimentos e impulsiona startups de energia no Brasil
6 Juniper Research: Oportunidades e desafios da infraestrutura de recarga até 2026
7 EDP: Recorde no número de recargas em 2021
8 Nature: Veículo de célula de hidrogênio tem um terço da eficiência do elétrico a bateria


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 PNME: Normas e regulamentos para a mobilidade elétrica no Brasil

Um novo Estudo sobre normas e regulamentos para a mobilidade elétrica no Brasil foi elaborado pelo IBTS sob demanda da Cooperação Alemã, através da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e do Ministério da Economia (ME). O objeto deste estudo é a normatização e regulamentação (N&R) para a mobilidade elétrica no enquadramento do Brasil, em que se pretende analisar o panorama e a perspectiva da mobilidade elétrica no cenário nacional e internacional. A partir dessa análise, foram selecionados quatro países modelo para obtenção do histórico de N&R, identificando as melhores práticas que podem ser aplicadas e adaptadas à realidade brasileira. Concomitantemente, analisou-se o conteúdo do material levantado durante as oficinas realizadas pelo PROMOB-e para a elaboração da proposta de N&R para a mobilidade elétrica no Brasil. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (PNME – 16.02.2022)

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2 Artigo de Yuri Tisi e Flávio Matos: “Autoprodução de usinas Waste-to-Energy e utilização em veículos elétricos”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, intitulado “Autoprodução de usinas Waste-to-Energy e utilização em veículos elétricos”, Yuri Schmitke Almeida Belchior Tisi (Presidente da ABREN) e Flávio Matos (Sócio da WTEEC e DAIS GLOBAL) apresentam uma proposta para combinar a geração elétrica por meio dos resíduos sólidos urbanos, por meio de usinas de Waste-to-Energy, com a eletrificação das frotas de veículos coletores de resíduos e dos ônibus públicos. Inicialmente, os autores apontam que: “a proposta que se apresenta é que os Municípios licitem concessões conjuntas a uma mesma empresa, onde serão firmados contratos de concessão para (I) geração de energia elétrica por meio de resíduos sólidos urbanos (RSU), (II) coleta e transporte de RSU, (III) mobilidade urbana (ônibus elétricos, trens elétricos ou metrô), ou até mesmo (IV) iluminação pública.” Além disso, indicam que: “para os 5 municípios estudados, foram identificados o número de veículos coletores de resíduos e de ônibus públicos urbanos. Seus respectivos consumos anuais de diesel foram convertidos ao equivalente em eletricidade, correspondendo a uma faixa de 71% a 102% da geração de energia a partir de resíduos em usinas de recuperação energética de resíduos ou waste-to-energy (WTE). Portanto, as usinas WTE permitiriam abastecer toda a demanda da frota pública destes veículos com um adicional para suprir parte da demanda de iluminação pública.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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3 Neoenergia: Oportunidades para crescimento da mobilidade elétrica no Brasil

A agenda climática impõe urgência na redução das emissões de gases do efeito estufa. Em todo o mundo, é necessário investir na transição para uma matriz energética mais limpa, estimulando a eletrificação dos setores mais poluentes, como o de transportes. No Brasil, a Neoenergia assumiu o compromisso de incentivar a mobilidade sustentável, alinhada à sua meta de contribuir com a descarbonização da economia. Para isso, a companhia aposta em um Programa de Mobilidade Elétrica que inclui projetos para ampliar a infraestrutura de recarga de veículos elétricos e desenvolver novas soluções. “A Neoenergia reconhece a importância das empresas privadas e do setor elétrico para impulsionar esse cenário de oportunidades que pode ser criado para o país com o desenvolvimento da mobilidade elétrico. Por isso, investem em diversos projetos que têm auxiliado na inovação e na criação de novas tecnologias, além de ampliar a infraestrutura que dá segurança para que os brasileiros invistam na compra de veículos elétricos”, afirma o gerente corporativo de Pesquisa e Desenvolvimento da Neoenergia, José Brito. Para saber mais sobre as iniciativas da Neoenergia, clique aqui. (Neoenergia – 11.02.2022)

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4 Europa: Nova tarifação rodoviária para carregamento de veículos de baixa e zero emissões

O Parlamento Europeu aprovou um acordo com os governos da UE sobre a atualização das regras que definem as taxas que os Estados-Membros podem impor a caminhões, veículos leves e automóveis de passageiros que utilizem as estradas da rede transeuropeia de transportes (RTE-T). O objetivo das novas regras é mudar a tarifação rodoviária do atual modelo baseado em tempo para um sistema baseado em distância ou um sistema real de quilômetros, para refletir melhor os princípios do poluidor-pagador e do usuário-pagador. Para incentivar o uso mais amplo de veículos mais ecológicos, os países da UE terão que estabelecer diferentes taxas de tarifação rodoviária com base nas emissões de CO2 de caminhões e ônibus e no desempenho ambiental de vans e microônibus, a partir de 2026. Eles também terão que reduzir consideravelmente as taxas para veículos com emissões zero ou baixas. (Green Car Congress – 18.02.2022)

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5 EUA/DOE: Financiamento para reciclagem de baterias de VEs

O Departamento de Energia dos EUA (DOE, sigla em inglês) anunciou duas oportunidades de financiamento destinadas a fornecer US$ 2,91 bilhões ao setor doméstico de fabricação e reciclagem de baterias para apoiar a demanda por VEs e sistemas de armazenamento de energia. A iniciativa, que é apoiada pela Lei de Infraestrutura Bipartidária, direcionará uma parte dos fundos para plantas de refino e produção de materiais de bateria, instalações de fabricação de células e embalagens de bateria e instalações de reciclagem. Outra parte apoiará pesquisa, desenvolvimento e demonstração de aplicações de segunda vida para baterias usadas e novos processos para reciclagem, recuperação e adição de materiais de volta à cadeia de suprimentos de baterias, disse o DOE. De acordo com a Lei de Infraestrutura Bipartidária, a cadeia de suprimentos de baterias dos EUA deve se beneficiar de investimentos no valor de cerca de US$ 7 bilhões, que apoiariam a produção e reciclagem de minerais críticos sem nova extração ou mineração, e fornecimento de materiais para fabricação doméstica. (Renewables No– – 14.02.2022)

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6 EUA/Nova York: Encomenda de 60 ônibus elétricos

A cidade de Nova York encomendou mais 60 ônibus elétricos da New Flyer of America depois da primeira entrega de 15 ônibus elétricos. Desse modo, os veículos devem reduzir ainda mais a pegada de carbono do setor de transporte da metrópole. A cidade de Nova York pretende descarbonizar o transporte público até 2035. No mês de outubro seguinte, há apenas alguns meses, o Conselho da Cidade de Nova York aprovou um projeto de lei exigindo que a frota de ônibus escolares da cidade fosse totalmente elétrica até 1º de setembro de 2035. Os novos ônibus com destino à cidade são 60 Xcelsior Charge NG elétricos a bateria, com um comprimento de cerca de 12 metros e capacidade de bateria de 525 kWh. A New Flyer deu ao novo ônibus elétrico movido à bateria um novo sistema de tração leve, o qual a empresa diz poder fornecer até 90% de recuperação de energia. O modelo encomendado pela cidade de Nova York oferece 39 lugares e um espaço para pessoas com mobilidade reduzida. (Electriv– – 15.02.2022)

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Inovação e Tecnologia

1 Mercedes-Benz: Desenvolvimento de baterias de estado sólido

A evolução tecnológica dos carros elétricos não para, sobretudo em relação às baterias. Depois de cerca de uma década com avanços moderados em relação à autonomia, esses componentes, que são peça-chave dos veículos de zero emissões, agora começam a superar os carros a combustão. A Mercedes-Benz está prestes a dar um passo em direção ao futuro do mercado de baterias. A alemã fechou parceria com a ProLogium Technology para criar e produzir baterias menores de estado sólido. A meta, no momento, é lançar a tecnologia até 2025. O anúncio agitou a indústria e provocou reação do cofundador da Tesla, Martin Eberhard. Em nota, o executivo afirmou que a nova bateria da marca alemã é uma das melhores já feitas. Ou seja, Eberhard reconheceu que a Mercedes-Benz tem um trunfo nas mãos para a disputa com a marca de Elon Musk. (Jornal do Carro – 16.02.2022)

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2 Renault/Valeo/Siemens: Parceria para desenvolvimento de novo motor elétrico

A Renault anunciou uma nova parceria com a fornecedora automotiva Valeo e sua subsidiária Siemens eAutomotive para produzir um novo motor para carros elétricos. Projetado para lançamento em 2027, será o primeiro propulsor elétrico de 200 kW com produção em grande escala que não demandará uso de elementos de terras raras. O motor, que será voltado para os veículos da Renault, será fabricado na fábrica de Cléon, na região francesa da Normandia. A montadora francesa vai desenvolver e produzir o rotor de tecnologia EESM (“Electrically Excited Synchronous Motor”, ou motor síncrono de excitação elétrica). Concebido sem a utilização dos elementos de terras raras, ele permite, em teoria, maior rendimento energético. A empresa também ficará encarregada da arquitetura do motor. (Automotive Business – 14.02.2022)

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3 Hertz: Investimento em plataforma de VEs

A locadora Hertz está investindo cerca de US$ 19 milhões em uma plataforma europeia de VEs chamada Ufodrive, que é especializada em fornecer acesso de autoatendimento a uma frota de VEs por meio de seu aplicativo, além de oferecer uma plataforma de software como serviço para gerenciamento de frota. A Hertz planeja implantar a tecnologia de aluguel e gerenciamento de frota da Ufodrive para aprimorar suas operações globais de frota de VEs. Atualmente, a Ufodrive está operando em nove países da Europa, incluindo Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Holanda, e agora planeja expandir suas operações globalmente. Mark Fields, CEO interino da Hertz, em um comunicado, chamou o investimento na Ufodrive “outro grande passo para a Hertz se tornar um componente essencial do ecossistema de mobilidade moderno”, disse Fields. “Juntos, vamos pilotar maneiras de tornar o aluguel de um VE ainda mais fácil usando as plataformas digitais da Ufodrive tanto para a experiência de aluguel quanto para o gerenciamento de frota”, completou o CEO Mark Fields. (Mercado & Eventos – 18.02.2022)

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4 BAE Systems e Meritor: Desenvolvimento de tecnologias para VEs

A BAE Systems e a Meritor Inc. estão trabalhando em conjunto para criar soluções tecnológicas para plataformas de serviço pesado nos segmentos de veículos industriais e de defesa. Segundo comunicado, “o objetivo é desenvolver soluções eficientes, econômicas e totalmente integradas para veículos elétricos”. Como parte da colaboração, a BAE Systems “aproveitará sua experiência em integração de sistemas e eletrônica de potência para incorporar o seu sistema de gerenciamento de energia ao ePowertrain da Meritor”. A solução integrada vai aumentar as opções para múltiplas aplicações e condições nos mercados industriais. As empresas possuem experiência em propulsão de veículos elétricos. No caso da BAE Systems, a companhia acumula mais de duas décadas de experiência em tecnologia de bateria elétrica e célula de combustível de hidrogênio. (Automotive Business – 15.02.2022)

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5 Amprius: Desenvolvimento de baterias de nova geração

A Amprius Technologies da Califórnia desenvolveu células com densidade de energia de 450 Wh/kg e 1.150 Wh/l respectivamente, inicialmente para uso em satélites. No entanto, as células com silício na forma de nanofios como material anódico também podem ser utilizadas em futuros veículos elétricos. Extrapolado para o tamanho da bateria de um carro, isso traria uma economia significativa de peso. Com essa densidade de energia, as células ainda pesariam pouco menos de 190 kg para uma bateria de 75 kWh. No padrão atual de 260 Wh/kg, isso seria cerca de 100 kg a mais. Até agora, a desenvolvedora de baterias vê aplicações para suas células principalmente no setor aeroespacial – e não apenas por causa de seu cliente da indústria de satélites. O uso em carros elétricos não está confirmado, mas também não está explicitamente excluído. (Electrive – 17.02.2022)

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6 NIO: Desenvolvimento de baterias de maior autonomia

Uma das maiores novidades anunciadas pela startup chinesa NIO quando apresentou o NIO ET7 foi representada pela inovadora bateria de 150 kWh que teria garantido ao sedã elétrico chinês – de acordo com as promessas do fabricante – um alcance de mais de 1.000 km. Rumores sobre quem faria as células se seguiram nos meses seguintes e entre os nomes mais cotados estava o da WeLion. Agora, entre os projetos anunciados pelas autoridades de Pequim há também o de uma fábrica para baterias recém-desenvolvidas, incluindo acumuladores de estado sólido, típicos da WeLion. De acordo com o Cnevpost, as obras desta nova fábrica devem começar em breve. Quem confirmou que eles estão acelerando o ritmo para entrar rapidamente no mercado foi o CEO da NIO, William Li, que disse durante uma teleconferência em novembro passado que a bateria de 150 kWh poderia estar disponível já no quarto trimestre de 2022. Mas a empresa ainda não anunciou oficialmente quem será o fornecedor. Há muitas indicações de que realmente trata-se da WeLion. (Inside EVs – 14.02.2022)

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7 Sumitomo Rubber Industries: Nova linha de pneus para VEs

Nesta semana, a Sumitomo Rubber Industries, fabricante dos pneus Dunlop e Falken, anunciou o lançamento de uma nova linha de pneus Dunlop para VEs. O primeiro modelo desta linha é o pneu E.SP SPORT MAXX de alto desempenho, que passa a ser o modelo de fábrica a equipar o SUV elétrico Nissan Ariya no Japão e mercados asiáticos. Segundo a Sumitomo, o pneu incorpora novos compostos avançados desenvolvidos usando uma tecnologia proprietária de que permite a análise dinâmica e a simulação das estruturas internas da borracha com precisão muito alta da escala micro até nanômetros, a fim de alcançar melhorias simultâneas em três pontos chave para os pneus: Eficiência de Combustível, Aderência e Resistência ao Desgaste. Além disso, a empresa destaca a tecnologia SILENT CORE (esponja especializada absorvente de ruído), que promete desempenho superior na estrada em termos de dirigibilidade, silencio e conforto. Os pneus chegarão nas próximas semanas ao mercado chinês para o mercado de reposição e posteriormente à Europa. Ainda não foram divulgadas informações sobre o lançamento no Brasil. (Inside EVs – 15.02.2022)

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Indústria Automobilística

1 BMW: Panorama de vendas e oferta de elétricos no Brasil

O grupo BMW divulgou seu balanço de vendas na América Latina em 2021, o qual indicou crescimento de 16% do volume vendido de veículos BMW sobre o registrado em 2020, somando 40 mil veículos, e crescimento de 14% das vendas de veículos da marca Mini, com 7,3 mil unidades. A empresa justificou o resultado com o desempenho dos mercados brasileiro e mexicano. No Brasil, onde a companhia mantém produção de automóveis em Araquari (SC), as vendas realizadas no ano passado somaram 14 mil unidades de modelos BMW, alta de 17%, e 1,4 mil unidades de modelos Mini, crescimento de 9% sobre 2020. Para este ano a empresa prepara o lançamento dos modelos i4 e do iX e, na terça-feira, durante transmissão online, Krieger anunciou que a companhia pretende lançar também o iX3, no primeiro semestre. Com isso, sobe para cinco o número de modelos que compõem a gama de veículos elétricos da montadora no país, que já tinha o Mini Cooper SE e o i3. (Automotive Business – 15.02.2022)

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2 Sintel: Eletrificação é parte do futuro automotivo

A Sintel, plataforma global para alavancagem da performance do supply chain automotivo, aposta no mercado de eletrificados em 2022. O CEO da companhia, Carlos Wagner dos Santos, diz que acompanha com interesse a evolução da eletrificação veicular, entendendo que as tendências no setor afetarão de perto a grande maioria de seus clientes. “A eletrificação veio para ficar. Vai ocupar o espaço da combustão”, garante. A Sintel destaca que suas soluções são desenvolvidas para conectar sua organização ao supply chain automotivo, viabilizando processos que promovam maior qualidade e eficiência à operação de sua empresa. A empresa exibe dados expressivos que indicam sua performance no setor automotivo como especialista em tecnologia da informação. Segundo a Sintel, há 60 mil empresas integradas na sua plataforma global de intercâmbio de informação. Sete dos dez maiores fornecedores globais são seus clientes. A Sintel completa este ano 35 anos de experiência no setor automotivo e nada menos de 65% das informações do supply chain automotivo na América do Sul são geridas por ela. (Automotive Business – 14.02.2022)

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3 Volvo Trucks: Aumento da participação no mercado de caminhões elétricos pesados na Europa em 2021

Novas estatísticas mostram que a Volvo Trucks foi líder de mercado para caminhões pesados totalmente elétricos na Europa em 2021, com uma participação de mercado de 42%. Em 2021, a empresa recebeu pedidos, incluindo cartas de intenção de compra, para mais de 1.100 caminhões elétricos em todo o mundo. A indústria internacional de caminhões está passando por uma transformação em direção a um transporte mais sustentável, à medida que as vendas de caminhões elétricos de bateria pesada estão começando a aumentar, com a Europa na liderança. Um número crescente de caminhões pesados totalmente elétricos está agora operando no tráfego comercial. Estatísticas do grupo de análise de mercado IHS Markit mostram que, durante 2021, um total de 346 caminhões elétricos (=16 toneladas) foram registrados na Europa – um aumento de 193% em relação a 2020. A Volvo Trucks tem a maior participação de mercado, com 42%. Os países da Europa com mais caminhões elétricos registrados (=16 toneladas) são Suíça, Noruega, Suécia e Holanda. A meta da empresa é que metade de suas vendas totais de caminhões sejam elétricos até 2030. (Green Car Congress – 17.02.2022)

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4 Nissan: Novos modelos elétricos serão construídos em fábrica no Mississippi

A Fábrica de Montagem de Veículos Canton da Nissan no Mississippi se tornará um centro para a produção de VEs nos EUA, incluindo a marca INFINITI. A empresa está investindo US$ 500 milhões na Nissan Canton para apoiar a produção de dois novos veículos totalmente elétricos. A produção está prevista para começar em 2025. O investimento da Nissan é apoiado por fortes parcerias com governos estaduais, municipais e locais. O anúncio apoia a Nissan Ambition 2030, pedindo 23 modelos eletrificados para as marcas Nissan e Infiniti em todo o mundo, incluindo 15 veículos totalmente elétricos, até 2030. A Nissan estabeleceu a meta de alcançar a neutralidade de carbono em todas as operações globais da empresa e no ciclo de vida de seus produtos até 2050, buscando mais inovações em eletrificação e tecnologia de fabricação. Como parte desse esforço, a Nissan tem como meta que 40% de seu volume de vendas de veículos nos EUA sejam de totalmente elétricos até 2030. (Green Car Congress – 18.02.2022)

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5 Ford: Fábrica de VEs e planos de mercado para a Índia

Poucos meses após anunciar o encerramento da produção de veículos na Índia, a Ford divulgou que considera retomar a manufatura no país asiático com a produção de veículos elétricos. Além disso, a montadora norte-americana também estuda a possibilidade de vender apenas carros elétricos no país. A Ford tem investido bilhões para transformar sua estrutura produtiva para a eletrificação, tudo isso dentro do seu plano de reestruturação global. Trata-se da maior mudança estratégica na história da montadora norte-americana, focada cada vez mais nos carros elétricos. Nesse cenário, a Índia poderia voltar ao jogo dentro de uma nova estratégia, aproveitando suas duas fábricas desativadas para produzir veículos elétricos com vistas, sobretudo, ao mercado externo. No entanto, nada é oficial, e segundo a matéria da Reuters, o assunto está nos bastidores da marca, podendo ser ‘amadurecido’ com o tempo. (Inside EVs – 14.02.2022)

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6 Renault: Potencial criação de divisões de VEs e veículos à combustão interna

A Renault estuda a criação de divisões separadas para carros elétricos e a combustão, uma ideia que outras montadoras estabelecidas resistiram a colocar em prática pelo temor de que pudesse afetar a capacidade de usar os lucros de negócios tradicionais para o financiamento de operações menos poluentes. A montadora francesa registrou lucro anual pela primeira vez em três anos e, em uma apresentação a investidores, descreveu “estudos estratégicos” que incluíam a criação de uma unidade elétrica independente. A operação poderia ter “foco na França” e ser aberta a “múltiplas parcerias”. Já uma unidade separada para motores à combustão e veículos híbridos poderia ser focada em operações fora da França e fazer o mesmo (com relação às parcerias). (Forbes – 18.02.2022)

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7 Fisker: Metas de vendas para 2022

A Fisker realizou ontem uma conferência de investidores em que revelou detalhes importantes sobre suas vendas. Foi informado que a empresa já tem 31 mil reservas de seus dois modelos de carros elétricos, o Ocean e o Pear. A montadora surgiu em 2007, mas se reinventou em 2016 como uma fabricante de carros elétricos adotando um modelo de negócios diferente, em que todas as etapas de produção são terceirizadas, inclusive a montagem. Seu principal modelo, o Ocean, deve começar a chegar aos consumidores no final deste ano, enquanto o Pear está programado para 2024. O CEO Henrik Fisker afirmou estar convicto de que o número de pedidos deve ultrapassar a marca de 50 mil em 2022, colocando definitivamente a empresa entre as maiores do segmento de elétricos. (Automotive Business – 18.02.2022)

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8 Audi-FAW NEV: Nova fábrica de VEs na China

A Audi-FAW NEV Company Ltd., uma empresa fundada conjuntamente pela Audi e seu parceiro FAW, deve iniciar a construção de uma nova fábrica na China para modelos Audi totalmente elétricos usando a Premium Platform Electric (PPE). Em uma área de aproximadamente 150 hectares, uma planta altamente moderna para modelos totalmente elétricos da Audi será construída até o final de 2024. Uma arquitetura de TI completamente nova será implementada para conectar em rede todos os processos do local. O programa ambiental cross-site Mission:Zero define os parâmetros para a sustentabilidade, garantindo que a produção no local de Changchun seja neutra em CO2 e totalmente conectada. A nova fábrica em Changchun será o primeiro local de produção na China onde apenas os modelos totalmente elétricos da Audi passam pela linha. Com sua capacidade anual de mais de 150.000 carros, a fábrica terá um papel central na eletrificação contínua do portfólio de produtos da Audi para o mercado chinês. (Green Car Congress – 17.02.2022)

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9 Luxhsare/Chery: Joint Venture visando a construção de VEs

A fornecedora chinesa de componentes eletrônicos Luxshare Precision Industry, que monta fones de ouvido AirPods para a Apple, está formando uma joint venture para desenvolver e fabricar veículos elétricos para outras empresas com o grupo Chery. A Luxshare terá uma participação de 30% na nova empresa, com o restante sendo de propriedade da Chery Automobile, unidade de veículos elétricos Chery New Energy, sob planos recentemente anunciados. O empreendimento deve ser estabelecido nos próximos três meses com uma capitalização de cerca de 1,7 bilhão de yuans (US$ 267 milhões). Seus veículos não ostentarão a marca da Luxshare. (Valor Econômico – 15.02.2022)

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10 BorgWarner completa aquisição da Akasol AG com foco em eletrificação

A BorgWarner completou a aquisição da Akasol AG, fabricante alemão de baterias para veículos elétricos. A fusão tem como objetivo fortalecer as capacidades de eletrificação industrial e de veículos comerciais da fabricante de componentes e sistemas automotivos, e também capitalizar a companhia para um crescimento rápido do mercado de sistemas de baterias. “A Akasol é uma excelente adequação estratégica, pois a BorgWarner busca continuar a expansão do seu portfólio de eletrificação e capitalizar a profunda mudança da indústria em direção à eletrificação”, disse Frédéric Lissalde, presidente e CEO da BorgWarner. A Akasol representa de 20% a 25% das vendas subjacentes ao Projeto Charging Forward, respondendo por aproximadamenre US$ 600 milhões em receita esperada de veículos elétricos até 2025. O Project Charging Forward foi anunciado em março de 2021 e tem como meta aumentar a receita da BorgWarner com veículos elétricos para cerca 45% da receita total até 2030. (Automotive Business – 15.02.2022)

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11 Porsche/Iberdrola: Primeiro eletroposto de carregamento rápido

Como parte de sua cooperação com a Porsche, a fornecedora de energia espanhola Iberdrola instalou o que afirma ser o maior eletroposto de carregamento ultrarrápido para carros elétricos no sul da Europa. Ele fica na autoestrada A70 em Elche, Alicante, e trata-se de um dos 35 eletropostos planejados pela parceria. A infraestrutura oferece quatro pontos de carregamento com até 400 kW e doze pontos de carregamento com capacidade até 200 kW, divididos em cada sentido de autoestrada. A Iberdrola reivindica uma potência nominal de 4 MW. A estação de Elche oferece, assim, espaço para carregar 16 veículos simultaneamente e recarregar uma bateria de carro elétrico em menos de cinco minutos. (Electrive – 17.02.2022)

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Meio Ambiente

1 ESG: Grupo UrbMidia investe em estações de recarga de VEs no Nordeste

Pensando nas necessidades e na experiência geral dos condutores de carros elétricos, o Grupo UrbMidia anuncia o seu mais novo projeto: a UrbEletric, empresa que oferece soluções de abastecimento para veículos elétricos em locais como condomínios, hotéis, shoppings, edifícios comerciais, entre outros. Além da instalação de infraestruturas de carregamento e comercialização avulsa de carregadores elétricos, a UrbEletric também levará para Fortaleza um empreendimento inédito: a estação de eletroabastecimento premium UrbEletric by Tupinambá. A Estação UrbEletric by Tupinambá possui um design ergonômico único que alia o carregador elétrico a uma tela interativa de 55 polegadas Digital Out Of Home (DOOH), que é o ponto central do mobiliário. Uma estação personalizável que pode ser instalada em espaços premium comerciais, corporativos e residenciais. Para que isso fosse possível, o Grupo UrbMidia se aliou à Tupinambá Energia. Fundada em 2019, ela é a primeira startup de infraestrutura de eletroabastecimento do Brasil. Recentemente, a startup recebeu um aporte de R$10 milhões da Raízen, joint venture nacional entre Shell e Cosan, juntamente com a Plataforma Capital, com o objetivo de ampliar os investimentos em energia sustentável. (GC Mais – 15.02.2022)

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2 ESG: Danone adota caminhões elétricos em frota logística

Mais uma empresa no Brasil, comprometida com a neutralidade das emissões de carbono e com o combate às mudanças climáticas, decidiu adotar medidas para contribuir com a descarbonização. A Danone Brasil anunciou que vai implementar o uso de caminhões elétricos em sua frota logística. A iniciativa será aplicada no centro de distribuição de Guarulhos (destinado a produtos refrigerados) e Jundiaí (destinado a produtos líquidos). “Os caminhões atenderão a região metropolitana da capital paulista, possibilitando uma entrega mais sustentável, com zero emissão de poluentes, e realização de entregas em horários alternativos, como à noite, devido ao baixo ruído dos veículos”, disse o diretor de Supply Chain da Danone, Maurício Rios, à redação do E-Commerce Brasil. Além do impacto ambiental, o transporte em caminhões elétricos traz benefícios como a economia por quilômetro rodado – quase três vezes menor em comparação com um veículo à combustão – e a redução de ruídos, que possibilita a realização de entregas noturnas. (E-Commerce Brasil – 21.02.2022)

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3 ESG: Bancos investem no compartilhamento de VEs

Nos últimos anos, a mobilidade urbana brasileira passou por uma revolução. A chegada de aplicativos de transporte e de serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricas mudou a paisagem das cidades, facilitou o jeito de se locomover e abriu novas frentes de negócios. Nesse cenário de mudanças, grandes bancos estão assumindo o papel de oferecer soluções alinhadas às demandas da sociedade. Dessa vez, a transformação será movida a eletricidade. No fim de janeiro, o Santander lançou um serviço de aluguel de scooters elétricas que poderão ser emprestadas por hora mediante o pagamento de uma taxa de 5,90 reais pelos primeiros dez minutos e mais 5 centavos de real por minuto adicional. Por enquanto, a frota conta com cinquenta scooters espalhadas por São Paulo, mas o projeto será ampliado em breve. No Itaú, maior banco privado da América Latina, a iniciativa mais conhecida é o aluguel de bicicletas. O próximo passo será mais ambicioso: um programa de compartilhamento de carros elétricos em que o motorista retira o veículo em uma estação, destrava as portas do automóvel com ajuda de um aplicativo e devolve o veículo em outro local. Chamado de Vec Itaú, o programa está sendo testado por 800 funcionários do banco e logo depois será colocado no mercado. (Revista Veja – 18.02.2022)

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4 Redwood Materials: Novo programa de reciclagem de baterias envolve montadoras

A Redwood Materials, criada pelo co-fundador da Tesla J.B. Straubel, lançou um programa de reciclagem de baterias de veículos elétricos e híbridos na Califórnia. A Ford e a Volvo Cars são as primeiras fabricantes de automóveis a apoiar o programa com suas baterias. A Redwood também está convidando outras fabricantes a aderirem ao programa. Com o projeto, a Redwood e seus parceiros agora querem criar as estruturas e caminhos necessários para a reciclagem de baterias antes que “a primeira grande onda de veículos elétricos em fim de vida” tenha que ser reciclada em alguns anos, como é previsto. No âmbito do programa, a Redwood Materials recolherá as baterias usadas das duas montadoras para posterior reciclagem. Todas as baterias de íon-lítio e níquel-hidreto metálico serão aceitas, disse a empresa. (Electrive – 18.02.2022)

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Eventos e Estudos

1 PNME: Resultados e desafios da Plataforma Nacional de Mobilidade elétrica

A eletromobilidade ainda engatinha no Brasil, mas nos últimos dois anos acelerou e está ganhando tração, ainda que com volumes baixos. O mercado de veículos eletrificados mal alcança 2% das vendas, chegando perto de 30 mil unidades de elétricos e híbridos vendidos este ano, mas já representa expansão de 40% sobre 2020, com iniciativas de produção no país de carros, caminhões, ônibus e até a montagem de módulos de baterias. Para coordenar esse movimento crescente, há quase dois anos foi criada a Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), que agrega representantes de mais de 30 instituições incluindo órgãos governamentais, agências, indústria, academia e sociedade civil, com o objetivo de estudar e propor caminhos para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. Para acessar a matéria completa e assistir a gravação do webinário, clique aqui. (PNME – 16.02.2022)

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2 VE Latino-Americano e Dia da Mobilidade Elétrica anunciam datas para 2022

O Dia da Mobilidade Elétrica acontecerá em maio, mês de prevenção dos acidentes de trânsito. Já o VE Latino-Americano, ocorrerá de 1º a 3 de setembro no Expo Center Norte em São Paulo, SP. Em função do bom resultado alcançado as expectativas para 2022 são altas é o que afirma Ricardo Guggisberg, “o mercada da eletromobilidade continua em ascensão. Aliás, esse é um caminho sem volta. O consumidor já descobriu todos os benefícios da eletrificação”. (Mecânica Online – 15.02.2022)

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3 Itaú: Mais de 60% dos brasileiros têm interesse em adquirir um VE

Quase dois em cada três brasileiros pretendem comprar um carro elétrico no futuro, segundo pesquisa encomendada pelo Itaú Unibanco. Segundo o levantamento feito com mais de 100 mil clientes em janeiro, 62% deles mostraram interesse em comprar um veículo eletrificado. A margem de erro da pesquisa é de 5 pontos percentuais. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) citados pelo banco, em janeiro houve o emplacamento de cerca de 2.5 mil carros movidos a eletricidade no país, alta de 93% sobre um ano antes. Atualmente, a frota de carros e comerciais leves elétricos no país é de quase 80 mil veículos. Apesar do alto custo, mais de 150 mil reais, os carros elétricos e híbridos continuaram ganhando espaço em janeiro, segundo os dados da associação de montadoras Anfavea divulgados neste mês. (CNN Brasil – 18.02.2022)

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4 GreenV Academy: Formação de profissionais para o mundo dos VEs

A GreenV pretende ajudar quem deseja trabalhar com carros elétricos ou simplesmente gostaria de saber mais sobre eletrificação veicular. A empresa prepara o lançamento da GreenV Academy, primeiro centro de ensino online dedicado ao estudo e treinamento de profissionais interessados em aprender mais sobre a eletrificação de veículos. “Estamos desbravando um mundo novo nos setores automotivo e de energia, e hoje temos desde profissionais que já conhecem o setor até outros que não têm ideia do que está acontecendo. Nosso objetivo é fomentar o mercado por meio da formação de profissionais capazes de trabalhar no processo de eletrificação da indústria automotiva”, conta Junior Miranda, CEO da GreenV. A grade curricular prevê 17 cursos de formação, sendo um deles totalmente gratuito. Os temas vão desde a introdução à mobilidade elétrica (incluindo conceitos básicos, como tipo de veículos elétricos, tempo de recarga, plugues e tomadas para carregamento e tipos de aplicação), passando por treinamento e qualificação de pessoal de vendas até um curso dedicado à indústria. (Automotive Business – 16.02.2022)

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5 Liga Ventures: Mobilidade elétrica atrai investimentos e impulsiona startups de energia no Brasil

O setor de Mobilidade Elétrica vem atraindo cada vez mais a atenção de investidores e empresas especializadas. Somente nas primeiras semanas do ano, companhias como Raízen e Vibra Energia realizaram aportes em startups com foco em energia sustentável, as energy techs. No início de fevereiro, a Vibra aportou R$ 5 milhões na Easy Volt que opera em nove estados, atendendo veículos de passeio e frotas corporativas. Em sua rede de postos de recarga, os clientes podem conectar os equipamentos com um aplicativo móvel. Davi Bertoncello, que também é diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), lembra que, para o setor de infraestrutura de recarga veicular, o ano de 2021 foi um período de afirmação. “Em janeiro, a estrutura de recarga veicular pública e mista nacional não era maior do que 350 pontos por todo o país. O ano terminou com 1 mil pontos espalhados por todas as regiões. Para 2022, a perspectiva de crescimento continua a todo o vapor e a malha de recarga deve triplicar novamente nos próximos 12 meses”, explica. O segmento de VEs também tem impulsionando o ecossistema das autotechs, startups especializadas em tecnologia para mobilidade. De acordo com o Mapa das Auto Techs, da Liga Ventures, existem mais de 300 startups no Brasil com soluções para mobilidade. Guilherme Massa, cofundador da Liga Ventures, explica que a digitalização e demandas urgentes no uso de dados vêm contribuindo para o crescimento dessa nova indústria. (Forbes – 15.02.2022)

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6 Juniper Research: Oportunidades e desafios da infraestrutura de recarga até 2026

Um estudo da Juniper Research descobriu que os gastos com carregamento de veículos elétricos em casa excederão US$ 16 bilhões globalmente em 2026. Em 2021, este mesmo gasto foi de US$ 3,4 bilhões. Esse rápido crescimento superior a 390% em cinco anos está sendo impulsionado pelo menor custo e conveniência do carregamento doméstico de VEs, em vez da utilização de redes públicas de carregamento caras e frequentemente inconvenientes. A falta de acesso ao carregamento em casa para os residentes urbanos é um problema importante, mas dado que os veículos são atualmente de alto custo, a probabilidade é de que os usuários tenham acesso a estacionamento na rua. A nova pesquisa, intitulada “EV Charging: Key Opportunities, Challenges & Market Forecasts 2021-2026”, descobriu que até 2026, mais de 21 milhões de residências em todo o mundo carregarão os veículos usando uma wallbox (em inglês) doméstica, contra apenas 2 milhões em 2021. Isso reflete que, enquanto as redes públicas de carregamento estão crescendo rapidamente em termos de acesso, as wallboxes domésticas terão um crescimento muito forte nos próximos 5 anos. Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui. (iPNews – 14.02.2022)

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7 EDP: Recorde no número de recargas em 2021

A EDP anunciou que 2021 foi o ano com maior crescimento na utilização da rede pública de carregamento operada pela empresa global de energia. Foram realizados em Portugal mais de 178 mil carregamentos, 300% a mais do que o que tinha sido registado no ano anterior. Estes carregadores encontram-se instalados em mais de 120 municípios. Nestes carregamentos, os veículos foram abastecidos com mais de 2 GWh energia elétrica, quatro vezes mais do que em 2020 e o necessário para percorrer 15 milhões de quilômetros sem utilizar combustíveis fósseis. Segundo comunicado, a EDP reforçou seu compromisso com o desenvolvimento da mobilidade elétrica em Portugal e Espanha, tendo aumentado significativamente o número de soluções disponíveis na rede pública. Em Portugal, a empresa chegou aos mais de 1.100 pontos contratados, cerca de 400 a mais do que no ano anterior, e na Espanha a rede cresceu para 478 pontos contratados. Na rede ibérica da empresa, foram feitos carregamentos de quase 3GWh, suficientes para percorrer mais de 18 milhões de quilômetros com eletricidade. Evitou-se a emissão de mais de 2 milhões de toneladas de CO2 pelos utilizadores de veículos elétricos em Portugal e Espanha. No Brasil, onde a EDP também desenvolve soluções de mobilidade elétrica, foram registados mais de 7.500 carregamentos, com um consumo de 121 MWh, um aumento de 142% em relação ao ano anterior. (Inside EVs – 13.02.2022)

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8 Nature: Veículo de célula de hidrogênio tem um terço da eficiência do elétrico a bateria

Um novo estudo publicado na revista científica Nature indica sérias dúvidas a viabilidade dos carros elétricos a célula de combustível. Os veículos movidos a célula de combustível atualmente competem com os VEs a bateria. Alguns fabricantes (não muitos) apostam no potencial do hidrogênio porque tem duas vantagens: peso e facilidade de abastecer. O hidrogênio é um material físico e se abastece como a gasolina, em segundos. Dependendo de como é produzido, não emite gases-estufa (ainda que a maior parte em circulação hoje derive do processo do petróleo). De todo modo, segundo o estudo, é “improvável que a tecnologia do hidrogênio desempenhe um papel importante no transporte rodoviário sustentável”. A eletricidade e o hidrogênio, conforme aponta o estudo, são os dois principais atores em energia para um futuro de baixo carbono. O hidrogênio, importante dizer, é e continuará sendo vital na indústria, na navegação e nos combustíveis sintéticos de aviação. Mas para as necessidades do transporte rodoviário, os veículos elétricos a bateria, tanto no transporte de passageiros quanto no de carga, merecem mais foco. Para acessar o estudo, clique aqui. (Olhar Digital – 16.02.2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: João Pedro Gomes, Leonardo Gonçalves e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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