IFE.H2 70

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 70 – publicado em 22 de fevereiro de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Hidrogênio – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 70 – 22 de fevereiro de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
Canadá-Alemanha: Azolla Hydrogen é aceitada no Canadian Technology Accelerator
2 Estados Unidos: DOE estabelece iniciativas de hidrogênio dentro da Lei de Infraestrutura Bipartidária
3 Estados Unidos: Senadores discutem hidrogênio limpo em comitê de energia
4 Reino Unido: GBEB financia empresa com foco na transição energética com hidrogênio
5 Reino Unido-Escócia: Países fazem acordo milionário para desenvolver portos francos com hidrogênio

Produção
1 Brasil: Cactus Energia assina MoU com Governo do Ceará para construir planta de H2V em Pecém
2 Canadá: Projeto de hidrogênio de baixo carbono de 2.500 toneladas anuais
3 Espanha: Empresas concluem estudo de pré-viabilidade para desenvolver planta de 9,5 GW
4 Holanda: RWE e Neptune pretendem desenvolver planta de hidrogênio verde de 300 a 350 MW
5 Paquistão: Oracle Power e PowerChina pretendem produzir H2V a um custo abaixo de US $ 2/ Kg
6 Paraguai: Itaipu vai fornecer 50% da sua produção de energia para produzir hidrogênio verde
7 Rússia: Petrofac avalia potencial eólico de 3GW para produzir hidrogênio na Ilha de Sakhalin

Armazenamento e Transporte
1 EUA: Novo processo de desidrogenação para melhorar o armazenamento de hidrogênio
2 Noruega: Solução de armazenamento de hidrogênio em desenvolvimento para veículos com célula a combustível

Uso Final
1 Alemanha: Rheinmetall fornecerá componentes de células a combustível de hidrogênio mais eficientes
2 EUA/Canadá: SuperTurbo, Linamar cooperam em motor de turboalimentação
3 EUA: Nova iniciativa integrar tecnologias de hidrogênio ao aquecimento urbano
4 Noruega/Suíça: Empresas fazem parceria para descarbonizar a logística marítima com hidrogênio

5 Reino Unido: O primeiro forno a hidrogênio baseado estará operacional em 2023
6 Suíça: Destinus conclui rodada inicial para desenvolver e testar voos supersônicos movidos a hidrogênio

Tecnologia e Inovação
1 EUA: Inovação em eletrolisador para produção de hidrogênio verde
2 Índia: Novo método energeticamente eficiente para produção de hidrogênio

Eventos
1 H2-Brasil: 1º Congresso Brasileiro de Hidrogênio
2 Oportunidades e desafios no ambiente empresarial ligado à cadeia do hidrogênio no Brasil e como o reino Unido pode contribuir
3 Webinar: “Hidrogênio e os setores de difícil descarbonização”
4 Fórum: “Hydrogen Power Unit’

5 Webinar: “Green Steem: Utilizing Hydrogen Firing of Packaged Boilers”
6 Webinar: “Shades of green (hydrogen)”

Artigos e Estudos
1 Avaliando a aceitação social de tecnologias-chave para a transição energética alemã
2 Degradação acelerada para eletrolisadores de óxido sólido: análise e previsão de desempenho para ambientes operacionais variados
3 Ready4H lança novo relatório: “Europe’s Local Hydrogen Networks”
4 Revisão e perspectivas sobre o desenvolvimento internacional de energia renovável, incluindo hidrogênio

5 Uma revisão abrangente sobre as tendências atuais, desafios e perspectivas futuras para a mobilidade sustentável



 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 Canadá-Alemanha: Azolla Hydrogen é aceitada no Canadian Technology Accelerator

A Azolla Hydrogen foi aceita no Canadian Technology Accelerator, programa do governo alemão que tem o objetivo de expandir o setor canadense de hidrogênio na Alemanha, com soluções inovadoras. O programa de seis meses oferece suporte personalizado às empresas, incluindo indústria e cultura locais, sessões de suporte a campanhas de marketing, pitching virtual, matchmaking business-to-business e um estande da empresa para mostrar a tecnologia na H2Expo em Hanôver. A Azolla Hydrogen, start-up sediada em Alberta – Canadá, procurará escalar sua tecnologia inovadora para gerar hidrogênio de baixo carbono, sem depender da energia da rede para eletrólise ou de combustíveis fósseis para os pequenos reatores modulares. Jared Sayers, presidente e CEO da Azolla Hydrogen, disse: “Estamos honrados por termos sido selecionados para representar o futuro da indústria canadense de tecnologia de hidrogênio na Alemanha. Estamos ansiosos para obter uma compreensão mais profunda das necessidades e desejos do mercado alemão para que possamos oferecer soluções inovadoras”. (Azolla Hydrogen – 14.02.2022)

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2 Estados Unidos: DOE estabelece iniciativas de hidrogênio dentro da Lei de Infraestrutura Bipartidária

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciou, no dia 15 de fevereiro, duas Solicitações de Informações (RFI) para coletar feedbacks das partes interessadas sobre a implementação e o design do Centro Regional de Hidrogênio. O centro é uma iniciativa da Lei Bipartidária de Infraestrutura e os Programas de Eletrólise e Fabricação e Reciclagem de Hidrogênio Limpo. A solicitação ajudará a acelerar o progresso, reduzir o custo da tecnologia e aumentar o uso do hidrogênio como transportador de energia limpa. O hidrogênio limpo é crucial para a estratégia do DOE de alcançar a meta do presidente Biden, de uma rede elétrica 100% limpa até 2035 e emissões líquidas de carbono zero até 2050. Segundo a secretária de Energia dos EUA, Jennifer M. Granholm, “O hidrogênio limpo é a chave para limpar a o setor industrial americano e reduzir as emissões em produtos intensivos em carbono, como aço e cimento, ao mesmo tempo em que cria empregos bem remunerados para os trabalhadores americanos”. Os investimentos em tecnologia de hidrogênio da Lei de Infraestrutura Bipartidária são componentes importante no plano do presidente Biden de descarbonizar o setor industrial, que responde por um terço das emissões domésticas de carbono. (DOE – 15.02.2022)

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3 Estados Unidos: Senadores discutem hidrogênio limpo em comitê de energia

O senador dos EUA Joe Manchin discutiu o impacto positivo que o hidrogênio limpo pode ter na economia doméstica, ao mesmo tempo em que apoia o crescente setor verde no país. O presidente do Comitê de Energia e Recursos Naturais enfatizou a importância do hidrogênio limpo para os esforços de descarbonização da América e destacou os níveis históricos de financiamento incluídos na Lei Bipartidária de Investimento e Empregos em Infraestrutura para acelerar sua implantação. O líder também destacou a importância da adequação da Virgínia Ocidental, uma vez que a mesma possui suprimentos abundantes de recursos naturais, infraestrutura e setores econômicos estabelecidos, necessários para produzir, transportar e usar hidrogênio limpo. Falando sobre isso, Manchin disse: “O hidrogênio limpo é um combustível revolucionário que podemos produzir aqui em nossa casa, a partir de nossos abundantes recursos e usá-lo para descarbonizar diferentes setores da economia, apoiando nossa independência energética”. (Shelley Moore Capito – 16.02.2022)

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4 Reino Unido: GBEB financia empresa com foco na transição energética com hidrogênio

Um pacote financeiro foi concedido a Greater Brighton, no Reino Unido, a fim de iniciar os planos para uma economia de hidrogênio de baixo carbono na região. Revelado no dia 14 de fevereiro, o fundo de £ 25.000 foi dado ao Hydrogen Sussex pelo Greater Brighton Economic Board (GBEB) como parte de um novo plano que visa reduzir a pegada de carbono de Brighton, apoiar a introdução de soluções de hidrogênio e tornar-se neutro em carbono até 2030. O conselho, composto por sete representantes, o qual participam empresas e universidades, pretende liderar o caminho para a mudança para energia mais limpa e renovável e estabelecer bases para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono próspera. O trabalho da Hydrogen Sussex está centrado na criação de uma indústria de hidrogênio que poderia eventualmente sustentar mais de 9.000 empregos e atrair £ 4 bilhões (US$ 5,41 bilhões) em investimentos privados para o Reino Unido. (Greater Brighton – 14.02.2022)

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5 Reino Unido-Escócia: Países fazem acordo milionário para desenvolver portos francos com hidrogênio

Os governos do Reino Unido e da Escócia divulgaram um novo acordo para estabelecer dois portos livres verdes, com um investimento de £ 52 milhões (US $ 70 milhões). A Escócia, que deverá abriga-los, possui um potencial significativo de energia renovável. Com a abundância de parques eólicos offshore e onshore desenvolvidos atualmente, o país poderá contar com projetos de produção de hidrogênio verde acoplados aos projetos de geração de energia. Por exemplo, o Scottish Cluster pretende instalar uma capacidade de 3,7 GW a partir de parques eólicos que irão dar suporte a produção de hidrogênio, até meados de 2030. Ao introduzir portos francos verdes no país, a Escócia fornece uma base para integrar tecnologias de hidrogênio também para uso marítimo, além de criar oferta e demanda para o transportador de energia limpa. Os portos francos verdes terão metas de zero emissões no centro, pois os licitantes em potencial terão que se comprometer a atingir a meta até 2045. (Offshore Energy – 14.02.2022)

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Produção

1 Brasil: Cactus Energia assina MoU com Governo do Ceará para construir planta de H2V em Pecém

A Cactus Energia Verde e o Governo do Ceará assinaram um Memorando de Entendimento (MoU), com o intuito de desenvolver uma planta de hidrogênio no Complexo de Pecém. A planta vai produzir hidrogênio verde (H2V) a partir de energia eólica offshore e solar que devem oferecer 3,6 GW de energia combinada. Segundo o memorando assinado, a planta irá se localizar em Camocim e o parque solar terá como matriz o Parque Fotovoltaico Uruquê. Com tamanha eletricidade dedicada à planta, uma quantia de 10.500 toneladas de hidrogênio será produzida por mês. Vale salientar que serão investidos 5 milhões de euros neste projeto e espera-se que a planta entre em operação no início de 2023. O projeto deverá gerar 5.000 empregos diretos durante sua construção e manutenção e 600 postos de trabalho em sua fase de operação. (Pecém – 07.02.2022)

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2 Canadá: Projeto de hidrogênio de baixo carbono de 2.500 toneladas anuais

Um memorando de entendimento (MoU) foi assinado no dia 11 de fevereiro entre 3 empresas: Hazer Group, Suncor Energy e FortisBC Energy. O acordo prevê um projeto de hidrogênio de baixo carbono com produção de 2.500 toneladas por ano no Canadá. Para prosseguir, um estudo de viabilidade será o próximo passo da ação seguido pela obtenção de acordos de financiamento e celebração de acordos vinculativos, necessários para estabelecer o consórcio do projeto. O projeto utilizará a tecnologia Hazer, enquanto a Ford SBC fornecerá a matéria-prima, o gás natural necessário para gerar o hidrogênio. Uma vez que a planta tenha sido desenvolvida e esteja em operação, a Suncor se encarregará de administrar a instalação no dia a dia, com a expectativa de que isso seja viável em 2025. Além disso, a Suncor e a FortisBC terão acesso exclusivo à tecnologia Hazer para desenvolvimento e implantação adicionais no Canadá e Colorado nos EUA por meio de um acordo de acesso à tecnologia. (Hazer Group – 11.02.2022)

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3 Espanha: Empresas concluem estudo de pré-viabilidade para desenvolver planta de 9,5 GW

Enagás, ArcelorMitall, Fertiberia e DH2 Energy estão desenvolvendo uma planta de hidrogênio verde (H2V) em Astúrias, na Espanha. Atualmente o projeto encontra-se em fase avançada para dar início a construção da planta, a qual um estudo de pré-viabilidade foi desenvolvido. A planta contará com uma capacidade de produção de 9,5 GW e estará operacional com toda esta capacidade no ano de 2030. Entretanto, na sua fase inicial a planta contará com uma menor capacidade de produção no ano de 2025. Em termos de uso final, o hidrogênio será utilizado para produção de aço verde, amônia verde, fertilizantes e outros produtos industriais e energéticos de baixo carbono. (Enagás – 07.02.2022)

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4 Holanda: RWE e Neptune pretendem desenvolver planta de hidrogênio verde de 300 a 350 MW

A RWE, empresa de energia renovável, em conjunto com a Neptune Energy, uma empresa que atua no setor de gás, pretendem desenvolver um projeto denominado “H2opZee”, uma usina de hidrogênio no Mar do Norte, na Holanda. A planta contará com um eletrolisador entre 300 a 350 MW de capacidade e será alimentado por energia eólica offshore para produzir o hidrogênio verde (H2V). Espera-se que a planta comece a produzir o hidrogênio antes de 2030, e, após essa etapa, o gás será destinado ao uso local por meio de uma tubulação existente e já adequada para hidrogênio verde. (Neptune – 15.02.2022)

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5 Paquistão: Oracle Power e PowerChina pretendem produzir H2V a um custo abaixo de US $ 2/ Kg

A Oracle Power e a PowerChina International Group se uniram para desenvolver um projeto de construção de uma usina de hidrogênio no Paquistão. A usina produzirá 150.000 kg de hidrogênio verde (H2V) por dia e contará com uma capacidade de produção de 400 MW. No que concerne ao uso final, o gás será utilizado em diversos setores, sobretudo na produção de aço e fertilizantes, veículos leves, veículos pesados e aviação. Por fim, é importante salientar que o projeto pretende produzir o H2V abaixo de US $ 2 por quilo, um preço muito abaixo do que foi proposto em diversos países. Este preço torna o custo do hidrogênio competitivo quando se compara a combustíveis fósseis. (Oracle Power – 10.02.2022)

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6 Paraguai: Itaipu vai fornecer 50% da sua produção de energia para produzir hidrogênio verde

A NeoGreen Hydrogen, uma empresa que atua de acordo com a transição energética, sobretudo na produção de hidrogênio verde (H2V), está desenvolvendo uma pesquisa de viabilidade tecno-econômica para produção de hidrogênio no Paraguai. A planta será alimentada por energia hidrelétrica, proveniente da usina de Itaipu. Inicialmente, a Neogreen Hydrogen executará um projeto piloto de dois anos para levar hidrogênio verde às indústrias locais. Esta primeira fase inclui a assinatura de um contrato de fornecimento de energia elétrica com a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) para fornecer no máximo 50 megawatts durante o piloto e depende da conclusão de um estudo de viabilidade. Vários acordos já foram assinados não apenas para apoiar o desenvolvimento deste projeto, mas também para criar oferta e demanda de tecnologias de H2 em todo o Paraguai. O hidrogênio é um elemento oportuno para viabilizar a descarbonização da matriz energética do Paraguai e este projeto será fundamental na construção do mercado do gás no país. (H2 View – 15.02.2022)

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7 Rússia: Petrofac avalia potencial eólico de 3GW para produzir hidrogênio na Ilha de Sakhalin

A empresa Petrofac está avaliando o desenvolvimento de um parque eólico para produção de hidrogênio na Ilha de Sakhalin, na Rússia. Com planos de atingir inicialmente uma escala de 100 MW, que poderia produzir 17.000 toneladas métricas de hidrogênio anualmente, a Petrofac já manifesta interesse de escalar até 3GW. O trabalho é o resultado de um contrato-quadro de consultoria de três anos, concedido pela H4 Energy, que abrange o trabalho da fase inicial de engenharia para o site. Além do próprio local, a Petrofac também está avaliando a utilização de transportadores de hidrogênio, opções de exportação, dimensionamento de turbinas, sistemas elétricos e análise de riscos, caracterizando um hub na ilha. (Petrofac – 09.12.2021)

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Armazenamento e Transporte

1 EUA: Novo processo de desidrogenação para melhorar o armazenamento de hidrogênio

O Laboratório Ames do Departamento de Energia dos EUA lançou um novo catalisador baseado em nitrogênio e carbono para extrair hidrogênio de materiais de armazenamento de hidrogênio em temperaturas amenas e sob condições atmosféricas normais. Essa “descoberta” aliviaria os problemas atuais com o armazenamento de produtos químicos e, em particular, a desidrogenação, disse a equipe liderada pelos cientistas Long Qi e Wenyu Huan. “A chave para sua eficiência é a estrutura do nitrogênio. A atividade catalítica pode ocorrer à temperatura ambiente devido aos bem espaçados nitrogênios, em uma estrutura de grafite, que foram formados durante o processo de carbonização. Estas estruturas de nitrogênio catalisam a clivagem das ligações carbono-hidrogênio (C-H) em LOHCs e facilitam a dessorção de moléculas de hidrogênio”, escreveu o Laboratório Ames na quinta-feira. O artigo relacionado foi publicado em 28 de janeiro no Science Advances. Para ler o artigo clique aqui. (Ames Laboratory – 10.02.2022)

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2 Noruega: Solução de armazenamento de hidrogênio em desenvolvimento para veículos com célula a combustível

A BMW AG, a Robert Bosch GmbH, a TesTneT Engineering GmbH e a Hexagon Purus estão trabalhando juntas em um projeto de pesquisa e desenvolvimento. O projeto chamado FlatHyStor – “Design funcional e teste de um sistema inovador de tanque de hidrogênio” – com um orçamento total de € 6 milhões foi financiado pelo Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Energia (BMWi) alemão. O projeto tem como objetivo desenvolver uma solução avançada de sistema de armazenamento de hidrogênio, com o aproveitamento do espaço plano das carrocerias de veículos leves, que normalmente são destinados à integração dos módulos de bateria em Veículos Elétricos a Bateria (BEVs). Os primeiros protótipos dos sistemas de armazenamento de alta pressão de 700 bar devem ser entregues até o final de 2022. (Hexagon Purus – 03.02.2022)

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Uso Final

1 Alemanha: Rheinmetall fornecerá componentes de células a combustível de hidrogênio mais eficientes

A Rheinmetall fornecerá componentes cruciais no desenvolvimento da tecnologia de célula a combustível, como a versão em alta tensão do soprador de recirculação de hidrogênio, para os principais fabricantes do setor. O pedido marca, com sucesso, a estratégia de hidrogênio do grupo e amplia o seu papel no ecossistema de hidrogênio. De acordo com a empresa, o soprador de recirculação permite maior eficiência e maior vida útil da célula a combustível. Pedidos adicionais de dois fabricantes de células a combustível, com mais de 300.000 válvulas catódicas impulsionarão a crescente capacidade de fabricação de células de combustível da empresa. (Rheinmetall – 10.02.2022)

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2 EUA/Canadá: SuperTurbo, Linamar cooperam em motor de turboalimentação

A SuperTurbo Technologies Inc. e a Linamar Corporation concordaram em trazer o SuperTurbo™, uma tecnologia revolucionária, para o mercado. A SuperTurbo produzirá protótipos para testes de durabilidade, com a intenção de reduzir significativamente as emissões nocivas dos motores de combustão interna a hidrogênio, diesel e gás natural. Isso resultará em elevados níveis de produtividade e menor custo total de propriedade para o mercado de veículos comerciais rodoviários e fora de estrada. A McLaren Engineering, uma divisão da Linamar, produzirá as unidades protótipo para os testes de durabilidade. O SuperTurbo é um turbocompressor acionado mecanicamente que alimenta motores de combustão interna de 7,5 L a 16 L para aplicações comerciais. A SuperTurbo também completou sua colaboração com a AVL List GmbH para investigar as possibilidades de redução de emissões de carbono com um motor de combustão interna de hidrogênio (H2ICE). (SuperTurbo – 09.02.2022)

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3 EUA: Nova iniciativa integrar tecnologias de hidrogênio ao aquecimento urbano

A Jericho Energy Ventures revelou uma nova iniciativa, através de sua subsidiária Hydrogen Technologies (HT), com o objetivo de integrar tecnologias de hidrogênio para descarbonizar o District Heat. A iniciativa visa utilizar uma inovadora caldeira a hidrogênio com emissão zero. A caldeira apresenta uma nova oportunidade para o mercado de hidrogênio, podendo descarbonizar um setor importante nos EUA e também oferece a chance de empregar as tecnologias de hidrogênio em novos setores. A solução para o District Heat da HT traz uma excelente oportunidade, uma vez que foi anunciado um financiamento do Departamento de Energia dos EUA (DOE) para projetos pilotos de dois anos, no valor de US$ 7,5 milhões, com o objetivo de reduzir as emissões de carbono e melhorar a eficiência dos sistemas de aquecimento. (Jericho Energy Ventures – 15.02.2022)

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4 Noruega/Suíça: Empresas fazem parceria para descarbonizar a logística marítima com hidrogênio

O setor de logística marítima continuará a ser descarbonizado na Noruega através do uso de hidrogênio e amônia como parte de um acordo entre a Aker Clean Hydrogen e a Kuehne+Nagel, divulgado no dia 11 de fevereiro. Como forma das operações os primeiros navios entrarão em serviço e serão capazes de operar com combustíveis alternativos em 2024. A Aker irá garantir o fornecimento de combustíveis verdes, como o hidrogênio, para alimentar os navios. A parceria também permitirá o dimensionamento de navios de emissão zero em todo o mundo, fornecendo uma plataforma para exibir as capacidades das tecnologias de hidrogênio aplicadas ao transporte. A Aker e a Kuehne+Nagel já estão em discussões avançadas com proprietários de navios porta-contêineres que compartilham a mesma ambição, o transporte livre de combustíveis fósseis, e que desejam converter seus motores em hidrogênio, amônia e metanol. Arne Faaberg, diretor administrativo da Kuehne+Nagel Norway, disse: “O conceito de equilíbrio de massa é crucial na transição dos combustíveis fósseis para combustíveis verdes, como hidrogênio e amônia. (Aker Clean Hydrogen – 11.02.2022)

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5 Reino Unido: O primeiro forno a hidrogênio baseado estará operacional em 2023

A Essar Oil UK desenvolverá o que diz ser o primeiro forno a hidrogênio, que foi baseado em um equipamento de uma refinaria do Reino Unido. O projeto recebeu investimento de US $ 61 milhões. A empresa de energia confirmou que o forno será instalado este ano (2022) e estará totalmente operacional a partir de 2023. A partir de 2026, o local será totalmente abastecido por hidrogênio produzido em Stanlow como parte do cluster de descarbonização HyNet North West. Com planos de desenvolver os fornos a hidrogênio e seu envolvimento no cluster de descarbonização, a Essar espera se tornar a primeira refinaria de baixo carbono do Reino Unido. A empresa estará contribuindo enormemente para isso, se cumprir o anúncio que irá economizar 16.600 toneladas de dióxido de carbono anualmente. (Essar – 09.02.2022)

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6 Suíça: Destinus conclui rodada inicial para desenvolver e testar voos supersônicos movidos a hidrogênio

A Destinus SA. fechou uma rodada inicial de US$ 29 milhões os quais irá utilizar para desenvolver e testar os “primeiros” voos supersônicos movidos a hidrogênio, nos próximos 18 meses. A tecnologia atraiu fundos de risco de toda a Europa, América do Norte, América Latina e Ásia, com várias empresas fornecendo valores para apoiar o desenvolvimento de voos supersônicos. O uso do hidrogênio nos motores fornece uma maneira sustentável e rápida de viajar pelo mundo e, portanto, pode contribuir para um mercado aeroespacial em expansão. A rodada de financiamento incluiu Conny & Co, Quiet Capital, One Way Ventures, Liquid2 Ventures, Cathexis Ventures, ACE & Company, entre outros. (H2 View – 09.02.2022)

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Tecnologia e Inovação

1 EUA: Inovação em eletrolisador para produção de hidrogênio verde

A Verdagy, empresa que está desenvolvendo um eletrolisador para produção de hidrogênio verde, garantiu fundos para escalar sua tecnologia em uma rodada de financiamento de US$ 25 milhões. A rodada foi liderada pela TDK Ventures, Orbia, BHP Ventures, Doral Energy, Tech Ventures, Kholsa Ventures, Shell Ventures e Temasek. A tecnologia baseada em membrana usa células elevada área superficial, altas densidades de corrente e amplas faixas de operação para fornecer hidrogênio em larga escala. A empresa disse que nas suas maiores células conseguem densidades de energia 10 vezes maiores do que no processo de eletrólise alcalina convencional. A empresa disse que tem uma capacidade de redução de carga de 95% para reduzir os custos de energia e maximizar a produção. A tecnologia é projetada para fornecer hidrogênio como combustível para aplicações da indústria pesada, setor responsável por cerca de um terço das emissões globais. (Orbia – 09.02.2022)

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2 Índia: Novo método energeticamente eficiente para produção de hidrogênio

Cientistas do Centro Internacional de Pesquisa Avançada para Metalurgia do Pó e Novos Materiais (ARCI) desenvolveram um método para produzir hidrogênio com alta pureza (99,99%). Com emissões de uso final próximas de zero ou nulas e recursos de combustível fóssil continuamente reabastecidos, o hidrogênio pode ser um transportador ideal de energia sustentável desempenhando papel fundamenta em um futuro próximo. Os cientistas desenvolveram um método que combina os processos de eletrólise e reforma para produzir hidrogênio a partir da mistura de metanol-água por reforma eletroquímica de metanol (ECMR) à pressão e temperatura ambiente. A principal vantagem deste processo é que a energia elétrica necessária para produzir hidrogênio é 1/3 da eletrólise da água (a eletrólise da água requer 55-65 kWh por kg de hidrogênio). Esta tecnologia foi patenteada pela ARCI (Patente Indiana 338862/2020 e 369206/2021). O método reduzirá significativamente o custo do hidrogênio em comparação com outros métodos de eletrólise e pode ser facilmente integrado a fontes de energia renováveis. (ARCI – 13.02.2022)

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Eventos

1 H2-Brasil: 1º Congresso Brasileiro de Hidrogênio

O 1º Congresso Brasileiro do Hidrogênio (H2-Brasil 2022) vai ocorrer nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2022. O evento é parte de uma colaboração da New Energy e da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2). A parceria é bastante significativa para o mercado brasileiro do hidrogênio. Atualmente, o país conta com os recursos necessários e forte colaboração política que vão garantir o desenvolvimento de um Plano Nacional do Hidrogênio bem traçado. O Congresso H2-Brasil vai reunir acionistas e líderes globais de diversas indústrias para discutir questões cruciais: o que essa oportunidade significa para o Brasil? Quais mercados estão disponíveis para exportação? Quais são os desafios? Que tipo de oportunidades estão disponíveis para investidores internacionais? E como esses investidores internacionais podem identificar os parceiros locais ideais? Se inscreva aqui. (New Energy- Fevereiro de 2022)

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2 Oportunidades e desafios no ambiente empresarial ligado à cadeia do hidrogênio no Brasil e como o reino Unido pode contribuir

No dia 23 de fevereiro às 10h (BR) | 13h (UK), a Britcham irá promover um webinar para discutir o ambiente empresarial ligado à cadeia do hidrogênio no Brasil e apontar possíveis contribuições do Reino Unido neste processo. O webinar conta com a participação dos seguintes especialistas e executivos envolvidos neste tópico: Alexei Vivan (ABCE), Constantino Frate (Governo do Estado do Ceará) e Daniella Carneiro (Departamento de Comércio Internacional do Governo do Reino Unido – DIT). Organizado pelo Comitê de Petróleo e Gás da Britcham e pelo Comitê de Energia e Renováveis. Para se registrar clique aqui.

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3 Webinar: “Hidrogênio e os setores de difícil descarbonização”

No dia 17 de fevereiro de 2022 ocorreu um evento online internacional debatendo o Hidrogênio e os setores de difícil descarbonização. Descarbonizar as indústrias mais poluentes e dependentes de combustíveis fósseis do mundo, como siderurgia, refinaria e fabricação de cimento, é uma meta ambiciosa para as próximas décadas. O hidrogênio verde surgiu como uma solução promissora para descarbonizar esses setores e certamente ganhou muito entusiasmo, com várias iniciativas de demonstração da eficácia. Se inscreva aqui para ter acesso à gravação do webinar. (Reuters – Fevereiro de 2022)

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4 Fórum: “Hydrogen Power Unit’

A Siemens Energy Ventures e a GeoPura apresentam uma solução para gerar hidrogênio em pequena escala, graças ao Hydrogen Power Unit (HPU). As HPUs estão fornecendo energia como serviço fora da rede, temporária e de backup usando hidrogênio. São uma fonte de alimentação limpa e independente da rede para áreas remotas. O evento ocorrerá dia 23 de fevereiro de 2022. Se inscreva aqui. (Siemens Energy Ventures -Fevereiro de 2022)

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5 Webinar: “Green Steem: Utilizing Hydrogen Firing of Packaged Boilers”

Este webinar, organizado por CleaverBrooks, analisa a queima de hidrogênio como combustível em caldeiras compactas. O vapor verde não é apenas uma possibilidade, mas uma necessidade. Compreender todo o sistema preparará os usuários para um projeto bem-sucedido. O evento ocorrerá dia 23 de fevereiro. Se inscreva aqui. (12.2021)

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6 Webinar: “Shades of green (hydrogen)”

No dia 23 de fevereiro, a Aurora Energy Research realizará um webinar sobre hidrogênio verde. O evento irá debater como encontrar o menor custo de produção de hidrogênio a partir de eletrolisadores na Europa. O método é comparar os oito países de hidrogênio mais atraentes da Europa, conforme o próprio relatório chamado Hydrogen Market Attractiveness Rating e investigar modelos de negócios de eletrolisadores conectados à rede e conectados às energias renováveis. Se inscreva aqui. (Aurora Energy Research – Fevereiro de 2022)

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Artigos e Estudos

1 Avaliando a aceitação social de tecnologias-chave para a transição energética alemã

O presente estudo avalia a aceitação social de três tecnologias energéticas relevantes para a transição energética alemã: armazenamento de baterias estacionárias, usinas de produção de biocombustíveis e estação de hidrogênio. Neste estudo, uma pesquisa on-line foi realizada para examinar a aceitação geral e local das tecnologias energéticas pelo público. Os fatores explorados incluíram aceitação geral e local, preocupações do público, confiança nas partes interessadas relevantes e atitudes em relação ao apoio financeiro. Os resultados indicam que a aceitação geral para todas as tecnologias é ligeiramente superior à aceitação local. (Energy, Sustainability and Society – Janeiro de 2022)

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2 Degradação acelerada para eletrolisadores de óxido sólido: análise e previsão de desempenho para ambientes operacionais variados

Este estudo apresenta resultados experimentais de desempenho de uma pilha SOEC operada em condições de degradação acelerada. Para iniciar e acelerar a degradação, foram realizados experimentos com altas pressões parciais de vapor na entrada do gás, tensões mais altas, temperaturas mais baixas e altas taxas de conversão de vapor. Assim, foram observados diferentes cenários com graus de impacto no desempenho, que foram analisados detalhadamente e vinculados aos processos subjacentes e mecanismos de degradação. Nesse contexto, foram encontradas taxas de degradação significativamente maiores em relação à operação em condições moderadas de operação, com as diferentes estratégias de operação variando em seu potencial de aceleração de degradação. Os resultados também sugerem que algumas centenas de horas de operação podem ser suficientes para prever o desempenho de longo prazo, com as estratégias operacionais propostas fornecendo uma base sólida para a avaliação acelerada da evolução do desempenho e da vida útil do SOEC. (Journal of Power Sources – Janeiro de 2022)

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3 Ready4H lança novo relatório: “Europe’s Local Hydrogen Networks”

O relatório divulgado pelo projeto Ready4H2 sinaliza que a criação de como uma rede de distribuição de hidrogênio em toda a Europa pode ajudar a gerenciar a crescente produção de energia renovável variável. O relatório destaca que, um futuro cenário de descarbonização poderia incluir volumes significativos de hidrogênio e metano verde na infraestrutura de gás que poderia entrar na rede de distribuição europeia. O hidrogênio será um aspecto crucial de um futuro de carbono zero e, portanto, explorar esse cenário ajuda a prever o investimento potencial necessário para o hidrogênio. O relatório argumenta que as instalações de armazenamento subterrâneo de grande escala da Europa ligadas às redes de hidrogênio e à infraestrutura de gás serão essenciais para garantir o fornecimento de energia seguro e confiável. (Ready4H- Fevereiro de 2022)

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4 Revisão e perspectivas sobre o desenvolvimento internacional de energia renovável, incluindo hidrogênio

Este artigo resume a situação internacional de desenvolvimento de energia e sistematicamente vasculha a situação de desenvolvimento de energia da União Europeia, Estados Unidos, Austrália, Índia e Brasil. A tendência de desenvolvimento da energia eólica, solar, biomassa, geotérmica, oceânica e de hidrogênio foi analisada. Além disso, este artigo propõe que a China defina seu próprio caminho de desenvolvimento de energia renovável a partir da experiência internacional de desenvolvimento e explore ativamente políticas e estratégias de energia renovável adaptadas a diferentes estágios de desenvolvimento. (Energy, Sustainability and Society – Janeiro de 2022)

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5 Uma revisão abrangente sobre as tendências atuais, desafios e perspectivas futuras para a mobilidade sustentável

O artigo descreve de forma abrangente as perspectivas de futuros combustíveis, sistemas de combustão modificados e dispositivos de pós-tratamento. A composição dos combustíveis fósseis e biocombustíveis desempenha um papel vital na alteração das características de fuligem de escape e NOx. Assim, uma visão geral dos combustíveis formulados com hidrogênio, as combinações ideais dos sistemas combustível-motor-pós-tratamento também são destacadas. Ao final, uma breve discussão sobre a análise do ciclo de vida total também é apresentada neste artigo. A revisão conclui sugerindo potenciais combustíveis e tecnologias para reduzir os níveis de emissão e fornece orientações para trabalhos futuros para enfrentar os desafios enfrentados pelos recursos alternativos de energia para aplicações automotivas, particularmente na Índia. (Renewable and Sustainable Energy Reviews – Janeiro de 2022)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas,
José Vinícius S. Freitas, Kalyne Silva Brito e Luana Oliveira 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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