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Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 90 – publicado em 19 de janeiro de 2022.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 90 – 19 de janeiro de 2022
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
GESEL: Webinar “Perspectivas da Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil e na América Latina”
2 União Europeia: Padrões de CO2 mais rígidos para carros novos
3 Portugal: Incentivos para VES duplicam em 2022
4 EUA: Oregon dobra incentivos de VEs para famílias de baixa renda
5 EUA: Califórnia propõe aumento no orçamento para descarbonização do transporte
6 Índia: Projeto em Delhi visa estabelecer metas para eletrificação em alguns setores
7 Paquistão: Nova política automotiva para 2021-26

Inovação e Tecnologia
1 Audi: Apresentação de estação de recarga ‘vip’ para VEs
2 Universidade Michigan: Nova bateria mais eficiente à base de lítio e enxofre
3 Nuro: Carro autônomo de entregas ganha nova versão
4 Zeekr/Waymo: Parceria para desenvolvimento de novo modelo autônomo
5 J.B. Hunt/Waymo Via: Parceria na promoção do transporte autônomo
6 BMW: Carregamento inteligente através de bluetooth

Indústria Automobilística
1 BYD Brasil: Novas estações de recarga e fornecimento de pacote de soluções
2 GM: Panorama para o futuro da mobilidade no Brasil
3 GM: Picapes pesadas serão elétricas em 2035

4 BMW: Aumento de 133% nas vendas de VEs em 2021

5 BMW: Investimento na ampliação de infraestrutura de carregamento residencial

6 Mercedes-Benz: Produção de seus próprios motores para VEs

7 Mercedes-Benz: Eletrificação de metade das vendas de caminhões até 2030

8 Polestar: Aumento de vendas em 2021 e planos para expansão em 2022 e 2023
9 Renault: Venda de somente VEs a partir de 2030 na Europa
10 Stellantis: Marcas cortam minivans a combustão na Europa
11 Tesla: Novo acordo para obtenção de grafite visa reduzir dependência da China
12 Volkswagen: Vendas de VEs a bateria dobram em 2021
13 Reino Unido: Veículos plug-in representam quase 20% do mercado de carros novos em 2021

14 China: VEs impulsionam crescimento das vendas de carros

Meio Ambiente
1 IRENA: Limitar o aquecimento global custará US$ 131 trilhões em 30 anos
2 ESG: BBM Logística anuncia que vai incorporar novos VEs à sua frota
3 ESG: Unidas deve adquirir 2 mil VEs em 2022
4 Battery Resourcers: Reciclagem de componentes das baterias

5 Audi/RWE: Parceria para desenvolvimento de sistema de segunda vida para baterias

Outros Artigos e Estudos
1 Senai: Projeto quer ressuscitar o primeiro VE nacional
2 BP: Carregamento de VEs está prestes a se tornar mais lucrativo do que os combustíveis
3 CATL: Planos de expansão da cadeia de suprimento de baterias
4 DHL/Fórmula E: Parceria para soluções de transporte de carga

5 Dott: Viagens de micromobilidade crescem 130% em 2021 na Europa
6 McKinsey: Consumidores estão abertos a soluções de micromobilidade


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 GESEL: Webinar “Perspectivas da Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil e na América Latina”

O GESEL irá realizar no próximo dia 21 de janeiro, às 10h30, o Webinar “Perspectivas da Mobilidade Urbana Sustentável no Brasil e na América Latina”. A mobilidade elétrica é um tema relevante que se alinha com as diretrizes governamentais de desenvolvimento sustentável. Neste sentido, a experiência de instituições que atuam na promoção da mobilidade elétrica é fundamental para o entendimento desta questão e direcionamento de ações de incentivo. O Webinar contará com apresentações de Maína Celidonio (Secretária municipal de transporte do RJ), Grace Gomes (Superintendente de Mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia), Heloisa Schneider (Consultora e pesquisadora em sustentabilidade e mudanças climáticas na América Latina) e Valdemar Gomes de Melo (Diretor Presidente da São Paulo Transporte – SPTrans). A moderação do Dr. Nelson Hubner. Inscreva-se: https://forms.gle/QYo9uen16CC1C5dy9.

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2 União Europeia: Padrões de CO2 mais rígidos para carros novos

Há sinais de um possível aperto nas metas da União Europeia (UE) para as emissões de CO2 dos carros novos. Depois que a Comissão da UE apresentou suas propostas em julho de 2021, agora é a vez do Parlamento da UE aparentemente exigir metas provisórias mais rígidas até 2035. De acordo com vários relatos da mídia, Jan Huitema, o parlamentar responsável por esta área, apresentou suas propostas à Comissão de Meio Ambiente do Parlamento. A proibição de motores de combustão interna para carros novos a partir de 2035 – oficialmente apenas carros com emissões de CO2 de 0 g/km poderão ser registrados – conforme exigido pela Comissão, deve permanecer, mas os objetivos intermediários devem ser reforçados. Até então, a Comissão da UE propôs que a meta de redução em 2030 fosse fixada em 55% em relação a 2021. Huitema, no entanto, exige uma redução de 75% e outras metas intermediárias: até 2025 a redução deve ser de 25%, e até 2027 de 45%. Para veículos comerciais leves, as emissões de CO2 devem ser reduzidas em 40% até 2027 e em 70% até 2030. (Electrive – 14.01.2022)

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3 Portugal: Incentivos para VES duplicam em 2022

Nos últimos anos, o Governo em Portugal ofereceu incentivos para quem pretenda adquirir um veículo elétrico. Sem avançar com uma data concreta, o Secretário de Estado da Mobilidade em Portugal, Eduardo Pinheiro, adiantou que esses incentivos “deixarão de fazer sentido”, mas que ainda não é o momento. A médio prazo, os incentivos que o Governo português oferece, anualmente, para a aquisição de veículos elétricos poderão deixar de existir. Mas, para 2022, a intenção do Secretário de Estado da Mobilidade é duplicar esse apoio, ou seja, cerca de 8 milhões de euros. (Portal Energia – 13.01.2022)

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4 EUA: Oregon dobra incentivos de VEs para famílias de baixa renda

O Departamento de Qualidade Ambiental do estado de Oregon mudou um dispositivo do Programa de Incentivo de Veículos Limpos do estado. Famílias de baixa renda agora poderão reivindicar o dobro do valor, ou seja, US$ 5.000, para comprar ou alugar um veículo elétrico ou híbrido plug-in novo ou usado. O estado de Oregon implementou o programa de subsídios de VEs em 2018. Anteriormente, o valor concedido era de US$ 2.500. Além disso, com as alterações que entraram em vigor em 1º de janeiro de 2022, o desconto pode ser combinado com o desconto padrão de até US$ 7.500, para que aqueles que desejam adquirir veículos de baixa emissão possam reivindicar até US$ 12.000. (Electrive – 13.01.2022)

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5 EUA: Califórnia propõe aumento no orçamento para descarbonização do transporte

Na Califórnia, a Lei Orçamentária de 2021 comprometeu US$ 3,9 bilhões para a aceleração de veículos de emissão zero até 2023-24. Isso incluiu investimentos que vão desde a descarbonização de caminhões e ônibus escolares até a aceleração da eletrificação equitativa de veículos de passageiros, bicicletas elétricas e ferrovias – juntamente com infraestrutura e incentivos para a fabricação no estado. Em sua nova proposta de orçamento para 2022-23, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, está adicionando mais US$ 6,1 bilhões (US$ 3,5 bilhões do Fundo Geral, US$ 1,5 bilhão da Proposta 98, US$ 676 milhões do Fundo de Redução de Gases do Efeito Estufa e US$ 383 milhões de Fundos Federais). Os investimentos acumulados chegam a um total de US$ 10 bilhões para os próximos seis anos. O Orçamento propõe investimentos direcionados em comunidades desfavorecidas e de baixa renda, incluindo comunidades tribais, para aumentar o acesso aos benefícios do transporte limpo e mais do que duplicar o dinheiro direcionado para a aceleração do mercado de serviços pesados. (Green Car Congress – 11.01.2022)

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6 Índia: Projeto em Delhi visa estabelecer metas para eletrificação em alguns setores

O governo de Delhi em breve orientará todos os agregadores de táxi e empresas de entrega que operam na cidade para garantir que até 50% dos novos veículos adicionados à sua frota sejam veículos elétricos (VEs) até 31 de março de 2023, disse o ministro estadual do Meio Ambiente, Gopal Rai. De acordo com o projeto, dentro de três meses após a notificação da política final, 10% dos veículos de duas rodas recém-integrados e 5% dos novos veículos de quatro rodas terão que ser VEs. Posteriormente, até 31 de março de 2023, 50% de todos os novos veículos de duas rodas e 25% de todos os novos veículos de quatro rodas dos agregadores e serviços de entrega terão que ser elétricos. Embora o rascunho da notificação ainda não tenha sido divulgado, as autoridades disseram que ele será colocado em domínio público em breve, e os comentários serão solicitados às pessoas por cerca de 60 dias. Posteriormente, a política será revisada e será notificada para implementação com modificações, se houver. (Hindustan Times – 16.01.2022)

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7 Paquistão: Nova política automotiva para 2021-26

O governo paquistanês anunciou uma nova Política de Desenvolvimento e Exportação da Indústria Automobilística (AIDEP 2021-26) sob a qual o imposto sobre vendas de veículos elétricos (VEs) locais foi reduzido de 17% para 1%. A política visa promover carros pequenos, incentivar a introdução de novos produtos, proteger o consumidor e promover novas tecnologias, ou seja, VEs e híbridos para atingir os mercados de exportação. Sob a política, o imposto alfandegário sobre a importação de VEs completamente construídos foi reduzido de 25% para 10%; enquanto o imposto alfandegário sobre partes específicas de motocicletas, de VEs, de triciclos e veículos comerciais pesados foi fixado em 1%. A política de automóveis também permitiu a fabricação de híbridos, pois o imposto sobre vendas foi reduzido para 8,5%. De acordo com o projeto, o imposto alfandegário sobre peças específicas para VEs híbridos e híbrido plug-in será de 4% e 3%, respectivamente. O conselho também decidiu reduzir o imposto regulatório sobre a importação de híbridos completamente construídos. (The News – 23.12.2021)

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Inovação e Tecnologia

1 Audi: Apresentação de estação de recarga ‘vip’ para VEs

O CEO do Grupo Volkswagen visitou recentemente o Audi Charging Hub, a estação de carregamento ultrarrápida que a Audi abriu em Nuremberg em 23 de dezembro, compartilhando sua experiência no Linkedin. Neste centro há “seis pontos de carregamento rápido que podem ser reservados 24 horas por dia, 7 dias por semana, com potência de até 320 kW, onde 80 veículos por dia podem reabastecer com energia. Entre as demais especificações declaradas com a apresentação de maio, há a possibilidade de desmonte e transporte da estação, o uso de baterias de segunda mão e painéis solares no teto, para uma capacidade total de armazenamento de 2,45 MWh. Isso, ressalta Diess, permite que o Audi e-tron GT atinja um pico de 270 kW. Assim, o sedã cupê elétrico da empresa pode recarregar de 50% a 80% em 23 minutos e recuperar 100 km de autonomia em 5 minutos. Mas além dos números, é precisamente o conceito de hub que é o verdadeiro coração da revolução prometida pelo grupo. (Inside EVs – 12.01.2022)

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2 Universidade Michigan: Nova bateria mais eficiente à base de lítio e enxofre

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan mostrou, em paper publicado, como uma rede de nanofibras formadas por meio de kevlar reciclado pode resolver problemas ligados à autonomia de carros elétricos. A equipe afirmou ainda que a nova tecnologia permite a produção de uma bateria feita com o uso de lítio e enxofre para a indústria automotiva que pode superar em cinco vezes a capacidade de baterias convencionais. De acordo com o professor Nicholas Kotov, líder de pesquisa, o modelo das baterias para VEs é quase perfeito, com sua eficiência e capacidade se aproximando da teoria. O pesquisador também afirma que a nova bateria pode lidar com temperaturas extremas de um veículo, que vai desde o frio até o calor, o que consequentemente influi em uma autonomia maior. Junto com a maior capacidade, as baterias contam com vantagens de sustentabilidade em comparação a outras baterias de íon-lítio. (Click Petróleo e Gás – 14.01.2022)

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3 Nuro: Carro autônomo de entregas ganha nova versão

A Nuro apresentou hoje a terceira versão de seu carro autônomo de entregas. O veículo, que não tem espaço para motorista, é a iteração mais recente de uma tecnologia que a empresa testa desde 2018. A novidade foi compartilhada pelos cofundadores Jiajun Zhu e Dave Ferguson em um post no Medium. A primeira versão do veículo surgiu em 2018 e era usada para entregar compras de uma farmácia em uma cidade do Arizona. Já a segunda veio em 2020 e entregava pizzas para a Domino’s em Houston, capital do estado. Essa terceira versão é 20% menor em tamanho e tem capacidade para carregar 760 litros de volume, o que dá cerca de 24 sacolas de compras. Segundo a Nuro, o modelo já está pronto para ser produzido em escala. A empresa segue com os planos de construir uma nova fábrica no estado de Nevada, anunciada no ano passado. A novidade é que a BYD, montadora chinesa de carros elétricos, virou parceira para a parte de montagem dos veículos. (Automotive Business – 13.01.2022)

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4 Zeekr/Waymo: Parceria para desenvolvimento de novo modelo autônomo

A chinesa Zeekr e a Waymo vão trabalhar em conjunto no desenvolvimento de um novo veículo elétrico sem condutor, especificamente para o serviço de transporte individual de passageiros. A marca de automóveis elétricos que faz parte do Geely Holding Group vai ficar responsável pela concepção do veículo a partir do seu centro de investigação e desenvolvimento – o China Europe Vehicle Technology Centre – localizado em Gotemburgo, na Suécia, onde também são desenvolvidas soluções para outras marcas do grupo, como a Volvo e a Polestar. Já os californianos da Waymo irão incorporar a sua solução de condução autônoma – Waymo Driver – nos veículos que irão receber nos Estados Unidos. O novo automóvel será desenhado tendo os passageiros como foco desde o início, o que, segundo a Zeekr, estabelece uma nova referência no segmento dos veículos autônomos. (Away Magazine – 16.01.2022)

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5 J.B. Hunt/Waymo Via: Parceria na promoção do transporte autônomo

A JB Hunt Transport Services Inc., uma das maiores fornecedoras de soluções da cadeia de suprimentos na América do Norte, anunciou uma aliança estratégica de longo prazo com a Waymo Via a fim de avançar nos esforços para integrar a tecnologia de condução autônoma comercial nos setores de transporte e logística. A Waymo e a J.B. Hunt realizaram seus primeiros testes no ano passado, transportando cargas ao longo da rodovia I-45, no Texas, para um dos principais clientes da J.B. Hunt. Os próximos testes acontecerão na mesma pista. Além da rodovia, as duas empresas explorarão soluções que unem duas das forças mais inovadoras do setor de transporte: a tecnologia de direção autônoma e o mercado digital. A plataforma de tecnologia da J.B. Hunt — J.B. Hunt 360° — é líder do setor em correspondência digital de frete e foi responsável pelo processamento de 1,2 milhão de cargas em 2020. A Waymo tem mais de uma década de experiência na construção de tecnologia de direção autônoma, tendo percorrido mais de 32 milhões de quilômetros em vias públicas em mais de 13 estados dos EUA e 20 bilhões de milhas em simulação. A solução combinada, que tornaria o Waymo Via acessível através do J.B. Hunt 360º, seria uma oferta única com potencial para melhorar a eficiência do transporte. (Green Car Congress – 16.01.2022)

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6 BMW: Carregamento inteligente através de bluetooth

A BMW, por meio de seu braço de capital de risco BMW i Ventures, está investindo na startup alemã de infraestrutura de carregamento HeyCharge. Com sua tecnologia SecureCharge, de patente ainda pendente, a HeyCharge permite que VEs sejam recarregados em garagens subterrâneas sem conexão com a internet. Kasper Sage, sócio-gerente da BMW i Ventures, considera que a HeyCharge é a primeira empresa a permitir o carregamento inteligente de veículos elétricos sem conexão com a Internet. “Esta é a chave para tornar as estações de carregamento comercialmente viáveis, independentemente da localização”, disse ele. Normalmente, as estações de recarga inteligentes exigem uma conexão com a internet e um aplicativo ou cartão de identificação para serem ativadas. É aqui que o HeyCharge quer entrar. Sua tecnologia ‘SecureCharge’ permite que o carregador inteligente e o aplicativo HeyCharge se comuniquem via Bluetooth. A empresa também afirma que isso minimizaria a latência entre o telefone e o carregador, maximizando a disponibilidade do sistema. (Electrive – 13.01.2022)

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Indústria Automobilística

1 BYD Brasil: Novas estações de recarga e fornecimento de pacote de soluções

BYD Brasil anunciou que pretende instalar, até o final de 2022, mais seis estações de recarga para carros elétricos. Hoje, a empresa tem 29 pontos distribuídos por seis estados brasileiros. Desse total, 21 pontos estão localizados no estado de São Paulo, 4 no Rio de Janeiro e Distrito Federal, Pará, Minas Gerais e Paraná possuem uma unidade cada um. Atualmente, todos os carregadores instalados nos pontos disponíveis são da BYD do tipo 2 Padrão Europeu de 40 kW. Com a chegada de novos modelos, serão homologadas novas parcerias, uma vez que a empresa ainda não dispõe do padrão DC, que é um carregador mais rápido. Essa movimentação da empresa se deve ao pré-lançamento do TAN EV, o primeiro veículo elétrico da BYD a ser comercializado no Brasil. Ele estará disponível a partir do primeiro trimestre de 2022. Desde a sua apresentação em novembro, o SUV de sete lugares tem gerado expectativas no mercado. “Nossa ideia é, além de oferecer o modelo, ter um pacote completo para o consumidor”, afirmou Henrique Antunes, diretor de vendas da BYD Brasil, em nota. “A futura rede de concessionárias da marca irá comercializar o projeto completo, com painéis fotovoltaicos, carregadores e banco de baterias para a casa, além do próprio veículo”, disse o diretor Henrique Antunes. (Inside EVs – 14.01.2022)

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2 GM: Panorama para o futuro da mobilidade no Brasil

A transição para a mobilidade zero emissões no Brasil foi um dos temas abordados na entrevista de Marina Willisch, vice-presidente da GM América do Sul, para o Estadão nesta semana. A executiva foi questionada sobre os investimentos em mobilidade elétrica no Brasil. Willisch disse que em breve, a escolha do automóvel será feita pelo tipo de produto e não pelo preço, isso porque os preços dos carros elétricos tendem a cair. Em relação ao encerramento da produção de carros com motores a combustão pela GM, Marina Willisch diz que os carros com motores de combustão ainda permanecerão por muito tempo no Brasil e que isso não representa exatamente um problema, citando melhorias nesse tipo de propulsor para melhor eficiência energética. No entanto, ao fim ela completa: “seja como for, todas fabricantes do setor vão migrar para a eletrificação.” Marina também falou sobre a transição energética no país e disse que qualquer planta da GM, em tese, pode ser adaptada para a produção de VEs. No entanto, ainda não confirmou quando isso irá ocorrer aqui no país. De uma forma geral, o plano global de transição para os VEs e com outras tecnologias zero emissão em nível global até 2035 é bastante interessante e também ambicioso. No entanto, o Brasil ainda não tem uma política clara para a transição energética e isso, em parte, dificulta uma projeção mais clara de como poderíamos acelerar rumo à mobilidade elétrica por aqui. (Inside EVs –13.01.2022)

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3 GM: Picapes pesadas serão elétricas em 2035

A GM tornará sua linha de picapes pesadas totalmente elétrica antes do prazo previsto. No ano passado, a marca norte-americana disse que queria que todos os seus veículos leves fossem zero-emissões até 2035, mas seus veículos pesados não seriam exclusivamente elétricos até 2040, quando a montadora espera se tornar uma empresa neutra em carbono. No entanto, a CEO da GM, Mary Barra, disse durante seu discurso de abertura da CES 2022 que as picapes Chevrolet Silverado e GMC Sierra se tornariam totalmente elétricas até 2035, juntamente com o resto da linha de veículos leves da GM. Barra acrescentou que as picapes também oferecerão “um alcance necessário para fazer os trabalhos mais difíceis”. O investimento anunciado de US$ 35 bilhões em veículos elétricos e autônomos até 2025 é um fator importante que permite à GM oferecer VEs pesados mais cedo do que o esperado. Até agora, a GM confirmou que cinco fábricas na América do Norte construirão veículos totalmente elétricos: Spring Hill (TN), Factory Zero (MI), Orion Assembly (MI), CAMI (Ingersoll, Ontário, Canadá) e Ramos Arizpe (Coahuila, México). (Inside EVs – 10.01.2022)

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4 BMW: Aumento de 133% nas vendas de VEs em 2021

A BMW divulgou nesta semana o balanço global de vendas automóveis em 2021. O BMW Group (BMW, MINI e Rolls-Royce) como um todo entregou um total de 2.521.525 unidades no mundo inteiro no ano passado, 8,4% a mais do que em 2020, com destaque para o crescimento na participação de carros elétricos e híbridos plug-in. Falando da BMW em particular, as vendas atingiram um novo recorde histórico de 2.213.795 unidades (+9,1% em comparação com 2020), com a marca liderando o segmento premium global e superando os resultados pré-pandemia. A empresa mais que dobrou suas vendas de veículos totalmente elétricos em 2021, totalizando 103.855 unidades (+133,2%). Nesse cenário, o destaque é o crescimento das vendas de veículos eletrificados, o que faz a marca projetar resultados ainda melhores para 2022, principalmente com a estreia de modelos como o BMW iX e BMW i4, ambos com lançamentos confirmados no Brasil, onde devem ser lançados também neste ano. (Inside EVs – 13.01.2022)

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5 BMW: Investimento na ampliação de infraestrutura de carregamento residencial

A BMW i Ventures anunciou um investimento principal na HeyCharge, a start-up alemã que democratiza o acesso a estações de carregamento de veículos elétricos (VEs) em complexos de apartamentos, edifícios de escritórios e outros locais de infraestrutura. HeyCharge estava no lote de start-ups do verão de 2021 da Y Combinator. “O rápido crescimento do mercado de VEs nos próximos anos exigirá uma maior construção de infraestrutura de soluções de carregamento em todo o mundo. A HeyCharge é a primeira empresa a habilitar o carregamento de VEs sem conexão com a Internet, que é um facilitador essencial para cobrir pontos brancos inexplorados. Com a tecnologia da HeyCharge, torna-se atrativo instalar carregadores em locais que antes não seriam comercialmente viáveis”, disse Kasper Sage, sócio-gerente, BMW i Ventures. A tecnologia de patente pendente da HeyCharge, SecureCharge, elimina a necessidade de uma conexão de internet no local. Todos os dispositivos habilitados para SecureCharge se comunicarão diretamente por bluetooth com o HeyCharge App ou SDK e fornecerão a máxima disponibilidade do sistema, minimizando a latência entre o telefone e o carregador. (Green Car Congress – 13.01.2022)

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6 Mercedes-Benz: Produção de seus próprios motores para VEs

A Mercedes já decidiu que irá produzir seus próprios motores para carros elétricos a partir de 2024. E o mesmo será feito com as baterias, cujo fornecimento será, no máximo, confiado a joint ventures que a empresa alemã ajudou a criar. Isso foi dito por Markus Shafer, Diretor de Desenvolvimento, que explicou a estratégia futura do grupo de Stuttgart em uma entrevista à revista alemã Automobilwoche. Schafler explicou o motivo da mudança de curso: a Mercedes quer controlar todo o esquema de propulsão lidando diretamente com a bateria, motores e eletrônica de energia. Adotando, em resumo, os mesmos processos que já são utilizados para modelos de combustão interna. A decisão de ter um maior envolvimento na produção de sistemas de propulsão elétricos já havia sido parcialmente antecipada em outubro de 2020, durante o evento “Mercedes-Benz Strategy Update”, no qual a empresa anunciou sua intenção de construir internamente a próxima geração de motores elétricos. (Inside EVs –11.01.2022)

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7 Mercedes-Benz: Eletrificação de metade das vendas de caminhões até 2030

As fabricantes de veículos anunciam metas cada vez mais ambiciosas de eletrificação globalmente. No caso dos veículos pesados, o desafio é maior, já que o espaço para a bateria pode significar redução na capacidade de carga em alguns casos. A Mercedes-Benz pretende contornar esse obstáculo e anuncia que metade das suas vendas de caminhões será de modelos eletrificados ou a célula de hidrogênio em 2030. O foco do plano está na Europa, mas Karin Rådström, chefe global da Mercedes-Benz Trucks, aponta que o objetivo é que o Brasil tenha os mesmos produtos que a marca vende no resto do mundo. A executiva visitou o país e participou de conversa on-line com jornalistas na última quinta-feira, 13. “O desafio não está tanto nos produtos, nos caminhões eletrificados, mas na infraestrutura para que esses veículos possam rodar com energia elétrica limpa”, enfatiza Karin. (Automotive Business – 14.01.2022)

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8 Polestar: Aumento de vendas em 2021 e planos para expansão em 2022 e 2023

A Polestar, empresa sueca de carros elétricos premium fundada pela Volvo Cars e pela Geely Holding, atingiu sua meta global de vendas de 29.000 veículos em 2021, representando um crescimento anual superior a 185%. A Polestar aumentou sua presença global de 10 para 19 mercados em 2021, com crescimento na Europa e Ásia-Pacífico. No primeiro semestre de 2022, a Polestar planeja adicionar Espanha, Portugal e Irlanda à sua presença no mercado europeu e entrar no Oriente Médio com presença nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Israel. Até o final de 2023, a Polestar pretende operar em pelo menos 30 mercados globais. A presença de varejo da Polestar mais que dobrou em 2021 para 100 locais em todo o mundo e a empresa pretende ter 150 em operação até o final de 2022. À medida que a empresa procura reduzir o impacto climático a cada novo modelo, a Polestar pretende produzir um carro verdadeiramente neutro em termos de clima até 2030. (Green Car Congress – 13.01.2022)

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9 Renault: Venda de somente VEs a partir de 2030 na Europa

A Renault anunciou que será uma marca exclusiva de carros elétricos em 2030, ao menos na Europa. A declaração foi dada por Luca De Meo, CEO do grupo e responsável pelo último capítulo dessa trajetória rumo à emissão zero iniciada em 2021 com o projeto Renaulution. O CEO da fabricante francesa revelou suas intenções de encerrar a venda de carros com motor a combustão dentro de uma década (no Velho Continente) durante um evento com jornalistas, realizado na última quinta-feira (13) no centro técnico da empresa que fica nos arredores de Paris. “Na Europa, a Renault será uma marca 100% elétrica em 2030”, disse De Meo, que então explicou que o grupo provavelmente continuará a vender carros movidos à combustíveis fósseis mesmo depois desta data, porém, somente em certos mercados e provavelmente sob a marca Dacia apenas. As últimas declarações, relatadas pela Automotive News Europe, casam com o que já foi dito em julho passado, segundo o qual o grupo Renault iria se tornar 90% elétrico até o final de 2030. (Inside EVs – 13.01.2022)

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10 Stellantis: Marcas cortam minivans a combustão na Europa

Em um esforço para acelerar a transição para a mobilidade elétrica, as marcas Peugeot, Citroën e Opel, do grupo Stellantis, tiraram de linha todas as MPVs com motores a combustão na Europa. Ou seja, a partir de agora só estarão disponíveis as minivans elétricas no Velho Continente. E por conta da descontinuação dos modelos com motores a diesel e a gasolina, a estratégia de eletrificação da Stellantis ganha peso com um incentivo adicional para as versões elétricas desses veículos, que terão preços mais acessíveis nos diversos mercados europeus. A decisão de tirar de linha os MPVs com motores a combustão das minivas foi anunciada em comunicados separados de cada montadora. No entanto, a Fiat, empresa-chave que faz parte do grupo, ainda não declarou essa opção. (Inside EVs – 10.01.2022)

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11 Tesla: Novo acordo para obtenção de grafite visa reduzir dependência da China

A Tesla foi a Moçambique na busca de um componente importante de suas baterias de carros elétricos: o grafite. A ideia é que a empresa reduza sua dependência da China. Em uma parceria considerada única entre um fabricante de VEs e um produtor do mineral essencial para as baterias de íon-lítio, a Tesla assinou no mês passado um acordo com a australiana Syrah Resources, que opera uma das maiores minas de grafite do mundo no país africano. A empresa vai obter o mineral da mina em Balama, na província de Cabo Delgado. De lá, o material será levado para uma fábrica em Vidalia, no estado norte-americano da Louisiana. A ida a Moçambique significa que a Tesla quer aumentar sua capacidade de produzir baterias ao mesmo tempo em que reduz sua dependência de Pequim para isso. A Tesla, com sede em Austin, no Texas, planeja comprar 80% do que a planta produz – 8 mil toneladas de grafite por ano – a partir de 2025, de acordo com o entendimento. Para isso, a Syrah deve provar que o material atende aos padrões da fabricante. (Seu Dinheiro – 16.01.2022)

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12 Volkswagen: Vendas de VEs a bateria dobram em 2021

A Volkswagen impulsionou sua transformação em um grupo de mobilidade sustentável e centrado em software em 2021 e aproximadamente dobrou suas entregas de veículos elétricos a bateria (BEV) ano a ano para 452.900 unidades. Estes representam agora 5,1% do total de entregas, ante 2,5% no ano anterior. O Grupo é líder de mercado europeu para VEs por uma grande margem e alcançou a segunda maior participação no principal mercado dos EUA, com cerca de 7,5%. Na China, foram entregues 92.700 BEVs, mais de quatro vezes o número de 2020. As vendas de híbridos plug-in em todo o mundo também aumentaram significativamente para 309.500 unidades (+61%). No total, o Grupo entregou 8.882.000 de veículos a clientes em todo o mundo. Conforme previsto, a escassez global de semicondutores levou a uma ligeira queda de 4,5% em relação a 2020, apesar da alta demanda dos clientes e das carteiras de pedidos cheias. O Grupo Volkswagen projeta que em 2030 um em cada dois carros vendidos no mundo será puramente elétrico. A eletrificação sistemática do portfólio de produtos também se reflete no planejamento de investimentos para os anos de 2022 a 2026 que o Grupo Volkswagen apresentou em dezembro. Esses planos preveem um aumento de investimentos e custos de desenvolvimento para a mobilidade elétrica de cerca de 50% em comparação com o planejamento anterior, totalizando € 52 bilhões. (Green Car Congress – 13.01.2022)

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13 Reino Unido: Veículos plug-in representam quase 20% do mercado de carros novos em 2021

Mais novos veículos elétricos a bateria (BEVs) foram registrados em 2021 do que nos últimos cinco anos combinados, de acordo com os últimos dados de carros novos da Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT). Os números mais recentes mostram que 190.727 novos BEVs entraram nas estradas da Grã-Bretanha no ano passado, juntamente com 114.554 híbridos plug-in (PHEVs), o que significa que 18,5% de todos os carros novos registrados em 2021 podem ser plugados. Isso se soma aos 147.246 veículos elétricos híbridos (HEVs) registrados, que conquistaram mais de 8,9% de participação de mercado em um ano incrível para registros de carros eletrificados, com 27,5%. O crescimento em veículos plug-in ocorreu em um cenário de crescimento de 1% em carros novos em geral em 2021 devido à pandemia e à contínua escassez de semicondutores, que ainda está afetando a produção de carros novos em todo o mundo. (Smart Transport – 11.01.2022)

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14 China: VEs impulsionam crescimento das vendas de carros

O mercado de automóveis da China encerrou em 2021 três anos de declínio, impulsionado pelas fortes vendas de veículos elétricos, embora a escassez global de chips e os surtos de covid-19 no país tenham interrompido parte da produção. As vendas de carros de passageiros em 2021 aumentaram 4,4% em relação ao ano anterior, para 20,1 milhões de veículos, informou a Associação de Carros de Passageiros da China. As vendas robustas de carros elétricos e de plug-in híbrido ajudaram a impulsionar o crescimento na China, que no ano passado representaram 15% das vendas totais de carros de passeio. As vendas desses veículos de energia nova mais que dobraram para 2,99 milhões de veículos, disse a associação. Marcas chinesas como XPeng e NIO, juntamente com Tesla, registraram vendas recordes no ano passado. Para 2022, o mercado de automóveis de passageiros da China deve crescer 5%, com carros de nova energia respondendo por um quarto das vendas totais, prevê a associação. Os analistas também esperam que o mercado se expanda, embora alguns esperem que o ritmo seja mais lento. Qualquer crescimento provavelmente virá das vendas de elétricos, com analistas e executivos do setor esperando que as vendas de carros com motor de combustão interna permaneçam estáveis ou caiam levemente este ano. (Valor Econômico – 11.01.2022)

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Meio Ambiente

1 IRENA: Limitar o aquecimento global custará US$ 131 trilhões em 30 anos

Serão necessários US$ 131 trilhões de investimentos em tecnologias relacionadas à transição energética para colocar o mundo na rota de limitar o aquecimento a 1,5°C. Isto significa uma média anual de US$ 4,4 trilhões de recursos para o setor de energia entre 2021 e 2050. Em renováveis, os investimentos previstos para a descarbonização global devem ser de US$ 1 trilhão anuais durante os próximos 30 anos, ou mais que o triplo dos US$ 300 bilhões investidos em fontes limpas em 2020. Os dados são de técnicos da International Renewable Energy Agency (Irena). Dos 144 países com metas climáticas que mencionam claramente energias renováveis, 109 colocam foco em energia e 30 mencionam aquecimento e resfriamento de edifícios (com energia solar, bioenergia e geotérmica, por exemplo) e transportes. Apenas 13 países, contudo, se comprometem com um percentual de energias renováveis no seu mix energético total. Entre eles, estão China, Índia e Indonésia, além da União Europeia. (Valor Econômico – 17.01.2022)

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2 ESG: BBM Logística anuncia que vai incorporar novos VEs à sua frota

A BBM Logística incluiu dois novos modelos de automóveis elétricos à sua frota atual. A meta é de minimizar os impactos socioambientais que os automóveis tradicionais geram e, para isso, a empresa pretende realizar ações como zerar a emissão de carbono e poluentes atmosféricos enquanto os veículos elétricos funcionam, além de diminuir os ruídos. Somado a isso, outra consequência positiva é que a cadeia produtiva e operacional desses automóveis elétricos provoca um menor volume de resíduos, por possuir uma menor necessidade de utilizar óleos fluidos. De acordo com a empresa de logística, os VEs foram adquiridos através de uma parceria com a montadora JAC Motors, a qual está fornecendo o modelo Van BYD e T3 e-delivery, com autonomia de 200KM; e o caminhão iEV1200T. A BBM informou que os dois automóveis são 100% elétricos e estão incluídos no projeto que tem por meta tornar efetiva a distribuição de produtos do cliente Henkel para a cidade de Campinas, bem como para a Grande São Paulo. A expectativa é de que essa nova forma de transporte faça um total de 4 mil quilômetros ao mês e a energia que carregará esses automóveis elétricos seja produzida por meio de painéis solares que serão instalados na planta do cliente.” (Click Petróleo e Gás –12.01.2022)

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3 ESG: Unidas deve adquirir 2 mil VEs em 2022

De olho no compromisso que anunciou de neutralizar sua emissão de carbono até 2028, a locadora de veículos Unidas separou R$ 370 milhões para adquirir 2 mil VEs neste ano, sendo 400 deles modelos híbridos. Com a compra, a empresa chegará a 2,6 mil veículos à disposição dos seus clientes tanto na área de terceirização de frotas quanto no segmento de locação. A empresa já fechou contratos de compra com montadoras como Renault, BMW e a Stellantis, dona de marcas como Fiat e Peugeot. De acordo com o chefe da área de frotas, Breno Davis, essa iniciativa é a primeira de uma série de grandes movimentos que a empresa tem para eletrificar o seu portfólio. A Unidas tem como meta ampliar a sua frota de carros elétricos para 80 mil nos próximos cinco anos. Essa iniciativa deve somar cerca de R$ 15 bilhões de investimentos até 2027, levando-se em conta os valores atuais dos veículos. Mais do que diminuir a sua pegada de carbono, a Unidas quer ser protagonista na adoção de veículos elétricos. A Unidas ainda prevê a instalação de mil pontos de recarga até 2027, a fim de atender à demanda que ela mesma está criando. Trata-se de uma iniciativa que a empresa já faz com os seus clientes corporativos de gestão e terceirização de frota. Segundo o executivo, dependendo do pedido da empresa, eles instalam carregadores em prédios da empresa ou até mesmo em casas de executivos. (O Estado de São Paulo – 17.01.2022)

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4 Battery Resourcers: Reciclagem de componentes das baterias

A Battery Resourcers está construindo uma instalação de reciclagem, de US$ 43 milhões na Geórgia, que a empresa diz que será a maior da América quando for inaugurada em agosto. A nova instalação será capaz de reciclar 30.000 toneladas métricas de baterias de íons de lítio descartadas e sucateadas por ano e devolver lítio, cobalto e níquel de volta à cadeia de suprimentos de fabricação de baterias. O local está estrategicamente localizado perto de vários centros de fabricação de veículos elétricos e fábricas de baterias de íons de lítio que estão chegando ao sudeste dos EUA. Já estão em andamento planos para abrir uma instalação adicional para produção de precursores e materiais ativos em catodos em 2023, usando a tecnologia patenteada Hydro-to Cathode da empresa. A técnica Hydro-to Cathode da Battery Resources apresenta resultados significativos. Comparado à mineração e produção de novos materiais, o processo de reciclagem é 93% mais limpo e custa 59% menos. Os planos de longo prazo da empresa incluem a abertura de instalações adicionais na América do Norte, Europa e Ásia para processar até 150.000 toneladas métricas de material de íons de lítio globalmente por ano. (Clean Technica – 17.01.2022)

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5 Audi/RWE: Parceria para desenvolvimento de sistema de segunda vida para baterias

A Audi quer dar uma segunda vida às baterias usadas dos seus modelos elétricos e-tron. Assim, a Audi e a RWE estão trabalhando em um novo tipo de sistema de armazenamento de energia, na cidade alemã de Herdecke. O que a Audi e a RWE estão fazendo é testar como as baterias de alta voltagem em fim de vida dos carros elétricos se comportam como dispositivos estacionários de armazenamento de energia, quando conectadas entre si. Este sistema utiliza as baterias de íons de lítio usadas de modelos elétricos e-tron e, com o apoio de 60 sistemas de bateria, permite à fábrica hidrelétrica reversível da RWE armazenar cerca de 4,5 MWh (megawatts-hora) de eletricidade, ainda que temporariamente. As baterias desativadas ainda têm, após o seu ciclo de vida no carro, uma capacidade residual de mais de 80%. É isso que as torna “perfeitas”, diz a Audi, para uso em sistemas estacionários de armazenamento de energia. Dependendo de como são usadas, as baterias ainda têm até mais dez anos de vida útil, tendo a vantagem de serem significativamente mais baratas do que as novas células. A RWE espera começar a comercializar a capacidade de armazenamento do seu sistema de armazenamento de bateria de segunda vida já este ano. (Fleet Magazine – 15.01.2022)

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Outros Artigos e Estudos

1 Senai: Projeto quer ressuscitar o primeiro VE nacional

Muito antes da corrida dos carros elétricos – que ganhou mais força na atual década -, a fábrica nacional da Gurgel Motores, localizada em Rio Claro (SP), já tentava fazer história na indústria automobilística nacional. Primeiro, com o protótipo do minicarro elétrico Itaipu, em 1974, que levava duas pessoas, mas que não chegou a entrar na linha de montagem. Depois, com o E-400, entre 1981 e 1982, um utilitário criado em configurações furgão ou picape com cabine dupla. Este, de fato, foi o primeiro elétrico produzido em série no país. Agora, o Itaipu E-400 virou um projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do curso Veículos Elétricos e Híbridos da pós-graduação da escola técnica Senai “Conde José Vicente de Azevedo”, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo Capital. O projeto foi idealizado pela turma do curso e Val Arrais, engenheiro especialista em VEs e híbridos que trabalhou em projetos do Grupo Volkswagen por 30 anos. O projeto ainda está no começo e levará seis meses para ficar pronto, que é o tempo para a conclusão do curso. Além das modificações de motor e baterias, o utilitário ganhará direção atualizada e freios a disco para maior comodidade. (Mobi Auto – 14.01.2022)

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2 BP: Carregamento de VEs está prestes a se tornar mais lucrativo do que os combustíveis

A BP afirmou que os seus carregadores rápidos para VEs estão prestes a tornar-se mais lucrativos do que abastecer um carro com combustível. Com esta realidade em cima da mesa, a BP pode assim afastar-se aos poucos do petróleo e expandir as operações nos mercados de energia e em torno de veículos elétricos. O carregamento rápido (50 KW) e o carregamento ultrarrápido (150 KW) exigem um investimento grande por parte das empresas. Como tal, o retorno neste tipo de investimentos não é imediato. A BP pretende aumentar o número de postos de carregamento nos próximos anos para 70 mil. (Executive Digest – 14.01.2022)

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3 CATL: Planos de expansão da cadeia de suprimento de baterias

A gigante chinesa CATL se firmou como a número 1 global de baterias para carros elétricos em 2021. A empresa agora quer consolidar sua liderança, realizando os planos de expansão anunciados e atingindo a meta de 455 GWh de vendas até 2025, mantendo assim pelo menos 30% do mercado. A CATL anunciou 11 planos apenas em 2021, no valor total de 131 bilhões de yuans (18,156 bilhões de euros). Os planos dizem respeito principalmente à expansão da produção graças a novas fábricas na China. Mas não há apenas a China entre os planos da CATL, porque outras plantas nascerão na Alemanha e, no futuro, também nos Estados Unidos. No entanto, serão necessárias muitas matérias-primas. A empresa então iniciou a construção de um parque industrial na cidade de Yichang, província de Hubei. Segundo a empresa, a instalação processará fosfato de ferro, fosfato de lítio, NCM, óxido de lítio-cobalto e grafite. Também há espaço para a reciclagem de baterias. A quantia destinada é de 32 bilhões de yuans (4,3 bilhões de euros). Para não deixar passar nada, a CATL também pensa em um futuro em que o íon-lítio poderia perder espaço entre os VEs. A gigante está, portanto, investindo em baterias de íons de sódio, que podem estar prontas já em 2023. O objetivo é criar uma cadeia de suprimentos completa até 2030. (Inside EVs – 15.01.2022)

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4 DHL/Fórmula E: Parceria para soluções de transporte de carga

A DHL e a Fórmula E se uniram novamente para promover a mobilidade elétrica, cidades inteligentes e estilos de vida com baixo uso de carbono. Como Parceiro Oficial de Logística, a DHL continuará a ajudar o Campeonato ABB FIA Formula E com soluções de transporte multimodais personalizadas. A parceria estendida inclui o lançamento de um Prêmio de Sustentabilidade conjunto – “DHL & Formula E Together Green Award”. O prêmio reconhecerá pessoas e organizações de comunidades globais e locais que demonstrem ativamente mudanças significativas para o melhor do meio ambiente. Como parte do acordo, a DHL continuará a transportar mais de 415 toneladas de carga que faz parte do Circuito Mundial de automobilismo totalmente elétrico – incluindo todos os carros de corrida, baterias, unidades de carregamento e equipamentos de mídia e transmissão. A ideia é maximizar a eficiência e reduzir as emissões de CO2. (Terra – 12.01.2022)

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5 Dott: Viagens de micromobilidade crescem 130% em 2021 na Europa

A Dott viu as viagens de e-scooter e e-bike aumentarem 130% ano a ano em todos os seus mercados combinados na Europa em 2021. O mês de pico foi setembro, pois o retorno aos deslocamentos para grande parte da Europa levou a um crescimento de 80% no número de passageiros e um salto de 120% nas viagens ano a ano. A operadora de micromobilidade compartilhada agora opera em nove países e 38 cidades, contra sete países e 20 cidades no final de 2020. Henri Moissinac, cofundador e executivo-chefe da Dott, disse: “O ano passado foi transformador, pois atingimos o marco de lançar e-bikes nas principais cidades da Europa, oferecendo uma nova opção de veículo para atender às diferentes necessidades de nossos ciclistas. O crescimento significativo demonstra que mais pessoas estão descobrindo como a Dott desbloqueia viagens eficientes, seguras e confiáveis em suas cidades”. Como parte da revisão das operações da Dott em 2021, a empresa disse que reduziu suas emissões de CO2 em 40% ao longo do ano. Também introduziu uma nova ferramenta de monitoramento de CO2 para acompanhar o progresso mensalmente. (Smart Transport – 12.01.2022)

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6 McKinsey: Consumidores estão abertos a soluções de micromobilidade

De acordo com os entrevistados da Mobility Ownership Consumer Survey, realizada pelo McKinsey Center for Future Mobility em julho de 2021, quase 70% afirmam que estavam dispostos a usar veículos de micromobilidade para seu deslocamento. Essa descoberta sugere que um número crescente de trabalhadores pode caminhar em direção a formas de transporte menores e mais ecológicas à medida que as restrições da pandemia aumentam e os escritórios reabrem. A pesquisa também revelou que a aceitação da micromobilidade estará longe de ser uniforme devido a fatores específicos do local. A disposição de usar veículos pequenos foi maior em países com longa tradição de micromobilidade, como Itália (81%) e China (86%). No outro extremo do espectro, apenas 60% dos entrevistados dos EUA disseram que considerariam a micromobilidade, talvez porque tradicionalmente dependam de carros particulares ou transporte público para seus deslocamentos, e a visão de alguém “ziguezagueando” no trânsito em um ciclomotor ou scooter é relativamente raro. No geral, os entrevistados da pesquisa preferiram as bicicletas, que oferecem maior alcance e melhor espaço de armazenamento do que as e-kickscooters e um preço mais baixo do que os ciclomotores. As descobertas da pesquisa têm implicações para os “players” em todo o ecossistema de micromobilidade: Provedores de mobilidade compartilhada; Operadores de carregamento e estacionamento; Operadores de transporte público; e Cidades. (McKinsey & Company – 02.12.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: João Pedro Gomes, Leonardo Gonçalves e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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