IFE.H2 62

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 62 – publicado em 14 de dezembro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Hidrogênio – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 62 – 14 de dezembro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
Austrália: O Australian Hydrogen Council dá as boas-vindas ao uso de hidrogênio pelo Partido Trabalhista
2 Canadá: A Canadian Hydrogen Alliance lança nova parceria para impulsionar a economia global do hidrogênio
3 Estados Unidos: A United States Hydrogen Alliance foi estabelecida para se tornar a organização ‘go-to’ para hidrogênio e células de combustível
4 Europa: Continente europeu lidera a corrida global pela inovação do hidrogênio, afirma o FCH JU
5 Europa: Hydrogen Europe apela à Comissão da UE para revisar uma proposta de Ato Delegado para apoiar o hidrogênio

Produção
1 Alemanha: Lyfhe fornece eletrolisador para o projeto H2goesRail
2 Austrália: Empresas e governo da Austrália Meridional revelam projeto de H2V
3 Austrália: FFI e AGL assinam acordo para desenvolver projeto de hidrogênio verde
4 Canadá: FFI promove projeto de hidrogênio verde com a construção de usinas de H2V em todo território
5 Emirados Árabes: Engie e Masdar estão prestes a desenvolver um centro de hidrogênio verde
6 Estados Unidos: Woodside vai construir planta de hidrogênio verde de 290 MW

Armazenamento e Transporte
1 DNV deve identificar o potencial das redes de distribuição de gás da Europa para o uso de hidrogênio
2 Irlanda: Empresas assinam acordo para melhorar significativamente as iniciativas de armazenamento de hidrogênio verde no subsolo
3 Reino Unido: Relatório do Net Zero Technology Center para avaliar a adequação dos oleodutos do país para hidrogênio

Uso Final
1 Europa: Kongsberg lança o primeiro sistema de propulsão marítima, em escala real, à base de hidrogênio
2 Hungria: Alstom e MOL vão explorar as tecnologias de hidrogênio para o transporte ferroviário
3 Península Ibérica: Iberdrola e H2 Green Steel anunciam projeto de hidrogênio para “produção verde”

Tecnologia e Inovação
1 França: Elogen assina novo acordo de colaboração para expansão da tecnologia de produção de hidrogênio via eletrólise da água

Eventos
1 Hydrogen – its role in the Energy Transition
2 Webinar: Renewable Hemp Natural Gas and Decarbonization
3 World Hydrogen & Ammonia Shipping
4 Webinar on Role of Renewable Energy mix in meeting India’s energy demand!

5 3rd Hydrogen Production, Storage & Infrastructure Development Global Summit

Artigos e Estudos
1 Produção de hidrogênio a partir de energia eólica offshore na China e fornecimento com custo competitivo para o Japão
2 Desafios e perspectivas de estratégias baseadas em hidrogênio renovável para a descarbonização completa de aplicações estacionárias de energia
3 A economia do hidrogênio é complementar e sinérgica com a economia elétrica
4 A economia do hidrogênio verde para uma sociedade renovável

5 Roteiro do hidrogênio: um estudo de caso do Catar sobre a produção, utilização e exportação
6 Hidrogênio verde: Uma comparação entre o eletrolisador PEM e o eletrolisador alcalino



 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 Austrália: O Australian Hydrogen Council dá as boas-vindas ao uso de hidrogênio pelo Partido Trabalhista

O Partido Trabalhista australiano revelou recentemente seu plano Powering Australia, que inclui o uso de hidrogênio. O Conselho Australiano de Hidrogênio (AHC) deu as boas-vindas a essa iniciativa de integração em um comunicado feito no dia 6 de dezembro. Com uma meta de redução de emissões de 40% até 2030 em relação aos níveis de 2005, o hidrogênio foi citado como um recurso-chave de emissão zero, que permitirá uma descarbonização mais ampla pelo grupo Trabalhista. Apesar de delinear várias políticas positivas que apoiam o uso mais amplo de hidrogênio, e sua produção por meio de eletrolisadores, o Conselho Australiano de Hidrogênio acredita que serão necessários um maior detalhamento de como isso funcionará. A CEO do Conselho Australiano de Hidrogêncio, Dra. Fiona Simon, falando sobre a política de redução de emissões, disse que apenas uma abordagem coordenada pode ser considerada para alcançar as emissões líquidas zero, em uma visão panorâmica de toda a economia, e que permitirá que a Austrália faça uma transição de forma eficiente e aproveite as oportunidades que a descarbonização apresenta. (H2 View- 06.12.2021)

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2 Canadá: A Canadian Hydrogen Alliance lança nova parceria para impulsionar a economia global do hidrogênio

A Aliança Canadense de Hidrogênio revelou um novo projeto que reunirá o conhecimento dos principais institutos para construir tanto a economia doméstica do hidrogênio quanto a cadeia de valor global. Revelado no dia 6 de dezembro, o Hub de Transição de Hidrogênio, uma parceria bilateral de inovação, é considerado um passo importante para os países cooperarem e aprenderem uns com os outros na transformação do setor de energia para o hidrogênio. Referenciada pela Aliança Canadense de Hidrogênio, a parceria também reunirá as informações para enfrentar os desafios reais associados à política de transição do hidrogênio. Espera-se que, ao estabelecer o hub, várias empresas, nações e economias possam se beneficiar ao reunirem informações sobre o hidrogênio. Isso permitiria, por exemplo, que duas nações amplamente inovadoras pudessem se associar para aprimorar as tecnologias de hidrogênio e impulsionar sua implementação nas operações cotidianas. Isto seria vital para o desenvolvimento de um ecossistema mundial de hidrogênio, reunindo todos os participantes da esfera do hidrogênio e combinando as necessidades e interesses para criar uma economia em expansão. (H2 View- 06.12.2021)

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3 Estados Unidos: A United States Hydrogen Alliance foi estabelecida para se tornar a organização ‘go-to’ para hidrogênio e células de combustível

A Aliança de Hidrogênio dos Estados Ocidentais (WSHA), que reúne conhecimento e experiência em toda a cadeia de valor do hidrogênio nos Estados Unidos, se expandiu para se tornar oficialmente a Aliança Estadunidense de Hidrogênio (USHA), conforme revelado no dia 7 de dezembro. Com o aumento da área de atuação, a USHA agora tem a capacidade de expandir o ecossistema do hidrogênio para além dos estados do ocidente, nos estados centrais e orientais, para trabalhar na integração do hidrogênio e da tecnologia de células a combustível em todos os 50 estados americanos. Isso permitirá à USHA continuar recrutando novos membros e manter-se na vanguarda do crescimento da economia do hidrogênio dos EUA, uma das regiões mais influentes do mundo para o hidrogênio. A instituição declarou que sua missão é se tornar uma organização “go-to” para auxiliar diretamente os formuladores de políticas de hidrogênio e de células a combustível, defendendo ativa e efetivamente as indústrias nas implantações estratégicas destes setores. (H2 View- 07.12.2021)

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4 Europa: Continente europeu lidera a corrida global pela inovação do hidrogênio, afirma o FCH JU

A Europa tornou-se fundamental para as tecnologias de hidrogênio e células a combustível e, de acordo com a Empresa Comum de Células a Combustível e Hidrogênio (FCH JU), a União Europeia (UE) lidera a corrida para a implantação da energia limpa do hidrogênio. Durante a Semana Europeia do Hidrogênio, um evento com mais de 2.000 participantes, foram destaque os avanços que a Europa está conseguindo em relação ao hidrogênio e às células a combustível. Ao longo da Semana, foram incentivadas as parcerias, vitais para encorajar mais empresas a adotar o hidrogênio, além de aumentar a economia do hidrogênio na UE. De forma geral, a necessidade de cooperação, de articulação dos diversos stakeholders e setores, foram temas recorrentes do evento, assim como a urgência de concretização de planos. A FCH JU disse que as decisões sobre grandes investimentos devem ser sincronizadas e os diversos projetos devem ser vinculados, para criar um efeito cascata para se construir um mercado viável. (FCH Europa- 10.12.2021)

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5 Europa: Hydrogen Europe apela à Comissão da UE para revisar uma proposta de Ato Delegado para apoiar o hidrogênio

A Hydrogen Europe lançou uma nova carta aberta que convida a Comissão da União Europeia a rever a proposta de Ato Delegado (DA) sobre o art. 27.3 para garantir que não se prejudique o objetivo de hidrogênio da UE. O objetivo é complementar a Diretiva de Energia Renovável (RED), estabelecendo regras para a produção de hidrogênio renovável a partir da eletricidade. A carta descreve que o DA será um fator decisivo na busca da meta de 6 GW de hidrogênio da UE até 2024 e de 40 GW até 2030. Porém, o acordo proposto tornaria isso mais difícil de ser alcançado. As organizações afirmam que critérios muito rígidos no DA colocariam em risco a viabilidade de cumprimento da meta obrigatória de 50% para os combustíveis renováveis de origem não biológica usados na indústria. O DA será uma legislação definidora e será fundamental para manter a forte posição de produção de hidrogênio da Europa em todo o mundo e evitar o deslocamento das capacidades de produção para países com uma estrutura regulatória mais favorável. A carta aberta propõe que critérios rigorosos sejam substituídos por outros flexíveis no curto prazo, integrando os requisitos do DA assim que a meta inicial de 6 GW for atingida. (H2 View- 08.12.2021)

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Produção

1 Alemanha: Lyfhe fornece eletrolisador para o projeto H2goesRail

O projeto H2goesRail, um projeto localizado na Alemanha, entra em nova fase com o fornecimento de um eletrolisador para o projeto pela Lyfhe, uma empresa dedicada ao hidrogênio verde (H2V). O H2goesRail tem como objetivo desenvolver uma planta de produção de H2V via eletrólise alimentada por energias renováveis. Quando o eletrolisador estiver instalado na unidade do projeto, cerca de 30 toneladas anuais de hidrogênio renovável será produzido. Por fim, no que concerne ao uso final, o gás será utilizado como combustível no processo de descarbonização do transporte ferroviário. Espera-se que este projeto sirva como referência de descarbonização de todo o setor de transporte ferroviário alemão. (H2 View – 08.12.2021)

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2 Austrália: Empresas e governo da Austrália Meridional revelam projeto de H2V

A Trafigura, uma das maiores empresas de comércio de commodities físicas do mundo, a Nyrstar, uma empresa de multi-metais global, e o governo da Austrália Meridional, revelaram que estão desenvolvendo um projeto conjunto no intuito construir e operar uma usina de hidrogênio em Port Pirie, na Austrália. A usina contará, em sua fase inicial, com uma capacidade instalada de eletrolisadores da ordem de 85 MW, que será movida por energia renovável, para produção de hidrogênio verde (H2V). Posteriormente, as empresas esperam ampliar a planta para uma capacidade de 440 MW. Em termos de uso final, o gás produzido será utilizado em um processo de síntese do tipo Haber-Bosch para produção de amônia verde, que será exportada ou usada como combustível nos transportes marítimo e doméstico. As partes envolvidas estimam um investimento em torno de AU$ 750 milhões para desenvolver todo o projeto. (Trafigura – 09.12.2021)

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3 Austrália: FFI e AGL assinam acordo para desenvolver projeto de hidrogênio verde

A Fortescue Future Industries (FFI), uma empresa dedicada ao hidrogênio verde e que tem como objetivo principal tornar o vetor energético produzido de maneira renovável, a commodity de energia mais comercializada do mundo, assinou um novo acordo com a AGL Energy para desenvolver um projeto de hidrogênio na Austrália. O projeto tem como intuito aproveitar as estações movidas a carvão para desenvolver usinas de eletrólise, que serão alimentadas por energia renovável para a produção de hidrogênio verde. Atualmente, o projeto está em fase de estudo de viabilidade, mas as empresas já pretendem instalar cerca de 250 MW de energia primária de origem solar e eólica para alimentar as usinas de H2, para a produção de 30.000 toneladas do gás de maneira ecologicamente correta. (Fortescue Future Industries – 08.12.2021)

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4 Canadá: FFI promove projeto de hidrogênio verde com a construção de usinas de H2V em todo território

A Fortescue Future Industries (FFI), que tem como objetivo principal tornar o hidrogênio verde a commodity de energia mais comercializada do mundo, assinou um acordo com três Nações Indígenas do Canadá para desenvolver um grande projeto que visa construir e operar diversas usinas de hidrogênio verde em todo o território canadense. Todas as usinas contarão com eletrolisadores alimentados por energia hidrelétrica e eólica. Esse tipo de projeto abre o caminho para investimentos em hidrogênio verde no Canadá, que pode criar milhares de empregos e levar o Canadá a atingir sua meta de zero emissões líquidas até 2050. (Fortescue Future Industries – 09.12.2021)

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5 Emirados Árabes: Engie e Masdar estão prestes a desenvolver um centro de hidrogênio verde

A Engie, uma empresa global de energia, e a Masdar, uma empresa de energia limpa, estão firmando uma parceria para o desenvolvimento de um projeto que tem como intuito construir um centro de hidrogênio verde (H2V) nos Emirados Árabes Unidos, isto é, diversas plantas de produção de hidrogênio em uma mesma região delimitada. Estas plantas de produção de H2V terão uma capacidade de, no mínimo, 2 GW até o ano de 2030. A ENGIE planeja se tornar uma empresa líder em hidrogênio nos Emirados Árabes, e, para isso, pretende investir US $ 5 bilhões para desenvolver os 2GW previstos. (Masdar – 03.12.2021)

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6 Estados Unidos: Woodside vai construir planta de hidrogênio verde de 290 MW

A Woodside, uma empresa de petróleo e energia, está diversificando o seu portfólio para outros países além da Austrália. A empresa adquiriu um terreno em Oklahoma, Estados Unidos (EUA), onde desenvolverá um projeto de hidrogênio. O projeto visa o desenvolvimento de uma planta de produção de hidrogênio por eletrólise, alimentada por energia renovável. Em números, a planta terá uma capacidade instalada de 290 MW em eletrolisadores, capaz de produzir cerca de 90 toneladas de H2V diariamente. Em termos de uso final, o gás produzido será utilizado para descarbonizar o setor de transporte pesado dos Estados Unidos. Este é o primeiro projeto de H2V que a Woodside desenvolve fora da Austrália, e que cuja planta está prevista para entrar em operação no ano de 2025. (Woodside – 07.12.2021)

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Armazenamento e Transporte

1 DNV deve identificar o potencial das redes de distribuição de gás da Europa para o uso de hidrogênio

A DNV está preparada para reforçar as redes de distribuição de hidrogênio da Europa com um novo estudo que identificará o potencial de transporte de hidrogênio por meio dessas redes. O estudo será usado como parte do projeto Ready4H2 com o objetivo de combinar a expertise em hidrogênio e experiências de 80 empresas e organizações europeias de distribuição de gás para criar uma economia rica em hidrogênio. Como parte do estudo, a DNV analisará como as redes europeias de distribuição de gás podem suportar a crescente demanda por hidrogênio na Europa. Os gasodutos podem ser uma grande contribuição para o transporte de grandes quantidades de hidrogênio no continente europeu. Peter Kristensen, da EVIDA e líder do projeto, disse: “A rede de distribuição de gás europeia é enorme – e os projetos Ready4H2 representam mais de 1,5 milhões de quilômetros de gasodutos em toda a Europa.” Para saber mais sobre o projeto Ready4H2, clique aqui. (H2 View – 03.12.2021)

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2 Irlanda: Empresas assinam acordo para melhorar significativamente as iniciativas de armazenamento de hidrogênio verde no subsolo

A Irlanda se beneficiará de uma nova aliança estratégica de transição energética formada entre Snam e dCarbonX, que visa desenvolver um programa de fundo estratégico com o projeto inicial focado no armazenamento de hidrogênio verde. Com a introdução dos acordos vinculativos, a Snam assumirá uma participação acionária na dCarbonX à medida que a empresa amplia seu portfólio de hidrogênio e visa desenvolver projetos em todo o mundo. A Snam é reconhecida como líder em hidrogênio e sua experiência técnica será inicialmente usada nas três iniciativas irlandesas de armazenamento de hidrogênio ecológico de subsuperfície offshore em grande escala da dCarbonX com a ESB, a principal empresa de serviços integrados da Irlanda. (H2 View – 01.12.2021)

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3 Reino Unido: Relatório do Net Zero Technology Center para avaliar a adequação dos oleodutos do país para hidrogênio

O Net Zero Technology Center do Reino Unido lançou um novo relatório que analisa a adequação dos mais de 45.000 km de oleodutos e gasodutos do Reino Unido para o transporte de hidrogênio. Será avaliada a integridade técnica em duas partes: a primeira revisará o período do projeto até os dias atuais para determinar a condição atual dos dutos. A segunda parte da revisão visa a determinar o fim da vida útil do duto, de forma a prever a necessidade de uso de novos tubos. Um cronograma preliminar sugere que levará por volta de quatro meses para definir o estado de integridade atual de um gasoduto típico e mais quatro meses para concluir o “Look Forward” de um gasoduto. Os resultados desta avaliação podem ser cruciais para a economia crescente do hidrogênio e projetos de hidrogênio em perspectiva. Para ler o relatório na íntegra, clique aqui . (H2 View – 07.12.2021)

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Uso Final

1 Europa: Kongsberg lança o primeiro sistema de propulsão marítima, em escala real, à base de hidrogênio

A Kongsberg testou e avaliou um propulsor em escala real, com zero emissões, movido por células a combustível (hidrogênio) projetadas para navios e balsas. O programa é a terceira e última parte do projeto HySeas (HySeas III) financiado pela União Europeia, que está em execução desde 2013 para preparar e demonstrar um sistema de hidrogênio escalonável para navios e balsas. A empresa Kongsberg foi o líder técnico do projeto, que envolveu participantes de diversos países. O propulsor foi projetado pela Kongsberg Maritime para investigar a adequação do sistema às necessidades cotidianas das operações marítimas convencionais. Nesta fase final, o sistema passará por um programa de testes de 4 meses para fins de validação com o objetivo de verificar o projeto final de uma balsa RoPax movida a H2. A Caledonian Maritime Assets Ltd (CMAL), um parceiro da Kongsberg, na Escócia, planeja concluir o projeto em março de 2022. O hidrogênio combustível será gerado por meio da energia eólica no porto da balsa. (Kongsberg – 02.12.2021)

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2 Hungria: Alstom e MOL vão explorar as tecnologias de hidrogênio para o transporte ferroviário

A Hungria, em sua estratégia nacional de hidrogênio, tem investigado a viabilidade da tecnologia do hidrogênio para o transporte ferroviário. Neste sentido, a Alstom e a MOL, uma empresa líder de petróleo e gás da Hungria, assinaram um memorando de entendimento para estruturar a cooperação nesta tecnologia. O Grupo MOL já produz e utiliza quase 150.000 toneladas de hidrogênio por ano. Os primeiros trens movidos a hidrogênio no mundo (Coradia iLint) produzidos pela Alstom, são trens elétricos que utilizam células a combustível para geração de eletricidade a bordo. Nestes trens, um conjunto de baterias armazena a energia recuperada da frenagem, que é usada na aceleração e na alimentação elétrica auxiliar. Operar esses trens requer estações de reabastecimento de hidrogênio. Para estabelecer essa infraestrutura, a Alstom já coopera com empresas de petróleo e gás como a Linde, na Alemanha, e Orlen, na Polônia. (Alstom – 02.12.2021)

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3 Península Ibérica: Iberdrola e H2 Green Steel anunciam projeto de hidrogênio para “produção verde”

H2 Green Steel (H2GS) e Iberdrola anunciam uma instalação de produção de hidrogênio verde com capacidade de eletrólise de 1 GW, para a produção de cerca de 2 milhões de toneladas anuais de ferro verde, destinado à fabricação de aço verde, com redução de 95% das taxas de emissão de CO2. A central será construída na Península Ibérica, com início de produção em 2025 ou 2026, em local com acesso a eletricidade renovável de baixo custo e à infraestrutura necessária ao projeto. A Iberdrola fornecerá energia renovável para a planta, enquanto a H2 Green Steel será proprietária e operará a produção de ferro e aço verdes. O projeto terá cerca de 2,3 bilhões de euros de investimento, que serão financiados com uma combinação de financiamento público de projetos verdes e capital próprio. (H2 Green Steel – 02.12.2021)

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Tecnologia e Inovação

1 França: Elogen assina novo acordo de colaboração para expansão da tecnologia de produção de hidrogênio via eletrólise da água

Um novo acordo de colaboração assinado entre a Elogen e a Université Paris-Saclay visa expandir a tecnologia de eletrolisadores PEM (Proton Exchange Membrane) e fortalecer a produção de hidrogênio de baixo carbono. A colaboração será por meio de projetos para estudantes da Université Paris-Saclay, no compartilhamento de materiais de P&D das partes e pela participação conjunta em programas de pesquisa de doutorado financiados pela Associação Nacional Francesa de Pesquisa e Tecnologia (ANRT). Jean-Baptiste Choimet, Diretor Administrativo da Elogen, disse: “A Université Paris-Saclay tem experiência reconhecida no campo dos processos químicos e eletroquímicos e, mais especificamente, na ciência dos materiais e no campo da eletrocatálise, essa expertise complementará a das equipes de P&D da Elogen, transpondo as fronteiras tecnológicas e acelerando a otimização da eficiência dos eletrolisadores PEM”. O acordo marcará um novo capítulo na parceria entre as duas empresas com ambições de se estender ainda mais no mercado de hidrogênio e apoiar uma transição energética mais ampla para alternativas mais limpas. (Elogen – 07.12.2021)

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Eventos

1 Hydrogen – its role in the Energy Transition

Este Webinar fornece uma visão sobre o hidrogênio, sua importância na transição energética e as oportunidades que isso cria para os indivíduos que trabalham nos setores de Petróleo e Gás e outros. Após a publicação das estratégias de hidrogênio do governo britânico e escocês, este evento visa a apresentar uma introdução aos vários tipos de geração de hidrogênio, com suas diversas cores, e tentará fazer uma comparação generalizada entre eles em termos de transição energética e comercialização. Haverá uma rápida revisão das pesquisas que estão sendo realizadas sobre transporte e armazenamento. A segunda parte do evento apresentará as várias oportunidades de emprego disponibilizadas por esta nova transição energética. Este evento ocorrerá de forma online no dia 15 de dezembro de 2021 às 08h30. Inscreva-se aqui. (IMechE Process Industries Division – dezembro de 2021)

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2 Webinar: Renewable Hemp Natural Gas and Decarbonization

Este evento tem como público alvo todos os proprietários-operadores, serviços públicos, compradores, pesquisadores, organizações governamentais, municípios e corporações éticas do setor de energia. O Webinar ocorrerá no dia 16 de dezembro às 13h00, de forma gratuita. A Cultiv8 Hemp Solutions apresentará mecanismo que podem ajudar corporações, municípios, universidades e empresas de energia a atingirem suas metas de carbono negativo usando diesel de cânhamo renovável, eletricidade, hidrogênio verde, gás natural de cânhamo renovável e descarbonização. Este webinar irá explorar os diferentes tipos de combustível de cânhamo renovável, quais os créditos e incentivos disponíveis. Nesta apresentação será mostrado como a biomassa do cânhamo se compara aos aterros e laticínios para a produção de gás natural renovável e o que é necessário para que concessionárias de serviços públicos, municípios e distribuidores de combustível no atacado, possam comprar gás natural de cânhamo renovável Cultiv8HS, diesel de cânhamo renovável e produtos de hidrogênio verde. Inscreva-se aqui. (Cultiv8 Hemp Solutions – dezembro de 2021)

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3 World Hydrogen & Ammonia Shipping

Um ano após o primeiro Fórum Mundial de Hidrogênio + Amônia, este evento traz de volta ao cenário virtual uma avaliação sobre os avanços na descarbonização do setor: Que novas estratégias de governo e de portos estão obtendo sucesso na transição do hidrogênio e da amônia para cumprir as metas da UE para 2050? Como os principais agentes do transporte marítimo mundial estão abordando a transição para uma economia marítima de emissão zero? O foco deste evento em hidrogênio e amônia é permitir discussões profundas e significativas sobre questões econômicas, de abastecimento e de tecnologia específicas para esses combustíveis. Conheça as nuances existentes na ampla gama de segmentos de embarcações, incluindo navios de carga, navios porta-contêineres, balsas, navios de cruzeiro, super iates, offshore, embarcações de apoio e rebocadores. Tenha uma visão panorâmica de toda a cadeia de abastecimento, incluindo bancos, governo, reguladores, empresas de energia, fornecedores de tecnologia, portos e armadores. O evento ocorrerá de forma virtual no dia 15 de dezembro de 2021, das 07h00 às 13h00. Inscreva-se aqui. (World Hydrogen Leaders – dezembro de 2021)

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4 Webinar on Role of Renewable Energy mix in meeting India’s energy demand!

Desde 2015, o portfólio de energia renovável (ER) da Índia aumentou vertiginosamente de 10 GW para 100 GW. A Índia tem um plano ambicioso de aumentar seu portfólio doméstico de ER para 175 GW até 2022 e para 450 GW até 2030. A Índia tomou várias medidas, incluindo a criação da Aliança Solar Internacional, lançando e renovando esquemas e políticas de apoio para a energia eólica, bioenergia, biocombustíveis, e, recentemente, lançou a ambiciosa Missão Nacional de Hidrogênio. Esses esforços contínuos refletem a forte intenção da nação em dissociar suas emissões do crescimento econômico. Este webinar apresentará os fatos e o status da missão de ER da Índia e as oportunidades disponíveis em diferentes ações verticais de ER. O evento ocorrerá de forma virtual no dia 29 de janeiro de 2022, das 02h30 às 04h00. Inscreva-se aqui. (Renewable Energy Mart – dezembro de 2021)

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5 3rd Hydrogen Production, Storage & Infrastructure Development Global Summit

Após o sucesso da primeira e segunda edições do Global Hydrogen Energy Summit em 2020 e 2021, a Clariden Global convida para a 3ª Cúpula Global de Produção, Armazenamento e Desenvolvimento de Infraestrutura de Hidrogênio a ser realizada de 19 a 21 de janeiro de 2022, de forma virtual (via plataforma Zoom). Este evento foi elaborado de forma a trazer as oportunidades e tendências emergentes em hidrogênio. Com a demanda global por hidrogênio em ascensão, estudos preveem que a Austrália está prestes a se tornar o maior exportador de hidrogênio do Leste Asiático, exportando 42% do fornecimento regional até 2040. Junte-se ao encontro global de líderes de energia para melhor compreender, incorporar e desenvolver estratégias bem-sucedidas no setor. O evento ocorrerá de forma virtual do dia 18 de janeiro de 2022, às 19h00, até o dia 21 de janeiro de 2022, às 03h00. Inscreva-se aqui. (Clariden Global – dezembro de 2021)

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Artigos e Estudos

1 Produção de hidrogênio a partir de energia eólica offshore na China e fornecimento com custo competitivo para o Japão

O Japão é um importador líquido de energia, pois não produz a quantidade de energia necessária para todas as atividades do país; em números, a autossuficiência do Japão não chega a 10%. O país necessita estabelecer diversas parcerias energéticas para sua manutenção. Nesse mesmo cenário, o Japão não consegue produzir hidrogênio em larga escala, apesar de ser um vetor energético de suma importância para o contexto de transição energética no Japão. O objetivo principal do artigo foi estudar o custo final do hidrogênio verde no Japão, após a produção do H2V na China, a partir de energia eólica offshore, e toda a logística e exportação até o país. Na conclusão, o artigo relata que o custo final do hidrogênio verde importado da China está dentro das expectativas do Japão, para o processo de descarbonização da economia. (Nature – 2021)

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2 Desafios e perspectivas de estratégias baseadas em hidrogênio renovável para a descarbonização completa de aplicações estacionárias de energia

As tecnologias de produção de hidrogênio oferecem uma alternativa limpa e versátil para aumentar a penetração das energias renováveis e a segurança energética. Os setores com aplicações estacionárias de energia, ou seja, todas as partes da economia, excluindo o setor de transporte, é responsável por quase três quartos das emissões (massa de CO2-eq) mundiais de gases de efeito estufa (GHG) associadas à geração de energia. Este estudo fornece uma análise do estado da arte e da evolução dos sistemas renováveis à base de hidrogênio (RHS) para alimentar o setor estacionário de energia. A análise começou com uma revisão completa das implantações de RHS para aplicações estacionárias de energia. Em seguida, faz-se uma avaliação detalhada dos parâmetros técnico-econômicos relevantes, como custo nivelado de energia (LCOE), eficiência de conversão/reconversão do hidrogênio (HRE), probabilidade de perda de fornecimento de energia (LPSP), índice de autossuficiência (SSR) ou fração renovável (fRES). Em seguida, são examinadas as plantas em escala de laboratório e projetos-piloto, juntamente com as tendências atuais do mercado e a aceitação comercial de RHS e sistemas de células a combustível. Por fim, são identificados e discutidos as futuras barreiras técnico-econômicas e os desafios para implantação de curto e médio prazo de RHS. (Renewable and Sustainable Energy Reviews – 2021)

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3 A economia do hidrogênio é complementar e sinérgica com a economia elétrica

O artigo aborda o crescente apoio à eletrificação da economia, com proporcional abandono aos combustíveis fósseis, com o uso de energia renovável de usinas eólicas e solares fotovoltaicas, com o uso de baterias para regular a oferta de energia ou para armazenar energia a bordo de veículos que não podem se mover ao longo de linhas elétricas. O artigo relata ainda que a tecnologia do hidrogênio é comumente negada, quando se refere ao armazenamento de energia. Em conclusão, o artigo revela que a economia do hidrogênio não é competitiva, mas complementar e sinérgica à economia elétrica, e ambas devem ser promovidas em conjunto para garantir uma transição mais rápida para uma economia livre de emissões de CO2. À medida que as energias renováveis crescem, o hidrogênio verde também tem potencial de crescimento, uma vez que é produzido a partir de energias renováveis. (ScienceDirect – 2021)

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4 A economia do hidrogênio verde para uma sociedade renovável

O documento teve como objetivo abordar a “economia do hidrogênio” dentro de uma perspectiva de utilização principal do hidrogênio na descarbonização de setores onde não existe alternativa. Foi proposto um plano de implementação em três fases para o hidrogênio no setor industrial como matéria-prima química, no setor de transporte para veículos pesados de longa distância, no setor de edifícações para aquecimento e no setor de energia para armazenamento sazonal. Após a análise, verificou-se que o hidrogênio não será a maior economia energética, mas com uma necessidade projetada de 2,3 Gt de H2 anualmente, ele pode descarbonizar cerca de 18% dos setores relacionados à energia. No longo prazo, o hidrogênio pode complementar a eletricidade renovável e ser a pedra angular para um futuro 100% renovável. (ScienceDirect – 2021)

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5 Roteiro do hidrogênio: um estudo de caso do Catar sobre a produção, utilização e exportação

Este estudo analisa o potencial de produção, utilização e exportação de hidrogênio livre de carbono do Catar. Essas alternativas incluem o uso de gás natural como matéria-prima para a produção de hidrogênio por meio da reforma do metano a vapor (SMR), reforma do metano a vapor integrada com captura de carbono, bem como as possibilidades de produção de hidrogênio a partir da eletrólise usando energias renováveis e amônia como outro intermediário. O potencial de cada alternativa é revisado com base em critérios técnicos, econômicos e ambientais selecionados. As descobertas deste estudo de revisão indicam que a produção e exportação de amônia azul atualmente apresenta o melhor caminho para o Catar, enquanto o hidrogênio verde deve se tornar tão competitivo quanto a amônia azul no médio prazo. É amplamente aceito que, à medida que as tecnologias associadas à produção de hidrogênio limpo melhoram e o custo da energia renovável cai, o hidrogênio verde se tornará bastante competitivo na região. (ScienceDirect – 2021)

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6 Hidrogênio verde: Uma comparação entre o eletrolisador PEM e o eletrolisador alcalino

O presente trabalho tem como principal objetivo estudar e comparar duas tecnologias de eletrolisadores, de modo a analisar a viabilidade econômica de cada um deles. O processo divide-se em cinco fases, com cinco custos associados a cada tecnologia com o intuito de verificar qual é a mais rentável. Os valores técnicos foram calculados através de um simulador para cada uma das tecnologias, obtendo resultados díspares sobretudo a nível de pressão e de volume. No processo alcalino, o volume necessário ao armazenamento de hidrogênio é muito menor que o volume armazenado no processo com eletrolisador PEM. Na sequência, utilizou-se uma ferramenta de cálculo que permite, através dos valores encontrados no simulador, calcular os cinco custos para cada uma das tecnologias (trabalho, energia/água, componentes, edificação e manutenção) até chegar a um custo final. O custo total de fabricação do eletrolisador alcalino e seus constituintes foi de 316.786 €/ano e do eletrolisador PEM foi de 317.658 €/ano. Apesar destes valores não serem muito distintos, o que realmente fez diferença foi o custo por metro cúbico de cada um deles, em que a fabricação do processo alcalino foi mais dispendiosa em relação ao processo do eletrolisador PEM. (Isep – 2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas,
José Vinícius S. Freitas, Kalyne Silva Brito e Luana Oliveira 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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