IFE.TEX 66

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 66 – publicado em 07 de dezembro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 66 – 07 de dezembro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
COP26: As lições para o setor de energia renovável
2 Oito organizações sem fins lucrativos recebem subsídios para promover iniciativas de energia limpa
3 Nova lei de energia limpa de Illinois pode ser um manual regulatório para outros estados
4 Itália: BEI investe € 49 mi em energias renováveis na Toscana
5 EUA: As maiores tendências legislativas estaduais de energia limpa de 2021
6 IRENA e OLADE reforçam o compromisso de impulsionar as energias renováveis na América Latina e no Caribe
7 Noruega amplia aposta e investimentos em energia verde no Brasil
8 Energia renovável: Capacitando comunidades para colher os múltiplos benefícios
9 Comissão Europeia aprova o plano de incentivo para energias renováveis da Grécia

Geração Distribuída
1 Uso de fontes de energia renováveis faz produtores rurais economizarem no Paraná
2 2W fecha acordo para fornecer geração solar distribuída em Pernambuco
3 Empresas confirmam aposta em autoprodução de energia
4 Startup espanhola oferece kit para geração de energia solar em varandas
5 Potencial solar em telhados é estimado em 99,6 GW na Bélgica
6 Concessionárias suecas estão competindo para comprar energia solar distribuída

Armazenamento de Energia
1 Armazenamento de energia de longa duração pode atingir 2,5TW em 2040
2 Concessionária australiana obtém aprovação para planejamento de sistema de armazenamento
3 Sistema de armazenamento em bateria recebe ofertas de conexão à rede na Irlanda

Veículos Elétricos
1 Espanha: Postos de gasolina precisarão ter pontos de recarga de VEs
2 Califórnia: Plano para infraestrutura e fabricação de transporte com emissão zero foi aprovado
3 Japão: Kaluza e Mitsubishi formam parceria visando entregar soluções para VEs
4 Reino Unido: Todas as residências novas terão pontos de recarga

Gestão e Resposta da Demanda
1 O potencial de resposta à demanda na redução das emissões de dióxido de carbono

Eficiência Energética
1 Brasil está há 20 anos estagnado em eficiência energética
2 Eficiência energética é a única maneira de superar a crise energética
3 Fábrica no RJ prevê economia anual de 5.900 MWh com maior eficiência energética
4 O novo plano de eficiência energética de Massachusetts dá prioridade às comunidades carentes

5 A Plataforma para um Novo Modelo de Energia propõe limitar o desperdício na iluminação de Natal
6 DOE desfaz os obstáculos para definir os padrões de eficiência energética de eletrodomésticos

Microrredes e VPP
1 Nova microrrede em Pickering demonstra futuro de bairros residenciais

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Reino Unido: 10 milhões de famílias estão conectadas aos medidores inteligentes da DCC
2 Reino Unido: Northern Powergrid irá lançar piloto de tecnologia de otimização habilitada com medidor inteligente
3 Os benefícios mais comuns dos medidores inteligentes para consumidores do Reino Unido

Segurança Cibernética
1 CNPE publica diretrizes sobre segurança cibernética
2 As criptomoedas estão se tornando o meio preferido de pagamento de cibercriminosos
3 O valor da modelagem de ameaças cibernéticas em um cenário de segurança em evolução
4 DNV e Applied Risk unem forças para defender o setor de energia contra ameaças cibernéticas crescentes

Eventos
1 APIA: Biodiversidade e energias renováveis, um par em conflito?
2 Seminário sobre ESG debate sustentabilidade e compromisso social
3 Citeenel: digitalização, descentralização e descarbonização

Artigos e Estudos
1 Artigo GESEL: “A Transição energética no Sistema Isolado Brasileiro”
2 GESEL: Observatório de Tecnologias Exponenciais Nº 2
3 BloombergNEF: Relatório “Unpacking Luggage from the ESG Regulation”
4 Community Energy Toolkit: Melhores práticas para ampliar a propriedade das energias renováveis

5 Ernst & Young: Concessionárias de energia estão investindo em energias renováveis como nunca tinha se visto antes


 

 

Transição Energética e ESG

1 COP26: As lições para o setor de energia renovável

Duas semanas antes da COP26, o Conselho Global de Energia Eólica e mais de 90 líderes globais do setor lançaram um alerta: as instalações eólicas precisam aumentar quatro vezes em relação aos níveis atuais. Atualmente, as projeções de crescimento dessa fonte oferecem menos da metade do necessário. Terminada a COP26, o alerta é ainda mais claro, não apenas do ponto de vista da energia eólica, mas de todas as fontes renováveis. O mundo está no caminho certo, mas a transição energética precisa ser muito mais rápida. Nesse cenário, os organismos de financiamento internacionais de fomento têm um papel crucial. Isso porque, não se pode cobrar a mesma velocidade de transição de todos os países, mas também não dá para esperar mais e a disparidade não pode ser motivo para reduzir a velocidade da transição. A conclusão é clara: os financiamentos precisam ser facilitados para a transição energética nos países em desenvolvimento que não possuem condições de fazê-la com recursos internos. (Valor Econômico – 24.11.2021)

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2 Oito organizações sem fins lucrativos recebem subsídios para promover iniciativas de energia limpa

Por meio do Programa de Benefícios para a Comunidade, a Calpine Energy Solutions, provedora de serviços de faturamento e suporte ao cliente da Clean Power Alliance (CPA), investe 2% do valor de seu contrato com a CPA na área de serviço da CPA. Os subsídios fornecidos pelo programa são concedidos para organizações sem fins lucrativos que promovem o engajamento relacionado à energia, o compromisso com as comunidades carentes, a igualdade de energia e os programas de diversidade, bem como a promoção de iniciativas verdes. O período de inscrição do Programa de Benefícios para a Comunidade ocorreu do dia 10 de agosto de 2021 ao dia 15 de setembro de 2021. Vinte e quatro inscrições foram recebidas, com oito candidatos recebendo bolsas que variam de $ 8.000 a $ 12.518. (EE Online – 22.11.2021)

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3 Nova lei de energia limpa de Illinois pode ser um manual regulatório para outros estados

Em setembro, foi sancionado o Climate and Equitable Jobs Act (CEJA), um projeto de lei que visa descarbonizar o setor de energia do estado de Illinois (EUA) e realizar a transição energética com foco na criação de empregos equitativos. Apesar disso, pouco se escreveu e se pensou sobre os diversos requisitos regulamentares das concessionárias e os desafios associados à promulgação desta lei. Com isso, nos próximos dois anos, a Illinois Commerce Commission (agente regulador de serviços públicos) trabalhará para resolver questões complexas sobre como a rede de distribuição deve ser planejada e operada para atingir os objetivos da lei. Portanto, se realizada de forma ponderada, a rápida sucessão de documentos apresentados à Comissão poderia servir como um manual regulatório para outros estados que buscam adaptar suas redes para um futuro de energia limpa. (Utility Dive – 23.11.2021)

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4 Itália: BEI investe € 49 mi em energias renováveis na Toscana

O Banco Europeu de Investimento (BEI) contribuiu com 49 milhões de euros para apoiar o projeto da Iniziative Bresciane (INBRE), que tem como objetivo valorizar e restaurar 13 açudes fluviais e instalar 12 pequenas centrais hidroelétricas a fio de água no rio Arno, na Toscana (Ítalia). Com mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento de projetos de energia hidroelétrica, o INBRE irá repassar os fundos do BEI à Iniziative Toscane (INTOS), que será responsável pela construção das hidroelétricas e recuperação dos açudes. O apoio do BEI permitirá ao INBRE restaurar as infraestruturas de gestão da água do rio Arno para melhorar a resiliência climática da região, incluindo através da reflorestação de áreas adjacentes. Em suma, o financiamento terá como objetivo reduzir o impacto ambiental de elementos arquitetônicos pré-existentes e preservar a biodiversidade local. (EE Oline – 23.11.2021)

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5 EUA: As maiores tendências legislativas estaduais de energia limpa de 2021

Os Estados Unidos (EUA) estão na vanguarda da política de energia limpa há muitos anos e 2021 não foi exceção. O ano foi marcado pela promulgação de vários projetos de lei, promovendo tecnologias de energia limpa, modernização da rede e eletrificação de transporte. O NC Clean Energy Technology Center, que gerencia o Banco de Dados Nacional de Incentivos Estaduais para Energias Renováveis e Eficiência, acompanha a legislação de energia limpa em todo o país e identificou as tendências notáveis na atividade legislativa de 2021. Nesse contexto, uma tendência identificada entre as legislaturas estaduais foi o estabelecimento de metas para a descarbonização do setor de energia a fim de abordar as crescentes preocupações climáticas. As abordagens políticas específicas adotadas pelos estados incluem o aumento dos requisitos de padrões de portfólio renováveis (RPS) existentes ou a adoção de novos padrões de eletricidade limpa ou metas de redução de emissões. (Utility Dive – 24.11.2021)

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6 IRENA e OLADE reforçam o compromisso de impulsionar as energias renováveis na América Latina e no Caribe

A Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) assinaram um acordo para trabalhar em estreita colaboração. O objetivo é expandir a implantação de energia renovável na América Latina e do Caribe para atender as metas ambiciosas de neutralização das emissões de gases do efeito estufa para 2030. O Memorando de Entendimento (MoU) assinado por Alfonso Blanco, o Secretário Executivo da OLADE e o Diretor-Geral da IRENA, Francesco La Camera, estabelece um quadro geral de colaboração para fortalecer os quadros políticos e estimular o investimento. Nesse quadro, o investimento de baixo carbono flui por meio de uma série de iniciativas, incluindo fóruns de investimento e esforços para promover a integração energética regional. (IRENA – 24.11.2021)

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7 Noruega amplia aposta e investimentos em energia verde no Brasil

Eólica onshore/offshore, solar fotovoltaica, captura de CO2, hidrogênio, armazenamento e mobilidade elétrica são alguns temas que tem feito a Noruega buscar a liderança no desenvolvimento de tecnologias verdes e inovadoras ao redor do mundo. O país nórdico tem um olhar especial para o Brasil, que é tido como um importante player e parceiro estratégico para ajudar na transição para uma economia de baixo carbono. Segundo um relatório divulgado pelo Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro, as empresas atuantes no Brasil investiram cerca de US$ 7 bilhões em fontes renováveis no período de 2019 a 2020, valor 67% superior ao empreendido entre 2017 e 2018, mostrando resiliência aos efeitos da pandemia. (CanalEnergia – 24.11.2021)

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8 Energia renovável: Capacitando comunidades para colher os múltiplos benefícios

A participação e propriedade de um projeto de energia renovável por cidadãos ou membros de uma comunidade cria valor socioeconômico local e ajuda a promover atitudes mais positivas em relação às energias renováveis. Isso, por sua vez, aumenta o apoio dos cidadãos à transição energética, o que contribui ainda mais para acelerar uma transição justa e inclusiva. Nesse contexto, a Coalizão para a Ação IRENA analisa 11 iniciativas de energia renovável em todo o mundo, apresentando as melhores práticas e os vários impactos socioeconômicos para a sociedade. Em algumas comunidades, o aumento do acesso à energia significa simplesmente mais horas para realizar mais atividades, o que leva a mais produtividade e gera renda adicional. (IRENA – 26.11.2021)


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9 Comissão Europeia aprova o plano de incentivo para energias renováveis da Grécia

A Comissão Europeia (CE) aprovou um programa de incentivos de três anos de 2,27 bilhões de euros. O programa, planejado pela Grécia, visa impulsionar a implantação de mais capacidade de geração de energia renovável. A CE anunciou que o sistema baseado em contratos por diferença (CfD) não viola os auxílios estatais da União Europeia (UE). De acordo com os termos do regime de incentivos, leilões conjuntos de energia solar e eólica serão realizados. Nos leilões os desenvolvedores irão competir para garantir licenças para instalações de geração, oferecendo o menor ‘preço de exercício’ que eles aceitarão para cada quilowatt-hora de eletricidade gerada. Com a eletricidade limpa a ser vendida no mercado de varejo, os desenvolvedores receberão um pagamento prêmio para preencher a lacuna quando o preço de exercício acordado for maior do que o preço da eletricidade no atacado. (PV Magazine – 25.11.2021)

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Geração Distribuída

1 Uso de fontes de energia renováveis faz produtores rurais economizarem no Paraná

A utilização de fontes de energia renováveis em propriedades rurais do Paraná tem feito agricultores economizarem na produção. Desde que o governo estadual lançou um projeto que incentiva produtores rurais a utilizarem fontes de energia renovável, já há mais de 1.400 inscritos. Com o programa, o agricultor consegue facilidades para financiar os equipamentos. Entre as principais fontes renováveis utilizadas pelos produtores rurais estão as placas fotovoltaicas e o biogás. (G1 – 28.11.2021)

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2 2W fecha acordo para fornecer geração solar distribuída em Pernambuco

A 2W Energia firmou uma parceria com a Ecogen, empresa de soluções energéticas do Grupo Mitsui & Co., visando fornecer 4 MW de potência em energia solar distribuída no Pernambuco. O acordo vai permitir a expansão do serviço de geração distribuída (GD) da cleantech, atendendo ao consumo de micro e pequenas empresas e residências do estado. Através de tecnologia 100% digital, a parceria permitirá que consumidores pernambucanos tenham acesso a um consumo inteligente, sem a necessidade de investimentos em painéis fotovoltaicos. Além disso, o sistema possibilitará descontos na tarifa de energia elétrica da distribuidora local. As duas empresas também afirmaram estarem estudando novas parcerias para o fornecimento de energia solar por meio da GD em outros estados brasileiros. (CanalEnergia – 26.11.2021)

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3 Empresas confirmam aposta em autoprodução de energia

Em tempos de crise hídrica e sustentabilidade em alta, empresas de diferentes ramos da economia têm optado cada vez mais pela autoprodução de energia elétrica. Isso porque, esse tipo de solução possibilita que empresas de diversos portes possam produzir energia elétrica para consumo próprio, podendo comercializar eventual excedente de energia elétrica e se tornarem mais competitivas. A autoprodução possibilita a consolidação dos compromissos ESG (da sigla em inglês, meio ambiente, social e governança) pelas empresas, pois em geral envolve investimentos em geração renovável – fotovoltaica ou eólica. Além disso, também estão entre os benefícios da autoprodução: redução de custos com energia; previsibilidade de preços; suprimento de energia garantido e confiável; total customização da planta geradora às necessidades do consumidor; expansão por meio de energia limpa, renovável e certificada. (CanalEnergia – 25.11.2021)

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4 Startup espanhola oferece kit para geração de energia solar em varandas

A Tornasol Energy, startup espanhola, lançou um kit solar para permitir a geração de energia fotovoltaica em varandas, terraços, toldos, caravanas e barcos. O kit consiste em um ou dois módulos, um microinversor e um cabo de cinco metros. Graças à sua tecnologia plug-in, pode ser conectado a qualquer tomada elétrica e gerar eletricidade imediatamente. A empresa está comercializando dois kits: um de 300 W contendo apenas um painel; e um de 600 W, incluindo dois módulos. (PV Magazine – 24.11.2021)

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5 Potencial solar em telhados é estimado em 99,6 GW na Bélgica

EnergyVille, uma joint venture belga, estimou o potencial técnico da geração de energia solar belga em telhado e eólica onshore. A joint venture descobriu que essas duas fontes podem atingir uma potência instalada agregada de 118 GW, com a maior parcela (99,6 GW) advinda por painéis solares, com uma divisão 50/50 entre instalações residenciais e comercial-industriais. Os especialistas da EnergyVille identificaram os locais adequados para ambas as tecnologias e combinaram os dados geográficos com parâmetros técnicos e dados meteorológicos obtidos em 2017. Das três macrorregiões belgas, Flandres é a que apresenta maior potencial solar para sistemas de telhados, com cerca de 65 GW. Seguida pela Valônia, com cerca de 30 GW, e pela região metropolitana de Bruxelas, com cerca de 4,2 GW. (PV Magazine – 25.11.2021)

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6 Concessionárias suecas estão competindo para comprar energia solar distribuída

As concessionárias de energia e os comerciantes de eletricidade suecos estão competindo cada vez mais para comprar energia solar de sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais. Isto é uma manifestação que visa garantir que grande parte dos prossumidores sejam seus clientes nos próximos anos. “Normalmente, na Suécia, os prossumidores residenciais compram mais energia do que produzem e, ao oferecer-lhes um contrato para comprar eletricidade excedente, as concessionárias não apenas garantem clientes para o futuro, mas também podem aproveitar a oportunidade para vender ou alugar suas próprias soluções fotovoltaicas”, disse Amelia Oller Westerberg, analista de mercado de energia solar fotovoltaica da consultoria sueca Becquerel Sweden. (PV Magazine – 24.11.2021)

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Armazenamento de Energia

1 Armazenamento de energia de longa duração pode atingir 2,5TW em 2040

O Conselho de Armazenamento de Energia de Longa Duração (LDES Council) projeta que o armazenamento de energia precisa ser dimensionado para até 400 vezes os níveis atuais. Isso corresponderia a cerca de 85 a 140 TWh de armazenamento de energia de longa duração até 2040. O Conselho também sugeriu que em algum ponto 10% de toda a eletricidade gerada globalmente poderia ser armazenada na forma de armazenamento de longa duração. Isso exigiria um investimento de US$ 1,5 a 3 trilhões. Para efeito de comparação, é semelhante ao montante investido em redes de transmissão e distribuição a cada 2-4 anos. O armazenamento de energia de longa duração é classificado como armazenamento para duração de 8 horas e até semanas. (Smart Energy– 26.11.2021)

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2 Concessionária australiana obtém aprovação para planejamento de sistema de armazenamento

A AGL, uma das maiores empresas de geração de energia e varejo da Austrália, recebeu aprovação de planejamento do governo para um sistema de armazenamento de energia em bateria autônomo de grande escala. A empresa disse que a aprovação foi concedida para o sistema de armazenamento de energia em bateria (BESS) de 200 MW e quatro horas de duração (800 MWh) pelo Departamento de Meio Ambiente, Água, Terras e Planejamento. O projeto foi concedido para o estado de Victoria (Austrália). O projeto será localizado na estação de energia Loy Yang, uma usina de carvão de 2.225 MW que é alimentada diretamente de uma mina de carvão adjacente. A AGL, agora, irá avaliar a economia e viabilidade do projeto. (Energy Storage News– 26. 11.2021)

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3 Sistema de armazenamento em bateria recebe ofertas de conexão à rede na Irlanda

A Eirgrid (operadora do sistema de transmissão) e a ESB Networks (grupo de construção e manutenção da rede) divulgaram a lista completa de projetos de energia renovável para receber ofertas de conexão à rede na Irlanda por meio de seu processo de política de conexão duradoura (ECP). No total, 85 projetos – representando 2.897 MW – deverão receber ofertas de ligação. Destes, dois projetos são de armazenamento de energia em bateria com uma capacidade coletiva de 150 MW, e 6 projetos híbridos de energia solar + armazenamento consistindo em 325 MW de energia solar e 441 MW de armazenamento em bateria. (Energy Storage News– 24. 11.2021)

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Veículos Elétricos

1 Espanha: Postos de gasolina precisarão ter pontos de recarga de VEs

O Ministério espanhol da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (MITECO) publicou uma proposta de portaria ministerial. A portaria irá estabelecer a lista das instalações de abastecimento de combustível obrigatórias e das que ficarão isentas de cumprimento da instalação de infraestrutura de recarga de veículos elétricos (VEs). Os postos com vendas superiores a cinco milhões de litros por ano ou com relevância no território nacional, devem instalar pelo menos um ponto de recarga. Tanto o governo central, quanto as comunidades autónomas deverão elaborar a referida lista, que incluirá os postos de abastecimento mais relevantes de cada território, e aqueles que foram inaugurados em 2021. (Energias Renovables – 26.11.2021)

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2 Califórnia: Plano para infraestrutura e fabricação de transporte com emissão zero foi aprovado

A Comissão de Energia da Califórnia (CEC), EUA, aprovou um plano de US$ 1,4 bilhão. O plano ajudará o estado a atingir suas metas de carregamento de veículos elétricos e reabastecimento de hidrogênio em 2025. Em apoio à ordem executiva do governador Gavin Newsom de descontinuar a venda de novos veículos de passageiros movidos a gasolina até 2035, o plano fecha a lacuna de financiamento para acelerar a construção da infraestrutura de veículos com emissão zero (ZEV) do estado. O Investment Plan Update de 2021-2023 aumenta o orçamento do Programa Clean Transportation em seis vezes, incluindo US$ 1,1 bilhão do orçamento estadual de 2021-2022, além dos US$ 238 milhões restantes de fundos do programa. (Eletric Energy Online– 24.11.2021)

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3 Japão: Kaluza e Mitsubishi formam parceria visando entregar soluções para VEs

A Kaluza, plataforma de flexibilidade do sistema elétrico no Reino Unido, e a Mitsubishi Corporation estão desenvolvendo um novo conjunto de produtos e serviços para veículos elétricos (VEs) no Japão. A parceria combinará a plataforma de energia inteligente da Kaluza com a experiência e rede da indústria da Mitsubishi na região. Os parceiros irão apoiar concessionárias, fabricantes de automóveis e consumidores na mudança para VEs no país. As soluções propostas incluem leasing e financiamento de VEs, seguro, energia, acesso à carregamento público e carregamento inteligente em casa. (Smart Energy– 27.11.2021)

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4 Reino Unido: Todas as residências novas terão pontos de recarga

O Reino Unido se prepara para interromper a venda de carros com motores à combustão após 2030 e híbridos cinco anos depois. Isto significa que até 2035 os britânicos só poderão comprar veículos elétricos a bateria, ou seja, em pouco mais de uma década o país terá que criar pontos de carregamento suficientes. Uma maneira de alcançar esse objetivo é forçando todas as incorporadoras imobiliárias a incluir estações de carregamento em seus novos projetos residenciais. A nova lei também será aplicada a novos supermercados e conjuntos de escritórios, assim como será aplicável a projetos de reformas mais amplas. O governo britânico acredita que, ao aplicar esta nova lei, trará a criação de até 145.000 novos pontos de carregamento a cada ano. (UK Government – 21.11.2021)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 O potencial de resposta à demanda na redução das emissões de dióxido de carbono

As estações de energia precisam ter um número excessivo de geradores apenas para poder fornecer eletricidade durante os horários de pico. Esse descompasso entre o fornecimento e a demanda de energia e a operação ineficiente de usinas de energia levam a maiores emissões de dióxido de carbono (CO2). Além disso, os recursos energéticos distribuídos aumentam o descompasso entre oferta e demanda. Felizmente, as tecnologias de comunicação revelaram uma estratégia inteligente para resolver esse problema: programas de resposta à demanda (RD). Neste tipo de programa, os usuários são incentivados a usar menos eletricidade durante os horários de pico, reduzindo o preço da eletricidade fora dos horários de pico projetados e informando aos consumidores sobre os preços com antecedência. Além disso, podem ser integrados à gestão de recursos energéticos distribuídos para retirar cargas da rede sempre que necessário. (Eletimes– 27.11.2021)

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Eficiência Energética

1 Brasil está há 20 anos estagnado em eficiência energética

A coordenadora do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Kamila Borges, disse que o Brasil passa por uma estagnação em eficiência energética há pelo menos 20 anos. Enquanto países em desenvolvimento e com indústrias eletrointensivas, como China e Índia, o nível de eficiência avançou. Na análise da executiva, isso é uma questão de decisão política. Para reverter isso, o primeiro passo seria o governo identificar onde estão as potencialidades para aprofundar nas ações. Por exemplo, o setor de edificações como um todo, responde por cerca e 51% do consumo no Brasil, e a eficiência poderia contribuir para reduzir esse consumo. (CanalEnergia – 22.11.2021)

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2 Eficiência energética é a única maneira de superar a crise energética

Para o ex-diretor-geral do ONS e consultor do iCS, Luiz Eduardo Barata, a eficiência energética é a única maneira de garantir que o Brasil supere a crise energética sem pressionar os custos da energia. No entendimento de Barata, é importante voltar com o discurso da eficiência energética, caso contrário, as contas em 2022 ficarão impagáveis. Ele prevê que não há mais nada que se possa fazer para redução dos custos nos próximos dois anos, já que o consumo vai aumentar e a crise climática deve permanecer. Segundo Barata, no curto prazo, as únicas medidas viáveis são em eficiência energética. Paralelamente é necessário decidir o que fazer a partir de 2024 e 2025. Uma medida que poderia ser tomada seria rever a decisão de construir 8 GW de térmicas a gás com um fator de flexibilidade de 70%, quando esse 8GW poderiam ser de energias renováveis. (CanalEnergia – 22.11.2021)

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3 Fábrica no RJ prevê economia anual de 5.900 MWh com maior eficiência energética

A Votorantim Cimentos anunciou que reduzirá em 5.900 MWh o consumo anual de energia elétrica em sua fábrica de Cantagalo (RJ). A redução será feita por meio de um projeto desenvolvido e implantado pela Nexway Eficiência, empresa de eficiência energética do Grupo Comerc Energia. O projeto substituiu parte dos motores por modelos mais modernos e eficientes, além da instalação de um novo transformador de potência e de novos painéis elétricos. O resultado foi a redução de 55% do consumo de energia dos equipamentos em questão e 6% de economia energética em toda a unidade. A unidade terá uma redução de emissões de 1.680 toneladas de CO2. Os custos com manutenção corretiva também serão consideravelmente reduzidos. (CanalEnergia – 24.11.2021)

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4 O novo plano de eficiência energética de Massachusetts dá prioridade às comunidades carentes

O novo plano de eficiência energética de três anos de Massachusetts (EUA) aumentará substancialmente os esforços para reduzir os custos de energia e melhorar a saúde, bem como o conforto para famílias de baixa renda. O plano de US$ 668 milhões, que aguarda aprovação do Departamento de Serviços Públicos do estado, apresenta estratégias que o programa de eficiência energética do estado pretende implementar de 2022 a 2024. As estratégias incluem disposições para aumentar o alcance e expandir a elegibilidade em comunidades carentes e pagar as concessionárias para fornecer mais serviços nesses bairros. (Renewable Energy World – 29.11.2021)

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5 A Plataforma para um Novo Modelo de Energia propõe limitar o desperdício na iluminação de Natal

A Plataforma para um Novo Modelo Energético (Px1NME) propôs ao Instituto de Diversificação e Economia de Energia (Ministério da Transição Ecológica) promover uma regulamentação restritiva da iluminação de prédios, outdoors, trechos de rodovias, entre outros. A partir desta plataforma alertam para o crescente consumo de eletricidade que decorrerá da eletrificação em setores como, por exemplo, transportes ou edifícios. No caso específico do Natal, a proposta da Plataforma é muito específica: querem que a iluminação de Natal seja limitada a 1 quilowatt por 1.000 habitantes, das 7 às 24 horas, apenas no período de 15 de dezembro a 6 de janeiro, e com uso exclusivo de luminárias LED. (Energías Renovables – 29.11.2021)

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6 DOE desfaz os obstáculos para definir os padrões de eficiência energética de eletrodomésticos

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) finalizou as mudanças na “regra do processo”. A mudança ajudará a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e economizar dinheiro dos consumidores ao desfazer os obstáculos para definir os padrões de eficiência dos eletrodomésticos colocados em prática pela administração Trump em 2020. A nova regra elimina os limites mínimos de economia de energia para o DOE definir novos padrões, ajuda a trazer as partes interessadas para um processo de negociação para desenvolver padrões e dá à agência discrição sobre como a regra do processo é utilizada. (Utility Dive – 23.11.2021)

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Microrredes e VPP

1 Nova microrrede em Pickering demonstra futuro de bairros residenciais

Uma nova microrrede no oeste de Pickering (Canadá) está dando aos proprietários mais opções e controle sobre a produção e o consumo de eletricidade. O Independent System Electricity Operator (IESO), Opus One Solutions, Elexicon Energy e Marshall Homes fizeram uma parceria para criar a comunidade Altona Towns de 27 casas que compreendem uma microrrede totalmente integrada. Com cerca de 35.000 novas casas residenciais construídas em Ontário a cada ano, o projeto demonstrará como as microrredes podem beneficiar os proprietários, ao mesmo tempo que reduzem a quantidade de eletricidade necessária da rede, ajudando a tornar o sistema elétrico provincial mais acessível para todos os habitantes de Ontário. Com isso, será possível que os proprietários economizem dinheiro e reduzam as emissões, demonstrando como as microrredes podem adiar os investimentos na infraestrutura elétrica tradicional. (EE Online – 26.11.2021)

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Tecnologias e Soluções Digitais

1 Reino Unido: 10 milhões de famílias estão conectadas aos medidores inteligentes da DCC

A Data Communications Company (DCC), empresa responsável pela operação de uma rede que fornece conectividade a medidores inteligentes, anunciou a conexão de 10 milhões de casas em seu sistema. Além das 10 milhões de residências conectadas à rede, também estão conectados 41 milhões de dispositivos, incluindo medidores inteligentes, monitores domésticos, hubs de comunicação e dispositivos inteligentes de controle de energia. Um total de 16,3 milhões de medidores inteligentes estão usando o sistema para telemetria de dados, dos quais cerca de 6,4 milhões são de primeira geração e 9,9 milhões são medidores inteligentes de segunda geração. Só os medidores inteligentes conectados à rede estão ajudando o Reino Unido a reduzir 472.185 toneladas de emissões de carbono por ano. (Smart Energy– 29.11.2021)

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2 Reino Unido: Northern Powergrid irá lançar piloto de tecnologia de otimização habilitada com medidor inteligente

A operadora de sistema de distribuição do Reino Unido, Northern Powergrid, testará uma nova tecnologia. A tecnologia alavancará dados de medidores inteligentes para ajudar os consumidores a melhorar o gerenciamento de energia, bem como otimizar a tensão da rede e reduzir as emissões de carbono. A nova tecnologia de otimização de tensão foi projetada para otimizar, com segurança, a tensão da rede (BEET). A partir de agosto de 2022 ela passará a ser testada em Boston Spa, Wetherby e áreas adjacentes. O teste de eficiência energética do Boston Spa deve impactar cerca de 15.000 consumidores, ajudando-os a economizar £ 20 (US$ 27) em suas contas anuais e reduzir sua pegada de carbono em 27 kg por ano. (Smart Energy– 26.11.2021)

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3 Os benefícios mais comuns dos medidores inteligentes para consumidores do Reino Unido

Um novo guideline foi lançado pelo Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS) do Reino Unido. O guideline destaca os benefícios mais comuns registrados pelos consumidores dos 25,2 milhões de medidores inteligentes implantados em todo o Reino Unido em junho de 2021. Monitoramento e gerenciamento de energia, contabilidade precisa e faturamento de energia são os benefícios mais comuns dos medidores inteligentes utilizados por consumidores das 19 organizações do setor público pesquisadas pelo BEIS. Além disso, ao ter acesso a dados em tempo real sobre o consumo de energia, os consumidores podem consumir e fazer um orçamento de eletricidade de acordo. (Smart Energy– 25.11.2021)

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Segurança Cibernética

1 CNPE publica diretrizes sobre segurança cibernética

O governo publicou a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com as Diretrizes sobre Segurança Cibernética no Setor Elétrico. As diretrizes cobrem aspectos de prevenção, tratamento, resposta a incidentes e resiliência sistêmica. A norma do CNPE determina que empresas e instituições do setor elétrico serão orientadas a implementarem ações de gerenciamento de riscos e ameaças cibernéticas para garantir a continuidade do negócio, a proteção dos dados e a segurança operacional. Sendo assim, devem ser estabelecidos requisitos e controles mínimos de segurança cibernética com o objetivo de reduzir riscos e vulnerabilidades a incidentes, e adotadas políticas que promovam a utilização de recursos tecnológicos e melhorias contínuas para mitigar esses riscos. (CanalEnergia – 22.11.2021)

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2 As criptomoedas estão se tornando o meio preferido de pagamento de cibercriminosos

Os cibercriminosos estão, cada vez mais, adotando criptomoedas como a forma preferencial de moeda. As criptomoedas permitem a movimentação instantânea, líquida e sem fronteiras de fundos usados para comprar ferramentas de hacking, extorquir pagamentos de organizações e para outros fins. Embora se acredite que as criptomoedas não sejam rastreáveis, é deixado um registro imutável de transações que as autoridades policiais e reguladoras podem rastrear. Mas as autoridades estão apenas começando a mapear as atividades ilícitas na Dark Web. Para acompanhar o ritmo dos criminosos, os investigadores precisam aumentar rapidamente seus conhecimentos sobre moedas digitais. (Cybersecurity Dive– 24.11.2021)

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3 O valor da modelagem de ameaças cibernéticas em um cenário de segurança em evolução

A evolução da modelagem de ameaças cibernéticas está mudando de uma abordagem manual para uma abordagem, que utiliza ferramentas automatizadas. Segundo o especialista Jack Freund, VP, chefe de metodologia de risco cibernético da BitSight, as organizações devem lembrar que essa modelagem é uma jornada, e requer tempo. Existem quatro níveis de desenvolvimento para fornecer orientação conforme as organizações começam a construir seus modelos de ameaças: o nível um é limitado a basicamente apenas escrever coisas – e não tem integração. O nível dois é focado no controle das tecnologias, gerenciando a modelagem, ainda não integrados com o lado do negócio. O nível três traz o lado comercial, com maior ênfase em negócios e integração parcial com ferramentas e processos. E, por fim, o nível quatro é a integração total com processos e ferramentas e a obtenção de melhorias contínuas em todas as facetas da prática de modelagem de ameaças. (Cybersecurity Dive– 29.11.2021)

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4 DNV e Applied Risk unem forças para defender o setor de energia contra ameaças cibernéticas crescentes

A DNV, fornecedora independente de garantia e gerenciamento de risco, irá adquirir a empresa especialista em segurança cibernética industrial – Applied Risk. As duas empresas vão unir forças com o objetivo de construir a maior prática de segurança cibernética industrial do mundo, defendendo a infraestrutura crítica em energia e outros setores industriais contra ameaças cibernéticas emergentes. A Applied Risk e a DNV irão operar em conjunto sob a marca DNV. Uma equipe combinada de ambas as empresas terá a tarefa de escalar um negócio de segurança cibernética fundido com ambições de crescimento significativo até o final de 2025. (Eletric Energy Online– 25.11.2021)

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Eventos

1 APIA: Biodiversidade e energias renováveis, um par em conflito?

A Associação dos Jornalistas de Informação Ambiental (APIA) organizou o seu XIV congresso anual. O slogan da edição foi ‘Comunicação Ambiental, uma questão de saúde global’. No evento, a mesa de debate teve como objetivo responder à pergunta: “a transição energética e a conservação da biodiversidade: dicotomia em conflito?”. O evento refletiu o estado em que o debate está e as discussões giraram em torno da aspiração de encontrar posições de reaproximação para fazer a transição energética ocorrer com o menor impacto possível sobre a biodiversidade. (Energías Renovables – 22.11.2021)

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2 Seminário sobre ESG debate sustentabilidade e compromisso social

A Folha promoveu a segunda edição do Seminário ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança), com o tema “Sustentabilidade e Compromisso Social”. A primeira mesa do debate teve como tema “Sustentabilidade e Inovação”, passando por questões como: qual o papel da produção de energia limpa nas empresas? Como os avanços tecnológicos têm transformado o modelo de negócios? Inovação e tecnologia podem ser aliadas na adoção de práticas sustentáveis? O tema da segunda mesa do seminário foi o “S” do ESG, trazendo a seguinte indagação: como as empresas brasileiras têm investido em ações sociais de impacto? (Folha de São Paulo – 22.11.2021)

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3 Citeenel: digitalização, descentralização e descarbonização

O setor elétrico do futuro a partir da digitalização, da descentralização e da descarbonização foi o foco da décima edição do Congresso de Inovação Tecnológica e Eficiência Energética no Setor Elétrico – Citeenel. O evento aconteceu em formato híbrido, com promoção da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e organização da CPFL Energia. Um dos focos desta edição do Citeenel foi discutir iniciativas em andamento ou que possam ser executadas como parte da estratégia ESG de empresas do setor elétrico. As ações de descarbonização, como o aumento da geração renovável de energia, e de eficiência energética, também integraram parte das discussões do congresso. (Aneel – 23.11.2021)

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Artigos e Estudos

1 Artigo GESEL: “A Transição energética no Sistema Isolado Brasileiro”

Em artigo publicado no Broadcast Energia, Nivalde de Castro (coordenador do GESEL), George Soares (Pesquisador associado do GESEL) e Lillian Monteath (Pesquisadora plena do GESEL) analisam o processo de transição energética nos Sistemas Isolados brasileiros (SISOL). Segundo os autores, neste processo, “dois drivers ficaram evidentes. O primeiro é a busca de soluções contratuais, ou seja, de inovações regulatórias, que reduzam o custo da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). O segundo é aderência aos objetivos de descarbonização, onde o gás natural, em função do potencial das reservas e da sua competitividade, tende a assumir um papel relevante na transição para uma matriz menos emissora de CO2”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 23.11.2021)

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2 GESEL: Observatório de Tecnologias Exponenciais Nº 2

O GESEL está disponibilizando o relatório “Observatório de Tecnologias Exponenciais Nº 2”, relativo ao mês de novembro. O Observatório visa contribuir com a sistematização e a divulgação do conhecimento, identificando o papel das tecnologias exponenciais no processo de transição energética, as estratégias e iniciativas para a sua aplicação que estão sendo adotadas no setor elétrico nacional e internacional e, por fim, apresentar os novos modelos de negócio e as mudanças comportamentais do consumidor. O trabalho também identifica os desafios e as perspectivas para o setor elétrico na trajetória para uma economia de baixo carbono. Para ler o relatório na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.11.2021)

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3 BloombergNEF: Relatório “Unpacking Luggage from the ESG Regulation”

O novo relatório da BloombergNEF analisou o cenário regulatório global para divulgação ESG e política de finanças sustentáveis. Em agosto de 2021, 86 mercados receberam bem essas regulamentações e diretrizes (obrigatórias ou voluntárias) de órgãos governamentais, grupos industriais e organizações internacionais. Mas nem todos os mercados têm desempenho semelhante – embora os países europeus tenham assumido um papel de liderança no estabelecimento de finanças sustentáveis e políticas de divulgação ESG, outras economias importantes ficaram para trás. Os países estão mais do que nunca empenhados em minimizar as emissões de gases do efeito estufa e encorajar os atores do setor privado a fazer o mesmo. (Bloomberg NEF – 25.11.2021)

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4 Community Energy Toolkit: Melhores práticas para ampliar a propriedade das energias renováveis

A IRENA Coalition for Action reúne os principais atores em energia renovável de todo o mundo com o objetivo de aumentar a absorção de energia renovável. O Grupo de Trabalho da Coalizão sobre Energia Comunitária concentra-se em impulsionar os investimentos em energia da comunidade e promover políticas que capacitem as comunidades e os cidadãos a participarem da tomada de decisões sobre energia. Para isso, é utilizada uma abordagem de estudo de caso, no white paper “Community Energy Toolkit”. O relatório destaca as diferentes maneiras pelas quais as comunidades participam ativamente da tomada de decisões sobre energia em todo o mundo e aproveitam o potencial da energia renovável para fornecer benefícios econômicos, sociais e ambientais para uma transição justa. (IRENA – 24.11.2021)

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5 Ernst & Young: Concessionárias de energia estão investindo em energias renováveis como nunca tinha se visto antes

A Ernst & Young (EY) divulgou um relatório detalhando as transações em energia e serviços públicos (P&U) para o terceiro trimestre de 2021. O relatório mostra que as concessionárias e outros investidores com recursos financeiros elevados estão dando apoio financeiro significativo em suas iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG). Investimentos em redes de gás e eletricidade, a transição energética mais ampla e serviços de energia, incluindo armazenamento, veículos elétricos (VEs) e resíduos para energia, foram responsáveis por US$ 57,2 bilhões em valor de negócio no trimestre. O crescimento dessa tendência com foco em negócios renováveis começou no primeiro semestre de 2020. (PV Magazine – 25.11.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores:
Cristina Rosa, Matheus Balmas e Pedro Barbosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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