IFE.ME 79

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 79 – publicado em 20 de outubro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 79 – 20 de outubro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
Brasil: Incentivos tributários podem fomentar transição para ônibus elétricos a bateria
2 Brasil: Futura decisão acerca do imposto de importação de VE
3 Elev: Necessidade de políticas de promoção da ME nos três níveis de governo
4 Argentina: Projeto de Lei de Mobilidade Sustentável
5 Espanha: Financiamento para plano de produção de VEs
6 França: Plano de modernização econômica e a mobilidade elétrica
7 Escócia: Ampliação da infraestrutura de recarga para VEs
8 EUA: Sistema de Trânsito de San Diego incorpora VEs em sua frota de ônibus

Inovação e Tecnologia
1 VW/CBMM: Bateria de nióbio que permite recarga rápida de VEs no Brasil
2 Honda: “Ecossistema de mobilidade” com táxis voadores até 2030
3 Volkswagen: Projetos de VEs comerciais autônomos
4 Reino Unido: Projeto para desenvolvimento de bateria de ultra potência para VEs
5 Solid Power: Desenvolvimento de baterias de estado sólido
6 AIST/Toyota/Toyota Central R&D: Desenvolvimento de tecnologias avançadas de energia e meio ambiente
7 EUA: Projeto piloto de V2G com ônibus escolar elétrico de Massachusetts
8 Urban.MASS: Sistema de transporte de massa sem condutor no Reino Unido em 2025

Indústria Automobilística
1 Artigo de Nelson Silveira: “O Brasil como hub de eletrificação”
2 ICCT: Atualização sobre a transição global para VEs em 2020
3 ICCT: Atualização sobre a aceitação de VEs em cidades europeias

4 Montadoras europeias enfrentam gargalos para produzir baterias de VEs

5 Honda: Anúncio de nova estratégia de eletrificação

6 Volkswagen: Crescimento de entregas de VEs no terceiro trimestre de 2021

7 BMW: Estratégia de eletrificação para 2030

8 Toyota deve cortar produção global em 15% devido à escassez de chips
9 Evergrande planeja lançar VEs em 2022
10 Voltz: Motos elétricas mais acessíveis para brasileiros

Meio Ambiente
1 ICCT: Estudo avalia o impacto da eletrificação de veículos em grande escala na saúde e qualidade do ar na Índia
2 T&E: Fabricantes de caminhões superam expectativas de legisladores na Europa
3 WRI: Complementariedade de ônibus a hidrogênio e veículos a bateria na transição para um transporte limpo
4 Magalu: 51 caminhões elétricos nas ruas até dezembro

Outros Artigos e Estudos
1 Brasil: Desafios e requisitos para estação de recarga de VEs em condomínios
2 Neoenergia expande projeto de mobilidade elétrica
3 Italvolt: Parcerias estratégicas para a ME e construção de fábrica de baterias na Itália
4 Joint Venture visa construção de mega fábrica de baterias nos EUA

5 ELMS/CATL: Acordo para garantia do fornecimento de bateria até 2025 para VE comercial
6 ELMS/Ample: Parceria comercial para serviço de mobilidade utilizando VEs
7 UFPA: Projeto de mobilidade elétrica
8 Comep: Cooperativa de taxis elétricos do Pará


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 Brasil: Incentivos tributários podem fomentar transição para ônibus elétricos a bateria

A necessária transição para um transporte coletivo limpo nas cidades brasileiras avança entre oportunidades e desafios. A transição para a eletromobilidade esbarra em barreiras como o alto custo de capital dos veículos. Com uma frota de 107 mil ônibus urbanos, o Brasil possui uma indústria de ônibus robusta. No campo da eletromobilidade, porém, os números ainda são tímidos: menos de 1% da frota brasileira circulante é composta por ônibus de baixa ou zero emissão. Uma das formas de atenuar o desafio financeiro a curto e médio prazo é por meio de incentivos fiscais. Um levantamento do WRI Brasil identificou seis fabricantes estrangeiros interessados no mercado brasileiro. O país já conta com duas fábricas instaladas – a brasileira Eletra e a chinesa BYD –, o que representa vantagem para alimentar a transição energética. Ocorre que as fábricas brasileiras também dependem de componentes importados. Assim, atualmente, há uma carga tributária significativa sobre a comercialização de ônibus elétricos no Brasil. No caso dos ônibus comprados do exterior, os impostos chegam a dobrar o custo de capital (o preço final) dos veículos. Apesar dos desafios, a eletromobilidade no transporte coletivo por ônibus é uma solução necessária para as cidades e para o país. Investir na transição energética significa manter o protagonismo histórico brasileiro na indústria de veículos pesados e proporcionar um sistema de transporte coletivo com menores níveis de emissões, de maior qualidade e mais atrativo para as pessoas. (WRI Brasil – 10.05.2021)

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2 Brasil: Futura decisão acerca do imposto de importação de VE

Em dezembro deste ano, deixa de valer a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) que estabelece em até 7% o imposto de importação para carros movidos exclusivamente a eletricidade ou hidrogênio. Essa NCM faz parte da Lista Nacional de Exceções à Tarifa Externa Comum (TEC), que lista as alíquotas de imposto para os países do Mercosul. Ela foi incluída por decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 2015, mas, com o vencimento em dezembro deste ano, só será prorrogada com uma possível decisão do Conselho de Mercado Comum (CMC). Sem a renovação, as alíquotas subirão para 35%. A situação aqui é clara: em um momento em que o mercado de carros elétricos se aquece no exterior com incentivos governamentais e investimentos pesados de montadoras, o Brasil perde seu maior estímulo à adoção da nova tecnologia. Sem o imposto reduzido, o preço dos carros com a tecnologia ficará ainda mais elevado e os consumidores que cogitavam ter um carro elétrico no curto ou médio prazo poderão desistir da ideia. “Como se trata de um mercado novo no Brasil, qualquer tipo de aumento de tarifa irá afetar sua taxa de crescimento, especialmente para as novas tecnologias de propulsão que necessitam de volume para serem barateadas”, afirma a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) em comunicado enviado ao Mobility Now. (Automotive Business – 15.10.2021)

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3 Elev: Necessidade de políticas de promoção da ME nos três níveis de governo

O Governo de São Paulo anunciou na semana passada a redução da alíquota do ICMS para setores geradores de empregos a partir de 2022. Dentre os segmentos beneficiados está o de mobilidade elétrica, que terá uma redução de 18% para 14,5%. Por mais que seja uma medida positiva, ainda não é uma notícia que pode de fato fazer com que os preços do mercado diminuam de forma significativa, segundo Ricardo da Silva David, sócio-fundador da Elev, empresa do segmento. Para ele, apesar de estar no caminho correto, ainda falta muito para os carros elétricos emplacarem no Brasil. “É um pequeno passo para o que nós, que atuamos no segmento da eletromobilidade, esperamos. Os governos estaduais precisam fazer a sua parte, mas também são necessárias ações em nível nacional, provindas do Congresso ou do Executivo. Para o segmento realmente chegar na maior parcela da população, ainda precisamos de incentivos públicos, como é o caso da diminuição do ICMS em São Paulo”, explica Ricardo. Segundo o executivo, um dos grandes entraves no Brasil ainda é o valor dos automóveis, mas também são necessárias ações coordenadas para incentivar o crescimento do segmento como um todo. “Precisamos de investimentos sérios na estruturação, algo que vai da instalação de carregadores em estradas, condomínios e espaços de comércio e, ao mesmo tempo, com ações dos governos federal, estadual e dos municípios, incentivando o segmento”, declarou. (Monitor Mercantil – 11.10.2021)

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4 Argentina: Projeto de Lei de Mobilidade Sustentável

A Argentina irá proibir a venda de carros com motores a combustão a partir de 2041 e criará um sistema de incentivos à produção de carros elétricos no país. Essas, entre outras medidas, fazem parte do chamado Proyecto de Ley de Movilidad Sustentable (Projeto de Lei de Mobilidade Sustentável), apresentado pelo presidente Alberto Fernández ao Congresso na terça-feira (12). O projeto propõe a criação de um regime de incentivos na indústria para a impulsionar a produção e a comercialização de veículos elétricos. Elaborado pelo Ministro da Produção, Matías Kulfas, o plano também irá promover a criação de uma Agência Nacional de Mobilidade Sustentável, que terá como objetivo regulamentar os futuros veículos elétricos produzidos e vendidos na Argentina. O projeto tem como meta a realização de investimentos da ordem de US$ 8 bilhões na indústria automotiva argentina até 2030, permitindo a criação de 21.000 empregos no setor. Também há metas para o transporte público avançar na incorporação de VEs em suas frotas. A lei estabelece ainda um regime de incentivos tanto para os futuros compradores de VEs como para a cadeia produtiva, incluindo a rede de fornecedores de componentes para a indústria da mobilidade elétrica, fabricantes de VEs, baterias e carregadores, entre outros. (Inside EVs – 13.10.2021)

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5 Espanha: Financiamento para plano de produção de VEs

Em projeto de orçamento para 2022 apresentado nesta quarta-feira (13), a Espanha indica que pedirá um primeiro empréstimo no valor de € 1,3 bilhão (R$ 8,3 bilhões) do Mecanismo de Recuperação e Resistência da União Europeia (UE) para financiar um plano de produção de veículos elétricos. “Dependendo do desempenho das taxas de juros nos próximos meses, pode ser do nosso interesse solicitar mais empréstimos”, disse a ministra do Orçamento, María Jesús Montero, em entrevista coletiva. O governo planeja investir € 4,3 bilhões (R$ 27,6 bilhões) para iniciar a produção de carros elétricos e baterias. O setor privado pode contribuir com mais € 19,7 bilhões (R$ 126,4 bilhões) para a iniciativa até 2023, de acordo com estimativas do governo. (Folha de São Paulo – 13.10.2021)

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6 França: Plano de modernização econômica e a mobilidade elétrica

O presidente da França, Emmanuel Macron, apresentou um plano de investimento de 30 bilhões de euros para a modernização econômica do país. Curiosamente, da perspectiva da indústria de eMobility, dois milhões de VEs e híbridos serão produzidos na França até 2030. O plano de investimento apresentado por Macron é intitulado ‘França 2030’ e visa principalmente fortalecer a competitividade industrial do país e desenvolver novas tecnologias. Do pacote total de 30 bilhões de euros, quatro bilhões de euros serão investidos no setor de transportes. Nesse contexto, o presidente francês anunciou a meta de produzir dois milhões de automóveis elétricos e híbridos em seu próprio país até 2030, principalmente graças a três mega fábricas francesas de baterias. Ele também declarou a meta de produzir a primeira aeronave de baixo carbono na França até 2030. A maior área de investimentos anunciados é o setor de energia. Oito bilhões de euros serão injetados apenas na sua modernização. O objetivo, segundo Macron, é construir uma França resiliente e com baixo teor de carbono. O país continua a depositar grandes esperanças no setor nuclear, que sozinho conta com um bilhão de euros do pacote de investimentos. (Electrive – 11.10.2021)

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7 Escócia: Ampliação da infraestrutura de recarga para VEs

Os motoristas de veículos elétricos na Escócia estão se beneficiando de um dos lançamentos mais acelerados de carregadores rápidos no Reino Unido, de acordo com as estatísticas mais recentes. O progresso na infraestrutura de VEs posiciona a Escócia como anfitriã da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021 (COP26) em Glasgow, que acontece entre 31 de outubro e 12 de novembro. Os números constam da última atualização do Departamento de Transportes (DfT) e do Gabinete de Veículos de Emissão Zero (OZEV). Em todos os tipos de carregadores, a Escócia fica atrás apenas de Londres em todo o Reino Unido. Existem 47 dispositivos de carregamento para cada 100.000 pessoas na Escócia, em comparação com uma média de 36 para o resto do país. Londres tem 83 para cada 100.000. Andy Robinson, chefe de frotas, infraestrutura e consumidores de baixo carbono da Transport Scotland, disse: “Apesar da interrupção causada pela pandemia, é encorajador ver que estamos liderando o fornecimento de carregadores fora de Londres e levando adiante iniciativas exemplares”. (Smart Transport – 13.10.2021)

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8 EUA: Sistema de Trânsito de San Diego incorpora VEs em sua frota de ônibus

O Sistema de Trânsito Metropolitano de San Diego (MTS, em inglês) concedeu à New Flyer of America um contrato para 12 ônibus de trânsito Xcelsior CHARGE NG elétricos a bateria e articulados de 60 pés. A MTS opera 95 rotas de ônibus e três linhas de trens urbanos em 10 cidades e áreas não incorporadas do Condado de San Diego. Os ônibus elétricos a bateria Xcelsior CHARGE NG da New Flyer fornecem até 525 kWh de energia e 250 milhas de alcance com uma única carga. Além disso, a Long Beach Transit (LBT) encomendou 20 ônibus de transporte pesado Xcelsior CHARGE NG de 35 pés elétricos a bateria da próxima geração sob um contrato de três anos. Este pedido também é apoiado por fundos da Federal Transit Administration (FTA). O Long Beach Transit fornece transporte público para mais de 23 milhões de clientes anualmente no sudeste do condado de Los Angeles e no noroeste do condado de Orange. (Green Car Congress – 14.10.2021)


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Inovação e Tecnologia

1 VW/CBMM: Bateria de nióbio que permite recarga rápida de VEs no Brasil

O Brasil é responsável por 95% das reservas de nióbio no planeta, de acordo com informações no site do Governo Federal. O mineral é utilizado para a composição de ligas metálicas e permite um material mais maleável e resistente ao calor e desgaste. Em setembro deste ano, a Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) anunciaram parceria para o desenvolvimento e aplicação das baterias com o mineral para utilização em veículos elétricos da montadora, algo inédito na indústria automotiva mundial. A VW Caminhões e Ônibus vai desenvolver os controles da operação da bateria com nióbio no veículo, além de fabricar os veículos 100% elétricos utilizados no projeto e implantar a infraestrutura de recarga ultrarrápida. De acordo com a CBMM, a tecnologia que será empregada nas baterias é resultado de mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a Toshiba, no Japão. (Diário do Nordeste – 15.10.2021)

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2 Honda: “Ecossistema de mobilidade” com táxis voadores até 2030

A novidade no ramo da mobilidade urbana é a utilização de veículos de aterrissagem e decolagem vertical, os chamados VTOLs. Grandes empresas como Uber, Hyundai, Embraer e até a Gol trabalham para oferecer suas versões elétricas e híbridas de táxis voadores a partir de 2025 e chegou a vez da Honda anunciar o projeto do seu próprio eVTOL. A solução apresentada pela empresa é um táxi voador com opções híbridas ou elétricas, dependendo dos trajetos e de seu uso. Sabe-se que a opção elétrica limita a autonomia do modelo a 100 km, enquanto a versão híbrida permite que o modelo percorra 400 km sem a necessidade de reabastecer. Neste caso, para ter esse aumento na autonomia e diminuir a necessidade de abastecimento do seu eVTOL, a Honda terá unidades equipadas com motor a combustão e turbinas. A ideia da empresa é criar um serviço multiveículos, o que a Honda chamou de “ecossistema de mobilidade”. Portanto, além de fornecer o eVTOL, a marca fará a integração entre ele e o transporte até a área de embarque, tudo por meio de um único aplicativo. (Quatro Rodas – 11.10.2021)

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3 Volkswagen: Projetos de VEs comerciais autônomos

Durante o evento ITS World Congress em Hamburgo, a Volkswagen Commercial Vehicles apresentou um protótipo de ambulância autônoma baseado no ID.Buzz. Obviamente, não há um motorista, e os bancos dianteiros estão direcionados para trás para equipamentos médicos especiais. Infelizmente, não há muitos detalhes disponíveis, mas a Volkswagen divulgou um vídeo que dá uma boa ideia de como é esta ambulância autônoma. O vídeo também apresenta alguns outros conceitos autônomos, incluindo um táxi sem motorista para mobilidade compartilhada, uma van e uma espécie de escritório móvel sobre rodas. A montadora alemã enfatiza que esses conceitos são equipados com interiores que são em grande parte feitos de materiais reciclados, como resíduos industriais, redes de pesca e outros. Os bancos dos veículos autônomos são revestidos em material livre de animais que é fácil de limpar e ao mesmo tempo confortável. (Inside EVs – 17.10.2021)

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4 Reino Unido: Projeto para desenvolvimento de bateria de ultra potência para VEs

A AMTE Power, com sede no Reino Unido, garantiu um projeto do Government’s Faraday Battery Challenge, no valor de 1 milhão de libras, para desenvolver uma variante de alta densidade de energia da sua célula de íon lítio Ultra High-Power (UHP), com o apoio do Imperial College London para modelagem das baterias. Denominado Power Up, o projeto estabelecerá o processo de fabricação de volume necessário para a célula UHP por meio do UK Battery Industrialization Centre (UKBIC), a instalação de desenvolvimento de fabricação de baterias recém-inaugurada em Coventry. A AMTE Power terá acesso à capacidade de produção de manufatura da gigascale e usará a linha de montagem de bolsas 300×100 da instalação no desenvolvimento de suas células de alto desempenho. A AMTE Power também está fazendo parceria com o Imperial College London, que tem desenvolvido novas maneiras para a indústria de baterias configurar suas células, com um foco particular no desempenho, na interação entre as células e no gerenciamento térmico. (Green Car Congress – 14.10.2021)

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5 Solid Power: Desenvolvimento de baterias de estado sólido

A Solid Power, Inc., uma desenvolvedora líder da indústria de células de bateria de estado sólido para VEs, anunciou hoje um prêmio da IARPA para um contrato de pesquisa multifásico e plurianual para desenvolver células de bateria em estado sólido sem níquel e cobalto. A Solid Power espera receber até 12,5 milhões de dólares para concluir o projeto durante a vigência do contrato. Atendendo ao projeto RESILIENCE da IARPA, a Solid Power planeja colaborar com a Universidade de Maryland para desenvolver um catodo de pirita (FeS2) em nanoescala que é majoritariamente composto de ferro e enxofre. O objetivo da Solid Power é produzir células multicamadas que atendam às necessidades de aplicativos de inteligência para alta densidade de energia, alta densidade de potência, longa vida útil, operação silenciosa e robustez para condições ambientais extremas. Isso terá como base a formulação avançada de cátodo da Solid Power, que tem o potencial de reduzir o custo do material ativo do cátodo em mais de 90 por cento. De acordo com a startup, a transição para um cátodo de pirita pode fornecer uma enorme vantagem de custo sobre as baterias de íon de lítio tradicionais no nível de célula, enquanto fornece energia específica muito alta que pode servir a uma gama de aplicações. (Yahoo Finance – 01.10.2021)

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6 AIST/Toyota/Toyota Central R&D: Desenvolvimento de tecnologias avançadas de energia e meio ambiente

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada (AIST) do Japão, a Toyota Motor Corporation e a Toyota Central R&D Labs., Inc. (CRDL) iniciaram discussões sobre pesquisas conjuntas destinadas a acelerar o desenvolvimento e a implementação de tecnologias avançadas no campo da energia e ambiente. Cada uma das três partes possui um forte desejo de contribuir para a concretização da neutralidade do carbono. Mais especificamente, AIST, Toyota e Toyota CRDL discutirão a pesquisa sobre os quatro seguintes tópicos: i) estabelecimento de cenários de energia para alcance da neutralidade de carbono; ii) estabelecer redes urbanas de energia que realizem tanto a neutralidade de carbono quanto a racionalidade econômica; iii) desenvolvimento de sistemas de geração de energia solar em veículos de alta eficiência; e iv) o desenvolvimento de tecnologias elementares para produção, transporte e uso de hidrogênio. No futuro, AIST, Toyota e Toyota CRDL pretendem trabalhar em conjunto para explorar, a partir de uma variedade de perspectivas diferentes, a possibilidade de várias tecnologias capazes de contribuir para a realização da neutralidade de carbono até 2050. Ao mesmo tempo, eles irão considerar abertamente colaborar com outros parceiros com ideias semelhantes. (Green Car Congress – 12.10.2021)

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7 EUA: Projeto piloto de V2G com ônibus escolar elétrico de Massachusetts

Um ônibus escolar elétrico em Beverly, Massachusetts, entregou com sucesso energia para a rede elétrica por mais de 50 horas durante o verão, usando a tecnologia Vehicle-to-Grid (V2G). Em conjunto com Highland Electric Fleets e National Grid, um ônibus escolar elétrico Thomas Built Buses Saf-T-Liner C2 Jouley equipado com um sistema de bateria Proterra de 226 kWh descarregou quase três megawatt-hora de eletricidade armazenada no ônibus para a rede elétrica regional ao longo de 30 eventos neste verão. Highland, que fornece o ônibus, carregadores e toda a eletricidade para as Escolas Públicas de Beverly sob uma assinatura baseada em milhagem, trabalhou com a National Grid para garantir que o local fosse preparado para descarga de energia e participação coordenada em seu programa Connected Solutions Daily Dispatch. Sob este programa, a National Grid utilizou a energia armazenada na bateria do ônibus escolar elétrico em 30 ocasiões diferentes durante o verão para reduzir a demanda na rede durante os horários de pico. O Saf-T-Liner C2 Jouley da Thomas Built com o sistema de carregamento bidirecional de Proterra gerenciava a carga e descarga do ônibus escolar elétrico de volta à rede. Ao enviar eletricidade de volta para a rede quando a demanda por eletricidade estava em seu pico e mais cara, o ônibus escolar ajudou a reduzir as emissões locais e diminuiu a necessidade de queimar usinas de combustível fóssil. (Green Car Congress – 14.10.2021)

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8 Urban.MASS: Sistema de transporte de massa sem condutor no Reino Unido em 2025

A start-up Urban.MASS do Reino Unido está planejando lançar um sistema de transporte em massa de emissão zero sem condutor em 2025 no Museu Ferroviário Nacional, Locomotion, em Shildon. O sistema “Floc” compreende cápsulas elétricas autônomas capazes de viajar nas redes rodoviária e ferroviária existentes. A Urban.MASS também desenvolveu sua linha ferroviária Duo, movida a energia solar, que opera um sistema ferroviário acima do nível do solo “para ajudar a atravessar áreas congestionadas de centros urbanos em alta velocidade”. Os pods podem alternar entre ferroviário, rodoviário e o Duo Track de forma autônoma. A empresa disse que esse sistema custaria 50% menos do que os sistemas ferroviários leves existentes, com uma pegada 70% menor. Os pods podem “aglomerar-se” em trens conectados ou funcionar individualmente, dependendo da demanda. A empresa identificou várias cidades do Reino Unido que acredita serem adequadas para implantação, incluindo Bristol, Liverpool, Cambridge, Oxford e Cardiff. A Urban.MASS escolheu Shildon como seu primeiro local devido ao seu histórico de pioneirismo no transporte de massa, tendo sediado a primeira ferrovia pública movida a vapor do mundo em 1825. Ele também foi escolhido devido à sua capacidade única de demonstrar como o Floc Duo Rail irá superar uma série de obstáculos, incluindo uma ponte rodoviária, uma linha ferroviária existente e uma passarela pública, demonstrando a flexibilidade da tecnologia. Urban.MASS tem planos de lançar em Kampala, a capital de Uganda até 2030 e está em negociações com outras 10 cidades ao redor do mundo. (Smart Transport – 14.10.2021)

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Indústria Automobilística

1 Artigo de Nelson Silveira: “O Brasil como hub de eletrificação”

Em artigo intitulado “O Brasil como hub de eletrificação” e publicado em sua página de LinkedIn, Nelson Silveira (Diretor da General Motors na América do Sul), destacou a importância do combate às mudanças climáticas, ressaltando o papel da indústria automotiva nesse processo. Além disso, apontou que o Brasil e a América do Sul apresentam os diferenciais para esse novo contexto do setor. Inicialmente, Nelson Silveira aponta que: “Desenvolver e lançar tecnologias e produtos zero emissão são os grandes desafios e a maior parte das empresas está fazendo investimentos expressivos nesta direção. Veículos 100% elétricos são os únicos ‘zero emissão’ e, portanto, capazes de contribuir de forma decisiva para um futuro sustentável para o planeta.” Nesse novo contexto do setor automotivo, centrado em veículos de baixa emissão, o autor defende que: “Temos aqui uma oportunidade histórica de contribuir para salvar o planeta. O Brasil e região têm todos os diferenciais que podem contribuir de forma decisiva na aceleração da eletrificação.” Por fim, o diretor da GM conclui que: “É hora de tirar proveito dessas condições favoráveis e trabalhar juntos para transformar o Brasil em polo de desenvolvimento e exportação de tecnologias de eletrificação. Trata-se de uma oportunidade única de desenvolvimento, geração de empregos e renda e criação de valor agregado para alavancar a balança comercial do país. Isso pode colocar o Brasil no caminho para se tornar uma potência industrial e tecnológica global, contribuindo de forma decisiva para o futuro do planeta e das novas gerações.” O artigo na íntegra pode ser acessado por meio deste link.

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2 ICCT: Atualização sobre a transição global para VEs em 2020

Em 2020, as vendas globais acumuladas de veículos elétricos ultrapassaram 10 milhões de unidades e a participação elétrica nas vendas de veículos novos de passageiros atingiu um recorde de 4,6%. Graças à adoção sustentada de políticas públicas e à implantação de novas tecnologias, o ano de 2020 viu um aumento de 49% no número de modelos de carros elétricos de passageiros, uma queda de 12% no custo médio das baterias e um aumento de 48% no estoque de carregadores públicos de VEs. A Europa ultrapassou a China e se tornou o maior mercado mundial de VEs. Isso parece colocar os países europeus, como França, Holanda, Noruega e Reino Unido, no caminho certo para atingir suas metas de 100% de participação elétrica nas vendas de novos veículos. Ademais, houve um progresso substancial no desenvolvimento de políticas regulatórias para VEs. Estas políticas incluem: a regulamentação exigindo 100% de participação elétrica nas vendas de veículos com emissão zero na Colúmbia Britânica; a primeira regulamentação de VEs do mundo para veículos médios e pesados na Califórnia; a extensão da regulamentação de VEs da China de 2020 a 2023; e a implementação dos requisitos mais restritivos de emissão de CO2 na União Europeia para a nova frota de veículos leves. Pelo menos 21 governos nacionais e provinciais, incluindo Canadá, China, França, Escócia, Coreia do Sul, Reino Unido e 15 estados dos Estados Unidos anunciaram novas metas para eletrificação de veículos em 2020. Essas metas ambiciosas fornecem um sinal claro para as montadoras, fornecedores de infraestrutura de carregamento e gerentes de frota de veículos da urgência de acelerar a transição para os VEs. (ICCT – 11.10.2021)

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3 ICCT: Atualização sobre a aceitação de VEs em cidades europeias

O ICCT divulgou no mês de outubro um estudo que fornece atualizações sobre o mercado europeu de VEs em 2020 nos níveis continental, nacional e local. Os dados incluem vendas de automóveis novos de passageiros em nível europeu e nacional e novos registros em nível subnacional. Os resultados mostram que o mercado europeu de VEs experimentou um crescimento sem precedentes em 2020, registrando um aumento de 143% nas vendas de automóveis de passageiros em comparação com 2019. As vendas robustas em 2020 tornaram a Europa o maior mercado de VEs globalmente, superando a China. O crescimento do segmento elétrico na Europa foi em grande parte alimentado pela necessidade de os fabricantes cumprirem os padrões mais rigorosos de emissão de CO2 da União Europeia para novos automóveis de passageiros e vans a partir de janeiro de 2020. No entanto, houve uma variação substancial em todo o mercado europeu, refletindo a influência nacional e local das políticas públicas, bem como outros fatores, como a disponibilidade de modelos elétricos e infraestrutura de carregamento nos mercados locais. Este relativo sucesso de nível local na aceitação de VEs pode conter lições que podem ser projetadas e adotadas em outras políticas e programas daqui para frente. (ICCT – 08.10.2021)

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4 Montadoras europeias enfrentam gargalos para produzir baterias de VEs

Montadoras europeias têm corrido para garantir o fornecimento de células de bateria na Europa e podem enfrentar um desafio ainda maior para encontrarem matéria-prima suficiente. O fracasso em obter suprimentos adequados de lítio, níquel, manganês e cobalto pode retardar a mudança para veículos elétricos. Ainda que os anúncios de novas instalações para a produção de baterias ocorram rapidamente, o problema está nas matérias-primas como lítio, níquel, manganês e cobalto. Em um ano, o preço do carbonato de lítio mais que dobrou, explica Caspar Rawles, chefe de análise de preços e dados da Benchmark Mineral Intelligence (BMI). No caso do cobalto, onde os maiores depósitos estão localizados na República Democrática do Congo e às vezes são extraídos em condições de trabalho miseráveis, também é esperado um aumento no preço. No início da cadeia de abastecimento, leva cerca de sete anos para que novas minas sejam desenvolvidas. Até agora, o lítio vem principalmente da Austrália e do Chile, o cobalto do Congo e o grafite da China. Algumas montadoras, incluindo a Volkswagen, estão tentando garantir o fornecimento de matéria-prima com contratos de fornecimento exclusivos. Mas as importações podem ficar mais caras devido aos aumentos de tarifas em disputas comerciais e problemas de logística. Uma resposta seriam investimentos na extração de matéria-prima na Europa, onde o lítio está especialmente disponível. A EIT InnoEnergy estima que até 2030 a Europa poderá aproveitar um quarto das matérias-primas de que necessita, portanto, está trabalhando para levantar mais dinheiro que poderia desencadear mais investimentos no setor. Harrison, da EIT, porém, acredita que a Comissão Europeia e os países membros da UE terão que tomar medidas, como mais subsídios para a exploração de reservas e reciclagem. (CNN Brasil – 13.10.2021)

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5 Honda: Anúncio de nova estratégia de eletrificação

Nesta quinta-feira, 13 de outubro, a Honda fez uma conferência virtual para apresentar sua nova estratégia de eletrificação. Dois novos carros foram anunciados: o e:NS1 e o e:NP1. Eles fazem parte da nova “e:N Series”, na qual o “e” vem de “e:Technology” e o “N” da palavra “novo”. A montadora japonesa também anunciou que a e:N Series terá um total de dez modelos nos próximos cinco anos e revelou três conceitos: o e:N COUPE Concept, o e:N SUV Concept e o e:N GT Concept. Esses carros serão lançados inicialmente na China, mas a montadora já disse que espera exportá-los. Até este momento, a Honda havia investido pouco nos elétricos, oferecendo apenas um modelo não híbrido, o Honda E, e tendo anunciado para 2024 o Prologue. Isso tem gerado críticas do mercado, afinal a montadora estaria ficando para trás na briga pelo novo setor. No entanto, a estratégia agora vai acelerar: a Honda anunciou no evento que irá se tornar totalmente elétrica a partir de 2030, o que inclui carros híbridos e totalmente elétricos. Mas isso só vale para a China: no resto do mundo, carros a combustão continuarão sendo fabricados e vendidos até 2040, quando a montadora enfim espera se tornar 100% elétrica globalmente. (Automotive Business – 14.10.2021)

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6 Volkswagen: Crescimento de entregas de VEs no terceiro trimestre de 2021

Apesar da escassez de semicondutores, o Grupo Volkswagen entregou 122.100 BEVs (veículos elétricos a bateria) para clientes no terceiro trimestre (julho a setembro), um aumento de 109% em comparação com o trimestre do ano anterior. O crescimento do mercado na China acelerou significativamente no terceiro trimestre, onde 28.900 BEVs foram entregues, em comparação com 18.300 no primeiro semestre do ano. A participação do BEV nas entregas totais aumentou para mais de 6% no terceiro trimestre. Um total de 293.100 BEVs foram entregues em todo o mundo até o final de setembro, mais que o dobro do período do ano anterior (+ 138%). Em termos de entregas de BEV por região, a Europa manteve-se claramente na liderança, com 209,8 mil veículos (quota de 72%). Nos Estados Unidos, o Grupo entregou 27.300 BEVs, o que correspondeu a 9% de suas entregas globais de BEVs. Isto conferiu ao Grupo uma quota de mercado de cerca de 8% no segmento de veículos totalmente elétricos, colocando-o na segunda posição. Na China, 47.200 BEVs foram entregues até o final de setembro; isso representa 16% das entregas globais de BEV do Grupo. No terceiro trimestre, o crescimento acelerado do mercado fez com que a China respondesse por uma participação de 24%. (Green Car Congress – 17.10.2021)

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7 BMW: Estratégia de eletrificação para 2030

A indústria automotiva está se preparando para um futuro de emissão zero. Além de um senso de responsabilidade corporativa para mitigar os efeitos do aquecimento global, há também uma necessidade “regulatória”. A BMW disse estar pronta para cumprir qualquer decisão a partir de 2030. De acordo com o Automotive News, o CEO da BMW, Oliver Zipse, disse que a marca não está preocupada com a “proibição” dos motores a diesel e a gasolina. A marca alemã estará pronta para aceitar quaisquer limitações a partir de 2030, ano em que a BMW pretende aumentar a venda de seus modelos elétricos em até 50%. Se uma cidade, um país ou um continente inteiro introduzir proibições especiais, então, a BMW ajustará sua oferta de modelos. Para isso, está preparada para lançar vários modelos de emissão zero ao mercado nos próximos anos. No entanto, ainda não foi definida uma “data de validade” para propostas com motores de combustão. O portfólio nos próximos anos contará com um número crescente de modelos híbridos leves ou plug-in, enquanto a MINI venderá exclusivamente carros elétricos a partir de 2030. (Inside EVs – 15.10.2021)

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8 Toyota deve cortar produção global em 15% devido à escassez de chips

A Toyota Motor cortará sua produção automotiva global em 15% em relação ao seu último plano de produção, ou cerca de 150 mil veículos, devido à escassez de semicondutores e à crise de energia na China, apurou o “Nikkei”. A mudança ocorre depois que a montadora japonesa cortou sua produção em 40% em relação ao plano inicial de setembro a outubro, com o ressurgimento de infecções por covid-19 no sudeste da Ásia interrompendo a cadeia de suprimentos de peças automotivas. A Toyota manterá seu plano de produção global para o ano fiscal de 2021 em 9 milhões de veículos, apesar dos últimos cortes de produção. A empresa pretende trazer sua produção de volta ao normal depois de dezembro, mas uma fonte da empresa espera que algumas incertezas permaneçam. (Valor Econômico – 15.10.2021)

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9 Evergrande planeja lançar VEs em 2022

A unidade de VEs da empreendedora imobiliária chinesa Evergrande anunciou que seus primeiros automóveis sairão da linha de produção no próximo ano. A empresa carregada de dívidas disse que se reuniu com fornecedores e o governo local em Tianjin, onde está sua base de produção, e prometeu avançar com a produção em massa de seus carros da marca Hengchi. Por ora, a Evergrande ainda não entregou um único veículo aos clientes – mas tem grandes ambições. Anteriormente, a companhia havia prometido produção e vendas anuais de 1 milhão de VEs até 2025. O governo local de Tianjin, por sua vez, disse que coordenaria um movimento com as instituições financeiras para apoiar Evergrande e ajudar a empresa a atingir a produção em massa. Mas a montadora está entrando em um mercado de VEs extremamente competitivo na China e enfrentará tanto empresas estabelecidas como a BYD e a Tesla quanto empresas iniciantes como a Nio e a Xpeng. No caso da última, a startup divulgou na segunda-feira (11) que já produziu 100.000 veículos, apenas seis anos após o lançamento da empresa. (CNBC – 12.10.2021)

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10 Voltz: Motos elétricas mais acessíveis para brasileiros

A startup brasileira de motos elétricas Voltz decidiu dar fim a dois dos principais problemas da mobilidade elétrica atual: limitações de baterias dos veículos elétricos de duas rodas da marca e o alto custo na hora de adquirir uma moto elétrica. As motocicletas da Voltz operam a uma velocidade máxima de 60 km/hora. Quando estão sem energia, a bateria de lítio da moto pode ser removida da moto real e carregada onde houver uma tomada disponível. Além disso, as motos da Voltz podem ser carregadas em qualquer tomada por um custo médio de apenas R$ 0,02 por km. Somado a isso, o plano de assinatura da Voltz pode baratear os veículos de duas rodas da marca em até 40%. Os planos da marca chegam ao mercado brasileiro com preços competitivos, que vão de R$ 19 a R$ 250, dependendo da quilometragem almejada, e ainda atendem aos usuários mais intensivos, como entregadores de aplicativos de delivery. A cada carga, a motocicleta pode rodar em média 60 km. E de acordo com o site da startup, o tempo máximo de espera de carregamento é de quatro horas. Para que o seu novo programa de assinatura saísse do papel, a startup de motos elétricas inaugurou recentemente duas estações para a troca de baterias na região de SP que permitirão que cada um dos motoristas possa substituir suas baterias descarregadas ao invés de colocar na tomada e esperar um determinado tempo. A troca da bateria das motos elétricas da Voltz pode ser realizada em questão de segundos. (Click Petróleo e Gás – 11.10.2021)

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Meio Ambiente

1 ICCT: Estudo avalia o impacto da eletrificação de veículos em grande escala na saúde e qualidade do ar na Índia

O ICCT divulgou recentemente um trabalho complementar ao documento que estimava o impacto da eletrificação em massa da frota de veículos na Índia. Com base no resultado das emissões estimadas, os pesquisadores analisaram os impactos de um cenário otimista de disseminação de VEs na qualidade do ar e na saúde coletiva entre 2020 e 2040 (com e sem o controle robusto de emissões do setor de energia e outras estratégias de descarbonização). O estudo evidencia que, mesmo quando não se assume nenhuma nova política para descarbonizar o setor de energia ou apertar os controles de emissão das usinas, a eletrificação dos veículos leva à uma melhora na qualidade do ar e à geração de benefícios para a saúde pública do país, incluindo reduções significativas no lançamento de partículas finas nos grandes centros em 2030 e 2040. Embora o aprimoramento dos controles de emissão das usinas de energia desempenhe um papel maior do que a eliminação do uso do carvão, a combinação destas duas estratégias resulta nos maiores benefícios em termos da qualidade do ar. Em 2030, a redução da concentração de partículas finas a partir do patamar-base é de 2,88 µg/m3, e em 2040, com níveis mais elevados de utilização de VEs, os benefícios para a qualidade do ar em comparação com o patamar-base daquele ano são ainda maiores, 4,52 µg/m3. A estratégia combinada resulta em até 31.500 mortes prematuras evitadas em 2030 e 70.400 em 2040, ao mesmo tempo que até 80,7 bilhões de dólares seriam poupados em custos médicos até 2040. (ICCT – 29.09.2021)

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2 T&E: Fabricantes de caminhões superam expectativas de legisladores na Europa

Os legisladores da UE estão ficando atrás dos fabricantes de caminhões no que diz respeito às emissões de CO2, mostra um novo estudo. Melhorias na aerodinâmica e eficiência de combustível, bem como flexibilidades nos regulamentos, significam que os caminhões já podem atingir a meta de redução de CO2 da UE para 2025 ao produzir apenas alguns veículos com emissão zero. A maioria dos fabricantes de caminhões assumiu compromissos voluntários de vendas de eletricidade que vão além do que a UE exige. De acordo com seus anúncios públicos, esses compromissos voluntários levariam o mercado a cerca de 7% de veículos com emissão zero em 2025 e 43% em 2030 – mais do que os 2% necessários em 2025 para cumprir as metas voluntárias existentes. Esses anúncios voluntários mostram que a UE pode definir uma meta realista – mas mais ambiciosa. As emissões médias de CO2 para os novos caminhões de longa distância foram maiores nos grandes países da Europa Ocidental, como França, Alemanha e Reino Unido, enquanto os países menores, como Bulgária, Estônia, Portugal e Eslováquia tiveram desempenho significativamente melhor. As emissões de caminhões de longo curso da Polônia, por exemplo, estão 3,5% abaixo da média da UE, enquanto as da Alemanha estão 2,2% acima. (Transport & Environment – 11.10.2021)

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3 WRI: Complementariedade de ônibus a hidrogênio e veículos a bateria na transição para um transporte limpo

Em meio ao período mais quente já registrado, a descarbonização da frota de ônibus tem um grande potencial para a redução de emissões de gases de efeito estufa e poluentes locais – ao mesmo tempo em que melhora a qualidade do serviço. Para promover essa transição, duas tecnologias limpas despontam no setor por sua gama de benefícios e potencial de complementariedade: VEs a bateria e VEs a célula de combustível de hidrogênio. Apesar dos ônibus a bateria serem uma tecnologia mais estabelecida, o hidrogênio desperta muito interesse como combustível por ser um elemento abundante, encontrado na água e em todos os compostos orgânicos. Estimativas da consultoria BloombergNEF projetam que até 2050 o preço do hidrogênio verde se equipare ou fique mais barato do que o hidrogênio produzido por meio do gás natural. O principal fator para a redução seriam o barateamento da eletricidade solar fotovoltaica, para a qual se espera uma redução de custo de 40% no mesmo período. A tecnologia do hidrogênio vem ganhando espaço nos últimos tempos. Contudo, no setor de mobilidade, ainda é menos difundida do que os ônibus elétricos a bateria. Em um cenário de urgência para a transição energética, mais do que a escolha de uma alternativa, o caminho para avançar pode estar na combinação de ambas. Uma ambiciosa estratégia de transição energética alinhada com os principais objetivos climáticos internacionais e a compreensão do potencial econômico das novas tecnologias pode criar oportunidades de produção em locais que contam com abundância de recursos renováveis, capazes de favorecer a competitividade do hidrogênio. É o caso do Brasil que, com uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, poderia ser uma potência na produção e exportação do hidrogênio verde. (WRI Brasil – 15.04.2021)

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4 Magalu: 51 caminhões elétricos nas ruas até dezembro

A Magalu começou a eletrificar sua frota de caminhões. Os primeiros 51 VUCs elétricos a rodar foram comprados da montadora chinesa JAC Motors, segundo a varejista. Até o fim de outubro, 23 caminhões elétricos já terão começado a circular pelas ruas de estados como São Paulo, Bahia e Paraíba, e os outros serão entregues até o final do ano. De acordo com a empresa, os veículos serão usados para abastecer lojas e fazer entregas de produtos de maior porte, como móveis e eletrodomésticos grandes. A eletrificações dos transportes ainda é um movimento novo que esbarra em custos, baterias e infraestrutura de carregamento. (Folha de São Paulo – 10.10.2021)

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Outros Artigos e Estudos

1 Brasil: Desafios e requisitos para estação de recarga de VEs em condomínios

Segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), só na cidade de São Paulo, o número de prédios já ultrapassou o de casas, e a verticalização deve continuar crescendo nos próximos anos. Para Ricardo David, sócio fundador da Elev, empresa que oferece soluções para o ecossistema de mobilidade elétrica, o que poucos sabem é que é possível realizar as alterações necessárias no condomínio sem que haja muito gasto. Dessa forma, o planejamento é a parte mais importante, e alguns condomínios precisam pensar em como melhorar a eficiência energética para atender a essa demanda. “Esse debate gera inúmeras dúvidas nos moradores, como quem pagará essa conta, se isso impacta no valor do condomínio e sobre as obras que precisam ser realizadas”, comenta David. Ele continua dizendo que “todos esses temas são problemas reais, mas é possível traçar um plano diretor com uma solução de fácil implantação de apenas algumas vagas com esse ponto de carregamento. E, conforme a administração do prédio vai sentindo necessidade, outros aparelhos podem ser instalados”, explica. Mas o executivo ressalta que o carregador passa de um extra, a item essencial de valorização do imóvel. Não é tão simples ter um carregador para carro elétrico em casa. Quem mora em condomínio vai precisar de um projeto e enviá-lo para administração do prédio com alguns detalhes, entre os quais um medidor individual de consumo. Também existe a necessidade de uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), como em toda obra. (IG – 13.10.2021)

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2 Neoenergia expande projeto de mobilidade elétrica

A Neoenergia segue avançando com o Programa de Mobilidade Elétrica, que conta com o projeto Linha Verde, iniciativa voltada a instalar eletropostos nas bases operacionais de forma a viabilizar viagens com carros elétricos entre as sedes administrativas das distribuidoras. A companhia informou que a primeira fase da Linha Verde foi implantada entre as capitais Natal (RN) e Recife (PE), onde atuam as distribuidoras da Neoenergia, Cosern e Neoenergia Pernambuco. As cidades ficam a cerca de 300 km de distância uma da outra e os veículos elétricos têm uma autonomia média de 200 km. Assim, o projeto contemplou a instalação de dois eletropostos de carga rápida nesse trajeto, de forma a garantir maior segurança e autonomia dos veículos durante a viagem. Os pontos de recarga foram instalados nas Unidades Territoriais de Distribuição (UTDs) da Neoenergia localizadas em Goianinha (RN) e Goiana (PE). Os municípios ficam, aproximadamente, a 60 km de distância da capital de cada estado, o que garante uma parada estratégica no percurso para recarregar o veículo. Aliada a expansão dos pontos de recarga nas UTDs, a Neoenergia conta, desde março de 2020, com eletropostos nas sedes administrativas da companhia, nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Ao total, são 85 veículos híbridos e 44 totalmente elétricos na Neoenergia. O objetivo é que toda a frota da veículos leves e administrativos seja completamente substituída até 2030. (CanalEnergia – 15.10.2021)

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3 Italvolt: Parcerias estratégicas para a ME e construção de fábrica de baterias na Itália

A Italvolt é outro player que pretende se tornar um grande fornecedor de baterias de íon-lítio para VEs. A empresa, fundada por Lars Carlstrom, pretende construir uma fábrica de baterias com uma capacidade de produção de 45 GWh por ano, o que seria suficiente para cerca de 550.000 VEs – de acordo com o comunicado de imprensa. A capacidade média seria de 82 kWh por veículo. O local da nova planta será em Scarmagno, no norte da Itália. Esta semana, a Italvolt anunciou que a ABB, uma empresa especializada em tecnologias digitais para indústria, foi selecionada para executar o planejamento do pré-projeto e que as duas empresas firmarão uma parceria em soluções de automação, eletrificação e digitalização relacionadas à fabricação de baterias. O CEO da Italvolt assinalou que a parceria de tecnologia com a ABB trará à companhia: expertise no projeto e entrega de soluções de eletrificação e automação para controle, distribuição e gerenciamento de energia, otimização de processos de fabricação e eficiência energética de longo prazo; consultoria em robótica e operações autônomas para transporte e manuseio de materiais nas unidades de processo da planta; exploração de soluções para coleta de dados, processamento, armazenamento em nuvem e análises para planejamento de produção, gerenciamento e controle de qualidade. (Inside EV – 15.10.2021)

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4 Joint Venture visa construção de mega fábrica de baterias nos EUA

A FREYR Battery, com sede na Noruega, formou uma joint venture nos Estados Unidos com a Koch Strategic Platforms (KSP) para desenvolver uma mega fábrica de células de baterias com capacidade de 50GWh. A tecnologia de produção será baseada na plataforma SemiSolid da companhia 24M Technologies. A escala e o escopo do desenvolvimento pretendido posicionariam a joint venture como um dos maiores fabricantes de células de bateria nos Estados Unidos, e suprido com tecnologia nacional. Ademais, este empreendimento progride ainda mais o foco estratégico da FREYR de desenvolver a capacidade de produção de células de bateria, aproveitando a energia renovável e as cadeias de abastecimento emergentes localizadas. Em conjunto com o acordo, a KSP e a FREYR investiram 70 milhões de dólares em notas promissórias conversíveis com a 24M, sob as quais a KSP e a FREYR investirão inicialmente 50 milhões de dólares e 20 milhões de dólares, respectivamente. O uso da tecnologia SemiSolid da 24M, por sua vez, reduz significativamente o número de etapas necessárias para fabricação de células de bateria enquanto ao mesmo tempo em que utiliza as mesmas matérias-primas convencionais de íon-lítio. A plataforma de produção SemiSolid permite a economia de capital e custos operacionais, bem como oportunidades expandidas para reciclar materiais. Usando a plataforma de tecnologia 24M, a joint venture terá a flexibilidade de fornecer baterias de última geração de vários tamanhos e composições químicas em escala comercial. (Green Car Congress – 13.10.2021)

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5 ELMS/CATL: Acordo para garantia do fornecimento de bateria até 2025 para VE comercial

Electric Last Mile Solutions (ELMS), uma empresa de veículos elétricos comerciais com foco na redefinição da produtividade e sustentabilidade para a última milha, chegou a um acordo com a fabricante de baterias líder Contemporary Amperex Technology Co., Limited (CATL) para fornecer baterias e garantir a capacidade de produção necessária para veículo comercial totalmente elétrico de entrega urbana de classe 1 do ELMS. O contrato garante o fornecimento de bateria até 2025. O primeiro veículo do ELMS, o Urban Delivery, é o primeiro veículo elétrico comercial Classe 1 no mercado dos EUA. A empresa espera iniciar a produção de seu segundo veículo, o Class 3 Urban Utility EV, no segundo semestre de 2022. (Green Car Congress – 15.10.2021)

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6 ELMS/Ample: Parceria comercial para serviço de mobilidade utilizando VEs

A ELMS (Electric Last Mile Solutions), uma empresa de veículos elétricos comerciais com foco na redefinição da produtividade e sustentabilidade para a última milha e a Ample, uma empresa de mobilidade elétrica que fornece soluções de troca de bateria modular, anunciaram planos para apresentar uma oferta empacotada pioneira da indústria que combinaria o EV comercial Classe 1 de entrega urbana do ELMS com a tecnologia de troca de bateria modular da Ample. Por meio da colaboração, as empresas esperam fornecer aos clientes do ELMS a opção de assinar soluções de energia e mobilidade prontas para uso. ELMS e Ample também anunciaram planos para explorar um pacote completo de Mobilidade como Serviço que permitiria aos clientes renunciar inteiramente à propriedade do veículo e pagar pelo uso por quilômetro. Tal oferta incluiria serviços abrangentes, seguro e energia para permitir que as frotas comerciais minimizassem o tempo de inatividade não planejado e alavancassem modelos econômicos diferenciados que impulsionam o crescimento de sua receita de primeira linha. (Green Car Congress – 15.10.2021)

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7 UFPA: Projeto de mobilidade elétrica

Dois ônibus elétricos circulam na Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 2019, período em que foram colocados também cinco eletropostos na Grande Belém; quatro no Campus Belém da universidade e um em Castanhal. As estruturas e os veículos foram resultados de um projeto do Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), da UFPA, em parceria com o Parque Tecnológico do Guamá, e financiamento da Eletrobrás. O sistema utilizado está em conformidade com as normas e os padrões de funcionamento e desempenho de distribuição de energia elétrica no País, estabelecidos pela Aneel. O projeto, que está em andamento, ainda contará com barco elétrico equipado com painéis fotovoltaicos e um sistema elétrico capaz de garantir à embarcação uma autonomia de até seis horas. Será um “catamarã solar”, projetado pela Fenav/UFPA, com capacidade de receber até 20 passageiros e portar baterias que possam ser carregadas pelas placas fotovoltaicas instaladas neste transporte e por carregador elétrico. A professora e pesquisadora Maria Emília Tostes, coordenadora do Ceamazon, destaca que o principal objetivo do centro é desenvolver estudos voltados para a diminuição de desperdícios de energia elétrica. Especificamente sobre a popularização do uso de carros elétricos, ela afirma que não basta que sejam “limpos”, que não emitam gás carbônico (CO2) para a atmosfera, se o sistema energético utilizado para carregar as baterias também não for ecologicamente responsável. (O Liberal – .10.2021)

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8 Comep: Cooperativa de taxis elétricos do Pará

Quando os aplicativos de transporte chegaram a Belém, em 2015, o taxista Isaac Nunes refletiu sobre a necessidade de encontrar uma alternativa para baixar os custos de seu carro para que pudesse oferecer preços mais competitivos aos clientes, e assim poder concorrer com os baixos valores oferecidos pelo novo segmento. Após tentar experiências com hidrogênio como fonte de energia, mas sem sucesso, ele entrou em contato com iniciativas em São Paulo como VEs e criou a Cooperativa de Transporte de Profissionais Autônomos em Mobilidade Elétrica do Estado do Pará (Comep). O objetivo da cooperativa é fazer com que os modelos elétricos possam ser utilizados por frotas de táxi, e contribuir para a diminuição dos gastos dos motoristas, ao mesmo tempo em que atuam também como redutores de emissão de gases poluentes no Pará. “Eu trouxe o projeto do táxi elétrico para o Pará não apenas por interesse próprio, mas pensando que o gás carbônico é a principal causa do aquecimento global. Também queremos que o transporte em Belém seja mais organizado, para que as competições entre os motoristas sejam reguladas”, afirma. Atualmente, a Comep possui mil inscritos e está em contato com uma concessionária para que seja firmada uma parceria. “Hoje, Belém do Pará é a sexta capital com o maior número de vendas de carros elétricos. Em 2030, todas as empresas automobilísticas terão que fabricar veículos elétricos. Nós precisamos nos preparar”, conclui. (O Liberal – .10.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: João Pedro Gomes, Leonardo Gonçalves e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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