IFE.TEX 57

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 57 – publicado em 05 de outubro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 57 – 05 de outubro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
Aneel e Embaixada da Dinamarca firmam parceria para promover a transição energética
2 BNDES e Eletrobras querem energia limpa na Amazônia
3 AIIB e IRENA se unem para acelerar a transição energética da Ásia
4 Matriz elétrica está cada vez mais diversificada mediante as energias renováveis
5 IRENA: Energias renováveis podem aumentar a segurança energética do Paraguai
6 Reino Unido: energias renováveis CfD atingiram 5,6 GW em 2020
7 Com apoio do BID, BNDES se prepara para crescer no mercado global de finanças sustentáveis
8 Appalachia preparada para se tornar uma região com energia limpa
9 Membros da IRENA veem a energia hidrelétrica no centro da ação climática
10 Mais de 50 empresas adotam métricas de relatórios ESG
11 Prefeitos em todo o mundo prometem acelerar a transição para as energias renováveis
12 Comunidades portuguesas tornam-se verdes com novo modelo cooperativo de energia
13 EUA: Portland lança compra em massa de equipamentos de energia limpa no impulso de eletrificação
14 NextEra, PG&E oferecem lições sobre o papel principal do ESG
15 EUA: Clenera irá construir um dos maiores projetos solares do Arizona
16 GE e Kalyon fornecerão energia à Turquia
17 TransAlta define meta de adição de 2 GW de energias renováveis até 2025
18 EUA: ENGIE lança plataforma para rastrear as emissões de carbono e traçar a descarbonização em tempo real

Geração Distribuída
1 Programa elabora projetos de energia renovável para propriedades rurais no Paraná
2 Pequenas eólicas custam a partir de R$ 7 mil
3 Marcos Rogério é escolhido relator do marco da GD
4 Platão Energia quer construir 50 MW de solar para aluguel
5 Itaipu instala os maiores parques fotovoltaicos do país
6 Banco BV avança no financiamento de geração solar e mira novos negócios em energia
7 Janelas podem se tornar painéis solares em breve
8 Nova York quase dobra meta de instalações solares distribuídas

Armazenamento de Energia
1 REDTOP: Programa busca prever com precisão a vida útil de uma bateria
2 Sistema de bateria Tesla na maior usina solar do mundo
3 Choque no preço do gás no Reino Unido destaca necessidade de armazenamento de energia

4 Lituânia conecta o primeiro sistema de bateria à rede de transmissão

5 Dominion Energy adquire o maior projeto de armazenamento de bateria da Virgínia

6 DOE investe US $ 27 milhões em tecnologia de armazenamento

7 EUA: Líderes da indústria alertam sobre novas tecnologias necessárias para atender às metas de descarbonização da rede

Veículos Elétricos
1 Enel X mostra soluções de recarga no Salão da Mobilidade Elétrica
2 Ford desenvolve baterias recicladas para carros elétricos
3 Movida fecha parceria que proporciona carregamento grátis
4 Volkswagen/CBMM: Baterias com nióbio

5 Gol anuncia malha de ‘carros elétricos voadores’ para 2025
6 Europa necessita de mais carregadores rápidos
7 Worksport: empresa quer fazer picapes rodarem com energia solar
8 Michigan pode ser o primeiro estado dos EUA com estradas de carregamento sem fio

9 Como países com produção intensiva de combustíveis fósseis podem aderir a eletrificação do transporte?

10 EUA: Concessionárias se juntam em coalizão para promover infraestrutura para VEs

11 EUA: Concessionárias de eletricidade destacam a importância da National Drive Electric Week

Gestão e Resposta da Demanda
1 Electra é a primeira autorizada em programa para reduzir demanda por energia
2 Empresas do aço vão decidir individualmente se vão aderir ou não ao RDV
3 Credit Suisse: Redução do consumo energético pode impactar o crescimento do país
4 RVD soma 442 MW de ofertas para setembro

5 Sunnova faz parceria com AutoGrid para ajudar a modernizar a rede elétrica da Califórnia
6 Austrália: Novas direções propostas para otimizar a implementação de medidores inteligentes
7 SET Distribuzione da Itália lança programa de medidores inteligentes de segunda geração

Eficiência Energética
1 California City of Dublin concede contrato multimilionário para soluções de energia inteligente
2 CPFL Energia investe R$ 73,3 mi em Eficiência Energética
3 ABB de olho no mercado da eficiência energética na América Latina

Microrredes e VPP
1 US $ 50 milhões para aumentar microrredes na Austrália regional
2 GridPoint e Leap anunciam parceria para reforçar a resiliência e flexibilidade através de VPPs
3 O piloto da bateria de Minneapolis testará o compartilhamento de energia solar com os vizinhos

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Enel investe em serviços de digitalização de redes
2 EUA: Operador adota solução blockchain em seu programa destinado a gerenciamento da demanda elétrica
3 China: Tecnologia blockchain será testada no comércio de energias renováveis
4 EUA: Concessionária assina contrato para implantação de tecnologia de ponta em rede privada de internet

5 Multinacional de energia alemã investe em soluções digitais para alavancar sua transição energética
6 EUA: I.A. e machine learning para acelerar a pesquisa de armazenamento de energia de longa duração

Segurança Cibernética
1 Mercado de segurança cibernética para cidades inteligentes terá aumento significativo até 2030, segundo relatório
2 EUA anuncia US $ 1 milhão em financiamento para cinco novos projetos no Cybersecurity Manufacturing Innovation Institute
3 WOMCY Brasil realizou em setembro encontro para promover ações e programas
4 Omã dá prosseguimento a iniciativa com treinamento de segurança cibernética

5 EUA: Ataques de Ransomware chegaram a um ponto de inflexão?

Eventos
1 Transição e digitalização de energia serão tópicos do Congresso de Energia Inteligente e EXPO 2021

Artigos e Estudos
1 GESEL: Relatório Observatório de Tecnologias Exponenciais
2 Artigo sobre como conseguir uma transição energética equitativa
3 Artigo de Pedro Okuhara sobre o rateio de custos de energia e a economia energética
4 Artigo: “A energia que vem do lixo – e por que ela deve ser aproveitada”


 

 

Transição Energética e ESG

1 Aneel e Embaixada da Dinamarca firmam parceria para promover a transição energética

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Embaixada Real da Dinamarca assinaram o Memorando de Entendimento para Cooperação na Transição para a Energia Sustentável e Mitigação das Mudanças Climáticas, na última quinta-feira (23/09). O objetivo desse acordo é aumentar a troca de conhecimento, experiências, dados e boas práticas relevantes para o desenvolvimento de energia eólica offshore, recuperação energética de resíduos (Waste to Energy), transição energética e geração de negócios. A Dinamarca tem vasta experiência na transição energética e em cooperações governo-a-governo e o Brasil demonstra potencial considerável voltado à expansão da geração de energia a partir de fontes renováveis, já possuindo uma matriz energética estabelecida com base em energia limpa. Portanto, a cooperação irá fortalecer o diálogo entre os dois países sobre soluções de transição energética e promover a troca de conhecimento e experiência na formulação de planos de expansão da capacidade energética, buscando a segurança no fornecimento de energia e a inclusão de novas fontes. (Aneel – 23.09.2021)

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2 BNDES e Eletrobras querem energia limpa na Amazônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está construindo uma parceria com a Eletrobras a fim de realizar estudos que permitam substituir o óleo diesel por fontes renováveis, como eólica e solar, na geração de energia elétrica na Amazônia. O acordo de cooperação entre as duas instituições ainda vai ser assinado e faz parte dos “Pactos de Energia”, um compromisso público assumido por empresas na ONU. Com isso, o diagnóstico a ser feito deve levar três anos e propor, ao fim, um plano de implementação. No total, prevê-se que a Eletrobras invista R$ 3 bilhões em dez anos – R$ 295 milhões por ano – em projetos na Amazônia Legal, sendo boa parte desses recursos para substituir o óleo combustível por fontes renováveis de energia na região, conforme previsto na lei de capitalização da empresa. Em suma, o diretor de geração da Eletrobras, Pedro Jatobá, disse que os resultados dos estudos previstos no acordo de cooperação devem ser implementados até 2030, mas antes disso já se saberá o caminho a seguir. (Valor Econômico – 23.09.2021)

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3 AIIB e IRENA se unem para acelerar a transição energética da Ásia

O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) assinaram um memorando de entendimento (MOU) se comprometendo a trabalhar em conjunto para apoiar a transição energética da Ásia e mobilizar maior capital privado direcionado a energia renovável. No dia 21 de setembro, o acordo foi assinado pelo Presidente do AIIB Jin Liqun e pelo Diretor Geral da IRENA, Francesco La Camera, em uma cerimônia virtual para marcar a nova parceria. Com isso, o presidente Jin comentou como o AIIB e a IRENA trabalharão juntos para acelerar o investimento e aumentar a conscientização sobre as soluções de energia renovável em toda a Ásia. “Com a crescente demanda de energia da Ásia e os crescentes desafios das mudanças climáticas, precisamos garantir que a região invista mais do que nunca em energia renovável e eficiência energética para facilitar sua transição para uma matriz energética de baixo carbono. Essa parceria faz parte da jornada do Banco para atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris”, explicou Jin. (IRENA – 21.09.2021)

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4 Matriz elétrica está cada vez mais diversificada mediante as energias renováveis

As fontes eólicas e solar atraem fabricantes de equipamentos e representam 12% da geração do país. Com isso, o avanço de novas tecnologias na geração eólica e solar, mudanças regulatórias, ampliação do mercado livre e a agenda corporativa voltada à sustentabilidade são os principais fatores que têm levado ao acréscimo de ambas as fontes na matriz elétrica. Atualmente, cerca de 20% da energia do Sudeste está sendo gerada por usinas eólicas localizadas no Nordeste, escoada por linhas de transmissão. Em 2021, 64% da capacidade provém de hidrelétricas e 11% a térmicas. Em 2030, a consultoria PSR estima que as hidrelétricas caiam para 52%, as térmicas mantêm sua posição, enquanto outras fontes pularão de 22% para 37%, salto liderado pelas usinas solares, centralizadas e com destaque às distribuídas. Em suma, a energia solar deve atingir 46 GW em 2030, enquanto as eólicas deverão chegar a 25 GW. (Valor Econômico – 21.09.2021)

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5 IRENA: Energias renováveis podem aumentar a segurança energética do Paraguai

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) publicou um relatório, segundo o qual, diversificar a matriz energética aproveitando recursos solares e eólicos abundantes, bem como estabelecer diretrizes claras para aumentar a aplicação de energias renováveis em todos os setores de uso final pode melhorar a segurança energética, apoiar o crescimento econômico e aumentar a resiliência climática no Paraguai. Nesse sentido, a Renewables Readiness Assessment: Paraguay, foi desenvolvida em estreita cooperação com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, oferecendo recomendações políticas e regulatórias, que amparam o cumprimento das metas de energia do Paraguai sob Contribuições Determinadas Nacionalmente (NDC). Em suma, o NDC recentemente atualizado do país ratifica um compromisso com a redução de emissões em 20% até 2030 e destaca a energia alternativa como o principal fator. (IRENA – 20.09.2021)

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6 Reino Unido: energias renováveis CfD atingiram 5,6 GW em 2020

No Reino Unido, projetos apoiados por cinco Contratos por Diferença (CfD) tornaram-se operacionais durante o exercício financeiro de 2020/21, aumentando a capacidade instalada total comissionada sob o esquema para 5600 MW. Com isso, os últimos relatórios anuais da Low Carbon Contracts Company (LCCC) e Electricity Settlements Company (ESC) cobrem o período de 1 de abril de 2020 a 31 de março de 2021, um ano de operação durante a pandemia. Novos projetos operacionais contribuíram para uma produção elétrica de baixo carbono combinada do portfólio CfD de 22,66 TW/h entre 1 de abril de 2020 e 31 de março de 2021, equivalente ao necessário para abastecer a Escócia em 2020. Além disso, logo após o final do exercício financeiro, seis projetos AR3, representando 16 contratos CfD e 5,5 GW, 95% da capacidade alocada, atingiram seu marco obrigatório em abril de 2021. “Estou orgulhoso de ter visto como os geradores de CfD trabalharam para enfrentar os desafios e entregar seus projetos, que agora estão contribuindo para o compromisso do Reino Unido com as emissões líquidas zero até 2050”, disse o executivo-chefe do LCCC, Neil McDermott. (Renews – 22.09.2021)

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7 Com apoio do BID, BNDES se prepara para crescer no mercado global de finanças sustentáveis

Com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou a figurar entre as empresas mais bem avaliadas do mundo pela Vigeo Eiris (V.E), agência de classificação associada à Moody’s Corporation que avalia o desempenho das organizações de acordo com critérios ambientais, sociais e de governança (ASG). Nesse contexto, o apoio à avaliação do BNDES foi realizado pelo BID como parte dos esforços pela promoção da sustentabilidade no mercado de capitais e pelo apoio ao desenvolvimento de instrumentos de finanças verdes. De acordo com a análise realizada pela V.E, a atuação ASG do BNDES figura no top 100 global, na 86ª posição. Em mercados emergentes, o banco brasileiro está em 4º lugar. Para o BID, o apoio à avaliação ESG / ASG do BNDES é estratégico, em um momento em que o banco prioriza iniciativas que contribuam ao combate às mudanças climáticas – um dos pilares necessários para que se supere esta crise, como explica Morgan Doyle, representante do Grupo BID no Brasil. (BID – 21.09.2021)

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8 Appalachia preparada para se tornar uma região com energia limpa

Quando se trata de transição para energia limpa, muitos temem que regiões dependentes do carvão, como Appalachia (EUA), sejam prejudicadas ou deixadas para trás. Entretanto, uma nova análise da RMI desafia essa suposição, descobrindo que Appalachia pode ser a região a ver o maior benefício econômico da implantação de projetos eólicos e solares na próxima década. Appalachi por mais de um século têm sido um país carbonífero. Mesmo assim, a demanda global por carvão caiu na última década, em parte devido ao papel do combustível na mudança climática, e a produção de carvão caiu mais de 65% nos Apalaches, prejudicando a economia e criando a necessidade de novas oportunidades. Com isso, projetos de energia eólica onshore e solares de grande porte podem ajudar a atender a essa necessidade, sendo desenvolvidos normalmente em áreas rurais com potencial de recursos renováveis suficiente e acesso à terra. Além do mais, aumentar as energias renováveis na região é competitivo em termos de custos com a atual trajetória de dependência contínua do carvão, de acordo com um estudo da West Virginia University. Também oferece várias outras vantagens notáveis, incluindo diversificação econômica e prevenção de impactos adversos à saúde pública. Dito isso, a transição não será fácil, e políticas de apoio que investem na reciclagem dos trabalhadores e na capacitação da comunidade são essenciais para garantir que funcione para todos. (RMI- 21.09.2021)


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9 Membros da IRENA veem a energia hidrelétrica no centro da ação climática

A energia hidrelétrica é a maior fonte de eletricidade renovável em todo o mundo e o avanço de sua implantação é essencial para impulsionar a transição energética. A Reunião de Alto Nível da Estrutura Colaborativa da IRENA em Hidreletricidade reuniu tomadores de decisão com percepções sobre energia hidrelétrica para facilitar a troca de conhecimento e identificar ações concretas que permitam que a energia hidrelétrica cumpra seu papel como um facilitador da descarbonização dos sistemas de energia. Com mais de 150 participantes de 42 países, a reunião virtual testemunhou um alto nível de engajamento para tirar proveito do conhecimento e experiência que existe dentro da IRENA e seus membros globais. Ao fazer o discurso de abertura, o Diretor-Geral da IRENA, Francesco La Camera disse: “Temos que intensificar urgentemente as ações em todas as frentes da transição energética para alcançar os objetivos de clima e desenvolvimento sustentável. A energia hidrelétrica tem um pape fundamental a desempenhar, permitindo a integração de parcelas cada vez maiores de energias renováveis variáveis e proporcionando resiliência climática”. (IRENA – 23.09.2021)

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10 Mais de 50 empresas adotam métricas de relatórios ESG

Os desafios globais amplificados pela pandemia COVID-19 tornaram as questões ambientais, sociais e de governança (ESG) ainda mais urgentes para os formuladores de políticas, conselhos e executivos. Para promover o alinhamento entre as estruturas ESG existentes, o Fórum Econômico Mundial (FEM), em parceria com o Deloitte, EY, KPMG e PwC, baseou-se nas estruturas existentes e identificou um conjunto de divulgações universais – as Stakeholder Capitalism Metrics. Durante o Sustainable Development Impact Summit 2021, o FEM anunciou que mais de 50 empresas começaram a incluí-las em seus principais materiais de relatório, incluindo relatórios anuais e relatórios de sustentabilidade. Dessa forma, as Stakeholder Capitalism Metrics promovem o alinhamento entre as estruturas ESG existentes e criam um conjunto de pontos de dados que podem ser comparados entre as empresas, independentemente de seu setor ou região. As métricas incluem divulgações não financeiras centradas em quatro pilares: pessoas, planeta, prosperidade e princípios de governança e incluem medições das emissões de gases de efeito estufa, igualdade de remuneração e diversidade do conselho, entre outros. Desde janeiro de 2021, cerca de 120 empresas manifestaram seu apoio a essa iniciativa. (World Economic Forum – 21.09.2021)

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11 Prefeitos em todo o mundo prometem acelerar a transição para as energias renováveis

Eric Garcetti, prefeito de Los Angeles, EUA, lançou a Declaração de Energia Renovável C40 para ajudar cidades ao redor do mundo a acelerar a transição para recursos de energia limpa de maneira equitativa. Com isso, cerca de 15 prefeitos assinaram a declaração para aumentar o ritmo com que suas cidades estão implantando tais recursos com objetivo de criar comunidades mais saudáveis, melhorar a qualidade do ar, criar empregos verdes e proteger seus residentes mais vulneráveis dos impactos das mudanças climáticas. A declaração descreve três caminhos que também podem permitir que as cidades forneçam eletricidade limpa e acessível aos residentes: (I) usar 100% de eletricidade renovável em toda a cidade até 2035; (II) alcançar o acesso universal à eletricidade confiável, sustentável e acessível e a combustíveis e tecnologias de cozinha limpos até 2030; e (III) implantar sistemas de energia limpa para eletricidade, aquecimento, resfriamento e cozinha para atingir 50% do potencial viável avaliado na cidade até 2030 e 100% até 2050. Assim, entre os prefeitos que assinaram a declaração estão os de Londres, Copenhague, Lisboa, Melbourne, São Francisco, Tóquio, Tswane, Vancouver e Seul. (Renewable Energy World – 24.09.2021)

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12 Comunidades portuguesas tornam-se verdes com novo modelo cooperativo de energia

A plataforma Initiate da Enlit Europe busca destacar as startups e scaleups no setor energético que causam impacto e impulsionam mudanças. Nesse contexto, a Smart Energy International realizou uma entrevista com Nuno Brito Jorge, fundador da Coopérnico, para aprender mais sobre seu modelo de negócios e como a empresa navega na paisagem de startups para scaleup. Segundo Nuno, a Coopérnico é uma cooperativa portuguesa de energias renováveis que envolve cidadãos e empresas na mudança do setor energético em benefício da sociedade e do ambiente. A scaleup apoia o desenvolvimento de novas usinas de energia renovável financiadas por seus membros, fornecendo eletricidade verde e prestando serviços de energia aos cidadãos e às pequenas e médias empresas. “Avançando para 2021, o trabalho da Coopérnico está dividido em três áreas: produção, abastecimento e serviços de energia. A primeira área, produção, tem a ver com nossos projetos de investimento onde nossos membros têm a capacidade de se unir e ajudar a Coopérnico, sua cooperativa, a promover projetos de energia renovável”, explicou Nuno. (Smart Energy International – 25.09.2021)

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13 EUA: Portland lança compra em massa de equipamentos de energia limpa no impulso de eletrificação

À medida que as cidades aumentam suas metas de mitigação das mudanças climáticas, estas, passam a visar o setor de construção como uma oportunidade privilegiada. Nesse cenário, a cidade de Portland, Maine, usará um programa de compra em massa para oferecer painéis solares de baixo custo, bombas de calor e carregadores de veículos elétricos para proprietários de residências e empresas a fim de reduzir o uso de combustível fóssil. A iniciativa faz parte da campanha recentemente anunciada “Electrify Everything”, que busca contribuir para atender a meta da cidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em toda a comunidade em 80% até 2050. De acordo com o coordenador de sustentabilidade de Portland, Troy Moon, os prédios são responsáveis por 60% das emissões da cidade, e os veículos respondem por outros 30%. Por meio da campanha voluntária, Portland fornecerá informações aos residentes sobre opções de tecnologia, programas de financiamento e descontos, além de oferecer preços com desconto em compras a granel. De acordo com Moon, o programa é projetado para ajudar os residentes que já estão interessados em fazer reduções de carbono, mas podem não ter o apoio financeiro ou técnico para dar esse passo. (Utility Dive – 24.09.2021)

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14 NextEra, PG&E oferecem lições sobre o papel principal do ESG

Com a Lei de Investimentos e Empregos em Infraestrutura prestes a ser sancionada, a perspectiva de investimentos sem precedentes na infraestrutura dos Estados Unidos se torna ainda mais tangível. Embora longe da panaceia que seria necessária para enfrentar os desafios de infraestrutura cada vez mais críticos, o projeto aloca mais de US$ 70 bilhões para modernizar a rede elétrica do país para que possa transportar mais energia renovável. A recuperação da confiança do público requer um olhar mais atento sobre a resiliência da geração de energia e a diversificação das fontes de energia, bem como uma tendência mais ampla: ambiental, social e governança (ESG). Nesse cenário, a NextEra Energy e a AES Corporation, por exemplo, cumpriram compromissos ESG de alto nível que se vinculam a seus respectivos pontos fortes financeiros. Ambas as empresas ultrapassaram o crescimento do setor de energia nos últimos dois anos. Com a mudança climática adicionando novos desafios na forma de calor extremo e eventos de vórtice polar, o clima severo coloca novas tensões na infraestrutura da concessionária. Investir em ESG é uma necessidade, e torná-lo um negócio principal melhora as experiências do cliente, estabelece a liderança da indústria e impulsiona o crescimento para os acionistas. (Utility Dive – 24.09.2021)

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15 EUA: Clenera irá construir um dos maiores projetos solares do Arizona

A Clenera, desenvolvedora de projetos solares e de armazenamento de energia, assinou um contrato de compra de energia (PPA) com a concessionária de energia SRP para produzir uma usina solar de 440 MW no Arizona. A planta CO Bar Solar, situada a noroeste de Flagstaff, deve estar online em 2024 e será construída e operada pela Clenera. Este projeto faz parte da estratégia da SRP para atingir seus objetivos de descarbonização de longo prazo e ajudará a cumprir seu compromisso de adicionar 2.025 MW de novos recursos solares de grande porte até 2025. A construção do CO Bar Solar está prevista para começar em 2023. Ao longo do cronograma de construção de 18 meses, espera-se que aproximadamente 550 empregos sejam criados, muitos deles locais. (Clenera – 22.09.2021)

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16 GE e Kalyon fornecerão energia à Turquia

A GE Renewable Energy ganhou um contrato para fornecer sua tecnologia de estação de energia solar FLEXINVERTER para o projeto Karapinar. O escopo do trabalho inclui design, engenharia, gerenciamento de projeto, gerenciamento de local e comissionamento. Em dezembro de 2022, o projeto localizado na província turca de Konya Karapinar deve entrar em operação comercial. A GE já concluiu o comissionamento da tecnologia de estação de energia solar Flexinverter para uma usina solar de 267MW. O complexo solar ajudará a Turquia a cumprir sua meta de comissionar 10 GW de capacidade solar entre 2017-2027, de acordo com a Agência Internacional de Energia. (GE Renewable Energy – 22.09.2021)

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17 TransAlta define meta de adição de 2 GW de energias renováveis até 2025

A geradora canadense TransAlta Corp definiu metas estratégicas de crescimento que exigem que a empresa acrescente 2 GW de capacidade de energias renováveis à sua frota até o final de 2025. Até esta data, a TransAlta investirá CAD 3 bilhões (US$ 2,4 bilhões) no desenvolvimento, construção e aquisição de novos ativos, uma vez que planeja acelerar o crescimento em energias renováveis centradas no cliente e armazenamento. A empresa trabalhará para executar seu gasoduto de desenvolvimento de 3 GW e, ao mesmo tempo, chegará a 2025 com um gasoduto expandido de 5 GW e sem carvão. A TransAlta também decidiu suspender o projeto de repotenciação da usina a carvão da Unidade 5 de Sundance. Os recursos alocados anteriormente para este projeto serão direcionados a projetos de crescimento renovável. Em suma, a suspensão se deve a uma série de fatores, como custos crescentes e alterações na dinâmica de oferta e demanda. (Renewables Now – 28.09.2021)

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18 EUA: ENGIE lança plataforma para rastrear as emissões de carbono e traçar a descarbonização em tempo real

Com o lançamento da plataforma Ellipse esta semana, a ENGIE, fornecedora de energia, afirma ter criado a plataforma de inteligência de carbono mais abrangente do mundo, capaz de ajudar as empresas a rastrear as emissões em tempo real, adaptar suas estratégias e gráficos de descarbonização, otimizar e integrar funcionalidades para a melhoria. O Ellipse é uma plataforma que oferece análise de dados avançada para uma representação precisa das emissões de carbono. A visualização de tais dados pode permitir que as empresas alterem seus objetivos climáticos e elevem seus esforços de sustentabilidade sem precisar desenvolver relatórios complexos sobre o tema. A ferramenta também tem a vantagem de poder ser integrada aos sistemas digitais existentes, exigindo um envolvimento prático mínimo. (Daily Energy Insider – 23.09.2021)


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Geração Distribuída

1 Programa elabora projetos de energia renovável para propriedades rurais no Paraná

O Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), lançado em agosto, já elaborou 656 projetos para produtores que aderiram à iniciativa, instalando unidades de geração de energia solar ou biodigestor em suas propriedades. Juntos, os projetos alcançaram o montante de R$ 120 milhões, dos quais quase R$ 44 milhões já estão em bancos para financiar o equivalente a 244 iniciativas. Segundo o governo do Paraná, desde o lançamento do projeto, pelo menos 5 mil pessoas interessadas procuraram os escritórios municipais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) em busca de informações. Além do RenovaPR, o IDR- Paraná também lançou uma chamada pública para empresas interessadas em prestar serviços para energia fotovoltaica e biogás em ambientes rurais. Em suma, o edital de energia solar já possui 346 integradoras cadastradas, sendo que 321 já passaram por todo o processo e estão homologadas para atender os projetos. Já o edital de biogás/biometano, possui 13 empresas cadastradas com nove delas já homologadas. (Brasil Energia – 23.09.2021)

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2 Pequenas eólicas custam a partir de R$ 7 mil

Com um investimento a partir de R$ 7 mil, qualquer pessoa pode ter sua própria usina eólica doméstica, podendo ser instalada em espaços pequenos, como em sacadas de apartamentos, nas quais uma microeólica urbana de 1kW de potência é capaz de gerar energia para abastecer metade do consumo de uma residência com consumo médio de 250 kWh/mês. Sobre esse assunto, o engenheiro Leonardo Hussni, que desenvolve pesquisas sobre energia eólica de pequeno porte há uma década, defendeu sua dissertação de mestrado no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) em 2020, na qual concluiu que são viáveis as usinas de micro e minigeração distribuída na área urbana. Segundo ele, o pouco espaço horizontal ocupado pela turbina seria uma das vantagens da eólica em relação à solar, que exige múltiplas placas fotovoltaicas para gerar a mesma quantidade de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lista 70 sistemas eólicos distribuídos de pequeno porte no Brasil visto instalações homologadas. Contudo, o número total pode ser bem maior, se contadas as independentes. (Valor Econômico – 21.09.2021)

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3 Marcos Rogério é escolhido relator do marco da GD

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) será o relator do plenário do PL 5829, que institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída. A nomeação foi formalizada nesta segunda-feira, 20 de setembro, pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). No dia 11 do mês passado, uma proposta consolidada pelo Ministério de Minas e Energia com associações do setor foi entregue como sugestão aos deputados Lafayette de Andrada (Republicanos -MG), relator, e Marcelo Ramos (PL-AM), primeiro vice-presidente da casa. O substitutivo mantém até 2045 as regras atuais do sistema de compensação de energia elétrica para unidades de geração distribuída já conectadas. As novas regras de GD entrarão em vigor um ano após a sanção da lei. Em suma, o PL estabelece um período de transição de seis anos, entre 2023 e 2029, para que sistemas instalados a partir da vigência do novo marco legal passem a pagar integralmente todas as componentes tarifárias não associadas ao custo da energia elétrica, entre elas o uso da rede de distribuição, devendo ser abatidos todos os benefícios ao sistema elétrico propiciados pela centrais de micro e minigeração. (CanalEnergia – 20.09.2021)

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4 Platão Energia quer construir 50 MW de solar para aluguel

A Platão Energia estabeleceu a meta de construir 10 usinas solares de geração distribuída no Paraná até 2023, destinadas ao aluguel de cotas para empresas e pessoas físicas, devendo totalizar cerca de 50 MW de potência instalada. Para isso, a companhia busca investidores interessados no negócio e, no início do ano, já conectou à rede uma usina solar de 5 MW para atender pequenas e médias empresas (padarias, açougues, restaurantes) da área de concessão da Copel por meio da modalidade de geração compartilhada via consórcio. Nesse contexto, a expectativa da Platão Energia é chegar ao fim de dezembro com mais de 110 instalações fotovoltaicas realizadas neste ano, um total de 7 MW, sendo 5 MW da usina para aluguel de cotas e 2 MW de sistemas entregues aos clientes. Embora sua atuação seja mais forte no Paraná, a companhia também tem trabalhos em outros estados. Com a perspectiva de publicação do marco legal da geração distribuída seguindo o texto aprovado na Câmara dos Deputados em agosto, Diogo Martins, presidente da Platão Energia, afirma que o tempo de retorno do investimento nos projetos vai aumentar, mas ter a definição de quais serão as regras nos próximos anos tira os riscos jurídicos e traz segurança para o mercado. (Brasil Energia – 20.09.2021)

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5 Itaipu instala os maiores parques fotovoltaicos do país

A Itaipu Binacional por meio da Asesoría de Energías Renovables, está instalando um dos maiores parques solares híbridos do Paraguai, com o objetivo de dinamizar as futuras Unidades de Saúde da Família (USF) das comunidades indígenas San Agustín e Kelyenmagategma (Karaja Vuelta), localizadas nos departamentos de Boquerón e Presidente Hayes, respectivamente. Conforme explicado em comunicado, trata-se de um sistema de geração híbrido (solar-térmico) para cada localidade, para o qual foi prevista a instalação de 150 kWp em painéis fotovoltaicos entre as duas comunidades. Em San Agustín, a 760 quilômetros da cidade de Assunção, será instalado um sistema com capacidade superior a 80 kWp, enquanto será de 70 kWp em Karaja Vuelta, que fica a 500 quilômetros da capital paraguaia. Além disso, os dois locais terão um inversor modular de 100 quilovolts-amperes (kVA), baterias de armazenamento de pelo menos 150 quilowatts-hora (kWh) e um gerador a diesel reserva de 100 kVA. O comunicado afirma que “considerando essas características técnicas, esses projetos se consolidarão como os maiores parques solares fotovoltaicos em potência instalada em território paraguaio”. (Energías Renovables – 23.09.2021)

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6 Banco BV avança no financiamento de geração solar e mira novos negócios em energia

Em meio à expansão do mercado de geração de energia na fonte solar, especialmente na geração distribuída (GD), o banco BV tem feito movimentos para se consolidar como a principal referência em financiamentos para o setor e vislumbra a entrada em outros negócios no setor elétrico. O BV acredita que esse crescimento pode se traduzir em oportunidades de negócios. Atualmente, aproximadamente 40% dos painéis instalados em telhados de residências e pequenos comércios são adquiridos por meio de financiamentos, o que pode movimentar R$ 5 bilhões apenas neste ano, e chegar a R$ 10 bilhões no futuro próximo. Nesse contexto, uma das possibilidades avaliadas pela empresa é a atuação no mercado livre de energia. No entanto, em vez de atuar com a compra e venda de energia, o chamado trading, o BV vislumbra oportunidades na oferta de crédito para suportar operações, um terreno ainda pouco explorado. Outro nicho que pode ser atacado a partir dos financiamentos é o de seguros, área que vem crescendo também no mercado de placas fotovoltaicas. (Broadcast Energia – 22.09.2021)

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7 Janelas podem se tornar painéis solares em breve

De acordo com uma nova pesquisa, um novo design de célula solar compatível com transparência pode abrir caminho para que janelas também forneçam energia solar. Para isso, os pesquisadores têm explorado o uso de materiais à base de carbono, combinando transparência e alta eficiência, O maior desafio da pesquisa era encontrar uma forma de evitar que estes materiais de conversão de luz muito eficientes se degradassem rapidamente durante o uso, no entanto, os pesquisadores estimam que a célula solar projetada, opera com uma eficiência de 80% e tem durabilidade de 30 anos. (World Economic Forum – 23.09.21)

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8 Nova York quase dobra meta de instalações solares distribuídas

De acordo com um anúncio feito na segunda-feira (20/09) pela governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, o estado aumentará a meta de seu programa solar distribuído NY-Sun para atingir 10 GW de capacidade solar instalada até 2030. Ainda de acordo com o anúncio, o programa já estava a caminho de exceder sua meta original de 6 GW até 2025. O programa já apoiou mais de 114.000 projetos, que complementam 73 projetos de grande escala atualmente em andamento em todo o estado. O NY-Sun é um programa criado em 2011 e já recebeu iniciativas de cerca de US $ 1,8 bilhão, contribuindo para o processo de descarbonização do estado de Nova York. (Utility Dive – 21.09.21)

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Armazenamento de Energia

1 REDTOP: Programa busca prever com precisão a vida útil de uma bateria

A Silver Power Systems (SPS), especialista em análise de bateria baseada, Imperial College London, London Electric Vehicle Company e JSCA, divisão de pesquisa e desenvolvimento da Watt Electric Vehicle Company, estão colaborando em um programa de pesquisa de bateria denominado REDTOP que visa prever a vida útil da bateria. O objetivo do programa é criar a bateria “dupla digital” mais avançada do mundo. Em outras palavras, é um modelo virtual vinculado a uma bateria real. Desde janeiro, cerca de 50 táxis elétricos London Electric Vehicle Company TX e um novo carro esportivo elétrico da Watt Electric Vehicle Company, equipados com o dispositivo de coleta de dados Internet of Things (IoT) da Silver Power Systems, que se comunica constantemente com o software baseado em nuvem da empresa. Os dados foram então analisados pela plataforma de machine learning EV-OPS da Silver Power System, a partir dos quais os pesquisadores de baterias do Imperial College desenvolveram as baterias “gêmeas”. Elas fornecem não apenas uma visão do desempenho da bateria em tempo real e do estado de saúde, mas também apresentam o potencial de permitir que os modelos prevejam a duração da bateria. O monitoramento da bateria fornece uma imagem completa da atividade da bateria, identificando diferenças entre elas e, a longo prazo, construindo uma imagem completa da integridade da bateria ao longo da vida do veículo. (Electrek – 22.09.2021)

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2 Sistema de bateria Tesla na maior usina solar do mundo

Um projeto piloto de sistema de armazenamento de energia em bateria da Tesla entrou em operação no que é atualmente a maior usina solar fotovoltaica, o Parque Solar Mohammed bin Rashid Al Maktoum. O parque solar já atingiu 1 GW de capacidade de geração solar instalada e, com as expansões em andamento, pode se tornar cinco vezes maior até 2030. Dubai tem uma estratégia para fornecer 75% da capacidade de energia através de fontes limpas até 2050, assim como para tornar a cidade dos Emirados Árabes Unidos um “centro global de energia limpa e economia verde”, disse o diretor-gerente e CEO da Dubai Electricity and Water Authority (DEWA), Saeed Mohammed Al Tayer. (Energy Storage – 27.09.2021)

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3 Choque no preço do gás no Reino Unido destaca necessidade de armazenamento de energia

Segundo o grupo comercial Electricity Storage Network (ESN), o impacto dos altos preços do gás no Reino Unido enfatizou a necessidade de se investir em tecnologias de armazenamento de energia. A escassez de gás, somada a ventos fracos e uma série de interrupções (incluindo o interconector IFA, que está inativo devido a um incêndio no início de setembro) culminou em um aumento dos preços de energia no Reino Unido em 250% desde o início do ano e 70% desde agosto. Esta volatilidade mostra a importância da construção de sistemas de armazenamento de energia para fornecer resiliência à rede, à medida que este atributo colabora com a redução do consumo de combustíveis fósseis e possibilita o aumento de renováveis, bem como a confiança nos mercados de energia. (Energy Storage – 27.09.2021)

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4 Lituânia conecta o primeiro sistema de bateria à rede de transmissão

Um projeto piloto de sistema de armazenamento de energia em bateria (BESS) foi comissionado na Lituânia, sendo descrito como o primeiro projeto desse tipo na região dos Estados Bálticos. O BESS, de 1 MW / 1 MWh, fornecido pela Fluence, está conectado à rede de transmissão em uma subestação na capital Vilnius. O objetivo do projeto é testar as capacidades da tecnologia para ajudar a estabilizar a rede elétrica e atuará como um ativo de linha de transmissão virtual para a operadora de rede Litgrid, que também está analisando como pode ser aplicada às suas próprias redes a capacidade comprovada de armazenamento em bateria para suportar a rede com inércia sintética, regulação de frequência, gerenciamento de tensão e outros serviços. Quatro projetos BESS de 50 MW / 50 MWh com uma produção nominal combinada e capacidade de 200 MW / 200 MWh estão planejados para serem instalados até outubro de 2022, nas subestações de Vilnius, Alytus, Utena e Šiauliai. (Energy Storage – 21.09.2021)

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5 Dominion Energy adquire o maior projeto de armazenamento de bateria da Virgínia

A concessionária americana Dominion Energy adquiriu um projeto de armazenamento de energia de 20 MW / 80 MWh do desenvolvedor East Point Energy, que quando operacional, em 2022, deverá ser o maior da Comunidade da Virgínia. O projeto de armazenamento de energia Dry Bridge está localizado no Condado de Chesterfield e abastece cerca de 5.000 residências em pico de produção. A concessionária irá alavancar a planta para fornecer serviços incluindo suporte para energias renováveis intermitentes, resiliência e capacidade da rede, bem como serviços ancilares para o mercado de atacado. (Smart Energy – 21.09.2021)

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6 DOE investe US $ 27 milhões em tecnologia de armazenamento

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciou US$ 17,9 milhões em financiamento para quatro projetos de pesquisa e desenvolvimento visando aumentar a fabricação americana de baterias de fluxo e sistemas de armazenamento de longa duração. O DOE também lançou a iniciativa Energy Storage for Social Equity, que conta com US$ 9 milhões para ajudar até 15 comunidades carentes a alavancar o armazenamento de energia como o objetivo de aumentar a resiliência energética e reduzir as cargas de energia. Juntos, estes financiamentos ajudarão o país a alcançar a meta do governo Biden de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. Este investimento faz parte do Energy Storage Grand Challenge do DOE e será crítico para atingir a meta de reduzir o custo de armazenamento de energia em escala de rede em 90% nesta década. (DOE – 23.09.2021)

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7 EUA: Líderes da indústria alertam sobre novas tecnologias necessárias para atender às metas de descarbonização da rede

Os líderes e executivos da indústria estadunidense alertaram durante a conferência da Semana Nacional de Energia Limpa que a descarbonização completa da rede elétrica dos EUA exigirá avanços contínuos em áreas cruciais, como o armazenamento de energia de longa duração. A legislação perante o Congresso, incluindo o pacote de infraestrutura bipartidária de US$1 trilhão, poderia fornecer um impulso crucial para energias limpas e outras tecnologias que auxiliem a rede elétrica a superar esse desafio na área de armazenamento, de acordo com executivos presentes na conferência. O financiamento do setor público e os créditos fiscais são necessários para subsidiar pesquisas em novas tecnologias de energia, bem como para garantir que novos setores possam operar lucrativamente nos EUA contra a concorrência estrangeira, segundo o CEO da ESS, empresa que fabrica baterias de longa duração para armazenamento de energia no setor de serviços públicos. (Utility Dive – 22.09.2021)

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Veículos Elétricos

1 Enel X mostra soluções de recarga no Salão da Mobilidade Elétrica

A Enel X apresentou seu portfólio de produtos e soluções aos clientes que buscam adotar a mobilidade elétrica de forma eficiente e sustentável, durante o VE Latino-Americano – Salão da Mobilidade Elétrica e Cidades Inteligentes. No evento, que ocorreu nos dias 23, 24 e 25 de setembro, em São Paulo, a Enel X apresentou três linhas de carregadores elétricos: o modelo de carregadores privados Juice Box; a linha Joice Pole, formada por totens públicos ou semipúblicos para recargas mais robustas de frotas; e a linha de carregadores rápidos Juice Pump. Estes equipamentos já estão sendo utilizados em diversas soluções de infraestrutura de recarga no Brasil, um exemplo é a Ecovagas. Paulo Maisonnave, Head de Mobilidade Elétrica da Enel X, explica: “O modelo Ecovagas mostra que as empresas que desejam oferecer o serviço de carregamento para seus clientes não precisam necessariamente criar sua própria infraestrutura. É possível participar de uma infraestrutura já existente, o que favorece a pauta ESG e a economia circular dos clientes da Enel X”. (Inside EVs – 23.09.2021)

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2 Ford desenvolve baterias recicladas para carros elétricos

A Ford e a Redwood Materials, empresa líder em materiais de bateria, estão firmando uma parceria para tornar os veículos elétricos (VEs) mais sustentáveis e acessíveis para os americanos. Para isso irão desenvolver uma cadeia de suprimentos de baterias doméstica para VEs, criar novas opções de reciclagem para veículos em fim de vida e aumentar a reciclagem das baterias de íons de lítio. Segundo divulgado pela Ford, a tecnologia de reciclagem da Redwood pode recuperar, em média, mais de 95% dos elementos como: níquel, cobalto, lítio e cobre. Estes materiais podem ser reutilizados em circuitos fechados. Ao utilizar materiais de bateria reciclados produzidos localmente, a Ford pretende reduzir custos, aumentar o fornecimento de materiais de bateria e reduzir a sua dependência da importação e extração de matérias-primas. Segundo Jim Farley, CEO da Ford, “a nossa parceria com a Redwood Materials será fundamental para o nosso plano de construir veículos elétricos em escala na América, ao menor custo possível e com uma abordagem de desperdício zero”. A Ford pretende investir mais de US$ 30 bilhões em eletrificação até 2025, incluindo a colaboração entre a Ford e a Redwood. (Motor Show – 23.09.2021)

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3 Movida fecha parceria que proporciona carregamento grátis

A Movida firmou uma parceria com a Tupinambá Energia para exibir um filme publicitário sobre o carro elétrico Nissan Leaf nos pontos de recarga da empresa. A parceria prevê ainda vantagens para clientes Movida, como carregamento grátis e sem limite de tempo com direito a agendamento antecipado na rede Tupinambá. Com isso, os eletropontos estão localizados em pontos estratégicos de grandes shoppings e prédios comerciais. “O carro elétrico é a tecnologia do futuro e nosso objetivo é mostrar que alugar um é fácil, dirigi-lo é surpreendente e carregá-lo é apenas uma mudança de hábito”, comentou Charles Sperandio, CMO da Movida. (Mercado & Eventos – 22.09.2021)

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4 Volkswagen/CBMM: Baterias com nióbio

O desenvolvimento de baterias com nióbio para caminhões elétricos e outros veículos pesados do tipo é uma parceria entre a gigante montadora Volkswagen e a CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio. Nesse contexto, as novas baterias devem incentivar o mercado de automóveis eletrificados no Brasil. Isso porque, a aplicação desse metal nas baterias torna possível que as recargas sejam ultrarrápidas. As baterias com nióbio para caminhões elétricos e outros veículos pesados da Volkswagen serão desenvolvidas no Japão, onde já existe uma parceria entre a CBMM e a Toshiba. A montadora será a primeira a testar essa tecnologia no Brasil. De acordo com os especialistas, o nióbio aplicado nas baterias dos veículos elétricos permitirá uma carga total de menos de dez minutos. Com o tempo de recarga ultrarrápido diante do alto preço dos combustíveis, a Volkswagen sai na frente na disputa sobre quem vai conseguir tornar os carros elétricos uma opção cada vez mais viável para os brasileiros. Segundo a CBMM, inicialmente essas baterias com nióbio serão implementadas em caminhões e ônibus. (Click Petróleo e Gás – 19.09.2021)

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5 Gol anuncia malha de ‘carros elétricos voadores’ para 2025

A Gol pretende comprar ou arrendar 250 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), conhecidas como carros elétricos voadores, informou a companhia na terça-feira (21 de setembro). A empresa assinou acordo via Grupo Comporte, que pertence ao acionista controlador da empresa aérea, com a Avalon, de leasing de aeronaves. A previsão é iniciar as operações com uma malha desses equipamentos no Brasil em meados de 2025. Segundo o comunicado, as aeronaves são do tipo VA-X4 eVTOL, criada pela britânica Vertical Aerospace, um dos modelos mais avançados em táxi aéreo da atualidade. As duas empresas vão ampliar o acordo de compartilhamento de voos, que faz parte da estratégia da Gol de crescer no transporte aéreo regional. O VA-X4 pode transportar até quatro passageiros e um piloto, com alcance de 160 quilômetros a uma velocidade de 320km/h. A Gol afirma que, com mudanças na frota atual e a inclusão dos modelos eVTOL, vai cumprir sua meta de neutralidade de carbono até 2050. De início, a Gol vai fazer um estudo de viabilidade, o que inclui a certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deve também avaliar a infraestrutura necessária para o uso do equipamento no país, ao lado de outras autoridades do setor de aviação. A Avolon prevê que o processo de certificação da VA-X4 no país esteja concluído até 2024. (Extra – 21.09.2021)

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6 Europa necessita de mais carregadores rápidos

De acordo com um relatório recente do Observatório Europeu de Combustíveis Alternativos (EAFO), uma parte essencial do plano da Comissão Europeia (CE) para reduzir suas emissões envolveria trazer mais veículos elétricos a bateria (BEVs) e veículos elétricos híbridos plug-in (PHEVs) nas estradas e o desenvolvimento de infraestrutura de carregamento robusta em todo o continente. Como parte do Acordo Verde Europeu, a CE declarou que até 2025, cerca de um milhão de pontos de recarga públicos seriam necessários para os 13 milhões de BEVs e PHEVs esperados nas estradas da União Europeia (UE). Os pontos de recarga precisam ser rápidos – Estações de carregamento, capazes de carregar centenas de VEs por dia em cerca de 15-20 minutos cada. Mas, com base nos dados mais recentes da EAFO, a infraestrutura de carregamento da UE está atrasada em um momento de forte crescimento do mercado de elétricos. Apenas 224.237 pontos de carregamento públicos foram implantados em 2020 – dos quais 66% estão concentrados em apenas cinco países (Holanda, Alemanha, França, Áustria e Itália). Para que a UE alcance sua meta de infraestrutura de carregamento até 2025, o Tribunal de Contas Europeu (TCE) estima que serão necessários aproximadamente 150.000 novos pontos de carregamento a cada ano, ou cerca de 3.000 por semana. (Forbes – 20.09.2021)

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7 Worksport: empresa quer fazer picapes rodarem com energia solar

A empresa canadense, Worksport, iniciou a pré-venda de um sistema que pretende fazer picapes rodarem com energia solar. Batizado de TerraVis, por ter sido desenvolvido em parceria com a TerraVis Energy, ele é uma trampa traseira constituída por painéis solares, com o número de placas variando de acordo com o modelo encomendado. A energia produzida pelos painéis é armazenada em uma bateria de alta capacidade, chamada COR mobile Energy Storage. Para fazer a picape rodar com a energia solar, o sistema conta com um inversor CA/CC que promete ampliar a autonomia das picapes elétricas em até 48 km. Apesar de o número parecer pequeno, ele tem explicação: o foco da empresa, a princípio, é o mercado local e dos Estados Unidos, países nos quais as picapes ainda são primordialmente usadas como veículos de trabalho, ou seja, com deslocamentos pequenos durante o dia. Um dos pontos exaltados pelo CEO da Worksport ao falar sobre o lançamento do TerraVis foi o fato de que o usuário não ficará sem “combustível” nem quando precisar trocar a bateria. Isso será possível graças ao sistema chamado de hot-swap, algo que significa “troca rápida”. Em suma, isso permite que as baterias descarregadas sejam trocadas em apenas um minuto, sem que o sistema seja desligado. (CanalTech – 26.09.2021)

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8 Michigan pode ser o primeiro estado dos EUA com estradas de carregamento sem fio

A governadora do Michigan, Gretchen Whitmer, abriu o salão do automóvel Motor Bella na última semana, anunciando que o estado começaria a testar estradas de carregamento sem fio. Com o sistema anunciado pela governadora de Michigan, seria possível para os veículos elétricos serem carregados enquanto trafegam, evitando assim paradas para cargas na bateria em estações dedicadas. Segundo Whitmer, um trecho de uma milha (cerca de 1,6 km) de estrada seria escolhido para o projeto piloto de carregamento sem fio. Até o momento, não está claro como a tecnologia funcionaria, quando o projeto piloto estaria operacional nem quanto custaria, embora esse tipo de avanço tenha sido discutido por especialistas como um possível futuro para carregamento. Dessa forma, o estado se junta a outro estado americano, o de Indiana, e a várias organizações internacionais, incluindo governos, com planos semelhantes. No início deste ano, o Departamento de Transporte de Indiana anunciou que começaria a testar o pavimento de rodovias de carregamento sem fio. Assim, o plano de Michigan colocaria o estado à frente de Indiana, indo diretamente para a fase de teste de estradas. (Olhar Digital – 23.09.2021)

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9 Como países com produção intensiva de combustíveis fósseis podem aderir a eletrificação do transporte?

O transporte global é a quarta maior fonte de GEEs, produzindo cerca de 23% das emissões de CO2 relacionadas à energia. Cerca de 73% das emissões de transporte vêm de veículos rodoviários, incluindo carros e caminhões, 22% de aviões e navios e 1% de trens. Espera-se que a redução das emissões de GEEs no transporte contribua significativamente para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Com a combinação certa de políticas e sinergia entre os setores de energia e transporte, bem como investimento de apoio de bancos multilaterais de desenvolvimento para governos ecologicamente responsáveis, todos os países, incluindo aqueles que mais dependem de combustíveis fósseis, têm a oportunidade de reduzir suas emissões de GEE. (We Forum – 27.09.2021)

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10 EUA: Concessionárias se juntam em coalizão para promover infraestrutura para VEs

De acordo com o Edison Electric Institute (EEI), associação americana de companhias do setor elétrico, com 18 milhões de veículos elétricos (VEs) estimados nas estradas americanas em 2030, concessionárias como a PPL Corp. estão intervindo para garantir a infraestrutura de recarga necessária para os VEs. A PPL Corp., que fornece eletricidade e gás natural para cerca de 2,5 milhões de clientes, é a última a se juntar à Electric Highway Coalition (EHC), uma parceria de empresas do setor de energia dos EUA. Formada em março, a EHC planeja construir uma rede contínua de estações de recarga de VEs conectando os principais sistemas de rodovias que se estendem da costa atlântica ao meio-oeste, sul e nas regiões do Golfo e das planícies centrais. A coalizão se concentrará em otimizar a infraestrutura e complementar os locais de carregamento rápido existentes, que inicialmente estarão localizados a menos de 160 quilômetros de distância nas principais rodovias. (Daily Energy Insider – 28.09.2021)

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11 EUA: Concessionárias de eletricidade destacam a importância da National Drive Electric Week

Com o crescimento da National Drive Electric Week, celebração estadunidense para aumentar a conscientização sobre os muitos benefícios de VEs híbridos, totalmente elétricos e plug-in, as empresas de energia elétrica do país estão investindo mais de US$ 3 bilhões em infraestrutura de carregamento de VEs e programas de incentivo para acelerar a eletrificação do transporte e reduzir as emissões de carbono. O 11º evento anual, que começou dia 25/09 e vai até dia 03/10, apresenta mais de 200 eventos de veículos elétricos em todo o país, projetados para destacar os benefícios ambientais, econômicos e para o cliente do transporte elétrico. Este ano pode ser crucial para os VEs nos EUA. O presidente Joe Biden propôs US$ 174 bilhões em financiamento para o avanço da eletrificação do transporte. A adoção mais ampla de VEs poderia ajudar a reduzir a poluição do ar no setor de transporte, atualmente a maior fonte de emissões de carbono do país. (Daily Energy Insider – 27.09.2021)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 Electra é a primeira autorizada em programa para reduzir demanda por energia

Para acelerar o programa de Redução Voluntária na Demanda de Energia Elétrica (RDV) e incentivar a adesão de consumidores menores ao mercado livre, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) homologaram a Electra Comercializadora para atuar como a primeira agregadora de carga. A figura das agregadoras de carga permite aos chamados consumidores especiais (demanda entre 0,5 MW e 1,5 MW) e aos consumidores livres (demandas menores do que 5 MW) a fazerem parte do mercado livre. Com isso, o RDV é o principal mecanismo do governo para reduzir a pressão sobre o sistema elétrico brasileiro e tentar evitar um racionamento compulsório de energia ou eventuais apagões. No programa, quem conseguir reduzir o consumo de eletricidade recebe em troca recompensas financeiras. (O Estado de São Paulo – 21.09.2021)

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2 Empresas do aço vão decidir individualmente se vão aderir ou não ao RDV

A indústria do aço no Brasil ainda não decidiu se o setor vai ou não aderir ao programa de Redução Voluntária da Demanda de Energia Elétrica (RVD) com o deslocamento ou redução da demanda de energia nos horários de pico. Com isso, a redução da demanda será decidida por cada empresa de acordo com as características da operação, consumo e capacidade de autogeração de energia. Segundo o Instituto Aço Brasil, cada empresa tem sua estratégia, porém isso varia conforme a utilização de capacidade instalada. No ápice da pandemia de Covid-19 no Brasil, houve forte queda de consumo e a indústria brasileira do aço teve que abafar altos fornos e paralisar outras unidades de produção, chegando a operar com apenas 45% de sua capacidade instalada. Entretanto, logo que os sinais de recuperação econômica surgiram, o setor religou seus equipamentos e reativou sua produção, para atender o retorno dos pedidos dos clientes. Em suma, a utilização da capacidade instalada atingiu 72,4% em agosto, superando a média dos últimos cinco anos, o que deve reduzir o espaço para que o setor desloque ou reduza o consumo de energia elétrica. (CanalEnergia – 22.09.2021)

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3 Credit Suisse: Redução do consumo energético pode impactar o crescimento do país

A economista-chefe do Credit Suisse Brasil, Solange Srour, disse que uma redução de 10% no consumo de energia no Brasil em 2022 poderia retrair o PIB em um ponto percentual. A executiva lembrou que, desse modo, com a projeção de que o PIB cresça em 1,1% em 2022, um eventual cenário de redução na demanda por energia poderia zerar o crescimento do país. “A crise energética e a possibilidade de acontecer um apagão ou qualquer tipo de racionamento se juntam a outras incertezas. Isso, do meu ponto de vista, vai atrapalhar muito uma recuperação do Brasil num ano em que o mundo tem uma perspectiva muito positiva”, afirmou Srour. A economista apontou que a crise no setor elétrico e o aumento nos preços da energia ocorrem em um momento em que a inflação está alta no país. (Valor Econômico – 23.09.2021)

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4 RVD soma 442 MW de ofertas para setembro

O grupo técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico aprovou um adicional de redução de demanda para utilização pelo ONS ainda no mês de setembro. Esse volume decorre da extensão do prazo para envio de ofertas, nesse período foram adicionados 205 MW aos 237 MW aprovados anteriormente. O segmento da indústria que apresentou maior adesão ao programa foi o de metalurgia. Na sequência, vêm os ramos de minerais não-metálicos, químicos, extração de minerais não-metálicos, alimentícios, madeira, papel e celulose, serviços e veículos. O ONS vem recebendo as ofertas dos agentes desde 1º de setembro. Segundo o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, a expectativa é de que com o tempo esses volumes aumentem. “É assim mesmo que acontece, precisamos rodar o processo e isso gera o aprendizado, mais confiança e mais agentes participam até que seja produto padrão para compor os recursos do Operador para atendimento da demanda”, comentou o executivo em workshop realizado pela CCEE sobre o programa de RVD, no dia 22 de setembro. (CanalEnergia – 22.09.2021)

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5 Sunnova faz parceria com AutoGrid para ajudar a modernizar a rede elétrica da Califórnia

Sunnova Energy International Inc. (“Sunnova”), um dos principais provedores de serviços de armazenamento e energia solar residencial dos EUA, fez uma parceria com a AutoGrid buscando fornecer recursos confiáveis de resposta à demanda para o Programa de Resposta de Energia da Clean Power Alliance (CPA). A CPA é o maior agregador de resposta da demanda da Califórnia, com um milhão de contas representando três milhões de pessoas em todo o sul da Califórnia. As empresas irão implementar e escalar um programa abrangente de recursos energéticos distribuídos, executando um componente-chave no plano estratégico Futuro de Energia Limpa da CPA. (Eletric Energy Online – 28.09.21)

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6 Austrália: Novas direções propostas para otimizar a implementação de medidores inteligentes

A Australian Energy Market Commission (AEMC) estabeleceu recomendações para acelerar a implementação do medidor inteligente para residências e pequenas empresas. Num novo documento de orientação, AEMC aponta para a lenta implantação de medidores inteligentes na última década, o que resultou na não realização de grande parte dos seus benefícios potenciais, tanto para os consumidores de eletricidade como para a rede. Além disso, a conscientização do consumidor permanece baixa e pesquisas indicam que é provável que um terço das pessoas que possuem um medidor inteligente não saibam que ele existe, não utilizando, portanto, quaisquer benefícios dos dados. Os medidores inteligentes se tornaram obrigatórios em Victoria em 2011. No entanto, a penetração em New South Wales, ACT, Queensland e South Australia é de apenas cerca de 25%, enquanto na Tasmânia é um pouco maior, 35%. (Smart Energy – 23.09.2021)

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7 SET Distribuzione da Itália lança programa de medidores inteligentes de segunda geração

A SET Distribuzione, operadora do sistema de distribuição de Trento, Itália, planeja a substituição de mais de 380 mil medidores até o final de 2025. A iniciativa lançará o SmartEcoMeter de segunda geração como uma substituição para os medidores inteligentes de primeira geração, que foram instalados entre 2008 e 2011 e agora estão chegando ao fim de sua vida útil. Está prevista a implantação em duas fases, com custo estimado de € 44 milhões para a primeira fase e um total de € 65 milhões ($ 76 milhões) até 2036. A iniciativa deve trazer benefícios significativos para os clientes e abrir a possibilidade para varejistas e distribuidores de oferecer serviços inovadores. Entre as principais vantagens estarão a possibilidade de o medidor comunicar com aplicações e ferramentas externas que possibilitem serviços de automação residencial baseados no consumo em tempo real, redução adicional das leituras estimadas e reajustes de faturas, mudança de fornecedor mais rápida e simples e tarifação flexível com opções pré-pagas. (Smart Energy – 22.09.2021)

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Eficiência Energética

1 California City of Dublin concede contrato multimilionário para soluções de energia inteligente

A cidade de Dublin, no estado da Califórnia, Estados Unidos, assinou um contrato de US$ 21,2 milhões para a implantação de soluções de energia inteligente e atualizações de cidades inteligentes. A cidade escolheu Willdan para projetos de engenharia, desenvolvimento, construção, comissionamento, assim como medição de economia e serviços de verificação. Os projetos incluirão a instalação de eficiência energética, cidade inteligente e infraestrutura de energia resiliente em 20 locais. As atualizações de eficiência energética são resultado de um estudo conduzido por Willdan, a concessionária PG&E e o programa K-12 Schools. Willdan também implantará recursos de energia distribuídos em 10 locais para ajudar a cidade a garantir um fornecimento seguro de energia enquanto descarboniza a geração de energia. Um total de 1,4 MW-DC em capacidade de energia solar será instalado e combinado com armazenamento de energia para garantir a resiliência de energia durante os períodos de pico e eventos climáticos extremos. Serão instalados 22 carregadores de veículos elétricos. Em suma, ao reduzir o uso de energia em edifícios, a cidade busca melhorar os serviços ao consumidor e evitar períodos de pico de demanda de energia, um desenvolvimento que permitiria que a energia renovável fosse usada para fornecer energia de base. (Smart Energy International – 23.09.2021)

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2 CPFL Energia investe R$ 73,3 mi em Eficiência Energética

No primeiro semestre de 2021, a CPFL Energia investiu R$ 73,3 milhões através do Programa de Eficiência Energética regulado pela Aneel, por meio das suas distribuidoras de energia elétrica. O investimento foi direcionado para o financiamento da execução de 125 projetos de Eficiência Energética, que beneficiarão diretamente a população, por meio de iniciativas como CPFL nos Hospitais, Projeto Bônus Geladeiras e Projetos de Baixa Renda, que atendem comunidades de maior vulnerabilidade social. Segundo a companhia, a ação faz parte do plano de sustentabilidade da empresa, que prevê a aplicação, até 2024, de mais de R$ 1,8 bilhão para impulsionar a transição para uma forma mais sustentável e inteligente de produzir e consumir energia, maximizando impactos positivos na comunidade e na cadeia de valor, além de reduzir os impactos gerados pela natureza do seu negócio. Nesse contexto, os recursos dos Programas de Eficiência Energética e Pesquisa e Desenvolvimento provêm do valor arrecadado nas contas de energia elétrica, seguindo determinações da Aneel. Em suma, esses recursos voltam para a sociedade por meio de projetos que buscam a promoção da eficiência energética e da preservação dos recursos, evitando o desperdício, assim como o desenvolvimento de novos produtos e soluções para aprimorar o setor elétrico. (CanalEnergia – 20.09.2021)

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3 ABB de olho no mercado da eficiência energética na América Latina

O mercado da eficiência energética já começa a despontar na América Latina. Nesse panorama, a ABB lançou no dia 23 de setembro, o Movimento Pela Eficiência Energética. A relação entre a sustentabilidade e a eficiência energética ganha cada vez mais força em um cenário de necessidade de redução de emissões. A fabricante de equipamentos suíça se preocupa com o fato de que os motores e sistemas energéticos são uma espécie de “elo esquecido” na luta contra as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que são elementos importantes na mitigação dos riscos dos impactos ambientais. China e Oriente Médio serão as próximas paradas. Martin Capo, Lead Business Manager Motion na América Latina, lembrou que apesar da América Latina ser responsável por um percentual considerado baixo de emissões, os impactos das mudanças climáticas não ficam restritos aos seus locais de origem tampouco a sua intensidade. Segundo ele, os impactos nos países mais populosos da região, como Brasil, México e Colômbia, sempre são maiores, com secas e chuvas. (CanalEnergia – 23.09.2021)

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Microrredes e VPP

1 US $ 50 milhões para aumentar microrredes na Austrália regional

Em nome do governo australiano, a Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA) anunciou o lançamento do Programa Pilotos de Microrrede Regional da Austrália de US$ 50 milhões (RAMPP) para apoiar projetos-piloto de microrrede na Austrália. Anunciado no Orçamento Federal 2020-21, o programa de seis anos visa melhorar a resiliência e confiabilidade do fornecimento de eletricidade em comunidades regionais e demonstrar soluções para barreiras técnicas, regulatórias ou comerciais para a implantação de tecnologias de microrrede no país. O lançamento do RAMPP baseia-se no Fundo de Confiabilidade de Comunidades Regionais e Remotas (RRCRF) de US$ 50,4 milhões do governo, que financiou estudos de viabilidade para comunidades regionais e remotas para investigar a implantação de tecnologias de microrredes locais. Nesse contexto, a coordenação dos recursos de eletricidade locais em uma microrrede pode aumentar a resiliência e a confiabilidade do fornecimento no caso de um desastre natural, tornando as tecnologias de microrrede uma opção particularmente atraente para comunidades sujeitas a incêndios florestais, inundações ou ciclones. O financiamento do RAMPP estará disponível para projetos comprovadamente viáveis por meio de um estudo de viabilidade. Logo, a ARENA espera aplicações que demonstrem microrredes conectadas à rede, sistemas de energia autônomos (SAPS) e microrredes isoladas remotas. (ARENA – 24.09.2021)

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2 GridPoint e Leap anunciam parceria para reforçar a resiliência e flexibilidade através de VPPs

A provedora de rede de energia inteligente GridPoint anunciou dia 23 de setembro sua parceria com a Leap, uma fornecedora do mercado de energia, que visa uma colaboração no desenvolvimento de usinas de energia virtuais (VPPs) para fornecer capacidade flexível de eletricidade e economia de eficiência energética em horários de pico da demanda e quando ocorrem emergências na rede, permitindo uma rede de energia mais resiliente e confiável. Para tal, ativos de capacidade de energia subutilizados, incluindo edifícios de pequeno a médio porte com tecnologias conectadas à rede inteligente, podem responder a preços de energia em tempo real, demanda, fornecimento ou sinais de segurança pública para fornecer capacidade imediata e permitir reduções automáticas de carga. A assinatura habilitada por hardware do GridPoint automatiza a eficiência energética para empresas de acordo com o fornecimento e os custos de eletricidade em tempo real, e fornece às concessionárias e operadoras de rede flexibilidade sob demanda. Nesta parceria, a GridPoint e seus clientes podem agora capturar o valor total das reduções automatizadas de consumo de energia, vinculando qualquer carga conectada à rede aos mercados globais de energia com a API simples da Leap. (Electricity Energy Online – 24.09.2021)

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3 O piloto da bateria de Minneapolis testará o compartilhamento de energia solar com os vizinhos

Um projeto piloto de armazenamento de energia, localizado em Minneapolis, ajudará a testar uma visão de como os proprietários podem algum dia compartilhar a energia solar diretamente com os vizinhos. Nesse caso, quatro baterias estão sendo instaladas no Centro Regional de Treinamento de Aprendizagem em North Minneapolis em um dos primeiros projetos-piloto de usina de energia virtual do país. Cada uma das quatro baterias representará uma casa – duas com painéis solares e duas sem. As baterias irão continuamente comprar e vender energia umas das outras com base em um conjunto predeterminado de regras. Em suma, o piloto de armazenamento da Staples estudará como um mercado poderia se desenvolver para que residências ou empresas compartilhem energia sem passar por uma concessionária. (Renewable Energy World – 21.09.2021)

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Tecnologias e Soluções Digitais

1 Enel investe em serviços de digitalização de redes

De olho na crescente demanda por digitalização e otimização das redes de distribuição de energia, o grupo italiano Enel decidiu criar uma subsidiária para aproveitar sua experiência de décadas nesse mercado e oferecer soluções a outras companhias que também operam concessionárias de distribuição. Batizada de Gridspertise, a nova empresa terá atuação global e inicia suas atividades na Europa e na América Latina, mercados onde a Enel já tem forte presença. “O Brasil será um grande mercado, tem muitas companhias que acredito que terão esse desafio [de digitalização das redes]. Queremos produzir localmente as nossas soluções”, afirmou Robert Denda, CEO da Gridspertise. O “spin-off” da Enel trabalhará com três pilares: medição inteligente, com equipamentos que permitem aos consumidores monitorar e otimizar o consumo de energia; digitalização da infraestrutura de rede, com a instalação de controles e sensores; e digitalização das operações de campo, melhorando o planejamento e os processos para trabalhadores internos e externos. Em suma, o plano de negócios da Gridspertise e a previsão de investimentos da empresa serão divulgados junto das métricas do grupo Enel, no fim deste ano. (Valor Econômico – 24.09.2021)

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2 EUA: Operador adota solução blockchain em seu programa destinado a gerenciamento da demanda elétrica

O California Independent System Operator (CAISO), operador do sistema elétrico californiano, implementou a tecnologia blockchain da Energy Web em seu programa Flex Alerts. O programa é de utilização pública voluntária para reduzir o uso de eletricidade durante horários críticos específicos, e provou ser uma ferramenta importante no gerenciamento da rede elétrica da Califórnia. A nova versão foi projetada para melhorar a participação e adicionar feedback direto do cliente, com a perspectiva de que o número de assinantes cresça para milhões nos próximos anos. Os recursos específicos introduzidos incluem identidades digitais para proteger os dados pessoais, e a opção de receber alertas SMS juntamente aos alertas tradicionais de e-mail. (Smart Energy – 23.09.2021)

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3 China: Tecnologia blockchain será testada no comércio de energias renováveis

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, órgão estadual que supervisiona o desenvolvimento econômico, está firmando uma parceria com a State Grid Corporation, bem como a Southern Power Grid Corporation e as duas bolsas de comércio de energia em Pequim e Guangzhou, para desenvolver uma plataforma renovável e regras de mercado para o comércio de energia limpa. Em nota, a Comissão aponta as diversas razões que surgiram em suas investigações para realizar esta iniciativa. Um é a demanda das empresas, com algumas indicando disposição para pagar mais por energia limpa. Outra é a vontade de construir um mercado de comércio renovável. A disponibilidade da tecnologia blockchain e a demonstração de que a negociação pode ser organizada são fatores que contribuíram para a tomada da decisão. (Smart Energy – 22.09.2021)

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4 EUA: Concessionária assina contrato para implantação de tecnologia de ponta em rede privada de internet

A Evergy, concessionária estadunidense que atende 1,6 milhão de consumidores em Missouri e Kansas, assinou um contrato de 20 anos com a empresa de comunicações Anterix para usar tecnologia da empresa na implantação de uma rede Long Term Evolution (LTE) privada para fornecer conectividade para dispositivos da rede elétrica. A Evergy usará o espectro de banda larga de 900 MHz da empresa para apoiar a modernização da rede e programas de rede inteligente em sua área de concessão. A concessionária mudará seu sistema de rádio móvel terrestre para essa nova frequência, que também foi adotada por outras concessionárias, visando uma conectividade de rede ideal, segura e resiliente, de acordo com um comunicado. (Smart Energy – 22.09.2021)

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5 Multinacional de energia alemã investe em soluções digitais para alavancar sua transição energética

A multinacional alemã de energia E.ON adquiriu o provedor de inteligência de rede inteligente gridX para expandir seu portfólio de soluções digitais capazes de auxiliar na transição energética. A aquisição permitirá que a E.ON forneça soluções de gerenciamento digital de energia para casas inteligentes e gerenciamento avançado de energia, incluindo gerenciamento de infraestrutura de carregamento de VEs. A multinacional alavancará a plataforma de smart grid digital Xenon da gridX para aproveitar o modelo de negócios destinado a confiabilidade da rede e descarbonização do setor de energia. A parceria faz parte dos esforços da empresa para acelerar o uso de tecnologias digitais e aprimorar a gestão de sua rede elétrica. (Smart Energy – 27.09.2021)

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6 EUA: I.A. e machine learning para acelerar a pesquisa de armazenamento de energia de longa duração

Um programa de pesquisa federal estadunidense proposto para acelerar a pesquisa sobre a durabilidade e o desempenho do armazenamento de energia de longa duração é tido como etapa crítica para atender às metas de descarbonização do governo Biden. Funcionários do Departamento de Energia (DOE) disseram que a tecnologia de armazenamento de energia de longa duração deve estar comercialmente pronta, até 2030, a fim de aumentar a participação das energias renováveis na rede e atender à meta de 100% de eletricidade limpa até 2035. A maioria dos ativos de armazenamento estará em uso por pelo menos 15-20 anos, o que significa uma complicação para validar seu desempenho no mundo real ao longo de sua vida útil antes do cronograma de 2030. O DOE propôs uma Iniciativa de Validação Operacional Rápida (ROVI), utilizando tecnologias de machine learning e inteligência artificial (IA) para acelerar os testes e validar a tecnologia mais rápido possível. (Utility Dive – 27.09.2021)

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Segurança Cibernética

1 Mercado de segurança cibernética para cidades inteligentes terá aumento significativo até 2030, segundo relatório

Um novo relatório da Guidehouse Insights examina o estado atual da segurança cibernética para tecnologias de cidades inteligentes, incluindo segurança de dados, segurança de dispositivos e terminais e soluções de segurança de rede. O relatório também fornece previsões de mercado para gastos com segurança de dados e segurança de redes e dispositivos para projetos de cidades inteligentes em todo o mundo. De acordo com o relatório, a receita global anual de cibersegurança em cidades inteligentes deve crescer de US$ 7,6 bilhões em 2021 para US$ 26 bilhões em 2030. Construir mais dispositivos, aplicativos e tecnologias que estejam conectados uns aos outros, aumenta a superfície de ataques, levando à necessidade de abordagens avançadas de segurança cibernética. (Smart Energy – 25.09.2021)

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2 EUA anuncia US $ 1 milhão em financiamento para cinco novos projetos no Cybersecurity Manufacturing Innovation Institute

O Departamento de Energia dos EUA (DOE), em parceria com o Manufacturing Innovation Institute (CyManII), instituto de pesquisas, anunciou um investimento de mais de US$ 1 milhão em cinco projetos para ajudar a tornar os processos de manufatura avançados e as cadeias de suprimentos mais seguros no âmbito cibernético. Os projetos selecionados trabalharão não apenas para aumentar a eficiência das tecnologias de fabricação avançadas, mas também abordarão diretamente os desafios existentes que envolvem altos preços e dificuldade de proteção. Os cinco projetos selecionados cobrem uma série de objetivos técnicos identificados pelo CyManII que fortalecem a infraestrutura de segurança cibernética de fabricação avançada, otimizando a eficiência energética. (Electric Energy Online – 28.09.2021)

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3 WOMCY Brasil realizou em setembro encontro para promover ações e programas

A WOMCY (Women in Cybersecurity), organização sem fins lucrativos que promove ações como a educação, o desenvolvimento e o aumento da participação de mulheres no setor de segurança cibernética, realizou a segunda edição do seu Encontro Anual. O evento aconteceu de forma online dia 30 de setembro e o intuito foi mostrar as propostas da organização e apresentar suas conquistas em 2020/2021. Com a participação do quadro de líderes, o WOMCY Brasil é aberto a voluntários, membros e pessoas interessadas em integrar a comunidade. O encontro abordou as atividades realizadas pela organização em 2021, os programas existentes e as próximas programações. Para os interessados em voluntariado, a WOMCY conta com seis equipes que atuam para apoiar nove programas oferecidos a diferentes setores. (Infor Channel – 27.09.2021)

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4 Omã dá prosseguimento a iniciativa com treinamento de segurança cibernética

O Ministério dos Transportes, Comunicações e Tecnologia da Informação (MTCIT), representado pela Equipe Nacional de Preparação para Emergências Informáticas de Omã (OCERT), organizou a nona simulação de cibersegurança para os países árabes e estados membros da Organização de Cooperação Islâmica (OIC), no final de setembro. O exercício, com o tema ‘Enhancing Cybersecurity Readiness’, contou com a participação de mais de 20 países. O exercício anual acompanha os últimos desenvolvimentos no campo da segurança cibernética, ataques cibernéticos e malware. Este ano o foco foi em simular vários incidentes de segurança cibernética e maneiras de lidar com esses riscos. (Muscat Daily – 28.09.2021)

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5 EUA: Ataques de Ransomware chegaram a um ponto de inflexão?

Há alguns anos, o formato de malware visava principalmente a indivíduos e exigia pequenas somas, e o ransomware, em sua maior parte, simplesmente criptografava os arquivos da vítima. Agora, o ransomware visa regularmente grandes empresas e infraestrutura crítica, as demandas normalmente atingem somas de seis e sete dígitos e os hackers ameaçam as organizações por meio de técnicas de extorsão dupla. O governo dos EUA está começando a compreender a atual circunstância. Começando principalmente este ano, mas especialmente após o devastador ataque ao oleoduto Colonial Pipeline em maio, grande parte do governo federal tomou medidas para aumentar a conscientização sobre o ransomware, bem como para combater as ameaças de hackers e preparar as defesas cibernéticas internas. (Search Security – 28.09.2021)

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Eventos

1 Transição e digitalização de energia serão tópicos do Congresso de Energia Inteligente e EXPO 2021

Nos dias 27 e 28 de outubro acontecerá o Smart Energy Congress & EXPO 2021 (SEC2021). O evento, organizado pela Plataforma enerTIC.org, será realizado em Madrid de forma presencial. O SEC2021 abordará temas relacionados à transição energética, descarbonização da economia, a transformação digital, sustentabilidade, mudanças climáticas incluídos não apenas no horizonte 2030 ou nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da ONU, mas também nos fundos de recuperação NextGenerationEU e no Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência do Governo da Espanha. O Smart Energy Congress & EXPO 2021 é celebrado este ano com o slogan “Tecnologia para uma revolução verde e digital”. Inscreva-se aqui. (Energías Renovables – 22.09.2021)

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Artigos e Estudos

1 GESEL: Relatório Observatório de Tecnologias Exponenciais

O GESEL está disponibilizando o Relatório Observatório de Tecnologias Exponenciais N°0. O relatório tem como objetivo central apresentar um estudo analítico do acompanhamento sistemático do setor, apresentado no Informativo Setorial de Tecnologias Exponenciais do GESEL, identificando o papel das tecnologias exponenciais no processo de transição energética, as estratégias e iniciativas para a sua aplicação que estão sendo adotadas no setor elétrico nacional e internacional e, por fim, apresentar novos modelos de negócios e as mudanças comportamentais do consumidor. O Observatório também identifica os desafios e as perspectivas para o setor elétrico na trajetória para uma economia de baixo carbono. Para ter acesso ao documento basta clicar aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 23.09.2021)

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2 Artigo sobre como conseguir uma transição energética equitativa

Quando os líderes mundiais se reunirem para a Cúpula do Clima COP26 em Glasgow, no próximo mês, as expectativas serão altas para um roteiro definitivo, visando a redução das emissões globais de carbono. A Cúpula ocorre depois de um verão de violentos incêndios florestais, inundações e novos avisos do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança Climática de que as emissões de gases de efeito estufa devem ser cortadas drasticamente. O sucesso, no entanto, dependerá da ponte entre os caminhos divergentes dos países desenvolvidos e as economias emergentes em processo de industrialização do mundo em desenvolvimento. É necessária uma política mais inteligente para o mundo em desenvolvimento, que deve se concentrar em moderar o crescimento da demanda por meio do aumento da eficiência energética, isso poderia reduzir as emissões quase na mesma quantidade que o uso de energias renováveis e custaria menos. (World Economic Forum – 27.09.2021)

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3 Artigo de Pedro Okuhara sobre o rateio de custos de energia e a economia energética

Em artigo publicado na Agência Canal Energia, Pedro Okuhara, especialista de produtos e aplicação da Mitsubishi Electric, trata do impacto do rateio de custos de energia sobre a economia energética. Segundo o autor, “o ponto de partida para a economia de energia elétrica, como em outras situações, está na identificação precisa dos gargalos, ou seja, é preciso conhecer a fundo os gastos energéticos, através de análises internas que entreguem um panorama geral, utilizando equipamentos e soluções para monitoramento e gestão de energia”. Ele conclui que “o mais importante é dar o primeiro passo, que pode ser o rateio de custos de energia, através do entendimento e avaliação do gasto em cada etapa do processo produtivo com dados confiáveis, com a implantação de dispositivos que facilitem o gerenciamento, medição, coleta e análise do consumo de energia. Com esses dados, entregues em dashboards amigáveis, é possível aprimorar iniciativas de eficiência energética, aumento da produtividade e redução de custos”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.09.2021)

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4 Artigo: “A energia que vem do lixo – e por que ela deve ser aproveitada”

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Jorge Rogério Elias, Diretor de Engenharia e Implantação da Orizon Valorização de Resíduos, trata da oportunidade de aproveitar os resíduos sólidos urbanos para produzir energia limpa, proporcionando uma fonte de energia segura, no momento de crise. Segundo o autor, “a ampliação da geração de energia a partir do lixo tem o potencial de reduzir as perdas nas linhas de transmissão e distribuição, garantir maior segurança energética, com geração de energia estável, sem dependência das condições do clima e com uma pegada positiva quanto à captura de carbono”. Ele conclui que “o melhor aproveitamento do potencial da recuperação energética do lixo possibilitará maior competitividade à indústria nacional, com geração de emprego de qualidade”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.09.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Monique Coimbra e
Walas Júnior
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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