IFE.ME 76

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 76 – publicado em 29 de setembro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 76 – 29 de setembro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
Niterói: Ônibus elétrico para transporte urbano de passageiros
2 Londres: Compromisso com o avanço dos ônibus totalmente elétricos
3 Europa: Necessidade de expansão da infraestrutura de recarga
4 Noruega: Fim das vendas dos veículos com motores térmicos até 2025
5 Japão: Proposta de proibição da venda de veículos a combustão em 2035
6 IGN: Transporte com zero emissões na Ásia demandará fortes investimentos
7 EUA: Empresas solicitam implementação de incentivo a veículos comerciais de zero emissão

Inovação e Tecnologia
1 Volkswagen/CBMM: Baterias com nióbio no Brasil
2 REDTOP: Programa busca prever com precisão a vida útil de uma bateria
3 Ford/Redwood: Parceria para baterias recicladas para VEs
4 E.ON/Volkswagen: Novo carregador rápido com bateria de armazenamento
5 Lyten: bateria de lítio-enxofre para a próxima geração de VEs
6 Worksport: Eletrificação de picapes com energia solar
7 EUA: Michigan pode ser o primeiro estado com estradas de carregamento sem fio

Indústria Automobilística
1 Carcon Automotive: Aumento no número de vendas de VEs no Brasil em 2021
2 BYD: Brasil como principal mercado de ônibus elétricos fora da China
3 Brasil: eletrificação da Stellantis no país

4 Wood Mackenzie: Venda mundial de VEs quase triplicou no 1° semestre

5 BloombergNEF: Expansão do mercado de VEs até 2030

6 Especialistas apontam que flexibilidade e planejamento são fundamentais na gestão de VEs

7 EUA: VEs para transporte de carga requer planejamento, afirmam especialistas

8 EUA: Ford Mustang Mach-E é testado como carro de polícia elétrico
9 Honda: Metas de vendas de veículos elétricos
10 Stellantis: Futuro elétrico contará com investimento de US$ 35 bi
11 Volkswagen: Fábrica na China produzirá até 1 milhão de baterias por ano
12 Beulas/Equipmake: Novo ônibus double decker elétrico em Londres
13 Daimler AG/Stellantis/TotalEnergies SE: Parceria envolvendo mercado de baterias

Meio Ambiente
1 JBS: Planos de descarbonização e implementação de VEs nas atividades de logística
2 Unidas: Planos para eletrificação de frota e sustentabilidade
3 Porto Seguro: Eletrificação da frota para redução do impacto ambiental
4 Reserva: Compromissos ambientais e eletrificação da malha logística

5 Panvel: eletrificação da frota comercial
6 Uber: VEs em serviço de delivery de comida

Outros Artigos e Estudos
1 Maior empresa de táxis de Londres será totalmente elétrica até 2023
2 Fastned: Planos para expansão da infraestrutura de recarga na Europa
3 Movida fecha parceria que proporciona carregamento grátis
4 Benchmark: Mercado de lítio segue em alta

5 LetsTransport: Parceria incorporará VEs a frota de atuação na Índia
6 EVgo apresenta novas estratégias para apoiar expansão da frota de VEs


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 Niterói: Ônibus elétrico para transporte urbano de passageiros

Um ônibus elétrico para transporte urbano de passageiros fez sua primeira viagem nesta segunda-feira em Niterói, realizando o percurso pelo corredor BHLS da Transoceânica, saindo de Charitas. A prefeitura pretende trocar parte da frota de ônibus da cidade por veículos elétricos nos próximos anos. O ônibus elétrico que chegou à cidade será usado em um período de teste, por dois meses, pelos consórcios que atuam no município: o Transnit, que opera na região entre o Centro e as Praias da Baía de Guanabara; e o Transoceânico, que transporta passageiros na Região Oceânica. Vinte motoristas foram treinados. Segundo a prefeitura, o ônibus será usado por cada consórcio pelo período de 30 dias para que conheçam a tecnologia empregada neste tipo de veículo, façam avaliações operacionais de custo e de manutenção e verifiquem sua eficiência. Nos primeiros 30 dias, os ônibus rodarão nas linhas 49, 61 e 62. Nos 30 dias seguintes, nas linhas Oceânica 1, 46, 48 e 33. O valor da passagem será o mesmo das linhas regulares. Os ônibus elétricos têm autonomia para operar por até 250 km, mas o desempenho pode variar de acordo com a temperatura do ar-condicionado, do percurso e até da direção do motorista. Por isso, os coletivos terão sistema de telemetria para analisar todas essas variáveis. (O Globo – 20.09.2021)

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2 Londres: Compromisso com o avanço dos ônibus totalmente elétricos

Em um comunicado à imprensa do escritório de Sadiq Khan, prefeito de Londres, o departamento de transporte da cidade diz que trabalhará para acelerar seu cronograma de atingir uma frota de 100% de emissão zero. De acordo com o prefeito, todas as novas compras de ônibus terão emissão zero (elétrico ou hidrogênio). O anúncio foi feito durante a Cúpula de ônibus com emissão zero, que foi organizada pela Campanha para Melhor Transporte e Transport for London (TfL) na Prefeitura de Londres para promover ônibus com emissão zero em todo o Reino Unido. O governo municipal de Londres já havia delineado planos para tornar todos os ônibus elétricos até 2037, economizando cerca de 4 milhões de toneladas de carbono. Agora, graças a um mercado de VE mais maduro, Londres acredita que pode fornecer uma rede de ônibus totalmente elétrica três anos antes, em 2034. Melhor ainda, o gabinete do prefeito acredita que, com o apoio do governo do Reino Unido, o TfL pode atingir a meta do país de reduzir as emissões de carbono em 68% até 2030. Se apoiado financeiramente, Khan acredita que Londres pode entregar sua frota de ônibus com emissão zero quatro anos antes até 2030, economizando mais uma tonelada de carbono. (Electrek – 20.09.2021)

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3 Europa: Necessidade de expansão da infraestrutura de recarga

Em 2019, como parte do Acordo Verde Europeu, a Comissão Europeia (CE) apresentou planos para reduzir 90% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor de transporte até 2050 em comparação com os níveis de 1990. De acordo com um relatório recente do Observatório Europeu de Combustíveis Alternativos (EAFO), uma parte essencial do plano da CE para reduzir suas emissões envolveria trazer mais veículos elétricos a bateria e VEs híbridos plug-in (PHEVs) nas estradas e desenvolvimento infraestrutura de carregamento robusta em todo o continente. Como parte do Acordo Verde, a CE declarou que até 2025, cerca de um milhão de pontos de recarga públicos seriam necessários para os 13 milhões de BEVs e PHEVs esperados nas estradas da União Europeia (UE), com muitos deles precisando ser rápidos. Com base nos dados mais recentes da EAFO, a infraestrutura de carregamento da UE está atrasada em um momento de forte crescimento do mercado de elétricos. Apenas 224.237 pontos de carregamento públicos implantados em 2020 – dos quais 66% estão concentrados em apenas cinco países (Holanda, Alemanha, França, Áustria e Itália). Para que a UE alcance sua meta de infraestrutura de carregamento até 2025, o Tribunal de Contas Europeu (TCE) estima que serão necessários aproximadamente 150.000 novos pontos de carregamento a cada ano, ou cerca de 3.000 por semana. (Forbes – 20.09.2021)

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4 Noruega: Fim das vendas dos veículos com motores térmicos até 2025

A Noruega é uma das nações com prazos mais curtos para a eletrificação. A ideia é de que até 2025 não exista mais venda de carros com motores térmicos. O principal desafio para o país, se dá na longevidade dos carros elétricos por lá, já que as baterias não são tão fãs do frio. Isso ocorre, pois de acordo com a temperatura as baterias podem chegar a perder quase 40% da capacidade, e isso significa que o VE terá que trocar sua peça mais cara em cerca de três anos, o que não é nada ecológico. Embora seja produtora de petróleo, a Noruega quer eliminar os motores a gasolina e a diesel e para isso concede isenção total de impostos aos veículos 100% elétricos. As medidas têm feito do mercado automotivo daquele país um laboratório para as montadoras. (Webmotors – 23.09.2021)

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5 Japão: Proposta de proibição da venda de veículos a combustão em 2035

O Japão, gigante do mercado mundial de carros, anunciou em dezembro de 2020 que planeja zerar sua emissão de carbono até 2050. Em outubro de 2020, o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga também afirmou que o país investirá em veículos elétricos. Um projeto para proibir a venda de veículos que rodam exclusivamente com motor à combustão (que, portanto, isenta os veículos híbridos) já foi definido e traçado pelos executivos japoneses. A ideia é de que sua venda seja banida a partir da metade da década de 2030, portanto também em 2035. De acordo com o gabinete do primeiro-ministro, o governo também estabelecerá um planejamento para incentivar montadoras e consumidores a aumentar a produção e comercialização de carros híbridos e elétricos. Expectativa é de que a partir de 2030 ao menos 55% da frota japonesa já seja composta por carros eletrificados. (Webmotors – 23.09.2021)

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6 IGN: Transporte com zero emissões na Ásia demandará fortes investimentos

Três das maiores economias da Ásia gastarão cerca de US $ 12 trilhões para atingir emissões líquidas de carbono zero em suas indústrias de transporte, de acordo com o banco holandês ING. China, Japão e Coréia do Sul respondem por quase dois terços de todas as emissões de dióxido de carbono na Ásia-Pacífico e aproximadamente um terço das emissões globais, disse o banco. Tanto o Japão quanto a Coréia do Sul se comprometeram a atingir emissões líquidas zero de carbono até 2050, e a China até 2060. A estimativa de custo de US $ 12,4 trilhões é “equivalente a mais de 90% do PIB da China em 2020”, de acordo com Robert Carnell, chefe de pesquisa do ING na Ásia-Pacífico e autor do relatório. Ele cobrirá a capacidade de geração de eletricidade necessária aos países para fornecer novas frotas de veículos elétricos a bateria, ferrovias eletrificadas, caminhões movidos a hidrogênio, aviação sustentável e navios que queimam amônia, escreveu ele. O preço de US $ 12,4 trilhões não inclui gastos com infraestrutura para substituir frotas de veículos existentes, instalar pontos de recarga de VEs ou armazenar novos combustíveis na indústria, observou ele. Com até 30% do consumo total de energia proveniente dos sistemas de transporte dos três países, eles precisariam agir rapidamente e adotar soluções sustentáveis para garantir que seus objetivos estivessem ao alcance, disse o ING. (CNBC – 21.09.2021)

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7 EUA: Empresas solicitam implementação de incentivo a veículos comerciais de zero emissão

Mais de 70 grandes empresas e investidores que representam US$ 30 bilhões em ativos enviaram uma carta aos governadores dos EUA pedindo a aceleração da mudança para caminhões, vans e outros veículos comerciais de emissão zero. Os signatários estão convocando os estados a adotar a regra do Advanced Clean Truck (ACT). A regra do ACT exige que os fabricantes de veículos médios e pesados aumentem as vendas de modelos de emissão zero em uma taxa crescente ao longo do tempo nos estados onde a política é adotada. A partir de 2024, a ACT orienta os fabricantes a aumentarem gradualmente as vendas de veículos de zero emissão em 30-50% até 2030 e 40-75% até 2035. A política está sendo considerada em outros estados, incluindo Colorado, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Oregon e Washington. A carta convida esses estados e outros a finalizar e adotar a regra. A regra do ACT expandiria significativamente as vendas de caminhões limpos nos Estados Unidos, com melhores resultados à medida que mais estados adotassem a política. Também ajudaria a aumentar a infraestrutura de carregamento. A carta, que inclui assinaturas do eBay, Nestlé, Siemens, Unilever e Ikea, foi organizada pela Ceres, uma organização sem fins lucrativos de sustentabilidade. (Electrek – 24.09.2021)

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Inovação e Tecnologia

1 Volkswagen/CBMM: Baterias com nióbio no Brasil

O desenvolvimento de baterias com nióbio para caminhões elétricos e outros veículos pesados do tipo é uma parceria entre a gigante montadora Volkswagen e a CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio. As novas baterias devem incentivar o mercado de automóveis eletrificados no Brasil. Isso porque, a aplicação desse metal nas baterias torna possível que as recargas sejam ultrarrápidas. As baterias com nióbio para caminhões elétricos e outros veículos pesados da Volkswagen serão desenvolvidas no Japão onde já existe uma parceria entre a CBMM e a Toshiba. A montadora será a primeira a testar essa tecnologia no Brasil. De acordo com os especialistas, o nióbio aplicado nas baterias dos veículos elétrico permitirá uma carga total de menos de dez minutos. “Há três anos acumulamos experiência na eletrificação e agora aplicaremos essa expertise para viabilizar uma nova tecnologia em baterias. Nosso centro de desenvolvimento de e-Mobility em Resende (Rio de Janeiro) usará nossa patenteada arquitetura modular para veículos elétricos para expandir a plataforma, que iniciou no e-Delivery, e agora avança para novos modelos. Essa aliança com a CBMM será mais um importante elo rumo à mobilidade do futuro”, comenta o presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. Segundo a CBMM, incialmente essas baterias com nióbio serão implementadas em caminhões e ônibus. (Click Petróleo e Gás – 19.09.2021)

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2 REDTOP: Programa busca prever com precisão a vida útil de uma bateria

Em parceria, a Silver Power Systems (SPS), especialista em análise de bateria baseada, Imperial College London, London Electric Vehicle Company (que fabrica cabines pretas elétricas em Londres) e JSCA, divisão de pesquisa e desenvolvimento da Watt Electric Vehicle Company, estão colaborando em um programa de pesquisa de bateria denominado REDTOP que visa prever a duração da vida da bateria. O objetivo do programa é criar a bateria “dupla digital” mais avançada do mundo. Desde janeiro, cerca de 50 táxis elétricos London Electric Vehicle Company TX e um novo carro esportivo elétrico da Watt Electric Vehicle Company viajaram coletivamente mais de 500.000 km como parte do programa. Cada veículo foi equipado com o dispositivo de coleta de dados IoT da Silver Power Systems, que se comunica constantemente com o software baseado em nuvem da empresa. Os dados foram então analisados pela plataforma de aprendizado de máquina EV-OPS da Silver Power System e, junto com os pesquisadores de baterias do Imperial College, gêmeos digitais de baterias foram criados. Os gêmeos fornecem não apenas uma visão do desempenho da bateria em tempo real e do estado de saúde, mas também apresentam o potencial de permitir que os modelos prevejam a duração da bateria. O monitoramento da bateria fornece uma imagem completa da atividade da bateria, identificando diferenças entre elas e, a longo prazo, construindo uma imagem completa da integridade da bateria ao longo da vida do veículo. (Electrek – 22.09.2021)

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3 Ford/Redwood: Parceria para baterias recicladas para VEs

A Ford e a Redwood Materials realizam uma parceria para construir uma cadeia de fornecimento de baterias para veículos elétricos. Segundo divulgado pela Ford, a tecnologia permite a “reciclagem de baterias” que pode recuperar, em média, mais de 95% dos elementos como: níquel, cobalto, lítio e cobre. Estes materiais podem ser reutilizados em circuito fechado. Ao utilizar materiais de bateria reciclados produzidos localmente, a Ford pretende reduzir custos, aumentar o fornecimento de materiais de bateria e reduzir a sua dependência da importação e extração de matérias-primas. Segundo Jim Farley, CEO da Ford, “a nossa parceria com a Redwood Materials será fundamental para o nosso plano de construir VEs em escala na América, ao menor custo possível e com uma abordagem de desperdício zero”. A Ford pretende investir mais de US$ 30 bilhões em eletrificação até 2025, incluindo a colaboração entre a Ford e a Redwood. (Motor Show – 23.09.2021)

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4 E.ON/Volkswagen: Novo carregador rápido com bateria de armazenamento

Já está em operação o novo E.ON Drive, carregador rápido da E.ON e da Volkswagen. O E.ON Drive atua como um carregador rápido e flexível, não requer obras de engenharia civil ou ajustes na conexão da rede e pode carregar até dois veículos elétricos simultaneamente com até 150 kW. Isso significa que a expansão de uma densa rede pública de estações de carregamento rápido pode se tornar uma realidade muito mais cedo do que se pensava anteriormente. O E.ON Drive Booster não precisa extrair energia diretamente da rede, mas tem seu próprio sistema de armazenamento de bateria integrado. Uma conexão de energia normal como as encontradas em qualquer supermercado e a bateria interna juntas fornecem a capacidade necessária para carregar dois VEs simultaneamente com até 150 kW. Como resultado, leva apenas 15 minutos em média para carregar os carros com potência suficiente para uma autonomia de cerca de 200 km. Com o Booster, a E.ON é a primeira empresa a oferecer aos seus clientes alemães uma solução como esta, disponível de imediato. (Green Car Congress – 23.09.2021)

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5 Lyten: bateria de lítio-enxofre para a próxima geração de VEs

A Lyten, empresa de materiais avançados, lançou recentemente sua plataforma de bateria de lítio-enxofre (Li-S) LytCell EV. A tecnologia é otimizada para o mercado de VEs e foi projetada para fornecer três vezes a densidade de energia gravimétrica das baterias convencionais de íon-lítio. A empresa trabalhou com o governo dos Estados Unidos por vários anos para testar e melhorar as capacidades do LytCell em aplicações selecionadas relacionadas à defesa e agora está pronto para apresentar sua plataforma de tecnologia de bateria ao mercado de veículos elétricos. Segundo a Lyten, sua nova bateria possui uma arquitetura 3D baseada em grafeno Li-S com o potencial de atingir uma densidade de energia gravimétrica de 900 Wh / kg, que superaria significativamente as baterias convencionais de íon de lítio e de estado sólido, se alcançada. Lyten diz que suas baterias serão mais seguras em veículos do que baterias convencionais de íon-lítio porque Li-S não contém oxigênio de óxidos metálicos, que é o que impulsiona eventos térmicos descontrolados que afetaram muitos VEs. (Green Car Congress – 23.09.2021)

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6 Worksport: Eletrificação de picapes com energia solar

A empresa canadense, Worksport, iniciou a pré-venda de um sistema que quer fazer “todas as picapes do mundo rodarem com energia solar”. Batizado de TerraVis, por ter sido desenvolvido em parceria com a TerraVis Energy, ele é uma trampa traseira constituída por painéis solares, com o número de placas variando de acordo com o modelo encomendado. Esses painéis coletam os raios solares e os armazenam em uma bateria de alta capacidade, chamada COR mobile Energy Storage. Para fazer a picape rodar com a energia solar, o sistema conta com um inversor CA/CC que promete ampliar a autonomia das picapes elétricas em até 48 km. Apesar de o número parecer pequeno, ele tem explicação: o foco da empresa, a princípio, é o mercado local e dos Estados Unidos, países nos quais as picapes ainda são primordialmente usadas como veículos de trabalho, ou seja, com deslocamentos pequenos durante o dia. Um dos pontos exaltados pelo CEO da Worksport ao falar sobre o lançamento do TerraVis foi o fato de que o usuário não ficará sem “combustível” nem no momento em que precisar trocar a bateria. Isso será possível graças ao sistema chamado de hot-swap, algo que, em bom português, significa “troca rápida”. Ele permite que as baterias descarregadas sejam trocadas em apenas um minuto, sem que o sistema seja desligado. (CanalTech – 26.09.2021)

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7 EUA: Michigan pode ser o primeiro estado com estradas de carregamento sem fio

A governadora Gretchen Whitmer, de Michigan (Estados Unidos), abriu o salão do automóvel Motor Bella na última semana, anunciando que o estado começaria a testar estradas de carregamento sem fio. Com o sistema anunciado pela governadora de Michigan, seria possível para os veículos elétricos serem carregados enquanto trafegam, evitando assim paradas para cargas na bateria em estações dedicadas. Segundo Whitmer, um trecho de uma milha (cerca de 1,6 km) de estrada seria escolhido para o projeto piloto de carregamento sem fio. Até o momento, não está claro como a tecnologia funcionaria, quando o projeto piloto estaria operacional nem quanto custaria, embora esse tipo de avanço tenha sido discutido por especialistas como um possível futuro para carregamento. O estado se junta a outro estado americano, o de Indiana, e a várias organizações internacionais, incluindo governos, com planos semelhantes. No início deste ano, o Departamento de Transporte de Indiana anunciou que começaria a testar o pavimento de rodovias de carregamento sem fio. O plano de Michigan colocaria o estado à frente de Indiana, indo diretamente para a fase de teste de estradas. O Departamento de Transporte de Michigan está planejando emitir um pedido de proposta em 28 de setembro. (Olhar Digital – 23.09.2021)

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Indústria Automobilística

1 Carcon Automotive: Aumento no número de vendas de VEs no Brasil em 2021

Os dados foram levantados pela Carcon Automotive – consultoria automotiva – e revelam que de janeiro a julho de 2021 foram vendidos no Brasil 17.554 veículos elétricos leves. Com isso, um crescimento de 85% no comparativo com o mesmo período de 2020. Além disso, a Carcon destaca que, no mesmo período avaliado, o crescimento de vendas dos veículos leves em geral foi de 25%. O crescimento apontado dos veículos leves é baseado nos dados da Fenabrave. Enquanto isso, embalada pelo crescimento da eletrificação, a Carcon Automotive proteja que, até o final de 2021, o aumento nas vendas dos VEs seja de 88% em relação a 2020. Ou seja, alcançando um total de 35.500 veículos leves eletrificados vendidos. Por outro lado, especialistas da consultoria apontam que o Brasil ainda está longe de muitos países que já implementam estratégias específicas, afim de incentivar da eletrificação veicular. A Toyota predomina nas vendas de veículos elétricos, devido aos seus modelos híbridos, com 57%. Em seguida, temos a Volvo com 23% do mercado e a BMW com 7%. O ranking do market share é: i) Toyota: 57%; ii) Volvo: 23%; iii) BMW: 7%; iv) Porsche: 4%; v) Outros: 5%; vi) Renault: 1%; vii) Daimler: 1%; viii) BYD: 1%; e ix) GM: 1%. (Garagem 360 – 24.09.2021)

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2 BYD: Brasil como principal mercado de ônibus elétricos fora da China

A BYD tem chamado a atenção do setor automotivo com a venda de seus carros elétricos. O seu valor de mercado já ultrapassa os US$ 100 bilhões, acima de montadoras consagradas como a General Motors. No Brasil, a empresa está de olho em aumentar a sua frota de ônibus elétricos como primeira parte do plano de expansão, que também contempla caminhões e carros de passeio. A empresa está desde 2013 no País, onde já investiu US$ 150 milhões. A maior parte do dinheiro foi para a sua planta localizada em Campinas (SP), que tem capacidade para produzir 2 mil chassis de ônibus por ano. A entrega mais recente da companhia chinesa foi a de 12 ônibus articulados para a cidade de São José dos Campos (SP), onde a empresa também já havia fornecido toda a frota de carros da Guarda Civil Municipal. Segundo Marcello Von Schneider, diretor institucional e responsável pela unidade de ônibus da BYD Brasil: “Vemos o mercado de ônibus no Brasil com potencial de ser o maior do mundo fora da China.” No total, a BYD forneceu 60 ônibus elétricos para governos e prefeituras em todo o País. No caso do ônibus elétrico da BYD, o carregamento é feito diretamente em postos de recarga. Segundo o executivo, os veículos possuem autonomia de 250 quilômetros e são carregados completamente de 3 a 4 horas. A BYD enxerga potencial para o País ter até 10 mil ônibus elétricos nos próximos anos. Como a ideia é também utilizar a fábrica do Brasil para exportar para países da América Latina, uma expansão da planta também está nos planos. (Broadcast Energia – 21.09.2021)

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3 Brasil: eletrificação da Stellantis no país

O CEO da Stellantis, Carlos Tavares, já deixou claro que a empresa usará a marca Jeep para levar a marca adiante com a eletrificação. O plano é lançar o primeiro Jeep totalmente elétrico em 2023. A Stellantis oferecerá opções totalmente elétricas na maioria dos segmentos até 2025 e em todos os segmentos até 2030. Os destaques incluem um Dodge híbrido plug-in de alto desempenho, um muscle car Dodge totalmente elétrico e um SUV elétrico Chrysler. Alfa Romeo e Fiat seguirão o exemplo das metas em 2027 e 2030, respectivamente, embora aqui no Brasil, que teve o lançamento recente do Fiat 500 elétrico, a eletrificação deva acontecer em um ritmo mais lento. (Inside EVs – 21.09.2021)

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4 Wood Mackenzie: Venda mundial de VEs quase triplicou no 1° semestre

A consultoria Wood Mackenzie levantou dados sobre a comercialização de veículos elétricos no mundo. A previsão é que este ano a venda de elétricos supere 6 milhões de unidades. A consultoria também apontou que as vendas do setor quase triplicaram no primeiro semestre em relação ao ano passado. Outro dado apresentado foi que os VEs chegaram a 7% nas vendas globais de carros de passageiros, o que representa o dobro. A Wood afirma que o market share de veículos convencionais nunca havia sido tão reduzido. Ram Chandrasekaran, diretor de transporte rodoviário da Wood Mackenzie, realça que, pelos dados dos últimos três anos, a saída de VEs costuma aumentar no fim do ano. “Dessa forma, as vendas do segundo semestre devem superar as 2,4 milhões de unidades vendidas nos primeiros seis meses de 2021.” “A tendência atual indica para um nível um pouco superior a 6 milhões de vendas no ano, com China e Europa ambas superando 2,5 milhões de unidades comercializadas ao longo de 2021. Políticas promovidas nas duas regiões em favor de uma recuperação verde da pandemia parecem ter criado um efeito positivo no setor de transporte de passageiros”, adiciona o diretor. (Portal Solar – 20.09.2021)

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5 BloombergNEF: Expansão do mercado de VEs até 2030

Estudo realizado pelo grupo de pesquisas BloombergNEF estima que o mercado global de veículos elétricos vai movimentar US$ 7 trilhões até 2030. O volume deve ser alimentado pelos avanços na tecnologia embarcada, queda no custo das baterias, novas ofertas das montadoras e aumento da infraestrutura de recarga – que vai precisar de US$ 589 bilhões em investimentos para suportar a demanda. Segundo o levantamento, há dez milhões de unidades de passeio nesse padrão, parcela que representa 4% do total de vendas globais de automóveis. (Valor Econômico – 21.09.2021)

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6 Especialistas apontam que flexibilidade e planejamento são fundamentais na gestão de VEs

Durante o “Encontro de Outono do Conselho de Tecnologia e Manutenção de 2021 da American Trucking Associations e a Exposição de Tecnologia de Transporte”, especialistas presentes em grupo de estudos do evento, enfatizaram suas considerações sobre a gestão de frota para VEs. Ray Hasting, diretor de e-mobilidade e contas profissionais nacionais para caminhões Volvo e Mack, argumentou que, com unidades de frota elétrica, a mão-de-obra é consideravelmente reduzida, enquanto itens de manutenção programada, como mudanças de óleo e filtro do motor, seriam considerados inexistentes. Sean Yentsch, vice-presidente de instalações da Penske Transportation Solutions, disse que o planejamento da frota exige flexibilidade, especialmente quando os gerentes são bombardeados com uma vasta quantidade de opções. “Você conhece sua frota. Quando o VE sai do local? Quando volta? Quanto tempo de carregamento isso tem? Tudo isso é uma entidade fixa no tempo “, disse ele, enfatizando que é importante pedir aos fornecedores dos OEMs conselhos adequados ao planejar uma frota elétrica em relação aos tempos e rotas de carregamento. (Transport Topics – 15.09.2021)

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7 EUA: VEs para transporte de carga requer planejamento, afirmam especialistas

Empresas de logística que procuram incorporar caminhões elétricos em suas frotas devem planejar cuidadosamente e com bastante antecedência, de acordo com especialistas reunidos no Congresso de Tecnologia e Manutenção de Outono de 2021 da American Trucking Associations e Exposição de Tecnologia de Transporte. Alexander Voets, gerente de estratégia de vendas da Daimler Trucks North America, disse que o planejamento vai além do veículo e se estende aos recursos de carregamento dentro da infraestrutura de um depósito. “Você realmente tem que pensar em todo o ecossistema. A infraestrutura de carregamento é absolutamente necessária se você pensa em eletrificar sua frota”, afirmou Voets. Já Michael McDonald, diretor sênior de manutenção e engenharia da UPS Inc. para assuntos de sustentabilidade e governo, disse que algumas frotas estão planejando a eletrificação com dois ou três anos de antecedência. Ele apontou que muitas frotas estão alojadas em edifícios mais antigos, e colocar energia em tais estruturas para carregar caminhões requer planejamento. O planejamento de caminhões elétricos também se aplica às finanças, disseram os palestrantes. O peso é outra consideração importante, pois as baterias são caras e pesadas. George Miller, gerente sênior de vendas para frotas nacionais da BYD, observou que as baterias são mais pesadas do que os chassis a diesel, o que tem implicações na quantidade de carga útil que um caminhão pode carregar. No entanto, os palestrantes observaram que as respostas dos motoristas aos caminhões elétricos foram positivas. (Transport Topics – 14.09.2021)

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8 EUA: Ford Mustang Mach-E é testado como carro de polícia elétrico

A Ford começou a abrir caminho para frotas de carros elétricos de polícia. Como parte do investimento anunciado de mais de US$ 30 bilhões em eletrificação até 2025, a marca quer explorar o mercado de veículos zero emissões para os órgãos da lei nos Estados Unidos. Para demonstrar que um veículo com trem de força elétrico pode oferecer desempenho compatível e resistir aos exigentes turnos de trabalho da polícia, a marca norte-americana está colocando em testes uma viatura policial piloto totalmente elétrica baseada no SUV Mustang Mach-E no estado do Michigan para a avaliação pela polícia local. A Ford usará este programa piloto como uma referência enquanto continua a explorar outros veículos elétricos para a polícia construídos com esta finalidade. (Inside EVs – 20.09.2021)

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9 Honda: Metas de vendas de veículos elétricos

A Honda anunciou uma meta de vendas anual inicial de 70.000 unidades para o Prologue SUV, o primeiro veículo elétrico a bateria (BEV) de novo volume da Honda, quando estiver à venda em 2024. Após o lançamento do Prologue, as vendas de veículos eletrificados da marca Honda serão impulsionadas pela introdução de veículos adicionais com base em uma nova e-Arquitetura agora em desenvolvimento. Isso levará a Honda a vendas antecipadas de 500.000 VEBs até 2030 e, em última análise, levando a vendas de veículos com emissão zero de 100% na América do Norte em 2040, disse a Honda. Honda alertou que as metas iniciais de vendas de veículos com emissão zero de 40% até 2030 dependem de “acesso justo e equitativo aos incentivos estaduais e federais de VE destinados a encorajar os consumidores americanos a comprar veículos elétricos”. A abordagem inicial da Honda para vender o Prologue será regional, com foco na Califórnia e nos estados ZEV, incluindo os estados com cinturões de sol compatíveis com BEV do Texas e da Flórida. A Honda antecipa que essas regiões representarão a maior parte das vendas no início do lançamento devido à maior aceitação do cliente e requisitos regulatórios. (Green Car Congress – 21.09.2021)

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10 Stellantis: Futuro elétrico contará com investimento de US$ 35 bi

De acordo com uma matéria recente do Automotive News, a Stellantis está investindo mais de US$ 35 bilhões entre agora e 2025, e os recursos estão especificamente relacionados a esforços de eletrificação futuros, bem como software relacionado a veículos elétricos. A Stellantis também anunciou a criação de quatro plataformas elétricas diferentes, capazes de oferecer veículos com alcance aproximado entre 500 e 800 km com uma carga. O grupo estabeleceu uma meta de que 40% de suas vendas nos Estados Unidos sejam elétricas até 2030. Na América do Norte, as marcas vendidas sob o guarda-chuva do grupo incluem Alfa Romeo, Chrysler, Dodge, Fiat, Jeep e Ram. (Inside EVs – 21.09.2021)

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11 Volkswagen: Fábrica na China produzirá até 1 milhão de baterias por ano

A Volkswagen anunciou na quinta-feira, 23, que irá construir a partir de 2023 uma nova fábrica de baterias para veículos elétricos na China. Até 2025, a montadora irá investir € 140 milhões de euros na planta. A ideia é produzir entre 150 e 180 mil baterias por ano. Com uma área de 45 mil m2 e cerca de 200 funcionários, a nova fábrica ficará próxima à Volkswagen Anhui, planta onde a montadora irá construir carros elétricos. Mas esse não é o único negócio da Volks na cidade chinesa de Hefei, onde a unidade será instalada. A montadora também tem uma parceria com a JAC, fabricante local, para uma fábrica de VEs. Além disso, ela é parcialmente dona da Gotion, que produz baterias e fica baseada em Hefei. Ao todo, a Volkswagen está construindo três fábricas do componente: além de Hefei, também haverá unidades em Braunschweig (Alemanha) e Tianjin (China). (Automotive Business – 23.09.2021)

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12 Beulas/Equipmake: Novo ônibus double decker elétrico em Londres

A cidade de Londres está ganhando uma nova versão elétrica de seus famosos ônibus de dois andares (double decker). O modelo, chamado de Jewel E, é criação da montadora de ônibus espanhola Beulas e da fabricante de motores elétricos Equipmake. O veículo usa uma tecnologia de propulsão chamada Zero Emission Drivetrain (ZED), que é modular e escalável, permitindo o uso com diferentes tamanhos de ônibus. Essa plataforma já é usada em ônibus simples de Buenos Aires. O motor HTM 3500 tem um torque de 3.500 Nm a 1.000 rpm e potência máxima de 400 kW. O veículo ainda possui um sistema de resfriamento com água glicol que garante a segurança e a performance do motor, da bateria e do inversor. Londres começou a implementar ônibus elétricos cinco anos atrás. Hoje, já são 950 veículos do tipo circulando na capital britânica. (Automotive Business – 24.09.2021)

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13 Daimler AG/Stellantis/TotalEnergies SE: Parceria envolvendo mercado de baterias

A Daimler AG fará uma parceria com a Stellantis NV e a TotalEnergies SE para aumentar a escala de seu empreendimento de baterias na Europa para mais de 7 bilhões de euros (US $ 8,2 bilhões) e garantir o fornecimento de carros elétricos Mercedes-Benz. A maior fabricante de carros de luxo do mundo terá uma participação de 33% na fabricante de baterias Automotive Cells Company (ACC), cujos projetos serão financiados por meio de ações, dívidas e subsídios, disse a Daimler na sexta-feira. O ACC visa uma capacidade de pelo menos 120 gigawatts-hora na Europa até o final da década, mais do que o dobro do valor que os dois sócios fundadores inicialmente planejaram. (Bloomberg – 24.09.2021)

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Meio Ambiente

1 JBS: Planos de descarbonização e implementação de VEs nas atividades de logística

Na avaliação de Susana Carvalho, diretora da JBS Ambiental, unidade de negócios que faz a gestão dos resíduos sólidos gerados nas fábricas do grupo JBS, o uso de veículos elétricos entra na conta das organizações que assumem planos ambiciosos de descarbonização. “Essa estratégia faz parte do compromisso da JBS de ser net zero até 2040”, garante. Ser net zero significa não adicionar novas emissões à atmosfera e eliminar as emissões indiretas, geradas por fornecedores e clientes. A gigante de alimentos conta com um caminhão elétrico em operação no Brasil, que roda em Santa Catarina, entre Balneário Camboriú e Itajaí. “Trinta novos veículos foram adquiridos e começam a rodar pelo país, até fevereiro de 2022.” Além disso, o grupo comprou em julho o caminhão elétrico de entregas lançado este ano pela Volkswagen, o e-Delivery, que deve circular em São Paulo, a partir de outubro. Carvalho lembra que a produção de carros elétricos no Brasil ainda é incipiente. (Valor Econômico – 21.09.2021)

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2 Unidas: Planos para eletrificação de frota e sustentabilidade

O CEO da locadora de veículos Unidas, Luiz Fernando Porto, com 178,6 mil unidades em circulação, afirma que a marca conta com 400 veículos eletrificados. A iniciativa começou em janeiro de 2020, com um modelo de furgão para clientes de frotas corporativas. Esse veículo exige menos manutenção e pode reduzir em até 65% o gasto com combustíveis, garante. “Iremos agregar ‘milhares’ de unidades eletrificadas até 2027”, diz o executivo, sem abrir números. Porto explica que os aportes integram uma estratégia de longo prazo de projetos ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança). Em julho, a companhia lançou um programa de carbono neutro, com a meta de neutralizar toda a emissão de carbono e gases de efeito estufa (GEE) da frota, até 2028. De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), há cerca de 1,2 mil automóveis elétricos ou híbridos disponíveis para locação no Brasil. (Valor Econômico – 21.09.2021)

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3 Porto Seguro: Eletrificação da frota para redução do impacto ambiental

A inovação e a preocupação com o meio ambiente são parte da cultura da Porto Seguro. A empresa tem trazido cada vez mais novidades para o mercado e para o socorro aos clientes, como veículos especiais para retirada de carros em enchentes e motos aquáticas para salvamento em rios e lagos. Além disso, guinchos, bicicletas e carros elétricos são utilizados para auxiliar nos mais de 4 milhões de atendimentos anuais para automóveis e residências registrados pela Porto. “Temos o compromisso de oferecer ao cliente da Porto Seguro benefícios que só quem tem Porto, tem. E a melhor forma de cumprir essa missão é criarmos soluções eficientes, sustentáveis e tecnológicas, trazendo inovações constantes para o mercado”, explica Marcelo Sebastião, diretor do Porto Socorro. O guincho elétrico da Porto Seguro, por exemplo, é mais uma alternativa para reduzir o impacto ambiental, uma vez que é uma matriz energética de fonte renovável. Com autonomia para 240 km, capacidade de bateria de 97 Kwh e recarga em até 6h. Em operação em São Paulo e em Curitiba (PR), esses são os primeiros veículos elétricos usados para essa atividade no País. A Porto Socorro possui hoje à sua disposição 50 bicicletas elétricas, uma moto elétrica, cinco caminhões elétricos e 16 VEs. (SEGS – 25.09.2021)

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4 Reserva: Compromissos ambientais e eletrificação da malha logística

A Reserva, marca de roupas do grupo Arezzo&Co, adotou a sustentabilidade para além da moda. Nesta semana, a empresa anunciou que passará a fazer entregas com veículos elétricos como um novo passo em sua jornada rumo à neutralidade em carbono até 2030, meta do grupo de Alexandre Birman. A malha logística do Rio de Janeiro ganhou caminhões elétricos que emitem 42 vezes menos gases poluentes do que os veículos tradicionais, segundo a empresa. O primeiro veículo já passou a fazer entregas na cidade, e a intenção é expandir os transportes limpos para todo o país em um futuro próximo. Além do compromisso com as emissões no transporte, a Reserva também firmou um compromisso Net Zero para a neutralidade de carbono, e foi a primeira a aderir ao Fashion Industry Charter for Climate Action, compromisso de empresas junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para redução e neutralização das emissões na indústria da moda. (Exame – 24.09.2021)

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5 Panvel: eletrificação da frota comercial

Na Panvel, rede de farmácias com 490 lojas, a ideia é trabalhar com cinco caminhões elétricos para entregas, nos próximos meses, em parceria com a empresa de logística Reiter Log. “O primeiro veículo começa a rodar ainda em setembro, em Porto Alegre”, diz Maria Schneider, diretora de pessoas, cultura e sustentabilidade do Grupo Dimed, dono da Panvel. A rede já faz entregas com bikes e triciclos elétricos na capital gaúcha, em Florianópolis, Curitiba e São Paulo. O objetivo é atingir 25% da frota com modelos sustentáveis, até 2026, diz. O planejamento, que inclui acordos com parceiros de serviços de entregas, será baseado em um inventário de emissão de GEE, a ser realizado até o próximo ano. Em paralelo às ações de logística “verde”, a Panvel conta com cinco usinas para produção de energia fotovoltaica no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O recurso segue para 40% das lojas de rua e a intenção é cobrir as necessidades de todos os pontos de venda, até o final de 2022. Outras quatro plantas estão sendo planejadas. (Valor Econômico – 21.09.2021)

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6 Uber: VEs em serviço de delivery de comida

A Uber Technologies planeja mudar totalmente para o uso de veículos elétricos em seu serviço de entrega de alimentos. No entanto, o CEO do Uber, Dara Khosrowshahi, ainda não deu garantias de que isso acontecerá até 2030, quando o serviço de táxi do Uber deverá mudar para o transporte elétrico. “Queríamos começar com nosso negócio principal de transporte de passageiros e, em seguida, com base na experiência, com certeza aplicaremos mudanças semelhantes ao serviço de entrega. Não sei se isso será incluído na meta para 2030, mas definitivamente nos esforçaremos para garantir que a entrega seja totalmente ecológica.” Atualmente, o serviço de entrega de comida Uber na Europa usa predominantemente scooters e bicicletas. No futuro, a empresa pretende abandonar completamente o uso de scooters, mudando para VEs. Este anúncio foi feito antes da conferência de duas semanas sobre mudança climática da ONU, COP26. (Avalanche Notícias – 21.09.2021)

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Outros Artigos e Estudos

1 Maior empresa de táxis de Londres será totalmente elétrica até 2023

Addison Lee, uma empresa de locação de táxis e courier privada com sede em Londres e a maior empresa de locação de veículos particulares do Reino Unido, anunciou que toda a sua frota se tornará totalmente elétrica em 2023. Sua frota atual está atualmente em cerca de 4.000 carros. A empresa diz que vai gastar £ 160 milhões ($ 219 milhões) para mudar para VEs dois anos antes de todas as outras grandes operadoras de veículos de aluguel privado em Londres, incluindo Uber. A empresa está fazendo parceria com a Volkswagen para comprar ID.4s. Será a maior compra de VEs por um provedor de aluguel privado no Reino Unido. A partir de novembro, a empresa de táxi já colocará 200 VEs nas estradas de Londres por mês. Com apenas pouco mais de 300 carregadores rápidos em Londres, a infraestrutura de carregamento para suportar essa mudança ainda não está instalada. Desse modo, a Addison Lee tem procurado parceiros de carregamento de VEs para fornecer soluções inovadoras que atendam às necessidades dos motoristas. (Electrek – 21.09.2021)

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2 Fastned: Planos para expansão da infraestrutura de recarga na Europa

Uma empresa que está ajudando o continente europeu a aumentar o número de estações de carregamento na Europa continental é a Fastned. Na última década, a empresa expandiu sua rede de carregamento rápido para 159 estações com mais de 470 pontos de carregamento em seis países (Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Suíça e Reino Unido). Segundo, Sara Bryan Pasquier, Country Manager (França), da Fastned, a equipe da empresa busca colaborar com os governos por meio de grupos de especialistas, como o Fórum de Transporte Sustentável da Comissão Europeia, com o objetivo de superar gargalos a fim de implantar uma infraestrutura de carregamento rápido. Uma maneira de fazer isso estabelecendo limites legalmente vinculativos para os tempos de conexão à rede. Isso garante que a alta potência necessária para que as operações de carregamento rápido seja fornecida em tempo hábil. Paralelamente a isso, Pasquier acredita que a fim de construir a infraestrutura da mais alta qualidade para os clientes e garantir as vitórias da melhor oferta, a equipe defende que os governos disponibilizem terrenos de alto tráfego em rodovias e ao redor das cidades para desenvolvimento de carregamento rápido por meio de abertura, procedimentos transparentes e competitivos. A Fastned conseguiu escalar as operações ao longo de corredores de alto tráfego, especialmente na Holanda, Suíça e agora na França, onde terras públicas e privadas estão sendo licitadas. Como parte da meta da Fastned de desenvolver 1000 estações de carregamento rápido, Pasquier mencionou que a empresa procuraria aumentar sua presença em países com alto potencial de crescimento de VEs e trabalhar com governos para também reciclar postos de gasolina em estações de carregamento rápido de alta qualidade em Europa. (Forbes – 20.09.2021)

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3 Movida fecha parceria que proporciona carregamento grátis

A Movida firmou uma parceria com Tupinambá Energia para exibir um filme publicitário sobre o carro elétrico Nissan Leaf nos pontos de recarga da empresa. A parceria prevê ainda vantagens para clientes Movida, como carregamento grátis e sem limite de tempo com direito a agendamento antecipado na rede Tupinambá. Os eletropontos estão localizados em pontos estratégicos de grandes shoppings e prédios comerciais. “O carro elétrico é a tecnologia do futuro e nosso objetivo é mostrar que alugar um é fácil, dirigi-lo é surpreendente e carregá-lo é apenas uma mudança de hábito”, comentou Charles Sperandio, CMO da Movida. (Mercado & Eventos – 22.09.2021)

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4 Benchmark: Mercado de lítio segue em alta

Os aumentos dos preços do lítio aceleraram na primeira metade de setembro, com o aumento da demanda e as preocupações com o fornecimento de matéria-prima combinados para empurrar os preços domésticos chineses para seus níveis mais altos desde meados de 2018, de acordo com dados do departamento Análise de Preços da Benchmark. Os preços do carbonato de lítio técnico e de bateria aumentaram mais de 20% nas duas primeiras semanas de setembro e agora estão em 188,9% e 215%, respectivamente, no mercado doméstico chinês este ano. Ao longo de agosto e início de setembro, a alta dos preços dos produtos químicos de lítio e da matéria-prima foi reativada com a demanda downstream incrivelmente forte, especialmente no mercado doméstico chinês, que atua como um termômetro para o resto do mercado mundial de lítio. (Green Car Congress – 18.09.2021)

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5 LetsTransport: Parceria incorporará VEs a frota de atuação na Índia

A LetsTransport, empresa de logística e tecnologia da Índia, aumentará sua frota de veículos elétricos em sua plataforma para 1.000 unidades em junho 2022. A empresa já firmou parceria com 8 OEMs para fortalecer a frota de eletrificados nas cidades. Atualmente, a frota de VEs de 100 veículos inclui veículos de três rodas da Piaggio, Etrio, ETO, Altigreen e Kinetic, com capacidade de carga útil de 500 kgs e operando com baterias fixas e sistemas de bateria substituíveis. Espera-se que os novos veículos também incluam veículos de 4 rodas com capacidade de carga útil de até 2 toneladas. A implantação principal desses EVs é em intracity, logística de última milha para e-commerce, varejo, FMCG e setores de distribuição 3PL. Alguns dos clientes LetsTransport incluem Grab, Amazon, Big Basket, Delhivery, DHL, Coca Cola e ITC. Pushkar Singh, cofundador e CEO da LetsTransport disse: “Estamos trabalhando com nossos clientes para construir soluções de logística mais limpas e sustentáveis. Com baixos custos operacionais e de manutenção, esperamos que o VE desempenhe um papel fundamental na logística interna e de última milha, e estamos bem preparados para isso”. (ITLN – 23.09.2021)

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6 EVgo apresenta novas estratégias para apoiar expansão da frota de VEs

A EVgo Inc., pioneira na eletrificação de frotas e proprietária e operadora da maior rede pública de carregamento rápido para veículos elétricos (VEs) e alimentada por eletricidade 100% renovável, anunciou hoje a expansão do EVgo Fleet Charging Soluções com um novo conjunto de serviços para dar suporte às frotas enquanto elas eletrificam seus veículos. A empresa, que atende a mais de 300.000 contas de clientes hoje, incluindo rideshare, autônomo, entrega, universidades e outros clientes de frota, desenvolveu o pacote de software EVgo Optima ™ e a garantia de serviço EVgold ™ para tornar a mudança para a eletricidade perfeita para as frotas. “Como os clientes da frota da EVgo estão experimentando em primeira mão, a eletrificação é melhor para o planeta e os resultados financeiros – o que é em parte porque as vendas de EV estão crescendo em todo o país”, disse Cathy Zoi, CEO da EVgo. “Além de ótimos carros elétricos, caminhões e vans, há um componente crucial para frotas eletrizantes que não pode ser esquecido: soluções de carregamento confiáveis e convenientes que fazem parte do plano de jogo desde o primeiro dia”, afirmou Cathy Zoi. (Valdosta Daily Times – 23.09.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Brenda Corcino e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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