IFE.ME 75

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 75 – publicado em 22 de setembro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 75 -22 de setembro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
GESEL: Webinar “Perspectivas para a Cadeia Produtiva da Mobilidade Elétrica no Brasil”
2 Brasil: VEs e híbridos já recebem incentivos
3 Brasil: Sandboxes impulsionam projetos de mobilidade
4 MOBI.E inaugura corredor de ME que liga Portugal a França
5 Espanha: Governo anuncia lançamento do Sistema Nacional de Mobilidade Sustentável
6 Índia: Campanha para a utilização de VEs nas entregas de e-commerce
7 Irlanda: Câmara Municipal de Galway passa a usar veículos totalmente elétricos

Inovação e Tecnologia
1 Volkswagen está perto de criar suas próprias células de bateria
2 Volkswagen: Desenvolvimento de VE com bateria de nióbio no Brasil
3 Ford e BMW: testes de baterias de estado sólido em 2022
4 BMW: Condutores de híbridos plug-in podem trocar pontos por carregamentos elétricos
5 WEG/Instituto Senai: Parceria na conversão de veículos a combustão em elétricos
6 Embark/HP: Desenvolvimento de software para caminhões elétricos e autônomos
7 Romeo Power e Dynexus Technology: Diagnósticos avançados de bateria para VEs comerciais

Indústria Automobilística
1 Brasil: Ford cria divisão de VEs comerciais
2 BYD: Nova plataforma elétrica promete 1.000 km de autonomia
3 Volvo: Expansão da mobilidade elétrica no Brasil

4 Brasil: Mercedes-Benz apresenta chassis para ônibus totalmente elétrico

5 Hyundai/LG Energy Solution: Construção de fábrica de células de bateria

6 Lucid Motors apresenta VE com maior autonomia do mercado

7 Nissan já comercializou cerca de 250 mil VEs na Europa

8 Tesla deve atingir 1,3 milhão de entregas em 2022
9 UE: Renault quer adiar para 2040 o fim dos motores a combustão

Meio Ambiente
1 BASF/CATL: Parceria com foco em materiais ativos catódicos e reciclagem de baterias
2 Redwood Materials: Planos para reciclagem de baterias
3 Importância dos VEs na redução da poluição
4 CVC/Movida: Programa Carbon Free e locação de VEs

Outros Artigos e Estudos
1 BloombergNEF: preços das baterias apresentam risco de reversão na tendência de queda
2 BloombergNEF: cenário alternativo e maiores desenvolvimentos
3 SAE Mobilidade: Maioria dos consumidores querem VEs como opção de compra
4 SNE Research: os maiores fabricantes de baterias para VEs

5 CEO da Pendragon reconhece os desafios que o setor de VEs enfrenta
6 EVBox/Bridgestone/TGS: Parceria para construção de 3.500 pontos de carregamento elétrico
7 ICCT: investimento em infraestrutura para que vendas de caminhões até 2040 possuam emissão zero
8 Enel SP começa a utilizar caminhão elétrico com cesto aéreo


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 GESEL: Webinar “Perspectivas para a Cadeia Produtiva da Mobilidade Elétrica no Brasil”

O GESEL-UFRJ irá realizar, no próximo dia 24 de setembro, às 10h30, o webinar “Perspectivas para a Cadeia Produtiva da Mobilidade Elétrica no Brasil”. O evento objetiva examinar a cadeia produtiva da mobilidade elétrica no Brasil com vistas a identificar barreiras e oportunidades para sua difusão. Sendo a mobilidade elétrica um tema que se alinha com as diretrizes governamentais de desenvolvimento sustentável, entende-se que a experiência de instituições que atuam na cadeia produtiva da mobilidade elétrica é fundamental para o entendimento desta questão e direcionamento de ações de incentivo. Os palestrantes serão: Walter Pellizzari Jr (das áreas de estratégia de negócios e mobilidade elétrica na Volkswagen Truck and Bus), Fernando Pontual Castelão (Diretor Geral da Divisão de Lítio do Grupo Moura), Eloir Pagnan (Gerente do Departamento de Estações de Recarga para Veículos Elétricos na WEG) e Nelson Silveira (Diretor de Comunicações Corporativas e de Brand da General Motors South America). A moderação do evento será de Nelson Hubner (GESEL). Inscreva-se aqui.

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2 Brasil: VEs e híbridos já recebem incentivos

Os Estados Unidos e a União Europeia estão à frente na corrida pela eletrificação. A meta é dar fim aos motores à combustão até 2035. Já no Brasil, o processo vem acontecendo de forma lenta, mas que, aos poucos, começa a ganhar força. Atualmente, a participação dos VEs e híbridos nas vendas não passa dos 2%. Ou seja, será preciso firmar políticas públicas que estimulem as vendas dos carros híbridos e elétricos para acelerar a descarbonização. Apesar do alto preço dos automóveis elétricos mais novos, esses modelos já gozam de isenção do Imposto de Importação no Brasil. Ou seja, são livres da alíquota, que é de 35% sobre o valor do veículo. A lei de imposto zero para a importação visa, portanto, facilitar o acesso no País dos carros livres de gases do efeito estufa. Contudo, por mais que seja uma saída viável para a difusão desses modelos, o preço alto da aquisição continua sendo a maior barreira para a sua popularização por aqui. A lei que isenta os VEs do imposto de importação tem validade até 31 de dezembro de 2021. Entretanto, uma fonte revelou que o Governo estuda prorrogar a medida e deve divulgar o parâmetro até o fim do mês de outubro. Dessa forma, é possível que o prazo seja alongado, o que vai ampliar o período de isenção da tarifa. Seja como for, está em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 5308/20 que isenta os veículos elétricos ou híbridos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O texto também prevê a isenção do PIS/COFINS. Além disso, donos de VEs já têm direito à isenção total do IPVA em 8 estados brasileiros. (O Estado de São Paulo – 15.09.2021)

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3 Brasil: Sandboxes impulsionam projetos de mobilidade

Desde 2018, o Brasil está ganhando laboratórios silenciosos onde estão sendo testadas as tecnologias que farão parte da vida de todos os brasileiros nas próximas décadas. São as sandboxes, áreas físicas dentro de grandes cidades em que, com parcerias entre setor público e privado, novas ferramentas tecnológicas são aplicadas antes de serem liberadas para o grande público. Essa história começou em 2018 quando a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) fechou um convênio com o Parque Tecnológico Itaipu para a criação de um “living lab” para testar tecnologias em Foz do Iguaçu. Entre os projetos atualmente realizados nesses espaços, destacam-se os de mobilidade. Em Brasília, o projeto de veículos compartilhados é chamado de VEM DF e conta com 16 carrinhos modelo Twizy, da Renault, que são usados para transportar servidores públicos. Os veículos, que têm autonomia de 100 km e velocidade máxima de 80 km/h, foram cedidos ao governo em forma de comodato, com cláusulas sobre operação, manutenção, taxas e seguros. E não vai parar por aí. A ABDI agora firmou acordo com a Anatel para começar a testar nesses sandboxes, em 2022, o 5G voltado a recursos de smart cities. A ideia é que sejam testadas novidades como carros autônomos que se comunicam entre si e com a cidade. (Automotive Business – 15.09.2021)

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4 MOBI.E inaugura corredor de ME que liga Portugal a França

O novo corredor ibérico de mobilidade elétrica que vai ligar Portugal a França, mais precisamente as cidades de Lisboa e Irún – cidade espanhola que faz divisa com a França – foi inaugurado na terça-feira pela MOBI.E, em parceria com a Galp, a CEiiA e alguns parceiros espanhóis como a Renault e a Endesa. A iniciativa surge no âmbito do projeto europeu CIRVE_PT, que tem como objetivo reforçar a rede de carregamento de veículos elétricos, bem como “a sua interoperabilidade na Península Ibérica”. O percurso da nova rota passa por Lisboa, Alcochete, Badajoz, Navalmoral, Madrid, Burgos, Vitória, Eibar e Irún. Em junho de 2022, prevê-se a instalação de 58 postos de carregamento – 18 infraestruturas de carregamento rápido em Portugal no corredor da rede Central Atlântica e 40 pontos de carregamento na Espanha no Corredor Atlântico e Mediterrâneo. Na abertura do evento de inauguração, Luís Barroso, Presidente da MOBI.E, afirma que existe atualmente uma “rede com mais de 1400 postos de carregamento ligada entre si, com soluções inovadoras de mobilidade e de pagamento”. Refere-se também que o projeto tem um investimento de 1,5 milhões de euros, permitindo ligar a rede MOBI.E ao resto da Europa. (Greensavers – 15.09.2021)

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5 Espanha: Governo anuncia lançamento do Sistema Nacional de Mobilidade Sustentável

O Executivo espanhol vai implementar um novo Sistema Nacional de Mobilidade Sustentável com o objetivo de fortalecer a cooperação entre as diferentes administrações. Segundo a Ministra dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana, Raquel Sánchez, que também avançou com a futura Lei da Mobilidade, no que se refere à área urbana: (1) estabelecerá uma “hierarquia dos meios de mobilidade”; (2) promoverá a mobilidade ativa e políticas inclusivas para pessoas com diversidade funcional; (3) incluirá a perspectiva de gênero e não discriminação; e (4) lançará um plano para promover o ciclismo. A cooperação entre as administrações será a chave do Sistema Nacional de Mobilidade Sustentável apresentado pela Ministra. Este modelo será incluído na nova Lei da Mobilidade Sustentável e do Financiamento dos Transportes, cujo projeto será levado ao Conselho de Ministros nas próximas semanas. Esta futura lei irá estabelecer uma hierarquia dos meios de mobilidade, irá promover a mobilidade ativa e políticas inclusivas para as pessoas com diversidade funcional, incluindo também a perspectiva de gênero e não discriminação. Também irá recolher um Plano Nacional de promoção da bicicleta. Além disso, a ministra também se referiu hoje ao Plano de Choque para a mobilidade sustentável segura e conectada em ambientes urbanos e metropolitanos, que contará com 6.500 milhões de euros de fundos europeus. O objetivo é promover a descarbonização da mobilidade urbana e, assim, melhorar a qualidade do ar e a própria qualidade de vida nas cidades. (Energías Renovables – 17.09.2021)

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6 Índia: Campanha para a utilização de VEs nas entregas de e-commerce

Com o apoio da RMI e RMI Índia, o NITI Aayog, o think tank oficial do governo da Índia, lançou uma campanha para transformar as entregas nas “últimas milhas” e eliminar a poluição por meio do envolvimento do consumidor. A ideia, que surgiu conforme o e-commerce explode na Índia e globalmente na esteira da pandemia COVID-19, conta com a criação de um sistema de verificação e marca para veículos elétricos de entrega e os pacotes que eles entregam. Os veículos de entrega urbana respondem por 10% das emissões de CO2 relacionadas ao transporte de carga na Índia, e essas emissões devem mais do que dobrar na próxima década. Sem emissões pelo tubo de escape, os VEs podem contribuir imensamente para melhorar a qualidade do ar, especialmente nas cidades indianas onde a poluição reduz significativamente a expectativa de vida. Mesmo quando as emissões do setor elétrico estão incluídas, a poluição dos VEs ainda é menor do que a dos veículos movidos a gás, e só ficará mais limpa à medida que a rede se descarbonizar. (Green Car Congress – 15.09.2021)

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7 Irlanda: Câmara Municipal de Galway passa a usar veículos totalmente elétricos

A Câmara Municipal de Galway apresentou esta semana oito vans totalmente elétricas na Fase 1 da conversão de sua frota para veículos elétricos. Os oito furgões Nissan e-NV200 substituirão oito furgões a diesel que antes eram usados pelo município. Eles serão usados por funcionários em diferentes seções do conselho, desde Guardas Comunitários até Manutenção da Habitação, a partir da próxima semana. Esta iniciativa faz parte do Plano de Ação Climática da Câmara Municipal de Galway e é parte de um esforço para veículos com Emissão Zero. (Galway Daily – 15.09.2021)

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Inovação e Tecnologia

1 Volkswagen está perto de criar suas próprias células de bateria

Depois de apresentar e detalhar a MEB-Small, sua nova plataforma para carros elétricos mais baratos, a Volkswagen anunciou mais um passo para se firmar como referência nesse segmento. A montadora alemã informou que investirá alto em novos laboratórios para, em pouco tempo, ter em linha de produção suas próprias células de bateria. O primeiro dos quatro laboratórios que serão construídos pela montadora foi inaugurado na segunda-feira (13/09) em Salzgitter, Alemanha. No futuro, cerca de 250 especialistas conduzirão pesquisas nas áreas de desenvolvimento, análise e teste de células no local. A Volkswagen traçou um planejamento para que a nova célula unificada saia pronta da linha de produção na Gigafactory em Salzgitter a partir de 2025. Em 2030, a ideia é operar seis fábricas de células na Europa, junto com parceiros, com capacidade de produção de 240 GWh. A ideia da montadora é, assim como a Toyota, reduzir os custos das baterias dos VEs em aproximadamente 50%. De acordo com a Volkswagen, o chamado Centro de Competência em Salzgitter, responsável pelo teste de materiais de todo o grupo, tem 160 dos 500 funcionários totalmente focados no desenvolvimento das células para baterias elétricas. A intenção, em pouco tempo, é dobrar o quadro e alcançar 1000 colaboradores no total. Para isso, a marca investirá 70 milhões de euros nas quatro instalações. (CanalTech – 14.09.2021)

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2 Volkswagen: Desenvolvimento de VE com bateria de nióbio no Brasil

Após fazer o lançamento bem sucedido do caminhão elétrico e-Delivery, a Volkswagen Caminhões e Ônibus anuncia uma nova parceria para o desenvolvimento de baterias de recarga ultrarrápida para veículos elétricos com a utilização de nióbio. Esta parceria com a CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio, representa um feito inédito na indústria automotiva mundial e faz parte de uma iniciativa para alavancar a mobilidade elétrica, colocando o Brasil em posição de vanguarda. O objetivo do acordo é aliar a expertise da CBMM e da Volkswagen Caminhões e Ônibus, que ficará a cargo de estabelecer o comportamento dessas baterias no veículo, com todos os parâmetros de segurança e qualidade para concretizar o desempenho esperado. A tecnologia empregada de óxido de nióbio no ânodo da bateria é resultado de mais de 3 anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a Toshiba, no Japão. Segundo a Volkswagen, a aplicação inicial desta nova tecnologia de bateria será nos ônibus elétricos. A empresa afirma que as novas células em desenvolvimento se encaixam no perfil deste tipo de veículo, que tem trajetos pré-definidos e necessita de carregamento mais rápido – fala-se em no máximo 10 minutos para 80% da capacidade total da bateria. Além disso, a substituição do convencional ânodo com carbono pelo nióbio apresenta ganhos como melhor resistência a altas temperaturas, menor expansão volumétrica e risco de degradação das células, o que contribui para maior segurança e durabilidade das baterias. A Toshiba já está trabalhando na primeira série de pré-produção das novas células que devem ficar prontas até o fim deste ano. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, por sua vez, irá iniciar os testes no começo do ano que vem e prevê que um protótipo funcional de veículo elétrico equipado com baterias de nióbio esteja concluído até o final de 2022. (Inside EVs – 16.09.2021)

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3 Ford e BMW: testes de baterias de estado sólido em 2022

Recentemente, a imprensa internacional relatou que os dois gigantes automotivos BMW e Ford estão acelerando o cronograma de pesquisa e desenvolvimento da bateria de estado sólido, planejando iniciar os testes em condições reais com veículos a partir de 2022. Em 2017, a BMW e a Ford anunciaram um investimento conjunto na Solid Power, esta última oficialmente a futura fornecedora de baterias de estado sólido para as duas montadoras. Atualmente, foi relatado que a Solid Power estaria expandindo a escala de sua plana no Colorado (EUA) e se preparando para iniciar a produção experimental de suas baterias de estado sólido no início de 2022. O Tech Crunch relata que a nova instalação se concentrará na produção de um material de eletrólito sólido à base de sulfeto e incluirá espaço para uma linha de produção com foco em suas células de bateria de 100 amperes. A Ford e a BMW devem colocar as mãos nessas células no início de 2022 e começar a testá-las em aplicações automotivas antes do lançamento no mercado, que deve ocorrer entre 2025 e 2030. Muitos acreditam que as baterias de estado sólido são o próximo passo lógico das atuais baterias de íon de lítio usadas por veículos elétricos e híbridos. Elas têm menor custo e oferecem maior densidade de energia, além de maior expectativa de vida. O CEO da Solid Power disse que espera produzir materiais eletrolíticos suficientes para dar conta da demanda de eletricidade estimada de 10 GWh / ano em 2027. Por esta razão, ela precisa de uma maior “ordem de magnitude” de capacidade de produção de eletrólitos. (Inside EVs – 15.09.2021)

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4 BMW: Condutores de híbridos plug-in podem trocar pontos por carregamentos elétricos

A BMW lançou o BMW Points, uma plataforma de incentivo à mobilidade elétrica que vai dar a ganhar carregamentos aos condutores que ativarem a condução elétrica do seu híbrido plug-in BMW. Os BMW Points não são mais do que um serviço de acumulação de pontos que, através da aplicação My BMW, podem ser convertidos em carregamentos nos postos de carregamento públicos. Esta aplicação está disponível para os utilizadores de veículos híbridos plug-in 330e, 745e, xDrive45e e 530e. Esta plataforma foi desenvolvida em Portugal em conjunto com a Critical TechWorks. (Fleet Magazine – 17.09.2021)

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5 WEG/Instituto Senai: Parceria na conversão de veículos a combustão em elétricos

A mobilidade elétrica no Brasil está crescendo de forma considerável. Agora, o Senai de Santa Catarina, com o apoio da WEG, será capaz de transformar um carro a combustão em veículo elétrico. Essa conversão acontecerá no Instituto Senai Eggon João da Silva e conta com o apoio da WEG, que é especializada na fabricação e venda de motores elétricos, transformadores, tinas e geradores. De acordo com Valter Luiz Knihs, diretor de e-Mobily da WEG, a empresa oferta os componentes para o carro a combustão rodar com um motor elétrico e a parte eletrônica de potência, por exemplo. Segundo o executivo da WEG se o projeto possuir todos os componentes, a conversão de um carro a combustão para um veículo elétrico é feita em três semanas. Já de acordo com Jefferson Galdino, gerente executivo regional Sesi/Senai, historicamente a unidade já possui o curso de mecânica automotiva e agora, inicia um curso para preparar futuros eletromecânicos. Segundo o executivo do Senai, os veículos elétricos possuem garantia de fábrica de pelo menos 5 anos e depois disso, eles são mandados para oficinas comuns. Para Célio Bayer, vice-presidente da Fiesc Vale do Itapocu, o carro a combustão do Senai e WEG que será convertido em veículo elétrico, será um protótipo para se avaliar e discutir com os alunos os benefícios e a possibilidade desse tipo de transformação. (Click Petróleo e Gás – 15.09.2021)

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6 Embark/HP: Desenvolvimento de software para caminhões elétricos e autônomos

A Embark Trucks, desenvolvedora de software autônomo para a indústria de caminhões, anunciou uma iniciativa conjunta com a HP em maio de 2021, com a intenção de testar um programa para caminhões autônomos como um elemento para atingir sua pegada de carbono e metas de sustentabilidade mais amplas. Desde o anúncio da parceria, a Embark e a HP entregam remessas semanais regulares de hardware entre as instalações de distribuição da HP em Los Angeles e Phoenix. As duas empresas lançaram um piloto de carreta de caminhão elétrico na área de Los Angeles, onde as cargas locais são transportadas para os pontos de transferência adjacentes à rodovia do Embark usando caminhões elétricos BYD 8TT operados por motoristas humanos, enquanto o segmento intermediário mais longo do transporte é concluído de forma autônoma por caminhões equipados com o software Embark Driver. Caminhões equipados com o Embark oferecem melhor economia de combustível, menos marcha lenta e a criação de oportunidades de transportes via VEs. (Green Car Congress – 15.09.2021)

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7 Romeo Power e Dynexus Technology: Diagnósticos avançados de bateria para VEs comerciais

A Romeo Power e Dynexus Technology, um fornecedor de soluções de detecção de bateria e inteligência de bateria orientada a dados, irão colaborar para integrar o desempenho de bateria acionável da própria Dynexus Technology e sensores no ecossistema de bateria de Romeo Power. A tecnologia desenvolvida pela Dynexus será inicialmente utilizada para controle de qualidade da célula de entrada e verificação de fim de linha, bem como diagnósticos e prognósticos de módulo e pacote, permitindo múltiplas oportunidades para reduzir o custo total de propriedade para os clientes da Romeo Power. A Dynexus gera dados críticos que podem acelerar o processo de qualificação de células e baterias, incluindo triagem e correspondência de células, melhorando ainda mais o controle de qualidade, segurança e confiabilidade de nossos sistemas de bateria. Fundada em 2016 e sediada em Los Angeles, Califórnia, a Romeo Power oferece soluções de eletrificação para aplicações em veículos comerciais. (Green Car Congress – 16.09.2021)

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Indústria Automobilística

1 Brasil: Ford cria divisão de VEs comerciais

A Ford tem uma estratégia global cada vez mais voltada para a eletrificação e que não deixará de lado os veículos comerciais. Nesta semana, a marca anunciou a criação da nova Divisão de Veículos Comerciais no Brasil, que irá preparar a chegada da nova Ford Transit 2022 ao país. Sob o comando da Ford Pro, a organização global responsável pela coordenação e distribuição de serviços para esse segmento, a divisão local de veículos comerciais irá trazer a nova Ford Transit com motor a combustão e produção no Uruguai que se beneficiará de uma rede nacional com mais de 100 concessionários. “Estamos desenvolvendo uma organização 100% dedicada aos nossos veículos comerciais, focada em garantir maior produtividade para nossos clientes que tem necessidades muito específicas neste segmento”, explicou Guillermo Lastra, Diretor de Veículos Comerciais da Ford América do Sul. Na ocasião, a Ford falou que tem planos para lançar uma ‘Transit eletrificada’ no Brasil, sem, no entanto, detalhar se este seria o modelo híbrido plug-in ou a recém-lançada variante totalmente elétrica. Pela primeira vez desde sua fundação em 1903, a Ford anuncia que planeja gastar mais em veículos eletrificados do que em modelos com motores de combustão interna, sendo que o primeiro ano desta nova orientação será 2023. (Inside EVs – 14.09.2021)

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2 BYD: Nova plataforma elétrica promete 1.000 km de autonomia

A BYD lançou oficialmente sua nova plataforma dedicada a carros elétricos. Batizada de e-platform 3.0, a nova arquitetura de VEs ‘puros’, ou seja, projetados desde o zero para a eletrificação, promete grandes avanços em termos inteligência, eficiência, segurança e estética. Conforme explicado em um comunicado, a e-platform 3.0 visa promover o desempenho dos chamados veículos de nova energia (NEV) em segurança e autonomia em baixas temperaturas, bem como melhorar a experiência de direção inteligente. Uma das características fundamentais desta arquitetura é que ela abrangerá vários tamanhos de veículos e terá código aberto para facilitar à indústria promover o desenvolvimento de veículos elétricos inteligentes no mundo inteiro. O grande destaque da e-platform é a possibilidade de autonomia superior a 1.000 km aos carros montados sobre ela. Isso graças ao primeiro trem de força elétrico com módulo ‘8 em 1’ do mundo. Também merece atenção a tecnologia de carregamento rápido que permite alcance de até 150 km após um carregamento de 5 minutos. (Inside EVs – 14.09.2021)

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3 Volvo: Expansão da mobilidade elétrica no Brasil

A intenção da Volvo é expandir a participação da região latino-americana no cenário global da marca, atualmente de 2%. Até 2025, a meta global da montadora é ter ao menos 50% dos veículos puramente elétricos, mas a operação brasileira pretende antecipar o prazo. O aumento da demanda por modelos híbridos ou 100% elétricos empolga Luis Rezende, presidente da Volvo Car Brasil, que chama atenção para a necessidade de as montadoras defenderem o mesmo interesse de olho no desenvolvimento do setor. “Se continuarmos com agendas distintas, fica complexo. Aí, a vitória será de apenas um.” Montadoras como Stellantis (reúne marcas como Fiat, Citroën e Peugeot), General Motors e Toyota também sinalizam a escolha do modelo elétrico. De acordo com o presidente, o País deveria se preocupar em atrair empresas para produzir a bateria, o maior desafio do segmento de eletrificados. “Os recursos naturais para desenvolvê-la, como o cobalto e o lítio, são encontrados em grandes volumes na América do Sul. O Brasil viraria de novo um player global de exportação. Se não for assim, ficaremos para trás.” Além disso, a expansão das vendas na região passa por investimentos em estrutura de carregamento. A montadora instalou 500 eletropostos no Brasil, 100 na Colômbia, 200 no Chile e 300 no México. O executivo tem a perspectiva de comercialização de 7,5 mil a 8 mil veículos no Brasil neste ano, número bem parelho com o melhor da bandeira no Brasil, em 2019, de 7.916 unidades. (IstoÉ – 17.09.2021)

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4 Brasil: Mercedes-Benz apresenta chassis para ônibus totalmente elétrico

A Mercedes-Benz do Brasil apresentou o chassi de ônibus eO500U totalmente elétrico. O chassi do ônibus foi projetado especialmente para cidades da América Latina e será produzido em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, a partir de 2022. O chassi do ônibus totalmente elétrico tem um alcance de até 250 quilômetros. O carregador de bateria do eO500U é um sistema plug-in com o mesmo padrão tecnológico que a Daimler Buses instalou no ônibus urbano Mercedes-Benz eCitaro totalmente elétrico. Uma carga completa das baterias de alta tensão leva cerca de três horas. (Green Car Congress – 15.09.2021)

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5 Hyundai/LG Energy Solution: Construção de fábrica de células de bateria

A Hyundai Motor Group e a LG Energy Solution começaram a construção de uma fábrica de células de bateria para veículos elétricos na Indonésia. Visando obter a liderança no mercado global de VEs com bateria, a nova fábrica de células de bateria será construída em um terreno de 330.000 metros quadrados. A construção da planta será concluída no primeiro semestre de 2023. A produção em massa de células de bateria na nova instalação deverá começar no primeiro semestre de 2024. Quando estiver totalmente operacional, a instalação deverá produzir um total de 10 GWh de células de bateria de íon-lítio NCMA todos os anos, o suficiente para mais de 150.000 veículos elétricos. Além disso, a instalação estará pronta para aumentar sua capacidade de produção em até 30 GWh para atender ao crescimento das necessidades futuras de VEs. (Green Car Congress – 15.09.2021)

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6 Lucid Motors apresenta VE com maior autonomia do mercado

A Lucid Motors, uma fabricante de automóveis iniciante, desbancou a Tesla, como a produtora do veículo elétrico que pode viajar mais longe com uma única carga. O Air Dream Edition Range topo de linha da Lucid pode dirigir 520 milhas com uma bateria completa, disse a Agência de Proteção Ambiental (EPA) na quinta-feira, batendo por mais de 100 milhas o Tesla Model S Long Range, anteriormente o carro que poderia ir mais longe em uma carga. A distância que os carros elétricos podem percorrer antes de terem de ser conectados – uma métrica conhecida como “alcance” – dentro deste conceito entra a questão das infraestruturas de recarga e sua difusão nacionalmente. É importante analisar esse ponto, pois, abastecer a bateria pode levar horas, dependendo do carro e do carregador. Lucid e seu executivo-chefe, Peter Rawlinson, um ex-engenheiro da Tesla, disseram há meses que seus carros irão além do Teslas porque são mais aerodinâmicos e usam motores e outros componentes menores e mais eficientes. (New York Times – 17.09.2021)

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7 Nissan já comercializou cerca de 250 mil VEs na Europa

A Nissan já vendeu 250 mil carros elétricos na Europa. A marca alcançada recentemente reflete a “revolução elétrica” que a Nissan tem vindo a promover. No velho continente há 208 mil LEAF circulando. Os restantes 42 mil dizem respeito ao VE comercial e-NV200. Em Portugal, já foram vendidos mais de 6.500 veículos elétricos Nissan. Recentemente, a marca evoluiu os modelos LEAF e e-NV200 para atender às necessidades de clientes empresariais ou consumidores privados. A marca anunciou recentemente um investimento num polo VE de mais de mil milhões de euros. A marca garante ainda que vai produzir um novo crossover totalmente elétrico na fábrica de Sunderland, Reino Unido. Também a futura gama de comerciais compactos da marca será fabricada em Maubeuge, França – onde serão incluídas opções de motor 100% elétrico e de combustão interna. (Fleet Magazine – 17.09.2021)

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8 Tesla deve atingir 1,3 milhão de entregas em 2022

De acordo com uma nova análise da Wedbush, a Tesla deverá atingir 1,3 milhão de entregas em 2022. A montadora aparentemente está se adiantando em relação aos atuais problemas da cadeia de suprimentos que afetam a indústria automobilística. Antes do início de 2021, alguns observadores da indústria pensaram que poderia ser o ano que a Tesla quebraria um milhão de entregas. No entanto, a Tesla foi atingida por problemas na cadeia de suprimentos. A empresa navegou bastante bem com a escassez global de chips, mas também ficou claro que as inaugurações de suas novas fábricas, Gigafactory Texas e Gigafactory Berlin, só acontecerão no final do ano. Essas duas novas fábricas são essenciais para a Tesla aumentar seu volume de entrega. Em uma nova nota, Dan Ives, analista da Wedbush Securities, disse que agora espera que a Tesla entregue 900.000 veículos este ano e cresça para 1,3 milhão de veículos em 2022. (Electrek – 17.09.2021)

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9 UE: Renault quer adiar para 2040 o fim dos motores a combustão

O Grupo Renault diz que a proposta da UE para acabar com os motores a combustão em 2035 é um prazo curto para tudo o que isso implica. Gilles Le Borgne, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento no Grupo Renault e até Luca de Meo, o diretor executivo do Grupo Renault, expressaram o seu desacordo com a data proposta pela União Europeia em pôr um fim aos motores de combustão interna em 2035. A proposta da UE impõe uma meta de redução das emissões de CO2 em 100% para todos os veículos novos, o que é o mesmo que dizer que não vai haver espaço para o motor de combustão interna, só para propostas 100% elétricas, sejam com bateria ou célula de combustível — nem os híbridos plug-in “escapam”. Nas declarações à Autocar, Gilles Le Borgne, durante o salão alemão, foi claro de que o grupo francês iria resistir à data proposta pela UE de 2035, propondo que essa transição aconteça mais à frente no tempo. Le Borgne, ainda em declarações à publicação britânica, quer que fique bem claro que não estão resistindo à transição em si, só ao prazo estabelecido, propondo que essa transição aconteça em 2040 e não 2035. E estes são os argumentos para essa intenção: Primeiro, quer ter confiança absoluta de que a infraestrutura de carregamento se expanda ao ritmo de que são exigidos mais VEs. Depois, apesar de confiar absolutamente na tecnologia, há incertezas se os clientes conseguem pagar. Por fim e crucialmente, seria necessário tempo para adaptação. Mudar as fábricas para estas novas tecnologias não é simples e adaptar os trabalhadores a elas vai levar tempo. “Este prazo [2035] seria difícil para nós — e mais difícil ainda quando acrescentamos a cadeia de fornecedores à equação”, afirmou o diretor da montadora francesa. (Razão Automóvel – 18.09.2021)

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Meio Ambiente

1 BASF/CATL: Parceria com foco em materiais ativos catódicos e reciclagem de baterias

BASF SE (BASF) e Contemporary Amperex Technology Co., Limited (CATL) anunciaram uma parceria estratégica em soluções de materiais de bateria, incluindo materiais ativos catódicos (CAM) e reciclagem de bateria. A colaboração visa desenvolver uma cadeia de valor de bateria sustentável, em apoio à localização de CATL na Europa e contribui para alcançar os objetivos globais de neutralidade de carbono de ambas as empresas. A CATL lançou seu projeto para construir sua primeira fábrica europeia na Alemanha para localizar a produção de baterias de íon-lítio. Com isso, está acelerando o desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento local para clientes e consumidores europeus. (Green Car Congress – 17.09.2021)

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2 Redwood Materials: Planos para reciclagem de baterias

A Redwood Materials, uma recicladora de baterias criada pelo cofundador da Tesla e ex-chefe de tecnologia JB Straubel, planeja construir uma fábrica de US $ 1 bilhão para fazer cátodo e ânodo para baterias de carros elétricos a partir de 2025. A empresa pretende ir além de apenas recuperar materiais valiosos de células de íon de lítio usadas e eletrônicos e investir mais de US $ 1 bilhão em uma fábrica dos EUA que fará os materiais necessários para eletricidade baterias de veículos. A empresa sediada em Carson City, Nevada, arrecadou US $ 700 milhões em julho para aumentar a recuperação de lítio, cobalto, níquel e outros metais. Redwood selecionará um local para a fábrica de materiais de bateria em 2022 e terá capacidade para produzir 100 gigawatts-hora de material catódico e anodo laminado suficiente para um milhão de veículos elétricos anualmente até 2025. A fábrica empregará até 1.000 trabalhadores, com uma meta de um aumento de cinco vezes na produção anual até 2030, disse a empresa. (Forbes – 14.09.2021)

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3 Importância dos VEs na redução da poluição

Os veículos movidos a baterias recarregáveis não precisam consumir combustíveis fósseis para o seu funcionamento. Eles apenas utilizam a energia gerada pelas baterias, que possibilitam a movimentação do automóvel. Garantindo um ar mais limpo, os elétricos ainda contribuem para a redução das ilhas de calor nas grandes metrópoles, bem como no tráfego intenso de veículos, e possuem uma maior eficiência em energia que os movidos a gasolina, etanol ou diesel. Segundo dados do Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo, os carros são responsáveis por 72,6% da emissão de gases do efeito estufa e destruição da camada de ozônio, já que a queima de combustível – a combustão – libera CO2, monóxido de carbono e outros gases nocivos. Essa situação já é evitada pelos carros elétricos. Outro tipo de poluição que o elétrico evita é a sonora. Bem mais silencioso, ele não tem aquele tradicional ronco do motor e das trocas de marchas, sendo que boa parte dos automóveis movidos a baterias possuem apenas os modos D (drive), P (park), N (neutro) e R (ré). Os modelos mais modernos vêm, inclusive, sem a alavanca de câmbio na cabine, possibilitando o comando do motorista apenas por botões próximos ao console e pedais de acelerador e freio. Esse fato de não ter câmbio também ajuda em menores custos de manutenção, sendo que isso vale para os motores, que são mais simples nos elétricos. Por outro lado, o que as fabricantes e ambientalistas ainda buscam é uma forma de o veículo movido a energia elétrica ter um processo de produção mais sustentável, principalmente no desenvolvimento de suas baterias e na reciclagem delas. (iCarros – 16.09.2021)

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4 CVC/Movida: Programa Carbon Free e locação de VEs

CVC e Movida promoveram um evento nesta sexta-feira (17) para divulgar dois produtos: o Programa Carbon Free e o serviço de locação de VEs. Na abertura, CVC e Movida trouxeram informações sobre suas áreas de sustentabilidade e os projetos que estão sendo desenvolvidos. O destaque foi para o Programa Carbon Free, da Movida, que promove a neutralização das emissões de poluentes das locações de automóveis por meio do plantio de árvores, em parceria com entidades de renome internacional. O cliente precisa optar por incluir esse serviço na reserva, mediante pagamento de um valor simbólico adicional na diária. Na parceria com a CVC Corp, todas as reservas feitas pelos clientes da companhia com a Movida já incluem o produto. A CVC Corp já havia anunciado que 2021 seria o “ano da sustentabilidade”. Segundo Jamyl Jarrus, diretor executivo comercial e de marketing da Movida, “A Movida atua em ações para o desenvolvimento de uma mobilidade urbana de baixo carbono há mais de uma década. Além do Programa Carbon Free, temos outras iniciativas como o carro elétrico e as lojas ecoeficientes. Não é por acaso que no ano passado reforçamos este propósito, ao nos comprometermos oficialmente em ser uma companhia carbono zero até 2030 e carbono positivo até 2040. Parcerias como a da CVC, que celebramos hoje, vêm fortalecer o percurso que trilhamos até agora, o de ser uma empresa para o mundo.” A CVC Corp também comercializa, em parceria com a Movida, o serviço de locação de carros elétricos, que já tem uma frota de 100 veículos. (Mercado & Eventos – 17.09.2021)

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Outros Artigos e Estudos

1 BloombergNEF: preços das baterias apresentam risco de reversão na tendência de queda

Os veículos elétricos são geralmente mais caros do que os veículos a combustão hoje, principalmente devido as baterias que usam. Assim que os preços das baterias caírem, os VEs devem custar o mesmo, ou menos. Na última década, os preços caíram de quase US$ 1.200 por quilowatt-hora para apenas US$ 137/kWh em 2020. Se 2021 seguisse a tendência, os preços médios das embalagens neste ano deveriam ser de US$ 125/kWh. Mas, nos últimos 12 meses, o preço dos principais metais usados nas baterias de íon-lítio subiu implacavelmente, pressionando os preços das baterias. Ao todo, cerca de 40% do custo de uma célula está vinculado a commodities que aumentaram no ano passado. Desse modo, há uma chance de que as quedas no preço da bateria parem por um longo período de tempo ou possam até aumentar por alguns anos. (Bloomberg – 14.09.2021)

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2 BloombergNEF: cenário alternativo e maiores desenvolvimentos

Um cenário alternativo é que 2021 poderia ser um pontinho na história dos preços das baterias e os VEs ainda estarão no caminho certo para atingir a paridade com os veículos com motor de combustão interna dentro de três anos. Nos últimos anos, a exposição aos preços das commodities mudou dos fabricantes de celulares para os fabricantes de automóveis. Como resultado, as montadoras tiveram a capacidade de se proteger contra aumentos de preços de commodities e, em alguns casos, assinaram contratos de compra diretamente com as mineradoras. Isso pode significar que algumas empresas não sentirão efeitos tão graves dos aumentos de preços. Também há economia de custos proveniente de outras partes da bateria que podem minimizar o impacto do aumento dos preços das commodities. Por exemplo, o processo de fabricação está melhorando continuamente. O mix de químicos de baterias no mercado também está em constante evolução, com os fabricantes sempre buscando substituir os materiais mais caros. Na última década, o caro cobalto substituiu o níquel de baixo custo; no futuro, o níquel poderia ser substituído por manganês ainda mais barato. (Bloomberg – 14.09.2021)

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3 SAE Mobilidade: Maioria dos consumidores querem VEs como opção de compra

A maioria dos consumidores brasileiros gostaria que os veículos elétricos estivessem disponíveis no mercado, mostra a pesquisa SAE Mobilidade – Edição 2021, divulgada hoje (14). O estudo que ouviu consumidores e executivos da indústria automotiva foi feita pela consultoria KPMG com apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a pesquisa, 89,7% dos consumidores queriam que os carros elétricos fossem uma opção para compra. Para o sócio-líder para indústria automotiva da KPMG, Ricardo Bacellar, há uma visão positiva consolidada no país sobre o uso dessa energia na mobilidade individual. Pelo lado dos executivos da indústria, o estudo mostra que a maior parte também considera que os VEs são uma boa possibilidade para o futuro próximo. Cerca de 30% dos executivos de empresas ligadas à cadeia automotiva consideram os elétricos plenamente viáveis. Para 42,9%, é parcialmente viável. Já 20,3% dos altos funcionários das empresas do setor acreditam esses modelos são parcialmente ou completamente inviáveis. A inovação nas formas de comercialização dos veículos também é uma expectativa dos executivos do setor. Entre esse público, 89,7% consideram uma necessidade a construção de alternativas para a venda de automóveis pela internet. Na opinião de 78,6%, esse novo modelo deve ser gerido em parceria entre as montadoras e as concessionárias. Ainda na linha de abrir novas possibilidades de negócio, mais da metade dos consumidores (53,5%) disse que poderia se interessar pelos veículos por assinatura. Cerca de 30% dos consumidores disseram não conhecer esse tipo de oferta e 16,8% afirmaram não ter interesse. (D24am – 14.09.2021)

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4 SNE Research: os maiores fabricantes de baterias para VEs

O ritmo de produção global de baterias para carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in segue em crescimento acelerado. A consultoria SNE Research fez um levantamento detalhando desse aumento apontando os maiores produtores de globais de acumuladores, sua participação de mercado e a capacidade instalada. Considerando os três tipos de eletrificação (elétricos, híbridos e híbridos plug-in), houve a instalação de um total de 20,7 GWh em veículos de passageiros e comerciais leves no mês de julho de 2021 – excluem-se ônibus, caminhões e outros veículos pesados. O maior fabricante global de baterias é a CATL, com uma produção de 6,1 GWh em julho e participação de mercado de 29,3%. A gigante chinesa também é a detentora do maior crescimento, com expansão de 236% na produção na comparação com julho de 2020. Em seguida, vem a coreana LG Energy Solution, com 5,1 GWh de produção, um crescimento de 81% na comparação ano-a-ano e 24,5% de participação. O terceiro lugar fica com a japonesa Panasonic (2,5 GWh), que teve aumento de 47% na comparação ano a ano e respondeu por 11,9% do mercado em julho. No período de janeiro a julho de 2021, a produção global de baterias para veículos eletrificados foi de 126,2 GWh, um aumento de 154% na comparação com o mesmo período do ano passado, que foi fortemente afetado pelos bloqueios por conta da pandemia de Covid-19. Os três maiores fabricantes repetem as posições de julho, com a CATL liderando com 27,1% de participação, seguida bem de perto pela LG Energy Solution, com 26,2% de market share e um pouco mais atrás pela Panasonic, que deteve 15,5% do mercado. (Inside EVs – 15.09.2021)

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5 CEO da Pendragon reconhece os desafios que o setor de VEs enfrenta

O CEO da grande varejista automotiva Pendragon, Bill Berman, falando ao “Squawk Box Europe” da CNBC, disse que os motores precisam ser mudados e se descreveu como “um grande fã de veículos elétricos”. Segundo Bill Berman, “a hesitação das pessoas em torno da eletricidade é multifacetada”. O CEO da Pendragon acredita que o desconhecimento sobre o produto, a ainda baixa quantidade de estruturas de carregamento e a tecnologia (que ainda é muito custosa) são os maiores impeditivos para os VEs atualmente. Porém, ele entende que mesmo assim, a mudança parece estar no horizonte quando se trata dos tipos de veículos que as pessoas usam. O Reino Unido, por exemplo, traçou planos para pôr fim a circulação de veículos movidos à combustão interna e desenvolver um setor de transporte com zero emissões até 2050. (CNBC – 15.09.2021)

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6 EVBox/Bridgestone/TGS: Parceria para construção de 3.500 pontos de carregamento elétrico

A Bridgestone, em parceria com o Grupo EVBox e TGS, vai instalar até 3.500 novos postos de carregamento em toda a sua rede europeia de serviços. A parceria de cinco anos vai resultar em estações de carregamento normal e rápido instaladas em locais estratégicos. Esta rede será acessível a todos os condutores de veículos elétricos, garante a Bridgestone, tanto particulares como de frotas. A acessibilidade dos mesmos será garantida em rotas de elevada procura, diz a empresa. Inicialmente, este projeto será aplicado em França e Itália, expandindo-se depois para o Reino Unido, Alemanha, Polónia, Espanha e outros países europeus. A parceria Bridgestone-EVBox vai garantir o acesso a uma rede pública de carregamento de mais de 130 mil postos. Da parceria e dos novos 3.500 pontos de carregamento resulta também uma solução que pode consistir num cartão dedicado ou numa aplicação móvel, facilitada pelo Software de Gestão de Carregamento EVBox. (Fleet Magazine – 14.09.2021)

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7 ICCT: investimento em infraestrutura para que vendas de caminhões até 2040 possuam emissão zero

Um novo documento de trabalho do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) estima a ordem de magnitude em escala e ritmo do investimento em infraestrutura nacional necessário para atingir a meta de 100% de vendas de reboques de emissão zero (Classe 7 e Classe 8) —Elétrico a bateria e elétrico a célula de combustível — até 2040. Para caminhões elétricos a bateria, os resultados incluem o número e o tipo de estações de carregamento necessárias em cada ano. O resultado é uma estimativa do investimento inicial do setor público e privado necessário para implantar essa escala de infraestrutura de recarga e reabastecimento. (Green Car Congress – 14.09.2021)

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8 Enel SP começa a utilizar caminhão elétrico com cesto aéreo

A Enel Distribuição São Paulo (Enel SP) passou a utilizar um modelo de caminhão elétrico com cesto aéreo para auxiliar em suas operações de manutenção da rede. A empresa não informou quantos veículos deste modelo tem em sua frota. Segundo a empresa, entre as vantagens do veículo está a baixa necessidade de manutenção preventiva e corretiva, além de menor necessidade de revisão nos sistemas internos. Outro ganho destacado pela Enel está relacionado aos atributos técnicos, devido à autonomia de trabalho do veículo, que pode ser até 15% maior em comparação com os veículos de combustão. Tanto o cesto aéreo quanto o chassi do caminhão são movidos à energia elétrica, o que contribui para o aumento da eficiência energética. A concessionária de energia elétrica que atua em 24 municípios da Grande São Paulo informou que o projeto tem como objetivo direcionar esforços para ações ligadas à mobilidade elétrica e redução de emissões de carbono. (Broadcast Energia – 16.09.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Brenda Corcino e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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