IFE.ME 74

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 74 – publicado em 15 de setembro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 74 – 15 de setembro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
GESEL: Observatório de Mobilidade Elétrica
2 Espanha: Plano MOVES III promove estímulo a eletromobilidade
3 EUA: Estado de Nova York proíbe veículos a combustão a partir de 2035
4 EUA: Projeto polêmico de bônus para VEs fabricados no país
5 EUA: Novo manual de testes de bateria de pré-aplicação
6 Inglaterra: Legislação exigirá que todas as casas e escritórios recém-construídos tenham carregadores de VEs
7 China: Governo apela aos fabricantes de VEs para uma reestruturação

Inovação e Tecnologia
1 Toyota: Bateria mais eficiente e com maior vida útil
2 Reino Unido: Aplicativo busca estimular a adoção de VEs
3 StoreDot apresenta nova célula de carregamento rápido
4 Honda, Cruise e GM iniciarão programa de testes para lançamento de serviços de mobilidade de veículos autônomos no Japão
5 Rheinmetall vence competição por fornecimento de bombas elétricas de refrigeração para híbridos

Indústria Automobilística
1 São Paulo: representa um terço do mercado de eletrificados
2 Senai/Selvagem: Parceria para o desenvolvimento do 1° buggy elétrico do RN
3 MS Eletric: investimento em montadora de VEs em Uberlândia

4 Montadoras investem em projetos de baterias de estado sólido

5 DOE: EUA alcança 13,7 bilhões de milhas percorridas por VEs

6 ACEA: Necessidade de mais postos de carregamento no mercado europeu

7 Volkswagen: aluguel de VEs usados para ampliar vida útil da bateria

8 Renaut: Mégane E-TECH Elétrico representa a geração 2.0 dos elétricos

Meio Ambiente
1 Incertezas relacionadas ao impacto ambiental da extração de metais no mar
2 Laboratório de Argonne/NEMA: Parceria busca desenvolver padrões de reciclagem para baterias de ion-lítio
3 Frotas sustentáveis podem ajudar a frear aquecimento global
4 Programa DARPA EMBER busca novas abordagens para facilitar a separação e purificação de terras raras

5 Wabtec, Genesee & Wyoming pretendem descarbonizar o transporte ferroviário de mercadorias
6 Viveo começa a renovar frota com caminhões elétricos

Outros Artigos e Estudos
1 São Paulo concentra a maior parte dos eletropostos públicos do Brasil
2 Lightning eMotors/ABB: Parceria para oferecer mais carregadores rápidos a frotas comerciais e governamentais
3 L-Charge: investimento em infraestrutura de carregamento rápido
4 Portugal possui 15 carregadores elétricos por cada 100 km de estrada

5 Expansão do mercado de VEs e seu impacto no setor de níquel
6 Albemarle: Mercado de lítio crescerá cerca de 30% até 2025
7 Frost & Sullivan: Mercado de baterias de íon-lítio deve mais que duplicar até 2027


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 GESEL: Observatório de Mobilidade Elétrica

Em vídeo publicado, o coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, apresenta o relatório “Observatório de Mobilidade Elétrica“. O documento busca contribuir com a sistematização e divulgação do conhecimento, através da identificação de melhores práticas, lacunas, desafios e perspectivas para a trajetória de uma mobilidade de baixo carbono a nível nacional e internacional. Para acessar a publicação clique aqui.

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2 Espanha: Plano MOVES III promove estímulo a eletromobilidade

O Plano MOVES III, do governo espanhol, é um programa de incentivos, enquadrado no Plano Europeu de Recuperação, Transformação e Resiliência e tem como traço comum a mobilidade elétrica, promovendo tanto a aquisição de VEs plug-in e células a combustível, como a implementação de recargas infraestrutura de veículos elétricos. Além disso, com este plano o limite de veículos por empresa é aumentado (de 30 para 50 por ano), o valor do subsídio total é limitado a veículos sem sucata e o auxílio é aumentado em 10% para pessoas com mobilidade reduzida, táxis ou pessoas que residem em municípios com menos de 5.000 habitantes. No caso de pessoas físicas, o auxílio à aquisição de veículos novos é aumentado para 7.000 euros para carros elétricos que comprovem sucateamento. Estes incentivos podem ir até 9.000 euros, e 1.100 ou 1.300 euros para motos. Para as empresas, a aquisição de veículos novos sem sucata conta com um auxílio que varia entre 2.900 euros para as PMEs e 2.200 euros para as grandes empresas. Se o desmantelamento do veículo antigo for credenciado, essas bolsas chegam a 4.000 euros (PMEs) e 3.000 euros (grandes empresas). As pequenas e médias empresas podem obter subvenções de 5.000 euros e 4.000 no caso das grandes empresas. O prazo vigorará até 31 de dezembro de 2023 ou até o possível esgotamento, neste período, do valor econômico destinado a esta convocação. Se tal acontecer, o Estado dispõe de um fundo de contingência de 400 milhões de euros que irá atribuir às comunidades que antes de julho de 2022 se comprometeram com o empréstimo. (Energías Renovables – 09.09.2021)

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3 EUA: Estado de Nova York proíbe veículos a combustão a partir de 2035

A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, sancionou uma lei que proíbe a circulação e venda de veículos e caminhões leves movidos por combustão até 2035. O projeto visa, em 14 anos, erradicar os automóveis à gasolina através de uma redução gradual da frota circulando na região, com metas que se reajustam anualmente. A legislação, assinada na quarta-feira (08/09), prevê que um mínimo de 400 mil dos 2 milhões de automóveis à combustão que circulam atualmente no estado sejam substituídos por elétricos até 2030. A lei também obrigará a instalação de 10 mil pontos de recarga por energia no mesmo período, para incentivo do consumo. Caminhões e outros veículos de médio e grande porte também estão sob a mira do estado, com metas específicas para suas categorias. A Câmara de Nova York está trabalhando num projeto que exige aumentos gradativos de frotas elétricas, exigindo que até 2025 apenas automóveis de motor elétrico nestas categorias sejam comercializados. A ação se alinha ao plano do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para reduzir a emissão de gases estufa no país pela metade. A decisão do presidente é acompanhada pelas montadoras de automóveis, que converteram metade de seus lançamentos para 2030 em modelos elétricos. Em abril, Nova York, Califórnia e outros 10 estados pediram a Biden para a proibição total da venda de veículos à gasolina até 2035, porém sem resultado. (Olhar Digital – 09.09.2021)

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4 EUA: Projeto polêmico de bônus para VEs fabricados no país

Os EUA estão realmente buscando acelerar a eletrificação do mercado americano. Atualmente, há uma proposta polêmica que tramita no congresso para incentivar as vendas. O projeto de lei prevê US$ 4.500 a mais de bônus para os carros elétricos fabricados nos EUA. A ideia é que apenas produtos feitos em fábricas com trabalhadores sindicalizados ao UAW seriam beneficiados. Nesse caso, além dos US$ 7.500 já garantidos para os 200.000 carros elétricos de cada marca, o governo americano liberaria mais US$ 4.500 para os nacionais, chegando assim a um desconto de US$ 12.000. Com esse corte, alguns produtos se tornariam muito competitivos, além de incentivar os fabricantes a produzir nos EUA e ainda mais com trabalhadores filiados ao UAW. Contudo, nem todo mundo está feliz com isso. Toyota e Honda se opõem. A primeira diz que o projeto de lei discrimina “os trabalhadores americanos da indústria automobilística com base em sua escolha de não se sindicalizar”. Na Honda, a posição da empresa é de que a lei “discrimina os VEs feitos por trabalhadores automotivos americanos com base simplesmente no fato de pertencerem a um sindicato, os associados de produção da Honda no Alabama, Indiana e Ohio que vão construir nossos veículos elétricos merecem um tratamento justo e igual por parte do Congresso”. Tesla e Rivian não possuem trabalhadores sindicalizados ao UAW, mas desde janeiro, pelo menos na segunda, a intenção do sindicato americano é fidelizar todos, incluindo ainda de outras empresas novas no mercado, como a Lordstown. Por lá, existe grande debate sobre o direito do trabalhador de escolher sindicalizar-se ou não. Com essa lei, se for aprovada, a discussão será elevada para um tom ainda mais alto. (Notícias Automotivas – 11.09.2021)

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5 EUA: Novo manual de testes de bateria de pré-aplicação

Nos EUA, o Consórcio Federal para Baterias Avançadas (FCAB) lançou recentemente o “Manual de Teste de Bateria de Pré-Aplicação”. O Manual auxilia diretamente produtores e consumidores sobre uma série de testes para caracterizar desempenho, comportamento e tempo de vida útil de baterias avançadas. No desenvolvimento deste manual, várias agências federais trabalharam em uníssono em apoio ao emergente ecossistema de baterias domésticas. Os protocolos definidos no manual visam facilitar e acelerar a transferência de tecnologia de conceitos-chave relacionados ao design de células, desenvolvimento de materiais e inovações em outras áreas relacionadas a baterias avançadas. (Green Car Congress – 10.09.2021)

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6 Inglaterra: Legislação exigirá que todas as casas e escritórios recém-construídos tenham carregadores de VEs

O governo britânico apresentará legislação em 2021 que exigirá que todas as casas e escritórios recém-construídos tenham carregadores de veículos elétricos na Inglaterra. Especificamente, todas as novas residências e escritórios terão que apresentar dispositivos de carregamento “inteligentes”. Novos blocos de escritórios precisarão instalar um ponto de recarga para cada cinco vagas de estacionamento. A nova lei tornará a Inglaterra o primeiro país do mundo a exigir que todas as novas residências tenham carregadores de VE. Também aumentará a confiança em ajudar aqueles que fazem a transição dos carros a gasolina para superar a ansiedade de alcance, já que muitas casas na Inglaterra não têm estacionamento fora da via ou garagens. A proposta faz parte do movimento para aumentar rapidamente o número de carregadores em toda a Inglaterra antes da proibição do Reino Unido em 2030 de novos veículos movidos a combustíveis fósseis. Espera-se que o mandato comece em 2022. (Electrek – 10.09.2021)

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7 China: Governo apela aos fabricantes de VEs para uma reestruturação

As estatísticas do mês de abril indicaram que pelo menos 300 empresas envolvidas na produção de veículos elétricos foram registradas na China. As autoridades centrais nos últimos anos têm estimulado a compra de novos tipos de veículos por meio de subsídios, o que levou ao surgimento de muitos pequenos fabricantes. O mercado chinês de veículos elétricos tornou-se o maior do mundo. Nos últimos cinco anos, as autoridades gastaram mais de US$ 5 bilhões em subsidiar a compra de veículos desse tipo pelos cidadãos. Agora a liderança do país chegou à conclusão de que os recursos estão sendo usados de forma ineficiente e o setor precisa se consolidar. Conforme observado pela Bloomberg, um indicador chave para avaliar a eficiência da produção existente é o grau de utilização das linhas de montagem. Atualmente, esse indicador não ultrapassa 53% em média na indústria, o que significa que as capacidades existentes devem ser utilizadas de forma mais eficiente. O Ministro da Indústria e Tecnologia da Informação da República Popular da China, Xiao Yaqing, disse em uma conferência de imprensa que: “No futuro, os fabricantes de veículos elétricos devem se tornar maiores e mais fortes. Existem muitas empresas de VEs no mercado agora. Eles são geralmente pequenos e espalhados. O potencial do mercado deve ser utilizado de forma adequada, exigimos reestruturações e fusões para aumentar ainda mais a concentração”. As reformas preconizadas pelo governo chinês visam otimizar o modelo da economia nacional. Presume-se que, no nível legislativo, haverá uma exigência de um grau mínimo de carregamento do transportador e, se as empresas em uma província chinesa não cumprirem a meta, então as autorizações para a construção de novas fábricas de montagem de veículos elétricos na região não serão emitidos até que a utilização das instalações de produção existentes não aumentem para o nível padrão. (Avalanche Notícias – 13.09.2021)

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Inovação e Tecnologia

1 Toyota: Bateria mais eficiente e com maior vida útil

A Toyota prometeu que seus futuros carros elétricos terão baterias com vida útil mais longa que os modelos disponíveis no mercado. Por meio de uma conferência focada no assunto, a marca japonesa deu diversas explicações sobre baterias e eletrificação. Nesse cenário futuro, a empresa anunciou que o seu próximo SUV elétrico Toyota bZ4X e os modelos elétricos a bateria que serão lançados posteriormente terão 90% da capacidade inicial da bateria e autonomia mantidos ao longo de 10 anos de utilização. Isso quer dizer que se um carro elétrico quando novo tem uma autonomia de 500 km com uma carga, após 10 anos de uso ele ainda poderá rodar 450 km nas mesmas condições. Embora a Toyota não tenha detalhado como irá alcançar esses resultados de eficiência/vida útil mais longa, sabe-se que a marca japonesa irá aprimorar as células de íons de lítio atuais e lançar uma nova geração delas na segunda metade da década. No mesmo período, a montadora promete iniciar a introdução das primeiras baterias de estado sólido. Conforme apresentado, a empresa tem trabalhado a fundo em elementos como composição química e gerenciamento térmico mais eficiente (de forma individual para cada célula), além de um controle de qualidade mais eficiente delas. (Inside EVs – 10.09.2021)

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2 Reino Unido: Aplicativo busca estimular a adoção de VEs

O governo do Reino Unido anunciou um aplicativo gratuito chamado EV8 Switch, no Dia Mundial do VE (09/09). O app calcula quanto dinheiro os motoristas do Reino Unido poderiam economizar trocando para um elétrico em comparação com seu atual veículo a gasolina ou diesel, junto com detalhes sobre a economia de dióxido de carbono (CO2) e melhorias na qualidade do ar que poderiam alcançar. Os motoristas também podem ver quais veículos elétricos seriam os mais adequados para eles com base no veículo atual e como mudar para o elétrico pode se encaixar em seu estilo de vida atual. Aqueles com o aplicativo também podem ver quão próximos estão seus pontos de carga mais próximos e quais viagens podem ser concluídas sem a necessidade de recarregar durante o trajeto. (Electrek – 10.09.2021)

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3 StoreDot apresenta nova célula de carregamento rápido

A StoreDot, desenvolvedora de tecnologia de bateria de carregamento extremamente rápido para veículos elétricos, demonstrou um protótipo de célula de fator de forma 4680 que é totalmente carregado em apenas 10 minutos. As células de carregamento extremamente rápidas da StoreDot estão em desenvolvimento há mais de três anos. O trabalho para essas tecnologias foi iniciado na Warwick University, no Reino Unido, com a colaboração da BP, parceira estratégica da StoreDot. Foi desenvolvido aproveitando especialistas de todo o mundo. O trabalho é coberto por cinco patentes na área de design de células e usa a tecnologia de guia contínua da StoreDot. Esse projeto de célula aumenta o rendimento e aborda problemas de segurança e desempenho normalmente associados à estrutura de case rígido de células cilíndricas. O formato da célula cilíndrica 4680 requer adaptação química exclusiva para compensar maiores pressões internas, liberação de gás e prevenção de vazamento potencial. (Green Car Congress – 10.09.2021)

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4 Honda, Cruise e GM iniciarão programa de testes para lançamento de serviços de mobilidade de veículos autônomos no Japão

A Honda iniciará um programa de testes para veículos autônomos em setembro de 2021, dando um passo em direção a um negócio de serviço de mobilidade de veículos autônomos (MaaS) no Japão. A Honda está planejando lançar em colaboração com Cruise e General Motors, um programa de testes para tecnologias de serviços de mobilidade de veículos autônomos conduzido na cidade de Utsunomiya e na cidade de Haga, na província de Tochigi. Como primeiro passo para se preparar para testes completos, um mapa de alta definição da área será criado usando um veículo especializado para mapeamento. Assim que o mapa de alta definição estiver pronto, o veículo autônomo, Cruise AV, será conduzido em estradas públicas para desenvolver e testar veículos autônomos adaptados ao ambiente de tráfego e às leis e regulamentos relevantes no Japão. (Green Car Congress – 09.09.2021)

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5 Rheinmetall vence competição por fornecimento de bombas elétricas de refrigeração para híbridos

Um fabricante internacional de veículos concedeu ao grupo de tecnologia Rheinmetall um pedido importante de bombas de refrigeração CWA400. O contrato é de vários milhões de euros, sendo uma transação que marca a extensão de um contrato existente. A entrega das bombas, destinadas à instalação em veículos híbridos de luxo com motores de quatro cilindros de 2,5 litros, deve ser concluída até 2024. Os componentes foram desenvolvidos pela subsidiária da Rheinmetall Pierburg Pump Technology GmbH e serão produzidos na fábrica da empresa em Hartha, na Saxônia. No curso de seu realinhamento estratégico, a Rheinmetall identificou a eletrificação como uma megatendência global e importante impulsionador de crescimento para seus negócios. A estratégia de eletrificação está sendo perseguida em primeiro lugar pela divisão de Sensores e Atuadores – como mostrado pelo desenvolvimento contínuo das bombas de refrigeração elétrica da empresa. Adequados para motores de combustão interna híbridos e padrão, eles também podem ser usados em veículos movidos a bateria e célula de combustível. (Green Car Congress – 10.09.2021)

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Indústria Automobilística

1 São Paulo: representa um terço do mercado de eletrificados

O Estado de São Paulo lidera o mercado brasileiro de veículos eletrificados, com 34% do total de automóveis e comerciais leves emplacados em 2020. Dos 19.745 eletrificados comercializados de janeiro a dezembro do ano passado no país, nada menos do que 6.850 foram registrados pelo Detran paulista. Esse resultado é quatro vezes superior à de Minas Gerais, o segundo colocado no ranking por estados, com 1.616 unidades (8% do total). Os números são do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores, do Ministério da Infraestrutura), compilados pela ABVE. Referem-se à soma de automóveis e comerciais leves híbridos não plug-in (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e elétricos totalmente a bateria (BEV). Não incluem ônibus, caminhões e veículos elétricos levíssimos (como e-bikes, scooters, patinetes, motos etc). Dez dos 26 estados da federação (mais o Distrito Federal), concentraram 81% das vendas de veículos leves eletrificados no Brasil em 2020 (16.071, sobre o total de 19.745). As vendas foram distribuídas da seguinte forma: São Paulo: 6850 (34,6%); Minas Gerais: 1616 (8,1%); Santa Catarina: 1307 (6,6%); Paraná: 1215 (6,1%); Rio de Janeiro: 1159 (5,8%); Rio Grande do Sul: 1043 (5,2%); Distrito Federal: 936 (4,7%); Bahia: 804 (4%); Goiás: 603 (3%); e Pernambuco: 538 (2,7). (ABVE – 06.09.2021)

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2 Senai/Selvagem: Parceria para o desenvolvimento do 1° buggy elétrico do RN

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (Senai-RN) e a indústria de veículos Selvagem assinaram nesta quinta-feira, 9 de setembro, um acordo de cooperação para desenvolvimento do primeiro buggy elétrico do estado. Segundo as partes o projeto é idealizado desde 2020 e a expectativa é de ganhos ambientais, tecnológicos e econômicos para passeios turísticos no litoral nordestino. A estrutura do veículo está pronta na fábrica de 45 anos da empresa e receberá a adaptação mecânica da carcaça para implementação do motor elétrico e as baterias que irão alimentar o primeiro veículo. Questões como quando o projeto será concluído e estará nas ruas ou nas dunas potiguares só deverão ser respondidas no decorrer dos trabalhos. No entanto, aponta-se uma previsão para final de 2022 e que o veículo deverá ter uma autonomia mínima de 200 km, levando em consideração as rotas turísticas no estado. Além dos ganhos ambientais, quando finalizado, o projeto irá proporcionar uma redução de custos para 715 bugueiros credenciados pela Secretaria de Turismo do estado, atuando nos municípios pólos de Baía Formosa, Tibau do Sul, Natal e Extremoz. O desenvolvimento do primeiro buggy elétrico na indústria potiguar integra o Projeto Verena, que o Senai-RN e o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) executam desde 2018 no Brasil com a Câmara de Indústria e Comércio da cidade de Trier, da Alemanha. A iniciativa também conta com a colaboração do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). (CanalEnergia – 09.09.2021)

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3 MS Eletric: investimento em montadora de VEs em Uberlândia

O prefeito Odelmo Leão visitou, na tarde da quinta-feira (09/09), as instalações de uma empresa de mobilidade sustentável que irá investir mais de R$ 30 milhões. Durante o encontro, a MS Eletric anunciou um projeto de construção de uma montadora de veículos elétricos na cidade, o que irá gerar aproximadamente 100 empregos diretos e mais 300 indiretos. Também estiveram presentes a Secretária Municipal de Agronegócio, Economia e Inovação, Thalita Jorge, e representantes da empresa. O grupo acredita que o projeto pode tornar a cidade de Uberlândia precursora no mercado de VEs, que ainda é pouco explorado no mercado brasileiro, sobretudo no interior do país. Eles acreditam ainda que a posição estratégica da cidade pode contribuir para que essa expectativa se conclua. A empresa surgiu através de um grupo de empresários e do empenho das irmãs Nayara Esteves e Lara Esteves, que juntos desenvolveram o novo modelo de negócios para a cidade, além de dar continuidade do trabalho desenvolvido pelos pais, Sebastião Esteves Fernandes e Márcia Martins Fernandes, fundadores da MS Automóveis, que serviu como base para a criação da MS Eletric. (Prefeitura de Uberlândia – 09.09.2021)

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4 Montadoras investem em projetos de baterias de estado sólido

A Toyota é uma das primeiras interessadas a produzir baterias de estado sólido em massa. A montadora disse que está tentando melhorar sua curta vida útil, mas ainda pretende começar a produzir no meio da década de 2020. Além da pesquisa interna da Toyota, ela se associou à Panasonic para desenvolver esses pacotes de força através do empreendimento Prime Planet Energy & Solutions Inc. Já a Volkswagen investiu na empresa americana de baterias QuantumScape, apoiada por Bill Gates, que pretende lançar sua bateria em 2024 para veículos elétricos da Volkswagen e, eventualmente, para outras montadoras. A VW diz que a bateria oferecerá cerca de 30% a mais de alcance do que uma bateria convencional e carregará até 80% da capacidade em 12 minutos, o que é menos da metade do tempo de carregamento mais rápido das baterias de células de íon de lítio disponíveis atualmente. A Stellantis, formada em janeiro pela fusão da montadora ítalo-americana Fiat Chrysler e da francesa PSA, tem um empreendimento denominado Automotive Cells with TotalEnergies e uma parceria com a chinesa Contemporary Amperex Technology. A Stellantis pretende lançar baterias de estado sólido até 2026. A Ford e a BMW investiram na startup Solid Power, que afirma que sua tecnologia de estado sólido pode fornecer 50% mais densidade de energia do que as baterias de íon-lítio atuais. A Ford espera reduzir os custos da bateria em 40% até meados da década. A Hyundai, que investiu na startup SolidEnergy Systems, planeja produzir em massa baterias de estado sólido em 2030. Já a Samsung SDI, uma afiliada da Samsung Electronics, está trabalhando no desenvolvimento de baterias de estado sólido. A líder de mercado entre os elétricos, a Tesla, até agora não disse se deseja desenvolver ou usar baterias de estado sólido em seus carros. (UOL – 13.09.2021)

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5 DOE: EUA alcança 13,7 bilhões de milhas percorridas por VEs

O departamento de energia norte-americano publicou um recente estudo tratando do número de milhas percorridas por veículos elétricos (eVMT). O número de milhas tem aumentado a cada ano desde a introdução dos primeiros veículos plug-in do mercado de massa no final de 2010. A partir de 2014, o veículo totalmente elétrico anual eVMT excedeu o do híbrido elétrico plug-in veículos nos EUA, atingindo um novo recorde de quase 10 bilhões de milhas em 2020. Entre 2015 e 2020, o eVMT de todos os veículos elétricos plug-in mais do que quadruplicou. (Green Car Congress – 09.09.2021)

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6 ACEA: Necessidade de mais postos de carregamento no mercado europeu

Dados obtidos pela ACEA (Associação Europeia dos Construtores de Automóveis), apontam que existem países na Europa que não possuem sequer um ponto de carregamento elétrico em mais de 100 km de estrada. Além disso, e com exceção da Hungria, todos estes países têm uma quota de mercado de veículos elétricos (VE) abaixo dos 3%. No fundo da tabela, com menos carregadores por 100 km, estão a Lituânia e Grécia (com 0.2 carregadores por 100 km), Polónia (0.4), Letónia (0.5) e Roménia (0.5). Eric-Mark Huitema, diretor-geral da ACEA, analisa os dados e diz que, se não houver suficientes pontos de carregamento nas estradas europeias, os consumidores não vão poder mudar para VE. “Um cidadão grego, lituano, polaco ou romeno ainda tem de viajar 200 km ou mais para encontrar um carregador”, afirma Eric-Mark. (Fleet Magazine – 10.09.2021)

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7 Volkswagen: aluguel de VEs usados para ampliar vida útil da bateria

A Volkswagen está se preparando para lançar uma pequena revolução que afetará todos os seus carros elétricos. A ideia que está ganhando forma é alugar os carros a bateria usados da empresa. O objetivo é manter o controle das baterias, de acordo com uma perspectiva de sustentabilidade. O CEO, Herbert Diess, deu a entender esse plano durante o Salão de Munique. “Hoje acreditamos que a vida útil da bateria é de cerca de 1.000 ciclos de carga e 350.000 km, então é provável que os acumuladores possam durar mais do que o carro. Queremos recuperá-los para não produzirmos novos”. Na prática, a Volkswagen planeja explorar carros usados e depreciados, mas ainda com um bom valor residual e baterias ainda em funcionamento, a começar pelo leasing. Desta forma, o aluguel de longo prazo pode ser uma solução conveniente tanto para os motoristas quanto para a própria empresa. O executivo continuou dizendo que a experiência da VW mostrou como os carros elétricos no fim da vida útil costumam ter um valor mais alto do que seus equivalentes movidos a gasolina. O crédito também vai para 70-80% da capacidade de carga residual mantida pela bateria. As palavras do CEO, muito ativo em Munique pela frente da descarbonização, se somaram às de Scott Keogh, chefe do Grupo nos EUA, que deu mais alguns detalhes sobre as mudanças da empresa: o plano, disse ele, já está na mesa e permite manter os IDs usados ‘vivos’ por mais 8 anos. Depois disso, os carros devem ser devolvidos à montadora para permitir a retirada e reciclagem dos acumuladores, ou sua reutilização, por exemplo, em sistemas de energia domésticos. (Inside EVs – 11.09.2021)

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8 Renaut: Mégane E-TECH Elétrico representa a geração 2.0 dos elétricos

A Renault apresentou o novo Mégane E-TECH Elétrico. O modelo 100% elétrico dá assim continuidade a uma história francesa que conta já com mais de 400 mil carros elétricos vendidos e dez mil milhões de quilómetros zero emissões. O Renault Mégane E-TECH Elétrico é um dos primeiros filhos da “Renaulution” e o primeiro modelo a ser 100% ‘Made in ElectriCity’, o novo polo industrial do grupo Renault localizado no norte de França. O primeiro dos elétricos da Geração 2.0 da Renault já está disponível para pré-encomenda, mas as encomendas propriamente ditas só abrirão em fevereiro de 2022. As vendas, essas, começam em março de 2022. O novo Mégane E-TECH Elétrico é um automóvel do segmento C que, segundo a Renault, faz parte de um ecossistema onde o automóvel representa uma plataforma de hardware que acolhe software de última geração para a uma conectividade otimizada. Esta é a era do VaaS (Vehicle as a Service). Uma das características do Mégane E-TECH Elétrico é a capacidade que tem de alimentar a rede energética graças à tecnologia V2G (veículo-para-rede). O novo Mégane é compatível com infraestruturas de carregamento AC de 2,3 kW monofásicas até 22 kW trifásicas. Dependendo da versão, o Mégane E-TECH Elétrico pode ser utilizado em infraestruturas de carregamento DC de até 130 kW (tomadas combinadas). (Fleet Magazine – 13.09.2021)

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Meio Ambiente

1 Incertezas relacionadas ao impacto ambiental da extração de metais no mar

O fundo do mar é um lugar rico em metais essenciais para a fabricação de baterias para VEs. Com o aumento da demanda por esses materiais, a indústria cogita transformar as planícies oceânicas em imensos campos de mineração. Os primeiros pedidos de exploração comercial devem ser apresentados nos próximos dois anos, apesar das regulamentações incompletas e da falta de estudos mais precisos sobre os impactos ambientais dessa atividade. Por um lado, os defensores da indústria dizem que obter minerais oceânicos seria mais seguro para os trabalhadores do que a mineração convencional, além de representar uma pegada de carbono menor ao evitar o desmatamento, tornando-se a melhor opção para a escassez de minerais usados na fabricação de veículos elétricos. Já os cientistas dizem que os dados sobre essas regiões oceânicas são insuficientes para avaliar as consequências na biodiversidade marinha. Para os especialistas, a melhor opção de preservação ambiental seria abandonar as minerações marinhas e terrestres e investir na reciclagem de produtos eletrônicos para garantir a coleta de materiais essenciais. Diante de tantas incertezas, cientistas, grupos conservacionistas e algumas empresas fabricantes de baterias querem impedir a mineração em alto-mar. Em março deste ano, as montadoras BMW e Volvo, além da Samsung e do Google, se comprometeram a não comprar minerais extraídos do fundo dos oceanos. (CanalTech – 10.09.2021)

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2 Laboratório de Argonne/NEMA: Parceria busca desenvolver padrões de reciclagem para baterias de ion-lítio

O desenvolvimento e a produção de baterias de íon-lítio estão aumentando rapidamente em todo o mundo, mas não há um padrão quando se trata de designs, materiais e produtos químicos de baterias, o que afeta a capacidade de reciclagem das baterias de íon-lítio. Mas isso pode estar prestes a mudar nos EUA. O Laboratório Nacional de Argonne do Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciou ontem a assinatura de um memorando de entendimento com a National Electrical Manufacturers Association (NEMA), que representa os fabricantes de armazenamento de energia dos EUA. A Argonne e a NEMA trabalharão juntas para desenvolver padrões de reciclagem para baterias de íon-lítio a fim de ajudar os fabricantes a entender quais materiais e designs serão mais recicláveis. Jeff Spangenberger, líder do grupo de P&D de reciclagem de materiais em Argonne e diretor do ReCell Center, disse: “Os padrões podem fornecer aos recicladores uma linha de base para a quantidade de material e, por sua vez, quanto de receita, eles podem esperar recuperar de uma bateria. Eles também podem ajudar os fabricantes a entender quais materiais e designs podem ser mais recicláveis, o que pode informar sua pesquisa e desenvolvimento”. (Electrek – 08.09.2021)

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3 Frotas sustentáveis podem ajudar a frear aquecimento global

Esforços para reduzir a emissão de gases de efeito estufa já estão na agenda da indústria automobilística global, e o Brasil vem aos poucos se integrando a essa realidade. Algumas empresas, principalmente de grande porte, estão anunciando a renovação de suas frotas rumo à meta de zerar ou reduzir emissões de gases de efeito estufa. A Seara, da JBS, é uma delas. Este ano, a companhia iniciou o transporte com um caminhão 100% elétrico e com emissão zero de gases poluentes. O modelo, com tecnologia importada, é o primeiro a rodar na indústria de alimentos refrigerados do Brasil, segundo a empresa. Para se ter ideia do impacto, a cada veículo urbano de carga (VUC) – utilizado atualmente e movido a diesel – retirado das ruas, cinco toneladas de monóxido de carbono deixam de ser emitidas mensalmente, o que equivale ao plantio de 35 árvores para neutralizar suas emissões. A JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo e líder no setor de proteína, assumiu em março o compromisso de se tornar Net Zero até 2040. O novo caminhão da Seara começou operando em Santa Catarina. Ele tem autonomia para rodar até 150 quilômetros, e o tempo de recarga da bateria dura em média quatro horas. (Exame – 10.09.2021)

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4 Programa DARPA EMBER busca novas abordagens para facilitar a separação e purificação de terras raras

Um novo programa da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) – Micróbios Ambientais como um Recurso de BioEngenharia procura desenvolver novas tecnologias de base biológica para superar os principais desafios enfrentados pelo fornecimento doméstico de Elementos de Terras Raras (REEs) essenciais para os EUA e o Departamento de Defesa (DoD). Embora os EUA tenham recursos domésticos de REE, sua cadeia de suprimentos é vulnerável devido à dependência de entidades estrangeiras para a separação e purificação desses elementos. O programa EMBER irá alavancar a diversidade, especificidade e personalização da microbiologia ambiental para permitir novos métodos de biominação para a separação, purificação e conversão de REEs em formas prontas para fabricação. (Green Car Congress – 09.09.2021)

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5 Wabtec, Genesee & Wyoming pretendem descarbonizar o transporte ferroviário de mercadorias

A Wabtec, fornecedora líder global de equipamentos, sistemas, soluções digitais e serviços de valor agregado para as indústrias de transporte ferroviário de carga e trânsito, bem como os mercados de mineração, marítimo e industrial, assinou um memorando de entendimento (MOU) com a Carnegie Mellon University (CMU), que formaliza o objetivo conjunto de criar tecnologias que descarbonizarão o transporte ferroviário de carga, melhorarão a segurança do frete e gerarão maior utilização da rede ferroviária. A ideia é buscar estratégias de carga de hidrogênio e bateria de emissão zero. Os anúncios, dessa parceria são baseados em uma visão conjunta de construir uma rede de transporte de carga mais sustentável. (Green Car Congress – 11.09.2021)

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6 Viveo começa a renovar frota com caminhões elétricos

A Viveo acaba de dar o pontapé inicial para a renovação de parte da sua frota de caminhões, que passará a ser composta por veículos elétricos. O processo de substituição vai até 2024. Na última semana, a empresa recebeu os quatro primeiros caminhões movidos a eletricidade da JAC Motors, que devem rodar a partir de outubro. No total, devem ser adquiridos 42 veículos que renovarão o last mile, o último processo na etapa de entrega dos produtos, que atendem a Grande São Paulo. O investimento faz parte de um plano de governança ambiental desenhado pela empresa, no valor de R$ 65 milhões para os próximos três anos. Controlada pela família Bueno, fundadora da Amil, a empresa entrou recentemente para a Bolsa. O conglomerado possui negócios responsáveis por distribuir todo tipo de insumos e soluções hospitalares, desde produtos como luvas e medicamentos, passando por vacinas, até processos de gestão e logística. (Veja – 13.09.2021)

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Outros Artigos e Estudos

1 São Paulo concentra a maior parte dos eletropostos públicos do Brasil

Em março de 2021, cerca de 500 eletropostos públicos e semipúblicos no Brasil apurados pela Tupinambá/ABVE estavam assim distribuídos por estado: São Paulo: 31% do total; Santa Catarina: 11,03%; Rio de Janeiro: 9,31%; Paraná: 7,93%; Distrito Federal: 7,59%; Minas Gerais: 6,21%; Espírito Santo: 2,76%; Rio Grande do Sul: 2,07%; Pernambuco: 1,72%; Goiás: 1,03%; Bahia: 0,34%; Mato Grosso: 0,34%; e Mato Grosso do Sul: 0,34%. Foram considerados eletropostos públicos aqueles instalados em parques, ruas e praças. Semipúblicos são os de shoppings, áreas de estacionamentos privados, pátios de redes de lanchonetes, postos de abastecimento etc, ou seja, estabelecimentos privados com livre acesso para qualquer veículo elétrico ou híbrido plug-in. (ABVE – 07.09.2021)

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2 Lightning eMotors/ABB: Parceria para oferecer mais carregadores rápidos a frotas comerciais e governamentais

A Lightning eMotors, fornecedora de veículos elétricos comerciais especializados para frotas, e a ABB anunciaram uma parceria para oferecer carregadores de veículos elétricos rápidos DC para veículos elétricos comerciais da frota. A Lightning Energy fornece soluções de recarga para frotas comerciais e governamentais. Como parte do acordo, a Lightning Energy venderá os sistemas de carregamento rápido DC da ABB sob a marca Lightning Energy. Os carregadores rápidos DC totalmente interoperáveis, projetados e construídos pela ABB, são equipados com conectividade ininterrupta para permitir serviços remotos abrangentes e compatibilidade com cada sistema de recarga de frota individual. (Green Car Congress – 10.09.2021)

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3 L-Charge: investimento em infraestrutura de carregamento rápido

A L-Charge, fabricante russa de infraestrutura de carregamento rápido para veículos elétricos, levantou um investimento de US $ 1,5 milhão. Os fundos vieram de investidores privados atraídos pela capacidade de carregar um veículo elétrico com potência suficiente para 100 km em apenas 3-8 minutos usando uma célula de combustível de hidrogênio ou gerador elétrico a gás natural. A L-Charge começou antes a operação de teste da estação de carregamento móvel mais rápida do mundo em Moscou e tem planos para desenvolver redes em Paris, Berlim, Nova York, Amsterdã e Londres. Em julho, a L-Charge apresentou sua estação de carregamento móvel rápido para veículos elétricos e lançou sua operação de teste em Moscou. A estação pode ser convocada por meio de um bot do Telegram e atualmente está disponível no anel viário de Moscou. O objetivo é avaliar o nível de demanda do serviço na cidade e fazer o ajuste fino da tecnologia. (Green Car Congress – 13.09.2021)

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4 Portugal possui 15 carregadores elétricos por cada 100 km de estrada

Uma aposta de Portugal clara na mobilidade elétrica que, nas palavras de Nuno Bonneville, diretor de Desenvolvimento da Rede da Mobiletric, já é “uma aposta vencedora”. Portugal é mesmo um dos únicos países da União Europeia com mais de dez carregadores elétricos por cada 100 km de estrada (são apenas quatro). Na tabela dos países com mais carregadores elétricos por 100 km, Portugal é apenas ultrapassado pelos Países Baixos (47.5), Luxemburgo (34.5) e Alemanha (19.4). Os dados, recolhidos pela Associação Europeia dos Construtores de Automóveis (ACEA), revelam que, em toda a União Europeia, há pelo menos dez países que não têm um único ponto de carregamento elétrico em 100 km de estrada. (Fleet Magazine – 10.09.2021)

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5 Expansão do mercado de VEs e seu impacto no setor de níquel

A demanda por níquel, que é usado nas baterias mais potentes para carros elétricos e será essencial para veículos maiores, deverá multiplicar-se por 19 até 2040, caso o mundo atinja as metas do Acordo de Paris sobre o clima, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). A maior parte do aumento na oferta previsto para esta década, deverá vir da Indonésia, um mercado onde a eletricidade é em grande medida gerada por carvão e onde as empresas chinesas vêm desenvolvendo projetos de processamento de níquel. O quadro deu início a uma corrida para garantir novas fontes de suprimento, já que as empresas dos países desenvolvidos são obrigadas a reduzir drasticamente suas pegadas de carbono. “Podemos ver um aumento nas fusões e aquisições no [setor de] níquel sendo alimentada pela necessidade de níquel sustentável e de níquel que esteja fora da cadeia produtiva chinesa”, disse Steve Brown, que trabalha como consultor especializado em níquel. Além disso, montadoras de automóveis no mundo estão dispostas a pagar a mais pelo níquel produzido de forma sustentável. A partir de 2024, a União Europeia propôs que sejam vendidas na Europa apenas baterias com declaração da pegada de carbono, o que dificultaria o uso de suprimentos da Indonésia. O governo de Joe Biden também tem interesse em desenvolver uma cadeia de abastecimento na América do Norte para minerais como o níquel, segundo o executivo-chefe da Talon Metals, Henri van Rooyen. (Valor Econômico– 14.09.2021)

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6 Albemarle: Mercado de lítio crescerá cerca de 30% até 2025

O Grupo Albemarle, produtor líder global de soluções de lítio, bromo e catalisador, espera que a demanda da indústria de lítio alcance 1,14 milhão de MT LCE (carbonato de lítio equivalente) até 2025 impulsionada pelo aumento dos volumes de vendas de VE e tamanhos de baterias. Com a redução dos custos da bateria e a melhoria do desempenho, há uma necessidade crescente de lítio de alta qualidade. A segurança do fornecimento é essencial para garantir o investimento global na eletrificação de veículos, disse a empresa durante uma apresentação aos investidores. Albemarle disse que o crescimento projetado na demanda de lítio não pode ser atendido sem alavancar os maiores e mais concentrados recursos do mundo. (Green Car Congress – 13.09.2021)

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7 Frost & Sullivan: Mercado de baterias de íon-lítio deve mais que duplicar até 2027

A Frost & Sullivan projeta que o mercado global de materiais de bateria de íon-lítio atingirá US $ 51,60 bilhões em 2027, ante US $ 18,75 bilhões em 2020, a uma taxa composta de crescimento anual de 15,6% (CAGR). Os avanços em produtos químicos e tecnologias de bateria, aumento nas vendas de VEs, a evolução do cenário regulatório e o aumento das preferências dos consumidores em relação aos VEs estão acelerando o crescimento do mercado em todo o mundo. Incentivos e subsídios governamentais para VEs, especialmente na Europa, regulamentos e legislações cada vez mais rigorosos relativos às emissões de CO2 e ofertas de produtos competitivos continuam a ser os principais impulsionadores das vendas globais de VEs. Porém, o impulso contínuo para veículos de longo alcance e baterias de alta densidade de energia acarreta uma mudança em direção a químicas de cátodo com maior teor de níquel, substituição parcial de grafite por compostos de silício em anodos, incorporação de aditivos funcionais em eletrólitos, aumentando a demanda por mais fino, alto separadores de resistência térmica e a necessidade de materiais aglutinantes mais seguros a médio prazo. (Green Car Congress – 12.09.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Brenda Corcino e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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