IFE.TEX 53

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 53 – publicado em 09 de setembro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

l

IFE: nº 53 – 09 de setembro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética e ESG
1
Programa Copel Volt busca startups para inovação aberta
2 Energias renováveis da Argentina atingem participação recorde de 24,7% em agosto
3 Wood Mackenzie: fonte nuclear necessita de US$ 2 tri em investimentos para descarbonização
4 Energias renováveis representam 92% da nova capacidade de geração elétrica dos EUA no 1º semestre
5 Horário de verão e geração centralizada podem ajudar em crise energética
6 CenterPoint Energy: 335 MW de energia renovável no sudoeste de Indiana
7 Enphase Energy e GRID renovam parceria aumentando o acesso à energia solar
8 Estratégias de ESG impactam resultados e o nível de emissões
9 Diversificação da matriz sustenta as metas ambientais
10 Comissão do Senado aprova PL para eólica e solar em assentamentos da reforma agrária
11 Renováveis recebem autorização para teste e operação comercial
12 China: eólica e solar abastecerão o crescimento das energias renováveis para 1,77 TW até 2030

Geração Distribuída
1 Audiência irá discutir critérios de contratação de energia em Chamada Pública de Geração Distribuída
2 Energia solar atinge 10 GW no Brasil
3 Neoenergia inicia operação de quatro sistemas de minigeração solar em PE
4 Levantamento da Greener aponta que preço do módulo fotovoltaico teve alta em julho
5 Esfera Energia compra Norten, de geração distribuída
6 Localiza avança em projeto de geração solar visando a sustentabilidade
7 Regras para GD devem estimular investimentos
8 França: Aprovado apoio de € 5,7 bilhões para produção de eletricidade a partir de pequenas instalações solares em edifícios

Armazenamento de Energia
1 EUA adicionaram 5.620 MW de energia eólica, solar e armazenamento de bateria no 2T
2 Armazenamento de bateria nas operações de varejo de eletricidade da Tesla no Texas
3 Sungrow fornecerá solução solar com armazenamento para projeto no Egito

4 Generac: capacidade de vender energia de volta à rede para sistemas de armazenamento

5 Com o boom do armazenamento de bateria, investidores gastam muito em startups

6 RWE desenvolverá projeto solar com armazenamento de 200 MW no Texas

Veículos Elétricos
1 Reiter Log investe em veículos sustentáveis para atender a entregas da “última milha”
2 Combinação dos VEs e painéis fotovoltaicos pode beneficiar ambos os setores
3 São Paulo: Nova lei aquece mercado de recarga de veículos
4 Japão tem mais estações de recarga do que carros elétricos

5 Nigeriano desenvolve sistema de auto carregamento para veículos elétricos
6 Carregadores de carros elétricos estão vulneráveis e podem levar a apagão geral
7 Mato Grosso do Sul: Projeto pode implementar programa de incentivo a carros elétricos e híbridos
8 Siemens produzirá 1 milhão de carregadores EV para o mercado dos EUA até 2025

9 EUA: NRG Energy lança estudo sobre os planos das organizações para eletrificar suas frotas

10 EUA: companhia americana de geração de eletricidade faz planejamento para construir infraestrutura de VE na Geórgia

Gestão e Resposta da Demanda
1 MME divulga regras para redução voluntária de demanda de energia elétrica
2 Indústria pesa benefícios e limitações para adesão ao programa de redução de energia
3 GESEL: Inclusão do consumo residencial para poupar energia mostra que oferta esgotou
4 Consumidor terá meta para poupar energia

5 Entergy Texas conclui implantação de medidores inteligentes mais avançados
6 Bônus na conta de luz beneficiará quem reduzir entre 10% e 20% o consumo
7 Atraso e incertezas reduzem adesão das indústrias ao plano de economia de energia do governo
8 Varejista australiana avalia implementação de modelo de negócios Vehicle-to-Home

Eficiência Energética
1 Enel lança Chamada Pública de projetos de eficiência energética
2 Energisa realiza chamada pública para projetos de eficiência energética
3 EPE divulga relatório final do Balanço Energético Nacional 2021 ano base 2020

Microrredes e VPP
1 As microrredes devem fazer parte da descentralização da eletricidade
2 G&W Electric desenvolve microrrede com painel solar bifacial, bateria de fluxo e outras tecnologias de ponta

Tecnologias e Soluções Digitais
1 Copel inicia programa Rede Elétrica Inteligente em novas cidades
2 Blockchain leva agilidade à comercialização
3 Innowatts e Kaluza fazem parceria para transformação de serviços públicos junto a tecnologias digitais
4 Tendências de Inteligência Artificial estão em alta na integração de energias distribuídas

5 EUA: Serão implantados 1,2 milhão de medidores inteligentes para concessionárias de serviços públicos nos Estados Unidos
6 Redes de energia inteligentes terão um grande benefício na transição energética

Segurança Cibernética
1 Perdas com ataques cibernéticos crescem e acendem um alerta global
2 EUA: Administração Biden amplia iniciativa de segurança cibernética conduzida pelo setor elétrico
3 EUA: Gigante do setor elétrico elogia publicamente atuação do presidente Biden após cúpula de Segurança Cibernética
4 Segundo especialista, empresas de energia não estão implementando práticas básicas de segurança cibernética

5 EUA: Cúpula de Segurança Cibernética da Casa Branca busca definir prioridades

Artigos e Estudos
1 TDSE GESEL Nº 103: “Segurança Cibernética do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios Regulatórios e Tecnológicos”
2 Artigo: “Tecnologia como fator de competitividade para empresas de utilidades públicas”
3 Artigo GESEL: “Tomada de Subsídios nº 011/2021 da ANEEL e a modernização da regulação do Setor Elétrico Brasileiro”
4 Artigo: “Crise energética: é hora de falar sobre os carros elétricos?”


 

 

Transição Energética

1 Programa Copel Volt busca startups para inovação aberta

A Copel está lançando o programa de inovação aberta Copel Volt nesta segunda-feira, 23 de agosto. O projeto é voltado a startups nacionais e internacionais e contará com investimentos de R$ 1,5 milhões para financiar provas de conceito e gerar soluções direcionadas ao mercado de energia. A iniciativa pode resultar em novos negócios tanto para a companhia como para as startups contempladas. As inscrições podem ser feitas pelo site da Copel durante o período de 23 de agosto a 4 de outubro. Depois de uma análise e uma seleção preliminar, as startups escolhidas irão para a etapa do pitch-day, na qual poderão demonstrar as propostas de soluções à Copel. O anúncio dessa seletiva acontece em 27 de outubro. Para acompanhar todas as fases do processo, clique aqui. (CanalEnergia – 23.08.2021)

<topo>

2 Energias renováveis da Argentina atingem participação recorde de 24,7% em agosto

Segundo o governo argentino, as usinas de energia renovável do país geraram energia suficiente para atender a 24,72% da demanda de energia no atacado às 17:05, horário local em 22 de agosto, atingindo um novo recorde nacional. Naquele momento, as fontes renováveis de energia geravam 3.166,39 MW, acrescentou o governo argentino, citando os dados do administrador do mercado atacadista de eletricidade CAMMESA. O recorde anterior foi estabelecido às 05:50 em 10 de julho de 2021, quando as energias renováveis atenderam a 24,11% da demanda. Os parques eólicos foram os maiores contribuintes em 22 de agosto, respondendo por 71,46% do total de energia renovável produzida. Em segundo lugar, encontra-se a energia solar com 19,39%, seguida pela bioenergia com 5,6% e pelas pequenas centrais hidrelétricas (PCH) com 3,55%. (Renewables Now – 24.08.2021)

<topo>

3 Wood Mackenzie: fonte nuclear necessita de US$ 2 tri em investimentos para descarbonização

A energia nuclear está em uma encruzilhada, que pode ser fundamental no movimento global de descarbonização da matriz. Enquanto alguns países estão avançando com planos de eliminação destas usinas, outros – especialmente a China – estão expandindo rapidamente as frotas de reatores. Segundo análise da consultoria Wood Mackenzie, o mundo precisaria de US$ 2 trilhões em investimentos para construir uma nova capacidade de energia que resulte na descarbonização da geração e que mantenha as temperaturas médias bem abaixo de 2ºC. Diante desse cenário, a Wood Mackenzie considera que os chamados reatores modulares de pequeno porte (SMRs, na sigla em inglês), são uma opção, ao lado da captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e hidrogênio. Os SMRs, normalmente dentro da faixa de 150-450 MW, oferecem uma solução potencial, pois são mais baratos, rápidos e fáceis de construir. Outra vantagem é a necessidade de um investimento inicial menor para a construção de possibilidades direcionadas ao aproveitamento das conexões de transmissão à medida que mais usinas movidas a combustíveis fósseis são desativadas em todo o mundo. (CanalEnergia – 25.08.2021)

<topo>

4 Energias renováveis representam 92% da nova capacidade de geração elétrica dos EUA no 1º semestre

De acordo com uma análise realizada pela SUN DAY Campaing de dados recentemente divulgados pela Federal Energy Regulatory Commission (FERC) e pela US Energy Information Administration (EIA), fontes renováveis de energia dominaram as novas adições à capacidade de geração elétrica dos EUA. Nesse contexto, observou-se um aumento de sua contribuição para a produção elétrica do país no primeiro semestre de 2021. As principais conclusões do último relatório mensal de “Atualização da infraestrutura de energia” da FERC, com dados até 30 de junho de 2021, revelam que as fontes renováveis de energia foram responsáveis por 91,6% dos 11.940 MW de nova capacidade adicionada durante o primeiro semestre deste ano. A energia eólica liderou as adições de capacidade, com 5.617 MW, seguida de perto pela solar, com 5.279 MW. (Renewables Now – 25.08.2021)

<topo>

5 Horário de verão e geração centralizada podem ajudar em crise energética

O governo não deve desperdiçar nenhuma contribuição para reduzir o consumo de energia e a volta do horário de verão, mesmo sendo uma ajuda pequena, não deve ser desprezada, avalia o professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, Marcos Freitas. De acordo com Freitas, o governo poderia também acionar a geração centralizada à óleo diesel, que apesar de igualmente cara devido ao preço do combustível, poderia fornecer um alívio no horário de pico. “Empresas, indústria, hospitais, todos têm geração centralizada por segurança que, somados, podem chegar a 6 gigawatts. O governo poderia dar um incentivo econômico para que utilizassem essa geração”, exemplifica. Segundo o professor, as medidas apresentadas pelo governo até o momento são inócuas, principalmente o anúncio de redução do consumo dos prédios públicos, já que a maioria ainda se encontra em home office. Apesar de bem-vinda, a redução por parte dos consumidores residenciais, na avaliação do professor, só acontecerá por estímulo econômico e mesmo assim será limitada. Isso porque, com a alta do preço da energia, a maioria dos consumidores residenciais já reduziram sua demanda. (Broadcast Energia – 26.08.2021)

<topo>

6 CenterPoint Energy: 335 MW de energia renovável no sudoeste de Indiana

A CenterPoint Energy anunciou hoje (25) que seu negócio de eletricidade e gás natural com sede em Indiana, CenterPoint Energy Indiana South, entrou com um pedido de aprovação da Indiana Utility Regulatory Commission (IURC) para celebrar dois contratos de compra de energia (PPAs) por 335 MW adicionais de energia solar, como parte do plano de transição de geração elétrica de longo prazo da empresa. A empresa está solicitando aprovação para comprar 185 MWs de energia solar, sob um PPA de 15 anos, da Oriden. A Oriden está desenvolvendo um projeto solar em Vermillion County, e 150 MWs de energia solar, sob um PPA de 20 anos, da Origis Energy. Esta, por sua vez, desenvolve um projeto solar em Knox County. Sujeito às aprovações necessárias, os dois projetos solares devem estar em funcionamento até 2023. (Energy Electric Online – 27.08.2021)

<topo>

7 Enphase Energy e GRID renovam parceria aumentando o acesso à energia solar

A Enphase Energy Inc., uma empresa global de tecnologia de gestão de energia e fornecedora líder mundial de sistemas de armazenamento e energia solar baseados em microinversores, anunciou a renovação da sua parceria com a GRID Alternatives, uma organização sem fins lucrativos que fornece acesso à energia limpa, acessível e renovável, transporte e empregos para comunidades desfavorecidas economicamente e ambientalmente. A Enphase continuará fornecendo sua tecnologia de microinversores líder do setor como parte da parceria, para ajudar a GRID a cumprir sua missão de acelerar uma transição rápida e equitativa para um mundo movido a energia renovável. As casas envolvidas no projeto terão uma economia vitalícia estimada de mais de US $ 220 milhões e ajudarão a prevenir quase 450.000 toneladas de emissões de gases de efeito estufa. “Estamos satisfeitos em continuar nossa parceria com a GRID Alternatives, em apoio à nossa missão de promover um futuro sustentável para todos”, disse Badri Kothandaraman, presidente e diretor executivo da Enphase Energy. (Energy Electric Online – 27.08.2021)

<topo>

8 Estratégias de ESG impactam resultados e o nível de emissões

Companhias como a Cosan, a 2W, a Focus Energia, a Raízen e a ISA CTEEP, que adotaram o tripé da agenda ESG, sigla em inglês que se refere às boas práticas ambientais, sociais e de governança, exibem resultados positivos de suas estratégias. Como exemplo disso, encontram-se a captação de recursos no mercado de capitais e a melhor qualidade do portfólio de projetos, cada vez mais verdes. Em geral, os efeitos acarretados são: a diminuição gradual de emissões de gases de efeito-estufa e a maior transparência. Em alguns anos, espera-se uma redução de tarifas, uma democratização e um crescimento do mercado livre, no qual consumidores poderão escolher o fornecedor e a fonte de energia a ser contratada. Hoje, o segmento industrial é responsável por 19% das emissões de carbono no Brasil, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). As ações em curso visam reduzir tais impactos, através de mudanças expressivas nas operações de geração, distribuição e comercialização do setor elétrico com a ampliação dos princípios ESG. Com a implementação dessas estratégias, uma maior participação de fontes limpas na matriz brasileira evitaria o uso de combustíveis fósseis em momentos como o atual. (Valor Econômico – 30.08.2021)


<topo>

9 Diversificação da matriz sustenta as metas ambientais

A crise hídrica esquentou o debate sobre a diversificação da matriz renovável, como meio de garantir a segurança energética, reduzindo a dependência por hidrelétricas. “Os recursos hídricos têm uso múltiplo e temos de discutir alternativas energéticas com a consciência de que podemos precisar de água para outros fins”, comenta Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Para Gannoum, repensar o papel das usinas hidrelétricas não significa cortá-las da matriz, mas trabalhar com a complementaridade delas. Um exemplo disso, é o avanço da geração eólica mostrando a possibilidade de estruturar a oferta dessa fonte juntamente com agregação de energia limpa. A inserção das usinas eólicas evitou a emissão de 21,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Nesse contexto, o potencial dos recursos naturais para gerar energia renovável e limpa foi mapeado pelo Plano Nacional de Energia 2050. Para o Brasil, o estudo aponta que a expansão da oferta e de consumo ocorrerá de forma sustentável e com a manutenção dos indicadores de renováveis, que devem responder por um percentual entre 45% e 50% na matriz energética total, e entre 80% e 85% da geração de energia elétrica. (Valor Econômico – 30.08.2021)

<topo>

10 Comissão do Senado aprova PL para eólica e solar em assentamentos da reforma agrária

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA) aprovou o Projeto de Lei (PLS 384/2016), proposto pelo ex-senador José Agripino (RN), que autoriza a exploração de energia eólica e solar em assentamentos da reforma agrária. Pelo texto original, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) poderia autorizar o assentado a celebrar o contrato com terceiros para a produção de energia. De acordo com a proposta, os pequenos produtores rurais portadores dos títulos de domínio ou concessão de uso deveriam atuar diretamente na exploração do potencial energético. Agora a matéria segue para a Câmara dos Deputados, não havendo recurso que a direcione para o Plenário do Senado. A alteração pretende estimular a agricultura familiar, sem desvirtuar a função da reforma agrária de manter a população rural no campo. A CRA também aprovou um projeto de lei (PL 5.017/2019) que flexibiliza as regras para o desconto especial na tarifa de energia elétrica para consumidor rural que realiza atividades de irrigação e aquicultura. (CanalEnergia – 27.08.2021)

<topo>

11 Renováveis recebem autorização para teste e operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou para início da operação em teste as unidades geradoras UG3 e UG4, de 3,55 MW cada, da EOL Filgueira II. Localizada no Município de Areia Branca, no estado do Rio Grande do Norte. A Agência também autorizou a operação em teste da UG1, de 5,5 MW, da EOL Tacaicó II, no Município de Tacaratu, no estado de Pernambuco, a partir de 27 de agosto. Para a operação comercial, a Aneel liberou a UG5, de 3,33 MW, da UFV Solar Salgueiro III, localizada no Município de Terra Nova, no estado de Pernambuco. Vale ressaltar que os despachos foram publicados no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, dia 27 de agosto. (CanalEnergia – 27.08.2021)

<topo>

12 China: eólica e solar abastecerão o crescimento das energias renováveis para 1,77 TW até 2030

A capacidade instalada de energia renovável da China, excluindo a energia hidrelétrica, deve chegar a 1.772,05 GW em 2030, impulsionada pelo rápido crescimento da energia solar e eólica, afirma o novo relatório da GlobalData. Tomando os 572,89 GW em 2020 como linha de base, a capacidade de energia renovável do país deverá aumentar a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 12%. A expansão é vista como um resultado dos esforços do governo para reduzir a dependência da China de combustíveis fósseis e cumprir as metas de redução das emissões de carbono. Em razão das iniciativas realizadas em linha com este plano, o país irá “cumprir confortavelmente” sua meta de elevar sua capacidade instalada de energia solar e eólica para mais de 1.200 GW até 2030, com o total previsto para alcançar cerca de 1.690 GW, disse o analista de energia, Rohit Ravetkar. Apesar disso, o Ravetkar disse que a integração de mais capacidade de energia renovável na rede pode ser um desafio devido à distância entre os locais de geração de energia renovável e as áreas de alta demanda de energia. (Renewables Now – 27.08.2021)

<topo>

 

 

Geração Distribuída

1 Audiência irá discutir critérios de contratação de energia em Chamada Pública de Geração Distribuída

Os critérios de contratação de energia proveniente da Chamada Pública de Geração Distribuída (GDA) foram discutidos em audiência pública virtual na quarta-feira (25/8). A audiência pública foi transmitida pelo canal da Aneel no YouTube. O objetivo da consulta pública foi reduzir despesas de operação e manutenção nas redes de distribuição ou postergar investimentos por parte das distribuidoras. A proposta também apresentou o modelo para o Contrato de Geração Distribuída oriundo de Chamada Pública. Vale destacar que o processo em questão tratou da geração distribuída nos termos do art. 14 do Decreto nº 5.163, de 2004. Portanto, não se confunde com a micro e minigeração distribuída a que se refere a Resolução Normativa nº 482, de 2012. Para assistir a audiência pública clique aqui. (Aneel – 23.08.2021)

<topo>

2 Energia solar atinge 10 GW no Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 10 GW de potência operacional da fonte fotovoltaica em usinas de grande porte e em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Ainda segundo a Absolar, mais de R$ 52,7 bilhões em novos investimentos e 300 mil empregos foram acumulados desde 2012 por meio dessa fonte renovável de energia. Com isso, o setor deixou de emitir 10,7 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. No segmento de geração própria, a marca de 6,5 GW equivale a mais de R$ 33 bilhões em aportes acumulados desde 2012 e espalhados pelas cinco regiões do país. Ao somar as capacidades instaladas das modalidades, a fonte ocupa agora o quinto lugar na matriz elétrica brasileira, tendo ultrapassado recentemente a potência ofertada pelas termelétricas movidas a petróleo e outros combustíveis fósseis, que representam 9,1 GW desse quadro. (CanalEnergia – 23.08.2021)

<topo>

3 Neoenergia inicia operação de quatro sistemas de minigeração solar em PE

A Neoenergia iniciou a operação de quatro sistemas de minigeração fotovoltaica no interior de Pernambuco, que juntos possuem 851 kWp de capacidade instalada. Os novos sistemas contam com a utilização dos chamados trackers, ou rastreadores solares, em que os módulos dos painéis têm sensores e mudam de posição de acordo com a direção da luz do sol, aumentando a captação da radiação. Com o equipamento, o incremento na eficiência é de cerca de 25% a 30% em relação aos modelos comuns. Segundo a companhia, os sistemas de minigeração instalados atenderão quatro consumidores pernambucanos, que receberão cotas de crédito na conta de energia em mais de 30 unidades consumidoras, cuja economia pode chegar a 25%. (Brasil Energia – 23.08.2021)

<topo>

4 Levantamento da Greener aponta que preço do módulo fotovoltaico teve alta em julho

Segundo levantamento realizado pela Greener, o mês de julho seguiu a tendência de alta nos preços de módulos fotovoltaicos, com destaque para a tecnologia Poli-Perc, que registrou elevação de 18%, e para a tecnologia Mono-Perc, que subiu 9,9%. Para o segundo semestre do ano, a empresa prevê um forte incremento nos preços dos módulos fotovoltaicos, que deve se estender ao longo de 2022. O volume importado de inversores atingiu 497 MWp no mês passado, uma alta de 160,3% na comparação anual, tendo os equipamentos monofaciais representando 74% do montante mensal e os módulos de alta potência, acima de 500 Wp, somando 17% do total. (Broadcast Energia – 24.08.2021)

<topo>

5 Esfera Energia compra Norten, de geração distribuída

A Esfera Energia, companhia de tecnologia para comercialização de energia elétrica no mercado livre, comprou a Norten Energia, empresa mineira de geração distribuída. O valor da transação não foi divulgado. Juntas, as companhias vão lançar um projeto voltado para os consumidores, fornecendo a possibilidade de aderência a projetos de geração distribuída. Nesse modelo, o usuário pode gerar sua energia na própria residência, ou com a contratação de projetos remotos. Com isso, os clientes poderão ter uma redução no custo de energia de até 16% sem a necessidade de um investimento, segundo estimativa da Esfera. A parceria prevê que os geradores distribuirão sua energia na plataforma da Esfera, que será responsável pela conexão com os clientes finais. De acordo com o presidente da Norten, Márcio Nogueira, o projeto terá início este ano, mas o lançamento oficial será em 2022. “Em apenas três anos, temos a expectativa de atingir mais de 200 mil unidades consumidoras”, afirma Nogueira. (Valor Econômico – 25.08.2021)

<topo>

6 Localiza avança em projeto de geração solar visando a sustentabilidade

Focada em ter uma matriz energética mais limpa, utilizando cada vez mais energia solar como fonte de abastecimento das operações, a Localiza encerrou o 1º trimestre de 2021 com mais de 730 mil KWh de crédito de energia limpa em suas filiais, representando um avanço de 88% em relação ao mesmo período no ano passado. Segundo a companhia, em janeiro de 2020 a empresa contava com 57 agências/lojas abastecidas por energia solar proveniente das fazendas ou de placas instaladas nos tetos das unidades elegíveis. Em dezembro do mesmo ano, esse número saltou para 106. O excelente resultado é fruto do Projeto Solar da companhia, que conta com três fazendas solares no Brasil, e do avanço na geração por meio de placas fotovoltaicas nos telhados das filiais. Em suma, neste ano a Localiza continua avançando com o projeto de instalação de placas solares nas unidades próprias e já ultrapassa a marca de 130 filiais beneficiárias/geradoras. (CanalEnergia – 25.08.2021)

<topo>

7 Regras para GD devem estimular investimentos

No último dia 18, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 5829/19, que desenha o marco regulatório para a geração distribuída de energia. A aprovação contundente da matéria – com 476 votos a favor e apenas 3 contra – reflete o esforço do setor para ajustar às demandas do mercado ao texto proposto pelo deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) e com relatoria de Lafayette de Andrada (Republicanos-MG). “É uma etapa importante. Agora o tema segue para votação no Senado e depois para sanção presidencial”, afirma Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Nos últimos dois meses, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assumiram o papel de conciliadores, mediando discussões entre associações, que representam os segmentos de microgeração e minigeração distribuída, as distribuidoras de energia elétrica e órgãos de defesa do consumidor. O objetivo era encontrar um consenso para dar andamento à regulamentação e, dessa forma, estimular investimentos futuros em energia solar. Atualmente, a energia fotovoltaica responde por apenas 1,9% da capacidade de geração de energia do país, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). (Valor Econômico – 30.08.2021)

<topo>

8 França: Aprovado apoio de € 5,7 bilhões para produção de eletricidade a partir de pequenas instalações solares em edifícios

A Comissão Europeia aprovou, de acordo com as regras de auxílios estatais da UE, um regime de auxílio francês de € 5,7 bilhões para apoiar a produção de eletricidade renovável a partir de pequenas instalações solares localizadas em edifícios. A medida ajudará a França a atingir sua meta para 2030 de produzir 33% de suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis e contribuirá para o objetivo europeu de atingir a neutralidade climática até 2050. A França notificou à Comissão os seus planos para introduzir um novo regime de apoio à produção de eletricidade a partir de instalações solares. O projeto vai decorrer até 2026, e será aberto a operadores de pequenas instalações fotovoltaicas localizadas em edifícios com capacidade até 500 quilowatts. Estas instalações serão elegíveis para receber apoio sob a forma de tarifa feed-in (ou seja, um preço garantido pela eletricidade produzida) ao longo de vinte anos. O nível das tarifas de alimentação irá variar de acordo com o tamanho da instalação e o modelo de negócios (ou seja, instalações que injetam toda a eletricidade na rede ou instalações que consomem parte da eletricidade gerada). Com esta medida, a França espera desenvolver 3.700 megawatts adicionais em energia solar renovável. (Energy Electric Online – 31.08.2021)

<topo>

 

 

Armazenamento de Energia

1 EUA adicionaram 5.620 MW de energia eólica, solar e armazenamento de bateria no 2T

O Clean Power Quarterly 2021 Q2 Market Report, divulgado pela American Clean Power Association (ACP), mostra que os desenvolvedores de projetos dos EUA encomendaram 5.620 MW de capacidade de energia limpa no segundo trimestre de 2021, um aumento de 13% em relação ao volume do mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2021, as adições totalizaram 9.915 MW. Nesse contexto, a indústria instalou 2.226 MW de capacidade solar no segundo trimestre, um aumento de 73% em comparação com o primeiro trimestre. No mesmo período, o setor de parques eólicos instalou 2.824 MW de nova capacidade, representando um aumento de 10% em comparação com o ano anterior. O armazenamento de energia em baterias experimentou o aumento trimestral mais dramático, com 570 MW de novas instalações. Para acessar o relatório aqui. (REVE – 24.08.2021)

<topo>

2 Armazenamento de bateria nas operações de varejo de eletricidade da Tesla no Texas

O lançamento planejado da Tesla de uma oferta de eletricidade no varejo para clientes da área de serviço da ERCOT, no Texas será apoiado no armazenamento de bateria e na energia solar, devido a sua experiência, ativos e rotas para o mercado. A recém-criada subsidiária Tesla Energy Ventures entrou com um requerimento em meados de agosto, junto à Texas Public Utilities Commission, para certificação como provedor de eletricidade no varejo (REP, do inglês, Retail Electric Provider) dentro da jurisdição da ERCOT. A ERCOT atende a mais de 80% da carga elétrica do Texas e tornou-se um mercado líder de energia eólica, solar e, posteriormente, de armazenamento em baterias nos Estados Unidos. A Tesla Energy Ventures espera estar registrada e pronta para o teste de sua capacidade de atender aos requisitos do ERCOT em outubro. (Energy Storage News – 30.08.2021)

<topo>

3 Sungrow fornecerá solução solar com armazenamento para projeto no Egito

A Sungrow fornecerá inversores e equipamento de sistema de armazenamento de energia de bateria (BESS) para um projeto solar com armazenamento de energia em uma mina de ouro em Sukari, no Egito. O projeto está sendo construído pela mineradora Centamin e consiste em u m sistema fotovoltaico solar off-grid de 36 MW com módulos bifaciais e rastreamento de eixo único, emparelhado com 7,5 MW de armazenamento de bateria. A solução de energia integrada foi projetada para reduzir drasticamente o uso de diesel no local, em mais de 20 milhões de litros por ano, melhorando sua pegada ambiental, bem como sua exposição à volatilidade do preço do combustível e aos altos custos de transporte. O comissionamento está programado para o primeiro semestre do próximo ano. (Energy Storage News – 30.08.2021)

<topo>

4 Generac: capacidade de vender energia de volta à rede para sistemas de armazenamento

A Generac, mais conhecida por seus geradores domésticos e comerciais leves, adicionou sistemas de armazenamento de energia de bateria a seu conjunto de produtos, lançando seu sistema de bateria residencial PWRcell no início de 2020. O sistema de bateria modular tem capacidade escalonável de 8,6 kWh até 34,2 kWh, caso sejam adicionadas mais unidades. A empresa afirma que é capaz de atender cargas domésticas completas, ao contrário de alguns produtos concorrentes, e disse no início desta semana que adicionou recursos para que os proprietários de células PWR sejam capazes de vender sua energia de volta para a rede, permitindo que as baterias sejam usadas em usinas virtuais de energia ao serem agregadas a outros recursos energéticos distribuídos, como painéis solares e veículos elétricos. Outros fornecedores de baterias residenciais, como Tesla, sonnen, Enphase e Q Cells, já oferecem esses recursos. (Energy Storage News – 27.08.2021)

<topo>

5 Com o boom do armazenamento de bateria, investidores gastam muito em startups

Um novo relatório da Energy Information Administration (EIA) prevê que as instalações de armazenamento de bateria em grande escala dos EUA devem crescer em cerca de dez vezes entre 2019 e 2023, atingindo capacidade suficiente para contribuir para a rede com 10.000 MW entre 2021 e 2023. A maior demanda, associada à queda nos preços das baterias de íon-lítio, gerou uma onda de interesse nos produtores de armazenamento, especialmente aqueles que trabalham com tecnologias mais inovadoras de longa duração. Segundo o relatório, o volume de investimento e a expansão subsequente na fabricação nacional podem ajudar a resolver um dos problemas que o mercado de armazenamento enfrenta: a percepção da falta de fabricantes confiáveis e em grande escala. Para acessar o relatório clique aqui. (Utility Dive – 27.08.2021)

<topo>

6 RWE desenvolverá projeto solar com armazenamento de 200 MW no Texas

A RWE Renewables realizou uma parceria com a Constellation para desenvolver uma instalação solar de 200 MW com um sistema de armazenamento de bateria de 80 MW / 120 MWh no Condado de Bastrop, Texas. A Constellation, provedora de soluções de energia, comprará energia e certificados de energia renovável específicos do projeto equivalentes a uma fração de 140 MW da capacidade total de 200 MW do projeto solar Big Star, da RWE. “Nossa instalação solar Big Star está bem-posicionada para fornecer à Constellation e aos seus principais parceiros corporativos energia verde para alimentar suas operações.” (RWE – 25.08.2021)

<topo>

 

 

Veículos Elétricos

1 Reiter Log investe em veículos sustentáveis para atender a entregas da “última milha”

A transportadora Reiter Log decidiu apostar em veículos 100% elétricos, investindo R$ 2,5 milhões em cinco caminhões JAC Motors para sua operação de distribuição urbana – ou última milha, como é conhecida esta operação no mundo logístico. Segundo Vanessa Pilz, diretora comercial e de ESG da Reiter Log, a aquisição destes veículos é um investimento alinhado ao compromisso da empresa com os três pilares da agenda: econômico, ambiental e social. O principal propósito com a compra dos veículos elétricos é zerar a emissão de CO2, migrando gradativamente a operação para alternativas sustentáveis. Atualmente, a empresa já opera com veículos híbridos GNV/Diesel, solução para cargas lotação e de longas distâncias, e agora os elétricos, que atuam na distribuição urbana com autonomia de 200km e capacidade para 4 toneladas de carga. “As soluções logísticas sustentáveis ainda são escassas no Brasil e o custo de investimento de um caminhão elétrico é mais do que o dobro comparado a um veículo similar a diesel. Além disso, a Reiter sempre buscou ser a solução para seus clientes e agora também seremos a opção para que eles atinjam suas metas e compromissos globais”, explica Vanessa. (Jornal do Comércio – 23.08.2021)

<topo>

2 Combinação dos VEs e painéis fotovoltaicos pode beneficiar ambos os setores

O artigo redigido por Christian Carraro, CEO da SolarEdge, para o sul da Europa, afirma que ao combinar o carregamento de veículos elétricos com energia fotovoltaica, os setores podem se beneficiar e acelerar a adoção de ambas as tecnologias. Ao carregar veículos elétricos com energia solar, aumenta-se a capacidade de atingir plenamente a redução de custos com energia, a independência energética e a diminuição da pegada de carbono, tanto a nível individual como nacional. Além disso, uma vez que as duas tecnologias são integradas, muitos recursos e funções interessantes podem ser oferecidos, como as baterias fotovoltaicas e elétricas de veículos funcionando com corrente contínua, o que poderia mudar o cenário de recarga dos veículos. Outro exemplo é que as baterias podem ter uma segunda vida como sistema de armazenamento de energia doméstico. Assim como, existe a possibilidade de as baterias oferecerem, quando integradas com inversores fotovoltaicos, os serviços V2G (veículo para rede), podendo contribuir para alterar o horário padrão de pico. (Energías Renovables – 23.08.2021)

<topo>

3 São Paulo: Nova lei aquece mercado de recarga de veículos

De acordo com a Zletric, produtora de carregadores, a nova lei municipal de São Paulo, que prevê a obrigatoriedade da instalação de carregadores de veículos elétricos e híbridos em edifícios residenciais e comerciais da capital paulista desde 31 de março, já está impactando os negócios das empresas do segmento. “As consultas e negócios com as construtoras se quintuplicaram de abril para cá”, informa o CEO da empresa, Pedro Schaan. “Nossa meta é chegar a 300 pontos até o final de 2021”, prevê o CEO. Apesar de garantir um crescimento dessa estrutura de recarga na cidade, a nova legislação paulistana ainda causa dúvidas no mercado. Por exemplo, a lei não especifica quantos carregadores devem ser instalados em cada prédio. (Garagem 360 – 24.08.2021)

<topo>

4 Japão tem mais estações de recarga do que carros elétricos

O Japão enfrenta um problema recorrente aos empreendimentos criados sob mentalidade de “constrói que a demanda aparece”. Após oferecer subsídios da ordem de 100 bilhões de ienes no ano fiscal de 2012 para construção de estações de recarga e estimular a adoção de veículos elétricos, apareceram estações por todos os lugares. Todavia, atualmente os veículos elétricos respondem por apenas 1% da frota, acarretando a degradação ou desativação de centenas de estações por falta de uso. Segundo a editora de mapas Zenrin, o número de estações de recarga de veículos elétricos no Japão caiu para cerca de 29.200 nos 12 meses encerrados em março, comparado a mais de 30.300 no ano anterior. Daqui para frente, será fundamental instalar estações em locais convenientes para os usuários e evitar que todas cheguem ao prazo de vencimento simultaneamente, de modo a sustentar a expansão dos carros elétricos, disse Tsuyoshi Ito, gestor da divisão de planejamento da e-Mobility Power. O Japão pretende aumentar o número de estações em todo o país para 150.000 até 2030. No entanto, Akio Toyoda, presidente da Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão, alertou que a simples adesão a metas é problemática. (Yahoo! Finanças – 25.08.2021)

<topo>

5 Nigeriano desenvolve sistema de auto carregamento para veículos elétricos

Samuel Ajiboyede, CEO da Zido Freight & Logistics, desenvolveu um sistema de recarga para veículos elétricos em movimento nomeado de “energia regenerativa de Harnod”. Segundo o CEO, “é um método que eu acho que as partes interessadas na indústria automotiva deveriam pensar e talvez usar”. O conceito Harnod tem uma abordagem diferente, trazendo a possibilidade de conversão de todo movimento rotacional em energia elétrica, independentemente da fonte do movimento. Aplicado aos VEs, significa que algum percentual da energia que está sendo utilizada pode ser regenerado e enviado de volta para carregar a bateria, a cada ponto em que o carro estiver em movimento. De acordo com Ajiboyede, a adoção do conceito nos VEs resultaria em tempos de condução mais longos. “Os usuários não teriam que se preocupar em ter baterias de alta capacidade, mas sim com a porcentagem de energia que está sendo devolvida à bateria”, afirmou Samuel. Embora a solução Harnod não diminua a necessidade de infraestrutura de carregamento, poderia reduzir significativamente a carga potencial que os VEs colocarão nas redes nacionais. (Webficar – 23.08.2021)

<topo>

6 Carregadores de carros elétricos estão vulneráveis e podem levar a apagão geral

Os carregadores de carros elétricos cada vez mais oferecem opções de acesso remoto e conexões com outros dispositivos. No entanto, enquanto pode trazer mais conveniência para os usuários, essa transição também vem acompanhada por sérios riscos de segurança, conforme mostra um estudo da Pen Test Partners. O estudo mostrou o resultado das análises de seis sistemas de carregamento, tanto para ambientes pessoais quanto para ambientes públicos. A conclusão geral é que a grande maioria deles possui falhas de segurança graves, que permitem desde o controle remoto de suas funções até a invasão de outros dispositivos que compartilham a mesma rede. Além de conseguir ligar e desligar os carregadores remotamente, também foi possível inserir neles backdoors que podem comprometer qualquer dispositivo conectado aos carregadores. Segundo a Pen Test Partners, as falhas de segurança surgem como consequência da tentativa de fabricantes de cortar custos de fabricação. Além das falhas nos carregadores, a pesquisa revelou problemas nas redes usadas para permitir que diferentes dispositivos se conectem às mesmas redes e aplicativos de pagamento. Para acessar o estudo clique aqui. (CanalTech – 24.08.2021)

<topo>

7 Mato Grosso do Sul: Projeto pode implementar programa de incentivo a carros elétricos e híbridos

Na quarta-feira (25), passou a tramitar o Projeto de Lei 248/2021, que visa instituir o Programa Estadual de Incentivo ao uso de carros movidos à propulsão elétrica e híbridos, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul. A proposta é de autoria do deputado Capitão Contar (PSL) e pretende reduzir o Imposto sobre Veículo Automotor (IPVA) de tais carros adquiridos no estado durante os cinco primeiros anos de tributação. A redução será de “70% para veículos movidos somente à propulsão elétrica e de 40% para híbridos”. A redução será emitida quando o consumidor apresentar requerimento no momento do primeiro licenciamento, sendo o benefício deferido automaticamente nos licenciamentos subsequentes. O Poder Executivo poderá realizar convênios visando a criação de postos de recarga gerada por fontes renováveis para o abastecimento de veículos elétricos. Ainda de acordo com o projeto, o Programa possui como objetivo “promover o controle da poluição e o desenvolvimento tecnológico, garantir às gerações futuras um meio ambiente ecologicamente equilibrado e incentivar a busca e a utilização de fontes renováveis de energia”. A proposta segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). (Capital News – 25.08.2021)

<topo>

8 Siemens produzirá 1 milhão de carregadores EV para o mercado dos EUA até 2025

A empresa de tecnologia, Siemens, se comprometeu a expandir sua capacidade de fabricação de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos (VEs) nos Estados Unidos (EUA) nos próximos quatro anos. A empresa afirma que irá produzir mais de 1 milhão de carregadores de veículos elétricos para os EU, a fim de apoiar a transição da mobilidade no país. A iniciativa contribui para alcançar a meta anunciada pelo presidente Biden, segundo a qual, visa garantir que 50% das vendas de veículos nos EUA sejam de VEs. A Siemens expandirá suas capacidades de manufatura como parte do plano estratégico da empresa para atender à demanda acelerada de carregamento de veículos elétricos e aumentar as oportunidades de trabalho no setor de eletrificação do transporte em todos os níveis nos Estados Unidos. A empresa está avaliando locais para desenvolver sua instalação de fabricação de carregadores. O local deverá estar operacional já em 2022, e será o terceiro hub de eMobility da Siemens nos Estados Unidos. (Smart Energy International – 26.08.2021)

<topo>

9 EUA: NRG Energy lança estudo sobre os planos das organizações para eletrificar suas frotas

A NRG Energy, companhia americana de energia, publicou recentemente um estudo examinando a transição das organizações para veículos eletrificados. O estudo, feito em colaboração com a Smart Energy Decisions (SED), é denominado The State of Vehicle Fleet Electrification. Para realizar o estudo, a empresa entrevistou mais de 200 organizações sobre seus planos de eletrificação de frota de veículos e como a descarbonização do transporte integra seus objetivos sustentáveis. O estudo descobriu que a sustentabilidade e as metas ambientais estavam entre as principais prioridades do cliente para a eletrificação da frota. Porém, o custo continua sendo um fator importante, especialmente entre os operadores comerciais. O estudo descobriu que uma esmagadora maioria de 86% dos entrevistados expressou algum nível de interesse na eletrificação da frota. Embora tenha havido grande interesse em elétricos, mais de 50% dos entrevistados relataram alguma indecisão e podem planejar trocar apenas uma pequena porcentagem de sua frota nos próximos cinco anos. Para acessar o estudo clique aqui. (DailyEnergyInsider – 31.08.2021)

<topo>

10 EUA: companhia americana de geração de eletricidade faz planejamento para construir infraestrutura de VE na Geórgia

A Georgia Power, companhia americana de geração de eletricidade, tomou uma série de medidas para construir a infraestrutura de veículos elétricos (VEs) do estado da Georgia e apoiar o número crescente de VEs no estado, atualmente com uma frota 30.000 VEs e 930 estações de carregamento públicas. A companhia está expandindo sua infraestrutura de VEs para acompanhar a crescente demanda. O estado é atualmente o sexto maior mercado dos EUA para carregamento rápido de VE. A empresa fez recentemente várias adições de carregadores rápidos em áreas rurais. Além disso, a Georgia Power está empenhada em eletrificar partes de sua própria frota de veículos como parte da meta da Southern Company, empresa matriz da companhia, de converter 50% de sua frota em VEs até 2030. (DailyEnergyInsider – 30.08.2021)

<topo>

 

 

Gestão e Resposta da Demanda

1 MME divulga regras para redução voluntária de demanda de energia elétrica

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta segunda-feira, dia 23 de agosto, em edição extra do Diário Oficial da União, a Portaria 22/2021, que estabelece diretrizes para apresentação de ofertas de Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD) para atendimento ao SIN até 30 de abril de 2022. A oferta mínima poderá ser feita em espécies de lotes de duração horária, que varia de 4 a 7 horas, e com lotes mínimos de 5 MW para cada hora de duração da oferta, com preço estabelecido em R$/MWh, dia da semana e identificação do submercado da oferta. A medida tem caráter excepcional e temporário e é um estímulo do governo à indústria para diminuir a pressão sobre o SIN no atual contexto de escassez hídrica. Poderão participar da oferta de RVD os consumidores livres, os agentes agregadores, os consumidores modelados sob agentes varejistas e os denominados consumidores parcialmente livres, os quais serão submetidos à análise do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para manifestação, conforme diretrizes estabelecidas no normativo. Cada oferta terá validade de 1 a 6 meses, mas poderão ser avaliadas ofertas com duração inferior a 1 mês. Caso o agente participante do programa que foi despachado não conseguir reduzir em no mínimo 80% do montante de 5 MW, será considerado como não atendimento ao produto. (CanalEnergia – 23.08.2021)

<topo>

2 Indústria pesa benefícios e limitações para adesão ao programa de redução de energia

Embora o governo tenha flexibilizado os volumes mínimos para adesão ao programa de redução voluntária no consumo de energia de grandes consumidores, parte da indústria continua enxergando a adesão como complexa. Isso porque, no cenário atual, a economia mostra os primeiros sinais de reação após a crise provocada pela pandemia de Covid-19. A mudança nesse programa era um pleito do setor privado para participação de um número maior de empresas. Com isso, os volumes mínimos caíram de 30 MW para 5 MW. Outro ponto levantado por associações da indústria é que a portaria do MME é pouco clara em relação à forma como as medidas funcionarão, embora o governo já tenha sinalizado que pretende iniciar em setembro a redução na demanda. O detalhamento nas regras para adesão ao programa e à compensação financeira para quem reduzir o consumo de energia estão sob avaliação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os detalhes devem ser divulgados nos próximos dias. (Broadcast Energia – 26.08.2021)

<topo>

3 GESEL: Inclusão do consumo residencial para poupar energia mostra que oferta esgotou

Segundo Nivalde de Castro, professor da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), as medidas anunciadas pelo governo para reduzir o consumo de energia elétrica no país mostram que do lado da oferta o governo não tem muito mais o que fazer e que agora está nas mãos do consumidor, seja grande ou pequeno, o sucesso dos esforços para evitar um racionamento compulsório perto de um ano eleitoral. “Tem um componente político muito grande nessa história: o governo tem que passar tranquilidade, mas a verdade é que do lado da oferta não tem muito mais o que fazer”, afirmou Castro. Para ele, a notícia é positiva para o consumidor residencial, que agora terá oportunidade de reduzir a conta de luz com algum tipo de compensação. Apesar de ter convocado uma coletiva para anunciar medidas para enfrentar a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, os agentes governamentais do setor elétrico não souberam informar como será a premiação ao consumidor residencial que baixar o consumo e nem qual a meta de redução pretendida. (Broadcast Energia – 25.08.2021)

<topo>

4 Consumidor terá meta para poupar energia

NO ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou no dia 25/08, que o governo está concluindo o desenho de um programa de redução voluntária de demanda de eletricidade para pequenos consumidores. Sem apresentar detalhes, o ministro disse que as medidas devem valer a partir de setembro e pediu que não sejam confundidas com racionamento. O Ministério de Minas e Energia (MME) já havia divulgado, no dia 23/08, um programa com incentivos específicos para grandes consumidores de energia que diminuem espontaneamente a demanda. Agora, as ações serão estendidas também para os clientes do mercado cativo. Segundo ele, no caso do novo programa para pequenos consumidores, as metas serão apresentadas e comunicadas individualmente por meio de cada conta de luz. Nesse contexto, os pequenos consumidores que conseguirem ultrapassar esse alvo serão premiados com uma espécie de bônus tarifário. Um dos pontos que ainda complica o desenho final do programa, é a compensação para as distribuidoras de energia. (Valor Econômico – 26.08.2021)

<topo>

5 Entergy Texas conclui implantação de medidores inteligentes mais avançados

A Entergy Texas Inc. concluiu sua implantação plurianual de medidores inteligentes avançados para residências e empresas em todo o sudeste do Texas. Os novos medidores melhoram o serviço aos clientes, oferecendo detecção mais rápida e precisa de interrupções, bem como novas ferramentas que permitem o gerenciamento do uso de energia. “Os novos medidores avançados não apenas atualizaram nosso sistema com uma nova tecnologia que nos ajuda a detectar interrupções mais rapidamente, mas também fornecem aos clientes mais benefícios e controle sobre o uso de energia”, disse Stuart Barrett, vice-presidente de atendimento ao cliente da Entergy Texas. Com medidores avançados, os clientes têm acesso a informações mais detalhadas do consumo de energia para controlar suas contas. (Electric Energy Online – 27.08.2021)

<topo>

6 Bônus na conta de luz beneficiará quem reduzir entre 10% e 20% o consumo

Está praticamente fechado no governo o programa de incentivos para a economia voluntária de energia por consumidores do mercado regulado, como residências e pequenos comércios. Nesse contexto, os demandantes que diminuírem seu consumo de energia em pelo menos 10% na comparação com igual período do ano passado, ganharão descontos nas contas de luz. Até o dia 27/08, o governo trabalhava com a perspectiva de um bônus de R$ 1 por cada kWh do volume de energia acima da meta de 10%. No entanto, durante o fim de semana autoridades do setor elétrico e integrantes da equipe econômica passaram a avaliar que esse percentual seria oneroso demais para o sistema. Como meio de calcular o percentual de economia, a comparação começará com base em uma média mensal do consumo no trimestre setembro-outubro-novembro de 2020. Assim, exclui-se o período de restrições mais intensas à mobilidade por causa da pandemia, como o fechamento do comércio – que poderia provocar distorções na comparação anual. (Valor Econômico – 29.08.2021)

<topo>

7 Atraso e incertezas reduzem adesão das indústrias ao plano de economia de energia do governo

Uma das principais apostas do governo para afastar o risco de apagões, o programa para incentivar indústrias a reduzirem o consumo de energia elétrica, tem uma pedra no seu caminho: a retomada econômica. De forma geral, o atraso na definição do programa e as indefinições sobre sua implantação completam um cenário nada favorável ao objetivo do governo. Nesse cenário, um grupo de empresas eletrointensivas, como ArcelorMittal, Vale e Solvay, demonstraram disposição em participar, mas ainda aguardam a regulamentação do programa, que estava prevista para sair até o dia 30/08. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) diz que em um cenário de condições hidrológicas mais adversas, seria “imprescindível” aumentar a oferta em 5,5 GW médios, de setembro até novembro, para assegurar o atendimento energético, em sua última nota técnica. Como meio de identificar o desafio, observa-se o atual consumo nacional, o qual se encontra em torno de 61 GW médios. Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou as regras gerais para o programa de redução voluntária do consumo industrial. Em troca, as empresas receberão uma compensação financeira para fazer frente aos custos de realocação da produção. (Valor Econômico – 28.08.2021)

<topo>

8 Varejista australiana avalia implementação de modelo de negócios Vehicle-to-Home

A concessionária australiana Simply Energy planeja parceria com a agregadora de recursos energéticos distribuídos (REDs), Sunverge, a montadora Nissan e a empresa de carregamento de veículos elétricos (VEs), Wallbox, para conduzir projeto que visa fornecer serviços de vehicle-to-home e vehicle-to-grid. A Sunverge fornecerá sua plataforma de gerenciamento de energia, a Nissan seus veículos elétricos, e a Wallbox sua solução de carregamento de VEs para garantir o gerenciamento em tempo real e controle de carregamento e baterias para a confiabilidade da rede da Simply Energy. Os VEs serão usados como baterias móveis para fornecer capacidade flexível, regulação de frequência e serviços de gerenciamento de base e de pico. Isso permitirá que a concessionária interrompa o uso de recursos de energia convencionais utilizados para fornecer eletricidade de base. Concessionárias em todo o mundo estão lutando com a natureza flutuante da energia renovável e sua incapacidade de fornecer energia de base. Além disso, as concessionárias também estão enfrentando o desafio de um aumento na demanda de energia associada ao carregamento de VEs. (Sunverge – 27.08.2021)

<topo>

 

 

Eficiência Energética

1 Enel lança Chamada Pública de projetos de eficiência energética

A Enel Brasil lançou neste mês a Chamada Pública de Projetos (CPP 2021) de eficiência energética. A iniciativa disponibiliza aos clientes da concessionária de energia elétrica a oportunidade de apresentarem projetos com foco no consumo eficiente de energia elétrica. Ao todo, serão disponibilizados R$ 29 milhões, sendo R$ 8,75 milhões para iniciativas de Iluminação Pública e R$ 20,25 milhões para projetos de outras tipologias. A companhia informou que a seleção das propostas da Chamada Pública passará por análise e classificação dos projetos, que levará em conta a documentação obrigatória requerida, a qualidade das iniciativas, o desenvolvimento da proposta e ações inovadoras. A classificação dos projetos habilitados segue metodologia definida pela Aneel, por meio de uma Comissão Julgadora, que irá analisar e pontuar os projetos submetidos de acordo com os critérios estabelecidos em edital. Neste ano, os projetos também receberão pontuação relacionada ao tema da Economia Circular. (CanalEnergia – 25.08.2021)

<topo>

2 Energisa realiza chamada pública para projetos de eficiência energética

O Grupo Energisa iniciou a chamada pública de projetos do Programa de Eficiência Energética (PEE). A iniciativa tem o objetivo de promover o uso eficiente da energia elétrica por meio de projetos inovadores em nove estados (Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe e Tocantins), nos quais a empresa atua em distribuição. As inscrições vão até 22 de outubro e o envio de propostas, juntamente com o acesso aos editais, é realizado através deste link. (CanalEnergia – 25.08.2021)

<topo>

3 EPE divulga relatório final do Balanço Energético Nacional 2021 ano base 2020

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia covid-19 que ocasionou grandes impactos na economia mundial e nacional. Tendo em vista esse cenário, os setores relevantes da economia nacional, tais como os setores comercial, público e energético, sofreram quedas acentuada s no consumo de energia elétrica. O consumo das indústrias oscilou positivamente (0,46%), com destaque apenas para o setor de alimentos e bebidas puxado pela produção de açúcar que cresceu 41,3% em relação ao ano anterior. No caso do setor residencial, em razão das políticas de distanciamento social, home office adotado por vários segmentos da economia nacional, entre outras, houve um crescimento de 4,05% no consumo de energia elétrica nos domicílios Todas essas informações podem ser encontradas no BEN 2021, que reúne toda a estatística energética nacional. Clique aqui e confira. (EPE – 27.08.2021)

<topo>

 

 

Microrredes e VPP

1 As microrredes devem fazer parte da descentralização da eletricidade

Para ganhar mais tempo à humanidade, antes que a catástrofe climática atinja a todos, é necessário reestruturar a indústria de eletricidade do zero. A produção de eletricidade atual por meio da queima de carvão está entre os maiores geradores de poluição mundial. Em todo o mundo, o carvão é a maior fonte de energia do planeta, com China, Índia, Estados Unidos e Japão responsáveis por mais de três quartos da eletricidade mundial através do carvão. O combustível continua sendo a fonte de energia mais utilizada no mundo, gerando 34% da eletricidade global em 2020 (8.736 TWh). Isso precisa ser questionado pelo interesse público global, inclusive deverá ser pauta na COP 26 em Glasgow, Escócia, em outubro/novembro de 2021. Junto com as promessas de eletricidade livre de poluição por carbono, o mundo também deve anunciar métricas e medidas de descentralização. As microrredes precisam fazer parte deste esforço de descentralização. Deve-se usar energia renovável e armazenamento, mas, da mesma forma, é necessário considerar novas topologias para a infraestrutura elétrica do futuro. (Renewable Energy World – 27.08.2021)

<topo>

2 G&W Electric desenvolve microrrede com painel solar bifacial, bateria de fluxo e outras tecnologias de ponta

A G&W Electric, empresa de manufatura de eletroeletrônicos, anunciou que começou a construção de uma microrrede em sua sede em Bolingbrook, Illinois. A iniciativa tem como objetivo evitar que a empresa sofra com interrupções de energia, isso porque, a microrrede irá “ilhar”, ou seja, se desconectará da rede principal para fornecer energia à instalação de G&W. A microrrede fornecerá energia mais confiável e resiliente durante os picos de demanda sazonais e quedas de energia, aproveitando uma combinação de tecnologias aplicadas. Para gerar energia para a microrrede, a G&W Electric instalará cerca de 6.000 painéis solares no telhado da empresa. A microrrede também conterá uma bateria de fluxo de dois megawatts que pode operar a 150% de sua carga nominal. Este sistema fornecerá à instalação 3MW por quase 2 horas. Por possibilitar a captação de energia de ambos os lados, os painéis solares irão otimizar o uso da luz solar direta e o reflexo da nova membrana branca altamente reflexiva do telhado, que irá gerar 18-20% mais energia do que um design de painel solar monofacial padrão. (G&W – 24 .08.2021)

<topo>

 

 

Tecnologias e Soluções Digitais

1 Copel inicia programa Rede Elétrica Inteligente em novas cidades

Após atingir a marca de 28 mil medidores inteligentes instalados em Pato Branco, o programa Rede Elétrica Inteligente (REI), da Copel, chega agora a novas cidades paranaenses. O REI representa um investimento total de R$ 820 milhões, fazendo parte do Transformação, lançado pela diretoria da Copel em 2019 com o objetivo de elevar o patamar de qualidade de distribuição de energia, reduzindo custos. Em sua primeira fase, cuja duração prevista é de 24 meses, ele vai atender 73 municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul. A segunda e a terceira fases, com duração de 30 meses, devem modernizar as regiões Oeste e Leste (Região Metropolitana de Curitiba). A Copel destacou que a rede inteligente também conta com sensores e dispositivos de controle à distância que fornecem a mesma o poder de religar-se de maneira automática. (CanalEnergia – 27.08.2021)

<topo>

2 Blockchain leva agilidade à comercialização

Tramita na Comissão de Infraestrutura do Senado, a proposta que prevê a livre escolha do consumidor para negociar a compra e venda de energia. A ideia do projeto é que os consumidores residenciais possam decidir quais serão seus fornecedores de energia ou os compradores da energia gerada por eles. Essa transação ocorrerá de forma segura e descomplicada por meio de uma rede blockchain. O uso da tecnologia blockchain como uma espécie de livro razão que registra todas as transações já vem sendo testado inclusive por algumas concessionárias de energia. De acordo com Luiz Rolim, coordenador técnico do projeto no CPQD, o uso de blockchain permitirá a comercialização de forma segura, rápida e sem intermediários, entre consumidores e prosumidores que não se conhecem. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pretende desenvolver uma prova de conceito com algumas empresas do setor para verificar a efetividade do blockchain. Em suma, segundo o gerente executivo da CCEE, Edson Lugli, o PoC deve ocorrer ainda neste semestre. (Valor Econômico – 30.08.2021)

<topo>

3 Innowatts e Kaluza fazem parceria para transformação de serviços públicos junto a tecnologias digitais

A Innowatts e a Kaluza firmaram uma parceria para fornecer uma oferta combinada que permite a transformação digital para varejistas e concessionárias de energia em todo o mundo. Juntas, as empresas irão inicialmente implantar suas tecnologias na América do Norte e na Europa, oferecendo aos participantes do mercado um conjunto de recursos para transformar suas operações e a experiência do cliente, reduzir custos, reduzir as emissões de carbono e fornecer soluções de resposta à demanda. A parceria reconhece a inovação exclusiva da plataforma SaaS em tempo real oferecida pela Kaluza, a qual oferece um sistema operacional pioneiro, experiências ótimas para o cliente e sua solução de otimização de rede inteligente, a Kaluza Flex. Através da colaboração, os serviços de resposta à demanda da Kaluza serão disponibilizados aos clientes da concessionária norte-americana Innowatts, enquanto a Innowatts disponibilizará seus módulos de análise e previsão de energia para o parceiro estratégico da Kaluza, a OVO Energy. (Smart Energy International – 28.08.2021)

<topo>

4 Tendências de Inteligência Artificial estão em alta na integração de energias distribuídas

Com o uso de inteligência artificial (IA) e a implementação de recursos de energia distribuída (REDs) aumentando no setor de serviços públicos, um novo relatório da Guidehouse Insights, empresa de consultoria e inteligência de mercado, analisa como os recursos de IA podem permitir a integração de REDs até 2030. O relatório prevê que o mercado de integração de REDs, habilitado para IA, irá registrar uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 10% até 2030. A geração de receita no mercado deverá aumentar de $ 204,2 milhões em 2021 para $ 481,8 milhões em 2030. A transformação digital no setor de energia deve ter um impacto positivo no uso de IA para simplificar e acelerar a integração dos REDs com a rede, de acordo com o estudo. Espera-se que até 1,6 bilhão de medidores inteligentes sejam colocados online até 2030 e mais alguns outros dispositivos do lado da demanda, incluindo inversores inteligentes e termostatos conectados em rede. Para acessar o relatório clique aqui. (Smart Energy International – 26.08.2021)

<topo>

5 EUA: Serão implantados 1,2 milhão de medidores inteligentes para concessionárias de serviços públicos nos Estados Unidos

As empresas de serviços públicos dos Estados Unidos (EUA), Louisville Gas and Electric Company (LG&E) e Kentucky Utilities Company (KU), assinaram um contrato de cinco anos com a Landis + Gyr, empresa líder em soluções de gerenciamento de energia. A parceria pretende fornecer medidores inteligentes, infraestrutura e tecnologias de rede inteligente. O contrato inclui o fornecimento de 930.000 medidores inteligentes de eletricidade, 300.000 módulos de gás e uma rede IoT para conectividade. O projeto faz parte da modernização da rede e transição para redes baseadas em energia renovável pelas duas empresas de serviços públicos. O programa smart grid permitirá que as concessionárias aprimorem o gerenciamento da rede por meio de gerenciamento e análise de carga. A Landis + Gyr afirma que o projeto ajudará as empresas de energia a atingir as metas de transição energética e atendimento ao cliente. (Smart Energy International – 25.08.2021)

<topo>

6 Redes de energia inteligentes terão um grande benefício na transição energética

É comprovado que medidores inteligentes de eletricidade e gás são capazes de economizar o dinheiro dos consumidores e tornar o consumo de energia mais eficiente. Em alguns anos, quando a maioria dos medidores de energia for digitalizada, as redes inteligentes ajudarão a mudar a maneira como vivemos. Um relatório recente publicado pela Smart Energy GB, intitulado The Future Smart Energy Consumer, examina como os medidores inteligentes contribuirão para essa transformação. Os medidores inteligentes já nos ajudam a monitorar o uso de energia em casa, enviando leituras dos medidores automatizados para o seu fornecedor em intervalos escolhidos, garantindo o fim das estimativas de uso de energia. Mas, em breve, aparelhos autônomos poderão relatar o consumo de energia para medidores inteligentes, permitindo que os consumidores vejam quais itens estão usando quais quantidades de energia e em que horas do dia. Isso permitirá que os medidores inteligentes forneçam informações vitais que podem ser usadas para sugerir “melhorias” de economia de energia no uso de aparelhos pelo consumidor. (Power Grid World – 25.08.2021)

<topo>

 

 

Segurança Cibeernética

1 Perdas com ataques cibernéticos crescem e acendem um alerta global

As perdas globais causadas por crimes cibernéticos são estimadas entre US$ 1 trilhão em 2020 e U$ 6 trilhões em 2021, segundo a União Internacional das Telecomunicações. A necessidade de um ciberespaço seguro e protegido tornou-se mais importante do que nunca diante da crescente dependência que pessoas e companhias têm da internet. A intensificação de ataques cibernéticos e fraudes digitais mássia entrou há algum tempo na agenda do Fórum Econômico Mundial, que reúne as maiores autoridades econômicas e políticas do planeta. Há dois anos, o Fórum Econômico Mundial observou que, somente em 2016, 357 milhões novas variantes de vírus de computador foram identificadas. A estimativa de custos de US$ 1 trilhão para a economia global em 2020 é da empresa de antivírus McAfee. Por sua vez, a Cybersecurity Ventures calcula que os prejuízos causados globalmente pelo crime cibernético chegam a US$ 6 trilhões neste ano, podendo crescer 15% anualmente até 2025. Em 2018, McAfee calculou que o crime cibernético causava prejuízos de US$ 22,5 bilhões (R$ 117,9 bilhões) por ano no Brasil, e que cerca de 54% desses crimes tinham origem no país. (Valor Econômico – 26.08.2021)

<topo>

2 EUA: Administração Biden amplia iniciativa de segurança cibernética conduzida pelo setor elétrico

A indústria privada possui a grande maioria da infraestrutura crítica dos Estados Unidos (EUA), mas precisa fazer parceria com o governo federal para defendê-la de ataques cada vez mais sofisticados, disseram os líderes da indústria após a cúpula do presidente Biden. De acordo com o presidente e CEO da Southern Company (companhia americana de energia), Tom Fanning, o setor privado possui e opera 87% da infraestrutura crítica dos EUA, tornando a colaboração “fundamental para impedir esses ataques”. A administração do presidente americano anunciou que o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia trabalhará com o setor privado em uma nova estrutura para melhorar a segurança e integridade da cadeia de fornecimento de tecnologia. A administração também expandirá uma iniciativa de segurança do sistema de controle industrial além de seus usuários iniciais no setor elétrico. A iniciativa de segurança cibernética de sistemas de controle industrial já atendeu mais de 150 concessionárias de energia elétrica, de acordo com a Casa Branca, e agora será expandida para dutos de gás natural. (Utility Dive – 26.08.2021)

<topo>

3 EUA: Gigante do setor elétrico elogia publicamente atuação do presidente Biden após cúpula de Segurança Cibernética

A Duke Energy, empresa americana de energia elétrica, se comprometeu em proteger suas operações para mitigar os impactos potenciais de um evento cibernético para seus clientes, comunidades e funcionários. Dada a natureza e as consequências potenciais dessas ameaças cibernéticas, um elemento crítico desse compromisso é a parceria com governos, o setor privado e outros líderes com relevância no setor. O presidente Biden está tendo uma atuação bem-conceituada por sua liderança em segurança cibernética e por sediar a recente cúpula, que é parte de um diálogo contínuo sobre ameaças em potencial, melhores práticas e lições aprendidas. A empresa Duke Energy reconhece a gravidade do tema, e espera continuar a participar da conversa nacional sobre questões e políticas de segurança cibernética. (Electric Energy Online – 27.08.2021)

<topo>

4 Segundo especialista, empresas de energia não estão implementando práticas básicas de segurança cibernética

Com o mercado global de energia renovável distribuída testemunhando um aumento na integração de ativos com as redes principais e a implantação de tecnologias digitais, a vulnerabilidade dos ativos integrados de energia a ataques cibernéticos continua a aumentar. Apesar do aumento nas vulnerabilidades da rede, a maioria das empresas globais de energia não está praticando protocolos básicos de segurança cibernética, disse Rafael Narezzi, Diretor de Tecnologia da CF Partners. Como resultado, é provável que ocorram mais ataques às redes nos próximos anos. Apesar da falta de conhecimento sobre o tema, os executivos das empresas se preocupam com a segurança cibernética, mas não sabem como agir, afirma Narezzi. De acordo com o diretor de tecnologia, muitos executivos não estão cientes das medidas que devem tomar para garantir que as vulnerabilidades crescentes das redes a ataques cibernéticos sejam abordadas. (Smart Energy International – 27.08.2021)

<topo>

5 EUA: Cúpula de Segurança Cibernética da Casa Branca busca definir prioridades

A cúpula de segurança cibernética da Casa Branca, que ocorreu na semana passada, foi a primeira reunião público-privada formal do governo Biden sobre o assunto de segurança nacional, reunindo executivos de alguns dos maiores nomes de setores-chave. Líderes de tecnologia, finanças e energia estão sendo chamados a participar do que o governo chama de ameaça estratégica “central”. Estiveram presentes no encontro representantes da Apple, Amazon, Alphabet, Microsoft, JP Morgan Chase e Bank of America, entre outras empresas líderes. Vários deles anunciaram compromissos públicos na cúpula, variando de programas de treinamento em segurança cibernética a aprimoramento de recursos de segurança. O governo Biden aproveitou a cúpula sobre segurança cibernética como uma oportunidade para anunciar novas iniciativas. Talvez a mais significativa seja que o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) foi direcionado para desenvolver uma nova estrutura para a segurança da cadeia de fornecimento de tecnologia. (CPO Magazine – 31.08.2021)

<topo>

 

 

Artigos e Estudos

1 TDSE GESEL Nº 103: “Segurança Cibernética do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios Regulatórios e Tecnológicos”

O GESEL está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) Nº 103, intitulado “Segurança Cibernética do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios Regulatórios e Tecnológicos”. O texto, assinado por Iony Patriota de Siqueira, Nivalde de Castro, Mauricio Moszkowicz e Lorrane Câmara, utiliza uma abordagem estruturada para realizar um levantamento situacional da Segurança Cibernética do Setor Elétrico Brasileiro e do fornecimento de energia no país. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.08.2021)

<topo>

2 Artigo: “Tecnologia como fator de competitividade para empresas de utilidades públicas”

Em artigo publicado na Agência CanalEnergia, Anderson Dutra, sócio líder de energia e recursos naturais da KPMG, e Eduardo Pozzi, diretor de consultoria em energia e recursos naturais da KPMG, tratam da entrada de tecnologias como fator de ampliação da competitividade de empresas. Segundo os autores, “com a entrada do mercado livre de energia e a possibilidade, a curto prazo, de os consumidores de menor porte serem beneficiados pela negociação do fornecimento de energia elétrica, as empresas do setor têm um grande desafio para frente que é não perder o cliente para a concorrência”. Eles concluem que “os negócios que não se adaptarem a essa nova realidade poderão ter uma perda grande de clientes e competitividade no mercado”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.08.2021)

<topo>

3 Artigo GESEL: “Tomada de Subsídios nº 011/2021 da ANEEL e a modernização da regulação do Setor Elétrico Brasileiro”

Em artigo publicado na Agência CanalEnergia, Caroline Chantre, Lorrane Câmara e Rafael Herrero, pesquisadores do GESEL, tratam do papel da Tomada de Subsídios nº 11/2021 na modernização do setor elétrico. Segundo os autores, “a Tomada de Subsídios, cujo período de contribuição se encerra em 24 de setembro deste ano, intensifica a discussão acerca da modernização do Setor Elétrico Brasileiro sob três principais vertentes: mercados de energia, regulação econômica da distribuição e regulação tarifária. Adiciona-se a esta análise a inserção de novos agentes ao setor, sobretudo com a difusão de modelos de negócio associados a microrredes e a usinas virtuais”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 25.08.2021)

<topo>

4 Artigo: “Crise energética: é hora de falar sobre os carros elétricos?”

Em artigo publicado no site epbr, Rodrigo Aguiar, sócio-fundador da Elev, avalia as possibilidades de expansão da mobilidade elétrica no Brasil, tendo em vista o atual contexto do setor elétrico nacional. O autor também expõe as oportunidades que o país deve apresentar inserindo-se na indústria da mobilidade elétrica. Segundo o autor, “(…) os carros elétricos não são um problema para o sistema energético brasileiro”. O sócio-fundador da Elev continua: “não há motivos para ter receio ao incentivar o uso de carros elétricos, pois reforço que eles representam baixíssimo consumo dentro da nossa matriz energética e com uma vantagem enorme de economia para o bolso do consumidor pelo custo do quilômetro rodado”. Por último, Rodrigo Aguiar conclui que “é fundamental montar os alicerces para a vinda dos veículos elétricos, aumentar o número de eletropostos, reduzir a carga tributária (principalmente federal) e criar um plano estruturado e duradouro”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 25.08.2021)

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Monique Coimbra e
Walas Júnior
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing.


Copyright UFRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

&nbspnbsp;

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: