IFE.ME 70

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 70 – publicado em 17 de agosto de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 70 – 17 de agosto de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
TDSE GESEL Nº 102: “Experiências Internacionais em Mobilidade Elétrica”
2 Artigo GESEL: “Inovações Regulatórias para a difusão dos veículos elétricos no Brasil”
3 Brasil: Falta de incentivos à VEs pode isolar país do cenário mundial
4 BCG: plano para eletrificação de carros no Brasil pode atrair investimentos
5 Governador do Piauí trata sobre projeto de incentivo a VEs no Nordeste
6 Mobilidade elétrica no transporte público brasileiro acelera com gestão de dados
7 Abla: atraso na locação de carros elétricos no Rio de Janeiro
8 Papel da mobilidade elétrica para o desenvolvimento sustentável
9 Santiago do Chile: Programa “Meu Taxi Elétrico”
10 EUA: Senado estabelece limites para qualificação de crédito fiscal na aquisição de VEs
11 EUA: recursos do projeto de lei de infraestrutura de VEs enfrentam dificuldades

Inovação e Tecnologia
1 BMW cria estação de recarga elétrica sustentável
2 Saietta desenvolve motores elétricos para veículos compactos
3 Xos, Inc. apresenta hub móvel de carregamento
4 TMC lança novo aplicativo para análise de viabilidade de VEs
5 GM oferece serviço de carregamento para acelerar eletrificação da frota

Indústria Automobilística
1 Brasil: o caminho natural da indústria de mobilidade é a eletrificação
2 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Infraestrutura
3 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Preço dos carros

4 BCG: simulações apontam crescimento da participação dos VEs na frota

5 DOE: Análise do custo de propriedade de veículos elétricos

6 A nova estratégia de veículos elétricos da JAC Motors

7 Mercedes-Benz acelera em direção à eletrificação

8 Stellantis: CEO considera que os elétricos precisam ser mais acessíveis

Meio Ambiente
1 Carros elétricos apresentam vantagens do ponto de vista ambiental
2 Isa Cteep inicia processo de eletrificação de sua frota
3 Embraer prepara ofensiva ESG

Outros Artigos e Estudos
1 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Desinformação
2 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Divulgação
3 Bezos e Gates entram na corrida por metais para carros elétricos
4 Iniciativas voltadas à infraestrutura de recarga

5 Unidas firma parceria com a ABVE
6 Embarca fará primeira viagem rodoviária com ônibus 100% elétrico no Brasil
7 ChargePoint intensifica planos de crescimento com aquisição da ViriCiti
8 EUA: frotas eletrificadas podem reduzir de 37% a 44% os custos


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 TDSE GESEL Nº 102: “Experiências Internacionais em Mobilidade Elétrica”

O GESEL está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) Nº 102, intitulado “Experiências Internacionais em Mobilidade Elétrica”. O texto, assinado por Luan Santos e Carolina Grangeia, tem como objetivo analisar a experiência internacional em Mobilidade Elétrica de forma a obter insumos que sirvam de base para o aprimoramento do framework normativo e regulatório brasileiro. Neste sentido, são contrapostas as práticas internacionais à realidade brasileira, observando fatores como a regulação internacional, normas técnicas e padronização, modelos de negócio e satisfação do usuário. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 12.08.2021)

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2 Artigo GESEL: “Inovações Regulatórias para a difusão dos veículos elétricos no Brasil”

Em artigo publicado no Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL), Maurício Moszkowicz (pesquisadora sênior do GESEL) e Lillian Monteath (pesquisadora plena GESEL) analisaram as inovações regulatórias para a difusão dos veículos elétricos no Brasil, com foco central no Programa de P&D da Aneel. Os autores constatam que “após cerca de 18 meses de execução dos mais de 30 projetos aprovados, envolvendo cerca de R$ 500 milhões de investimento, prevalece a seguinte máxima: inovações tecnológicas exigem inovações regulatórios.” Segundo os autores, “destaca-se que os projetos de P&D do setor elétrico são, até agora, a única ação concreta de política pública do país no campo da mobilidade elétrica. Ou seja, a liderança destes projetos está sob a égide das empresas do setor elétrico, qualificando-as para o uso dos novos produtos e posicionando-as com um papel relevante nos novos negócios. Daí a importância das inovações regulatórias para acelerar a inovação tecnológica do mercado de veículos elétricos”. Por fim, os autores concluem que “o fato mais relevante é que a identificação pela Aneel da mobilidade elétrica como um novo campo em que o Setor Elétrico Brasileiro poderia ajudar a desenvolver foi muito pertinente e eficiente. Porém, chegou o momento de a agência avançar com as inovações regulatórios para dar continuidade a este desenvolvimento.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 09.08.2021)

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3 Brasil: Falta de incentivos à VEs pode isolar país do cenário mundial

De acordo com Adriana Marotti de Mello, professora e doutora do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, existe o risco de o Brasil ficar isolado nas cadeias globais de produção devido à forma que as montadoras realizam seu planejamento. Existem poucas montadoras no mundo de nível multinacional que criem planos de negócios de acordo com as características únicas de cada mercado. Conforme a demanda e os incentivos a VEs crescem nos principais mercados automotivos do mundo, os fabricantes alinham suas produções e pesquisas de desenvolvimento tecnológico para essa área como forma de inovação e de ter a dianteira no mercado. Segundo a professora, quem não aderir a esse movimento elétrico verá sua indústria nacional isolada no cenário internacional. Um isolamento dessa tendência mundial permitiria o desenvolvimento pleno do etanol e suas tecnologias. Como o Brasil é pioneiro nessa forma de biocombustível, a preferência é de adaptar para a maior eficiência um tipo de combustível consolidado no mercado. A adoção dessa medida faz sentido devido ao fato de que o Brasil possui uma indústria em torno da cana-de-açúcar forte e dispõe de todas as infraestruturas necessárias para a produção e distribuição do etanol. Por outro lado, o mercado de exportações automotivas iria ficar cada vez mais restrito para o Brasil. A especialista diz que, se não houver políticas públicas de incentivo de médio e de longo prazo ou uma política de regulação de poluentes na atmosfera, que atualmente não existem no Brasil, o cenário de isolamento será quase certo. (USP – 12.08.2021)

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4 BCG: plano para eletrificação de carros no Brasil pode atrair investimentos

Dirigentes da indústria automobilística iniciam nos próximos dias peregrinação em vários ministérios para apresentar estudo que sirva de referência para a criação conjunta entre iniciativa privada e poder público de uma política de longo prazo para a descarbonização de veículos no Brasil. Feito pelo Boston Consulting Group (BCG), o estudo mostra cenários para a participação de carros eletrificados na frota brasileira até 2035 e um papel importante do etanol, tanto para gerar energia em carros a célula de combustível e híbridos, como para abastecer a enorme frota de modelos flex que será mantida por vários anos, além dos biocombustíveis. Na visão da Anfavea e do BCG, a definição de planos e estratégias, como vários outros países já fizeram, em especial os mais desenvolvidos, é uma oportunidade única para promover uma “avalanche” de investimentos no País, que podem superar R$ 150 bilhões nos próximos cinco anos. Só para a instalação de 150 mil postos de carregamento de baterias seriam necessários cerca de R$ 14 bilhões. O valor leva em conta aportes da indústria automobilística e toda sua cadeia produtiva, dos setores sucroalcooleiro e energético, infraestrutura, poder público e até fabricantes de baterias e semicondutores. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes que para a indústria, esse debate é fundamental e inadiável, pois o setor precisa saber como direcionar seus investimentos para as próximas gerações de veículos e para inserir o Brasil nas estratégias globais de motorização com foco na descarbonização. (O Estado de São Paulo – 10.08.2021)

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5 Governador do Piauí trata sobre projeto de incentivo a VEs no Nordeste

O governador do Piauí Wellington Dias reuniu-se, na quarta-feira (11), em Brasília, com o ex-ministro das Minas e Energia, Nelson Hubner, para tratar sobre um novo projeto de estímulo à utilização de veículos elétricos. Um plano será apresentado aos governadores do Nordeste. “O Nordeste e o Piauí se destacam na área de energias limpas e agora queremos dar mais um passo, desta vez relacionado à veículos elétricos. O objetivo é apresentar aos governadores, através do Consórcio Nordeste, um plano com um conjunto de medidas para o estímulo à garantia de uma política adequada tanto para veículos leves, como para os utilizados no dia a dia, além da mudança da frota do governo. Com isso, estaremos em sintonia com o Acordo de Paris, cada vez mais contribuindo com a diminuição de emissão de CO2”, disse Wellington Dias. O carro elétrico traz uma série de benefícios, como ser menos poluente, mais silencioso e também ter um consumo de energia mais eficiente. Além disso, seus custos de abastecimento são menores, assim como a manutenção e eventuais consertos. (Cidade Verde – 11.08.2021)

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6 Mobilidade elétrica no transporte público brasileiro acelera com gestão de dados

Uma medida urgente a ser tomada pelos governos é reduzir a emissão de poluentes gerados pelo transporte. Dados da ONU estimam que a poluição atmosférica mata sete milhões de pessoas no mundo a cada ano, configurando, assim, uma questão de saúde pública também. A transição energética do transporte público tem visto na tecnologia o caminho para acelerar essa mudança e colaborar com a melhoria na qualidade de vida das cidades por meio de duas frentes. Primeiro, por meio da gestão de dados para melhoria da fluidez e da velocidade operacional do transporte público. A segunda frente é relacionada à renovação da frota, contando com dados abundantes, precisos e confiáveis para apoiar a gestão pública na eletrificação dos sistemas de transporte público. Roberto Speicys, CEO e cofundador da Scipopulis, ressalta que há desafios pela frente nesta transição energética. Na passagem para veículos elétricos, a operação completa do sistema de transporte público necessita ser revista. “A tecnologia pode contribuir significativamente para este processo de decisão. A gestão da informação e o uso de dados ajudam de forma relevante neste replanejamento, considerando as linhas e áreas para a transição energética.” Atualmente, as prefeituras já podem contar com soluções tecnológicas de monitoramento do transporte público e de emissão de gás carbônico da frota atual – e que podem ser utilizadas na transição energética, segundo o executivo. (Mobilidade Sampa – 12.08.2021)

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7 Abla: atraso na locação de carros elétricos no Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro possui apenas 1,5% do total de cerca de 800 automóveis elétricos licenciados pelas locadoras no País, atrás de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Ceará. O ranking é da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), a partir de dados obtidos junto ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O diretor da associação das locadoras no Rio, Daniel Bittencourt, aponta que a criação de mais projetos que incluam o aluguel de automóveis elétricos nas frotas públicas é essencial para fazer com que o estado avance nesse ranking. Entre os usuários, a aceitação é surpreendente, como afirma o diretor da associação. “É visível o desejo por mais sustentabilidade e isso se aplica também ao transporte, mas as locadoras precisam de volume para que possam investir com ênfase e mais rapidamente em modelos elétricos”, explica. “Apesar de ser um caminho sem volta, ainda é preciso melhorar a infraestrutura a partir da expansão de postos de recarga pelo estado”, lembra Daniel Bittencourt. (Mercado e Eventos – 11.08.2021)

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8 Papel da mobilidade elétrica para o desenvolvimento sustentável

O setor de transporte já é responsável por mais de um quarto das emissões de GEEs relacionadas à energia, um número projetado para dobrar até 2050 se não interrompido. Para evitar esse cenário, governos de todo o mundo estão considerando medidas ambiciosas para conter as emissões de transporte e ajudar a alcançar as metas do Acordo de Paris. Por um lado, muitos países de alta renda vêm promovendo veículos elétricos como a maneira mais promissora de descarbonizar o transporte. Por outro lado, pode-se perguntar como esse modelo se aplicaria aos países em desenvolvimento quando mais de 50% da população na África Subsaariana nem sequer tem acesso à eletricidade básica para cozinhar ou iluminação. Essas questões estão no centro de um novo estudo sobre mobilidade elétrica sustentável. O relatório fornece recomendações políticas aos tomadores de decisão nos níveis de governança global, nacional e local para facilitar um quadro de políticas públicas coerente e localmente apropriado para catalisar a mobilidade elétrica sustentável. Encomendado pela Sustainable Mobility for All (SuM4All), o estudo foi produzido pela SuM4All e por um grupo de especialistas liderados pela Iniciativa Transformadora de Mobilidade Urbana (TUMI) e pela Associação Internacional de Transportes Públicos (UITP). (World Bank – 26.05.2021)


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9 Santiago do Chile: Programa “Meu Taxi Elétrico”

O Programa “Meu Táxi Elétrico”, uma iniciativa do Ministério da Energia chileno, tem como proposta, promover os táxis elétricos no transporte público de Santiago. Nesta primeira versão do Programa “Meu Táxi Elétrico” foram 50 taxistas. Cada um recebeu um cofinanciamento de até US$ 10 mil (cerca de R$ 52,5 mil) para trocar um táxi básico por um BYD e5 elétrico. O programa proveu ainda a instalação de um carregador elétrico doméstico e o monitoramento por um ano do veículo adquirido. O Chile está empenhado em alcançar transporte público 100% elétrico até 2040. Algumas autoridades chilenas anunciaram ainda a expansão do programa para outras cidades, começando com a substituição dos táxis em Valparaíso, Aysén e Los Ríos. Além disso, a iniciativa continuará a se desenvolver na Região Metropolitana. (Diario do Transporte – 14.08.2021)

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10 EUA: Senado estabelece limites para qualificação de crédito fiscal na aquisição de VEs

Como parte do novo orçamento federal, o Senado dos EUA aprovou uma emenda introduzida pela senadora Deb Fischer (R-NE) para introduzir um limite no preço dos carros elétricos elegíveis para o crédito fiscal federal de $ 7.500. Apenas carros elétricos que custam menos de $ 40.000 seriam elegíveis. Além disso, apenas compradores com renda inferior a US$ 100.000 poderão solicitar o crédito fiscal. O Senado aprovou a emenda 51-48, mas ela ainda passaria na Câmara dos Representantes. Fischer afirmou que anteriormente o incentivo era basicamente apenas uma redução de impostos para americanos ricos que comprassem veículos elétricos. (Electrek – 11.08.2021)

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11 EUA: recursos do projeto de lei de infraestrutura de VEs enfrentam dificuldades

Biden tornou o combate às mudanças climáticas uma prioridade política, e o amplo projeto de lei de compromisso, alcançado após intensas negociações, toma alguns passos em direção à sua meta de reduzir pela metade as emissões de GEEs até 2030. A ampla disponibilidade de estações de carregamento elétricos é a pedra angular para a mudança das frotas de carros e caminhões americanos. O Congresso estreitamente dividido sobre o financiamento do VEs reflete um equilíbrio complicado para a indústria automobilística e a administração Biden. O governo Biden planejava construir meio milhão de unidades de carregamento em todo o país, pretendendo explorar um adicional de US $ 7,5 bilhões em empréstimos de baixo custo com a criação de um banco de infraestrutura por meio de investimento público-privado, segundo o projeto de lei do Senado. Contudo, tais planos foram repensados após a discussão sobre leis salariais para projetos de transporte, cobertos pelo banco. A Casa Branca agora diz que não estabelecerá uma meta específica para cobrar unidades, mas espera encontrar outros fundos para cobrir a lacuna. Embora apenas US$ 7,5 bilhões do projeto de lei bipartidário vá para as estações de carregamento, espera-se que os democratas adicionem cerca de US$ 100 bilhões em créditos fiscais de VEs em um projeto de lei separado contabilizando US$ 3,5 trilhões. O apoio de todos os 50 senadores democratas será necessário para que essa lei seja aprovada. (Market Watch – 30.07.2021)

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Inovação e Tecnologia

1 BMW cria estação de recarga elétrica sustentável

A BMW do Brasil desenvolveu um projeto experimental no qual criou uma estação de abastecimento para veículos elétricos completamente desconectada da rede pública de energia. A iniciativa utiliza baterias usadas e foi realizada pela montadora alemã em parceria com o Centro de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC e parceiros locais. O sistema de recarga foi criado a partir das baterias usadas e retiradas de diferentes unidades do BMW i3, primeiro modelo totalmente elétrico vendido no Brasil. O funcionamento da estação de carregamento compreende oito conjuntos de painéis solares que transformam a energia do sol em eletricidade, que, por sua vez, é armazenada no banco de baterias usadas, formado por seis módulos. Os módulos são acoplados a um inversor que, além de monitorar a energia produzida, alimenta veículos elétricos por meio de um carregador do tipo BMW Wallbox. De acordo com a BMW, os primeiros testes do sistema permitiram o aumento de 100 km na autonomia de um veículo elétrico após duas horas de recarga. Uma das possibilidades apontadas pela montadora é a aplicação das unidades móveis de recarga em eventos ou em locais distantes desprovidos de acesso à rede elétrica pública. Além disso, novos testes já estão planejados para aumentar a capacidade de armazenamento de energia e otimizar o tempo de recarga. Outro benefício direto é a utilização da energia solar e a extensão da vida útil das baterias elétricas dentro do conceito de economia circular. (Terra – 10.08.2021)

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2 Saietta desenvolve motores elétricos para veículos compactos

O Grupo Saietta tem estado focado em desenvolver soluções de mobilidade na área da propulsão e especialmente numa área mais focada em meios de transporte mais compactos como veículos leves. A sua solução mais recente é conhecida pela sigla AFT, que se traduz por Axial Flux Technology e é um pequeno motor elétrico, muito leve e compacto, que pode ser facilmente adaptado a diversas soluções de mobilidade. A Saietta está direcionada na procura de soluções de mobilidade elétrica mais acessível e que necessitam de uma rápida adoção generalizada, comentando que este é um passo essencial para cidades de poluição mais elevada, como algumas da Ásia. É nestas cidades que a forma de transporte mais comum está justamente a cargo de veículos mais compactos, usados diariamente por milhões de pessoas, pelo que a substituição dos seus motores de combustão por uma solução elétrica será de elevada importância. Neste contexto se insere o AFT, disponível em duas versões, e concebido para oferecer um nível de eficiência elevada, mas também uma viabilidade e rentabilidade elevadas, ao mesmo tempo que reduzem para zero as emissões poluentes. Por serem opções de tamanho mais compacto, as suas necessidades energéticas também requerem baterias de menor capacidade, fazendo com que o seu custo não seja tão elevado. A sua produção foi desenvolvida para ser o mais automatizada possível, também com o objetivo de reduzir os custos, sendo que tudo isto acaba fazendo com que o seu preço final seja mais acessível. (Auto Portal – 13.08.2021)

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3 Xos, Inc. apresenta hub móvel de carregamento

A empresa de mobilidade de frota elétrica Xos, Inc. acaba de lançar uma solução de carregamento móvel para veículos de frota elétrica chamada Xos Hub, que evita a espera pela instalação de infraestrutura. O Xos Hub está ao lado do Xos Serve como dois novos serviços oferecidos pela Xos Energy Solutions, uma nova unidade de negócios da Xos, Inc. Em vez de fazer com que seus clientes de frota esperem por processos de construção e licenciamento caros e demorados para carregar a infraestrutura, o Xos agora pode implantar um hub em um depósito de frota (ou em qualquer outro lugar) para garantir que os VEs comerciais possam recarregar. A primeira unidade de hub a ser implantada vem com cinco tomadas de carregamento em um trailer de 28 pés com cerca de 700 kWh de armazenamento de energia a bordo. Ele será eventualmente acompanhado por uma variação de 10 tomadas, bem como um trailer de 12 metros com 20 tomadas de carregamento. O hub se conecta diretamente à rede por meio de um cabo rapidamente desconectável e, em seguida, funciona como um carregador lento para o banco de bateria do hub dentro do trailer, permitindo que os veículos comerciais se conectem e carreguem diretamente. O primeiro sistema de carga é capaz de fornecer até 25 kW de potência, enquanto os sistemas futuros virão equipados com cabeçotes de carga de 50 kW e 150 kW também. O Xos Hub já começou os testes e será implantado para os clientes este ano. (Electrek – 12.08.2021)

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4 TMC lança novo aplicativo para análise de viabilidade de VEs

A TMC lançou um novo aplicativo, o TMC-e, que rastreia automaticamente as viagens dos motoristas via GPS para avaliar se um veículo elétrico funcionária para eles. Além de reunir informações sobre as viagens, o aplicativo TMC-e faz ao motorista uma série de perguntas curtas, como questionamentos sobre a propriedade em que moram e se nesta há uma calçada, para avaliar se um ponto de carregamento doméstico poderia ser instalado. O aplicativo também captura informações sobre o atual fornecedor de energia do usuário para calcular o custo esperado por milha caso o motorista se mude para um veículo elétrico. O resultado é uma lista de motoristas compatíveis com um VE, com os dados de suporte por trás dele. O painel do motorista no aplicativo fornece um resumo em tempo real das viagens e mostra a porcentagem de viagens que poderiam ser feitas com uma carga elétrica completa. Também é enviado por e-mail um resumo dessas estatísticas periodicamente. Essas informações permitem que as empresas avaliem a viabilidade dos veículos elétricos com base em informações do mundo real. (Fleet News – 28.07.2021)

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5 GM oferece serviço de carregamento para acelerar eletrificação da frota

A General Motors e a BrightDrop, um novo negócio criado de propriedade da GM, revelaram o serviço de carregamento da frota Ultium Charge 360. De acordo com a GM, o serviço se integrará à solução de gerenciamento de frotas da GM e à plataforma de gerenciamento de frota e ativos, BrightDrop, e ajudará clientes a identificar provedores, ferramentas e soluções necessárias para planejar, financiar, implantar e operar infraestrutura de carregamento em pátios e depósitos de frotas. Além disso, a GM afirmou que a abordagem do Ultium Charge 360 para o carregamento ajudará a permitir o suporte para o carregamento doméstico e fornecerá aos motoristas acesso a mais de 60.000 locais públicos para carregar durante o trajeto. Como parte da solução, a GM está trabalhando com provedores preferenciais, incluindo quatro provedores de infraestrutura de depósitos – eTransEnergy, uma empresa da Duke Energy; EVgo; Energia in-charge; e Schneider Electric. A GM também está expandindo as relações comerciais existentes com a Qmerit para carregamento doméstico e EVgo para recarga pública e de depósito para fornecer aos proprietários de frotas a flexibilidade para escolher uma solução de carregamento que atenda às suas necessidades. (Fleet Owner – 27.07.2021)

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Indústria Automobilística

1 Brasil: o caminho natural da indústria de mobilidade é a eletrificação

Muito embora cada mercado tenha a sua peculiaridade, a notável eficiência energética e avanços tecnológicos tornam o ambiente para a popularização dos veículos elétricos mais fértil e consistente do ponto de vista mercadológico. O Brasil apresenta uma matriz energética mais limpa e um potencial ainda inexplorado, principalmente quando se fala de energia solar e eólica. Para explorar todo esse potencial, porém, são necessários mais investimentos e estímulos das autoridades. Mesmo assim, o futuro por aqui é promissor. Segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a expectativa é de que até o final de 2021 o país chegue à marca de 28 mil carros elétricos vendidos. (CanalTech – 07.08.2021)

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2 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Infraestrutura

Enganam-se aqueles que acham que o problema dos carros elétricos é a autonomia. Já existem modelos à venda no Brasil que podem circular mais de 300 km com uma só carga e outros que ultrapassam os 400 km. O que torna o alcance dos VEs “ruim”, indiretamente, é a falta de investimento em infraestrutura. Cidades como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro já contam com uma boa oferta de eletropostos e pontos de carregamento, mas todos em locais privados — muito embora com uso gratuito. Capitais pelo mundo, como Roma e Londres, por sua vez, contam com diversos carregadores rápidos nas ruas e isso facilita bastante para quem quer ter um carro elétrico. No Brasil, empresas como a Volvo, Enel e a Nissan são algumas das que mais investem em pontos de carregamento para carros elétricos. Com uma maior união e troca de ideias entre as autoridades e essas companhias, as cidades brasileiras poderiam ter um avanço significativo neste departamento, principalmente se for considerado que nossa matriz energética é uma das mais limpas e sustentáveis do mundo. (CanalTech – 07.08.2021)

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3 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Preço dos carros

O preço dos carros elétricos não são um problema apenas do mercado brasileiro. Por serem relativamente novos e contarem com muita tecnologia embarcada, esses automóveis ainda custam mais do que a média dos modelos a combustão. Na Europa, as montadoras têm conseguido diminuir um pouco o custo de produção e repassar esse desconto aos clientes, mas ainda falta muito. De modo geral, o que pode ajudar a diminuir os preços dos carros elétricos é o corte nos gastos para produzi-los. Uma solução seria trazer a fabricação desses modelos para cá, o que demandaria, em um primeiro momento, um enorme investimento em fábricas e mão de obra. Outra solução é contar com apoio governamental por meio de incentivos fiscais às empresas, de modo a conseguir um ambiente de negócios mais fértil. Na linha dos estímulos governamentais está o corte de impostos de importação, uma das maiores fatias do preço dos carros elétricos. Um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul deve zerar a alíquota para trazer esses produtos em até oito anos, com uma queda consistente já se iniciando em 2022. Como a maioria desses automóveis são oriundos da Europa, podemos sentir uma queda sensível na precificação. (CanalTech – 07.08.2021)

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4 BCG: simulações apontam crescimento da participação dos VEs na frota

Hoje, os carros eletrificados (híbridos e elétricos) representam menos de 2% das vendas. Pelas simulações do BCG, essa participação pode chegar entre 12% e 22% em 2030, dependendo dos cenários previstos (como custo do combustível, da energia, das baterias, do veículo e dos impostos), e de 32% a 62% em 2035. Segundo Masao Ukon, sócio sênior do BCG Brasil e líder do setor automotivo na América do Sul, “mesmo no cenário mais conservador, o mercado brasileiro teria 432 mil veículos leves eletrificados em 2030, subindo para 1,3 milhão ao ano em 2035”. Já os veículos pesados (caminhões e ônibus) serão de 10% a 26% das vendas em 2030 e de 14% a 32% em 2035, na mesma lógica de análise. “Não consigo imaginar que todos esses veículos teriam de ser importados”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, ressaltando também que a cadeia automotiva emprega atualmente 1,3 milhão de pessoas “e cabe ao País se preocupar com elas.” Com essa projeção de mercado para os eletrificados, o executivo vê também a possibilidade de atrair novas fabricantes, como de baterias e semicondutores. Outro tema do estudo, e que também será levado aos vários ministérios, entre os quais o de Economia, Infraestrutura, Meio Ambiente e Energia é um programa de inspeção veicular para retirada de veículos velhos das ruas, grandes responsáveis por emissão de poluentes e acidentes. (O Estado de São Paulo – 10.08.2021)

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5 DOE: Análise do custo de propriedade de veículos elétricos

Um novo estudo do Laboratório Nacional de Argonne do Departamento de Energia dos EUA (DOE) oferece os resultados mais abrangentes dos custos de propriedade e operação de diferentes tipos de veículos e como os custos variam de acordo com o trem de força. O estudo é intitulado “Comprehensive Total Cost of Ownership Quantification for Vehicles with Different Size Classes and Powertrains.” Os pesquisadores consideraram o seguinte para calcular o custo total de propriedade: Custo de compra do veículo; Depreciação; Custos de financiamento e combustível; Custos relacionados com seguro (novo); Manutenção e reparo (novo); e Impostos e taxas (novo). O relatório considera os veículos leves de passageiros e veículos comerciais médios e pesados, de diferentes conjuntos de propulsão. O estudo descobriu que os custos de manutenção de veículos elétricos a bateria são 40% mais baixos do que os veículos de combustão interna. No geral, os veículos elétricos híbridos tendem a ser o trem de força de custo mais baixo. No entanto, os veículos elétricos a bateria atingirão a paridade de custo à medida que os preços das baterias caem, e os veículos elétricos movidos a hidrogênio alcançarão a paridade de custo com os veículos convencionais à medida que o preço do hidrogênio cair. (Electrek – 13.08.2021)

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6 A nova estratégia de veículos elétricos da JAC Motors

Segundo o presidente da JAC Motors, Sergio Habib, pode-se dizer que a empresa inicia seu terceiro ciclo desde sua chegada, que se dá pelo avanço do interesse por carros elétricos. Se antes a fabricante queria ser conhecida como a ‘marca dos SUVs’, agora pretende criar uma abordagem mais sustentável. Habib pegou ‘carona’ na onda eco-friendly que passou a dominar o mercado internacional de logística e fez parcerias com dezenas de empresas para vender caminhões e utilitários elétricos. Uma das maiores clientes da linha de caminhões e utilitários elétricos da JAC é a PepsiCo. A empresa adquiriu 10 veículos para o transporte de seus produtos em centros urbanos. Se você mora em São Paulo e comprou um Gatorade ou um pacote de Ruffles recentemente, talvez a entrega tenha sido feita por um dos utilitários elétricos da JAC. A rede de supermercados Carrefour, a seguradora Porto Seguro, a distribuidora de alimentos e a fábrica de bebidas Ambev também se tornaram clientes da linha de elétricos da JAC. (IG – 06.08.2021)

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7 Mercedes-Benz acelera em direção à eletrificação

A Mercedes-Benz, dois anos depois do lançamento de seu primeiro carro elétrico, anuncia que pretende ser totalmente elétrica até o final da década. A montadora alemã estima ter até 2022 veículos elétricos a bateria (BEV) em todos os segmentos em que atua, com o objetivo de, a partir de 2025, produzir somente modelos com arquiteturas prioritariamente elétricas. No entanto, é difícil estabelecer prazos para que a população de diferentes países possa se locomover de maneira a não emitir gases poluentes na atmosfera, uma vez que este cenário depende de vários fatores. O Brasil dá seus primeiros passos nesta jornada. Apesar dos desafios existentes no Brasil, a eletrificação, no cenário atual, não é uma opção, e sim, uma questão de tempo. Isso pelo simples motivo de que os mercados que não se eletrificarem tendem a contar com cada vez menos opções de produtos, já que a tendência mundial das montadoras é voltar sua produção para híbridos e elétricos. Além disso, a conscientização dos consumidores em relação às causas ambientais vem gerando um crescente hábito de consumo mais sustentável, o que aumenta a demanda por produtos que atendam a essas exigências. O projeto de trazer Mercedes-Benz elétricos ao Brasil já tem data prevista para expandir. Até 2022, seis novos modelos 100% elétricos chegarão ao país. A marca vai investir mais de € 40 bilhões (aproximadamente R$ 245 bilhões) em veículos elétricos a bateria entre 2022 e 2030. (Forbes – 13.08.2021)

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8 Stellantis: CEO considera que os elétricos precisam ser mais acessíveis

O CEO do grupo Stellantis, Carlos Tavares, admitiu que o custo dos carros elétricos é ainda um grande obstáculo para os consumidores. Tendo a fusão entre a Fiat-Chrysler e a Peugeot permitido uma grande redução dos custos de produção, o CEO aconselhou outras empresas a cortar os custos supérfluos, para se prepararem para o aumento da produção. Isto, porque os fabricantes que não estarem preparados para a procura que se prevê, não vão dispor de recursos suficientes. Tavares ressalta que para se manterem acessíveis enquanto desenvolvem uma nova tecnologia elétrica que é 40% mais cara, é necessário se trabalhar mais na redução de custos. Além disso, se esses custos se virem reduzidos e a oferta aumentar, os consumidores poderão comprar os carros elétricos por um valor muito mais baixo. Até 2030, o grupo Stellantis tem já vários modelos de veículos elétricos planejados. Estes deverão ir ao encontro desta necessidade de reduzir os preços, para que sejam acessíveis a todos. (Ppl Ware – 14.08.2021)

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Meio Ambiente

1 Carros elétricos apresentam vantagens do ponto de vista ambiental

Nos últimos anos, os especialistas frequentemente discordam sobre os métodos, base de dados e fatores que influenciam a questão sustentável dos veículos elétricos. Os carros elétricos não são necessariamente salvadores da mobilidade favorável ao clima. Os veículos só são livres de emissões quando estão sendo conduzidos, no entanto, apresentam emissões de CO2 e o consumo de matérias-primas como lítio, cobalto e a platina necessários na construção de motores elétricos e baterias que impactam negativamente o equilíbrio ecológico, explica Peter Paul Ruschin, chefe do Departamento de Sustentabilidade da DEKRA. Como aborda o especialista, o descarte de baterias também acaba na conta de custo, mais cedo ou mais tarde. No entanto, já existem empresas de reciclagem na Alemanha que recuperam mais de 90% dos materiais recicláveis de baterias descartadas. Em última análise, outra posição crítica são as emissões de CO2 geradas na estação de carregamento de eletricidade. Quanto maior for a proporção de eletricidade limpa, melhor é para o equilíbrio ecológico do carro elétrico. (Segs – 14.08.2021)

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2 Isa Cteep inicia processo de eletrificação de sua frota

Em linha com a meta de reduzir dois milhões de toneladas de CO2 até 2030 em sua operação, a Isa Cteep iniciou um projeto piloto para a troca de, aproximadamente, 40 veículos leves da frota administrativa da empresa para carros elétricos. A companhia informou que adquiriu o primeiro veículo elétrico, um IEV20, da Jac Motors, que será utilizado para deslocamentos a trabalho de colaboradores. O modelo tem autonomia de até 350 km. Durante um ano, será analisada a eficiência do veículo para, então, trocar os demais carros, o que deve acontecer até 2023. Segundo a companhia, a expectativa é que o modelo adquirido pela empresa seja capaz de reduzir em até 3 toneladas a emissão de CO2 e durante o período do projeto piloto. Considerando a troca de toda a frota leve da área administrativa, esse número saltará para cerca de 353 toneladas. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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3 Embraer prepara ofensiva ESG

As fabricantes de aeronaves vêm passando por processos de transformação, diante das recentes exigências de investidores em relação compromissos ambientais e redução de emissão de carbono. Neste contexto, a Embraer anunciou na sexta-feira (13/08), uma ofensiva que inclui veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL), avião elétrico e até modelo movido a hidrogênio. Os projetos vêm sendo desenvolvidos já há algum tempo. Um deles desenvolve tecnologias e soluções que possibilitem propulsão aeronáutica 100% elétrica, com testes realizados na unidade de Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A fabricante trabalha em parceria com a catarinense WEG e com a EDP. Em outra frente, a Embraer trabalha em um avião com propulsão a hidrogênio, considerado o combustível do futuro para a redução das emissões. Além dos motores elétricos, os sistemas de propulsão a hidrogênio demandam nível elevadíssimo de tecnologia e, especificamente na aviação, a preocupação com a segurança traz um componente adicional de dificuldade para o desenvolvimento de produtos e consequente ganho de escala. A Embraer também vem desenvolvendo também, por meio de sua controlada EVE, os eVTOLs. A startup de tecnologia já fechou acordos com companhias internacionais. Os projetos devem contribuir para que a companhia atinja metas relacionadas às melhores práticas ambientais, sociais e de governança, no âmbito do “ESG Plano de Voo”, lançado pela empresa. Na área ambiental, a Embraer anunciou compromisso de operações neutras em carbono até 2040. (Terra – 14.08.2021)

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Outros Artigos e Estudos

1 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Desinformação

Assim como em vários outros setores da sociedade, a desinformação pode ser um grande problema. No caso dos carros elétricos, isso pode ser elevado a níveis gigantescos. Por ser de difícil acesso à maioria da população, é comum ver pessoas considerarem esses automóveis piores do que os modelos a combustão por fatores como autonomia, espaço, design, comportamento e muitos outros. Em testes realizados pelo Canaltech todos esses mitos foram desconstruídos um a um. O mais fácil deles foi o do comportamento do carro, não se pode reclamar dos carros elétricos quando o assunto é desempenho. (CanalTech – 07.08.2021)

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2 Desafios para difusão da mobilidade elétrica no Brasil: Divulgação

Por mais que as empresas que atualmente vendem carros elétricos no Brasil façam um bom trabalho, ainda é preciso disseminar mais a cultura dos veículos 100% elétricos. As barreiras naturais como preço e infraestrutura são verdadeiras e presentes, mas as montadoras podem, e devem, ser mais criativas para trabalhar com esses produtos, principalmente se considerarmos a boa capilaridade das concessionárias. Um exemplo recente foi a Nissan, que expandiu seu número de concessionárias prontas para vender e fazer a manutenção do Leaf para 44 lojas em 15 estados do Brasil. Agora essa rede começa a ser preparada para ter o atendimento completo, com vendas e serviço de oficina, ou atuar como ponto de vendas. Em setembro, todas terão completado os treinamentos específicos para atender aos clientes de carros elétricos, feito as adaptações necessárias em suas infraestruturas e recebido as ferramentas e equipamentos para garantir a manutenção seguindo o padrão global da montadora. (CanalTech – 07.08.2021)

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3 Bezos e Gates entram na corrida por metais para carros elétricos

A mineradora KoBold Metals, apoiada por bilionários como Jeff Bezos e Bill Gates, assinou um acordo com a Bluejay Mining para buscar na Groenlândia matéria-prima fundamental usada em veículos elétricos. A KoBold, que usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para pesquisar matérias-primas, vai investir US$ 15 milhões no projeto Disko-Nuussuaq, na costa oeste da Groenlândia. Em troca, a empresa terá participação de 51% no projeto, afirmou a Bluejay em um comunicado. Outros investidores da KoBold incluem o fundo de capital de risco do Vale do Silício Andreessen Horowitz e a empresa de energia controlada pelo estado norueguês Equinor. (O Globo – 09.08.2021)

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4 Iniciativas voltadas à infraestrutura de recarga

Do lado da infraestrutura de recarga, várias iniciativas vêm surgindo nos últimos anos. A EDP Brasil está implementando uma rede de recarga ultrarrápida que cobre todo o Estado de São Paulo, em parceria com as montadoras Audi, Porsche e Volkswagen, o Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), e as fornecedoras ABB, Electric Mobility Brasil e Siemens. Já a BMW Brasil desenvolveu uma estação de abastecimento completamente desconectada da rede pública de energia, junto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e os grupos Solví e Energy Source. (Valor Econômico – 11.08.2021)

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5 Unidas firma parceria com a ABVE

A Unidas celebra a sua parceria com a Associação Brasileira de Veículo Elétricos (ABVE), a iniciativa integra a série de ações do Programa Unidas Electrics, que ajuda empresas a alcançar a sustentabilidade e a reduzir custos com uma solução completa de aluguel de veículos eletrificados. A Unidas é parceira ainda da EDP, empresa responsável pela criação de uma infraestrutura de abastecimento e manutenção de recarga para veículos elétricos no país. As opções de veículos eletrificados estão disponíveis nas locações regulares — Rent a Car (RAC), no Unidas Livre, o plano de locação por assinatura da Unidas, e para as frotas corporativas. “O segmento de veículos eletrificados está crescendo em todo o mundo. A Unidas sempre foi inovadora e optamos por assumir o protagonismo em oferecer esses veículos ao mercado, incentivando a demanda e proporcionando aos clientes B2B e B2C uma experiência diferenciada. Existe um movimento global de fortalecimento empresarial das práticas ambientais, sociais e de governança, o que vem resultando no crescimento da demanda por veículos eletrificados”, afirma Breno Davis Campolina, head de frotas da Unidas. (ABVE – 01.07.2021)

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6 Embarca fará primeira viagem rodoviária com ônibus 100% elétrico no Brasil

A Embarca, startup para vendas de passagens com investimentos da Expresso Princesa dos Campos, começará a testar a novidade durante 90 dias. Por ora, o modelo desenvolvido em conjunto com a chinesa BYD e a brasileira Marcopolo fará apenas o trecho entre Curitiba e Ponta Grossa (PR). Com capacidade para transportar 44 passageiros, o novo BYD D9F, com carroceria Viaggio 1050, tem até 300 km de autonomia. Ou seja, mais que o suficiente para cumprir o trecho de 118 km entre as duas cidades paranaenses. E, caso seja necessário recarregar as baterias no meio do caminho, todo esse processo pode levar até quatro horas, ainda que os freios também recuperem energia. Os testes de circulação terão início no dia 24 de agosto e, de acordo com a previsão da Embarca, deverá durar até 22 de novembro. Para Gilson Barreto, diretor executivo da Expresso Princesa dos Campos, o processo é importante para avaliar a viabilidade de um novo processo no transporte rodoviário e será um marco para a região de Curitiba. (EXAME – 12.08.2021)

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7 ChargePoint intensifica planos de crescimento com aquisição da ViriCiti

A ChargePoint, empresa americana de infraestrutura de VEs, adquiriu a ViriCiti, fornecedora de soluções de eletrificação para frotas de ônibus e comerciais, para aprimorar seu portfólio de soluções de frota. A ViriCiti aprimorará o portfólio de soluções de hardware, software e serviços da frota ChargePoint integrando fontes de informação para otimizar as operações, incluindo gerenciamento de baterias, monitoramento de estações de carregamento e manutenção de veículos. A solução combinada permitirá que as frotas identifiquem quais rotas eletrificar e monitorar, relatando sobre o tempo de atividade e otimizando o abastecimento para garantir a prontidão operacional à baixo custo. Pasquale Romano, presidente e CEO da ChargePoint, afirma que: “O futuro das frotas é elétrico, e integrar soluções de carregamento com os muitos sistemas de negócios já existentes nos depósitos atuais é essencial para uma eletrificação bem-sucedida.”. Freek Dielissen, CEO da ViriCiti, acrescentou: “Nossa missão nos últimos nove anos foi ajudar os operadores de frota a gerenciar suas operações elétricas. Hoje, o transporte de emissões zero está em um ponto de inflexão, e estamos entusiasmados em nos juntar ao líder de carregamento VE ChargePoint, integrando nossas ofertas complementares e aproveitando os recursos que permitirão a eletrificação das frotas em um ritmo mais rápido na América do Norte e Europa.” (Fleet News – 12.08.2021)

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8 EUA: frotas eletrificadas podem reduzir de 37% a 44% os custos

A AMPLY Power, fornecedora de serviços de gerenciamento de carga e software para frotas, lançou em agosto um estudo chamado Managed Charging Accelerates Cost and Health Benefits of EVs, no qual avalia-se o potencial de economia de custos da transição para frotas eletrificadas nas 25 principais áreas metropolitanas dos EUA. Em todas as localidades analisadas, a energia elétrica é 43% mais barata do que a gasolina para veículos médios. Além disso, constatou-se nas 25 áreas que a mudança do diesel para a eletricidade nas frotas de ônibus urbanos revela uma economia de custos de 63%. O relatório também examina a correlação entre os efeitos da poluição local das frotas de combustíveis fósseis e a economia da transição para frotas de emissão zero, com o potencial de evitar US$ 72 bilhões em efeitos adversos à saúde. Para cada frota de 15 veículos eletrificada, a AMPLY afirma que até dois milhões de quilos de emissões de CO2 podem ser evitados. (Trucking Info- 03.08.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Brenda Corcino e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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