IFE.TEX 48

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 48 – publicado em 14 de junho de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 48 – 14 de julho de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética
1
Reino Unido: Equinor realiza projetos para atingir 1,8 GW de produção de H2 limpo no país
2 Banco Mundial aprova projeto para avançar a transição energética no Uzbequistão2
3 Espanha: criação do Centro Nacional de Pesquisa e Armazenamento de Energia
4 Coreia: KHNP conclui usina de célula a combustível de 39,6 MW
5 RWE, Fraunhofer ISE e BTU desenvolvem projeto fotovoltaico flutuante
6 Alemanha: Plano de ação proposto para desenvolver a economia do hidrogênio
7 UE: Programa de energia com parceria de países do leste europeu terá uma segunda fase

Geração Distribuída
1 PL obriga instalação de sistemas solares em todas as novas construções no país
2 Norsk Solar da Noruega, parceira para desenvolver 37 MWp no Brasil
3 Aberta consulta sobre critérios de contratação de energia em Chamada Pública de Geração Distribuída
4 Caderno do PDE 2031: Micro e Minigeração Distribuída & Baterias

Armazenamento de Energia
1 Iniciativa para simular a natureza para alcançar cátodos mais eficientes para baterias de metal-ar
2 EUA: Projeto promissor de reciclagem de baterias
3 Baterias: demanda terá forte crescimento na década, segundo BNEF

Mobilidade Elétrica
1 Canadá irá vender somente carros elétricos a partir de 2035
2 Renault: eletrificação passa por motores cada vez mais compactos
3 Renault se concentrará em baterias NMC
4 Nióbio em veículos: como essa aplicação pode alavancar o mercado de automóveis elétricos

5 Volvo oferecerá baterias para veículos elétricos até 2025 para estender o alcance para 1000 km
6 Baterias verticais para aumentar a autonomia dos carros elétricos em 30%
7 Produção de baterias não acompanha expansão dos carros elétricos
8 Daimler, Volvo e Traton farão aliança para recarregamento de baterias de caminhões elétricos

Gestão e Resposta da Demanda
1 Aumento no preço da energia impulsiona busca por eficiência
2 GESEL: Tarifa branca fracassa e só alcança 0,1% dos clientes

Digitalização
1 Estudo aponta caminho para eficiência energética em data centers

Artigos e Estudos
1 Artigo: “O poder da geração compartilhada para consolidação do Brasil como potência energética”
2 Artigo: Tecnologias avançadas de carvão para o setor de energia sustentável na Índia
3 Artigo: Digitalização em tecnologias de energia eólica e solar
4 Artigo: Como a tecnologia de blockchain pode mudar os serviços de recarga de VEs nas áreas urbanas?


 

 

Transição Energética

1 Reino Unido: Equinor realiza projetos para atingir 1,8 GW de produção de H2 limpo no país

A Equinor, uma empresa internacional de energia, está desenvolvendo diversos projetos de hidrogênio de baixo carbono no Reino unido, para assim conseguir atingir 1,8 GW de produção de hidrogênio no país, e dessa forma contribuir para o desenvolvimento da meta de hidrogênio do Reino Unido, ao mesmo tempo que contribui para o desenvolvimento econômico e sustentável. Os projetos são: H2H Saltend, onde a empresa produzirá o hidrogênio a partir de um reformador de gás de 600 MW e terá a tecnologia de captura de carbono acoplada, produzindo assim o hidrogênio azul; o projeto em conjunto com a SSE termal, que pretende construir a primeira usina elétrica 100% movida a hidrogênio em grande escala. (Power Engineering – 30.06.2021)

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2 Banco Mundial aprova projeto para avançar a transição energética no Uzbequistão

O Ministério da Energia anunciou que um novo projeto de US$ 380 milhões para melhorar o desempenho das Redes Elétricas Nacionais do Uzbequistão (NEGU) foi aprovado pela Diretoria Executiva do Banco Mundial. O Projeto de Transformação e Transmissão Resiliente do Setor Elétrico garantirá o fornecimento de energia confiável para milhões de residências e empresas em todo o Uzbequistão. O projeto também contribuirá para apoiar diretamente a integração de 1.500 MW de energia renovável na rede elétrica – levando a uma maior redução das emissões de CO2 e mobilizar o investimento privado no setor de energia renovável do Uzbequistão. (Energy Global – 30.06.2021)

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3 Espanha: criação do Centro Nacional de Pesquisa e Armazenamento de Energia

O presidente do Conselho de Extremadura, uma das comunidades autônomas da Espanha, Guillermo Fernández Vara, adiantou que nas próximas semanas será assinado um acordo entre o seu governo e o Ministério da Ciência e Inovação através do qual será entregue ao projeto do Centro Nacional de Investigação uma “carta da natureza” e armazenamento de energia. O Centro Nacional de Pesquisa de Energia e Armazenamento será instalado em uma área de 120 mil metros quadrados e será composto por três edifícios: o principal, a planta piloto de infraestrutura científica e técnica e a incubadora. O centro terá um orçamento de 70 milhões de euros. A nova infraestrutura científica, com inauguração prevista para 2023, servirá para investigar formas mais eficientes de armazenamento de energia, desde a criação do hidrogênio e seu transporte até as tecnologias emergentes de baterias. (Energías Renovables – 05.07.2021)

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4 Coreia: KHNP conclui usina de célula a combustível de 39,6 MW

A Korea Hydro and Nuclear Power (KHNP), uma subsidiária da Korea Electric Power Corporation, acredita que a célula a combustível é um dos pilares que lideram a economia do hidrogênio. Dessa forma, para contribuir com a liderança desta tecnologia, a empresa vem trabalhando com este segmento e acabou de concluir a construção de sua usina de célula a combustível em Ulsan, cidade da Coreia do Sul. A usina teve um investimento de US $ 224 milhões e terá 90 unidades de 440 kW da tecnologia, somando então um total de 39,6 MW de capacidade. Com tamanha capacidade de produção, espera-se que a usina produza 320 milhões de kWh de eletricidade, para assim abastecer 110.000 residências de Ulsan, uma cidade que consome muita energia elétrica. (H2 View – 05.07.2021)

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5 RWE, Fraunhofer ISE e BTU desenvolvem projeto fotovoltaico flutuante

As usinas fotovoltaicas (PV) flutuantes podem contribuir para a expansão da energia renovável sem ocupar terras. RWE Renewables (RWE), o Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar (Fraunhofer ISE) e a Universidade de Tecnologia de Brandenburg Cottbus-Senftenberg (BTU) estão trabalhando juntos para desenvolver ainda mais essa tecnologia inovadora com outros parceiros. No projeto de pesquisa conjunto, PV2Float, os parceiros devem testar vários sistemas fotovoltaicos flutuantes com diferentes projetos de estrutura em condições reais ao longo de um período de três anos. Uma avaliação para um lago a céu aberto adequado para a implementação está em andamento. Os sistemas fotovoltaicos flutuantes são instalados em superfícies de águas abertas. Eles oferecem potencial para geração de energia renovável e proteção do clima, e a tecnologia ainda não foi amplamente adotada. O objetivo do projeto PV2Float, financiado pelo Ministério Federal Alemão para Assuntos Econômicos e Energia, é desenvolver o potencial desta tecnologia. (Energy Global – 05.07.2021)

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6 Alemanha: Plano de ação proposto para desenvolver a economia do hidrogênio

O Conselho Nacional de Hidrogênio da Alemanha propôs ao governo federal um plano de ação, para o período de 2021 a 2025, contendo 80 propostas para o próximo período legislativo para impulsionar a economia do hidrogênio. O plano de ação identifica adicionalmente as necessidades de desenvolvimento de curto prazo para os instrumentos de apoio do governo. Além dos aspectos de padronização e questões da estrutura regulatória da UE, as principais questões incluem o desenvolvimento de uma infraestrutura de postos de gasolina em toda a Europa, bem como o desenvolvimento apoiado pelo Estado de uma indústria fornecedora. Katherina Reiche, Presidente do Conselho Nacional de Hidrogênio, disse que o hidrogênio é a chave para a descarbonização de aplicações que não podem ser convertidas em eletricidade verde de forma técnica ou economicamente viável. Para ler o documento na íntegra, clique aqui. (H2 View – 06.07.2021)

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7 UE: Programa de energia com parceria de países do leste europeu terá uma segunda fase

A Comissão Europeia lançou a segunda fase do seu programa EU4Energy, que promove transições de baixo carbono e energia limpa na Parceria Oriental (EaP), uma joint venture que envolve a União Europeia, os seus Estados-Membros e seis Parceiros da Europa Oriental: Arménia, Azerbaijão, Bielo-Rússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia. A EU4Energy Fase II ficará em vigor pelos próximos quatro anos e ajudará a desenvolver estruturas legislativas e regulatórias que apoiem a transformação energética da região e a liberalização de seus mercados de energia, bem como a digitalização de seus sistemas de energia. Além de reduzir as emissões, o objetivo do programa é fornecer aos cidadãos dos países da Parceria Oriental suprimentos de energia mais estáveis e resilientes, beneficiando os consumidores e aumentando a segurança energética. (IEA – 08.07.2021)

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Geração Distribuída

1 PL obriga instalação de sistemas solares em todas as novas construções no país

Quatro comissões da Câmara dos Deputados irão analisar o PL 1707/21, que torna obrigatória a instalação de sistemas solares em todas as novas construções no Brasil. Medida vale para empreendimentos públicos e privados. “Com a presente proposição estaremos contribuindo com o desenvolvimento de políticas públicas em favor do meio ambiente e de toda a população”, disse o deputado Pedro Augusto Palareti (PSD-RJ). O texto do projeto está em tramitação e será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Brasil Energia – 02.07.2021)

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2 Norsk Solar da Noruega, parceira para desenvolver 37 MWp no Brasil

A empresa brasileira de energia solar GDSolar anunciou na terça-feira (29) que assinou um acordo com a compatriota Origo Energia e a empresa norueguesa Norsk Solar AS para desenvolver um portfólio solar de 37 MWp no Brasil. O portfólio consistirá de 12 usinas fotovoltaicas (FV), a maioria delas localizadas no estado de Minas Gerais, e exigirá um investimento inicial de R $ 150 milhões (US $ 30,3 milhões / EUR 25,4 milhões). Sob o contrato de 25 anos, a GDSolar será responsável pela construção, operação e modelagem de negócios. Já a Origo Energia distribuirá e administrará a energia produzida. (Renewables Now – 01.07.2021)

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3 Aberta consulta sobre critérios de contratação de energia em Chamada Pública de Geração Distribuída

A diretoria da Aneel decidiu abrir Consulta Pública para discutir critérios de contratação de energia proveniente de Chamada Pública de Geração Distribuída – GD. O objetivo é reduzir despesas de operação e manutenção nas redes de distribuição ou postergar investimentos por parte das distribuidoras. A proposta em consulta apresenta também modelo para Contrato de Geração Distribuída oriunda de Chamada Pública, nos termos do Decreto nº 5.163, de 2004. Interessados devem enviar as contribuições entre 2/7 e 31/8/2021 para o e-mail cp040_2021@aneel.gov.br. Também será possível contribuir por meio de Audiência Pública em sessão virtual, que será realizada em 25/8/2021. Para mais informações, acesse https://www.aneel.gov.br/consultas-publicas. (Aneel – 30.06.2021)

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4 Caderno do PDE 2031: Micro e Minigeração Distribuída & Baterias

O MME e a EPE, lançaram o caderno do PDE 2031 sobre micro e minigeração distribuída e baterias (MMGD). A próxima década deverá ser marcada pelo grande crescimento da MMGD no Brasil. No entanto, a necessidade de alterações regulatórias no setor, com a possível redução dos incentivos criados no passado e a modernização do formato das tarifas de baixa tensão, colocam algumas incertezas na trajetória do desenvolvimento desta modalidade de geração. Diante dessas incertezas, foram simulados cinco cenários para a expansão da MMGD, que indicam uma capacidade instalada entre 23 e 42 GW em 2031. No cenário de referência, a EPE projeta 26 GW instalados em 2031, que irão atender mais de 3 milhões de unidades consumidoras. Em relação às baterias, diferentes aplicações para consumidores residenciais e comerciais foram analisadas. Olhando puramente sob a ótica financeira, as baterias enfrentariam dificuldades de se viabilizar na próxima década. Para acessar o caderno, clique aqui. (EPE – 02.07.2021)

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Armazenamento de Energia

1 Iniciativa para simular a natureza para alcançar cátodos mais eficientes para baterias de metal-ar

O centro de pesquisa basco CIC energiGUNE explorará a aplicação de sistemas biológicos no desenvolvimento de novos cátodos para baterias metal-ar que catalisem de forma mais eficiente as reações de oxidação / redução do oxigênio que ocorrem neste tipo de bateria. A iniciativa faz parte do projeto BioAirBat do Ministério da Ciência e Inovação. Especificamente, o trabalho da BioAirBat focará na obtenção de cátodos que catalisem de forma mais eficiente as reações de oxigênio que regem as baterias metal-ar e, em geral, na aquisição de um melhor conhecimento do mecanismo de reação que abre as portas. Além disso, o BioAirBat possibilitará a conexão entre o que há de mais fundamental na ciência e a pesquisa aplicada, gerando conhecimento que pode servir não apenas às baterias metal-ar, mas também a outros campos da engenharia, como baterias de fluxo e geração de hidrogênio. (Energías Renovables – 01.07.2021)

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2 EUA: Projeto promissor de reciclagem de baterias

Nos Estados Unidos, um projeto patrocinado pelo governo no Departamento de Energia, chamado ReCell, está nos últimos estágios de demonstração de tecnologias diferentes, mas também promissoras de reciclagem que renovam o cátodo da bateria para transformá-lo em um novo cátodo. A ReCell, liderada por Jeff Spangenberger, estudou muitos métodos diferentes, incluindo o uso de ultrassônicos, mas se concentrou em métodos térmicos e com base em solventes. “Os EUA não produzem muito cátodo domesticamente, então se utilizarmos a hidrometalurgia ou a pirometalurgia, temos que enviar os materiais reciclados para outros países para serem transformados em cátodos e enviados de volta para nós”, disse Spangenberger. Existem desafios para a reciclagem direta, incluindo produtos químicos em constante evolução, afirmou Spangenberger. A ReCell está trabalhando na separação de diferentes químicas de cátodos. (UOL – 01.07.2021)

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3 Baterias: demanda terá forte crescimento na década, segundo BNEF

Levantamento da Bloomberg New Energy Finance mostra que os preços do metal das baterias se recuperaram fortemente no primeiro semestre do ano, incentivando a entrada em operação de novas produções. A China manteve o controle sobre a indústria química de baterias, com a maior participação de mercado para todos os cinco principais metais de bateria. De acordo com o relatório da BNEF, a demanda por baterias terá forte crescimento nesta década. Em 2030, sob o Cenário de Transição Econômica de menor custo da BNEF, a demanda anual por baterias de íon-lítio passará de 2,7 TWh por ano. A demanda anual total da bateria em 2030 é 35% maior do que na previsão do ano passado, em grande parte devido às expectativas de maior demanda de veículos elétricos de passageiros. Os altos preços das matérias-primas podem resultar em uma mudança significativa no mix de química da bateria. Nesse cenário FFL do BNEF, a participação do metal nas implantações de armazenamento estacionário em 2030 salta de 23% para 53% nesta perspectiva, ao custo dos maiores químicos de níquel. (CanalEnergia – 01.07.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 Canadá irá vender somente carros elétricos a partir de 2035

Acelerando a transição para a mobilidade elétrica, o governo do Canadá antecipou a meta obrigatória para todas as vendas de veículos leves e picapes de passageiros com zero emissões de CO2 até 2035. Para atingir a meta ambiciosa, o Canadá pretende apoiar a indústria com uma combinação de investimentos e regulamentações, incluindo metas provisórias para 2025 e 2030 e medidas obrigatórias adicionais. O país da América do Norte continuará a oferecer incentivos para compensar os custos iniciais de veículos com emissão zero, investimentos na infraestrutura de recarga e fará parceria com fabricantes para apoiar a reformulação das usinas de enegia. (Inside EVs – 30.06.2021)

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2 Renault: eletrificação passa por motores cada vez mais compactos

A Renault tem usado unidades síncronas desde o início de seu processo de eletrificação. Esses motores EESM (Externally excited synchronous machine) têm a vantagem de não adotar ímãs de metais raros e por isso a empresa continuará montando este tipo de propulsor em seus elétricos. Além da ausência de ímãs com metais raros, eles também são os mais eficientes em rodovias ou condições de condução de carga média e otimizam o consumo de energia em circuitos mistos. Eles continuarão a evoluir, tanto que em 2024 a Renault apresentará a nova geração de EESM, mais eficientes e compactos. Graças à colaboração com a STMicroelectronics, eles serão incluídos em um sistema “all-in-1” que a partir de 2025 incluirá, além do novo motor, um sistema denominado “one box” que inclui toda a eletrônica de propulsão. Comparado a um trem de força tradicional, o sistema “all-in-one” é 45% mais compacto, reduz custos em 30%, é compatível com a arquitetura de 800 volts e reduz o desperdício de energia em 45%, um aumento na eficiência que leva a um aumento médio da autonomia que pode ser calculado em torno de 20 km. (Inside EVs – 30.06.2021)

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3 Renault se concentrará em baterias NMC

Ao contrário de outros fabricantes, a Renault se concentrará exclusivamente em baterias NMC (níquel, manganês e cobalto). Eles serão feitos com métodos altamente padronizados e vão explorar dois tipos de células semelhantes entre si e com características técnicas diferentes: uma será de alto padrão, com maior densidade de energia, e outra será menos avançada, adequada para uso em carros urbanos. Indo além da tecnologia no sentido estrito, graças a estas baterias a empresa poderá oferecer toda uma série de serviços auxiliares, como o veículo para a rede (V2G) ou a construção de sistemas de armazenamento, que permitirão que o carro elétrico se integre cada vez mais em um ecossistema sustentável. (Inside EVs – 30.06.2021)

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4 Nióbio em veículos: como essa aplicação pode alavancar o mercado de automóveis elétricos

A aplicação de Nióbio em veículos elétricos deve ajudar a alavancar o mercado no Brasil, com baterias de recarga rápida, além de leveza e resistência dos veículos. Esse metal, na verdade, está inserido nos mais diversos setores da indústria e o Brasil domina cerca de 90% do mercado. Em se tratando automóveis elétricos, a aplicação do Nióbio é muito favorável. De acordo com especialistas do setor o que impede muita gente a adquirir um veículo não poluente, além do valor, é a falta de estrutura para recarga rápida. A inserção de óxido de Nióbio no ânodo das baterias de lítio resulta em potencial de segurança, durabilidade e capacidade de recarga ultra-rápida em tempos inferiores a 10 minutos, sem perda do ciclo de vida. As baterias de veículos elétricos com óxido de Nióbio, em um carro de médio porte, podem atingir autonomias de aproximadamente 350 Km e com menos de 10 minutos de carregamento o carro terá novamente essa autonomia. Essa elevada capacidade de recarga através do Nióbio em veículos elétricos também se reflete no sistema de potência do carro, que podem atingir níveis de aceleração bem maiores em um curto espaço de tempo sem reduzir a vida útil da bateria. (Click Petróleo e Gás – 30.06.2021)

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5 Volvo oferecerá baterias para veículos elétricos até 2025 para estender o alcance para 1000 km

A Volvo Cars compartilhou seus planos para o futuro esta semana, e o principal anúncio é sua intenção de manter apenas veículos elétricos na faixa de produção até 2030. Até meados da década, produzirá 600 mil veículos elétricos por ano, além de oferecer baterias. A partir de 2026, uma empresa europeia, construída em cooperação com a Northvolt, começará a produzir essas baterias. Elas não só carregarão mais rápido, mas também fornecerão aos veículos elétricos da marca sueca uma reserva de marcha de até 1000 km. A capacidade do empreendimento será suficiente para equipar até 500 mil veículos elétricos com baterias por ano. Em geral, a cooperação com a empresa-mãe Geely, embora se mantenha ao nível do intercâmbio de soluções técnicas e plataformas, permitirá à marca sueca manter alguma independência e distância. A Volvo pretende receber recursos adicionais para se transformar em montadora de carros elétricos por meio de oferta pública, que ocorrerá até o final deste ano. Além disso, a Volvo vai desenvolver sua própria plataforma de software, que se chamará VolvoCars.OS. Na verdade, ele vai unir todos os sistemas operacionais díspares que são usados atualmente pelas máquinas da marca: Android, QNX, Linux e AUTOSTAR. No futuro, a plataforma pode mudar para o código aberto e a próxima geração de veículos elétricos Volvo será capaz de viajar automaticamente em estradas suburbanas sem a intervenção do motorista. (Avalanche Notícias – 01.07.2021)

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6 Baterias verticais para aumentar a autonomia dos carros elétricos em 30%

A empresa britânica Page-Roberts apresentou uma ideia que pode ser a solução para um dos pontos fracos dos carros elétricos. Ela faz isso colocando as baterias em uma posição vertical em vez de horizontal e alterando a orientação do banco traseiro. Dessa forma, afirma ele, é possível aumentar em 30% a vida útil da bateria e, com isso, a autonomia do veículo. Até agora, os fabricantes de veículos elétricos preferiam o chassi de ‘skate’ como a forma mais adequada de integrar a bateria ao carro. Como consequência, é possível estender a autonomia do carro, mas também é possível usar uma bateria menor para obter uma autonomia semelhante à oferecida pela versão “padrão” do elétrico, com a bateria sob o chassi. Outra grande vantagem do novo arranjo de baterias é que ele reduz os custos de fabricação em até 36%, segundo a fabricante britânica. O CEO da Page-Roberts, Freddy Page-Roberts, diz: “O arranjo da bateria tipo skate se tornou o esteio da maioria dos veículos elétricos. No entanto, isso se traduz em veículos mais altos, com maiores paradas aerodinâmicas e consumo de energia. Encontramos uma solução muito mais eficiente simplesmente reposicionando as baterias da bateria”. Mark Simon, Diretor de Tecnologia, acrescenta: “A eficiência se traduz em menos tempo para carregar baterias mais longas ou menores, por exemplo. O que também reduzirá a pressão nos pontos de carregamento , outro ponto chave para o setor.” (Energías Renovables – 02.07.2021)

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7 Produção de baterias não acompanha expansão dos carros elétricos

Carros elétricos serão mais de 50% das vendas em 2036 e estudo encomendado pela ABB prevê produção insuficiente de baterias. Segundo o estudo, 2036 será um ano crucial, uma vez que os veículos de passageiros 100% elétricos devem superar as vendas de veículos com motores a combustão, e essa transformação desperta uma grande preocupação com o fornecimento de baterias conforme o estudo ‘Análise da cadeia de suprimentos de baterias de veículos elétricos’, encomendado pela ABB Robotics. Essas preocupações com o fornecimento de baterias para carros elétricos para atender à escalada na demanda representam, desde já, um sério risco para o crescimento da mobilidade elétrica, apesar dos planos para 80 novas gigafábricas globais de baterias. Os pesquisadores envolvidos no estudo apontam para a importância de a montagem da bateria estar localizada perto ou dentro das instalações de montagem de automóveis, essa co-localização do conjunto da bateria não só aumenta a sustentabilidade, reduzindo o custo com transporte, mas também aumenta a flexibilidade. A construção de uma cadeia de fornecimento de bateria robusta criará uma vantagem competitiva distinta para as OEMs, estabelecendo uma tendência de flexibilidade máxima de produção, seja a produção da bateria interna ou terceirizada, reduzindo ainda mais os custos e aumentando a produtividade. Visto que a bateria representa até um terço dos custos do veículo, a ABB está focada em soluções que melhoram a produtividade de fabricação da bateria. (Inside EVs – 04.07.2021)

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8 Daimler, Volvo e Traton farão aliança para recarregamento de baterias de caminhões elétricos

Três grandes fabricantes de caminhões da Europa, Daimler Trucks, AB Volvo e Traton, anunciaram na última segunda-feira que planejam formar uma joint venture para desenvolver uma rede de carregamento de baterias para caminhões e ônibus elétricos que percorrem longas distâncias. A ausência dessa rede de recarga gera a chamada ansiedade de alcance, o medo de não ter pontos de carregamento suficientes para terminar a viagem. As três empresas, que estão produzindo caminhões elétricos e normalmente são competidoras, vão investir em conjunto 500 milhões de euros no empreendimento do qual deterão participações iguais e que começará as operações em 2022. “E a partir de então, estamos muito abertos em todas as direções para permitir que interessados façam parcerias conosco e realmente tragam capital para a joint venture”, disse Matthias Gruendler, presidente-executivo da Traton, acrescentando que espera muitos interessados assim que a parceria entrar em operação. O objetivo é instalar e operar pelo menos 1.700 pontos de recarregamento de baterias de caminhões elétricos em cinco anos. Gruendler afirmou que quase 10 bilhões de euros seriam necessários para construir a infraestrutura da Europa de modo que o continente seja coberto pela rede eletrificada até 2050. (Isto É – 05.07.2021)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 Aumento no preço da energia impulsiona busca por eficiência

A crise hídrica e o consequente aumento nos preços da energia elétrica estão impulsionando a busca por eficiência energética, principalmente nos setores mais afetados pela pandemia, como comércios, escolas, hotéis e shoppings. Tecnologias que otimizam o uso da energia por meio da análise dos dados de consumo, por exemplo, têm atraído consumidores. Empresas e institutos de pesquisa que oferecem serviços de eficiência começaram a notar um aumento da demanda entre o fim do ano passado e o primeiro trimestre de 2021, quando os consumidores se deram conta da possibilidade do agravamento da crise no setor elétrico. Desde o começo do ano os clientes do mercado livre, que escolhem o próprio fornecedor, intensificaram a busca por economia, pois tiveram aumento nos encargos pagos para o acionamento das térmicas, devido à crise hídrica que afetou as hidrelétricas. (Valor Econômico – 01.07.2021)

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2 GESEL: Tarifa branca fracassa e só alcança 0,1% dos clientes

Deslocar o consumo para fora da ponta e, em troca, dar um desconto nas contas de luz para quem se dispõe a fugir dos horários de maior demanda. Esse é o princípio da tarifa branca de energia, criada em 2018, que permitiria aliviar o sistema elétrico em um momento de dúvidas sobre a capacidade de atendimento do parque gerador no pico da carga. Apenas 57.601 unidades consumidoras – o que representa menos de 0,1% do universo potencial de clientes em todo o país – aderiram ao mecanismo, segundo números atualizados pela Aneel em março. Nos bastidores, autoridades do setor responsabilizam as empresas de distribuição por divulgarem pouco a tarifa branca aos seus clientes. Para as distribuidoras, falta um equacionamento adequado para recompor a perda de receitas com os descontos tarifários. De acordo com a Aneel, quem aderiu à modalidade teve redução média de 4,2% nas contas de luz. “Falta cultura e informação consistente. Isso atesta a falha do governo com campanhas educativas”, afirma o coordenador do Gesel, Nivalde de Castro. “Campanhas de esclarecimento são um dos pilares para reduzir a demanda, junto com aumento da tarifa e um programa específico para a indústria, notadamente a eletrointensiva.” Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 05.07.2021)

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Digitalização

1 Estudo aponta caminho para eficiência energética em data centers

É possível obter mais eficiência energética alterando o layout de equipamentos e reaproveitando outros já existentes em data centers. Essa é a principal conclusão do estudo “Towards Energy Efficiency in Data Centers: An Industrial Experience Based on Reuse and Layout Changes“, desenvolvido por pesquisadores do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia que implementa soluções digitais para o mercado local e global. O levantamento tem como autores os pesquisadores Fabiano Pires, Felipe Giuntini, Flávia Santos, Romulos Machado, Paulo Fonseca e Giovanni Caldeira, sendo publicado na revista suíça Applied Sciences, uma das mídias científicas de maior relevância em âmbito global. Os pesquisadores aproveitaram a mudança de endereço do data center do Sidia em Manaus e com base em estudos sobre o tema realizaram uma diferente distribuição dos esquemas de resfriamento, aplicando novo design elétrico e posição das máquinas, resultando em ganhos de 35% em eficiência energética. Entre os ganhos da abordagem está a vantagem de reutilizar dispositivos de resfriamento e servidor, não requerendo mudanças de software, além de melhor desempenho de resfriamento para servidores novos e antigos, mesmo que geograficamente o novo data center está localizado em uma cidade de clima tropical úmido com média temperatura de 27ºC e picos de 37ºC. A experiência posicionou o data center do Sidia entre os 2% dos melhores equipamentos em termos de energia. (CanalEnergia – 06.07.2021)

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Artigos e Estudos

1 Artigo: “O poder da geração compartilhada para consolidação do Brasil como potência energética”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Nayanne Brito, engenheira de energia e parte do time fundador da Lemon Energia, e Camila Belluco, advogada e especialista em Compliance e ESG na Lemon Energia, tratam da existência da geração compartilhada como democratização ao acesso para consumidores e geradores de pequeno porte. Inicialmente, o artigo aborda uma realidade em um pequeno vilarejo, antes empobrecido, passou a ser exportador de energia e os moradores passaram a pagar 30% menos do que todo o país, tudo por causa da energia descentralizada. Posteriormente, traz à tona a realidade brasileira, destacando que a Geração Compartilhada representa 60 MW de potência instalada. Menos do que 1% da geração distribuída, e menos que 0,003% da matriz elétrica nacional. Por fim, é apresentado soluções para a solução atual do país, para tornar o Brasil potência energética: democratizar o acesso à energia renovável é parte fundamental para a retomada verde social, ambiental e energética. O poder dessa solução se dá tanto pelo lado da oferta, quanto pelo lado da demanda. Após ajustes, pequenas empresas de geração de energia se sentem mais seguras para investir em unidades de geração distribuída. Assim como pequenos consumidores passam a ter maior gerência sobre seus gastos. E o destaque de ganho é para o Brasil que ganha a poderosa consciência energética para nos consolidarmos como potência mundial de energia renovável. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 06.07.2021)

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2 Artigo: Tecnologias avançadas de carvão para o setor de energia sustentável na Índia

Na Índia, mais de dois terços da eletricidade total é gerada em usinas a carvão. O país dependerá fortemente do carvão para geração de eletricidade pelo menos por mais algumas décadas. Projeta-se um Cenário de Baixo Carbono para 2030 e os resultados mostram que a usina a carvão contribuirá com 58% da eletricidade gerada. Este artigo relata a avaliação de sustentabilidade de várias tecnologias avançadas de carvão (ACT), com e sem um sistema de captura de CO2, para aplicação em usinas de carvão indianas. Para avaliar a sustentabilidade de forma quantitativa, um índice denominado Índice de Sustentabilidade é estimado usando uma combinação sequencial do Processo de Hierarquia Analítica e um método de tomada de decisão multicritério. Os resultados mostram que ACTs como usinas supercríticas e ultrassupercríticas com sistema de captura de carbono apresentam índices de sustentabilidade mais elevados. Esses ACTs ajudarão na redução das emissões de CO2 e no combate às mudanças climáticas. (GESEL – IE – UFRJ – 08.07.2021)

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3 Artigo: Digitalização em tecnologias de energia eólica e solar

A transição para energia inteligente inclui uma implantação generalizada de tecnologias de energia limpa e gerenciamento com tecnologias de informação e comunicação (TICs). Neste artigo, essa transição é estudada do ponto de vista da convergência tecnológica de fontes de energia renováveis (FERs) e TICs. Duas importantes tecnologias de geração de energia renovável estão sendo estudadas neste artigo: a energia eólica e a energia solar fotovoltaica. A digitalização está mudando toda a sociedade e, de acordo com os resultados, essa transição também pode ser observada nestas tecnologias de geração de energia renovável. A digitalização da produção de FERs abrange tecnologias que controlam, gerenciam e otimizam a produção de eletricidade de diferentes maneiras inteligentes. O artigo mostra que são encontradas diferenças entre as tecnologias de energia eólica e solar fotovoltaica. A digitalização do setor de energia renovável apresenta desafios para as empresas de FER no acompanhamento e previsão do desenvolvimento e oportunidades de TIC para inovações e colaborações com empresas de TIC. Essa conclusão também pode ser expandida para a sociedade em todos os níveis de política, pois focar em um campo restrito ao planejar instrumentos de política de inovação pode impactar negativamente a competitividade do país. (GESEL – IE – UFRJ – 08.07.2021)

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4 Artigo: Como a tecnologia de blockchain pode mudar os serviços de recarga de VEs nas áreas urbanas?

Com o desenvolvimento sustentável das cidades, o transporte mais ecológico é considerado uma abordagem crítica para mitigar a poluição do ar e as emissões de GEEs. Impulsionados por isso, os veículos elétricos (VEs) têm sido fortemente defendidos pelos governos por sua emissão zero. No entanto, problemas de carregamento atrapalham a difusão dos VEs. Pelo alto custo de infraestrutura e a escassez de terrenos na China, as estações de carregamento públicas atuais não conseguiam atender às crescentes demandas de carregamento e começaram a preocupar os potenciais usuários de VEs. Para resolver o problema, este artigo propôs um sistema peer-to-peer (P2P) de compartilhamento de carregamento privado suportado pela tecnologia blockchain. Nesse sistema, os registros de carga dos usuários de VEs podem ser empacotados e carregados no blockchain, que é imutável e resistente a violações. Enquanto isso, o modelo Multi-Agent-Based (MAB) é adotado para avaliar o desempenho desse sistema de compartilhamento. Por último, o sistema privado de compartilhamento proposto é validado pelos dados realistas do círculo de negócios de Lujiazui em Xangai, China. (GESEL – IE – UFRJ – 08.07.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Monique Coimbra e
Walas Júnior
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

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