IFE.ME 63

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 64 – publicado em 07 de julho de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

l

IFE: nº 64 – 07 de julho de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
IEMA: Estudo acerca da transição da indústria automotiva brasileira
2 Alemanha: incentivos públicos e inovações da indústria automobilística
3 Canadá: meta obrigatória de vendas de apenas carros elétricos a partir de 2035
4 União Europeia: busca por VEs acessíveis para todos os europeus
5 Reino Unido: mega investimentos em infraestrutura de carregamento de VEs até 2023
6 Union of Concerned Scientists: barreiras para infraestrutura de carregamento de VEs e apoio federal nos EUA
7 Electrification Coalition: financiamento e funding na eletrificação de veículos
8 Califórnia: VEs usados são mais baratos do que carros a combustão
9 Reino Unido: definição de padrões de acessibilidade para pontos de carregamento de VEs

Inovação e Tecnologia
1 BMW: teste do elétrico i3 com extensor de alcance a etanol no Brasil
2 Nissan: etanol para a produção de hidrogênio
3 Aplicação de Nióbio no mercado de VEs no Brasil
4 Department of Energy: baterias de metal de lítio com vida útil mais longa
5 Porsche: desenvolvimento de nova fábrica para baterias de recarga rápida
6 GM: megaprojeto de indústria de lítio nos EUA
7 Renault se concentrará em baterias NMC

Indústria Automobilística
1 Wood Mackenzie: VEs dominarão mercado global em 2050
2 Wood Mackenzie: Infraestrutura de recarga de VEs em 2050
3 Volkswagen só venderá elétricos na Europa a partir de 2035

4 Volkswagen: plano da maior fábrica de VEs do mundo

5 Renault: estratégia para popularização de VEs

6 Renault: ‘mega fábrica’ ElectriCity

7 Renault: eletrificação passa por motores cada vez mais compactos

8 Volvo: planos estratégicos para 2030
9 Índia: Tata Motors anuncia que irá lançar 10 VEs até 2025

Meio Ambiente
1 EEA: VEs ajudam a reduzir as emissões médias na Europa
2 GM: fundo para apoiar o enfrentamento às mudanças climáticas
3 Novas técnicas de reciclagem devem tornar VEs mais verdes
4 EUA: Projeto promissor de reciclagem de baterias

Outros Artigos e Estudos
1 Bright Consulting: futuro da indústria pode estar no carro elétrico a hidrogênio
2 Frotas comerciais substituem veículos movidos a combustíveis fósseis
3 VW e-Delivery: 1ª unidade do caminhão elétrico é entregue à Ambev
4 Crise energética e impacto no avanço dos VEs no Brasil

5 Mobilidade como serviço: desafios, estratégias e mudanças
6 Análise da cadeia de suprimentos de baterias de VEs
7 Parceria entre Nissan e Itaú em compartilhamento de VEs


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 IEMA: Estudo acerca da transição da indústria automotiva brasileira

De acordo com o estudo “Transição da Indústria Automotiva Brasileira” feito por pesquisadores do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), o Brasil experimentou sua última grande transformação tecnológica com a introdução dos veículos flex. Hoje se depara com a eletrificação da mobilidade a nível mundial. Porém, há a tendência de longa continuidade da produção de veículos a combustão no país, dada a situação socioeconômica e a ausência de movimentos na indústria brasileira na direção da eletrificação. Um cenário provável é o da preferência pelo automóvel híbrido-etanol produzido internamente e complementado com a eletrificação do segmento luxo via importações. Neste caso, eventuais benefícios fiscais para a compra de carros elétricos favoreceriam apenas a parcela de maior renda da população, alerta o estudo. A prioridade deveria ser ao transporte público. Desse modo, segundo Renato Boareto, pesquisador e co-autor, o estímulo a mobilidade elétrica tem que ser direcionado para o transporte público eletrificado. No caso do transporte individual, a recomendação é implantar um sistema em que se aumente a taxação aos veículos a combustão, mais poluentes, e se criem subsídios para os elétricos. Dessa maneira, a desoneração fiscal poderia ser trabalhada para exigir padrões de qualidade e eficiência. (Valor Econômico – 05.07.2021)

<topo>

2 Alemanha: incentivos públicos e inovações da indústria automobilística

O ministro da Economia alemão, Peter Altmaier, disse na última sexta-feira (2) que a Alemanha está prestes a atingir sua meta de um milhão de VEs em circulação devido ao aumento de vendas favorecido por incentivos públicos e pelas inovações dos fabricantes tradicionais, cuja oferta está a todo vapor. Este objetivo, estabelecido em 2009 e que muitos consideraram “inatingível”, será alcançado com “apenas seis meses de atraso”, apontou. O considerável auxílio público às compras gerou um aumento nas vendas nessa categoria, que inclui carros elétricos e híbridos recarregáveis. O prêmio pela compra aumentou consideravelmente como parte das medidas de recuperação para superar os efeitos da pandemia do coronavírus. O auxílio funciona de forma que para veículos elétricos cujo preço de catálogo é inferior a € 40.000, a ajuda máxima agora é de € 9.000. Para os híbridos, é de 6.750 euros. A infraestrutura de recarga também cresceu. De acordo com o ministério dos Transportes da Alemanha, existem atualmente 37.705 pontos de recarga padrão e 6.395 pontos de recarga rápida na Alemanha. O ministro estimou que a próxima etapa, que visa de sete a dez milhões de carros elétricos nas estradas alemãs até 2030, também poderá ser alcançada. Altmaier ainda ressalta que o setor de produção de células de bateria deve criar cerca de 20.000 empregos até o final da década na Alemanha. (Isto É – 02.07.2021)

<topo>

3 Canadá: meta obrigatória de vendas de apenas carros elétricos a partir de 2035

Acelerando a transição para a mobilidade elétrica, o governo do Canadá antecipou a meta obrigatória para todas as vendas de veículos leves e picapes de passageiros com emissão zero até 2035. Anteriormente, a meta era somente em 2040. Para atingir a meta ambiciosa, o Canadá pretende apoiar a indústria com uma combinação de investimentos e regulamentações, incluindo metas provisórias para 2025 e 2030 e medidas obrigatórias adicionais. O país da América do Norte continuará a oferecer incentivos para compensar os custos iniciais de veículos com emissão zero, investimentos na infraestrutura de recarga e fará parceria com fabricantes para apoiar a reformulação das usinas de energia. (Inside EVs – 30.06.2021)

<topo>

4 União Europeia: busca por VEs acessíveis para todos os europeus

A Comissão Europeia quer estimular a procura por automóveis elétricos. Nesse sentido, está preparando uma estratégia para tornar mais baratos os veículos mais amigos do ambiente, procurando que sejam acessíveis para todos os europeus. A Comissão Europeia não definirá uma data para acabar a venda de carros a combustão, mas incentivará o fim destes em breve. Em entrevista ao Financial Times, o vice-presidente da comissão diz que serão apresentadas este mês uma série de medidas para garantir que a União Europeia consiga atingir a meta de redução das emissões de carbono em 55% até 2030, por comparação com os níveis de 1990. Entre essas medidas está um aperto nos níveis de CO2 para os carros novos vendidos durante a próxima década, bem como uma proposta para que os fabricantes de automóveis paguem pela poluição dos veículos que comercializem. “Temos de fazer estas duas coisas para estimular a introdução de veículos elétricos” no mercado, o que fará aumentar a oferta e, por sua vez, levará a uma descida do preços destes veículos. A estratégia da União Europeia não será centrada na definição de uma data para o fim dos carros com motores a combustão, e sim na sinalização a indústria que o continente será cada vez mais restrito em termos das emissões. (ECO – 04.07.2021)

<topo>

5 Reino Unido: mega investimentos em infraestrutura de carregamento de VEs até 2023

Devido aos prazos para zerar emissões estarem sendo cada vez mais adiantados, muitos fabricantes de veículos e governantes do Reino Unido, consideram essas metas como muito desafiadoras. Porém, o governo britânico está implementando medidas para viabilizar essas metas. Para dar o pontapé inicial no ecossistema de carregamento de VE, o governo prometeu £ 950 mi como parte do “Project Rapid” para apoiar uma infraestrutura de carregamento rápido em toda a rede de estradas estratégicas e principais estradas secundárias. Isso inclui a meta de ter pelo menos seis carregadores de alta potência em cada estação de serviço da rodovia até 2023. A mudança fundamental dos transportes no uso de energia não é a única grande demanda de descarbonização que o sistema elétrico do Reino Unido enfrenta. O aquecimento doméstico está preparado para abandonar o gás nos próximos 20 anos, embora, cronologicamente, a rede de pontos de recarga de VEs provavelmente esteja bem estabelecida antes da migração em massa para as bombas de calor. Independentemente do momento, ambos os desenvolvimentos exigirão uma rede elétrica robusta e resiliente. (Smarttransport – 02.06.2021)

<topo>

6 Union of Concerned Scientists: barreiras para infraestrutura de carregamento de VEs e apoio federal nos EUA

Os veículos elétricos já são realidade, mas acelerar sua implantação requer investimentos em infraestrutura de carregamento. As políticas federais podem quebrar as barreiras para esta implantação, tornando VEs e infraestrutura de carregamento mais acessíveis. As políticas devem ser projetadas para preencher lacunas de informações, alinhar interesses e ajudar motoristas e gerenciadores de estações de carregamento a pagar pelos custos iniciais. As políticas devem enfatizar o aumento do acesso ao carregamento de VEs para locatários, residentes de residências com várias unidades e motoristas que não podem instalar o carregamento em casa. Uma variedade de VEs, de bicicletas e scooters a carros, ônibus e caminhões pesados, já transportam pessoas e mercadorias. Para os consumidores, podem variar os modos de mobilidade pessoal que melhor atendem às suas necessidades. Este informativo enfoca as barreiras à implantação de infraestrutura de recarga para consumidores cujas necessidades de mobilidade são melhor atendidas por veículos motorizados pessoais ou compartilhados e políticas federais para lidar com essas barreiras. Essas políticas fazem parte de uma ampla agenda para aumentar o acesso a todos os modos de mobilidade pessoal limpa e que movimentam mercadorias. (Union of Concerned Scientists – 03.06.2021)

<topo>

7 Electrification Coalition: financiamento e funding na eletrificação de veículos

Eletrificar o sistema de transporte é vital para aumentar a segurança econômica e nacional dos EUA. No entanto, embora os consumidores possam economizar ao longo da vida de um VE, custos iniciais mais altos são uma barreira para uma adoção mais ampla. Este guia pode ajudar formuladores de políticas e outros a identificar opções de financiamento e de funding, para ajudar a superar essa barreira e eletrificar o transporte mais rapidamente. O dinheiro para apoiar o financiamento e o funding pode vir de vários lugares. Isso inclui fontes federais, estaduais, locais e de serviços públicos, bem como acordos legais, receitas estaduais ou regionais do mercado de carbono, futuras economias operacionais e monetização dos recursos do veículo para a rede. Também existem maneiras de diminuir os custos iniciais de VEs e infraestrutura de VEs por meio da combinação da demanda e promoção da concorrência. Os programas de financiamento e funding podem ser projetados para atender às necessidades dos consumidores de baixa renda ou direcionar as comunidades desfavorecidas ou rurais para ajudar a promover maior equidade no acesso ao transporte eletrificado. Não existe um caminho certo para reduzir as barreiras de custos iniciais. Diversas abordagens diferentes podem ser aplicadas. Na verdade, uma combinação de programas pode ter mais chances de se tornar sustentável. (Electrification Coalition)

<topo>

8 Califórnia: VEs usados são mais baratos do que carros a combustão

A Califórnia liderou nos EUA na adoção de VEs por décadas, reduzindo a poluição e impulsionando a inovação, mas os VEs ainda são vistos como um luxo disponível apenas para os ricos. Uma nova pesquisa com foco em VEs usados não luxuosos mostra que eles são, na verdade, mais baratos do que carros usados movidos a gasolina. A nova pesquisa quantifica a economia do consumidor em VEs de 3 a 4 anos, acrescentando benefícios para a saúde e o clima. VEs usados economizam aos consumidores $ 500 – $ 1.000 em média em comparação com carros a gás semelhantes devido aos custos mais baixos de combustível e manutenção, economizando “combustível” porque são 3 vezes mais eficientes em termos de energia do que os carros a gás, enquanto a manutenção custa cerca de metade do valor. Os choques nos preços da gasolina que recentemente abalaram a Costa Leste demonstram como os VEs também protegem seus proprietários da volatilidade dos mercados de petróleo. Embora os VEs sejam mais baratos do que os carros a gás, seus preços iniciais de compra ainda são maiores sem os incentivos do governo. A rápida inovação em baterias está reduzindo os custos dos VEs tão rapidamente que ficarão mais baratos para comprar dentro de alguns anos. Uma política inteligente é e continuará sendo essencial. (Forbes – 15.06.2021)


<topo>

9 Reino Unido: definição de padrões de acessibilidade para pontos de carregamento de VEs

O Reino Unido está acelerando em direção a uma rede de carregamento de veículos elétricos mais inclusiva e confiável. Em parceria com a organização de caridade nacional para deficientes Motability, o Departamento de Transporte comissionou o British Standards Institute (BSI) para desenvolver padrões de acessibilidade para pontos de carregamento de VE em todo o país. Esses padrões fornecerão orientação à indústria e aos motoristas uma nova definição clara de pontos de carregamento de VE públicos que serão divididos entre “totalmente acessíveis”, “parcialmente acessíveis” e “não acessíveis”. O projeto de pontos de carregamento públicos já é cuidadosamente considerado pelas operadoras, no entanto, padrões consistentes são cruciais para os motoristas identificarem facilmente quais pontos de cobrança são adequados para suas necessidades. Isso pode variar de espaço adequado entre unidades de carregamento com uma altura adequada para usuários de cadeiras de rodas, altura do meio-fio, entre outros. (Fleet Point – 30.06.2021)

<topo>

 

 

Inovação e Tecnologia

1 BMW: teste do elétrico i3 com extensor de alcance a etanol no Brasil

Recentemente, a BMW assumiu o compromisso de ter 50% das suas vendas globais compostas por carros eletrificados até 2030. No mesmo prazo, afirmou que irá reduzir a emissão de CO2 em 80% na produção dos seus veículos, 40% no uso e 20% na cadeia de fornecedores, em comparação aos dados de 2019. Como parte dessa estratégia, a BMW está testando o carro elétrico BMW i3 com um extensor de autonomia movido a etanol no Brasil. Desenvolvido pela divisão de engenharia local da BMW em parceria com a AVL do Brasil, o protótipo BMW i3 Zero Impact Emission CO2 Neutral Ethanol Range Extender é impulsionado pelo motor elétrico e recebe o auxílio de um motor a combustão de 0.6 litro que tem como principal função dar uma carga adicional às baterias, podendo ampliar a autonomia em até 60 km. Com este projeto, a BMW está testando o que poderia vir a ser o primeiro carro elétrico do mundo com propulsão auxiliar a etanol. Com a substituição da gasolina pelo etanol, há redução na emissão de CO2 na atmosfera devido ao ciclo neutro de emissões do etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, além do aumento de eficiência por conta do desenvolvimento de um motor modificado, especificamente, para utilização do etanol, permitindo usufruir de suas propriedades. (Inside EVs – 28.06.2021)

<topo>

2 Nissan: etanol para a produção de hidrogênio

A Nissan é a única fábrica no Brasil que desenvolve um carro elétrico movido por célula a combustível. Porém, sem os problemas de produção e armazenamento do hidrogênio, combustível usado em todos os outros automóveis que usam esta tecnologia. Para isso, a filial brasileira da marca japonesa acaba de renovar um convênio com o IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) ligado à USP: a ideia é extrair do etanol o hidrogênio necessário para a célula a combustível. Ou seja, uma solução que para o Brasil é “sopa no mel”, pois o carro para no posto, se abastece de etanol e dele se extrai o hidrogênio que vai alimentar a Fuel Cell que gera a energia elétrica para movimentar o carro. Então, ao final do projeto, o Brasil terá seu automóvel elétrico sem limite de autonomia, pois é “recarregado” pelo etanol que se encontra em qualquer posto do país. (Uol – 24.06.2021)

<topo>

3 Aplicação de Nióbio no mercado de VEs no Brasil

A aplicação de Nióbio em VEs deve ajudar a alavancar o mercado no Brasil, com baterias de recarga rápida, além de leveza e resistência dos veículos. Esse metal, na verdade, está inserido nos mais diversos setores da indústria e o Brasil domina cerca de 90% do mercado. Em se tratando automóveis elétricos, a aplicação do Nióbio é muito favorável. A inserção de óxido de Nióbio no ânodo das baterias de lítio resulta em potencial de segurança, durabilidade e capacidade de recarga ultra-rápida em tempos inferiores a 10 minutos, sem perda do ciclo de vida. As baterias com óxido de Nióbio, em um carro de médio porte, podem atingir autonomias de aproximadamente 350 Km e com menos de 10 minutos de carregamento o carro terá novamente essa autonomia. Essa elevada capacidade de recarga através do Nióbio em VEs também se reflete no sistema de potência do carro, que podem atingir níveis de aceleração bem maiores em um curto espaço de tempo sem reduzir a vida útil da bateria. Outra característica positiva desta tecnologia é a elevada capacidade de receber carga dos sistemas de frenagem dos carros, tornando-se assim uma solução muito competitiva também para os carros híbridos pelo seu potencial de redução de consumo de combustível. A empresa brasileira CBMM está na vanguarda das primeiras baterias elétricas com Nióbio no mercado e conta com mais de 40 projetos em desenvolvimento junto a universidades, startups e centros de pesquisa ao redor do mundo, que visam novas tecnologias com Nióbio para baterias elétricas, cada uma delas com características específicas. (Click Petróleo e Gás – 30.06.2021)

<topo>

4 Department of Energy: baterias de metal de lítio com vida útil mais longa

Pesquisadores conseguiram aumentar a vida útil de uma bateria de VE promissora para um nível recorde. Essas baterias são vistas como uma parte importante da solução para reduzir os efeitos da mudança climática, e os cientistas estão explorando uma vasta gama de opções. Uma solução é a bateria de metal de lítio para VEs. Essas baterias retêm quase o dobro da energia de suas contrapartes de íon de lítio amplamente utilizadas e são mais leves. Essa combinação permite um VE que seria mais leve e iria muito mais longe com uma única carga. Mas as baterias de metal de lítio têm um tempo de vida muito menor do que as baterias de íon de lítio atuais. Uma equipe de cientistas do DOE nos EUA criou uma bateria de metal de lítio que dura 600 ciclos, muito mais do que outros resultados relatados. Isso significa que ele pode ser totalmente carregado e descarregado 600 vezes antes de morrer. A pesquisa foi feita por meio do Centro de Inovação do DOE para o Consórcio Battery500, um esforço de várias instituições liderado pela PNNL para desenvolver baterias de VEs mais leves, mais intensivas em energia e menos caras do que as usadas atualmente. A nova tecnologia é promissora, porém ainda não está pronta. As baterias de íon de lítio de hoje duram cerca de 1000 ciclos, mesmo tendo menor autonomia. (Science Daily – 29.06.2021)

<topo>

5 Porsche: desenvolvimento de nova fábrica para baterias de recarga rápida

A Porsche vai desenvolver e produzir baterias para carros elétricos que são menores, mais fortes e mais eficientes, na comparação com os modelos atuais. Com as novas baterias, a Porsche vai cumprir a promessa feita em 2018, de recarga em menos de 15 minutos. Atualmente, baterias do tipo “Performance Plus” e carregadores rápidos da marca alemã permitem carregar o modelo elétrico Taycan em 22,5 minutos, indo de 5% a 80% da bateria, segundo o presidente-executivo, Oliver Blume. A fabricante afirma que a produção das baterias vai começar em escala reduzida até 2024, mas não divulgou quanto vai investir no projeto. A Porsche vai controlar (com 83,75% de participação acionária) a produção do novo tipo de baterias, que será feita em parceria com a alemã Cellforce, especialista na pesquisa de produtos de íons de lítio, base para baterias. Por outro lado, foi divulgado que o governo alemão também é acionista da nova fábrica e irá investir € 60 mi (cerca de R$ 360 milhões), na forma de financiamento. O CEO da Cellforce, Torge Thönnessen, afirma que a meta é produzir baterias de alto desempenho para até 1.000 carros elétricos da Porsche por ano. (Jornal do Carro – 03.07.2021)

<topo>

6 GM: megaprojeto de indústria de lítio nos EUA

A General Motors está investindo em um projeto de lítio nos EUA que pode se tornar o maior do país até 2024, fazendo com que a fabricante se torne uma das primeiras a desenvolver sua própria fonte de um metal de bateria crucial para a eletrificação de carros e caminhões. A empresa fará um investimento “multimilionário” para ajudar a desenvolver o projeto geotérmico de água salgada Hell’s Kitchen, da Controlled Thermal Resources (CTR) no Mar de Salton da Califórnia, aproximadamente 258 km ao sudeste de Los Angeles. “Isso suprirá uma quantidade considerável da nossa necessidade de lítio”, afirmou Tim Grewe, diretor de estratégia de eletrificação da GM. O projeto pode chegar a produzir 60.000 toneladas de lítio até meados de 2024, se tudo correr como o planejado, afirmou Rod Colwell, presidente-executivo do CTR. A empresa ainda afirmou que o seu projeto emitirá 15 vezes menos dióxido de carbono do que minas de lítio na Austrália, a maior produtora do mundo. O projeto deve obter licenças ambientais do governo federal até o fim do próximo ano. Esse projeto de lítio será usado para construir veículos elétricos nos Estados Unidos e engenheiros da GM e cientistas visitarão o local uma vez que as restrições de viagem relacionadas à pandemia acabarem. A medida pode levar outros fabricantes de automóveis a buscarem parcerias similares, especialmente porque a demanda pelo metal deve passar a oferta em 20% dentro de quatro anos, segundo o consultor da indústria da Benchmark Mineral Intelligence. (CNN Brasil – 02.07.2021)

<topo>

7 Renault se concentrará em baterias NMC

Ao contrário de outros fabricantes, a Renault se concentrará exclusivamente em baterias NMC (níquel, manganês e cobalto). Eles serão feitos com métodos altamente padronizados e vão explorar dois tipos de células semelhantes entre si e com características técnicas diferentes: uma será de alto padrão, com maior densidade de energia, e outra será menos avançada, adequada para uso em carros urbanos. Indo além da tecnologia no sentido estrito, graças a estas baterias a empresa poderá oferecer toda uma série de serviços auxiliares, como o veículo para a rede (V2G) ou a construção de sistemas de armazenamento, que permitirão que o carro elétrico se integre cada vez mais em um ecossistema sustentável. (Inside EVs – 30.06.2021)

<topo>

 

 

Indústria Automobilística

1 Wood Mackenzie: VEs dominarão mercado global em 2050

Os VEs a bateria serão a forma dominante de transporte rodoviário no mundo em 2050, respondendo por 56% de todas as vendas de veículos, de acordo com uma nova pesquisa da Wood Mackenzie. O relatório indica que as vendas de veículos com motor de combustão interna, incluindo híbridos, vão cair para menos de 20% de todas as vendas globais em 2050, já que os países e fabricantes de automóveis estão se comprometendo com metas de neutralidade de carbono. Quase metade do estoque restante de veículos com motor de combustão interna estará na África, Oriente Médio, América Latina e regiões da Russa e Cáspio. Ao todo, a projeção é que em 2050 existam 875 milhões de carros elétricos de passageiros, 70 milhões de veículos comerciais elétricos e 5 milhões de veículos com células de combustível nas estradas. Isso eleva o total geral de veículos com emissões zero de carbono em operação a 950 milhões até meados do século. A pesquisa ainda afirma que mais de três em cada cinco veículos nas estradas serão elétricos na China, Europa e Estados Unidos até 2050. Além disso, quase um em cada dois veículos comerciais será elétrico na mesma data nessas regiões. Apenas no primeiro trimestre de 2021, as vendas dos elétricos dispararam para quase 550 mil, o que representa um aumento de 66% em relação ao mesmo período do ano passado. “O ressurgimento dos EUA como líder climático e a meta líquida de zero da China são a chave para esse aumento”, disse o chefe de Transporte Rodoviário da Wood Mackenzie, Ram Chandrasekaran. (Brasil Energia – 29.06.2021)

<topo>

2 Wood Mackenzie: Infraestrutura de recarga de VEs em 2050

O relatório da nova pesquisa da Wood Mackenzie mostra que o número de pontos de carregamento de VEs deve aumentar para 550 milhões de unidades, globalmente, até o meio da década. A esmagadora maioria (90%) desses estabelecimentos continuará a ser carregadores residenciais. O apoio político, incluindo subsídios e regulamentações, garantirá que o mercado de carregamento de automóveis elétricos cresça em linha com os próprios veículos. (Brasil Energia – 29.06.2021)

<topo>

3 Volkswagen só venderá elétricos na Europa a partir de 2035

A Volkswagen anunciou que vai parar de vender carros com motor de combustão na Europa a partir de 2035. A informação foi confirmada por um membro do conselho de vendas da marca, Klaus Zellmer, em entrevista para a agência de notícias Reuters. A companhia vai focar apenas em automóveis elétricos. Neste período de transição, o objetivo é que a modalidade já seja responsável por 70% das vendas da marca no continente, algo que será possível graças não só às mudanças promovidas, mas também a políticas locais e subsídios de governos. Após a mudança na Europa, os próximos territórios a pararem de ter motores a combustão serão Estados Unidos e China, mas sem um prazo concreto. Em seguida, será a vez de África e América do Sul, vistos como locais mais complicados por condições de infraestrutura e políticas ainda precárias. Até 2050, toda a frota da Volkswagen deve ser de zero emissões. (Tecmundo – 02.07.2021)

<topo>

4 Volkswagen: plano da maior fábrica de VEs do mundo

A Volkswagen tem realizado algumas alterações para fortalecer a indústria de carros elétricos. Em Wolfsburg, a companhia vai transformar uma planta na “maior fábrica de elétricos do mundo”, tendo ainda um plano em andamento para reduzir o preço desses automóveis. A montadora já confirmou também que não fabricará novos motores que rodam a partir de combustíveis fósseis. (Tecmundo – 28.06.2021)

<topo>

5 Renault: estratégia para popularização de VEs

O objetivo da montadora é se estabelecer como o grupo mais verde da Europa com um mix até 2030 em que 90% dos carros vendidos serão exclusivamente elétricos. Desde 2009 a empresa já investiu 5 bilhões de euros em eletrificação e pretende investir mais 10 nos próximos 5 anos. A perspectiva é de que os investimentos possibilitarão reduzir os custos da bateria pela metade nos próximos 10 anos, e considerando que já foi reduzida pela metade em comparação a 10 anos atrás. (Inside EVs – 30.06.2021)

<topo>

6 Renault: ‘mega fábrica’ ElectriCity

Anunciada recentemente, a ElectryCity nascerá da união de três fábricas da Renault na França: Douai, Maubeuge e Ruitz. Esses locais de produção se concentrarão na produção de veículos elétricos e, uma vez em pleno funcionamento, por volta de 2025, terão uma capacidade total de produção de 400.000 carros. O nascimento da ElectryCity oferecerá inúmeras vantagens. Em primeiro lugar, graças à otimização da rede de fornecedores e à união de um conjunto de estruturas auxiliares em entidades centralizadas, para além da criação de 700 novos postos de trabalho, irá reduzir os custos em 3%. Além disso, para encurtar a cadeia de valor, também fará uso de uma nova fábrica de baterias que atingirá 24 GWh por ano. (Inside EVs – 30.06.2021)

<topo>

7 Renault: eletrificação passa por motores cada vez mais compactos

A Renault tem usado unidades síncronas desde o início de seu processo de eletrificação. Esses motores EESM (Externally excited synchronous machine) têm a vantagem de não adotar ímãs de metais raros e por isso a empresa continuará montando este tipo de propulsor em seus elétricos. Além da ausência de ímãs com metais raros, eles também são os mais eficientes em rodovias ou condições de condução de carga média e otimizam o consumo de energia em circuitos mistos. Em 2024, a Renault apresentará a nova geração de EESM, mais eficientes e compactos. Graças à colaboração com a STMicroelectronics, eles serão incluídos em um sistema “all-in-1” que a partir de 2025 incluirá, além do novo motor, um sistema denominado “one box” que inclui toda a eletrônica de propulsão. Comparado a um trem de força tradicional, o sistema “all-in-one” é 45% mais compacto, reduz custos em 30%, é compatível com a arquitetura de 800 volts e também reduz o desperdício de energia em 45%, um aumento na eficiência que leva a um aumento médio da autonomia que pode ser calculado em torno de 20 km. A Renault, junto com a startup francesa Whylot, também está trabalhando em um motor de fluxo axial que estará disponível para trens de força híbridos em 2025. (Inside EVs – 30.06.2021)

<topo>

8 Volvo: planos estratégicos para 2030

A Volvo Cars compartilhou seus planos para o futuro esta semana, e o principal anúncio é sua intenção de manter apenas carros elétricos na faixa de produção até 2030. Até meados da década, produzirá 600 mil VEs por ano, além de oferecer baterias. A partir de 2026, uma empresa europeia, construída em cooperação com a Northvolt, começará a produzir essas baterias. Elas não só carregarão mais rápido, mas também fornecerão aos elétricos da marca sueca uma reserva de marcha de até 1000 km. A capacidade do empreendimento será suficiente para equipar até 500 mil automóveis com baterias por ano. Em geral, a cooperação com a empresa-mãe Geely, embora se mantenha ao nível do intercâmbio de soluções técnicas e plataformas, permitirá à marca sueca manter alguma independência e distância. A Volvo pretende receber recursos adicionais para se transformar em montadora de automóveis elétricos por meio de oferta pública, que ocorrerá até o final deste ano. Além disso, a Volvo vai desenvolver sua própria plataforma de software, que se chamará VolvoCars.OS. Na verdade, ele vai unir todos os sistemas operacionais díspares que são usados atualmente pelas máquinas da marca: Android, QNX, Linux e AUTOSTAR. No futuro, a plataforma pode mudar para o código aberto e a próxima geração de VEs Volvo será capaz de viajar automaticamente em estradas suburbanas sem a intervenção do motorista. (Avalanche Notícias – 01.07.2021)

<topo>

9 Índia: Tata Motors anuncia que irá lançar 10 VEs até 2025

A Tata Motors é a líder do mercado automotivo indiano e, naturalmente, a corporação espera liderar a eletrificação total no país. Na esteira do plano estratégico da Índia para impulsionar os carros elétricos, a gigante automotiva revelou seus planos de lançar 10 VEs até 2025, número inclui não apenas automóveis, mas também veículos comerciais. Essas reivindicações são acompanhadas por recentes cortes de impostos sobre os elétricos de 12% para 5% e subsídios do governo indiano para a compra de carros movidos a bateria. A empresa anunciou que investirá em fábricas de baterias na Índia e na Europa. O curso para a eletrificação unirá todas as estruturas da Tata Motors para desenvolver protótipos avançados. Por exemplo, a Tata Chemicals pesquisará e desenvolverá a química das células de baterias, enquanto a Tata AutoComp desenvolverá os módulos de bateria. (Inside EVs – 03.07.2021)

<topo>

 

 

Meio Ambiente

1 EEA: VEs ajudam a reduzir as emissões médias na Europa

A Comissão Europeia se prepara para apresentar o chamado Fit for 55, um pacote de reformas “climáticas” para orientar a Europa rumo ao objetivo de zero emissões até 2050. A Agência Europeia do Meio Ambiente (EEA) divulgou dados provisórios sobre as emissões médias de carros e vans registrados no ano passado. Embora ainda não sejam definitivos, os números já dão uma indicação importante dos efeitos positivos que a eletrificação está tendo sobre o meio ambiente. A agência informa que a União Europeia, a Islândia, a Noruega e o Reino Unido viram uma diminuição no CO2 médio emitido por veículos novos em 2020. No caso dos automóveis, o dióxido de carbono disperso no meio ambiente foi igual a 107,8 gramas por quilômetro (gCO2 / km): é 14,5 g a menos (12%) em relação ao ano anterior. Com relação as vans, as emissões atingiram 157,7 gCO2 / km, com redução de 2,3 g (-1,5%). Isso se deve ao crescente número de registros de veículos elétricos que, conforme informado pela Agência, passaram de 3,5% do mercado em 2019 para 11% em 2020. Para os caminhões, subiram para 2,3%, partindo de 1,4% dois anos atrás. (Inside EVs – 03.07.2021)

<topo>

2 GM: fundo para apoiar o enfrentamento às mudanças climáticas

Na última semana, a presidente e CEO da GM, Mary Barra, ampliou os compromissos anteriores da GM com as questões climáticas, declarando que a empresa priorizaria ações climáticas equitativas para ajudar a garantir que seu futuro totalmente elétrico seja mais inclusivo. Nesse movimento, a empresa também anunciou a criação de um novo fundo para combater a mudança climática (Climate Equity Fund) de US$ 25 milhões, dedicado a ajudar a fechar as lacunas de capital na transição para veículos elétricos e outras tecnologias sustentáveis. A GM está aceitando propostas de financiamento para seu novo Climate Equity Fund. Os donatários em potencial são incentivados a enviar propostas alinhadas aos quatro resultados sociais de igualdade climática da GM. A empresa priorizará as organizações de base que trabalham no nível da comunidade. (Inside EVs – 03.07.2021)

<topo>

3 Novas técnicas de reciclagem devem tornar VEs mais verdes

Pesquisadores no Reino Unido encontraram maneiras de reciclar baterias de VEs que podem reduzir drasticamente os custos e emissões de carbono, reforçando os suprimentos sustentáveis para o esperado crescimento da demanda. As técnicas ajudariam a indústria automotiva a lidar com críticas de que, embora os veículos elétricos reduzam emissões ao longo de suas vidas úteis, eles largam com uma pesada pegada de carbono de materiais minerados. À medida em que governos e regiões buscam assegurar fornecimentos para uma esperada aceleração na demanda de automóveis elétricos, a descoberta pode fazer com que materiais valiosos como cobalto e níquel durem mais. A mudança para a prática conhecida como reciclagem direta, preservaria componentes como o cátodo e o ânodo, e reduziria drasticamente o desperdício de energia e os custos de produção. Pesquisadores da Universidade de Leicester e da Universidade de Birmingham que trabalham no projeto ReLib da Instituição Faraday encontraram uma maneira de usar ondas ultrassônicas para reciclar o cátodo e o ânodo sem a trituração e entraram com pedido de registro de patente. Andy Abbott, professor de físico-química na Universidade de Leicester disse que a separação usando ondas ultrassônicas resultaria em uma economia de custo de 60% em comparação com o custo do material virgem. Em comparação com tecnologias mais convencionais, a tecnologia ultrassônica pode processar 100 vezes mais materiais da bateria ao longo de um mesmo período, disse. A equipe de Abbott tem separado as células da bateria manualmente para testar o processo, mas o ReLib está trabalhando em um projeto para usar robôs para separar baterias e pacotes com mais eficiência. (UOL – 01.07.2021)

<topo>

4 EUA: Projeto promissor de reciclagem de baterias

Nos Estados Unidos, um projeto patrocinado pelo governo no Departamento de Energia, chamado ReCell, está nos últimos estágios de demonstração de tecnologias diferentes, mas também promissoras de reciclagem que renovam o cátodo da bateria para transformá-lo em um novo cátodo. A ReCell, liderada por Jeff Spangenberger, estudou muitos métodos diferentes, incluindo o uso de ultrassônicos, mas se concentrou em métodos térmicos e com base em solventes. “Os EUA não produzem muito cátodo domesticamente, então se utilizarmos a hidrometalurgia ou a pirometalurgia, temos que enviar os materiais reciclados para outros países para serem transformados em cátodos e enviados de volta para nós”, disse Spangenberger. “Para tornar lucrativa a reciclagem de baterias de íon-lítio, sem exigir uma taxa de descarte aos consumidores, e para encorajar o crescimento da indústria de reciclagem, novos métodos que gerem maiores margens de lucro para recicladores precisam ser desenvolvidos”. Existem desafios para a reciclagem direta, incluindo produtos químicos em constante evolução, afirmou Spangenberger. A abordagem do projeto é misturar materiais reciclados e virgens para obter as proporções exigidas de níquel, manganês e cobalto. (UOL – 01.07.2021)

<topo>

 

 

Outros Artigos e Estudos

1 Bright Consulting: futuro da indústria pode estar no carro elétrico a hidrogênio

Em entrevista exclusiva ao caderno Mobilidade, os consultores Paulo Cardamone, Murilo Briganti e Cassio Pagliarini, da Bright Consulting, vislumbram profundas alterações na indústria e comercialização de automóveis no País depois da pandemia. De acordo com os entrevistados, a forma como se produz e se vende carro no Brasil deve mudar quando o País retomar o crescimento econômico. Com a autoridade de quem, desde 2017, assessora o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na elaboração do programa Rota 2030, Cardamone considera que o carro elétrico a hidrogênio tem plena condição de ser feito no País. Além de ser o elemento químico mais abundante do planeta, o hidrogênio pode ser gerado dentro do próprio automóvel, a partir de biocombustíveis, como o etanol. “É possível produzir esse carro no Brasil e, daqui exportá-lo para outros países da América Latina e África”, diz. Para ele, isso poderia se tornar realidade num prazo entre cinco e oito anos. O consultor enxerga a tecnologia como uma alternativa vantajosa em relação ao carro elétrico atual. Em sua visão, o desenvolvimento de modelos a célula de hidrogênio pode representar um salto tecnológico. No caso do segmento premium poderia ser abastecido com automóveis a bateria, como já ocorre. (O Estado de São Paulo – 03.07.2021)

<topo>

2 Frotas comerciais substituem veículos movidos a combustíveis fósseis

Gradualmente, grandes empresas estão adicionando às suas frotas veículos menos poluentes, como os movidos a eletricidade e a biometano, um combustível que resulta da purificação do biogás, produzido a partir de resíduos orgânicos oriundos, por exemplo, de aterros sanitários. Em linha com o Acordo de Paris, tratado mundial que visa reduzir emissões de gases de efeito-estufa (GEE) e mitigar o aquecimento global, elas definiram suas metas de sustentabilidade e a substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis que poluem a atmosfera. Grandes empresas como o Mercado Livre, Nestlé Brasil, DHL e Via, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, tem realizado investimentos nessa direção. No entanto, essa ampla adoção de veículos mais limpos ainda esbarra em alguns fatores, como a baixa disponibilidade de infraestrutura de carregamento para os VEs. Nesse sentido, algumas dessas empresas tem investindo em pontos de carregamento em suas próprias instalações. A DHL ainda utiliza painéis solares para a recarga de seus veículos elétricos. (Valor Econômico – 29.06.2021)

<topo>

3 VW e-Delivery: 1ª unidade do caminhão elétrico é entregue à Ambev

A primeira unidade do Volkswagen e-Delivery foi entregue oficialmente à Ambev. Essa primeira entrega do caminhão elétrico faz parte de um lote inicial de 100 unidades encomendadas pela cervejaria que estarão em operação até o fim deste ano. Ao todo, a Ambev planeja ter um total de 1.600 unidades do Volkswagen e-Delivery para compor sua frota de veículos zero emissão até 2025. O primeiro caminhão elétrico da Volkswagen, desenvolvido em parceria com a Ambev, rodou mais de 45.000 quilômetros em testes, deixando de emitir mais de 34 toneladas de CO2 e de consumir mais de 10.000 litros de diesel. O ciclo também confirmou um potencial de regenerar cerca de 40% da energia da frenagem ou mesmo em desacelerações e, assim, alimentar as baterias. Além do investimento na aquisição dos veículos, a Ambev está inaugurando mais de 44 usinas solares em todo o Brasil, que, juntamente com outros projetos de energia renovável, vão produzir eletricidade o suficiente para atender 100% dos 93 centros de distribuição da companhia pelo país. Assim, 100% destes caminhões elétricos que prestarem serviço para a Ambev serão alimentados por energia renovável quando a frota estiver completa. (Inside EVs – 30.06.2021)

<topo>

4 Crise energética e impacto no avanço dos VEs no Brasil

Para especialistas, há entraves mais expressivos à expansão da tecnologia no longo prazo do que o preço mais caro da conta de luz. Desde o início de junho, a conta de luz ficou mais cara para os brasileiros, pelo fato de o setor de energia estar em estado de alerta devido ao maior desabastecimento dos últimos 20 anos nas principais hidrelétricas do país. O risco de racionamento e até apagão se tornou crescente. Para Augusto Amorim, consultor da LMC Automotive, ainda que em pequena escala, a crise atual desestimula a eletrificação das frotas, pois “existe o medo coletivo de comprar um carro sem ter a certeza de como será o abastecimento”, disse o especialista. Outra preocupação é com o custo para recarregar os veículos. No começo deste ano, a crise de energia no Texas, nos Estados Unidos, fez o preço de recarga de carros elétricos chegar a preços alarmantes de R$ 5 mil. No Brasil, no entanto, os proprietários de VEs apresentam alto poder aquisitivo, um aumento assim não vai pesar tanto no bolso deles. Outro ponto é que muitos também têm um veículo elétrico e outro à combustão, então podem optar por utilizar o que for mais econômico agora, diz Amorim. Apesar desse contexto, o especialista aponta que, dentro de todo o cenário da mobilidade urbana no Brasil, existem problemas maiores que atrasam a eletrificação da frota. No caso da tarifa de luz, a longo prazo, o diretor-executivo da Roland Berger, Frederico Sato entende que o impacto será positivo. “A perspectiva é ter uma tarifa mais atrativa para o consumidor final porque estão sendo discutidas uma série de reformas no setor para geração e distribuição de energia que devem trazer mais eficiência. Esperamos que esses ganhos sejam repassados para o consumidor final”, afirmou. (Automotive Business – 01.07.2021)

<topo>

5 Mobilidade como serviço: desafios, estratégias e mudanças

A ascensão da Mobilidade como Serviço (da sigla “MaaS”) mudou fundamentalmente a relação da sociedade com o transporte. Agora, a mobilidade permite trajetos bem mais amplos do que se tinha antes, uma variedade de meios de transporte e, principalmente, mais opções de qualidade para atender às demandas do dia a dia. Este relatório investiga o que está impulsionando a ascensão do MaaS e propõe uma solução para que as marcas de mobilidade desempenhem um papel mais proeminente e inspirador no ecossistema MaaS focando nas necessidades das pessoas e usando a marca como uma ferramenta estratégica para desenvolver formas inovadoras de transporte. O relatório começa com uma análise da realidade atual – a ameaça existencial que os operadores de transporte enfrentam à medida que o MaaS se torna norma – seguido por uma análise das principais mudanças no comportamento dos consumidores na mobilidade baseado em pesquisas, e por fim, propor os próximos passos através de insights coletados em entrevistas com as principais marcas da MaaS. Para ler o relatório na íntegra basta acessar o link. (R/GA – 2021)

<topo>

6 Análise da cadeia de suprimentos de baterias de VEs

As baterias de íon-lítio são fundamentais para o sucesso das estratégias de eletrificação dos fabricantes automotivos em termos de melhoria da autonomia dos veículos e competitividade de preços de veículos elétricos. No entanto, a tecnologia e os preços das baterias não são os únicos fatores em jogo. Com o aumento da demanda de VEs, torna-se especialmente crítico para os fabricantes gerenciarem a aquisição e produção de baterias. Há também o problema sobre se a oferta vai acompanhar a demanda em toda a cadeia de fornecimento de baterias. Este relatório rastreia a escala crescente e o ritmo da cadeia de baterias e mapeia os detalhes de sua cadeia emergente de suprimentos . A ideia é que isso ajude os fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços a entender melhor os novos requisitos e avaliar os investimentos que a cadeia de valor da bateria exigirá. Uma descoberta clara é que capitalizar a revolução elétrica não significará apenas ter a melhor tecnologia ou preço – mas também a necessidade de construir, proteger e, quando necessário, alterar a capacidade da bateria em diferentes regiões. Para ler o relatório na íntegra basta acessar o link. (Smarttransport – 22.04.2021)

<topo>

7 Parceria entre Nissan e Itaú em compartilhamento de VEs

A Nissan se associou ao Itaú Unibanco no inciativa vec Itaú, de veículo elétrico compartilhado, com o fornecimento do Leaf no serviço de uso sob demanda encaminhado pelo banco. O projeto, ainda em fase experimental com funcionários da instituição, deverá ser ampliado e oferecido a qualquer motorista no segundo semestre de 2021, inicialmente na cidade de São Paulo. O Nissan Leaf estará disponível em estações de carregamento. Por app, o usuário desbloqueia o veículo e o devolve após o uso no mesmo ponto ou qualquer outro da rede em fase de desenvolvimento. O vec Itaú é mais uma iniciativa na qual a Nissan coloca forças para avançar em seu projeto de eletrificação no País. Começou em 2012 com frota de táxis no Rio de Janeiro e em São Paulo e, desde 2019, a oferta comercial para o consumidor final da nova geração do Leaf. O banco ainda não definiu valores. Adianta apenas que terá uma tarifa inicial e outra de acordo com o tempo de uso e modelo escolhido, pois além do Leaf o serviço colocará outros carros como opção de compartilhamento, casos do Jaguar I-Pace e BMW i3. (Auto Industria – 29.06.2021)

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Vinicius José da Costa e Pedro Barbosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing.


Copyright UFRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: