IFE.H2 34

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 34 – publicado em 28 de maio de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Hidrogênio – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 34 – 28 de maio de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
Brasil: MME desenvolve projeto de cooperação técnica na área de hidrogênio (H2 Brasil)
2 Espanha: Plano de Recuperação proposto posiciona o país como o centro de hidrogênio verde da Europa
3 Japão: Fundo verde terá bilhões para desenvolver a infraestrutura do hidrogênio
4 Polônia: Plano de Reconstrução destina investimento bilionário em projetos que incluirão H2V
5 Reino Unido: Governo investirá no desenvolvimento de tecnologias para produção de hidrogênio limpo

Produção
1 África: Atlas indica potencial de mais de 165.000 TWh de energia para produção de H2V
2 Austrália: Ampol irá testar produção de hidrogênio verde
3 Dinamarca: Ørsted está desenvolvendo mais uma usina de hidrogênio verde
4 Dinamarca: Projeto de 24 MW de eletrólise para produção de hidrogênio verde
5 Dubai: Primeiro projeto de hidrogênio verde da região do MENA inicia operação
6 Espanha: EDP planeja produzir H2V a partir de parque eólico offshore
7 Estônia: Consórcio de empresas para iniciar uma cadeia de valor do hidrogênio verde
8 EUA: Bloom Energy irá produzir hidrogênio utilizando energia nuclear

9 Omã: Projetos em larga escala de hidrogênio verde

10 Portugal: Tejo projeta investimento para converter central do Pego à produção de energia verde

Armazenamento e Transporte
1 Austrália-Japão: Kawasaki Heavy constrói o primeiro petroleiro do mundo para hidrogênio líquido
2 Austrália: Inserção de hidrogênio verde na rede de gás
3 Austrália: Indústria de gás pede meta de gás dedicada para apoiar hidrogênio

4 Escócia: Empresa revela planos de armazenamento de hidrogênio subterrâneo

5 Holanda: Universidade de Utrecht estudará armazenamento subterrâneo de hidrogênio

Uso Final
1 Alemanha: BASF e RWE planejam cooperar em H2V uso na indústria química
2 Alemanha: Daimler Truck AG e Shell Target aceleram o lançamento de caminhões a hidrogênio na Europa
3 Dinamarca: Investimento da Everfuel em postos de abastecimento de hidrogênio
4 Emirados Árabes: ADNOC construirá instalação de amônia azul para impulsionar a energia limpa

5 EUA: Projeto em Los Angeles visa obter Hidrogênio Verde por US$ 1,50/kg até 2030
6 Europa: Everfuel e Hydro assinam MoU para descarbonizar setores de difícil redução de emissões
7 Grécia: Consórcio de empresas de energia planejam desenvolver cadeia de valor do hidrogênio
8 Itália: Snam, Rina e Giva Group testam mistura de hidrogênio e gás natural na fabricação de aço

9 Reino Unido: Porto de Cromarty Firth assina MoU para importar hidrogênio verde da Noruega

Tecnologia e Inovação
1 Clatratos Hidratados: Um novo caminho para tecnologia de armazenamento de H2

Eventos
1 Workshop AHK: Panorama Atual e Potenciais para o Hidrogênio Verde no Brasil
2 Webinar: O Papel do Hidrogênio Verde no Acoplamento Setorial

Artigos e Estudos
1 Hidrogênio no Brasil: Panorama Atual e Perspectivas
2 Hidrogênio e hidrelétrica: Cooperação mútua para o desenvolvimento
3 Relatório Técnico: Desafios e Oportunidades para o Brasil com o Hidrogênio Verde



 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 Brasil: MME desenvolve projeto de cooperação técnica na área de hidrogênio (H2 Brasil)

O Ministério da de Minas e Energia (MME) e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ) estão desenvolvendo um projeto de cooperação técnica na área de hidrogênio, denominado H2 Brasil. O projeto tem como objetivo apoiar a implementação de um programa brasileiro de hidrogênio, trazendo subsídios para o planejamento energético, a regulação e ainda promover a economia do hidrogênio verde (H2V), abrindo maiores oportunidades para a participação do Brasil no mercado mundial de hidrogênio. Com relação ao projeto, a GIZ apoiará parceiros brasileiros na execução do projeto a pedido do MME, fomentando o treinamento vocacional, a educação superior para disseminar informações sobre hidrogênio, a inovação tecnológica e ainda o apoio a otimização de projetos pilotos para escala industrial. Segundo a GIZ, o H2 Brasil será o maior projeto de cooperação na área de hidrogênio da América Latina. (MME – 18.05.2021)

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2 Espanha: Plano de Recuperação proposto posiciona o país como o centro de hidrogênio verde da Europa

Segundo especialistas, o plano de recuperação verde da Espanha está entre os melhores da União Europeia. Neste sentido, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, complementa ainda que a Espanha possui as melhores condições para se tornar o centro de hidrogênio verde na Europa. Dentro dessa perspectiva, mais de € 1,5 bilhão do plano de recuperação de € 70 bilhões da Espanha, serão investidos no setor de hidrogênio verde nos próximos três anos, disse Sanchez. Assim, espera-se que o hidrogênio represente um terço do combustível usado no transporte terrestre e 60% no transporte marítimo até 2050. De forma complementar, destaca-se o anúncio da fabricante de motores americana Cummins, que construirá uma fábrica de eletrolisadores na Espanha para produção de hidrogênio verde. (EURACTIV – 25.05.2021)

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3 Japão: Fundo verde terá bilhões para desenvolver a infraestrutura do hidrogênio

O Japão vem estabelecendo diversas metas para o hidrogênio ao longo dos anos, e no final do ano de 2020 estabeleceu, como mais uma nova meta, aumentar a demanda do país por hidrogênio em 3 milhões de toneladas por ano até 2030. Nesse sentido, para conseguir desenvolver a economia do hidrogênio, para então conseguir cumprir com sua meta, o Japão investirá até 370 bilhões de ienes (US$ 3,4 bilhões) de seu fundo de inovação verde para dois projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e promoção do uso de hidrogênio nos próximos 10 anos. O primeiro projeto irá criar uma cadeia de abastecimento de hidrogênio em grande escala, enquanto o segundo irá desenvolver um sistema de produção de hidrogênio verde de forma eficiente e em grande escala. (Thomson Reuters Foundation News – 18.05.2021)

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4 Polônia: Plano de Reconstrução destina investimento bilionário em projetos que incluirão H2V

O Plano de Reconstrução Nacional da Polônia, proporcionou investimento em diferentes setores: a economia de hidrogênio verde (H2V) receberá cerca de 800 milhões de euros para serem aplicados na produção, armazenamento e transporte de H2V e assim promover o desenvolvimento da economia; outros € 3,25 bilhões irão para construção de parques eólicos offshore e para reforma da política para facilitar o desenvolvimento dessa energia; € 437 milhões em infraestruturas portuárias para acomodar a construção eólica offshore e, por fim, € 300 milhões para o desenvolvimento das redes de transmissão e infraestrutura elétrica inteligente, para acomodar a crescente participação das energias renováveis no sistema de transmissão nacional. (Offshore Energy – 19.05.2021)

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5 Reino Unido: Governo investirá no desenvolvimento de tecnologias para produção de hidrogênio limpo

Com o objetivo de cumprir suas ambiciosas metas climáticas, como a redução em 78% das emissões de gases de efeito estufa até 2035 em comparação aos níveis de 1990, o Reino Unido vem realizando diversas estratégias. Há seis meses, o país realizou o Plano de 10 Pontos do Primeiro Ministro para conseguir desenvolver a infraestrutura de tecnologias verdes e agora o país está financiando cerca de £ 166 milhões para reforçar o seu compromisso com a descarbonização. O financiamento irá beneficiar as empresas que produzem energia limpa, incluindo hidrogênio azul e verde, bem como o desenvolvimento da tecnologia destes processos. Além do mais, espera-se que com o investimento, 60.000 sejam criados. (Fuel Cells Works – 21.05.2021)

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Produção

1 África: Atlas indica potencial de mais de 165.000 TWh de energia para produção de H2V

Com o intuito de promover uma economia do hidrogênio verde (H2V) na África, o governo alemão financia, desde 2020, um atlas para descobrir o potencial que o continente possui. Após o primeiro resultado do atlas, todos ficaram impressionados, tendo em vista que o resultado apresenta que a África pode ser a maior região produtora de hidrogênio verde e assim se posicionar como exportadora para países que dependem desse vetor energético, mas não tem capacidade de produzi-lo em grande escala, como por exemplo, a Alemanha. Abordando mais detalhadamente sobre os resultados, somente na África Ocidental, avaliou-se um potencial anual de 165.000 TWh de energia para produção de hidrogênio verde, o correspondente a mais de 110 vezes a demanda prevista para produção da quantidade de hidrogênio verde que a Alemanha provavelmente terá de importar em 2050. (Fuel Cells Works – 21.05.2021)

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2 Austrália: Ampol irá testar produção de hidrogênio verde

A Ampol, empresa de combustível australiana, pretende testar a produção de hidrogênio verde (H2V) em suas estações de serviços. Segundo a empresa, o teste de H2V envolverá a implantação de tecnologias de energia solar fotovoltaica que será utilizada em um eletrolisador para converter a eletricidade em H2V. O hidrogênio não será disponibilizado diretamente aos motoristas para reabastecimento, mas será fornecido para clientes atacadistas. O projeto deverá estar em funcionamento em um ano, caso seja bem-sucedido poderá servir de base para instalações de produção de hidrogênio em maior escala. (Renew Economy – 20.05.2021)

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3 Dinamarca: Ørsted está desenvolvendo mais uma usina de hidrogênio verde

A Ørsted, a empresa de energia mais sustentável do mundo, tem o intuito de se tornar uma grande produtora de hidrogênio verde. Para isso, está realizando um projeto denominado de H2RES, que irá desenvolver, da forma mais estratégica, a produção de hidrogênio verde em Avedøre Holme, Dinamarca. O projeto consistirá na construção de uma usina de eletrólise de 2MW para ser alimentada por duas turbinas eólicas offshore de 3,6 MW, pertencentes à própria empresa, e assim produzir o hidrogênio verde. Em termos de destinação, o H2V produzido será armazenado e utilizado em veículos, já que é um setor de difícil descarbonização. A empresa espera a produção de 1 tonelada de hidrogênio verde por dia e que a planta esteja pronta ainda no final deste ano. (H2 View – 17.05.2021)

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4 Dinamarca: Projeto de 24 MW de eletrólise para produção de hidrogênio verde

A Lhyfe, empresa que trabalha apenas com o hidrogênio, a Eurowind Energy, empresa desenvolvedora e operadora líder de projetos eólicos e fotovoltaicos e a Green Hydrogen Systems, empresa que projeta e fabrica eletrolisadores estão com o mesmo intuito, que é descarbonizar a Dinamarca. Para que isso venha a acontecer, as empresas uniram suas experiências em um projeto que produzirá o hidrogênio verde (H2V) por meio de uma planta de 24 MW de eletrolisadores, alimentados pela energia provinda das plantas solares e eólicas. Após a produção, o H2V será armazenado, processado em metanol verde e, também aplicado, como uso final, no setor da mobilidade, já que é um setor de difícil descarbonização. Destaca-se que o projeto será feito em partes, sendo a primeira fase da planta de 12 MW, com previsão de ser instalada até o fim de 2022. Com esse projeto, as empresas esperam acelerar a transição na Dinamarca, bem como em toda a Europa, além de contribuir para a redução do custo do H2V. (Fuel Cells Works – 20.05.2021)

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5 Dubai: Primeiro projeto de hidrogênio verde da região do MENA inicia operação

O primeiro projeto de hidrogênio verde (H2V) de Dubai entrou em operação após dois anos e meio do início da instalação. A planta é operada pela Autoridade de Água e Eletricidade de Dubai (DEWA) e está ligada ao Parque Solar Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que tem uma capacidade de 5MW. A planta de hidrogênio foi construída pela Siemens Energy Middle East e é a primeira instalação de H2V movida a energia solar na região do Oriente Médio e Norte da África (MENA). A DEWA não revelou detalhes técnicos e financeiros sobre o projeto, mas disse que o hidrogênio produzido será armazenado e implantado para eletrificação, transporte e outras aplicações. (PV Magazine – 20.05.2021)

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6 Espanha: EDP planeja produzir H2V a partir de parque eólico offshore

A EDP, uma empresa do setor energético, planeja se tornar 100% verde até o ano de 2030. Nesse intuito, além de querer tornar as Astúrias, um principado localizado no noroeste da Espanha, uma bateria verde, a empresa está apresentando ao presidente do governo local um investimento de € 470 milhões para construir o primeiro parque eólico offshore da Espanha e, a partir dele, somando com um parque solar fotovoltaico, produzir o hidrogênio verde (H2V). Se o governo aceitar a proposta, o projeto trará diversos benefícios à região, sendo que toda a infraestrutura criará uma ampla gama de empregos, desenvolvendo a economia e possibilitando a utilização do hidrogênio tanto no âmbito industrial, como na mobilidade, promovendo a descarbonização para esses setores. (Fuel Cells Works – 24.05.2021)

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7 Estônia: Consórcio de empresas para iniciar uma cadeia de valor do hidrogênio verde

O estado Báltico está trabalhando para aumentar a produção de hidrogênio verde, com o objetivo de criar um cluster para maior acessibilidade do hidrogênio na região. O vice-presidente executivo da Alexela, Marti Hääl, afirma que a empresa está trabalhando em um consórcio de empresas da Estônia para iniciar uma cadeia de valor do hidrogênio verde da produção ao consumidor. Marti Hääl, conclui ainda que o país está longe de atingir um nível de geração de energia intermitente, com horas suficientes de preço baixo para facilitar o hidrogênio como uma alternativa para armazenamento em grande escala, contudo, acredita que entre 5 e 10 anos essa situação mudará e a volatilidade dos preços do mercado de energia aumentará. (pv magazine – 24.05.2021)

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8 EUA: Bloom Energy irá produzir hidrogênio utilizando energia nuclear

A Bloom Energy, em parceria com o Idaho National Laboratory (INL), irá testar a produção de hidrogênio por meio da eletrólise alimentada por geração nuclear, em Idaho (EUA). A energia para a eletrólise será fornecida quando a rede elétrica tiver ampla potência, ao contrário de desligar a energia, a eletricidade gerada será usada para produzir hidrogênio a baixo custo. A Bloom Energy utilizará eletrolisadores de alta temperatura, que possuem maior eficiência comparado aos eletrolisadores de baixa temperatura. Neste sentido, destaca-se que o vapor fornecido para o eletrolisador é gerado pela energia térmica produzida pela energia nuclear. Sendo assim, o processo terá ainda mais eficiência e reduzirá o consumo de energia elétrica necessária para produção do hidrogênio. (H2 View – 18.05.2021)

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9 Omã: Projetos em larga escala de hidrogênio verde

Um enorme complexo eólico-solar de 25 GW, liderado pela companhia petrolífera nacional de Omã OQ, em conjunto com a Intercontinental Energy LLC e a Enertech, tem como finalidade produzir milhões de toneladas de hidrogênio verde. O combustível limpo poderá ser consumido no local, exportado ou convertido em amônia verde para exportação internacional, a localização exata do projeto não foi indicada, porém, será na região central do país do Oriente Médio. Vale ressaltar que, esse não é o único projeto de hidrogênio verde em grande escala em desenvolvimento de Omã, o Porto Sohar e Freezone de Omã, têm um plano que prevê a implementação de cerca de 3,5 GW de capacidade fotovoltaica, com um intuito de promover um centro de geração de hidrogênio verde em grande escala. (PV Magazine – 18.05.2021)

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10 Portugal: Tejo projeta investimento para converter central do Pego à produção de energia verde

A TrustEnergy, acionista majoritária da Tejo Energia, quer construir um caminho sustentável para o futuro, transformando o fim do contrato de aquisição de energia a partir do carvão da central do Pego, numa oportunidade para a região e o país, desenvolvendo um centro renovável de produção de energia verde com um investimento de aproximadamente 900 milhões de euros. O projeto revela a intenção de utilização do potencial solar da região, seja com a injeção desta na rede elétrica, quando houver necessidade, como também para produção de hidrogênio verde. Destaca-se ainda que será implementada uma instalação de captura de CO2 na usina térmica, que deverá ser operada com resíduos florestais que, em conjunto com o hidrogênio verde, produzirá combustível sintético e limpo, como o e-metano, que poderá ser injetado nos gasodutos. (Capital Verde – 17.05.2021)

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Armazenamento e Transporte

1 Austrália-Japão: Kawasaki Heavy constrói o primeiro petroleiro do mundo para hidrogênio líquido

O primeiro navio-tanque do mundo para hidrogênio liquefeito, desenvolvido pela Kawasaki Heavy Industries Ltd., foi apresentado aos representantes da mídia em 24 de maio. Destaca-se que o processo de transporte proposto tem capacidade de transportar até 75 toneladas de hidrogênio liquefeito, mantido a temperaturas de 253 graus negativos. Por fim, no que se diz respeito ao descargue do hidrogênio, a Kawasaki já instalou equipamentos no Porto de Kobe (Japão) e planeja transportar a primeira carga da Austrália para o Japão até setembro de 2022. Contudo, testes já vêm sendo feitos em conjunto com a J-Power e a Iwatani CorpCom., empresas participantes do projeto que possui um investimento de cerca de US $368 milhões, incluindo contribuições dos governos japonês e australiano. Para o futuro, considerando a evolução da economia do H2, a Kawasaki Heavy planeja construir 80 petroleiros para transportar 9 milhões de toneladas de hidrogênio liquefeito, com uma meta do volume total das importações ser de 20 milhões de toneladas, em 2050. (The Asahi Shimbun – 25.05.2021)

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2 Austrália: Inserção de hidrogênio verde na rede de gás

O desenvolvimento do mercado de hidrogênio na Austrália pode ser dividido em três estágios, começando com mistura de gás doméstico, em seguida, usando hidrogênio em indústrias e transporte locais e, finalmente, exportação. O primeiro estágio já está em andamento, o hidrogênio baseado em energia renovável está sendo alimentado na rede de distribuição de gás pela primeira vez na Austrália, numa proporção de 5 por cento, e fornecido a residências no subúrbio de Adelaide. Embora apenas 700 famílias estejam envolvidas, a Australian Gas Infrastructure Group (AGIG) espera que o número cresça até o final de 2022 e aumente a proporção de hidrogênio no sistema de distribuição para 10 por cento. Ben Wilson, executivo-chefe do Australian Gas Infrastructure Group, afirma que “Este é o início da transição que estamos procurando fazer”, citando as instalações HyP SA de US$ 14,5 milhões que foram oficialmente inauguradas. Apesar de outros projetos maiores de hidrogênio verde terem sido propostos, esse é o maior em operação no país, porém com um custo do hidrogênio que chega a dois dígitos por quilo, ou seja, muito além da meta de US $ 2 por quilo vislumbrada no roteiro de tecnologia de baixas emissões do governo federal. (Financial Review – 19.05.2021)

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3 Austrália: Indústria de gás pede meta de gás dedicada para apoiar hidrogênio

Em um discurso para uma conferência sobre energia, o diretor-gerente da Jemena, Frank Tudor, declarou que uma meta de gás renovável, semelhante a meta de energia renovável, contribuiria para o investimento e a produção de gás de zero emissão, com o hidrogênio verde. Empresas de gás, como a Jemena, enfrentam o risco de transição energética e têm buscado maneiras de utilizar e preservar a sua infraestrutura de gás existente e evitar que as redes de gás se tornem um ativo perdido. Nesse contexto se insere o hidrogênio, no entanto, não é qualquer gás que pode ser utilizado na rede gás existente. Para o hidrogênio, por exemplo, existem limitações técnicas para a quantidade da mistura, haja vista que o transporte do hidrogênio requer aparelhos e infraestrutura de rede especialmente projetados e muitas vezes é incompatível com as redes de gás existentes. A Jemena está entre uma série de empresas que estão promovendo a mistura de gás hidrogênio com suprimentos convencionais de gás fóssil. (Renew Economy – 25.05.2021)

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4 Escócia: Empresa revela planos de armazenamento de hidrogênio subterrâneo

A Gravitricity, empresa especialista em armazenamento de energia, revelou planos para adicionar hidrogênio e armazenamento de calor ao seu sistema subterrâneo de energia gravitacional. A ideia da empresa é fazer com que cada eixo de Gravitricity sirva como um grande vaso de pressão vedado e usar o próprio eixo para conter quantidades significativas de gás. Dessa forma, acreditam que isso será muito mais econômico e seguro do que vasos de pressão de armazenamento acima do solo e aumentará enormemente a capacidade de armazenamento do sistema, como afirma o fundador da empresa, Martin Wright, completando ainda que o projeto vai suavizar a entrada e saída da planta de hidrogênio verde, como também reduzir os custos do H2 verde. Destaca-se ainda a fala do fundador da empresa, referente a utilização do hidrogênio, afirmando que este pode ser usado como ponto de abastecimento, fornecendo combustível de hidrogênio com baixo (ou zero) carbono para veículos pesados, navios, trens ou ainda ser usado para gerar quantidades significativas de eletricidade, se necessário. (Renews – 19.05.2021)

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5 Holanda: Universidade de Utrecht estudará armazenamento subterrâneo de hidrogênio

A Universidade de Utrecht tem um dos poucos laboratórios do mundo que podem simular condições do subsolo a vários quilômetros de profundidade para que se estude as formações geológicas subterrâneas porosas, como aquíferos salinos e reservatórios de hidrocarbonetos de gás e petróleo esgotados, com a finalidade de solucionar os gargalos na atual transição energética, viabilizando o armazenamento subterrâneo de hidrogênio. Dessa forma, o Laboratório de Alta Pressão e Temperatura da Universidade de Utrecht, coloca o grupo de pesquisa da universidade numa posição única para investigar o impacto mecânico causado pelas mudanças de pressão causadas pelo armazenamento temporário ou sazonal de hidrogênio. (h2-view – 19.05.2021)

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Uso Final

1 Alemanha: BASF e RWE planejam cooperar em H2V uso na indústria química

A BASF e a RWE apresentaram uma ideia de projeto que mostra como a produção industrial pode se tornar sustentável e preparada para o futuro. O projeto planeja utilizar um parque eólico offshore com capacidade de 2GW para fornecer eletricidade à unidade química de Ludwigshafen e permitir a produção de hidrogênio sem CO2, ou seja, eletrificando de forma renovável os processos de produção de produtos químicos básicos, hoje à base de combustíveis fósseis. Isso envolverá a utilização de tecnologias livres de CO2, como fornos de cracker a vapor aquecidos eletricamente para produção de produtos petroquímicos. Para avançar com o projeto, a BASF e a RWE assinaram uma carta de intenção cobrindo uma ampla cooperação para a criação de capacidades adicionais para eletricidade renovável e o uso de tecnologias inovadoras para proteção do clima. “Acoplar um novo parque eólico offshore já em fase de planejamento a um cliente industrial como a BASF, que converterá sua produção em eletricidade e hidrogênio verdes nesta base, seria uma inovação na Alemanha”, disse Markus Krebber, CEO da RWE. A realização do projeto exigirá uma estrutura regulatória adequada. (BASF – 21.05.2021)

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2 Alemanha: Daimler Truck AG e Shell Target aceleram o lançamento de caminhões a hidrogênio na Europa

Com um planejamento de apoio a descarbonização do frete rodoviário a Daimler Truck AG e Shell Target confirmaram um acordo para promoverem a adoção de caminhões com células a combustíveis à base de hidrogênio na Europa. A Shell pretende implantar inicialmente uma rede de reabastecimento de hidrogênio unindo três centros de produção de hidrogênio verde, já a Daimler, pretende entregar os primeiros caminhões pesados a hidrogênio aos clientes em 2025. De maneira geral, as empresas visam fornecer uma rede de infraestrutura de hidrogênio, lado a lado com o desenvolvimento dos veículos. Além disso, as empresas trabalham juntas para apoiar as políticas que ajudarão a realizar este movimento de transição para caminhões com células a combustível e acreditam que são a chave para permitir o transporte neutro de CO2 no futuro, deixando assim um convite a outras OEMs e parceiros da indústria interessados a se juntar a eles. (Fuel Cells Works – 20.05.2021)

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3 Dinamarca: Investimento da Everfuel em postos de abastecimento de hidrogênio

A empresa Everfuel tem um plano estratégico para investir € 1,5 bilhão no desenvolvimento da cadeia de valor do hidrogênio verde na Europa. Parte do plano é desenvolver uma rede de 19 estações de reabastecimento de H2 em toda a Dinamarca para transporte de emissão zero até o final de 2023 e, para isso, a rede apoia a iniciativa String de estabelecer um corredor de hidrogênio com postos de abastecimento de Hamburgo a Oslo. Jacob Krogsgaard, CEO e fundador da Everfuel, acrescentou ainda que o lançamento do plano de rede de abastecimento dinamarquês completa a estrutura da estratégia escandinava de abastecimento de hidrogênio verde. (H2 Bulletin – 25.05.2021)

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4 Emirados Árabes: ADNOC construirá instalação de amônia azul para impulsionar a energia limpa

A amônia azul, produzida a partir de nitrogênio e hidrogênio azul, é um dos focos da ADNOC para se tornar líder em produtos de energia limpa. Para isso, fechou uma série de acordos e alianças de hidrogênio em 2020, para promover a produção e o uso final, com um olho até na exportação, de forma que pretendem construir uma instalação no pólo industrial de Ruwais com a capacidade de produzir 1 milhão de toneladas por ano de amônia azul. Atualmente a ADNOC produz 300.000 t/ano de hidrogênio e, no curto prazo, já tem planos de aumentar a capacidade para mais de 500.000 t/ano. (S&P Global – 24.05.2021)

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5 EUA: Projeto em Los Angeles visa obter Hidrogênio Verde por US$ 1,50/kg até 2030

O hidrogênio verde (H2V), quando utilizado no lugar do hidrogênio cinza, traz consigo um teor de carbono nulo, promovendo uma descarbonização que pode ser aplicada em diversos setores – inclusive aqueles de difícil redução de emissões, como os veículos pesados e industrias – fazendo com que os países consigam cumprir com sua meta de descabonização. Entretanto, devido a falta de maturidade, seu custo ainda é bastante elevado, o que dificulta sua implementação no mercado. Dessa forma, para conseguir diminuir o custo do hidrogênio verde, para que assim os projetos sejam mais frequentes na região e aproveite o potencial desse vetor energético, o Departamento de Água e Energia de Los Angeles (LADWP) se juntou a HyDeal LA, numa iniciativa para obter aquisição de hidrogênio verde em escala por US$ 1,50/kg na Bacia de Los Angeles até 2030. Para conseguir cumprir com sua meta, o projeto, em sua primeira fase, arquitetará a cadeia de abastecimento competitiva de alto valor e obterá um acordo de princípio sobre os termos e condições necessários para atingir a produção, armazenamento, transporte e entrega de hidrogênio verde em escala. (Green Car Congress – 18.05.2021)

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6 Europa: Everfuel e Hydro assinam MoU para descarbonizar setores de difícil redução de emissões

A Everfuel e a Hydro, visando descarbonizar os setores de difícil descarbonização e ainda promover o desenvolvimento do mercado Europeu de hidrogênio, assinaram um memorando de Entendimento (MoU) para construir eletrolisadores na Europa e produzir o hidrogênio verde que será aplicado no setor industrial e da mobilidade. As empresas, a partir do segundo semestre de 2021, irão começar a desenvolver o mercado na Noruega e na Europa continental. Posteriormente, com o ganho de escala, o objetivo é ampliar seu projeto por toda a Europa, possibilitando assim, o crescimento acelerado do hidrogênio verde. (Everfuel – maio de 2021)

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7 Grécia: Consórcio de empresas de energia planejam desenvolver cadeia de valor do hidrogênio

A empresa de tecnologia de células a combustível e hidrogênio, Advent Technologies Holdings, apresentou uma proposta de financiamento em conjunto com outras empresas do setor de energia, para o desenvolvimento de um projeto denominado “White Dragon”. O projeto cobrirá toda a cadeia de valor do hidrogênio, incluindo a produção de hidrogênio verde (H2V) para apoiar a Grécia com as metas de redução das emissões, de forma que será realizada a substituição gradual das usinas de lignito da Macedônia Ocidental por produção de energia limpa. O White Dragon irá fornecer eletricidade renovável para produzir H2V, que seria então armazenado e aplicado em células a combustível de alta temperatura para produzir energia elétrica e térmica, sendo o calor produzido fornecido às redes de aquecimento urbano da Macedônia. Além disso, o projeto também planeja estabelecer um Centro de Pesquisa de Hidrogênio dentro do Centro de Alta Tecnologia, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Hidrogênio na Macedônia Ocidental. O consórcio de empresas por trás do projeto White Dragon espera, caso aprovado pelas autoridades de financiamento, que o orçamento do projeto seja cerca de € 8,0 bilhões distribuídos entre 2022 e 2029. (H2 Bulletin – 19.05.2021)

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8 Itália: Snam, Rina e Giva Group testam mistura de hidrogênio e gás natural na fabricação de aço

As empresas realizaram testes com uma mistura de hidrogênio e gás natural com 30% de H2 nos processos de produção do aço na planta Forgiatura Vienna, durante um ano. A utilização da mistura não exigiu modificações na planta, não teve impacto nos equipamentos utilizados e nem nas características do produto final termicamente tratado. O potencial do projeto em termos de sustentabilidade ambiental e competitividade econômica é significativo. Estima-se que o uso permanente de uma mistura de 30% de hidrogênio verde, sobre o gás total consumido pelas três siderúrgicas do Grupo GIVA, levaria a uma redução significativa das emissões de CO2 na ordem de 15.000 toneladas por ano, o equivalente a 7.500 carros. (SNAM – 19.05.2021)

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9 Reino Unido: Porto de Cromarty Firth assina MoU para importar hidrogênio verde da Noruega

O porto de Cromarty Firth e a empresa norueguesa Gen2 Energy AS, assinaram um memorando de entendimento (MoU) para criar um caminho para a importação de hidrogênio verde da Noruega para o Reino Unido. O MoU também será um impulso para estabelecer um centro de hidrogênio verde em Cromarty Firth, sendo que o porto se transformará no centro de transbordo do Reino Unido para o hidrogênio da Gen2 Energy, produzido a partir do excedente de energia renovável na Noruega. Destaca-se que a parceria irá proporcionar segurança de abastecimento para os próprios planos de Cromarty Firth com a instalação de eletrolisadores de grande escala, o que irá garantir hidrogênio verde para aqueles que desejam acesso à energia limpa até meados de 2023 e também contribuirá com a ambição do governo escocês de se tornar líder em hidrogênio. (Energy Global – 24.05.2021)

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Tecnologia e Inovação

1 Clatratos Hidratados: Um novo caminho para tecnologia de armazenamento de H2

O hidrogênio é visto como o combustível do amanhã, uma vez que tem um potencial de descarbonização inigualável. Entretanto, ainda há uma grande imaturidade tecnológica, ainda mais quando se trata de armazenamento de H2. Nesse sentido, o professor coreano, Youngjune Park, está desenvolvendo uma forma para trazer soluções ao problema de armazenamento do H2 por meio do processo de armazenamento do hidrogênio em gaiolas moleculares existentes na natureza, as chamadas “clatratos hidratados’’. Os clatratos hidratados são compostos sólidos a base de água que armazenam moléculas em várias cavidades possuintes, podendo então armazenar o hidrogênio puro. No entanto, apenas a utilização do hidrogênio puro torna o processo inviável, então o dr. Park junto com sua equipe estudou a mistura do hidrogênio com o gás natural nos clatratos hidratados e identificou as concentrações perfeitas de metano e etano para melhorar a capacidade de armazenamento de H2 nos clatratos hidratos. Esse resultado é uma alternativa com grande potencial para viabilizar o armazenamento do hidrogênio. (Fuel Cells Works – 18.05.2021)

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Eventos

1 Workshop AHK: Panorama Atual e Potenciais para o Hidrogênio Verde no Brasil

No dia 25 de maio, a AHK realizou o Workshop intitulado “Panorama Atual e Potenciais para o Hidrogênio Verde no Brasil”, com o objetivo central de lançar o Portal de Hidrogênio Verde, um site referência sobre o tema, trazendo informações, eventos, projetos, financiamentos, questões regulatórias e fomentando oportunidades de negócios. No Portal, as empresas terão uma área especial para estabelecer conexões e desenvolver negócios, contribuindo para a transição energética no Brasil. Além disso, cabe destacar a qualidade do evento, que foi dividido em dois painéis, o primeiro apresentou um panorama atual e os potenciais para o H2V no Brasil. Já o segundo, teve como objetivo detalhar alguns projetos que estão sendo desenvolvidos no Brasil, bem como detalhar o potencial dos Portos Pecém e Açu, candidatos a se tornarem hubs de H2V no Brasil. Dessa forma, o evento foi capaz de reforçar como o Brasil pode se tornar um dos principais players nesta nova economia mundial. Para acessar o vídeo do evento na íntegra, clique aqui. Para acessar a apresentação feita por Ansgar Pinkowski (Gerente de Inovação e Sustentabilidade da AHK), clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.05.2021)

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2 Webinar: O Papel do Hidrogênio Verde no Acoplamento Setorial

A UE e os governos em todo o mundo começaram a planejar e investir em uma mudança fundamental em nosso sistema de energia rumo a uma sociedade com emissões líquidas zero em 2050 e, neste contexto, o hidrogênio verde terá um papel essencial. Diante disso, o evento realizado pela Green Hydrogen Systems apresentará o projeto GreenLab, um parque industrial verde onde as empresas compartilham seus recursos excedentes por meio da chamada SybiosisNet e, discutirá ainda, o papel do hidrogênio verde e dos eletrolisadores na transição energética, atentando-se sobre como projetar a infraestrutura do sistema de energia no futuro. O evento ocorrerá de forma online no dia 1 de junho às 11h no horário de Brasília. Inscreva-se aqui. (World Hydrogen Leaders – maio 2021)

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Artigos e Estudos

1 Hidrogênio no Brasil: Panorama Atual e Perspectivas

O artigo traça um panorama do hidrogênio no Brasil, abordando as iniciativas recentes no país, sejam elas voltadas para a produção ou regulação do vetor energético no país. Recentemente, o Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE) publicou a Resolução No 6/2021, determinando que o Ministério de Minas e Energia em cooperação com os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações e Desenvolvimento Regional, bem como com o apoio técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apresente, em 60 (sessenta) dias, proposta de diretrizes para o Programa Nacional do Hidrogênio. Antes disso, o hidrogênio foi abordado no PNE 2050 como uma tecnologia disruptiva. Seguindo o PNE 2050, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançou a nota técnica intitulada “Bases para a Consolidação da Estratégia Brasileira do Hidrogênio”. Além dessas iniciativas, alguns projetos voltados para a produção de hidrogênio verde (H2V), como o do Ceará e o do Porto do Açu. Embora o Brasil ainda tenha um longo caminho para estabelecer uma economia do hidrogênio, o País está posicionado estrategicamente para desempenhar um papel de destaque no mercado de hidrogênio global. (Trench Rossi Watanabe – 20.05.2021)

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2 Hidrogênio e hidrelétrica: Cooperação mútua para o desenvolvimento

A IHA, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover a energia hidrelétrica sustentável, realizou um estudo sobre como o hidrogênio e a hidrelétrica podem se desenvolver de forma cooperativa. A hidrelétrica é a principal fonte de eletricidade renovável, enquanto o hidrogênio é um vetor energético potencial para a descarbonização e que pode ser produzido a partir da energia hidrelétrica fornecida a um eletrolisador, sendo então denominado de hidrogênio verde (H2V). Desse modo, se os governos e as empresas investirem na produção do hidrogênio por meio da hidrelétrica, a produção global do hidrogênio será elevada exponencialmente, podendo atingir o que se espera, sendo o responsável por 8% da demanda global de energia em 2050. Nesse sentido, as hidrelétricas também seriam beneficiadas, uma vez que o mundo iria buscar pela produção do hidrogênio verde e as hidrelétricas seriam as principais produtoras do mesmo. “O crescimento ambicioso do hidrogênio verde aumentará significativamente a demanda global por fontes de eletricidade limpa, como a energia hidrelétrica”, disse o chefe de política e pesquisa da IHA. (Power Engineering International – 25.05.2021)

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3 Relatório Técnico: Desafios e Oportunidades para o Brasil com o Hidrogênio Verde

O hidrogênio verde (H2V) tem sido amplamente discutido por diversos países no processo de transição energética, de forma que alguns já lançaram estratégias nacionais para o vetor energético e se posicionaram nesse novo mercado. Este movimento abriu a oportunidade para o Brasil se tornar um importante player na produção e exportação dessa nova commodity. Nesse contexto, o Instituto E+ Transição Energética em parceria com a Fundação Heinrich Böll desenvolveu um estudo apresentando os conceitos, desafios e oportunidades econômicas na produção de H2V, oferecendo uma análise crítica e sugestiva do papel do H2V na economia brasileira. Além disso, o estudo identifica elementos que podem auxiliar na formulação de políticas públicas e em tomadas de decisão que possam colocar o país numa posição central no futuro verde. (Fundação Heinrich Böll – 24.05.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas e Kalyne Silva Brito
 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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