IFE.H2 25

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 25– publicado em 31 de março de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 25 – 31 de março de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
DOE investe em projetos para desenvolver tecnologias de co-gaseificação
2 ROTA 2030: Projeto assinado visa enriquecimento de hidrogênio nos motores flex
3 Governo alemão abre chamada para projetos em hidrogênio verde

Mercado
1 FFI faz parceria com o Porto de Açu
2 Chile cria Instituto Nacional de Hidrogênio
3 Canadá e Alemanha assinam acordo para desenvolver hidrogênio
4 Enegix faz parceria para projeto de hidrogênio no Ceará
5 Alemanha inicia a construção de planta piloto para armazenamento de hidrogênio
6 BP produzirá hidrogênio azul em Teeside, Reino Unido
7 SWIC ganha investimentos na medida em que avança
8 Equipe AquaVentus ganha investimentos na medida em que avança
9 Chile faz parceria com o Porto de Rotterdam

10 Alemanha lança sistema H2Global para importação de hidrogênio verde
11 Mubadala e Snam fazem parceria

12 Suriname terá usina de hidrogênio verde

Tecnologia e Inovação
1 A UBE fornece resina especial para tanques de hidrogênio de alta pressão
2 Projeto para o desenvolvimento de rede de hidrogênio
3 Gazprom analisa áreas de desenvolvimento do hidrogênio

Mobilidade
1 Hyundai e Shell expandem colaborações em soluções de energia limpa
2 Austrália terá estação de abastecimento para veículos pesados
3 Reino Unido concede financiamento para projetos de mobilidade
4 Everfuel lança plano para rede norueguesa de abastecimento

5 Hyundai apoiará Forze Hydrogen Racing

Eventos
1 IEA: 6ª Conferência Global Anual sobre Eficiência Energética
2 O hidrogênio verde e a oportunidade do Estado do Ceará
3 Energia em Pauta
4 Hydrogen Online Workshop

Artigos e Estudos
1 IRENA: World Energy Transitions Outlook: 1.5°C Pathway
2 PV Magazine: Austrália enxerga oportunidade em hidrogênio comprimido
3 Os caminhos do país na construção da economia global do hidrogênio



 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 DOE investe em projetos para desenvolver tecnologias de co-gaseificação

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) concedeu, no dia 15 de março, US$ 2 milhões a quatro projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que promovem tecnologias de produção de hidrogênio limpo, que podem ser essenciais para reduzir as emissões de carbono e cumprir as metas de mudança climática na administração do presidente Biden. O gás natural é atualmente a principal fonte de produção de hidrogênio por instalações industriais nos Estados Unidos. O financiamento visa explorar uma maneira diferente de produzir hidrogênio usando um processo conhecido como co-gaseificação, através da mistura de resíduos de biomassa, plástico e matérias-primas de carvão com oxigênio e vapor sob altas pressões e temperaturas. Quando combinado com a captura e armazenamento de carbono, esse processo pode até levar a emissões líquidas negativas. (DOE – 15.03.2021)

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2 ROTA 2030: Projeto assinado visa enriquecimento de hidrogênio nos motores flex

Foi assinado no dia 9 de março o primeiro projeto do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) dentro do Programa Rota 2030, que estimula o investimento e o fortalecimento das empresas brasileiras do setor automotivo por meio do desenvolvimento e da aplicação de novas tecnologias. O projeto “Eficiência energética em motores flex com enriquecimento de hidrogênio obtido por reforma catalítica embarcada” foi construído a partir da interação multidisciplinar universidade-indústria, com valor total de aproximadamente R$5,4 milhões. O projeto, que tem o objetivo de aumentar a eficiência energética do etanol frente à gasolina, por meio da aditivação com hidrogênio, se insere na Chamada nº 01/2020 da Linha V – “Biocombustíveis, Segurança Veicular e Propulsão Alternativa a Combustão” – do Programa ROTA 2030, coordenada pela Fundep. A Chamada Pública de PD&I nº 01/2021 da Linha V está novamente com submissões abertas até o dia 09/04/2021. (INT – 16.03.2021)

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3 Governo alemão abre chamada para projetos em hidrogênio verde

O Ministério de Educação e Pesquisa (BMBF) abriu chamada internacional para interessados em pesquisar sobre o hidrogênio verde no país. Com a nova diretriz de financiamento “Internationale Zukunftslabore Grüner Wasserstoff“, o BMBF tem como objetivo reunir os melhores pesquisadores de todo o mundo na Alemanha para avançar ainda mais as pesquisas de tecnologias de hidrogênio ecologicamente correto no país, o “hidrogênio verde”. O prazo para o envio de candidaturas é de 22 de abril de 2021. A ministra do BMBF, Anja Karliczek, explica: “A ideia é tornar a Alemanha um polo de ideias inovadoras e do desenvolvimento de uma economia internacional de hidrogênio verde. Estou convencida de que nossos cientistas, juntamente com o setor de negócios e a indústria, têm o que é preciso para estabelecer novos padrões internacionais e para comercializar tecnologias de hidrogênio verde ‘Made in Germany‘ no mundo inteiro”, esclarece. (DWIH – 16.03.2021)

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Mercado

1 FFI faz parceria com o Porto de Açu

A Fortescue Future Industries (FFI) assinou um Memorandum of Understanding (MoU) com o Porto de Açu, para realizar um estudo de viabilidade de instalação de uma planta de hidrogênio verde de 300 MW no local. De acordo com os termos do MoU, o hidrogênio será utilizado para a produção de 250.000 toneladas métricas de amônia verde por ano. Esta é apenas uma das iniciativas da empresa, para atender aos planos de se tornar neutra em carbono até 2030, que pretende produzir H2V em escala comercial até 2023. A Fortescue tem buscado parcerias para o projeto que assinou com a Equinor ASA, também através de um MoU, para avaliar a construção de uma usina solar no Porto de Açu. Segundo o presidente-executivo do Porto de Açu e o chefe de projetos da FFI na América Latina, se ambas a empresas seguirem em frente com o projeto, o investimento necessário será na ordem de centenas de milhões de dólares. (Reuters – 15.03.2021)

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2 Chile cria Instituto Nacional de Hidrogênio

O Chile está empenhado em desenvolver sua economia de hidrogênio e em explorar o potencial para se tornar um líder em exportação de hidrogênio. No dia 12 de março, seis organizações chilenas, públicas e privadas, se uniram para formar o Instituto Nacional do Hidrogênio, com o objetivo de explorar a produção e o uso de hidrogênio verde. A entidade sem fins lucrativos é formada por instituições educacionais e empresas no âmbito do programa de tecnologia estratégica da Corfo, Mineração de Eletromobilidade por Células a Combustível, liderado pela Universidade Técnica Federico Santa María. O Instituto Nacional de Hidrogênio do Chile também tem um papel fundamental na exploração de um novo potencial de hidrogênio e a tecnologia de célula a combustível no futuro. O trabalho do instituto beneficiará tanto as empresas quanto a academia. (H2 Bulletin – 16.03.2021)

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3 Canadá e Alemanha assinam acordo para desenvolver hidrogênio

Canadá e Alemanha firmaram uma nova parceria plano para cooperar em política energética e pesquisa de energia verde, estabelecendo uma colaboração formal em uma ampla gama de prioridades para alcançar a meta de emissões líquidas zero até 2050. A parceria germano-canadense foi confirmada com Seamus O’Regan Jr., Ministro de Recursos Naturais do Canadá, e o ministro Peter Altmaier, Ministro da Economia e da Energia da Alemanha. A parceria posiciona o Canadá como um parceiro de energia limpa de escolha para a Alemanha, focando principalmente na integração de energias renováveis, segurança do abastecimento, inovações tecnológicas e a cooperação especialmente no tema do futuro, o hidrogênio. A parceria também visa fortalecer a cooperação entre empresas alemãs e canadenses. (Fuel Cells Works – 16.03.2021)

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4 Enegix faz parceria para projeto de hidrogênio no Ceará

A empresa Enegix assinou um acordo com o governo do Ceará para construção de uma planta de hidrogênio verde no Complexo de Pecém no mês passado. Com investimentos de US$ 5,4 bilhões, a Enegix vai construir uma usina que vai produzir mais de 600 milhões de kg de hidrogênio verde por ano quando estiver totalmente operacional em 2025. Na última terça-feira, 16 de março, a empresa assinou também um Memorando de Entendimento com a norte-americana Black & Veatch, para conclusão do estudo de viabilidade da planta de hidrogênio verde no Ceará. De acordo com o comunicado, os trabalhos envolvem desenho técnico, seleção de fornecedores e tecnologia, planejamento de execução, cronograma do projeto, avaliação de riscos, estratégia de logística e estratégia de compras. De acordo com Wesley Cooke, fundador e CEO da Enegix, a equipe da B&V tem a capacidade de avaliar todos os aspectos do projeto, com habilidades que cobrem a produção, manuseio, transporte, armazenamento e distribuição de H2 seguindo os mais altos padrões de segurança e eficiência. (Agência CanlEnergia – 17.03.2021)

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5 Alemanha inicia a construção de planta piloto para armazenamento de hidrogênio

A Alemanha está construindo a maior planta para armazenar hidrogênio verde em escala industrial. O armazenamento será realizado usando transportadores de hidrogênio orgânicos líquidos (LOHC) por meio de um processo catalítico exotérmico. A absorção é de 57 kg de H2 por m³ de LOHC, que é capaz de permanecer em estado líquido em uma ampla faixa de temperatura, permitindo o uso da infraestrutura de combustível convencional. O projeto está sendo apoiado pelo estado da Renânia do Norte-Vestfália com um financiamento de € 9 milhões do programa progress.nrw. O projeto também conta com o apoio da subsidiária da Hydrogenious LOHC Technologies que será responsável pelo gerenciamento do projeto e operação da planta. (Green Car Congress – 17.03.2021)

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6 BP produzirá hidrogênio azul em Teeside, Reino Unido

A BP, uma empresa de petróleo e gás, fez um estudo de viabilidade para determinar o melhor local para implantar seu projeto de H2 azul no Reino Unido. A petrolífera determinou que faria seu projeto no Teeside, pois o local que é perto do Mar do Norte já apresenta corredores de tubos e recursos operacionais de armazenamento e distribuição de hidrogênio existentes. A BP disse que uma instalação que terá capacidade de 1 GW até 2030, poderá produzir cerca de 260.000 toneladas métricas de hidrogênio por ano, capturando CO2 de um milhão de casas na sexta maior economia do mundo. Se aprovado, o projeto – que produziria hidrogênio a partir do gás natural em um processo de reforma, capturando as emissões de CO2 para armazenamento – estaria operacional em 2027. O projeto com hidrogênio produzido por meio de combustíveis fósseis, portanto, vai utilizar a tecnologia da captura de carbono para adquirir uma característica econômica, gerando lucro e empregos, e também ambiental, melhorando o ar local e levando o Reino unido cada vez mais perto da neutralidade de carbono. (Fuel Cells Works- 18.03.2021)

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7 SWIC ganha investimentos na medida em que avança

O projeto de implantação South Wales Industrial Cluster (SWIC), que está desenvolvendo a infraestrutura de produção de hidrogênio por meio de gás natural em conjunto com a captura de carbono, anunciou que foi concedido cerca de £ 20m de financiamento para apoiá-lo. O projeto vem sendo apoiado por uma ampla gama de organizações parceiras dos setores industrial, acadêmico, jurídico, público e privado, que estão colaborando para criar, o que se acreditam ser, a primeira zona industrial de emissões líquidas zero do mundo. O projeto não só contribuirá significativamente para o compromisso de redução de carbono do Reino Unido, mas também aumentará a capacidade do país para fabricar localmente cimento e produtos de aço com baixo teor de carbono ou zero líquido. Especula-se que isso ajudará a impulsionar o futuro de baixo carbono tanto no setor de construção como de outros setores britânicos. (H2 View- 17.03.2021)

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8 Equipe AquaVentus ganha investimentos na medida em que avança

A AquaVentus, uma iniciativa do Green Hydrogen Iniciative, pretende implementar uma cadeia de produção de hidrogênio em alto mar e vem ganhando cada vez mais membros na medida em que o projeto se consolida. Com a entrada de mais 8 membros desde fevereiro, na AquaVentus, a iniciativa passa a contar com 40 membros de empresas, organizações e instituições de pesquisa renomadas internacionalmente. O projeto tem uma equipe especializada na área de hidrogênio, desenvolvimento econômico, geração de energia offshore, manutenção de gasodutos, logística portuária e transporte, para que assim toda a cadeia do projeto seja consolidada da melhor maneira possível. Com todo o investimento de diversos membros, os planos prevêem a instalação de unidades de eletrólise no Mar do Norte com uma capacidade total de 10 gigawatts até 2035, o suficiente para produzir 1 milhão de toneladas métricas de hidrogênio verde. (Fuel Cells Works- 21.03.2021)

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9 Chile faz parceria com o Porto de Rotterdam

O governo chileno assinou um Memorando de Entendimento com o Porto de Rotterdam, na Holanda, para importar e exportar H2V, dando mais um passo na estratégia nacional de hidrogênio implementada pelo país. “É uma excelente notícia para o Chile e o mundo”, disse o ministro de Energia e Minas do Sul do país, Juan Carlos Jobet. Segundo o secretário de Estado, o Porto de Rotterdam é o maior da Europa, por onde entram 13% das mercadorias importadas pelo continente, e “será a porta de entrada” do hidrogênio verde gerado no Chile para os mercados europeus. O Porto de Rotterdam trabalha com mais de 3000 empresas comerciais na importação de combustíveis e outros materiais, tornando-o um importante parceiro para que o Chile alcance a ambição de se tornar um hub de H2. (El periódico de la energía – 18.03.2021)

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10 Alemanha lança sistema H2Global para importação de hidrogênio verde

A iniciativa H2Global lançada pelo governo alemão foi criada pela agência de desenvolvimento sustentável GIZ e pela associação alemã de hidrogênio e células a combustível DWV. O objetivo da iniciativa será apoiar projetos de eletrolisadores no exterior, bem como as importações de hidrogênio para a Alemanha. A estratégia irá ser implementada com EUR 2 bilhões (US$ 2,4 bilhões) para impulsionar projetos economicamente viáveis de grande escala e deve começar em abril, com uma comissão de especialistas nomeada pelo Ministério de Energia e Economia (BMWi). O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha está realizando o evento Diálogo de Transição de Energia de Berlim nos dias 16 e 17 de março. No evento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE planeja ter uma capacidade de produção doméstica anual de hidrogênio renovável de um milhão de toneladas métricas até 2024 e dez milhões de toneladas até 2030. (S&P Global Platts – 17.03.2021)

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11 Mubadala e Snam fazem parceria

A Mubadala Investment Company e a Snam anunciaram uma nova parceria para impulsionar o desenvolvimento do hidrogênio verde nos Emirados Árabes Unidos. O Memorando de Entendimento inclui atividades de avaliação, estudos de viabilidade técnica e econômica para explorar projetos e soluções potenciais. De acordo com o comunicado, a parceria também buscará oportunidades em outros lugares do mundo. “Esta assinatura com a Snam é uma extensão de nossos esforços conjuntos para desenvolver uma economia de hidrogênio para os Emirados Árabes Unidos, e estamos comprometidos em promover o papel que o hidrogênio desempenhará para atender a demanda energética futura globalmente”, disse Musabbeh Al Kaabi, Ceo da UAE Investments. (H2 View – 22.03.2021)

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12 Suriname terá usina de hidrogênio verde

A Hybrid Power System Group (HPSG) se tornou o primeiro grupo a fazer um investimento estrangeiro direto no Suriname ao anunciar que vai investir uma quantia de US$ 1,2 bilhões de reais para construir uma usina de hidrogênio em sua costa litorânea, na plantação de Breedevoort, região de Commewjinen. A HPSG escolheu o local pois acredita que geograficamente é o ideal para a produção de hidrogênio verde, uma vez que terá as águas do rio Commewjine para produzir utilizar no processo de eletrólise, além de ser ensolarado e possuir bastante vento. Espera-se que esse projeto seja concluído até 2023 e, quando estiver funcionando, produza 100 megawatts. Apesar do lucro que a empresa gerará, não será a única beneficiada, o projeto trará 600 novos empregos para Suriname, além de que servir como pioneiro para viabilizar outros projetos no país. (Fue lCells Works-22.03.2021)</font

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Tecnologia e Inovação

1 A UBE fornece resina especial para tanques de hidrogênio de alta pressão

A matriz da UBE no Japão, uma das líderes mundiais em poliamidas e copoliamidas, anunciou um novo produto, usado pela empresa na produção das camisas dos tanques de alta pressão de hidrogênio, para uso na indústria automobilística. O primeiro a usar o produto será o modelo MIRAI, da Toyota. A resina UBE NYLON1218IU é usada como um componente da camada mais interna do tanque de hidrogênio de alta pressão e superou os requisitos mais exigentes dentre as resinas que evitam que o hidrogênio vaze para o exterior. Além de ter um desempenho de prevenção de permeação de hidrogênio, o produto também apresenta propriedades mecânicas, como durabilidade, mudanças repentinas de temperatura do tanque devido ao enchimento, liberação de hidrogênio e resistência ao impacto em um ambiente de baixa temperatura. (Petronotícias – 15.03.2021)

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2 Projeto para o desenvolvimento de rede de hidrogênio

O projeto Union estuda a viabilidade de unir clusters industriais no Reino Unido, criando uma rede de hidrogênio de 2000 km até 2030. A ideia é aproveitar cerca de 25% dos atuais dutos de transmissão de gás se baseando no plano de 10 pontos do governo para investir mais de £ 1 bilhão (US $ 1,39 bilhão). O projeto está sendo desenvolvido pela National Grid, que acredita que desenvolver essa rede de gás poderá desbloquear o potencial do hidrogênio e apoiar tecnologias de captura e armazenamento de carbono. Além disso, o projeto também irá explorar como conectar essa rede de gás entre os clusters à rede de gás da UE, para abrir a possibilidade de futuras importações e exportações de hidrogênio para os vizinhos europeus. (H2 View – 18.03.2021)

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3 Gazprom analisa áreas de desenvolvimento do hidrogênio

Recentemente, muitos países têm considerado a energia do hidrogênio uma área essencial para a implementação de estratégias nacionais de baixo carbono, no entanto, ainda não existe um mercado global de hidrogênio. Nesse sentido, o Comitê de Gestão da Gazprom analisou as áreas de produção, utilização, exportação de hidrogênio e a viabilidade de misturas de hidrogênio na infraestrutura de gás existente, uma vez que para a empresa é importante acumular suas próprias competências tecnológicas nesse campo. Essas áreas envolvem o desenvolvimento de tecnologias inovadoras para a utilização do combustível metano-hidrogênio nas atividades produtivas da empresa. A implementação em larga escala de tais tecnologias criará demanda adicional por gás natural para a produção de hidrogênio. Todos esses pontos serão submetidos à análise do Conselho de Administração da Gazprom. (Global Energy Prize – 19.03.2021)

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Mobilidade

1 Hyundai e Shell expandem colaborações em soluções de energia limpa

A Hyundai Motor Company, multinacional sul-coreana de automóveis, e a Royal Dutch Shell, uma empresa multinacional de energia, assinaram um novo Acordo Global de Cooperação de Negócios de cinco anos, com toque de mobilidade limpa. O acordo, que vai até 2026, marca a quarta extensão da parceria e desta vez com um foco em energia limpa e redução de carbono em resposta proativa às mudanças de mercado. Os parceiros planejam estabelecer novos tipos de canais de serviço para prestadoras de serviço de mobilidade, principalmente na Ásia. As empresas também discutirão esquemas de cooperação em negócios de fornecimento de energia, como serviços de cobrança de EV e FCEV. (Fuel Cells Works – 19.03.2021)

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2 Austrália terá estação de abastecimento para veículos pesados

A Coregas anunciou que dará um enorme impulso para o setor industrial australiano, depois de receber o apoio aos investimentos do governo para desenvolver a primeira estação de abastecimento de hidrogênio da nação, para transporte pesado. A instalação será desenvolvida no Port Kembla, na região de New South Wales, um porto industrial situado perto em Wollongong, a cidade que foi previamente identificada pelo Ministro do Meio Ambiente, Matt Kean, como um local estratégico para um hub de hidrogênio. Esta nova instalação ajudará na introdução de caminhões com célula a combustível hidrogênio com emissão zero na região de Illawarra-Shoalhaven, pela primeira vez. A instalação da estação de hidrogênio poderá estar totalmente operacional no final de 2021 e demonstrará a capacidade de usar veículos de célula a combustível para as frotas australianas como meio de descarbonizar o setor de transporte. (H2 View – 19.03.2021)

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3 Reino Unido concede financiamento para projetos de mobilidade

O governo do Reino Unido está concedendo mais de US$ 75 milhões para três projetos de mobilidade para contribuir com o avanço da produção de caminhões elétricos e ônibus a hidrogênio. Os projetos serão: desenvolvimento de sistemas de propulsão elétrica para veículos pesados no país de Gales este projeto receberá US$ 44,3 milhões, os outros dois projetos terão um financiamento similar, sendo US$ 15,7 milhões para desenvolver e fabricar tecnologia de economia de energia do automobilismo e o terceiro que terá um financiamento de US$ 15,5 milhões para o desenvolvimento de tecnologias de células a combustível hidrogênio, de baixo custo. O financiamento está sendo coordenado pelo Centro de Propulsão Avançada (APC), que apoia o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono para o setor de transporte. (Green Car Congress – 22.03.2021)

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4 Everfuel lança plano para rede norueguesa de abastecimento

A Everfuel, empresa dinamarquesa, apresentou um plano de implantação de estações de abastecimento no sul da Noruega, com a ambição de ter 15 estações de abastecimento estrategicamente posicionadas para transporte com emissões zero, até o fim de 2023. O plano é parte da estratégia escandinava e está investindo ao longo do período um total de 1,5 bilhões de euros no desenvolvimento da cadeia de valor do hidrogênio verde na Europa. Como parte do Ramp-up, a Everfuel mapeou os locais planejados para as estações e agora irá acelerar os diálogos com o cliente final para otimizar os locais com base nas necessidades desses clientes e acordos com as autoridades locais. Quando o projeto estiver concluído, as estações estarão posicionadas de forma estratégica, conectando os principais corredores de tráfego, para assim interligar a Noruega, Suécia e Dinamarca. (Fuel Cells Works – 19.03.2021)

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5 Hyundai apoiará Forze Hydrogen Racing

A Hyundai Motor, multinacional sul-coreana de automóveis, se juntou à Forze Hydrogen Racing, uma equipe de estudantes especializada em corrida de carros movidos a células a combustível. A parceria apresenta uma excelente oportunidade para Forze, uma equipe que desenvolve projetos, construção e compete em veículos de corrida elétricos a hidrogênio. Localizada na Holanda, a Forze espera terminar este ano a primeira versão de seu Forze IX, com um primeiro balanço elétrico da planta. No ano que vem, a equipe fará o segundo balanço e finalizará o carro. Depois de concluído, espera-se que o carro de corrida elétrico com célula a combustível seja o mais rápido do mundo e obtenha um grande avanço nas corridas sustentáveis. O veículo terá uma velocidade máxima de 300 km/h e uma aceleração de 0-100 km/h em menos de três segundos. (H2 View – 22.03.2021)

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Eventos

1 IEA: 6ª Conferência Global Anual sobre Eficiência Energética

A Agência Internacional de Energia (IEA) está organizando um evento online para discutir como as políticas e programas de eficiência energética para próxima geração podem acelerar o cumprimento de metas climáticas ambiciosas e transições de energia limpa. O evento ocorrerá no dia 30 de março das 8h às 11h no horário de Brasília e contará com a presença de líderes do governo nacional, sociedade civil e empresas, também será apresentado o trabalho da Iniciativa de Implementação de Equipamentos e Eletrodomésticos Supereficientes (SEAD) e a Chamada à Ação COP26 para impulsionar a ambição de eficiência energética de produtos para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa, promover a inovação empresarial e garantir o acesso do consumidor a tecnologias de alto desempenho. (IEA – Março de 2021)

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2 O hidrogênio verde e a oportunidade do Estado do Ceará

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com o apoio do Complexo de Pacém – CIPP S/A e da Associação das Empresas do Complexo do Pacém – AECIPP, realizará um evento no dia 30 de março apresentando o painel “O hidrogênio verde e a oportunidade do Estado do Ceará”. O evento ocorrerá de forma online às 9h30 e contará com a participação do Presidente da FIEC, Presidente do Complexo do Pacém (CIPP S/A), Presidente da AECIPP, bem como outros participantes. Para se inscrever, clique aqui.

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3 Energia em Pauta

O Evento energia em pauta deste mês terá como tema “HUB de Hidrogênio do Ceará”. O evento ocorrerá de forma online no dia 1 de abril às 17h e contará com o Presidente do Sindienergia, Luis Carlos Queiroz, o Consultor da FIEC e Presidente da CSRenováveis/CE, Jurandir Picanço, a Diretora da ABH2, Monica Saraiva Panik e a Secretária Executiva da Indústria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Roseane Medeiros. Além desses participantes, entre os debatedores convidados estarão presentes Ansgar Pinkowski, Gerente de Inovação e Sustentabilidade na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro e Giovani Machado, Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais. A inscrição pode ser realizada aqui.

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4 Hydrogen Online Workshop

O Hydrogen Online Workshop (HOW) é uma plataforma interativa de workshop para discutir as questões importantes da indústria de hidrogênio. Conta com a contribuição de mais de 100 especialistas de classe mundial em palestras e workshops, exposição virtual e mais de 1500 participantes de mais de 100 países. No dia 25 de março o HOW estará realizando um workshop online às 5h no horário de Brasília, com duração de 24 horas e que será realizado em inglês. Para ver a programação do evento clique aqui. (Mission Hydrogeb – Março de 2021)

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Artigos e Estudos

1 IRENA: World Energy Transitions Outlook: 1.5°C Pathway

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), publicou um documento prévio do World Energy Transitions Outlook, que descreve o caminho para o mundo atingir as metas do Acordo de Paris e apresenta opções para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC. A IRENA aponta que as energias renováveis, hidrogênio verde e bioenergia dominarão o futuro da energia mundial, além disso, aponta que será necessário a combinação de tecnologias para alcançar as metas climáticas, bem como a necessidade de se aumentar em 30% os investimentos na transição energética e o papel essencial de políticas públicas e econômicas para tornar a transição energética possível. São identificadas também políticas sociais e econômicas nacionais para estabelecer um novo sistema de energia global. A IRENA irá divulgar o relatório completo que fornecerá uma visão abrangente e medidas de política de acompanhamento para a transição. (IRENA – Março de 2021)

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2 PV Magazine: Austrália enxerga oportunidade em hidrogênio comprimido

A Austrália que tem planos para se tornar um grande exportador de hidrogênio tem estudado a viabilidade de se transportar o hidrogênio na forma de hidrogênio comprimido que havia sido esquecido. Uma empresa da Austrália Ocidental realizou uma análise comparativa entre as cadeias de abastecimento de hidrogênio, são elas: hidrogênio comprimido, hidrogênio liquefeito e amônia. A análise mostrou que o hidrogênio comprimido se mostra mais competitivo frente às outras cadeias de abastecimento, mesmo quando transportado a distâncias de até 4500 milhas náuticas. A principal vantagem do hidrogênio comprimido é que as linhas de gás e infraestrutura usadas para carregar e descarregar gás natural comprimido podem ser reaproveitadas para transportar hidrogênio, o estudo não descarta as outras opções e encoraja o hidrogênio comprimido como medida a curto prazo, uma vez que poderia ser estabelecido em 3 ou 5 anos, enquanto a cadeia de abastecimento de hidrogênio liquefeito e amônia levaria décadas para serem utilizadas em escala. A análise também aponta que há a necessidade de maiores avanços técnicos com relação as essas tecnologias e o desenvolvimento de infraestruturas específicas e pipelines sob medida. (PV Magazine – 17.03.2021)

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3 Os caminhos do país na construção da economia global do hidrogênio

A Revista Conjuntura Econômica, do mês de março, publicou o artigo “Os caminhos do país na construção da economia global do hidrogênio”, escrito pela Fernanda Delgado, professora de geopolítica da energia da FGV Energia, e Agnes M. da Costa, chefe da assessoria em assuntos regulatórios do Ministério das Minas e Energia. O artigo, localizado na sessão energia, aborda oportunidades nacionais para se inserir no mercado de hidrogênio e a necessidade da elaboração de uma estratégia nacional para o Brasil, ressaltando seu potencial. (FGV – 09.03.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas e Kalyne Silva Brito 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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