IFE.TEX 36

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 36 – publicado em 25 de março de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 36 – 25 de março de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética
1
Australiana Fortescue pretende construir planta de hidrogênio verde no Brasil
2 Minesto e Schneider Electric unem-se na comercialização de energia oceânica
3 IRENA: World Energy Transitions Outlook, 1.5°C Pathway
4 Em expansão no País, energias renováveis ganham frente parlamentar no Congresso
5 Furnas e Eudora Energia investem em projeto de geração solar heliotérmica
6 Alemanha constrói maior planta piloto do mundo para armazenamento de hidrogênio
7 Desempenho do investidor em renováveis é superior a em combustíveis fósseis
8 Iberdrola e Hitachi Zosen lançam projeto eólico offshore de 600 MW no Japão
9 Greener: Projetos de energia solar em desenvolvimento somam quase 100 GW no Brasil
10 A geração fotovoltaica deve ser capaz de superar a termossolar
11 Energia eólica offshore pode gerar o dobro da demanda de eletricidade dos EUA.
12 O ano mais forte da Bélgica em energia solar: mais de 1 GW instalado em 2020

Geração Distribuída
1 ABGD projeta GD solar em 10 GW em meados de 2022
2 Susten Energia compra projetos de geração solar fotovoltaica do Consórcio Urca
3 AtomX desenvolve motor iônico para geração de energia
4 Absolar defende marco legal para GD
5 Aneel promete ao TCU rever incentivo à geração solar
6 Busca de pessoas físicas por financiamento de painéis solares cresce na pandemia

Armazenamento de Energia
1 GE: 123 MWh de armazenamento solar em Nova York
2 Pacífico Renewables: acesso a pipeline de armazenamento de 1 GW no Reino Unido
3 EnergyAustralia construirá bateria de 350 MW e fechará usina de carvão em Victoria

4 VRB Energy vai entregar bateria de 100 MW na China

5 EUA: WEC Energy planeja um parque solar de 250 MW com 75 MW de armazenamento

Mobilidade Elétrica
1 Volkswagen anuncia estratégia para reduzir custos de VEs
2 VW quer expandir rede pública de recarga rápida no mundo
3 Volvo vai desenvolver rede de carregamento rápido na Itália
4 Inglaterra dá um grande passo para descarbonizar seu setor de transporte

5 Austrália terá estação de abastecimento para veículos pesados

Eventos
1 Wood Mackenzie: “Power & Renowables Conference: Europe”

Artigos e Estudos
1 Artigo de Rivaldo Ferreira sobre o desafio da omnicanalidade no setor energético
2 Artigo de Ricardo Saraiva sobre como entrar no mercado de energia solar
3 Artigo GESEL sobre as oportunidades de baterias e sistemas de armazenamento no Brasil
4 Artigo de André Ferreira: tendências de eficiência energética

5 Artigo GESEL: “O Estado da Arte da Resposta da Demanda no Brasil”


 

 

Transição Energética

1 Australiana Fortescue pretende construir planta de hidrogênio verde no Brasil

A Fortescue Metals Group pretende construir uma planta de hidrogênio verde no Brasil. No mês passado, uma unidade da empresa, a Fortescue Future Industries (FFI), assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Porto de Açu, para realizar um estudo de viabilidade de instalação de uma planta de hidrogênio verde de 300 MW no local. De acordo com os termos do MoU, o hidrogênio seria utilizado para a produção de 250.000 toneladas de amônia por ano. Esta é apenas uma das iniciativas que a empresa está se envolvendo para atender aos planos de se tornar neutra em carbono até 2030. (Reuters – 15.03.2021)

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2 Minesto e Schneider Electric unem-se na comercialização de energia oceânica

Os desenvolvedores de energia marinha Minesto e Schneider Electric, líderes globais na transformação digital de gerenciamento e automação de energia, assinaram um MoU para trabalhar juntos no desenvolvimento e construção das usinas de energia oceânica com base na tecnologia Deep Green, da Minesto. A colaboração entre a Minesto e a Schneider Electric visa acelerar a implantação comercial da energia marinha para incentivar a transição global para sociedades neutras em emissões de carbono. Projetos que variam de instalações menores de microrrede a fazendas de multimegawatts serão identificados, avaliados e desenvolvidos em conjunto, incluindo a exploração dos dutos existentes de ligações das partes. A colaboração alcançará desde a integração de sistemas técnicos e gerenciamento de projetos até oportunidades de vendas e financiamento de projetos. (Energy Global – 16.03.2021)

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3 IRENA: World Energy Transitions Outlook, 1.5°C Pathway

A IRENA publicou um documento prévio do World Energy Transitions Outlook. O documento descreve um caminho para o mundo atingir as metas do Acordo de Paris e apresenta opções para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC. A IRENA aponta que as energias renováveis, hidrogênio verde e bioenergia dominarão o futuro da energia mundial. Além disso, a Agência destaca que será necessária a combinação de tecnologias para alcançar as metas climáticas, bem como a necessidade de se aumentar em 30% os investimentos na transição energética e o papel essencial de políticas públicas e econômicas para tornar a transição possível. A IRENA irá divulgar o relatório completo que fornecerá uma visão abrangente e medidas de política de acompanhamento para a transição. Acesse aqui. (IRENA – Março de 2021)

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4 Em expansão no País, energias renováveis ganham frente parlamentar no Congresso

Composta por 212 deputados de vários partidos, a frente vai concentrar pleitos do setor, como mudanças legislativas que possam estimular o segmento; além de energia eólica e solar, o grupo vai priorizar também a geração por meio de hidrogênio. De cada cem casas que acendem a luz no Brasil diariamente, dez usam energia eólica. Em tempos de ventos fortes, esse número sobe para 15 residências. A energia solar, que até quatro anos atrás era praticamente uma experiência casual na matriz elétrica, hoje já chega a 2% da potência nacional e supera a geração nuclear. Para ampliar a relevância dessas fontes e turbinar o mercado nacional, a Frente da Energia Renovável (FER) terá o papel de concentrar, no Congresso, os principais pleitos do setor, envolvendo mudanças legislativas que possam estimular o segmento no País. (O Estado de São Paulo – 17.03.2021)

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5 Furnas e Eudora Energia investem em projeto de geração solar heliotérmica

Furnas e Eudora Energia estão desenvolvendo um estudo inédito no Brasil para geração de energia elétrica a partir de sistema solar heliotérmico, proveniente do vapor gerado pela concentração de raios solares. Segundo Furnas, serão investidos R$7,5 milhões no estudo, provenientes dos recursos de PD&I. “O objetivo é o desenvolvimento do primeiro coletor heliotérmico brasileiro, que permitirá a construção de uma usina termossolar para geração de 1 MW de energia elétrica, o suficiente para abastecer cerca de 1.000 residências”, disse Furnas em nota. Ao contrário da energia solar fotovoltaica, a heliotérmica é utilizada por consumidores de médio e grande porte, não sendo utilizada em residências. (Broadcast Energia – 16.03.2021)

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6 Alemanha constrói maior planta piloto do mundo para armazenamento de hidrogênio

A Alemanha está construindo a maior planta para armazenar hidrogênio verde em escala industrial. O armazenamento será feito através de transportadores de hidrogênio orgânicos líquidos (LOHC) por meio de um processo catalítico exotérmico. A absorção é de 57 kg de H2 por m³ de LOHC, que é capaz de permanecer em estado líquido em uma ampla faixa de temperatura, permitindo o uso da infraestrutura de combustível convencional. O projeto está sendo apoiado pelo estado da Renânia do Norte-Vestfália com um financiamento de € 9 milhões do programa progress.nrw. O projeto também conta com o apoio da subsidiária da Hydrogenious LOHC Technologies que será responsável pelo gerenciamento do projeto e operação da planta. (Green Car Congress – 17.03.2021)

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7 Desempenho do investidor em renováveis é superior a em combustíveis fósseis

Os investidores em energias renováveis continuam a ultrapassar os investidores em combustíveis fósseis em todo o mundo, “sinalizando uma tendência estrutural mais ampla de declínio para os combustíveis fósseis”, de acordo com uma nova análise. O segundo de uma série de relatórios do Center for Climate Finance & Investment, do Imperial College com a IEA, examina o desempenho de empresas de energia renovável e combustíveis fósseis de capital aberto em quatro categorias: mercados globais, economias avançadas, mercados emergentes e economias em desenvolvimento e China. Em todos os portfólios, a energia renovável gerou retornos totais “significativamente maiores”, de 367% nos últimos 10 anos, em comparação com os combustíveis fósseis. O relatório também concluiu que as energias renováveis mostraram maior resiliência durante a pandemia. (Renews – 18.03.2021)

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8 Iberdrola e Hitachi Zosen lançam projeto eólico offshore de 600 MW no Japão

O grupo espanhol de serviços públicos Iberdrola S.A. assinou um acordo de joint-venture (JV) com a Cosmo Eco Power Co Ltd, uma subsidiária da Cosmo Energy Holdings Co Ltd, e com a Hitachi Zosen Corp, para co-desenvolver o projeto eólico offshore Seihoku-oki, de 600 MW no Japão. O acordo reunirá os parceiros sob a égide da Aomori-Seihoku-Oki Offshore Wind Godo Kaisha, uma empresa do tipo LLC que conduz o projeto. A transação está sujeita às aprovações habituais. O sítio Seihoku-oki está localizado na costa de Aomori e os parceiros da JV pretendem trazer o projeto de 600 MW para a segunda rodada do leilão de energia eólica offshore de 2021/2022 no Japão. (Renewables Now – 17.03.2021)


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9 Greener: Projetos de energia solar em desenvolvimento somam quase 100 GW no Brasil

Os projetos de energia solar em desenvolvimento no País somam 98,9 GW, o equivalente a quase nove hidrelétricas do tamanho de Belo Monte. Os empreendimentos estão em fase inicial ou intermediária de desenvolvimento. Os estados de Minas Gerais (37,4 GW) e Bahia (17,7 GW) concentram a maior parte dos projetos. A informação consta no novo estudo da consultoria de inteligência de mercado Greener, que traz uma visão geral sobre as grandes usinas fotovoltaicas no Brasil, ou seja, não considera o mercado de GD. O levantamento utilizou como critério o Despacho de Requerimento de Outorga concedido pela Aneel até janeiro de 2021. (Broadcast Energia – 18.03.2021)

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10 A geração fotovoltaica deve ser capaz de superar a termossolar

Como os custos de energia fotovoltaica e baterias continuam caindo, os desenvolvedores de sistemas termossolares enfrentam uma concorrência cada vez maior no mercado de energia gerenciável. A geração termossolar com armazenamento de energia térmica é mais competitivo em custo do que a geração fotovoltaica com baterias por mais de três horas de armazenamento, mas a implantação mais rápida de sistemas fotovoltaicos e baterias nos próximos anos irá corroer essa vantagem, de acordo com um novo relatório do grupo de pesquisadores do Grupo de Economia de Energia (EEG) da Universidade de Viena e do Instituto de Estudos Avançados de Sustentabilidade (IASS) em Potsdam. Apenas alguns projetos termossolares entrarão em operação nos próximos anos e o dimensionamento é necessário para reduzir custos. (REVE – 18.03.2021)

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11 Energia eólica offshore pode gerar o dobro da demanda de eletricidade dos EUA.

A energia eólica offshore tem potencial para fornecer 90% da demanda de eletricidade projetada nos EUA até 2050, de acordo com o Offshore Wind for America, um novo relatório publicado pelo Environment America Research & Policy Center e Frontier Group. O relatório examinou as regiões do Atlântico, Pacífico, Golfo e Grandes Lagos e descobriu que todas têm capacidade para desenvolver energia eólica offshore. A região do Atlântico é claramente pioneira em termos de potencial de geração de energia eólica offshore, com capacidade, se totalmente desenvolvida, de gerar quatro vezes mais eletricidade do que em 2019. Já a região do Golfo fica em segundo, seguida pelo Pacífico e depois pelas Regiões dos Grandes Lagos em sua capacidade potencial. (REVE – 18.03.2021)

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12 O ano mais forte da Bélgica em energia solar: mais de 1 GW instalado em 2020

Na Bélgica, 2020 foi o ano mais forte para a implantação de energia solar. Pela primeira vez, o país instalou mais de 1 GW de energia solar em um período de 12 meses, e isso ocorreu no contexto da pandemia COVID-19. De acordo com a associação nacional de energia solar belga, APERe, as instalações solares acumuladas no país já ultrapassam 6 GW em termos de capacidade total. A maior parte da energia solar em 2020 foi instalada na região de Flandres (80%), com 15% instalada na Valônia e o restante na capital, Bruxelas. Em Flandres, a nova capacidade foi impulsionada principalmente pelo segmento residencial, que cresceu 45% em relação ao ano anterior. Uma das principais razões para o aumento nas instalações é uma estrutura regulatória favorável, que permite aos proprietários de pequenos sistemas um período de carência de 15 anos antes que novas obrigações de medição inteligente entrem em vigor. (Solar Power Europe – 12.03.2021)

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Geração Distribuída

1 ABGD projeta GD solar em 10 GW em meados de 2022

O volume de potência instalada de solar na modalidade de geração distribuída pode dobrar de tamanho entre 18 e 20 meses. Essa é a perspectiva da Associação Brasileira de Geração Distribuída, que aponta a necessidade do setor de ter uma lei específica para o segmento. Essa estimativa se coloca como uma aceleração dos investimentos uma vez que os 5 GW foram alcançados semana passada, cerca de nove anos após o estabelecimento da Resolução Normativa Aneel no. 482, de 2012. De acordo com o presidente do Conselho da ABGD, Guilherme Chrispim, a tendência é de que os investimentos continuem avançando. Ele lembra que qualquer previsão é uma opinião que pode ser facilmente superada, já que há nove meses a potência era de 3 GW, ou seja, houve expansão de mais de 65% nesse período. (Agência CanalEnergia – 15.03.2021)

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2 Susten Energia compra projetos de geração solar fotovoltaica do Consórcio Urca

A companhia de energia renovável Susten Energia comprou a estrutura de geração solar fotovoltaica do Consórcio Urca por R$ 45 milhões. O acordo envolve a aquisição de uma capacidade de geração de 10 MW de energia solar nos municípios de Patrocínio, Cláudio e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A aquisição faz parte da estratégia do grupo de investir R$200 milhões para alcançar um portfólio de geração distribuída de energia com 50 MW de capacidade até o fim de 2022. (Valor Econômico – 15.03.2021)

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3 AtomX desenvolve motor iônico para geração de energia

A RPX Capital, holding que investe em diversos segmentos, lançou o grupo AtomX, produtor de motores iônicos geradores de energia a partir de combustível patenteado e totalmente natural, utilizando uma tecnologia própria desenvolvida a partir de processos químicos, mecânicos e elétricos. O investimento inicial no novo negócio é da ordem de R$ 740 milhões. O presidente da RPX Capital, Rafael Pimenta, disse ao EnergiaHoje que o principal objetivo do grupo é a venda da energia elétrica gerada pelos motores iônicos para clientes variados, como comércios e concessionárias. Para tanto, a AtomX vai atuar no mercado de geração distribuída, por meio da cogeração de energia a partir dos motores e da tecnologia solar fotovoltaica. O grupo já adquiriu 23 usinas fotovoltaicas em operação no Brasil de 5 MWh cada, totalizando 115 MWh. (Brasil Energia – 18.03.2021)

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4 Absolar defende marco legal para GD

A construção de um marco legal para a geração distribuída no Brasil, atualmente em debate no Congresso Nacional por meio de projetos de lei, como o PL 5828/2019, de autoria do deputado federal Silas Câmara e com atual relatoria do deputado federal Lafayette de Andrada, é o melhor caminho para afastar o risco de retrocesso à GD. A afirmação é do presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia. Segundo o dirigente, a criação de um arcabouço legal para a GD era prevista para 2020 e precisa ser tratada como prioridade no cenário atual. Para Sauaia, quando se olha para os dois lados da moeda e contabilizam os benefícios, a conclusão é que a geração distribuída trará mais de R$13,3 bilhões em benefícios líquidos para todos os consumidores do setor elétrico até 2035, já descontados todos os custos. (Agência CanalEnergia – 18.03.2021)

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5 Aneel promete ao TCU rever incentivo à geração solar

Cobrada pelo TCU em processo que aponta bilhões de reais em subsídios cruzados na geração de energia solar, por meio de painéis instalados nos telhados de residências ou em “condomínios fotovoltaicos” longe dos centros urbanos, a Aneel se comprometeu com o órgão de controle a revisar os incentivos atuais e cravou uma data para decidir sobre a mudança: até 30 de junho. Na primeira tentativa de revisão das normas, entre o fim de 2019 e o início de 2020, o presidente Jair Bolsonaro enquadrou a Aneel e barrou o avanço nas discussões. Na ocasião, ele encampou o discurso – promovido por empresários do segmento e tecnicamente errado – de que estava sendo criada uma “taxação do sol”. “Sol, fique tranquilo, não serás taxado”, afirmou o presidente a apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada, apontando para o céu. (Valor Econômico – 22.03.2021)

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6 Busca de pessoas físicas por financiamento de painéis solares cresce na pandemia

A pandemia fez crescer a procura por financiamentos de painéis solares para pessoas físicas. O Santander observou crescimento de 25% nessa linha de crédito no primeiro bimestre de 2021, em relação ao mesmo período em 2020, quando a pandemia ainda não havia chegado ao Brasil. Já o Portal Solar, que oferece um empréstimo do banco BV para projetos de energia solar, divulgou que o volume financiado em 2020 triplicou em relação a 2019. Segundo o Bradesco, houve crescimento de 46% na quantidade de operações para aquisição e instalação de painéis solares em 2020. Em fevereiro deste ano, foi observado uma alta de 34% na quantidade de contratos, em comparação a dezembro do ano passado. (O Globo – 19.03.2021)

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Armazenamento de Energia

1 GE: 123 MWh de armazenamento solar em Nova York

A GE Renewable Energy foi selecionada pela Convergent Energy + Power para fornecer um inversor solar integrado e um pacote de bateria para um projeto híbrido solar mais armazenamento de 123 MWh em Upstate New York. O projeto será o maior sistema híbrido solar com armazenamento em Nova York com um único proprietário. A construção do sistema híbrido já começou e espera-se que atinja a operação comercial no verão de 2021. O sistema usará uma configuração de acoplamento DC direto, com um único inversor e um único ponto de interconexão compartilhado pelo painel solar e o sistema de armazenamento, ajudando a melhorar a produção geral de energia do sistema híbrido enquanto otimiza os custos e aumenta a confiabilidade geral do sistema. (Renews – 16.03.2021)

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2 Pacífico Renewables: acesso a pipeline de armazenamento de 1 GW no Reino Unido

A empresa alemã de investimentos em energia renovável Pacífico Renewables Yield AG firmou parceria com a desenvolvedora de energia solar e de armazenamento de energia Boom Power para obter acesso prioritário na compra de seu pipeline de 1 GW no Reino Unido. A Pacífico disse na terça-feira que selou um acordo de direito de primeira oferta (ROFO) com a Boom Power Ltd e Boom Developments Ltd que lhe dá o direito, mas não a obrigação, de fazer uma oferta para adquirir qualquer projeto em desenvolvimento. O pipeline visado consiste em mais de 550 MW de energia solar fotovoltaica e 450 MW de esquemas de armazenamento de energia. (Renewables Now – 16.03.2021)

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3 EnergyAustralia construirá bateria de 350 MW e fechará usina de carvão em Victoria

A EnergyAustralia Holdings Ltd construirá uma bateria de 350 MW em Victoria até o final de 2026 como parte de um acordo com o governo do estado australiano. O produtor de energia e o governo estadual concordaram que a usina termelétrica a carvão Yallourn, de 1.480 MW, em Latrobe Valley, Victoria, precisará ser aposentada em meados de 2028, quatro anos antes do fim de sua vida útil. A bateria de quatro horas de duração planejada fornecerá 1.400 MWh de capacidade de armazenamento. O projeto da bateria ajudará a garantir o fornecimento de energia de Victoria e permitirá que mais energias renováveis entrem no sistema. (Renewables Now – 16.03.2021)

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4 VRB Energy vai entregar bateria de 100 MW na China

A fornecedora de sistemas de bateria redox de vanádio VRB Energy fornecerá o componente de armazenamento para um projeto solar de 100 MW na China e construirá os 50 MW iniciais de capacidade de produção anual para uma Gigafactory de 1 GW no país. VRB Energy disse em um comunicado hoje que assinou um acordo para entregar um sistema de bateria de 100 MW/500 MWh em Xiangyang, província de Hubei. Ela começará a construir uma instalação de 40 MW/200 MWh para esse projeto em maio de 2021, ao lado de uma planta de fabricação de baterias de 50 MW com um instituto de P&D. (Renewables Now – 16.03.2021)

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5 EUA: WEC Energy planeja um parque solar de 250 MW com 75 MW de armazenamento

Duas subsidiárias do WEC Energy Group propuseram construir uma usina solar de 250 MW ligada a uma instalação de armazenamento de bateria de 75 MW em Wisconsin (EUA). We Energies e Wisconsin Public Service (WPS) planejam implementar o projeto Darien Solar Energy Center nos condados de Rock e Walworth. O projeto, de US$446 milhões, está sendo desenvolvido pela Invenergy e, se aprovado, as duas concessionárias de energia do WEC possuirão 90% do projeto, com 10% em posse da Madison Gas and Electric. A construção poderá começar no final de 2021 e terminar no final de 2023. O grupo pretende investir US$2 bilhões em novos projetos de armazenamento solar, eólico e de bateria até 2025. (Renewables Now – 18.03.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 Volkswagen anuncia estratégia para reduzir custos de VEs

Nesta segunda-feira (15) a Volkswagen apresentou o Power Day. O evento, voltado à mobilidade sustentável, apresentou seu roteiro de tecnologia para baterias e carregamento de VEs, os quais a montadora deve implementar até 2030. Um dos principais objetivos da marca é reduzir a complexidade e o custo do componente em 50% no segmento de entrada. Thomas Schmall, Membro do Conselho de Tecnologia do Grupo Volkswagen, afirma que o objetivo da marca é reduzir o custo e a complexidade da bateria e, ao mesmo tempo, aumentar seu alcance e desempenho. “Vamos reduzir o custo dos sistemas significativamente, para abaixo de 100 euros por quilowatt-hora. Isso finalmente tornará a e-mobilidade acessível e a tecnologia de acionamento dominante”, completa Schmall, afirmando que, com isso, os carros em si ficarão mais baratos. (O Estado de São Paulo – 15.03.2021)

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2 VW quer expandir rede pública de recarga rápida no mundo

A ideia do roteiro de tecnologia anunciado pela VW nesta semana (15) é, sobretudo, tornar os VEs mais atraentes e viáveis para o maior número de pessoas possível. E, para que isso se torne realidade de forma mais linear, a Volkswagen quer expandir a rede pública de carregamento rápido em todo o mundo. Para isso, a Volkswagen tem como parceiras, empresas como BP (Grã-Bretanha), Iberdrola (Espanha) e Enel (Itália). Só na Europa, a empresa instalará cerca de 18 mil pontos públicos de carregamento rápido até 2025. A fabricante está expandindo a rede pública de carregamento rápido também nos EUA e na China. A Electrify America está planejando cerca de 3.500 pontos de carregamento rápido na América do Norte até o fim deste ano. Enquanto isso, na China, serão 17 mil novos pontos até 2025 por meio da joint venture CAMS. Todo o sistema elétrico dos carros do grupo Volkswagen apresentará as mesmas soluções. E, em números, 95% dos componentes serão recicláveis até 2030. (O Estado de São Paulo – 15.03.2021)

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3 Volvo vai desenvolver rede de carregamento rápido na Itália

A Volvo se prepara para desenvolver uma rede de carregamento rápido de VEs na Itália, visando acelerar os planos de eletrificação e as metas ambientais. A nova rede de carregamento rápido vai se chamar Volvo Recharge Highways. Está prevista a instalação de 30 estações nas concessionárias e também nas proximidades de interseções de autoestradas. Segundo a Volvo, a rede irá abastecer os veículos com energia 100% renovável. Cada estação de carregamento será equipada com dois carregadores de 175 kW e qualquer VE poderá utilizar estas unidades para carregar a bateria. Além disso, o desenvolvimento desta rede deverá ser bastante rápido: 25 das estações deverão estar prontas já no fim do verão deste ano. (Multi News – 15.03.2021)

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4 Inglaterra dá um grande passo para descarbonizar seu setor de transporte

Os transportes são responsáveis por 25% das emissões globais. Dessa forma, a Inglaterra sabe a necessidade de trazer uma nova realidade para esse setor. Para isso, a Inglaterra fará a reforma mais ambiciosa do setor em uma geração ao levar o país a uma transição onde todas as cidades e regiões da Inglaterra terão a maioria dos transportes de serviço neutro em carbono. O projeto será o seguinte: o país lançará 4000 ônibus elétricos ou a hidrogênio, além de descartar a venda de novos ônibus a diesel. Apenas com projetos como esse o país conseguirá alcançar sua neutralidade em carbono no âmbito da mobilidade, avançará em suas metas do Acordo de Paris e também terá um serviço mais confiável, frequente e de baixo custo para os passageiros. (Fuel Cells Works – 15.03.2021)

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5 Austrália terá estação de abastecimento para veículos pesados

Enquanto o mundo desenvolve diversas estações de hidrogênio para veículos leves, Coregas, a maior empresa australiana de gases industriais, vai inovar e construir a primeira estação de abastecimento para veículos pesados na Austrália. Após estudos de viabilização, foi definido que o local será um porto industrial situado perto da cidade de Wollongong, pois há no local viabilidade para criar um hub de hidrogênio. Espera-se que após a conclusão desse projeto, sejam criados diversos caminhões movidos a célula a combustível, bem como que diversos projetos como esse sejam realizados, para que assim, a Austrália consiga impulsionar a cadeia de produção e abastecimento de hidrogênio. (H2 View – 19.03.2021)

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Eventos

1 Wood Mackenzie: “Power & Renowables Conference: Europe”

Nos dias 27 e 28 de abril, a Wood Mackenzie irá realizar um evento online, com o tema principal sendo as energias renováveis na Europa, tratando dos seguintes tópicos: o acordo verde europeu, desenvolvimento das energias renováveis durante a década, incentivos a flexibilidade das redes por meio de armazenamento, redefinição dos projetos do mercado europeu de energia em cenários de alta penetração para energia solar e eólica onshore e offshore, o papel do hidrogênio verde na redução de emissões e a criação de um mercado único de energia. (GESEL-IE-UFRJ – 22.03.2021)

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Artigos e Estudos

1 Artigo de Rivaldo Ferreira sobre o desafio da omnicanalidade no setor energético

Em artigo publicado pela Editora Brasil Energia, Rivaldo Ferreira, diretor de Unidade de Utilities da SONDA IT, defende que a omnicanalidade ainda é um desafio de transformação digital no setor de energia. Segundo o autor, a expansão e maior diversidade de canais digitais tende a ser bem aceita pelo consumidor que, via de regra, poderá escolher o meio mais adequado para acessar ou solicitar a informação necessária. Por outro lado, quanto mais canais digitais, maior o desafio de garantir que, independente do canal de atendimento, o consumidor seja tratado da mesma maneira. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.03.2021)

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2 Artigo de Ricardo Saraiva sobre como entrar no mercado de energia solar

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Ricardo Saraiva, CCO e cofundador da Edmond, destaca cinco dicas de como ingressar no crescente mercado de energia solar. Segundo o autor, este é um mercado nada saturado, com muitas oportunidades e modelos diversos para se fazer negócios. O número de empresários do sol é desproporcional se comparado com a capacidade de penetração por fonte solar na matriz energética brasileira. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 19.03.2021)

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3 Artigo GESEL sobre as oportunidades de baterias e sistemas de armazenamento no Brasil

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), e Nelson Hubner, diretor Geral da Aneel no período de 2009-2013 e pesquisador sênior do Gesel-UFRJ, analisam as oportunidades no Brasil para baterias e sistemas de armazenamento. Segundo os autores, o novo e promissor mercado de baterias e armazenamento é uma oportunidade para o Brasil, por ser um país continental com recursos minerais diversificados e possuir unidades de produção de alguns minérios da cadeia produtiva das baterias. Neste sentido, é oportuna, necessária e estratégica a formulação de políticas públicas para o desenvolvimento desta cadeia industrial de minerais no País, com o objetivo de estimular a capacidade produtiva de baterias e de sistemas de armazenamento. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 22.03.2021)

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4 Artigo de André Ferreira: tendências de eficiência energética

Em artigo publicado no Brasil Energia, André Ferreira, presidente e fundador do Grupo Luminae Energia, ressalta a importância do bom planejamento de eficiência energética, especialmente no contexto atual de pandemia. Ele apresenta cinco tendências na área que podem beneficiar os negócios: sustentabilidade corporativa, gestão inteligente de utilities, produtividade consciente, iluminação profissional e trabalho em equipe. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 22.03.2021)

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5 Artigo GESEL: “O Estado da Arte da Resposta da Demanda no Brasil”

Em artigo publicado no IFE Setorial de Tecnologias Exponenciais, Monique Coimbra e Walas Júnior, pesquisadores júnior do GESEL, e Caroline Chantre, pesquisadora do GESEL, explicam os diferentes tipos de resposta da demanda e analisam como este conceito está sendo aplicado no Brasil. Segundo os autores, a expansão do uso da resposta da demanda tornará o sistema elétrico nacional mais eficiente e mais limpo, já que suas principais funções colaboram para uma maior estabilidade de rede, reduzem os custos de geração através da redução de picos e preenchimento de vales e aliviam as linhas de transmissão e distribuição, que transmitirão uma potência menor, diminuindo assim as perdas. Para acessar o artigo na íntegra, clique aqui. (GESEL – IE – UFRJ – 22.03.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Monique Coimbra e
Walas Júnior
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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