IFE.TEX 35

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 35 – publicado em 19 de março de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 35 – 19 de março de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética
1
Enel Brasil investiu cerca de R$ 70 mi em eficiência energética
2 A energia solar flutuante na rota do hidrogênio verde
3 Geração de energia a partir de resíduos urbanos aumenta 7,7% em 2020
4 MME aprova temas estratégicos para P&D do setor
5 Projetos de hidrogênio verde proliferam na América Latina
6 Inovações em energia eólica flutuante reduzem custos

Geração Distribuída
1 Cogen: Geração distribuída a partir de biomassa tem destaque em fevereiro
2 EPE: metodologia para séries horárias de geração distribuída por subsistema
3 Nova proposta de regulação da GD é apresentada na Câmara
4 GD solar chega a 5 GW no Brasil

Armazenamento de Energia
1 Statkraft: projetos de armazenamento de 100 MW na Irlanda do Norte
2 REA pede novo mecanismo de mercado de armazenamento do Reino Unido
3 Reino Unido investirá £ 90 milhões em armazenamento e energia eólica flutuante

4 Texas: Wartsila fornecerá 200 MW de armazenamento

Mobilidade Elétrica
1 Stellantis: “híbridos devem desaparecer”
2 Estações de recarga de VEs são inviáveis, diz economista
3 China: novo plano para dominar mercado de VEs
4 Brasil: rede de recarga de VEs têm 350 postos

5 Mercado de carregamento de ônibus elétricos e caminhões valerá mais de US $200 bilhões até 2045

Gestão e Resposta da Demanda
1 CCEE: programa piloto de Resposta de Demanda é reformulado

Digitalização
1 Subestação digital em indústria já é realidade e oferece vários benefícios
2 Brasil: Siemens Energy traz tecnologia para gerenciar ativos de energia em tempo real
3 Brasil: aplicativos mapeiam pontos de recarga de VEs

Eventos
1 31 de março: IEA-COP26 Net Zero Summit

Artigos e Estudos
1 Artigo de Vítor Alves de Brito sobre os danos dos subsídios na geração distribuída
2 Artigo Tiago de Barros Correia: “A vez dos recursos de armazenamento no setor elétrico”
3 Artigo de Colin Smith sobre a ascensão solar em grande porte


 

 

Transição Energética

1 Enel Brasil investiu cerca de R$ 70 mi em eficiência energética

A Enel Brasil investiu cerca de R$ 70 milhões em 68 projetos e obras de eficiência energética nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Goiás em 2020. Segundo a companhia, foi realizada a instalação de 2.874 placas solares, a substituição de cerca de 260 mil lâmpadas antigas por modelos LED e a troca de quase 10 mil geladeiras em 77 municípios dos quatro estados em que a Enel Brasil atua no segmento de distribuição de energia. As ações beneficiaram clientes residenciais, comerciais, de serviços, instituições de ensino e poder público. (Canal Energia – 08.03.2021)

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2 A energia solar flutuante na rota do hidrogênio verde

O hidrogênio verde, combustível todo produzido a partir de fontes de energias renováveis, é apontado como peça-chave no processo de descarbonização do planeta nos próximos anos. O Brasil tem um potencial gigantesco para produzir e aplicar o hidrogênio verde nos setores de transporte público e de carga, na produção do aço verde, do cimento verde e de fertilizantes. Neste contexto, a geração de energia solar em larga escala fará toda a diferença, pois a produção de hidrogênio verde exige muita energia limpa, renovável e a custos baixos. Nesse processo de ampliação da geração de energia solar no país é urgente regulamentar a hibridização das hidrelétricas no Brasil. (Brasil Energia – 05.03.2021)

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3 Geração de energia a partir de resíduos urbanos aumenta 7,7% em 2020

Segundo informe da CCEE, a produção de energia elétrica a partir de resíduos urbanos cresceu 7,7% no ano passado. Em 2020, as térmicas a biogás produziram cerca de 110,2 MW médios ao ano, superando a marca de 102,3 MW médios em 2019. A CCEE aponta que, embora tenha pequena escala na matriz elétrica brasileira, a expectativa é de que o segmento possa atrair novos investimentos. Nos últimos cinco anos, esse setor elevou sua produção de energia em 162%. Os leilões para contratação de energia nova estão agendados para setembro deste ano. Os editais preveem a possibilidade de negociação de empreendimentos capazes de gerar a partir de resíduos sólidos urbanos e biogás com resíduos urbanos. (Brasil Energia – 08.03.2021)

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4 MME aprova temas estratégicos para P&D do setor

O presidente do CNPE e ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, publicou no Diário Oficial desta terça-feira, 9 de março, a aprovação da Resolução nº 2, de 10 de fevereiro de 2021, que estabelece orientações sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de energia brasileiro. O objetivo é orientar a Aneel e a ANP a priorizarem a destinação dos recursos de P&D e Inovação para sete temas estratégicos: hidrogênio, energia nuclear, biocombustíveis, armazenamento de energia, tecnologias para geração termelétrica sustentável, transformação digital e minerais estratégicos para o setor energético. (Agência CanalEnergia – 09.03.2021)

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5 Projetos de hidrogênio verde proliferam na América Latina

Na semana passada, vários projetos de hidrogênio verde foram anunciados na América Latina. A AES Gener quer estabelecer uma unidade de produção amônia baseada em hidrogênio verde no Chile, que exigiria cerca de 850 MW de capacidade de energia renovável. O governo uruguaio receberá US$ 10 milhões do Fundo Conjunto das Nações Unidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável está planejando uma licitação para um projeto piloto de hidrogênio para mobilidade sustentável e as autoridades mexicanas estão analisando um projeto fotovoltaico de grande escala planejado para alimentar uma usina de hidrogênio de 75 MW. Outros desenvolvimentos anunciados simultaneamente em outros países latino-americanos na semana passada confirmam que a região pode se tornar um hub global de hidrogênio graças aos seus consideráveis recursos solares, disponibilidade de terras e baixos custos de projeto. (PV Magazine – 09.03.2021)

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6 Inovações em energia eólica flutuante reduzem custos

A energia eólica offshore flutuante está amadurecendo e fez reduções significativas de custos com turbinas eólicas nos últimos anos. A tecnologia permite que mais países se beneficiem da energia eólica offshore para atingir seus objetivos de transição ecológica, e a pesquisa e inovação continuam sendo essenciais para a competitividade futura da energia eólica offshore flutuante. A inovação tecnológica deve abordar os principais desafios no projeto de turbinas eólicas offshore flutuantes. Isso se refere, por exemplo, a tecnologias de amarração e ancoragem que ajudam a estabilizar turbinas flutuantes e limitar seu movimento durante condições climáticas extremas com ondas fortes. (REVE – 09.03.2021)

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Geração Distribuída

1 Cogen: Geração distribuída a partir de biomassa tem destaque em fevereiro

A Cogen divulgou um relatório segundo o qual em fevereiro deste ano, o Brasil totalizou 18,93 GW de capacidade instalada de geração distribuída e cogeração, o equivalente a 1,35 hidrelétrica de Itaipu. O maior destaque foi das usinas movidas por biomassas, que produziram 15,4 GW. As usinas a gás natural geraram 3,2 GW, e de biogás, 0,4 GW, aponta a Cogen. Em relação ao perfil de geração, 11, 8 GW da produção de biomassas deste mês foram feitas através do bagaço de cana. Os outros 3,6 GW foram gerados por meio do licor negro, resíduos de madeira e outras biomassas. Os maiores geradores por biomassas foram o estado de São Paulo, com 6,3 GW e o Mato Grosso do Sul, com 1,8 GW. (Brasil Energia – 08.03.2021)

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2 EPE: metodologia para séries horárias de geração distribuída por subsistema

Atualmente, o planejamento da operação de médio/longo prazo é feito utilizando patamares de carga que representam uma média de um conjunto de horas do dia. A utilização de curvas horárias de geração e carga se torna importante, pois permite estabelecer uma melhor relação da real carga vista pelo sistema, a chamada carga líquida. Nesse sentido, a EPE publica as séries horárias de geração distribuída fotovoltaica que foram utilizadas numa análise do PDE 2030. Em paralelo, também está disponível o Informe Técnico com o detalhamento da metodologia utilizada para gerar as séries. Acesse aqui. (EPE – 09.03.2021)

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3 Nova proposta de regulação da GD é apresentada na Câmara

O deputado Lafayette de Andrada (Republicanos – MG) apresentou na segunda-feira (08/03) uma proposta de substitutivo ao projeto de lei 5.829/2019, que cria um marco regulatório da geração distribuída no Brasil. Segundo o parlamentar, o texto apresentado é resultado de amplo debate com associações do segmento e diálogos com a Aneel e o MME. O projeto, de autoria do deputado Silas Câmara (Republicanos – AM), está na pauta de votação da Câmara dos Deputados e a previsão é que seja votado até o final deste mês. Ele começou a tramitar em resposta à proposta de revisão da Aneel das regras de micro e minigeração distribuída. A agência pretendia retirar os incentivos à modalidade, dados em forma de descontos em tarifas e encargos do setor elétrico, para impedir que continuassem onerando os demais consumidores. (Brasil Energia – 12.03.2021)

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4 GD solar chega a 5 GW no Brasil

O mercado de energias renováveis distribuída continua seu crescimento no Brasil. No ano passado, em junho, o país alcançou a marca de 3 GW de potência instalada de geração de energia solar e em novembro, 4 GW. Agora, menos de um ano depois, chegou a 5 GW de energia distribuída gerada pelos consumidores a partir do sol. A quantidade de centrais geradoras de energia fotovoltaicas de GD ultrapassa 400 mil. Para a Associação Brasileira de Geração Distribuída, conquistar essa meta demonstra a força do setor. O Brasil poderá se tornar neste ano um dos três maiores mercados da GD com energia solar do mundo. A previsão é que em 2021, mesmo sob a pandemia, a GD deverá gerar mais de 150 mil empregos, arrecadar mais de R$ 4 bilhões em impostos além de trazer para o país por volta de R$ 15 bilhões em investimentos diretos. (Agência CanalEnergia – 12.03.2021)

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Armazenamento de Energia

1 Statkraft: projetos de armazenamento de 100 MW na Irlanda do Norte

A Statkraft, maior empresa de energias renováveis da Europa, fornecerá acesso ao mercado e a serviços de otimização para projetos de armazenamento em baterias de 100 MW na Irlanda do Norte, em nome do Gore Street Energy Storage Fund. Este negócio, que cobre dois projetos de 50 MW com a Gore Street, segue os anúncios recentes da Statkraft de um adicional de 68 MW de acordos de acesso ao mercado na República da Irlanda. As baterias estão localizadas perto de Drumkee, County Tyrone, e em Mullavilly, County Armagh. Os dois projetos de 50 MW foram desenvolvidos em conjunto pela Gore Street e a empresa de gestão de investimentos e ativos Low Carbon. Ambos foram energizados dentro do cronograma em dezembro. (Renews – 09.03.2021)

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2 REA pede novo mecanismo de mercado de armazenamento do Reino Unido

Um novo mecanismo de mercado é necessário para desbloquear o investimento em uma gama de tecnologias de armazenamento de energia de longa duração no Reino Unido, de acordo com um novo relatório da Associação para Energia Renovável e Tecnologia Limpa (REA). Caso contrário, as necessidades futuras de armazenamento de energia de longa duração não serão atendidas. A análise da REA concluiu que um piso de receita seria o melhor mecanismo de mercado para apoiar essa categoria de armazenamento, mas que um modelo de base de ativos regulados poderia ser uma alternativa adequada. As barreiras destacadas incluíram a duração relativamente curta dos contratos para projetos capital intensivos e uma aquisição de serviços ‘fatiada’. (Renews – 10.03.2021)

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3 Reino Unido investirá £ 90 milhões em armazenamento e energia eólica flutuante

O governo do Reino Unido está impulsionando o desenvolvimento de tecnologias de energia renovável com mais de £ 90 milhões de financiamento. O armazenamento de energia e a energia eólica offshore flutuante se beneficiarão de £ 68 milhões e £ 20 milhões, respectivamente. O investimento faz parte do Net Zero Innovation, um portfólio governamental de £ 1 bilhão. (Renews – 09.03.2021)

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4 Texas: Wartsila fornecerá 200 MW de armazenamento

A Wartsila, líder global em tecnologias inteligentes e soluções completas de ciclo de vida para o mercado de energia, fornecerá tecnologia de armazenamento de energia totalizando 200 MW para dois projetos no estado americano do Texas. A empresa também fornecerá contratos de desempenho de ativos de 10 anos para os sistemas autônomos interconectados. O pedido foi feito pela Able Grid Energy Solutions, o braço de desenvolvimento de projetos de armazenamento de energia em escala de serviço público da MAP RE/ES. As usinas de armazenamento de energia Madero e Ignacio fornecerão suporte de rede para o Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas (ERCOT). A Wartsila fornecerá sua solução de armazenamento de energia GridSolv Quantum, bem como sua plataforma de gerenciamento de energia inteligente GEMS para monitorar e controlar o fluxo de energia. Espera-se que os sistemas estejam totalmente operacionais a partir de janeiro de 2022. (Renews – 15.03.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 Stellantis: “híbridos devem desaparecer”

Stellantis se juntou ao clube como mais uma montadora para anunciar oficialmente um futuro totalmente elétrico. O CEO da Stellantis, Carlos Tavares, explica isso com mais detalhes. De acordo com um artigo recente no Automotive News, a empresa planeja seguir “a todo vapor” rumo aos veículos elétricos a bateria (BEV). Além disso, Tavares diz que os motores híbridos “eventualmente irão desaparecer”, o que é uma grande declaração vinda do CEO da montadora recém-formada, que iniciou oficialmente as operações em janeiro de 2021. A Stellantis é composta por 14 marcas na França, Alemanha, Itália e EUA. Tavares ressalta que todos os segmentos que são atendidos estão trabalhando para um eventual banimento dos carros movidos a gasolina. (Inside EVs – 08.03.2020)

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2 Estações de recarga de VEs são inviáveis, diz economista

Para Horace Hobbs, economista-chefe da refinaria norte-americana Phillips 66, o carregamento de VEs público é lento e “terrivelmente caro” em relação ao custo da recarga doméstica. “Não há uma frota (de VEs) para manter os carregadores funcionando. E nem uma taxa que suporte economicamente colocá-los em mais pontos”, disse. Atualmente, só 2% dos 7.000 pontos de vendas da Phillips 66 oferecem recarga para carros elétricos. Para Hobbs, o raciocínio é simples: a refinaria precisaria, portanto, pedir aos clientes que paguem mais caro pela recarga em seus postos, do que nas suas casas. Ou seja, não faz sentido. Segundo Hobbs, a única experiência com retorno até agora foi na Europa, em pontos de recarga em estacionamentos. De resto, as estações “não são um best-seller descontrolado”. Elas podem, então, se tornar simplesmente inviáveis de serem mantidas. (O Estado de São Paulo – 08.03.2021)

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3 China: novo plano para dominar mercado de VEs

O governo de Pequim decidiu aumentar em 7% os investimentos em P&D alocados para os próximos 5 anos. Somente para 2021, os gastos com pesquisa e novas tecnologias aumentaram em até 10,6%. O objetivo é preciso: minar a liderança tecnológica dos EUA, construindo as bases para uma indústria preparada para o futuro. Os fundos alocados serão direcionados para várias atividades-chave. O país afirmou que quer apoiar empresas estrangeiras que queiram investir no país asiático e que terá como objetivo facilitar a vinda de competidores estrangeiros para fortalecer setores considerados de importância primordial, como a mobilidade elétrica. O carro elétrico assume cada vez mais um papel central nas perspectivas econômicas globais, o motor de uma renovação que, apenas para a questão da bateria, pode render milhões de novos empregos. (InsideEvs/UOL – 09.03.2021)

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4 Brasil: rede de recarga de VEs têm 350 postos

No momento, existem cerca de 350 postos públicos de recarga de carros elétricos no Brasil e todos eles são gratuitos. Não existe um mapeamento oficial da Aneel para o público, mas vários apps e sites fazem esse levantamento. “O que normalmente se aplica nos eletropostos é o custo da conveniência para carregamento do carro elétrico, como o valor do estacionamento”, afirma Fernando Pfeiffer, gerente de produto da Renault do Brasil. “Mas o consumidor realiza o abastecimento durante a compra de produtos ou serviços”, esclarece. A maior parte desses postos foi criada para popularização da tecnologia, conscientização da população, branding das empresas que patrocinam o espaço e afins. É improvável que esses postos permaneçam gratuitos no longo prazo, mas a situação atual é essa. (Automotive Business – 14.03.2021)

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5 Mercado de carregamento de ônibus elétricos e caminhões valerá mais de US $200 bilhões até 2045

A eletrificação de veículos comerciais está à beira de um crescimento exponencial, em grande parte impulsionado por políticas climáticas e metas de descarbonização. Financiamento governamental e regulamentos de veículos com emissão zero são fortes impulsionadores para a adoção de veículos elétricos comerciais (EV) em todas as regiões até agora, reduzindo, portanto, a barreira primária para a adoção de EV comerciais: o custo. Esse apoio político fará com que o valor de mercado anual de pontos de carregamento de ônibus elétricos e caminhões ultrapasse a marca de US $ 200 bilhões até 2045, de acordo com a Wood Mackenzie. (Wood Mackenzie – 10.03.2321)

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Gestão e Resposta da Demanda

1 CCEE: programa piloto de Resposta de Demanda é reformulado

O programa piloto Resposta da Demanda, realizado pela CCEE em parceria com o ONS e previsto para ocorrer até 30 de abril de 2022, passou por algumas mudanças de regras e Procedimentos de Comercialização Provisórios, que ampliaram o público participante e trouxeram algumas facilidades ao processo de recebimento dos créditos. Essas novas versões contemplam as alterações advindas da Portaria MME nº 460/2020 e da Resolução Normativa nº 911/2020. Os documentos foram adequados para considerar que tanto o montante financeiro resultado da oferta do consumidor quanto o resultado do MCP, referente à redução da demanda, ficarão isentos do rateio da inadimplência da liquidação financeira do MCP, isso significa que os valores serão pagos integralmente aos agentes na liquidação. (CCEE – 05.03.2021)

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Digitalização

1 Subestação digital em indústria já é realidade e oferece vários benefícios

O conceito de subestação digital agora ganha mercado junto a indústrias, trazendo benefícios como segurança operacional, redução de custos com infraestrutura e adesão a normas internacionais. Um exemplo recente dessa tendência foi dado pela indústria química BASF, que optou pela digitalização da subestação de energia de sua fábrica em Guaratinguetá (SP). Valendo-se de um amplo processo de modernização da localidade, a BASF consultou o mercado para receber soluções que aumentassem a rastreabilidade dos dados da subestação já ativa na fábrica. A sugestão da Siemens foi transformar a subestação, até então uma estrutura convencional, em uma subestação digital, utilizando para essa mudança o conceito de Process Bus. A tecnologia de barramento de processo consiste na digitalização dos sinais medidos no pátio da subestação e seu envio por fibra óptica para os dispositivos eletrônicos inteligentes de supervisão, controle e proteção. (Agência CanalEnergia – 09.03.2021)

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2 Brasil: Siemens Energy traz tecnologia para gerenciar ativos de energia em tempo real

A Siemens Energy trouxe para o Brasil a sua linha Sensproducts para fomentar a transformação digital e aumentar a flexibilidade e disponibilidade dos sistemas em toda a cadeia de valor. A solução global possibilita uma nova forma de gerenciar os principais ativos de energia em tempo real, seja em subestações ou equipamentos de pátio, otimizando as operações e reduzindo riscos por meio de monitoramento contínuo. A nova tecnologia combina informações de status de produtos Sensformer e Sensgear, que apresentam conectividade inteligente. Todos os ativos de uma subestação de alta tensão transmitem dados para uma plataforma em nuvem, que a empresa garante que é altamente segura, e oferece um canal de informação paralelo – quase em tempo real – para o sistema SCADA, uma solução para controle e proteção de redes elétricas. Os dados são analisados por algoritmos que oferecem maior confiabilidade da subestação e maior produtividade dos ativos. (Petronotícias – 10.03.2021)

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3 Brasil: aplicativos mapeiam pontos de recarga de VEs

No Brasil, vários apps e sites já buscam informar locais de recarga de VEs. Entre eles está o PlugShare, um aplicativo colaborativo em que os próprios usuários mapeiam os pontos de carregamento. A Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos e Inovadores (ABRAVEI) também criou um app para encontrar carregadores, enquanto a CPFL afirma estar desenvolvendo um app próprio junto ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Fora isso, os próprios sistemas de navegação dos carros costumam ter informações sobre pontos de recarga. Além da localização do posto, o PlugShare também informa o tipo de plugue que ele utiliza. No Brasil, todos os modelos, exceto os da Nissan, utilizam o tipo 2, que é o padrão europeu. Por isso, mesmo que o posto de recarga pertença a uma montadora diferente da que fez o carro, o consumidor pode recarregar seu veículo lá sem transtornos. (Automotive Business – 14.03.2021)

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Eventos

1 31 de março: IEA-COP26 Net Zero Summit

Os principais líderes internacionais de energia e de clima de países que representam a grande maioria do PIB global participarão da Cúpula IEA-COP26 Net Zero, em 31 de março, para acelerar a busca por energia limpa e examinar como os países podem trabalhar juntos de forma mais eficaz para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, em linha com os objetivos internacionais comuns. Após a Cúpula de Transições de Energia Limpa inaugural da IEA em 2020, a edição deste ano será co-organizada pelo Diretor Executivo da IEA, Fatih Birol, e pelo Presidente da COP26, Alok Sharma, e representará um importante marco no caminho para a COP26 em Glasgow em novembro. A Cúpula será uma oportunidade para a realização de um balanço da lista crescente de compromissos de países e empresas, necessários para o cumprimento das metas do Acordo de Paris, e para o foco nas ações de implementação necessárias para começar a transformar o número crescente de metas de emissões líquidas zero em realidade. Clique aqui para saber mais. (GESEL – IE – UFRJ – 15.03.2021)

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Artigos e Estudos

1 Artigo de Vítor Alves de Brito sobre os danos dos subsídios na geração distribuída

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Vítor Alves de Brito, advogado e sócio do Sérgio Bermudes Advogados, defende que os subsídios na geração distribuída podem ter impactos negativos para a sociedade. Segundo o autor, o subsídio cruzado na tarifa de energia elétrica, em que se beneficia uma camada da população, em detrimento de todos os demais consumidores de energia elétrica, deve ser sopesado, em face dos benefícios e danos causados à sociedade por inteira. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.03.2021)

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2 Artigo Tiago de Barros Correia: “A vez dos recursos de armazenamento no setor elétrico”

Em artigo publicado no Brasil Energia, Tiago de Barros Correia, CEO da RegE Consultoria e ex-Diretor da Aneel, do papel do armazenamento no futuro do setor elétrico. Segundo o autor “a Tomada de Subsídios foi fundamentada pela Nota Técnica nº 094/2020-SRG, que destacou a necessidade de maior inserção de recursos de armazenamento devido ao processo de transição da matriz elétrica, que tem conduzido a uma maior participação de fontes de geração variáveis como eólicas, solares e hidrelétricas sem reservatório de acumulação.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 15.03.2021)

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3 Artigo de Colin Smith sobre a ascensão solar em grande porte

Em artigo publicado no GreenTech Media, Colin Smith, analista sênior da Wood Mackenzie e líder na cobertura de energia solar fotovoltaica de grande porte nos EUA, fala sobre o crescimento da indústria solar. Segundo o autor, as adições anuais de energia solar continuarão aumentando. Em 2029, a energia solar de grande porte terá mais adições anuais de capacidade do que a energia eólica onshore, eólica offshore, gás natural, armazenamento de bateria e todas as outras fontes de geração de capacidade combinadas. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL – IE – UFRJ – 12.03.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Monique Coimbra e
Walas Júnior
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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