IFE.H2 24

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 24 – publicado em 19 de março de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 24 – 19 de março de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
MME aprova temas estratégicos para P&D do setor
2 Chile planeja subsídio milionário para projetos de hidrogênio verde
3 Arábia Saudita pretende se tornar o maior fornecedor mundial de hidrogênio do mundo
4 DOE abrirá oportunidade de financiamento para tecnologias sustentáveis
5 DOE investe em projetos para desenvolver tecnologias de co-gaseificação

Mercado
1 A energia solar flutuante na rota do hidrogênio verde
2 Projetos de hidrogênio verde se expandem na América Latina
3 Antígua e Barbuda deverão despoluir o mix combustíveis fósseis e energia
4 Siderúrgica russa contempla hidrogênio verde para nova planta
5 Bill Gates apoia tecnologia de hidrogênio verde
6 Nova parceria foca no desenvolvimento de estações de hidrogênio na Espanha
7 Hidrogênio e Captura de carbono explorados para descarbonizar atividades da mineração
8 Japoneses começam a produzir hidrogênio a partir do carvão marrom na Austrália
9 Queensland lança Hydrogen Taskforce

10 DNV assessora o plano da Austrália de descarbonização da rede de gás
11 Furnas começa produção de hidrogênio na UHE Itumbiara

12 Parceria para desenvolver ecossistemas de hidrogênio na Austrália e Nova Zelândia
13 Inicia-se a produção do primeiro projeto de exportação de hidrogênio em Latrobe Valley
14 Usina piloto alemã para a produção de aço verde decola
15 São Carlos assina memorando para implantar usina de hidrogênio

Tecnologia e Inovação
1 Transformando resíduos de esgoto em hidrogênio
2 Porto australiano hospedará enorme matriz fotovoltaica e planta de hidrogênio

Mobilidade
1 Toyoda é premiada pelo desenvolvimento de tanques de hidrogênio de alta pressão
2 Solaris inicia entregas de ônibus a hidrogênio Urbino para Colônia
3 Inglaterra atualizará seu serviço de ônibus envolvendo tecnologia de hidrogênio

Eventos
1 Anunciados os vencedores do 1° Prêmio Mundial do Hidrogênio

Artigos e Estudos
1 Artigo “O hidrogênio como fonte de energia: uma visão regulatória”
2 Gás Natural e Hidrogênio: Preenchendo a lacuna regulatória



 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 MME aprova temas estratégicos para P&D do setor

O Presidente do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, publicou no Diário Oficial dessa terça, a aprovação da Resolução nº 2, de 2021, que estabelece orientações sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação do setor de energia brasileiro. A Resolução prioriza recursos para estudos em sete temas estratégicos como hidrogênio, energia nuclear, biocombustíveis, armazenamento de energia, tecnologias para a geração termelétrica sustentável, transformação digital e minerais estratégicos para o setor energético. Tendo em vista que os marcos legais do setor elétrico preveem obrigações de investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte das empresas de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) considera importante a aplicação desses instrumentos para viabilizar o desenvolvimento tecnológico nacional. O objetivo é buscar o alinhamento entre o uso desses recursos e a estratégia de longo prazo do setor de energia do Brasil. (Canal Energia – 09.03.2021)

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2 Chile planeja subsídio milionário para projetos de hidrogênio verde

O Chile, maior produtor mundial de cobre, planeja iniciar uma licitação dentro de um mês para conceder 50 milhões de dólares em subsídios destinados a projetos de hidrogênio verde. O Ministério de Energia e Minas identificou cerca de 40 projetos em setores como mineração e infraestrutura, dos quais muitos são de interesse de grupos chilenos e outros, estrangeiros. Os fundos serão concedidos no final do ano. O hidrogênio verde – produzido pela divisão da água por meio de eletrolisadores movidos a energia eólica e solar – é visto como estratégico para eliminar as emissões de carbono do setor industrial. Aumentar a produção chilena ajudaria o país a cumprir a meta de se tornar neutro em carbono até 2050 e ajudaria mineradoras a migrarem para um combustível mais limpo em um momento de crescente escrutínio por parte de investidor. (Exame Invest – 11.03.2021)

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3 Arábia Saudita pretende se tornar o maior fornecedor mundial de hidrogênio do mundo

A Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, reconhece o potencial do hidrogênio verde e almeja produzi-lo em grande escala, sabendo do potencial que o país tem em produzir grandes quantidades de energia renovável. A Arábia Saudita possui uma vantagem competitiva devido sua alta incidência solar, além de um litoral banhado por ventos do mar mediterrâneo capazes de produzir muita energia eólica e vastas extensões de terras não utilizadas. O país pretende se tornar o maior fornecedor mundial de hidrogênio do mundo, com um mercado estimado em US$ 700 bilhões em 2050. Com a planta Helios Green Fuels o hidrogênio deve chegar a US$ 1,50 por quilo até 2030, um custo menor do qualquer hidrogênio produzido por fontes não renováveis até hoje. (Gcapitan – 06.03.2021)

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4 DOE abrirá oportunidade de financiamento para tecnologias sustentáveis

O Escritório de Eficiência Energética e Energia Renovável do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) pretende emitir três anúncios de oportunidades de financiamento (FOAs) voltados para tecnologias de transporte sustentáveis, na primavera de 2021. Essas oportunidades buscam projetos de pesquisa, desenvolvimento, demonstração e implantação inovadores (RDD&D) em tecnologias que ajudem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor de transportes, a maior fonte de emissões nos Estados Unidos. Os três avisos de intenção (NOI) estão ligados as seguintes oportunidades de financiamento: (i) SuperTruck 3 (DE-FOA-0002464) – Melhorar a eficiência do veículo e a segurança do transporte de carga enquanto minimiza o impacto ambiental, o que é fundamental para ajudar o país a diminuir o uso de petróleo e reduzir as emissões à medida que a economia cresce; (ii) Pesquisa, desenvolvimento e implantação de tecnologias de veículos com baixa emissão de carbono (DE-FOA-0002478); (iii) Escritório de Tecnologia e Bioenergia (BETO) visa financiar tecnologias de expansão e conversão de biomassa e outros recursos residuais em biocombustíveis e bioprodutos de baixo carbono (DE-FOA-0002416). (Green Car Congress – 11.03.2021)

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5 DOE investe em projetos para desenvolver tecnologias de co-gaseificação

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) concedeu hoje US $ 2 milhões a quatro projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que avançam nas tecnologias de produção de hidrogênio limpo, que podem ser essenciais para reduzir as emissões de carbono e cumprir as metas de mudança climática. O gás natural é atualmente a principal fonte de hidrogênio produzido por instalações industriais nos Estados Unidos. Com esse financiamento, os pesquisadores vão explorar uma maneira diferente de produzir hidrogênio usando um processo conhecido como co-gaseificação. O processo mistura resíduos de biomassa, plástico e matérias-primas de carvão com oxigênio e vapor sob altas pressões e temperaturas, com potencial de produzir hidrogênio mais limpo. Quando combinado com a captura e armazenamento de carbono, esse processo pode até levar a emissões líquidas negativas. (DOE – 15.03.2021)

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Mercado

1 A energia solar flutuante na rota do hidrogênio verde

Na matéria da Brasil Energia, Luiz Piauhylino Filho, sócio da Sunlution e da KWP Energia, fala da importância de ampliar a geração de energia solar em larga escala, o que fará toda a diferença na produção de hidrogênio verde, que exige muita energia limpa, renovável e a custos baixos. No processo de ampliação da geração de energia solar no país é urgente regulamentar a hibridização das hidrelétricas no Brasil. A expectativa é a de atrair R$ 76 bilhões em investimentos destinados à hibridização das fontes e, assim, aumentar a garantia física das hidrelétricas com a instalação de painéis fotovoltaicos flutuantes nos reservatórios das usinas. “Estamos falando, só neste item, de um aumento de capacidade de 19 GWp, que combinado com a geração de energia hídrica no parque nacional pode ampliar a capacidade instalada atual de 109 gigawatts (GW) para 128 GW”, disse ele. (Brasil Energia – 05.03.2021)

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2 Projetos de hidrogênio verde se expandem na América Latina

Na semana passada, vários projetos de hidrogênio verde foram anunciados na América Latina. A AES Gener pretende estabelecer uma unidade de produção de amônia baseada em hidrogênio verde no Chile, o que exigirá cerca de 850 MW de capacidade de energia renovável. O governo uruguaio receberá US$ 10 milhões do Fundo Conjunto das Nações Unidas para incentivar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e já está planejando uma licitação para um projeto piloto de hidrogênio voltado para mobilidade. As autoridades mexicanas estão analisando a viabilidade de um projeto fotovoltaico de grande escala para alimentar uma usina de hidrogênio de 75 MW. Outros projetos de desenvolvimento foram anunciados simultaneamente em outros países latino-americanos na semana passada, confirmando a possibilidade da região se tornar um hub global de hidrogênio, graças aos seus consideráveis recursos solares, disponibilidade de terras e baixos custos de projeto. Com a mobilização de diferentes países, o setor nascente de hidrogênio na região pode ganhar imediatamente também em escala. (PV Magazine – 09.03.2021)

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3 Antígua e Barbuda deverão despoluir o mix combustíveis fósseis e energia

Como outras ilhas, Antígua e Barbuda, duas ilhas gêmeas caribenhas, são fortemente dependentes de toda uma gama de produtos importados. Não menos importantes são os combustíveis para geração de energia, com os combustíveis fósseis dominando a matriz energética e respondendo por mais de 10% do PIB. Para cumprir o Acordo de Paris, o governo se comprometeu a ter 100% de participação renovável nos setores de energia e transporte até 2030. Um novo roteiro da IRENA sugeriu que a opção de menor custo incluiria quase 90% de geração de energia renovável, a partir da energia solar e eólica, com a adição de energia proveniente do hidrogênio verde e veículos elétricos, para atingir a meta de 100%. Especificamente, a solução compreende 92 MW de energia solar em telhados de aproximadamente 30.000 residências, 122 MW de energia solar instalada no solo e 117 MW de fonte eólica – estes restritos pela disponibilidade de terra – juntamente com 138 MWh de armazenamento de energia, um eletrolisador de hidrogênio de 100 MW e uma célula a combustível de 40 MW. Ele também espera que os veículos elétricos tenham 100% de penetração até 2037. (Power Engineering International – 11.03.2021)

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4 Siderúrgica russa contempla hidrogênio verde para nova planta

A empresa de mineração e metalurgia da Rússia, que possui Mikhailovsky HBI em uma JV com a USM, outra empresa de mineração e metal, considera o hidrogênio verde uma opção para sua nova planta HBI comissionada. A siderúrgica russa declarou ser importante que a nova planta seja projetada com base nos princípios da metalurgia livre de carbono, com a perspectiva de uma transição completa para o uso do hidrogênio “verde”, como agente redutor. A empresa disse que poderia substituir até 30% do consumo de gás natural da planta por hidrogênio, sem modificar sua configuração. Isso resultaria em uma redução de cerca de 450 mil toneladas por ano na emissão de GEE. (Brasil Energia – 08.03.2021)

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5 Bill Gates apoia tecnologia de hidrogênio verde

A empresa israelense H2Pro, com uma revolucionária tecnologia de produção, tem como objetivo produzir hidrogênio verde a US$ 1 por kg. A empresa anunciou que fechou uma rodada de financiamento de US$ 22 milhões liderada pela Breakthrough Energy Ventures de Bill Gates. Os esforços da H2Pro levaram ao desenvolvimento de um dispositivo, para separação de água, com 95% de eficiência e custo significativamente menor do que um eletrolisador comum. O E-TAC, abreviatura de Electrochemical,Thermally Activated Chemical, realiza processo semelhante à eletrólise, usando eletricidade para dividir a água, no entanto, o hidrogênio e oxigênio são gerados separadamente em etapas diferentes, uma etapa eletroquímica (E) e uma etapa química termicamente ativada (TAC). Segundo a empresa, a dissociação da água em hidrogênio e do oxigênio em processos separados reduz significativamente o gasto de capital necessário para desenvolver a tecnologia, pois elimina a necessidade da parte mais cara de um eletrolisador, a membrana. (Renew Economy – 11.03.2021)

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6 Nova parceria foca no desenvolvimento de estações de hidrogênio na Espanha

A Fusion Fuel Green, está com intenções de produzir hidrogênio verde para ser utilizado nas estações de hidrogênio na Espanha, e por isso, estabeleceu uma parceria com a Confederación Española de Empresarios de Estaciones de Servicio (CEEES), através de um Memorando de Entendimento (MOU). Segundo o acordo, as empresas desenvolverão uma nova capacidade de produção e fornecerão hidrogênio verde de custo competitivo para os membros da CEEES, o que inclui milhares de proprietários de estações em todo o país. Para tornar a implantação da estação viável, o CEES e a Fusion Fuel desenvolverão plantas de hidrogênio verde em pequena escala para as instalações iniciais de sua rede e, em seguida, expandirão a área de produção à medida que o mercado se desenvolve. João Wahnon, chefe de Desenvolvimento de negócios da Fusion Fuel espera que até 2025, mais de 20.000 toneladas de hidrogênio verde estejam sendo produzidas por eles. (H2 View – 08.03.2021)

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7 Hidrogênio e Captura de carbono explorados para descarbonizar atividades da mineração

A Fusion Fuel Green, uma empresa de produção de hidrogênio verde e a Magnesitas de Rubian, companhia de mineração na Espanha, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) no dia 9 de março para desenvolver soluções de mineração baseada em tecnologia de produção de hidrogênio. Como parte dos esforços, a parceria está planejando instalar até 10.000 unidades HEVO-SOLA nas instalações da Magnesitas em Lugo, na Espanha, que produzirão até 20.000 toneladas de hidrogênio verde por ano. Parte da produção da unidade será destinada à geração de calor nos fornos industriais da Magnesitas combinando gás natural e hidrogênio. Além disso, será combinado com 125.000 toneladas de CO2 capturadas pela Magnesitas De Rubian para produzir entre 38.000 e 45.000 toneladas de combustíveis sintéticos anualmente. “A Espanha é um mercado excelente para nossa tecnologia, e este projeto é consistente com nossa missão de fornecer ao mundo soluções inovadoras e competitivas de hidrogênio verde para acelerar a transição energética” Disse João Wahnon, Chefe de Desenvolvimento de Negócios da Fusion Fuel. (H2 View – 09.03.2021)

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8 Japoneses começam a produzir hidrogênio a partir do carvão marrom na Austrália

Um empreendimento nipo-australiano começou a produzir hidrogênio a partir de carvão marrom em um projeto de teste de A$500 milhões (US$387 milhões) que visa mostrar que o hidrogênio liquefeito pode ser produzido e exportado com segurança para o Japão. O projeto está sendo executado pela Kawasaki Heavy Industries do Japão com apoio do governo australiano e japonês e é fundamental para ajudar o Japão a cumprir sua meta de emissões líquidas de carbono zero até 2050. O quinto maior consumidor de energia do mundo pretende aumentar sua demanda anual de hidrogênio em dez vezes, para 20 milhões de toneladas em 2050, equivalente a cerca de 40% de sua atual geração de energia. Se o projeto se tornar comercial, o plano seria enterrar o dióxido de carbono na costa de Victoria. Os governos dos estados da Austrália e Victoria estão executando um projeto paralelo para testar o transporte e injeção de dióxido de carbono no fundo do mar. O hidrogênio produzido no projeto piloto será transportado para um porto, onde será liquefeito para exportação. (Etenergyworld – 12.03 .2021)

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9 Queensland lança Hydrogen Taskforce

Queensland revelou seu Hydrogen Taskforce, uma força-tarefa formada para libertar o seu potencial de hidrogênio e ajudar a estabelecer uma cadeia de fornecimento sustentável de hidrogénio. A equipe é formada por líderes da indústria, acadêmicos e do setor público com experiência em ciência, energia, atração de investimentos internacionais e desenvolvimento econômico, planejamento de infraestrutura, regulamentos, desenvolvimento de habilidades e logística. O estabelecimento da força-tarefa complementa o investimento de US$ 60 milhões do governo de Queensland em vários programas e iniciativas que estão fazendo crescer a indústria de hidrogênio e futuros empregos. Dessa forma, com tantos investimentos, Queesland terá uma grande participação e assim se tornará o estado líder mundial de produção de hidrogênio, na Austrália. (H2 View – 11.03.2021)

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10 DNV assessora o plano da Austrália de descarbonização da rede de gás

A DNV está apoiando a demonstração da Energy Networks Australia (ENA) sobre como permitirá a mistura de gases renováveis e descarbonizados em suas redes até 2030 e a conversão sem risco das redes para gás 100% renovável e descarbonizado até 2050. O projeto foi lançado e vai até junho de 2021, com três metas principais que estão alinhadas com o Gas Vision 2050 da ENA: Permitir a mistura de até 10% (volume) de gases renováveis e descarbonizados até 2030; permitir o fornecimento de gás 100% renovável e descarbonizado para novos empreendimentos residenciais antes de 2030; reduzir o risco de uma conversão de rede completa para gases 100% renováveis e descarbonizados até 2050. Todas as opções de gás descarbonizado serão consideradas no projeto, incluindo hidrogênio azul e verde, biometano e gás renovável. A DNV está fornecendo uma equipe de projeto colaborativa de especialistas australianos locais, combinados com especialistas do Reino Unido e da Holanda, aproveitando sua experiência no desenvolvimento de planos semelhantes na Europa, reunindo conhecimento da indústria local e internacional para entregar um plano robusto à ENA. (Fuel Cells Works- 11.03 .2021)

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11 Furnas começa produção de hidrogênio na UHE Itumbiara

Começou, nesta semana, o comissionamento do eletrolisador na planta solar do projeto de P&D que Furnas desenvolve na área da UHE Itumbiara (MG/GO), com foco no armazenamento de energia a partir de diferentes fontes renováveis. Pela primeira vez em 64 anos de atuação, a empresa produz hidrogênio em uma de suas instalações. O sistema, que põe a empresa à vanguarda do tema, compreende a implantação de infraestrutura e ensaios para obter e avaliar informações sobre tempos de resposta, qualidade e quantidade de energia armazenável. De acordo com o engenheiro do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas e coordenador técnico do projeto, Jacinto Pimentel, o objetivo principal é estudar a inserção do armazenamento de energia no Sistema Interligado Nacional, buscando sinergia entre a geração hidrelétrica e o armazenamento de energia, além de otimizar instalações já consolidadas e com infraestrutura instalada. (Agência CanalEnergia- 11.03.2021)

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12 Parceria para desenvolver ecossistemas de hidrogênio na Austrália e Nova Zelândia

A HyGear, uma subsidiária integral da Xebec Adsorption, e a Coregas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para desenvolver um suprimento de hidrogênio altamente eficiente nas duas localidades, Austrália e Nova Zelândia. Esses planos incluem a construção de um modelo de negócio de fornecimento de hidrogênio para HyGear via reforma de metano a vapor e tecnologias de eletrolisador, enquanto utiliza a grande base de clientes da Coregas na Austrália e Nova Zelândia. A HyGear apoiará a Coregas com sua produção de hidrogênio, purificação e recursos de reciclagem. A contribuição da empresa também incluirá instalação, operação e manutenção. “Esta parceria de longo prazo se alinha com nosso objetivo de desenvolver uma liderança local e econômica na indústria de gás hidrogênio, ajudando-nos a estabelecer uma referência para emissões zero no transporte e na indústria”, disse Marinus van Driel, presidente da Xebec Europe e Global Hydrogen Group. (H2 View – 15.03.2021)

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13 Inicia-se a produção do primeiro projeto de exportação de hidrogênio em Latrobe Valley

A tentativa mais avançada de exportar hidrogênio com emissão zero da Austrália para a Ásia começou a produzir hidrogênio em Latrobe Valley, no estado de Vitoria, aumentando as esperanças de que alguns empregos perdidos com o fechamento de usinas a carvão possam ser recuperados na transição para a energia limpa. O projeto Latrobe Valley, apoiado pelos governos japonês, australiano e vitoriano foi liderado por um consórcio da japonesa J-Power, Kawasaki Heavy Industries, Shell e AGL, e anunciou que iniciou suas operações na última sexta-feira, marcando um passo significativo para criar a primeira cadeia de abastecimento de hidrogênio com emissões zero do mundo. “Os dois locais vitorianos estão agora operacionais – a gaseificação e refino de hidrogênio e a liquefação em Hastings”, disse o diretor da J-Power Jeremy Stone ao The Age. Esse projeto trará grandes benefícios para os dois países, enquanto a Austrália irá criar 400 empregos vitorianos, desenvolver uma infraestrutura e gerar um grande lucro, o Japão terá uma autossuficiência energética maior. (SMH- 12.03.2021)

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14 Usina piloto alemã para a produção de aço verde decola

O ‘Wind Hydrogen Salzgitter – WindH2’ é um componente central do projeto de tecnologia de fabricação de aço de baixo carbono da Salcos Salzgitter desenvolvido pela Salzgitter. O hidrogênio verde substituirá o carbono anteriormente necessário para a fundição de minério de ferro. Os três altos-fornos atualmente em operação deverão ser gradativamente substituídos por uma combinação de usinas de redução direta e fornos elétricos a arco. Essa transformação da produção de aço poderia reduzir as emissões de CO2 em cerca de 95% até 2050. A Avacon opera, no local, sete turbinas eólicas recém-construídas com uma capacidade total de 30 MW. A Salzgitter Flachstahl instalou duas unidades de eletrólise Siemens 1,25 MW PEM no local da planta, o que irá gerar cerca de 450 metros cúbicos de hidrogênio por hora. Os custos de todo o projeto são de cerca de € 50 milhões, com a construção da planta de eletrólise financiada pelo KfW. (Renews – 12.03.2021)

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15 São Carlos assina memorando para implantar usina de hidrogênio

A Secretaria de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos (SP), assinou na última semana o memorando de entendimento com a R20 (Regions of Climate Action) para a viabilidade de implementação de uma usina de produção de hidrogênio. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação, José Galizia Tundisi, a partir da assinatura do memorando junto ao R20, o município criará um grupo de trabalho para a entrega de um estudo de viabilidade, que deverá acontecer dentro de um prazo de 12 meses. A R20 é uma coalizão de governos subnacionais, empresas privadas, organizações internacionais, ONGs e instituições acadêmicas e financeiras, com a missão de acelerar os investimentos em infraestrutura subnacional na economia verde para contribuir significativamente com objetivos de desenvolvimento sustentável. (A Cidade On – 02.03.2021)

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Tecnologia e Inovação

1 Transformando resíduos de esgoto em hidrogênio

O hidrogênio pode ser a solução de sustentabilidade para diversos setores, até mesmo para as estações de tratamento de esgoto. Enquanto normalmente o resíduo da amônia no esgoto é indesejada, devido as propriedades são tóxicas, a Severn Trent, uma empresa de água do Reino Unido, irá converter a amônia do esgoto em hidrogênio, pensando na sustentabilidade. Esse é o objetivo de pesquisadores da Coventry University, Severn Trend e do Organics Group que uniram forças no projeto. Se os testes forem bem-sucedidos, Severn Trent tem potencial para recuperar até 10.000 toneladas de amônia verde por ano de suas estações de tratamento de águas residuais, que podem ser convertidas em 450 toneladas de hidrogênio. (H2 View – 11.03 .2021)

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2 Porto australiano hospedará enorme matriz fotovoltaica e planta de hidrogênio

A Eco Energy World (EEW), com sede em Londres, anunciou planos para uma planta de hidrogênio verde solar de AUD 500 milhões ($ 385,4 milhões) em Gladstone, Austrália. A EEW, que já está desenvolvendo um projeto solar de 300 MW em Ragland, Queensland, planeja combinar a usina fotovoltaica com um grande projeto de hidrogênio verde, de 200 MW e 100 MW de armazenamento de energia para exportar. A EEW estima que o projeto será capaz de produzir 33.000 toneladas de hidrogênio verde anualmente. O presidente da EEW, Svante Kumlin, disse que os estados de Queensland e Gladstone, em particular, estão “bem posicionados estrategicamente para atuar como importantes players na futura geração e exportação de hidrogênio. Isso se deve à infraestrutura de gasoduto existente, ao acesso a um porto de exportação de águas profundas em Gladstone e aos recursos solares significativos que o tornam um local extremamente atraente para esta indústria emergente.” (PV Magazine – 11.03.2021)

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Mobilidade

1 Toyoda é premiada pelo desenvolvimento de tanques de hidrogênio de alta pressão

A Toyoda Gosei, fornecedora de autopeças do Grupo Toyota, recebeu um Prêmio de Tecnologia e Desenvolvimento da Toyota Motor Corporation pelos tanques de hidrogênio de alta pressão apresentados no novo veículo Mirai. Os tanques de alta pressão são um componente crucial para veículos com células a combustível e mantêm o hidrogênio comprimido de forma eficiente a altas pressões (700 atm). Para os novos tanques, foram feitas melhorias nos materiais usados na camada plástica reforçada com fibra de carbono, uma das três camadas da parede do tanque, métodos de produção e outros fatores. Como resultado dos novos recursos, a eficiência de armazenamento de hidrogênio do tanque, que é a razão entre a massa de hidrogênio armazenado e a massa do tanque, foi aumentada em cerca de 10%, minimizando a espessura da parede para aumentar o volume interno, mantendo a resistência à pressão. (Fuel Cells Works – 11.03.2021)

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2 Solaris inicia entregas de ônibus a hidrogênio Urbino para Colônia

Novos ônibus a hidrogênio começaram a chegar a Colônia, na Alemanha. A notícia foi confirmada na sexta-feira passada, 12 de março, quando a fabricante Solaris Bus & Coach disse que entregou o primeiro de um total de 15 veículos a hidrogenio. Os veículos foram encomendados no ano passado (2020) pela operadora de transporte público alemão Regionalverkehr Köln GmbH (RVK), em um concurso. A frota de ônibus a hidrogênio Solaris Urbino 12 será implantada em três locais onde a RVK opera, onde cinco deles entrarão em operação no bairro Rheinisch-Bergisches Kreis, outros cinco irão para o bairro Rhein-Sieg, na margem esquerda do Reno, e o restante na cidade de Hürth. Com tecnologia avançada, cada veículo usa um conjunto de células a combustível de 70kW e é capaz de cobrir até 350 km com uma única recarga. Os ônibus também são equipados com bateria de tração Solaris High Power, que potencializa a célula a combustível nos momentos de maior demanda por energia elétrica. (Fuel Cells Works- 15.03.2021)

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3 Inglaterra atualizará seu serviço de ônibus envolvendo tecnologia de hidrogênio

Um plano de £ 3 bilhões (US$ 4,16 bilhões) para atualizar os serviços de ônibus na Inglaterra foi anunciado na última segunda-feira, com o governo britânico descrevendo-o como a “reforma mais ambiciosa do setor em um tipo de geração”. A estratégia abrangente terá como objetivo introduzir um serviço mais confiável, frequente e de baixo custo para os passageiros. Os planos do governo incluem o lançamento de 4.000 ônibus elétricos ou a hidrogênio, a introdução de pagamentos sem contato pessoal em todos os serviços e a criação de “centenas de quilômetros de novas faixas de ônibus”. Mais serviços serão oferecidos nos fins de semana e à noite, enquanto um teto de preço diário nas tarifas será introduzido. O governo disse que também iria “fazer a transição de cidades e regiões em toda a Inglaterra para ônibus livres de emissões” e descartar a venda de novos ônibus a diesel. (CNBC – 15.03.2021)

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Eventos

1 Anunciados os vencedores do 1° Prêmio Mundial do Hidrogênio

O primeiro prêmio mundial de hidrogênio teve sua cerimônia virtual apresentada no dia 09 de março, com vencedores em seis categorias. A categoria Green Hydrogen Project teve como vencedor a instalação de amônia da cidade de Neon, pela NEOM, Acwa Power and Air Products; o prêmio de Industrial Apllication de Hidrogênio foi para a Star Scientific, por sua tecnologia HERO®; O prêmio de Woman Hydrogen foi de Heidi Genoni, gerente de programa, assessoria em hidrogênio e energia da Arup, com destaque ao projeto Hy4Heat; na categoria Hydrogen Transport, a H2Haul foi nomeada a vencedora por seus caminhões a células a combustível; O Porto de Rotterdam ganhou o prêmio Port of the Future; O prêmio de Pessoa Hidrogênio do Ano foi para Noe van Hulst, Presidente do IPHE e Conselheiro de Hidrogênio da Agência Internacional de Energia e Gasunie, por usa contribuição significativa para indústria ao defender o hidrogênio para o público, empresas e governo. (Fuel Cells Works – 09.03.2021)

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Artigos e Estudos

1 Artigo “O hidrogênio como fonte de energia: uma visão regulatória”

Em artigo publicado pelo Ensaio Energético, Mariana Campos, Clarissa Leão e Lívia Amorim apresentam as medidas que estão sendo adotadas nos Estados Unidos e Europa para o desenvolvimento da economia do hidrogênio, e analisam os desafios que podem ser enfrentados para a construção de um marco regulatório do hidrogênio no Brasil, do ponto de vista jurídico. Segundo as autoras “dentre os principais desafios da normatização da indústria do hidrogênio no Brasil, o PNE 2050 destaca os seguintes: (i) definição do marco regulatório associado à infraestrutura para movimentação do hidrogênio, inclusive no que diz respeito à possibilidade de injeção na malha de transporte de gás natural; (ii) definição das regras aplicáveis ao armazenamento do hidrogênio, sugerindo que poderiam ser endereçadas no âmbito do arcabouço regulatório aplicável à estocagem subterrânea de gás natural; (iii) definição das regras aplicáveis a baterias de hidrogênio, principalmente em sua utilização no setor elétrico; (iv) regulação da qualidade e padronização para consumo (equipamentos de medição, normas técnicas para equipamentos de geração de energia elétrica, etc).” (GESEL-IE-UFRJ – 11.03.2021)

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2 Gás Natural e Hidrogênio: Preenchendo a lacuna regulatória

Em artigo publicado no The European Files, James Watson realiza um estudo conjunto com a DNV GL (consultora independente de gestão de risco e garantia de qualidade) a fim de determinar como a UE poderia cumprir suas ambições climáticas. O estudo avalia um caminho para um futuro neutro em carbono, comparando-o com o cenário 1.5TECH da Comissão Europeia, delineado na estratégia de descarbonização a longo prazo. O estudo aponta o papel fundamental do gás natural na redução das emissões da EU, ao deslocar o carvão e o petróleo. Mas, será possível atingir os objetivos climáticos da UE a custos significativamente mais baixos do que as estimativas da Comissão Europeia, desde que se desenvolva a economia do hidrogênio na década de 2020. O impulso para a economia do hidrogênio deve ocorrer o mais rápido possível, com um quadro regulamentar homogêneo para apoiá-lo, incluindo: uma meta vinculativa a nível da UE para gás renovável e descarbonizado consistente com as metas existentes; um quadro harmonizado com garantia de origem, para assegurar a transparência e a negociabilidade; fomentar a mistura de hidrogênio e metano de modo a impulsionar a aceitação do mercado e garantir a interoperabilidade da infraestrutura. (The European Files – 10.03.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas e Kalyne Silva Brito 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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