IFE.TEX 31

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 31 – publicado em 5 de fevereiro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 31 – 05 de fevereiro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética
1
Iberdrola garante € 100 milhões do BEI
2 Primeira ministra dinamarquesa lidera comissão de transição de energia
3 Joe Biden define amplo papel federal na mitigação da mudança climática
4 Mapeamento identifica 190 startups do setor de energia
5 Hidrogênio azul importado ‘mais barato do que verde’ na EU
6 BERD financiará projetos verdes
7 Microsoft reduz emissões de gases de efeito estufa em 6% no ano da Covid
8 Irena firma acordo com Enel
9 Enel Chile se compromete a cortar 64% de suas emissões diretas de CO2 até 2023

Geração Distribuída
1 Custo da energia solar cairá até 25% na década, projeta Wood Mackenzie
2 Energisa vai trocar termoelétricas por energia solar e subestações na Amazônia

Armazenamento de Eletricidade
1 SUSI compra 90 MW de ativos de armazenamento de energia do Reino Unido
2 Foresight Solar quer investir em baterias de rede
3 Califórnia: Instalação de armazenamento de bateria da AES começa a operar

4 Avanço da energia solar deve impulsionar baterias

5 Segunda vida para baterias de VEs

6 Reino Unido: Gresham adquire 45MW em bateria dupla

Mobilidade Elétrica
1 Hyundai negocia parceria com a Apple
2 Eletrovia da Copel dobra número de recargas em 2020
3 VEs podem sobrecarregar rede elétrica
4 Copel desenvolve soluções para atender massificação de VEs

5 EDP escolhe a ABB como um dos provedores para uma rede de eletropostos do P&D Plug&Go
6 VWCO: caminhões e-Delivery serão carregados em 1 hora
7 Descarte de baterias de VEs pode ser um problema

Digitalização do Setor Elétrico
1 Mott MacDonald desenvolve solução digital para desafios de energia renovável
2 Eneva investe R$ 3,4 mi em solução para automatizar backoffice
3 Way2 lança aplicativo para monitorar medição de usinas de energia
4 Enel vai instalar 300 mil medidores inteligentes em São Paulo

Artigos e Estudos
1 Artigo de Marine Gorner e Leonardo Paoli sobre o impacto da Covid-19 nas vendas globais de carros elétricos
2 Artigo de Domenico Lattanzio e Alexandre Bizeul sobre o uso do preço da gasolina para a aceleração da transição verde
3 Artigo de Francisco Loureiro sobre lições aprendidas em 2020


 

 

Transição Energética

1 Iberdrola garante € 100 milhões do BEI

O Banco Europeu de Investimento (BEI) assinou um acordo de financiamento de € 100 milhões com a Iberdrola para apoiar a estratégia de inovação, investigação e desenvolvimento da empresa entre 2021 e 2023. Os fundos obtidos irão promover o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis, alinhadas com a transição energética, a descarbonização e a eletrificação da economia. Isso incluirá P&D em energias renováveis, a produção de hidrogênio verde e o desenvolvimento de instalações flutuantes eólicas e fotovoltaicas. Abrangerá também a integração de energia limpa ao sistema, por meio de hidrelétricas bombeadas e baterias. (Renews – 25.01.2021)

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2 Primeira ministra dinamarquesa lidera comissão de transição de energia

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, chefiará uma nova comissão global que examinará maneiras de garantir que as pessoas estejam no centro da transição energética. A iniciativa, denominada “Our Inclusive Energy Future: The Global Commission on People-Centred Clean Energy Transitions”, foi convocada por Fatih Birol, o Diretor Executivo da Agência Internacional de Energia. A nova comissão levará em conta a necessidade de ver as pessoas como participantes ativos na transição para energias limpas, na tomada de decisões coletivas e por meio de ações e comportamentos individuais. Questões de equidade e inclusão também serão examinadas, incluindo igualdade de gênero. (Renews – 26.01.2021)

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3 Joe Biden define amplo papel federal na mitigação da mudança climática

O presidente Joe Biden assinou um vasto conjunto de ordens executivas na quarta-feira ordenando que agências federais adquiram energia livre de carbono e veículos elétricos, estimulem a comercialização e acelerem a geração de tecnologias de energia limpa e projetos de transmissão e garantam que as comunidades desfavorecidas recebam uma parte justa dos benefícios econômicos e ambientais decorrentes. Essas ordens executivas são o passo mais recente nas ações agressivas do governo Biden-Harris, visando combater a mudança climática e reverter as políticas prejudiciais do governo Trump. Seu objetivo abrangente é “centralizar a crise climática” na política externa e na segurança nacional dos Estados Unidos e criar uma “abordagem governamental” para transicionar para fontes de energia com baixo ou nenhum carbono. (GreenTech Media – 27.01.2021)

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4 Mapeamento identifica 190 startups do setor de energia

A Liga Ventures, plataforma de inovação aberta, disponibilizou um mapa das startups brasileiras com soluções para o setor de energia. O resultado faz parte da Startup Scanner, ferramenta lançada no final do ano passado com o apoio da consultoria PwC Brasil, que tem como objetivo rastrear, acompanhar e mapear constantemente startups de diversos segmentos para fomentar o ecossistema de inovação. Ao todo, foram agrupadas 190 startups, subdivididas em 11 categorias. Dentre elas, as principais são eficiência energética (com 39 startups), geração compartilhada (32) e gestão de consumo (30). São Paulo (26.84%), Minas Gerais (20.53%), Santa Catarina (14.74%) e Rio de Janeiro (10%) são os estados que mais contemplam empresas que desenvolvem algum tipo de tecnologia para o setor de energia. (Brasil Energia – 28.01.2021)

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5 Hidrogênio azul importado ‘mais barato do que verde’ na EU

O hidrogênio azul importado será mais barato do que o hidrogênio verde fabricado na UE em 2030, de acordo com um novo estudo da Aurora Energy Research. O analista do mercado de energia comparou o custo de entrega do hidrogênio de quatro países da UE (Alemanha, França, Holanda e Espanha) e seis globalmente (Austrália, Chile, Marrocos, Noruega, Rússia e Reino Unido), com um exemplo de consumidor no norte da Alemanha. As importações de hidrogênio oferecem uma solução para países que têm metas ambiciosas de uso de hidrogênio, mas podem não ter potencial para atender toda essa demanda localmente. O estudo concluiu que, para um consumidor de hidrogênio no noroeste da Europa, a fonte mais barata de hidrogênio com baixo teor de carbono em 2030 será o hidrogênio azul produzido na Holanda ou na Noruega, seguido pelas importações de hidrogênio verde do Marrocos. (Renews – 26.01.2021)

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6 BERD financiará projetos verdes

O Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) emitiu um Título de Transição Verde de AUS $280 milhões, que foi comprado integralmente pela Japan Post Insurance Co. Esta transação é uma das maiores colocações privadas de Título de Transição Verde emitidas pelo BERD. O produto da obrigação de 10 anos, que tem um cupom de 1,2% pago semestralmente, irá financiar a carteira de projetos de transição verde do BERD que buscam permitir melhorias significativas em direção à descarbonização, redução da pegada ambiental e / ou melhoria da eficiência dos recursos em setores-chave da economia, como manufatura e produção de alimentos. (Energy Global – 28.01.2021)

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7 Microsoft reduz emissões de gases de efeito estufa em 6% no ano da Covid

A empresa presidida por Brad Smith há um ano se comprometeu a ser uma “empresa negativa em emissões líquidas de carbono” até 2030. Em 2050, a Microsoft planeja remover da atmosfera todo o carbono que emitiu desde sua fundação em 1975, diretamente ou por meio do consumo de eletricidade. A Microsoft reduziu suas emissões de gases de efeito estufa em 6%, ou cerca de 730.000 toneladas métricas, em 2020. A redução – reconhece a empresa – deve-se à diminuição da atividade que o mundo viveu por causa da Covid-19, mas também às ações realizadas pela Microsoft, como a ampliação do seu imposto interno sobre carbono para emissões de escopo 3, ou seja, as emissões de carbono de seus fornecedores e o uso de produtos Microsoft por clientes. A empresa vem aplicando um imposto interno de carbono às suas emissões de escopo 1 e 2 há anos. (Energías Renovables – 29.01.2021)

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8 Irena firma acordo com Enel

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) assinou novos acordos após a sua recém-concluída 11ª assembleia, que reuniu virtualmente cerca de 100 representantes de nível ministerial e 2.000 participantes para discutir os caminhos necessários para impulsionar a adoção de fontes renováveis em um ano considerado de ação climática crítica. Sob um novo acordo com a Enel, as duas partes compartilharão dados e percepções sobre o desenvolvimento da economia do hidrogênio verde, que é cada vez mais citada como um componente central das economias neutras em carbono até 2050. A IRENA estima que pelo menos 1.700 GW de capacidade renovável por eletrólise será necessária até meados do século para produzir a quantidade de hidrogênio verde necessária para um futuro de zero emissões. (Brasil Energia – 28.01.2021)


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9 Enel Chile se compromete a cortar 64% de suas emissões diretas de CO2 até 2023

A Enel Chile SA, parte da concessionária italiana Enel SpA, disse que se comprometeu a reduzir suas emissões diretas de CO2 em 64% até 2023, em comparação com os níveis de poluição de 2017 de suas operações de produção de energia. Essa ambição é sustentada pelo plano do grupo com sede em Santiago de fechar todas as suas unidades movidas a carvão no Chile e ligar 2,4 GW de energias renováveis até 2023. Mais de 1,3 GW da capacidade planejada estão atualmente em construção, disse a empresa. Com esta adição, as energias renováveis representarão 77% da capacidade instalada total da Enel Chile até 2023, destacou o CEO da Enel Chile, Paolo Palloti. (Renewables Now – 29.01.2021)

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Geração Distribuída

1 Custo da energia solar cairá até 25% na década, projeta Wood Mackenzie

O custo da energia solar caiu 90% nas últimas duas décadas e provavelmente cairá mais 15% a 25% na próxima década, de acordo com novo relatório da Wood Mackenzie. A consultoria prevê que, em 2030, a solar se tornará a fonte mais barata de nova eletricidade em todos os estados dos Estados Unidos, além do Canadá, China e 14 outras nações. A solar já é a forma mais barata de nova geração de eletricidade em 16 estados dos EUA, além da Espanha, Itália e Índia. Mesmo com a pandemia de Covid-19, as instalações globais ultrapassaram 115 GW em 2020, em comparação com 1,5 GW em 2006. Embora o crescimento nessa escala tenha sido parcialmente impulsionado por subsídios do governo e metas ambientais, a fonte agora é atraente apenas com base no preço, aponta a Wood Mackenzie. (Brasil Energia – 26.01.2021)

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2 Energisa vai trocar termoelétricas por energia solar e subestações na Amazônia

A região amazônica convive até hoje com termoelétricas caras e poluentes a diesel. Até 2025, a Energisa vai concluir um programa de desligamento dessas térmicas no Acre e em Rondônia, áreas de concessão da empresa, com as unidades sendo substituídas por linhas de transmissão e subestações, onde for possível, ou por sistemas de geração solar distribuída nas comunidades ribeirinhas, em parceria com o programa governamental Mais luz para a Amazônia. Mesmo onde houver apenas uma família morando, informa o presidente do grupo Energisa, Ricardo Botelho, um sistema solar será instalado, permitindo que as famílias tenham acesso a aparelhos eletrodomésticos e internet e desenvolvam negócios. O programa, que soma investimentos de R$ 1,2 bilhão, começou em 2019 e prevê retirar do sistema 19 termoelétricas a diesel, ou 169 MW, evitando emissões de 502 mil toneladas de CO2 por ano na atmosfera. (O Estado de São Paulo – 29.01.2021)

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Armazenamento de Eletricidade

1 SUSI compra 90 MW de ativos de armazenamento de energia do Reino Unido

A empresa suíça gestora de ativos SUSI Partners AG anunciou na segunda-feira a aquisição de quatro ativos de armazenamento de energia no Reino Unido, com capacidade combinada de 90 MW, como parte de uma parceria com o desenvolvedor de armazenamento de bateria local Eelpower Ltd. O negócio inclui a aquisição de dois sistemas de baterias de íon-lítio com capacidade total de armazenamento de 30 MW, e um projeto pronto para construção com capacidade de 10 MW da Eelpower. Como parte de uma parceria mais ampla entre as duas empresas, a SUSI também adquiriu um projeto de armazenamento de energia pronto para construção de 50 MW na Escócia da Gigabox Developments, com construção prevista para começar no trimestre atual. (Renewables Now – 27.01.2021)

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2 Foresight Solar quer investir em baterias de rede

O Foresight Solar Fund está buscando a aprovação dos acionistas para alterar a política de investimento da empresa para investir em baterias de rede localizadas com energia solar. O conselho de administração e o gerente de investimentos da empresa pretendem permitir que até 10% do valor bruto do Foresight Solar seja investido em sistemas de armazenamento de bateria em escala de serviço público, a maioria dos quais são planejados para serem localizados próximos às instalações solares da empresa. A empresa publicará em breve uma circular que expõe os antecedentes e as razões para a alteração proposta à política de investimento. (Renews – 28.01.2021)

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3 Califórnia: Instalação de armazenamento de bateria da AES começa a operar

A gigante do setor energético dos EUA AES Corp anunciou na quarta-feira que a instalação de armazenamento de energia da bateria Alamitos de 400 MWh na Califórnia está agora operacional. A instalação de armazenamento é composta por baterias Advancion 5 e sistemas de controle fornecidos pela Fluence, uma joint venture formada pela AES e pela Siemens AG que tem como foco tecnologias de armazenamento. A construção da instalação, uma das maiores em operação no mundo, começou em junho de 2019. A instalação de armazenamento de Alamitos fornecerá energia à Southern California Edison sob um contrato de compra de energia de 20 anos. (Renewables Now – 28.01.2021)

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4 Avanço da energia solar deve impulsionar baterias

Com a energia solar se tornando a fonte de menor custo e a mais competitiva, os fatores limitantes para seu ritmo de expansão no mercado serão a disposição do investidor em assumir o risco do preço de mercado, a capacidade de transmissão elétrica e o desenvolvimento de tecnologias de bateria, estima a Wood Mackenzie. “O armazenamento em bateria está se tornando uma parte maior da equação de desenvolvimento solar porque ela só gera energia quando o sol brilha. As horas de pico do preço da eletricidade ainda coincidem com as horas de geração solar na maioria dos mercados. Mas tanto os desenvolvedores quanto as empresas de serviços públicos estão se preparando para mudanças potenciais na demanda, incluindo armazenamento em seus planos”, conclui. (Brasil Energia – 26.01.2021)

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5 Segunda vida para baterias de VEs

As baterias de VEs não precisam, necessariamente, ser descartadas. Elas podem ter outra destinação. Segundo Vitor Barreto de Oliveira, engenheiro de aplicação da Keysight Technologies, há a possibilidade de uma segunda vida para as baterias pós-carro elétrico, podendo ser uma opção no armazenamento de energia renovável de prédios, hospitais, escolas e em sistemas caseiros, por exemplo. Na Inglaterra, a Renault produziu 50 unidades do equipamento recondicionado e ofereceu a residências que utilizam painéis solares. Os engenheiros da marca francesa acreditam que, nessa nova configuração, as baterias durem mais dez anos. A Tesla já revelou que usará baterias para abastecer de energia sua Gigafactory – fábrica de componentes e baterias de íon-lítio – e planeja reciclar as células exauridas. Já a empresa chinesa BYD transforma as baterias em acumuladores de energia estacionários. Oliveira não descarta também a viabilidade de reutilizar partes da bateria velha na fabricação de novas. “Haveria a necessidade de um retrabalho nas placas, mas é possível, sim, aproveitá-las.” (O Estado de São Paulo – 29.01.2021)

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6 Reino Unido: Gresham adquire 45MW em bateria dupla

O fundo de investimento de armazenamento Gresham House Energy Storage Fund concluiu as aquisições de dois projetos no Reino Unido, totalizando 45 MW. O fundo comprou um projeto de bateria de 35 MW localizado em North Shields, Tyne and Wear, e um projeto de bateria de 10 MW localizado em Essex. A capacidade operacional total da carteira de investimentos do fundo é agora de 395 MW, em 15 projetos situados em 12 municípios. (Renews – 01.02.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 Hyundai negocia parceria com a Apple

O jornal IT Korea publicou que a Hyundai está para fechar um acordo com a Apple para a fabricação de carros autônomos, que seriam lançados já em 2024 nos EUA. A montadora confirmou que as duas foram à mesa de discussões, sem nada decidido. Pelo que indicam os rumores, está sendo desenvolvida uma bateria de “outro nível” para o carro, que usaria as câmeras LiDAR (que medem profundidade de objetos, utilizadas atualmente nos iPhones 12 Pro) para se movimentar pelas ruas. (O Estado de São Paulo – 24.01.2021)

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2 Eletrovia da Copel dobra número de recargas em 2020

Em 2019, a Copel inaugurou a maior eletrovia com postos de recarga rápida para VEs do País. Foram instalados 12 postos de recarga ao longo de 730 km da rodovia BR-277, ligando o extremo leste ao extremo oeste do Estado. Resultado de um investimento de R$ 5,5 milhões, a Eletrovia promove desde então recargas gratuitas a qualquer usuário que queira abastecer seu veículo elétrico de maneira rápida em qualquer um dos eletropostos. No primeiro ano de operação os eletropostos da Copel somaram 330 recargas, totalizando um consumo de 2.914 kWh de energia. Em 2020, o número de abastecimentos quase dobrou: foram 600 recargas em toda a eletrovia, totalizando um consumo de 19 mil kWk. Nos eletropostos da Copel, leva-se de meia a uma hora para carregar 80% da bateria do veículo. (Folha Regional de Cianorte – 25.01.2021)

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3 VEs podem sobrecarregar rede elétrica

Com mais VEs circulando e um mercado que se mostra promissor, a Copel está se preparando para o futuro. O superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da Copel, Julio Omori, afirma que a grande preocupação é com o impacto que a inserção massiva de VEs pode causar nas redes de distribuição, assim como a necessidade extra de energia. Pesquisas indicam que a maioria das recargas dos VEs é feita nas residências, durante o período noturno. Isto também acontece com frotas de ônibus e caminhões urbanos (recarga nas garagens). Estas recargas, segundo Omori, sob determinadas condições, poderiam causar uma sobrecarga em alimentadores em períodos que são normalmente de baixa demanda. (Folha Regional de Cianorte – 25.01.2021)

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4 Copel desenvolve soluções para atender massificação de VEs

Com a preocupação com a alta demanda energética dos VEs, desde 2018 a Copel realiza projetos de pesquisa para o desenvolvimento de sistemas de gestão para as recargas e proposição de novas modalidades tarifárias, que, em conjunto, vão contribuir para a normalização do consumo ao longo das madrugadas, otimizando o uso inteligente da energia. Isto somente é possível com a implantação das redes inteligentes, que já estão sendo realizadas em outro projeto da Copel. Além deste P&D, a empresa estuda questões relacionadas ao armazenamento de energia em baterias que permitam compartilhamento entre residências e VEs; estudo de tarifação; implantação do “posto do futuro”, para multiplicação de estações de recarga; e a gestão de produção/consumo pelo lado da demanda, baseada na figura do prosumidor. (Folha Regional de Cianorte – 25.01.2021)

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5 EDP escolhe a ABB como um dos provedores para uma rede de eletropostos do P&D Plug&Go

A EDP escolheu a ABB para ser um dos provedores de soluções para carregamento de veículos elétricos para o projeto Plug&Go, nome escolhido para o projeto de P&D. O projeto foi aprovado na Chamada Pública da Aneel para o tema Mobilidade Elétrica Eficiente, em conjunto com as fabricantes Audi, Porsche e Volkswagen e o GESEL. A ideia é ajudar a formar a maior rede de carregadores ultrarrápidos da América do Sul, com a instalação de 30 novas estações de recarga ultrarrápida ao longo de três anos, cobrindo todo o estado de São Paulo. O Plug&Go conta com um investimento de R$ 32,9 milhões e vai conectar com os eletropostos de outras iniciativas, formando um corredor com mais de 2.500 quilômetros de extensão que interliga São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba e Florianópolis. Este é o primeiro e maior projeto da América do Sul de instalação de carregadores ultrarrápidos (150 kW e 350 kW). (Petronotícias – 26.01.2021)

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6 VWCO: caminhões e-Delivery serão carregados em 1 hora

Os primeiros caminhões elétricos e-Delivery da VW Caminhões e Ônibus já rodam no maior teste de desenvolvimento e validação de engenharia do Brasil. Toda a infraestrutura da fábrica da VW Caminhões e Ônibus de Resende está em atualização para a nova realidade elétrica: novos carregadores acabam de chegar, com capacidade para recarregar as baterias dos caminhões em até 1 hora. Os equipamentos serão utilizados para reabastecer a energia dos veículos de teste da montadora, em ação nos testes de laboratório e rodagens de certificação antes do início da produção em série. (O Estado de São Paulo – 27.01.2021)

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7 Descarte de baterias de VEs pode ser um problema

A bateria de íon de lítio é a principal fonte de energia dos modelos eletrificados e dura, em média, oito anos – ou de 3 mil a 5 mil ciclos. Cada ciclo corresponde a uma carga e descarga completas. É justamente o tempo de garantia oferecido pelas montadoras. A partir disso, ela reduz seu poder de armazenamento de energia e passa a trabalhar com cerca de 80% de sua capacidade de carga. Uma das principais discussões envolvendo o veículo elétrico é o descarte da bateria depois de sua vida útil. O mercado já está se estruturando para atuar nessa área e não deixar que elementos químicos comprometam o meio ambiente. A reciclagem evitará que materiais perigosos entrem no fluxo de outros resíduos. (O Estado de São Paulo – 29.01.2021)

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Digitalização do Setor Elétrico

1 Mott MacDonald desenvolve solução digital para desafios de energia renovável

Mott MacDonald lançou o Moata Smart Energy, um conjunto de ferramentas digitais que otimiza o desempenho e maximiza o retorno das energias renováveis. A Moata Smart Energy oferece suporte aos clientes com o desafio crescente de integração de energias renováveis, por exemplo, questões relacionadas à volatilidade do mercado de energia, supressão da demanda e encurtamento da rede. Também pode auxiliar os clientes no diagnóstico de ativos que não apresentam o desempenho esperado e nos riscos enfrentados pelos investidores, por exemplo, melhorando o desempenho da receita de carteiras de projetos geograficamente dispersas. A plataforma Moata está sendo implantada globalmente em uma ampla gama de projetos em todos os setores da indústria. (Energy Global – 26.01.2021)

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2 Eneva investe R$ 3,4 mi em solução para automatizar backoffice

A Eneva está investindo R$3,4 milhões, por meio do Programa de P&D, da Aneel, em um projeto considerado pioneiro no setor de energia. A versão alfa da plataforma que viabiliza comercialização de contratos de energia e automatização de backoffice para gentailers ou empresas comercializadoras será testada nos meses de fevereiro e março. A Fohat foi escolhida pela Eneva dentro de seu programa de inovação visando o desenvolvimento de uma solução digital que promovesse avanço na integração do backoffice em sua área de trading. A companhia informou que, quando concluído, o “Projeto Energy Intelligence aplicado a Backoffice” contribuirá para aumentar a eficiência da mesa na operação de compra e venda de energia da Eneva. (Agência CanalEnergia – 28.01.2021)

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3 Way2 lança aplicativo para monitorar medição de usinas de energia

A Way2 lançará nesta quinta-feira, 28 de janeiro, um aplicativo que traz em tempo real e de forma remota a geração de energia de uma usina. A ideia é entregar previsibilidade para que gestores dos ativos possam agir rapidamente na sua tomada de decisão. Segundo a empresa, os dados são coletados remotamente, direto do sistema de medição para faturamento, que pode ser entendido como a ‘caixa registradora’ da usina, já que ali são originados os dados para contabilização da energia efetivamente entregue na rede. A Way2 informou ainda que está disponibilizando uma versão demo do aplicativo em operação para quem quiser conhecer a solução para geradores. Com o aplicativo, o usuário poderá acompanhar os dados de geração e validar o desempenho diário, mensal ou anual da sua usina. (Agência CanalEnergia – 27.01.2021)

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4 Enel vai instalar 300 mil medidores inteligentes em São Paulo

A Enel Distribuição São Paulo vai instalar 300 mil medidores inteligentes de consumo, como parte de um projeto de P&D, em dois bairros da capital paulista. Com recursos de R$ 121 milhões do programa de P&D da Aneel, a empresa pretende avaliar o desempenho dos instrumentos. A empresa realizou evento de lançamento do programa. Os 300 mil medidores digitais correspondem a 4,05% das unidades consumidoras da distribuidora – no final do terceiro trimestre, a Enel SP possuía 7.414.535 unidades consumidoras e serão instalados nos bairros de Pirituba e Perus, locais considerados distantes do centro de operações da Enel. (Brasil Energia – 28.01.2021)

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Artigos e Estudos

1 Artigo de Marine Gorner e Leonardo Paoli sobre o impacto da Covid-19 nas vendas globais de carros elétricos

Em artigo publicado pela IEA, Marine Gorner e Leonardo Paoli falam sobre como as vendas globais de carros elétricos desafiaram a Covid-19 em 2020. Conforme a pandemia Covid-19 se desenrolou no início de 2020 e bloqueios foram implementados em países ao redor do mundo, as vendas globais de carros experimentaram uma queda sem precedentes. Havia uma expectativa geral de que os mercados de carros elétricos provavelmente seriam mais resistentes do que o setor automotivo em geral. A IEA estimou um ligeiro aumento nas vendas globais de carros elétricos, apesar da pandemia, e sugeriu que isso poderia ser maior se medidas de estímulo adicionais fossem tomadas. As vendas de carros elétricos em 2020 superaram essas expectativas. A estimativa preliminar da IEA é de que as vendas de carros elétricos em todo o mundo subiram para mais de 3 milhões e alcançaram uma participação de mercado de mais de 4%, tornando 2020 um ano recorde para mobilidade elétrica. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 28.01.2021)

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2 Artigo de Domenico Lattanzio e Alexandre Bizeul sobre o uso do preço da gasolina para a aceleração da transição verde

Em artigo publicado pela IEA, Domenico Lattanzio e Alexandre Bizeul comentam sobre como os governos podem usar os preços da gasolina para acelerar uma transição verde e justa. Para equilibrar acessibilidade, preocupações ambientais e outros objetivos de política, os governos adotam uma variedade de regulamentações e abordagens diferentes para os produtos energéticos. O artigo analisa as abordagens políticas dos países para regular os preços da gasolina, considerando contextos econômicos e sociais específicos e sugerindo medidas de política que podem acelerar uma transição limpa e justa. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 28.01.2021)

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3 Artigo de Francisco Loureiro sobre lições aprendidas em 2020

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Francisco Loureiro comenta sobre as lições aprendidas em 2020, destacando a digitalização, sustentabilidade e inovação. Segundo o autor, nem é possível ainda afirmar que “passada a tormenta” voltamos à normalidade. Os desafios perduram. Em 2021, provavelmente vamos continuar vivendo com a digitalização acelerada; estratégias diferenciadas para reter e fidelizar clientes; negócios cada vez mais sustentáveis em todas as áreas, com a transformação e o refrão da inovação. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 01.02.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadora: Monique Coimbra
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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