IFE.H2 17

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 17 – publicado em 05 de fevereiro de 2021.

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IFE: nº 17 – 05 de fevereiro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Financiamentos
1
Hidrogênio entre os planos de energia limpa de Joe Biden para os EUA
2 Acciona usa plataforma de blockchain para certificar hidrogênio verde
3 Hydrogen Council: Se 2020 deu mais consciência ao hidrogênio, 2021 trará mais foco

Mercado
1 Projeto de 100MW de hidrogênio busca fundos da UE
2 Rusnano e Enel Rússia vão produzir hidrogênio “verde” no norte da Rússia
3 Analistas do Bank of America estão prevendo que hidrogênio suplante o petróleo nas próximas décadas
4 Após o declínio da demanda global de hidrogênio em 2020, o mercado pode se recuperar em 2022
5 Países devem se unir para criar mercado eficiente para hidrogênio verde, diz ministro alemão
6 Cinquenta tons de verde
7 MEPs defendem o gás natural como uma ponte para o hidrogênio verde
8 Hidrogênio para salvar gasodutos nos EUA
9 Novos membros para o projeto de hidrogênio do Mar do Norte

10 O porto belga apresenta planos para importações “massivas” de hidrogênio verde
11 Tecnologia australiana de hidrogênio para gerar energia limpa nas Filipinas

12 Austrália apoia tecnologia de hidrogênio para ir além da produção de combustível
13 Espanha: Endesa planeja o desenvolvimento de 23 projetos de hidrogênio verde

Tecnologia e Inovação
1 Start-up de armazenamento de hidrogênio doméstico atrai investidor de capital
2 Novo catalisador move a dessalinização da água do mar e será de fácil comercialização
3 Noble Gas demonstra tanque de gás adaptável para avanço de veículos movidos a hidrogênio

Mobilidade
1 Alemanha concede € 24,4 milhões para projetos de células a combustível

Eventos
1 Segunda rodada do Fundo de Hidrogênio Renovável da Austrália Ocidental

Artigos e Estudos
1 Hidrogênio azul importado ‘mais barato do que verde’ na UE
2 Novo estudo apoia a importação de hidrogênio através de transportadores
3 Novo relatório aborda desafios de armazenamento de hidrogênio
4 Estudo afirma ter quase 600 estações de hidrogênio em todo o mundo


 

 

Políticas Públicas e Financiamentos

1 Hidrogênio entre os planos de energia limpa de Joe Biden para os EUA

Todos esperam uma grande mudança no clima que será promovida por Joe Biden, e ele não irá deixar ninguém desapontado nesse quesito. Ao tomar posse, o governo já confirmou a volta dos EUA ao Acordo de Paris e ainda considerou o hidrogênio no seu plano de energia limpa. Desde então, a indústria do hidrogênio já ficou mais promissora. Espera-se que Biden faça um investimento US $ 2 trilhões logo no seu primeiro mandato, nesse setor, e que o vetor energético ganhe cada vez mais forças. No recente relatório Road Map to a US Hydrogen Economy da McKinsey and Company, a empresa concluiu que o setor de hidrogênio tem um enorme potencial para impulsionar a economia dos EUA, por meio da atração de investimentos e oportunidades de empregos qualificados em energia. (H2 View – 28.01.2021)

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2 Acciona usa plataforma de blockchain para certificar hidrogênio verde

A política de certificação parece está próxima. A Acciona informou esta terça-feira em comunicado que acaba de desenvolver uma plataforma baseada na tecnologia blockchain que garante a origem renovável do hidrogénio verde e permite a verificação do processo de transporte e entrega, chamada GreenH2chain. Com esta ferramenta, os utilizadores “acedem a uma plataforma digital que em tempo real lhes permitirá verificar e visualizar toda a cadeia de valor do hidrogénio verde, em qualquer parte do mundo”, explica a Acciona. Desta forma, podem quantificar, registar e monitorizar a descarbonização de seu consumo de energia, acrescenta a empresa.

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3 Hydrogen Council: Se 2020 deu mais consciência ao hidrogênio, 2021 trará mais foco

Em 2020, governos em todo o mundo colocaram compromissos e investimentos na mesa como parte de planos de recuperação econômica significativos; suas promessas são apoiadas pela trajetória de custo positiva esperada para aplicações de hidrogênio na próxima década. Embora o suporte global para o hidrogênio nunca tenha sido tão forte, as expectativas também nunca foram tão altas. Nos últimos doze meses, um senso de urgência sem precedentes, acelerado pela crise da COVID e sua recuperação, está impulsionando as ações em torno da transição global para energia limpa. Em busca de tecnologias que possam tornar nossos sistemas de energia e economias mais resilientes e, ao mesmo tempo, contribuir para os objetivos de neutralidade climática, os formuladores de políticas em todo o mundo voltaram sua atenção para o hidrogênio, reconhecendo seu enorme potencial. Toda essa atenção ao hidrogênio está bem colocada. Enquanto buscamos transformar nosso futuro energético, a escalabilidade e a capacidade do hidrogênio estão à altura do trabalho. (Hydrogen Council – 29.01.2021)

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Mercado

1 Projeto de 100MW de hidrogênio busca fundos da UE

O projeto H24All se candidatou ao financiamento do European Green Deal, para desenvolver a primeira planta de eletrolisador alcalino de 100 MW na Europa, que será conectada a uma unidade industrial da Repsol. Apoiado por um consórcio de 15 parceiros, o projeto visa preparar o caminho para uma nova e competitiva indústria de hidrogênio baseada no know-how europeu por meio da inovação e desenvolvimento, construindo, operando e demonstrando a sustentabilidade do eletrolisador alcalino de alta pressão. Os parceiros do consórcio representam toda a cadeia de valor do hidrogênio da Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Noruega, Espanha e Turquia. (Renews – 27.01.2021)

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2 Rusnano e Enel Rússia vão produzir hidrogênio “verde” no norte da Rússia

Rusnano e Enel Rússia estão envolvidos em um projeto para produzir o primeiro hidrogênio “verde” da Rússia – por eletrólise – baseado em uma estação de energia eólica na região de Murmansk, no norte da Rússia. As empresas propõem produzir 12.000 toneladas de hidrogênio anualmente e exportá-lo para a Europa. O investimento no projeto é estimado em US $ 320 milhões. O ponto focal do projeto é a usina eólica da Enel Rússia em construção na região de Murmansk com capacidade de 201 MW. A estação deve entrar em operação em dezembro de 2021 e a construção prossegue com base em um contrato de fornecimento de energia de fontes alternativas. (The Global Energy Prize – 25.01.2021)

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3 Analistas do Bank of America estão prevendo que hidrogênio suplante o petróleo nas próximas décadas

Se os analistas do Bank of America estiverem certos, o hidrogênio deve desempenhar um papel importante nos mercados globais de energia, nas próximas décadas, suplantando uma grande parte da demanda de petróleo. De acordo com o chefe de pesquisa temática global do banco, embora o petróleo e o gás ainda sejam necessários no futuro, a demanda está se aproximando de um pico: “Achamos que está chegando ao auge nesta década, é em breve – muito mais cedo do que todo mundo pensa”. Israel listou alguns fatores que afetariam o petróleo e o gás no futuro, incluindo energia renovável mais barata, regulamentação e eletrificação de carros: “Acreditamos que o hidrogênio vai consumir 25% de toda a demanda de petróleo até 2050. O petróleo está enfrentando ventos contrários e, embora, ainda vamos precisar dele, sua participação no mercado vai despencar”. Haim Israel enfatiza a importância da diversificação para as empresas envolvidas em combustíveis fósseis. “Nós acreditamos fortemente que as grandes petroleiras precisam pensar de maneiras diferentes. Eles precisam pensar não mais em ‘big oil’, mas em ‘big energy’ daqui em diante”. (Petronotícias – 25.01.2021)

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4 Após o declínio da demanda global de hidrogênio em 2020, o mercado pode se recuperar em 2022

A demanda global de hidrogênio diminuiu em 2020 devido à pandemia de coronavírus, mas deve se recuperar rapidamente à medida que o apoio do governo aumenta e ajuda a aumentar a capacidade de produção, disseram analistas em 21 de janeiro. A demanda global de hidrogênio é atualmente dominada pelas indústrias de refino e produção de amônia que usam principalmente o gás natural como matéria-prima. A demanda de hidrogênio tem crescido constantemente para 80 milhões de toneladas/ano na última década, embora tenha diminuído nesse ano, de acordo com a apresentação do Zane McDonald, analista líder de transição energética da S&P Global Platts Analytics. Restrições de viagens relacionadas à pandemia reduziram o funcionamento das refinarias, o que cortou a demanda de hidrogênio, enquanto uma menor necessidade de fertilizantes produzidos a partir de amônia, também contribuiu para o declínio da demanda. No entanto, uma recuperação total do mercado de hidrogênio, com um retorno ao crescimento da demanda anual, é esperada em 2022, disse McDonald. (S&P Global Platts – 21.01.2021)

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5 Países devem se unir para criar mercado eficiente para hidrogênio verde, diz ministro alemão

A associação entre países para incentivar a cadeia de produção eficiente para o hidrogênio verde é bom exemplo da sinergia possível entre incentivos à retomada econômica e a transformação para uma economia de baixo carbono. A avaliação é do ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, que participou de uma mesa de debate no primeiro dia do Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Percebemos que o hidrogênio verde é um elo que ainda falta para a transição energética e muitos países desenvolvidos terão que importá-lo de países em desenvolvimento”, disse Altmaier. Se pudermos desenvolver uma cadeia internacional de suprimento, com, por exemplo, países da América do Sul, que têm grande potencial de produção a partir da energia eólica e solar, então isso teria um efeito muito importante como estímulo à economia”. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu que o momento atual exige a definição de mecanismos de precificação do carbono que acompanhem o custo da destruição ambiental, a necessidade de prestação de contas sobre ações tanto no setor público quanto privado e, finalmente, a necessidade de manutenção de investimentos em inovação. (epbr – 25.01.2021)

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6 Cinquenta tons de verde

Assim como especialistas atestam a pureza do ouro, a CCEE poderia certificar a porcentagem de energia renovável contida na “mistura de elétrons” de cada consumidor em determinado período a partir de seus contratos de compra de energia. A autoprodução também faria parte desta conta, se for o caso.Indústrias que utilizam energia elétrica para produzir bens destinados a mercados sensíveis à preocupação com as mudanças climáticas poderiam rotular os seus produtos com base nesses certificados, de forma análoga ao que se faz com a eficiência energética de eletrodomésticos. A certificação ganharia maior relevância se os países desenvolvidos se interessassem pelo “tom verde” da energia elétrica utilizada na produção industrial. A Alemanha, por exemplo, anunciou um ambicioso programa de 9 bilhões de euros para incentivar o “hidrogênio verde” produzido pela eletrólise da água, que a decompõe em oxigênio e hidrogênio, pela passagem de uma corrente elétrica proveniente de fontes renováveis. Atualmente mais de 95% do hidrogênio produzido no mundo é “cinza”, por ser extraído de algum hidrocarboneto, gerando CO2 no processo. Seria do interesse tanto do Brasil quanto da Alemanha, assim como dos demais países desenvolvidos, criar um mercado para hidrogênio verde com “pureza” superior a, digamos, 75%. (Brasil Energia – 22.01.2021)

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7 MEPs defendem o gás natural como uma ponte para o hidrogênio verde

O hidrogênio verde é livre de qualquer emissão de gases de efeito estufa, portanto, é bastante desvantajoso no âmbito econômico. Dessa forma, Membros do parlamento Europeu defendem o gás natural como uma ‘ponte’ para o hidrogênio 100% renovável. Enquanto as tecnologias e as energias renováveis diminuem o seu preço, pode-se utilizar o gás natural e a captura do carbono, dessa forma, a emissão para o meio ambiente será de apenas 10%, ou seja, uma tecnologia de baixo carbono. Além disso, existe também a possibilidade de misturar o hidrogênio e o gás natural nos gasodutos, o que, segundo estudos pode ser feito com segurança em até 20%. Essa quantidade de hidrogênio pode ser misturada às redes de gás existentes, sem a necessidade de reformar os dutos. (Euractiv – 27.01.2021)

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8 Hidrogênio para salvar gasodutos nos EUA

Com Joe Biden no poder, os gasodutos e seus transportes de gás natural americanos estão ficando sem investimentos. No seu primeiro dia de cargo, o presidente Biden cancelou a licença para o oleoduto Keystone xl de US$ 9 bilhões. Não é o fim para os gasodutos, há uma solução, o hidrogênio. O hidrogênio pode ser 100% renovável quando produzido por eletrolisadores alimentados por energias renováveis, e para ser convertido em energia, apenas passa pelas células a combustível, e assim não causa nenhum problema ao meio ambiente, algo que o novo presidente dos EUA apoia. Mas, os proprietários de gasodutos não podem simplesmente mudar de um gás para o outro sem cortar os clientes existentes. A proposta de misturar o hidrogênio verde ao gás natural, para tornar os gasodutos mais verdes, parece interessante. No futuro, com o passar dos anos, os gasodutos poderão transportar apenas hidrogênio. (Fuel Cells works – 29.01.2021)

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9 Novos membros para o projeto de hidrogênio do Mar do Norte

O projeto AquaVentus, que visa gerar 10 GW de hidrogênio verde com energia eólica offshore até 2035, tem cinco novos membros. A Hydrogenious LOHC Technologies, a empresa de energia Avia, a operadora de terminal de GNL German LNG Terminal, a empresa de logística portuária Cuxport e o escritório de advocacia comercial Görg, aderiram à iniciativa. O presidente da Associação AquaVentus e prefeito de Helgoland Jörg Singer disse: “Estamos muito satisfeitos em dar as boas-vindas aos novos membros da família AquaVentus. Juntos, podemos implementar não só a produção, mas também o transporte e as pesquisas necessárias no campo do hidrogênio verde”. (Renews – 29.01.2021)

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10 O porto belga apresenta planos para importações “massivas” de hidrogênio verde

O Porto de Antuérpia fez parceria com a concessionária de energia Engie e cinco outras entidades com o objetivo de estabelecer uma cadeia de valor de importação de hidrogênio renovável na Bélgica, até o final da década. O consórcio anunciou nesta quarta-feira (27 de janeiro) a conclusão de um estudo de viabilidade demonstrando que o projeto é técnica e economicamente viável. O primeiro-ministro belga Alexander de Croo disse: “O hidrogênio terá um papel decisivo na transição energética e em tornar nossa indústria sustentável. O próximo passo é desenvolver uma estratégia de longo prazo para importar hidrogênio”. A chamada “Coalizão de Importação de Hidrogênio” consiste no DEME, um grupo formado pela Engie, Exmar, Fluxys, o Porto de Antuérpia, o Porto de Zeebrugge e WaterstofNet. (Euractiv – 28.01.2021)

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11 Tecnologia australiana de hidrogênio para gerar energia limpa nas Filipinas

A empresa australiana de pesquisa e desenvolvimento de hidrogênio, Star Scientific Limited, assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Departamento de Energia das Filipinas para ajudar a impulsionar a autossuficiência energética do país e o desenvolvimento do hidrogênio verde como fonte de combustível. Para as Filipinas, que dependem em grande parte de combustíveis fósseis importados, esse acordo anuncia uma mudança para o hidrogênio e oferece uma oportunidade de segurança energética e autossuficiência de maneira ambientalmente sustentável. Os objetivos do MoU são: estudar a adaptação de usinas elétricas a carvão existentes para funcionarem no sistema HERO® movido a hidrogênio verde, explorar a utilização de recursos eólicos offshore para a produção de hidrogênio verde. Como parte do MoU, o Star Group ajudará o Departamento de Energia das Filipinas no desenvolvimento e implementação de modelos de financiamento para atrair financiamento global para os diferentes aspectos de todos os projetos à medida que se desenvolvem. (Power Engineering International – 29.01.2020)

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12 Austrália apoia tecnologia de hidrogênio para ir além da produção de combustível

O governo australiano comprometeu mais de A$ 500 milhões ($383 milhões) para apoiar o desenvolvimento de uma indústria de hidrogênio e o incluiu como uma prioridade em um plano de 10 anos, para investir A$ 18 bilhões em tecnologias para redução das emissões de carbono. Seu principal objetivo é produzir hidrogênio limpo por menos de A$ 2 o quilo. A Austrália visa acelerar e coordenar os esforços de cientistas e pequenas e médias empresas para desenvolver tecnologias de hidrogênio, estabelecendo 13 clusters em todo o país em sua corrida para construir uma indústria competitiva. O objetivo dos clusters é identificar lacunas no desenvolvimento e comercialização de tecnologias focadas em hidrogênio, como armazenamento, distribuição e uso em microrredes. (Reuters – 31.01.2021)

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13 Espanha: Endesa planeja o desenvolvimento de 23 projetos de hidrogênio verde

A Endesa submeteu ao Ministério da Transição Ecológica, uma carta de interesse para desenvolver na Espanha até 23 projetos relacionados com o hidrogênio verde. O volume de investimento associado a todos eles, incluindo investimento destinado às centrais renováveis que irão alimentar a operação dos eletrolisadores, será de cerca de 2,9 bilhões de euros. Os projetos incluem diferentes ações em toda a cadeia de valor do hidrogênio verde: da produção ao consumo. “A Endesa quer mostrar seu claro compromisso com o hidrogênio verde, peça chave no processo de transição energética e descarbonização da economia. São objetivos nos quais trabalhamos há anos e que têm marcado nossa estratégia de substituição progressiva da geração térmica renovável. Os 23 projetos de hidrogênio verde que agora apresentamos estão associados a uma capacidade de energia renovável de quase 2000MW”, destaca o Diretor Geral de Geração da Endesa, Rafael González. (Fuel Cell Works – 01.02.2021)

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Tecnologia e Inovação

1 Start-up de armazenamento de hidrogênio doméstico atrai investidor de capital

Lavo, uma spin-off da Universidade de New South Wales, lançada na Austrália em setembro de 2020, disse que a Gowing Bros, empresa de investimentos listada na ASX, havia adquirido uma participação acionária na empresa, no final da semana passada. A GB se comprometeu a comprar mais de 200 unidades de 40 kWh do sistema de armazenamento da Lavo. A Lavo descreve sua bateria de hidrogênio como “uma esponja solar” que usa um hidreto patenteado para armazenar hidrogênio em uma liga metálica, permitindo assim a “primeira bateria de hidrogênio do mundo de captura de longo prazo”. As baterias de hidrogênio estão disponíveis para compra antecipada desde novembro do ano passado, com os primeiros sistemas previstos para ficarem prontos em junho de 2021. A empresa disse que o acordo com a Gowings permitiria que os sistemas de armazenamento de hidrogênio fossem instalados em todo o portfólio do grupo de investimento, incluindo seus shopping centers, muitos dos quais já tinham painéis solares instalados. “Estou muito feliz em receber a GB como investidor e cliente e espero trabalhar de perto com eles enquanto capitalizamos a oportunidade única que temos pela frente”, disse o CEO e diretor executivo da Lavo, Alan Yu. (Renew Economy -25.01.2021)

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2 Novo catalisador move a dessalinização da água do mar e será de fácil comercialização

Se existir uma coisa que não irá acabar será a água do mar, já que cerca de 71% da superfície da Terra é coberta por água em estado líquido e a água do mar representa cerca de 96% de toda a água da terra. Saber disso faz com que os cientistas estudem novos catalisadores que promovem a dessalinização da água do mar. Dessa maneira, recentemente, um novo catalisador foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Houston, liderados por Zhifeng Ren. O pesquisador relatou o motivo pelo qual o catalisador entrará de forma fácil no âmbito comercial: a alta eficiência aliada ao baixo custo. O catalisador leva apenas alguns minutos para funcionar em temperatura ambiente e é capaz de produzir com eficiência água potável e hidrogênio a partir de água do mar. (Scitechdaily – 28.01.2021)

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3 Noble Gas demonstra tanque de gás adaptável para avanço de veículos movidos a hidrogênio

As indústrias estão cada vez mais investindo em tecnologias de células a combustível. Mas, para o carro movido a hidrogênio funcionar é necessário de um sistema de armazenamento bastante eficiente, o que não condiz com a realidade no momento atual. Dessa forma, A Noble Gas Systems (Noble Gas) demonstrou sua última geração de tanques de gás adaptáveis, com pressões de 350 bar, leves e com menos de 80 mm de largura. A diferença principal de muitos armazenadores de gás comprimidos é que os comerciais normalmente são grandes, pesados e ineficientes. Para demonstrar o tanque em condições reais, um veículo próprio foi concluído, um Polaris Ranger EV 2019 adaptado.

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Mobilidade

1 Alemanha concede € 24,4 milhões para projetos de células a combustível

Na primeira Assembleia Geral do Hidrogênio, o Ministro Federal dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer, anunciou € 24,4 milhões em financiamento para três projetos de desenvolvimento de células a combustível e acionamentos elétricos a bateria, para veículos comerciais. “Queremos trabalhar para uma logística rodoviária de emissões zero com acionamentos alternativos. É por isso que apoiamos as empresas a trazer tecnologias de acionamento sustentáveis à maturidade do mercado e a usá-las. A questão não é se, mas quando os acionamentos elétricos a bateria e a hidrogênio se tornarão competitivos no transporte rodoviário de mercadorias. Estamos lidando ativamente com essa questão, já que cerca de 90% das emissões de CO2 no setor de transporte vêm do tráfego rodoviário, com caminhões sendo responsáveis por um terço disso”, disse Andreas Scheuer. (Green Car Congress – 01.02.2021)

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Eventos

1 Segunda rodada do Fundo de Hidrogênio Renovável da Austrália Ocidental

Está aberta a segunda rodada do Fundo de Hidrogênio Renovável da Austrália Ocidental. Após a primeira rodada acontecer com sucesso inestimável, fornecendo apoios a projetos de obras de capital e estudos de viabilidade em toda Austrália Ocidental, o Governo da Austrália Ocidental anunciou US$ 5 milhões para a próxima etapa. A segunda rodada do Fundo de Hidrogênio Renovável da Austrália Ocidental acontecerá com a mesma metodologia que a passada, focando em quatro áreas específicas: exportação; transporte; relação hidrogênio e gás natural em gasodutos; aplicações remotas. (Fuel Cells Works – 31.01.2021)

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Artigos e Estudos

1 Hidrogênio azul importado ‘mais barato do que verde’ na UE

O hidrogênio azul importado será mais barato do que o hidrogênio verde fabricado na UE em 2030, de acordo com um novo estudo da Aurora Energy Research. O analista do mercado de energia comparou o custo de entrega do hidrogênio de quatro países da UE (Alemanha, França, Holanda e Espanha) e seis outros (Austrália, Chile, Marrocos, Noruega, Rússia e Reino Unido), tomando como exemplo um consumidor no norte da Alemanha. As importações de hidrogênio oferecem uma solução para países que têm metas ambiciosas de uso de hidrogênio, mas podem não ter potencial para atender toda essa demanda localmente. O estudo descobriu que em 2030, para um consumidor de hidrogênio no noroeste da Europa, a fonte mais barata de hidrogênio com baixo teor de carbono será o hidrogênio azul produzido na Holanda ou na Noruega, seguido pelas importações de hidrogênio verde do Marrocos. (Renews – 26.01.2021)

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2 Novo estudo apoia a importação de hidrogênio através de transportadores

Uma coalizão, chamada de DEME, formada pela Engie, Exmar, Fluxys, Porto de Antuérpia, Porto de Zeebrugge e WaterstofNet, concluiu um estudo de mapeamento dos aspectos financeiros, técnicos e regulatórios de toda a cadeia de importação de hidrogênio, em escala industrial. Após uma análise minuciosa de todos os elementos, o estudo conclui que a importação de energia renovável por meio de portadores de hidrogênio verde se tornará uma parte essencial do suprimento de energia, complementando a transição sustentável baseada na energia gerada internamente. Vários desses transportadores (amônia, o metanol e o metano sintético, derivados de hidrogênio) serão capazes de fornecer energia renovável e matérias-primas com custo competitivo até 2030-2035, concluiu o estudo. Os resultados do estudo são um passo importante na concretização dessas ambições. (Renews – 27.01.2021)

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3 Novo relatório aborda desafios de armazenamento de hidrogênio

O armazenamento de hidrogênio em grande escala é essencial para que a tecnologia cumpra seu potencial de contribuir significativamente para zerar as emissões líquidas de CO2, de acordo com um novo relatório. O artigo define os principais desafios científicos e lacunas de conhecimento no armazenamento de hidrogênio em grande escala em ambientes geológicos porosos. O artigo, de coautoria dos pesquisadores do GEO3BCN-CSIC, Juan Alcalde e Ramon Carbonell, publicado na revista Energy and Environmental Science, afirma que aqüíferos salinos e reservatórios de hidrocarbonetos esgotados são as formações geológicas subterrâneas ideais para facilitar o fornecimento de hidrogênio na escala necessária para um futuro de carbono zero. (Renews – 29.01.2021)

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4 Estudo afirma ter quase 600 estações de hidrogênio em todo o mundo

Ao buscar informações sobre o caminho que o hidrogênio traçará na mobilidade, a empresa de pesquisa de mercado Information Trends realizou um novo estudo. Ao final, ela relatou que apesar da pandemia, o hidrogênio não foi tão afetado, quase 600 estações de hidrogênio foram implantadas em mais de 30 países, até o final do ano de 2020, e o crescimento deve ser cada vez mais acelerado daqui para frente. Além disso, a empresa que realizou a pesquisa afirma que a maior participação nas estações de hidrogênio é a da Ásia, com mais de 50% de participação, e, dentro do continente, o Japão é o principal implementador, com cerca de 150 estações de hidrogênio. (H2 View – 29.01.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Luiza Masseno e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas e Kalyne Silva Brito 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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