IFE.ME 40

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 40 – publicado em 21 de janeiro de 2021.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 40 – 21 de janeiro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
Mundo caminha para zerar produção de veículos ICE
2 América Latina perto da marca de 2 mil ônibus elétricos
3 Bogotá: maior frota de ônibus elétricos da América
4 Anfavea defende que governo deve monetizar os ativos do pré-sal
5 Japão: proibição de carros a gasolina até 2035
6 Índia: destaque em política para VEs
7 Europa: normas de emissão impulsionam venda de VEs
8 Brexit expõe a falta de baterias de VEs no Reino Unido
9 França: investimento em infraestrutura de recarga
10 França: subsídios não foram direcionados apenas para VEs
11 França: incentivo para VEs de frete

Inovação e Tecnologia
1 DOE: alcance médio de condução de VEs chega a 250 milhas
2 BNEF: Preço das baterias de VEs caiu 87% na última década
3 Benefícios da bateria sólida para VEs
4 Empresas de tecnologia podem terceirizar produção de VEs
5 Corredor verde: softwares para facilitar utilização
6 EDP Smart lança aplicativo para localização de eletropostos
7 LG e Magna: joint venture para componentes de VEs

Indústria Automobilística
1 GESEL: projeto inaugura primeiro corredor verde do Nordeste
2 BNEF: Frota de VEs chegará à 116 mi em 2030
3 VEs já começam a ser realidade no Brasil

4 Noruega: participação de mais de 50% de VEs vendidos

5 China: recorde de vendas VEs

6 China: líder no mercado de VEs

7 Reino Unido: VEs têm melhor ano de vendas em 2020

8 Itália: venda de VEs aumenta em nível recorde
9 Espanha: VEs plug-in atingem participação de 10%
10 Montadoras aumentam investimentos em VEs
11 Audi e-tron: eleito o melhor VE do Brasil
12 Audi e-tron: VE mais vendido no Brasil em 2020
13 Brasil: Audi investe em infraestrutura de recarga no país

14 Neoenergia investe na mobilidade elétrica

15 O impacto dos VEs nos empregos da indústria automotiva

16 Índia: montadoras esperam grande crescimento no mercado de VEs em 2-3 anos

17 Índia: Tesla vai iniciar a venda de VEs no país em 2021

18 Hyundai: meta de se tornar potência global de VEs
19 Tesla entrega 499 mil veículos em 2020

Meio Ambiente
1 Híbridos plug-in poluem até 400% mais do que o anunciado
2 VEs impulsionam demanda por energia solar
3 NY: frota de taxi reduziria 73% das emissões de GEE
4 BRF: frota de VE pode evitar emissão de 8300 kg de CO2 por ano

5 Europa: queda nas emissões de CO2 dos automóveis

Outros Artigos e Estudos
1 VEs irão demandar investimento em infraestrutura no SEB
2 Japão: rede elétrica pode não acompanhar mudança para VEs
3 9 em cada 10 donos de VE não voltariam ao carro ICE
4 NY: frota de taxis elétricos teria custo menor que de modelos ICE


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 Mundo caminha para zerar produção de veículos ICE

A gasolina e o diesel ainda movem cerca de 90% dos novos carros vendidos no mundo. Mas o mundo já caminha para zerar a produção desse tipo de veículo. Segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG), a soma de modelos elétricos e híbridos passarão dos atuais 10% para 51% das vendas globais em uma década. O estudo foi realizado antes da pandemia, que deve acelerar projetos de carbono zero. No mês passado, a Inglaterra anunciou a antecipação, para 2030, da proibição de venda de novos carros movidos a gasolina ou diesel. O Japão também deve anunciar em breve uma proibição parecida, que entraria em vigor em meados de 2030. A China prevê colocar em vigor essa regra em 2035. Nos Estados Unidos, o Estado da Califórnia informou em setembro que, também a partir de 2035, veículos novos movidos a gasolina ou diesel estarão fora do mercado. “O cerco está se fechando para que os países reduzam o uso de combustível fóssil”, diz Jaime Andrade, sócio da PwC Brasil. (Portal Solar – 04.01.2021)

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2 América Latina perto da marca de 2 mil ônibus elétricos

A América Latina está perto de alcançar a marca de 2 mil ônibus elétricos em circulação, de acordo com a plataforma de monitoramento E-Bus Radar. A atualização mais recente da plataforma, feita em setembro passado, indica um total de 1.962 unidades em circulação em 30 cidades de 12 países. O total corresponde a 1,95% do total de ônibus em circulação nas cidades e supera com folga os 1.366 veículos registrados em 2019. O Chile, com quatro cidades, é o país com o maior número de ônibus, com 819 unidades, seguido por México (duas cidades) e Brasil (oito cidades, mais a região metropolitana de São Paulo), com respectivamente 369 e 349 unidades. Paraguai (2 unidades) e Peru (1) estão na lanterna. (Brasil Energia – 08.01.2021)

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3 Bogotá: maior frota de ônibus elétricos da América

Capital da Colômbia e considerada a cidade mais congestionada do mundo de acordo com o levantamento do World Economic Forum, Bogotá adquiriu recentemente 470 ônibus 100% elétricos da BYD. Em comunicado, a gigante chinesa afirma que se trata da maior frota de ônibus elétricos já entregue pela empresa nas Américas. Após o primeiro lote de 120 unidades neste mês, a entrega será concluída durante o primeiro trimestre de 2021, permitindo que um total de 302.000 passageiros usufruam do serviço de ônibus com emissão zero em 40 linhas diferentes. Com a incorporação de 470 ônibus da BYD à sua frota, a capital da Colômbia passa a figurar entre as cidades com mais ônibus elétricos em circulação no mundo. Apenas como referência, o Brasil inteiro possui uma frota de 349 ônibus elétricos, segundo levantamento do E-Bus Radar, da UFRJ. (Inside EVs – 27.12.2020)

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4 Anfavea defende que governo deve monetizar os ativos do pré-sal

Na avaliação de Viviana Coelho, gerente executiva de mudanças climáticas da Petrobrás, a tendência é que a transição energética para uma economia sem emissões de GEE não será rápida. Ela explica que o petróleo ainda terá espaço por muitas décadas para produtores eficientes e que há mais de uma década a Petrobrás tem consciência da tendência de redução da demanda e do preço do seu principal produto, o petróleo. Para que de fato essa transição aconteça, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, defende que o governo brasileiro deve correr para monetizar de forma rápida os ativos que estão debaixo do mar – o petróleo do pré-sal, antes que seja tarde. No entanto, a velocidade de troca dos carros a gasolina e diesel por elétricos no Brasil não será igual à da Europa. (Portal Solar – 04.01.2021)

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5 Japão: proibição de carros a gasolina até 2035

O Japão planeja interromper a venda de novos carros movidos a gasolina até meados da década de 2030. O plano segue medidas semelhantes já anunciadas pelo estado da Califórnia e grandes nações europeias, mas enfrenta resistência de executivos da indústria automotiva, em um país que ainda fabrica milhões de carros anualmente com motores exclusivamente a gasolina. O plano do governo japonês prevê que todos os carros novos vendidos no país a partir de meados da década de 2030 sejam eletrificados. Isso inclui veículos totalmente elétricos, modelos híbridos de gasolina e carros cuja eletricidade é gerada por células de combustível de hidrogênio. O plano diz que o custo das baterias deve ser reduzido para que os VEs custem quase o mesmo que os veículos movidos a gasolina daqui a uma década. (Valor Econômico – 25.12.2020)

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6 Índia: destaque em política para VEs

Recentemente a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima) escolheu a política do governo de Deli como modelo de iniciativa sustentável para o futuro da mobilidade, junto com California e Navarra. A política foca no objetivo de garantir que 25% de todos os veículos novos sejam VEs até 2024. Assim, a cidade visa contribuir com uma redução de 4,8 milhões de toneladas em emissão de carbono durante o período. (The New Indian Express – 12.11.2020)

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7 Europa: normas de emissão impulsionam venda de VEs

Impulsionada pela entrada em vigor das normas de emissão de CO2 dos automóveis UE 2020/21, as vendas de VEs disparou no primeiro semestre do ano, atingindo uma quota de mercado de 8%. Isso é mais que o triplo da participação do mesmo período em 2019. As vendas continuaram crescendo desde janeiro, resistindo à pandemia melhor do que carros a diesel ou a gasolina. Os incentivos de compra pós-COVID na Alemanha, França e outros países dispararam no meio do verão e, sem dúvida, continuam a impulsionar os VEs, com relatórios de vendas desses veículos ultrapassando 10% na Alemanha e na França. (Transport & Environment – Outubro de 2020)

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8 Brexit expõe a falta de baterias de VEs no Reino Unido

A Grã-Bretanha deve construir sua indústria de baterias para VEs nos próximos anos, caso contrário perderá para a UE na corrida para construir carros plug-in, alertou a Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Motores do país. As baterias precisam ter 30% de seu conteúdo originado do Reino Unido ou da UE para serem comercializadas sem tarifas como parte do acordo, e esses requisitos ficam mais rígidos a partir de 2024. As exigências colocam as fábricas de veículos da Grã-Bretanha em uma situação difícil, disse Hawes, CEO do grupo automotivo. As baterias são pesadas e seria caro transportar de fábricas na UE, por isso será fundamental ter fábricas no Reino Unido alimentando os locais de montagem de automóveis. (Automotive News Europe – 06.01.2021)


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9 França: investimento em infraestrutura de recarga

O plano da França para impulsionar a e-mobilidade em 2020 se baseou em dois pilares: carregamento e subsídios. Cerca de 68% dos proprietários de VEs na França estão insatisfeitos com o carregamento pública. Para suprir a escassez, o Ministro dos Transportes, JB Djebbari, anunciou o objetivo ousado de atingir 100.000 pontos de recarga públicos até o final de 2021. Isso inclui apoiar a instalação de novos pontos de recarga por meio de subsídios e reformara lei de energia renovável para tornar mais atraente a venda de eletricidade limpa aos veículos, aumentando a rentabilidade das operações de carregamento. Para a recarga privada, o governo facilitou a instalação de plugues em casa e lançou um grande esforço para instalar plugues em grandes edifícios de apartamentos. (Transport & Environment – 21.12.2020)

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10 França: subsídios não foram direcionados apenas para VEs

O governo francês decidiu aumentar a demanda por VEs. Em resposta à crise da Covid, os compradores poderiam se qualificar para receber até € 11.000 em subsídios trocando um carro velho por um elétrico. Entretanto, 70% dos carros novos vendidos com o esquema de sucateamento eram carros com motor de combustão, incluindo diesel. Isso contrasta fortemente com a Alemanha, onde nenhum subsídio foi dado a veículos ICE. O governo também se afastou de um ambicioso esquema de tributação de CO2 para carros. Em vez disso, foi introduzido um novo imposto simbólico sobre o “peso” sobre os carros pesados, representando apenas 2% das vendas. Mesmo assim, beneficiando-se desses subsídios e dos novos padrões europeus de CO2, as vendas de VEs saltaram de 2% para 9% das vendas de carros novos. (Transport & Environment – 21.12.2020)

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11 França: incentivo para VEs de frete

O Ministro dos Transportes, JB Djebbari, anunciou € 100 milhões em incentivos à compra de caminhões – elétricos e hidrogênio. O governo também criou novos subsídios para apoiar empresas de frete rodoviário a instalar estações de recarga a partir de 2021. Embora esses desenvolvimentos sejam encorajadores, isso é pouco em comparação com o € 1 bilhão comprometido para eletrificar o frete na Alemanha. (Transport & Environment – 21.12.2020)

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Inovação e Tecnologia

1 DOE: alcance médio de condução de VEs chega a 250 milhas

Desde 2011, melhorias significativas nas tecnologias de bateria e eficiência geral de VEs levaram a um número crescente de modelos e maior autonomia de condução. O intervalo médio estimado da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para todos os modelos de VE oferecidos no ano 2020 ultrapassou 250 milhas, de acordo com números do Departamento de Energia dos EUA (DOE). O ano 2020 também marcou o primeiro ano em que um VE atingiu um alcance máximo estimado pela EPA de mais de 400 milhas. (Green Car Congress – 05.01.2021)

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2 BNEF: Preço das baterias de VEs caiu 87% na última década

O estudo feito pela Bloomberg New Energy Finance apontou que de 2010 para 2019, o preço da bateria de carros elétricos caiu para quase 1/10 do valor original e chegou ao custo médio de US$ 156 / kWh (cerca de R$ 808 / kWh). O custo mais baixo dos componentes, bem como a utilização de novos produtos químicos e novas técnicas de fabricação serão responsáveis por baratear o segmento de elétricos. Além disso, o estudo prevê que em 2025 os veículos elétricos terão preços equivalentes ao de modelos a combustão; sem precisar de subsídios governamentais. Entretanto, a quantidade oferecida variará bastante conforme a região do globo. (O Estado de São Paulo – 29.12.2020)

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3 Benefícios da bateria sólida para VEs

A Toyota pretende lançar seu VE com o componente de bateria sólida a partir do ano que vem. Uma das vantagens da nova tecnologia é a recarga completa em apenas 10 minutos. É fato que, até hoje, uma das grandes limitações do público em adquirir VE paira sobre a autonomia. Muitos consumidores temem em ficar na mão em plena rua. A ideia da bateria sólida é, justamente, reverter esse quadro, garantindo eficiência extra. Nas baterias de estado sólido, o fornecimento de energia se dá pela estabilização de eletrólitos sólidos em metal de lítio. Dentre as vantagens em relação aos íons de lítio, a novata tem maior densidade energética, que serve para acumular mais energia dentro de um menor espaço. Além disso, são mais leves e, inclusive, conseguem prover grandes quantidades de corrente por períodos maiores, sem superaquecimento. Outro problema que a bateria sólida promete sanar é a possibilidade de incêndio. (O Estado de São Paulo – 18.12.2020)

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4 Empresas de tecnologia podem terceirizar produção de VEs

Uma tendência atual na indústria automobilística é que novos participantes entreguem o trabalho complicado e de capital intensivo de engenharia e construção de veículos a um fabricante contratado. Se a Apple está de fato considerando seriamente lançar seu próprio veículo, como sugerem as reportagens da imprensa, então quase certamente decidirá terceirizar, como faz com o iPhone. A Apple projeta o telefone e seu sistema operacional, mas emprega a Foxconn para montar os componentes de um aparelho. Há pelo menos um grande fabricante contratado pronto para tirar vantagem dessas mudanças na indústria sísmica: a canadense Magna International. A Magna é um dos maiores fornecedores do mundo, tendo gerado quase $ 40 bilhões de receita em 2019 com produtos como transmissões, câmeras de veículos, espelhos e assentos. (Automotive News Europe – 05.01.2021)

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5 Corredor verde: softwares para facilitar utilização

O projeto de P&D do primeiro corredor de mobilidade elétrica do Nordeste, desenvolvido pela Neoenergia (e que tem o GESEL como um de seus executores), abrange também a criação de softwares que irão colaborar para a gestão e uso do Corredor Verde. Os motoristas poderão acessar um aplicativo no qual apresentará informações sobre reserva de veículos, localização das estações e pagamento. O sistema para gestão dos eletropostos contará com dados das estações de recarga e definição de tarifas dinâmicas. Além disso, a empresa está em andamento com um laboratório de experimentação criado para analisar cenários de eventuais tarifações que venham a ser cobradas dos usuários dos veículos em uma possível abertura dos eletropostos para o público em geral. (Agência CanalEnergia e GESEL – 21.12.2020)

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6 EDP Smart lança aplicativo para localização de eletropostos

A EDP Smart acaba de lançar no mercado brasileiro o aplicativo EDP EV. Charge Br com a missão de simplificar a experiência do proprietário de veículo elétrico. O app facilita o planejamento das recargas, permitindo a visualização da rede de eletropostos públicos da EDP, acompanhamento do histórico de recargas e a realização do desbloqueio dos equipamentos para uso a partir do celular. O app ainda disponibiliza, em tempo real, informações sobre o status dos eletropostos (se há veículos carregando, ou se o equipamento conta com eventual problema ou limitação); mapa das estações de recarga (com localização e horário de funcionamento); notificações sobre o andamento do abastecimento; monitoramento do histórico de recargas e suporte em caso de dúvidas. Além disso, é possível solicitar o EDP EV.Card, cartão que também pode ser utilizado para iniciar as recargas nos eletropostos em modo offline, para os casos onde o usuário não esteja com o celular disponível. O cartão é enviado gratuitamente para o endereço selecionado pelo cliente. (Agência CanalEnergia – 23.12.2020)

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7 LG e Magna: joint venture para componentes de VEs

A LG Electronics e a fornecedora automotiva Magna International estão lançando uma joint venture que fará componentes essenciais para carros elétricos, anunciaram as empresas nesta quarta-feira. A joint venture, provisoriamente chamada de LG Magna e-Powertrain e avaliada em 1 bilhão de dólares, vai fabricar e-motores, inversores e carregadores de bordo, segundo a LG. O negócio expande a onda de consolidação entre fornecedores com objetivo de capturar um mercado crescente para veículos elétricos, sistemas de e-eixo, que combinam motores elétricos, controles de energia e engrenagens de transmissão unificadas. (O Estado de São Paulo – 23.12.2020)

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Indústria Automobilística

1 GESEL: projeto inaugura primeiro corredor verde do Nordeste

A primeira fase do primeiro corredor de mobilidade elétrica do Nordeste, desenvolvido pela Neoenergia, foi iniciada neste mês e compreende a avaliação de desempenho dos VEs em rotas urbanas com propostas de abertura dos eletropostos ao público. Experimentalmente, existem 6 VEs percorrendo diversos trechos de Salvador. Os demais eletropostos serão entregues gradualmente até o final do primeiro semestre de 2021. Após concluído, o Corredor Verde deve abranger 6 dos 9 estados do Nordeste, passando por 70 municípios. Ao total, o Corredor Verde contará com 18 pontos de recarga. Desse número, 12 estarão ao longo das vias que conectam as 6 capitais no formato SuperChargers, o que permite uma carga rápida e 2 veículos sendo carregados ao mesmo tempo. Os demais eletropostos serão do tipo Wallbox, que possuem carga média e serão instalados em áreas urbanas e shoppings, com capacidade para um veículo por vez. O projeto será financiado por meio do programa de P&D da Aneel e tem o GESEL como um de seus executores. (Agência CanalEnergia e GESEL – 21.12.2020)

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2 BNEF: Frota de VEs chegará à 116 mi em 2030

O estudo feito pela Bloomberg New Energy Finance apontou uma previsão positiva para os carros “verdes”. Estima-se que em 2030, a frota de elétricos chegará a 116 milhões. Este número, contudo, representará 8% de toda a frota global. Para 2040, o estudo mostra que a participação deve crescer para 31%. Em 2040, a cada 100 carros que saírem das concessionárias, 58 serão elétricos. Hoje a cada 100, cerca de 3 modelos tem propulsão elétrica. Embora os esforços para investir em modelos menos poluentes aumente, a emissão de CO2 se intensificará até 2033. A pesquisa alerta que será necessário esforços governamentais para frear os impactos das mudanças climáticas. Surpreendentemente, o relatório afirma que em 2040 os veículos elétricos aumentarão em apenas 6% a demanda energética mundial. Como a Bloomberg aponta, a busca por carros elétricos será bastante desigual, dependendo da região. (O Estado de São Paulo – 29.12.2020)

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3 VEs já começam a ser realidade no Brasil

Mesmo no Brasil, apesar de não haver política de incentivos como na Europa, nos EUA, no Japão e na China, os VEs começaram a virar realidade, principalmente entre os veículos de serviço, já que seu custo operacional é cerca de 65% menor. A venda total de modelos eletrificados (inclui os híbridos) deve fechar o ano em 19.000 unidades. É muito pouco comparado ao tamanho do mercado brasileiro, mas é 60% maior do que em 2019 e 378% acima de 2018. Entre os automóveis, Mercedes, Porsche e Audi lançaram veículos 100% elétricos. Entre os comerciais, a Volkswagen fechou em outubro a venda do primeiro lote de 100 caminhões elétricos e-Delivery para a Ambev. E isso é só o começo. (Automotive Business – 05.01.2021)

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4 Noruega: participação de mais de 50% de VEs vendidos

A Noruega se tornou em 2020 o primeiro país do mundo em que os VEs representaram mais de 50% dos novos emplacamentos em 12 meses, de acordo com dados publicados nesta terça-feira (5). O Conselho de Informação do Tráfico Rodoviário (OFV) informou que os VEs tiveram uma cota de mercado de 54,3% no ano passado, contra 42,4% em 2019. As vendas de VEs de dezembro estabeleceram um novo recorde mensal, a 66,7%, estimuladas pelo lançamento de novos modelos, segundo o OFV. A Noruega é um país pioneiro na mobilidade elétrica graças a uma política fiscal vantajosa. O país nórdico, onde a energia elétrica é quase totalmente hidrelétrica, tem o objetivo de que todos os carros tenham “zero emissões” até 2025. (O Globo – 05.01.2021)

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5 China: recorde de vendas VEs

Depois de balançar por alguns meses por conta da crise global, a China está de volta ao jogo com um novo recorde de vendas mensais de carros eletrificados. De acordo com o EV Sales Blog, em novembro as vendas ultrapassaram 198.000 unidades, a uma taxa de crescimento massivo de 138% na comparação ano a ano e a alta participação de mercado de 8,6% (7,2% dos 100% elétricos). O mercado geral de automóveis cresceu 12% na comparação anual. As vendas de carros totalmente elétricos, que representam quatro quintos do total de plug-ins, aumentaram 134% na comparação ano a ano, enquanto os híbridos plug-in aumentaram ainda mais – 164% no mesmo período. Com um mês pela frente até encerrar o ano, a China já ultrapassa 1 milhão de vendas de carros plug-in (mais de 1.043.000) e a participação média de mercado é de 5,9% (4,7% dos 100% elétricos). (Inside EVs – 30.12.2020)

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6 China: líder no mercado de VEs

A novata NIO, que viu suas ações saltarem na bolsa norte-americana, dobrou as vendas em dezembro e chegou a emplacar mais de 43 mil unidades em 2020. Outras startups e montadoras de VEs, como a Li One e a Xpeng também relatam um salto na procura por seus veículos neste último ano. Com massivos investimentos do governo, a China se consolida hoje como líder no mercado de VEs. O País vê esse segmento como coringa para reaquecer a economia pós-pandemia. O mercado chinês fechou o último ano com mais de 1,3 milhão de carros vendidos. A previsão para 2021 é de que este número seja de 1,8 milhão. (O Estado de São Paulo – 04.01.2021)

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7 Reino Unido: VEs têm melhor ano de vendas em 2020

Os registros de veículos no Reino Unido caíram 11% para 132.682 veículos em dezembro. Ao mesmo tempo, as vendas de carros movidos a bateria aumentaram 343%, para 21.914 unidades, ajudando o Tesla Model 3 a se tornar o carro mais vendido do Reino Unido no mês. O órgão da indústria de comércio SMMT disse que 2020 foi o melhor ano até agora para vendas de carros totalmente elétricos e híbridos plug-in. Eles tiveram uma participação de mercado combinada de 10,7%. A demanda por VEs a bateria cresceu 186%, para 108.205 unidades, enquanto os registros de híbridos plug-in aumentaram 91%, para 66.877. (Automotive News Europe – 06.01.2021)

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8 Itália: venda de VEs aumenta em nível recorde

As vendas de carros novos na Itália caíram 15% em dezembro. Enquanto isso, as vendas de VEs, que ainda eram elegíveis para incentivos em dezembro, aumentaram para níveis recordes durante o mês. Os registros de veículos totalmente elétricos aumentaram 754% para uma participação de mercado de 6%. O recém-lançado Fiat New 500 foi o veículo mais popular com 1.549 unidades vendidas, seguido pelo Renault Zoe com 1.153. Os registros de plug-ins híbridos aumentaram 809% para alcançar uma participação de 5,3%. Os veículos híbridos e leves aumentaram 181 por cento para uma participação de 21,4%. As vendas de carros a gasolina caíram 42% em dezembro para uma participação de mercado de 33%, enquanto a demanda de diesel diminuiu 37% para uma participação de 25,8%. (Automotive News Europe – 06.01.2021)

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9 Espanha: VEs plug-in atingem participação de 10%

As novas metas de emissões da UE para 2020-21 continuaram a impulsionar as vendas VEs. As vendas de VEs 100% elétricos a bateria e híbridos plug-in saltaram 503% em dezembro, para 10.818 unidades, e uma participação de mercado recorde de 10%. As vendas foram impulsionadas por incentivos do governo de até 5.500 euros. As vendas de veículos híbridos mais do que dobraram para uma participação de mercado de 21,4%. Enquanto isso, as vendas de carros movidos a gasolina caíram 29% para uma participação de mercado de 41%, 18 pontos percentuais abaixo de dezembro de 2019. Os registros de veículos movidos a diesel caíram 10% para uma participação de 26,1%, três pontos percentuais abaixo de dezembro de 2019. (Automotive News Europe – 06.01.2021)

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10 Montadoras aumentam investimentos em VEs

Segundo a publicação especializada Automotive News, a Volkswagen vai investir US$ 41,5 bilhões até 2025 apenas em VEs 100% elétricos, a Ford gastará US$ 11,5 bilhões em VEs até 2022, a GM aumentou seus gastos em 35% chegando a US$ 27 bilhões até 2025 e o grupo Hyundai/Kia destinará US$ 43 bilhões até 2025. A Volvo já avisou que só vai comercializar VEs (incluindo no Brasil) em 2021 e que 50% das suas vendas em 2025 serão de 100% elétricos, atingindo 100% em 2030. Enquanto isso, os novos projetos de motor a combustão vão perdendo recursos ou sendo cancelados. (Automotive Business – 05.01.2021)

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11 Audi e-tron: eleito o melhor VE do Brasil

Um dos grandes destaques da premiação Mobilidade Estadão 2020 foi o Audi e-tron, vencendo a categoria Veículo Elétrico. Lançado no Brasil em abril de 2020, o e-tron é um modelo de importância estratégica para os planos da Audi. Ele pode ser recarregado por meio de uma tomada externa e o tempo da recarga vai depender da potência elétrica disponível (o veículo aceita, inclusive, tomadas domésticas de 110 V). No caso de estações de carregamento ultrarrápido, com 150kW, por exemplo, é possível recarregar até 80% das baterias em 30 minutos. O SUV elétrico da Audi pode estender sua autonomia de duas formas: por meio das desacelerações, quando os motores atuam como geradores para enviar eletricidade às baterias, ou pelo uso dos freios, quando o sistema eletro-hidráulico transforma a energia gerada nas frenagens em eletricidade. O e-tron conta ainda com um sistema totalmente novo, por meio do qual é possível selecionar o grau de recuperação de energia, usando as borboletas junto ao volante. (O Estado de São Paulo – 23.12.2020)

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12 Audi e-tron: VE mais vendido no Brasil em 2020

Lançado por aqui em abril do ano passado, o Audi e-tron foi o VE mais vendido do Brasil em 2020, desbancando o Chevrolet Bolt, líder de vendas no primeiro semestre. Ao todo foram 183 unidades comercializadas do primeiro VE da marca alemã a chegar ao mercado. A versão SUV, que foi lançada primeiro, teve 133 emplacamentos durante o ano passado, enquanto a carroceria Sportback, que chegou somente em setembro, teve 50 unidades comercializadas. Pelo ciclo WLTP, o SUV possui autonomia de até 436 km e o Sportback de até 446 km. (Inside EVs – 06.01.2021)

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13 Brasil: Audi investe em infraestrutura de recarga no país

A Audi anunciou em fevereiro um investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura de recarga de VEs, que contempla a instalação de 200 pontos até 2022. O objetivo é instalar os pontos de recarga em shoppings, academias, hotéis, clubes e restaurantes. Até o momento, mais de 50 pontos já foram instalados nas principais capitais do Brasil. Além da infraestrutura oferecida pela Audi, a marca também se aliou à EDP, Porsche e Volkswagen para instalar 30 estações de recarga ultra rápida localizadas em estradas e rodovias pelo território brasileiro. Nas estações de 150 kW o Audi e-tron carrega até 80% da bateria em apenas 30 minutos. (Inside EVs – 06.01.2021)

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14 Neoenergia investe na mobilidade elétrica

Além de inaugurar o primeiro corredor verde do Norte e Nordeste, em março de 2020, a Neoenergia passou a contar com a sua própria frota de VEs para uso em atividades administrativas. Com isso, começou a disponibilizar carregadores elétricos em todas as bases regionais e administrativas da empresa, distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Os projetos de mobilidade elétrica desenvolvidos pela companhia abarcam ainda o investimento em um caminhão inteiramente elétrico para uso em serviços de manutenção da rede de distribuição, além da ampliação do sistema de eletropostos atendidos com energia solar, atualmente existente em Fernando de Noronha, de forma a garantir a fonte renovável de energia para recarga dos carros, e a qualificação da mão de obra local para manutenção dos VEs. (Agência CanalEnergia – 21.12.2020)

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15 O impacto dos VEs nos empregos da indústria automotiva

Um estudo encomendado pela Volkswagen junto com o Instituto Fraunhofer identificou que as fabricantes e o setor serão beneficiados com a transição para VEs. De acordo com a análise, serão criadas novas competências e empregos, ligados a serviços digitais, novas tecnologias e ao desenvolvimento de baterias e motores. Por outro lado, o setor produtor de componentes deverá ser afetado na transição, dado que VEs usam menos peças. (Motor 24 – 06.01.2021)

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16 Índia: montadoras esperam grande crescimento no mercado de VEs em 2-3 anos

Os VEs representam atualmente menos de 1% do mercado de automóveis na Índia. Mesmo assim, empresas do setor estão esperando um grande crescimento nessa demanda nos próximos 2 a 3 anos. Várias empresas indianas já atingiram níveis de venda de VEs pré-covid e planejam crescimento e lançamentos de novos modelos para os próximos períodos. Apesar de o governo promover a adaptação a modelos de veículos de menor impacto ambiental, a indústria indiana do setor ainda não chegou nos patamares desejados. Alguns experts atribuem isto a fatores como a falta de infraestrutura de recarga, preços altos das baterias e políticas que podem estar atrasando o crescimento deste segmento. Atualmente, a Índia vende cerca de 10.000-12.000 VEs por mês, contra 130 mil unidades da China por mês. Executivos do setor diz que o país precisa de mais conscientização, incentivos mais diretos e milhares de estações de recarga a cada ano. (New Indian Express – 22.11.2020)

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17 Índia: Tesla vai iniciar a venda de VEs no país em 2021

Está confirmado que a Tesla irá iniciar as operações na Índia em 2021, de acordo com o ministro dos transportes do país, Nitin Gadkari, que confirma os relatórios anteriores sobre a estreia da marca norte-americana. De acordo com a agência Reuters, a empresa norte-americana vai começar com as vendas, mas futuramente a montagem/produção local de automóveis também poderá fazer parte do negócio. Somente o tempo irá mostrar o tamanho da demanda pelos carros da Tesla no país, que até o momento é considerado um mercado relativamente pequeno para veículos elétricos, considerando o tamanho da população e de seu mercado automotivo como um todo. (Inside EVs – 02.01.2021)

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18 Hyundai: meta de se tornar potência global de VEs

Em uma mensagem de ano novo, o presidente da Hyundai Motor Group, Euisun Chung, delineou a direção estratégica da empresa e os compromissos para o ano de 2021 e além. Chung apresentou uma visão para transformar o Grupo em um novo motor de crescimento, expandindo a participação de mercado no mercado ecologicamente correto, garantindo futuras capacidades tecnológicas. Este ano, o Hyundai Motor Group concentrará esforços para se tornar uma potência global de VEs, com o lançamento de novos veículos baseados na plataforma de VEs lançada recentemente, a E-GMP (Plataforma Modular Elétrica Global). (Green Car Congress – 05.01.2021)

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19 Tesla entrega 499 mil veículos em 2020

A Tesla divulgou neste sábado os números referentes às entregas de unidades no quarto trimestre. A companhia afirmou ter vendido 180,570 mil veículos entre outubro e dezembro de 2020, um recorde trimestral e cerca de 60% acima do resultado do mesmo período de 2019. No ano inteiro a Tesla registrou vendas de 499 mil VEs. A quantidade é muito próxima das projeções da empresa de entregas de 500 mil unidades. Os resultados da Tesla no ano passado representam um crescimento de 36%, comparado a um ano antes, isso apesar da pandemia, dos “lockdowns” e das paralisações de produção. O pesquisador da New Street – empresa de pesquisa independente -, Pierre Ferragu, focou sua análise na produção, que subiu 71% ano contra ano no quarto trimestre. Segundo o especialista, os números são uma boa notícia para 2021. Ferragu acredita que a Tesla possa atingir vendas de 870 mil unidades neste ano. (O Globo – 02.01.2021)

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Meio Ambiente

1 Híbridos plug-in poluem até 400% mais do que o anunciado

Em 23 de novembro, a Federação Europeia de Transportes e Meio Ambiente (T&E) alertou que a maioria dos híbridos plug-in eram VEs falsos, nas palavras de Julia Poliscanova, diretora sênior de veículos limpos da T&E, “construídos para testes de laboratório e incentivos fiscais, não para dirigir de verdade”. Tempo depois, a revista alemã Autobild realizou um teste com três híbridos plug-in: VW Touareg, Porsche Cayenne e Ford Explorer, e mostrou um desvio entre 359% e 407% em relação às emissões informadas pelas fabricantes. Para todos os três híbridos plug-in testados, os impostos por ano são de apenas 60 euros (R$ 391,00). Este é o principal ponto sobre o qual a T&E alertou. Segundo a ONG, os incentivos do governo só devem ser dados para veículos realmente limpos. Os PHEVs poderiam ser limpos se oferecessem autonomia mais ampla, capacidade de carregamento rápido e motores menores, usados principalmente para recarregar a bateria em vez de impulsionar os veículos. (Inside EVs – 07.01.2021)

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2 VEs impulsionam demanda por energia solar

A produção de VEs no mundo impulsiona o mercado de energia solar, conectado ao desenvolvimento do setor de mobilidade, sobretudo pela gama de carregador e gerador solar fotovoltaico para os novos carros. Miguel Setas, CEO da EDP Brasil destaca que como o Brasil é muito grande, somente a fatia de 5% do mercado já representa 2 milhões de carros e cerca de 400 mil pontos de carregamento, incluindo postos de abastecimento e, principalmente, sistemas de carregamento residenciais integrados a baterias ou geradores de energia solar. A Tesla já comercializa no mercado americano esse tipo de bateria integrada a energia solar. Apesar de um automóvel elétrico fazer a conta de luz disparar, o gasto com o abastecimento do carro é 25% inferior ao de um veículo a combustão. (Portal Solar – 04.01.2021)

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3 NY: frota de taxi reduziria 73% das emissões de GEE

Usando dados de viagens de táxi da cidade de Nova York, foi desenvolvido um modelo baseado em agente para estudar uma frota de VEs automatizados compartilhados (SAEVs) operando na Ilha de Manhattan. Estimou-se que tal frota de SAEVs extraindo energia da rede elétrica atual de Nova York reduziria as emissões de GEE em 73% e o consumo de energia em 58% em comparação com uma frota automatizada de ICEVs. (Research Gate – Março de 2018)

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4 BRF: frota de VE pode evitar emissão de 8300 kg de CO2 por ano

A BRF, multinacional brasileira do ramo alimentício, informou que até o fim de 2020 deve colocar em operação cerca de 30 VEs para seu time de vendas na cidade de SP. A companhia iniciou em 2019 os estudos para avaliar os benefícios ambientais ao incorporar carros elétricos em sua frota. A BRF afirma em nota que, no início de 2020, o veículo utilizado no projeto piloto realizou um percurso de aproximadamente 2.500 km com redução de 95% na emissão de GEEs. Ao longo de um ano, a queda pode chegar a 8300 kg de CO2, se comparado com um carro a combustão. (O Globo – 28.12.2020)

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5 Europa: queda nas emissões de CO2 dos automóveis

As vendas crescentes de VEs em toda a Europa resultaram em uma queda significativa nas emissões de CO2 dos carros novos. Essa redução significa que alguns OEMs já alcançaram suas metas de CO2 para 2020, enquanto muitos outros estão quase atingindo as suas. Dos níveis de mais de 122g/km em 2019, as emissões de CO2 de carros novos do primeiro semestre de 2020 caíram para 111 g/km, a maior queda desde que os padrões entraram em vigor em 2008. Em 1º de julho, o Grupo PSA, Volvo, FCA, Tesla e o BMW Group já estavam em conformidade com as normas, enquanto a Renault, Nissan, Toyota-Mazda e a Ford tinham uma lacuna de apenas 2 gCO2/km restante, ou uma lacuna de apenas 1% -2%. Aqueles que alcançaram menos melhorias foram a Daimler e Jaguar-Land Rover, com uma lacuna de 9 g/km (9%) e 13 g/km (10%), respectivamente. O Grupo Volkswagen ficou no meio com 5 g/km (ou 5% de lacuna), junto com Hyundai-Kia com 7 g/km (8%) e 3 g/km de lacunas, respectivamente (3%). (Transport & Environment – Outubro de 2020)

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Outros Artigos e Estudos

1 VEs irão demandar investimento em infraestrutura no SEB

No Brasil, em 2030, segundo a Boston Consulting Group (BCG), os VEs vão representar 5% da frota brasileira, com vendas de 180 mil unidades ao ano. Nuno Pinto, chefe de Negócios B2C e Mobilidade Elétrica da EDP Smart, aponta que, com a criação de um potencial de consumo adicional de 11TWh de eletricidade, a mobilidade elétrica demandará um investimento em infraestrutura de R$ 33 bilhões até 2030 para o setor elétrico brasileiro. Para ele é possível equipar uma residência com um powerwall e entrar para o smart grid – ora consumidor, ora fornecedor de energia para a cidade. (Portal Solar – 04.01.2021)

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2 Japão: rede elétrica pode não acompanhar mudança para VEs

O Japão planeja interromper a venda de novos carros movidos a gasolina na década de 2030, resistindo aos alertas do presidente da Toyota de que uma rápida mudança para VEs poderia paralisar a indústria automobilística. No início deste mês, o presidente da fabricante, Akio Toyoda, disse que se o Japão banisse os carros movidos a gasolina e passasse para os elétricos muito apressadamente, o atual modelo de negócios da indústria automobilística entraria em colapso. Toyoda disse que a rede elétrica não poderia atender à demanda extra do verão e observou que a maior parte da eletricidade do Japão é gerada pela queima de combustíveis fósseis. A Toyota e a Honda ainda não lançaram planos específicos para VEs de massa nos EUA e no Japão, ficando atrás de empresas como a Volkswagen, que planeja investir cerca de US$ 86 bilhões no desenvolvimento de VEs e outras novas tecnologias nos próximos cinco anos. (Valor Econômico – 25.12.2020)

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3 9 em cada 10 donos de VE não voltariam ao carro ICE

Um estudo com mais de 2.200 pessoas feito pelo serviço de mapas de pontos de recarga Zap-Map, no Reino Unido, mostrou que 91% dos donos de carros movidos a eletricidade rejeitaram a ideia de voltar aos modelos com motor a combustão. Dos entrevistados, 91% disseram estar satisfeitos com os elétricos que possuem. O índice cai para 72% no caso dos proprietários de veículos a gasolina e diesel. Modelos híbridos plug-in alcançaram 84% de satisfação. De acordo com o estudo, quando questionadas sobre seus veículos, 100% garantiu que não trocaria seu BMW 330e (Série 3 híbrido plug-in). O único modelo com resultado equivalente foi o Kia Niro híbrido plug-in. Da mesma Kia, contudo, o e-Niro (motorização elétrica) registrou índice na casa dos 96%. Os dados apontam que o único elétrico com 100% de pontuação, em síntese, foi o Volkswagen iD.3. Apenas 1% dos entrevistados afirmou sentir falta de carros a combustão/híbridos. Outros 8% disseram que não tinham certeza. (O Estado de São Paulo – 06.01.2021)

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4 NY: frota de taxis elétricos teria custo menor que de modelos ICE

Usando dados de viagens de táxi da cidade de Nova York, foi desenvolvido um modelo baseado em agente para prever o alcance da bateria e os requisitos de infraestrutura de carga de uma frota de VEs automatizados compartilhados (SAEVs) operando na Ilha de Manhattan. Estimou-se que os custos seriam mais baixos com uma faixa de bateria de 50-90 milhas, com 66 carregadores por milha quadrada, avaliados em 11 kW ou 44 carregadores por milha quadrada, avaliados em 22 kW. Foi estimado ainda que o custo do serviço prestado por tal frota de SAEVs seria de $ 0,29- $ 0,61 por milha, uma ordem de magnitude menor que o custo do serviço dos táxis atuais de Manhattan e $ 0,05- $ 0,08/mi menor do que uma frota automatizada composta por qualquer veículo híbrido ou com motor de combustão interna (ICEV) atualmente disponível. (Research Gate – Março de 2018)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisadores: Lara Moscon, Luiza Masseno, Pedro Barbosa e Victor Pinheiro
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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