IFE.H2 14

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 14 – publicado em 17 de dezembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 14 – 17 de dezembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas
1
A UE aposta no hidrogênio azul “para resolver o problema do ovo e da galinha”
2 DOE anuncia $33 milhões para financiar pesquisas de hidrogênio
3 Índia revela seu roadmap de hidrogênio verde

Mercado
1 Hidrogênio para aço verde feito em Duisburg
2 Aliança de empresas visa reduzir pela metade custos do hidrogênio verde
3 Grupos de energias renováveis pedem que UE apoie hidrogênio verde
4 O Porto do Açu agora está de olho na geração de energia renovável com foco na solar e hidrogênio
5 Noruega junta-se à iniciativa europeia IPCEI para hidrogênio
6 Espanha: Centro Nacional de Hidrogênio e Tecnalia se unem para promover hidrogênio
7 Bosch planeja construir usinas de energia baseada em células a combustível.
8 EUA saúda o reconhecimento do hidrogênio no relatório do CCC
9 O gás ganha reconhecimento como “tecnologia de transição” para a neutralidade climática

10 Orsted se junta à Força-Tarefa de Hidrogênio do Reino Unido
11 Projeto piloto H2 orange

12 Iniciativa global de hidrogênio formada para impulsionar a expansão da indústria
13 BioSolar lança empreendimento de tecnologia de hidrogênio verde
14 Porto de Southampton pode se tornar um super hub de hidrogênio

Tecnologia e Inovação
1 EUA está construindo minas de sal para armazenar hidrogênio
2 Equinor entra em projeto de eólicas offshore para hidrogênio verde
3 Projeto marco pode produzir um milhão de toneladas de hidrogênio verde por ano até 2035
4 Hydro-Québec vai produzir hidrogênio verde
5 Enel e NextChem assinam MoU para nova planta de hidrogênio verde nos EUA
6 Vestas apoia planta pioneira de amônia verde

7 Siemens Gamesa testa método de produção de hidrogênio
8 Novas nanofolhas Holey para melhorar a segurança do gás hidrogênio

Mobilidade
1 Comissão de Energia da Califórnia aprova plano de investimento de até US$ 115 milhões
2 Linde e Daimler colaboram na tecnologia de reabastecimento de hidrogênio
3 British Airways vai explorar hidrogênio como parte da nova parceria com ZeroAvia
4 Stuttgart inaugura o voo da primeira aeronave de quatro lugares movida a hidrogênio

Eventos
1 Webinar da ABH2 – Energia do Hidrogênio no Brasil

Artigos e Estudos
1 S&P Global: Enfrentando um futuro incerto, as operadoras de gás buscam a linha de vida do hidrogênio
2 S&P Global: Financiamento de hidrogênio com vencimento de day trading a M&A
3 S&P Global: ‘Esta é a decolagem’ do hidrogênio verde, diz o engenheiro britânico veterano



 

 

Políticas Públicas

1 A UE aposta no hidrogênio azul “para resolver o problema do ovo e da galinha”

Apesar da Comissão Europeia ter como objetivo, a longo prazo, apoiar o hidrogênio verde, produzido 100% a partir de fontes renováveis, também contará com o hidrogênio de origem fóssil, como um trampolim para fazer o mercado crescer na sua fase inicial. O futuro financiamento da UE para a infraestrutura de gás – incluindo armazenamento de hidrogênio e gasodutos – será esclarecido em um regulamento da UE para Redes Transeuropeias de Energia (TEN-E), uma política centrada na ligação das infraestruturas energéticas dos países da EU, que deverá ser publicado em 15 de dezembro. “Na verdade, precisamos do hidrogênio azul para resolver o problema do ovo e da galinha”, disse Diederik Samsom, chefe de gabinete do vice-presidente da Comissão Europeia. (Euractiv – 09.12.2020)

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2 DOE anuncia $33 milhões para financiar pesquisas de hidrogênio

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciou US $ 33 milhões em financiamento para apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento inovadores (P&D) de hidrogênio e células a combustível, desenvolvimento e validação de cadeia de suprimentos de infraestrutura e atividades de análise de custos. Este anúncio de oportunidade de financiamento (FOA) baseia-se nos esforços existentes financiados pelo Escritório de Tecnologias de Hidrogênio e Células a Combustível do DOE. O objetivo é reduzir custos, melhorar o desempenho e fortalecer uma cadeia de suprimentos doméstica para tecnologias e aplicações de hidrogênio e células a combustível. (Office of Energy Efficiency & Renewable Energy – 10.12.2020)

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3 Índia revela seu roadmap de hidrogênio verde

O Green Hydrogen Roadmap da Índia, propondo uma meta de 4% de inserção do hidrogênio na matriz energética nacional até 2030 foi divulgado com o apoio do Instituto de Energia e Recursos. O roteiro propõe um conjunto de oito recomendações para ajudar a construir uma forte posição de manufatura para a Índia na emergente cadeia de abastecimento de hidrogênio. As outras recomendações estabelecidas no relatório incluem também: Política Nacional de Hidrogênio e Roteiro que devem ser preparados até 2021, criação do programa IndiaH2, uma Força-Tarefa e Grupos de Trabalho voltados para hidrogênio, para implementar o roteiro, fundo de investimento em hidrogênio verde de US $ 100 milhões a ser implantado até 2025, incentivos fiscais para projetos de H2 nacionais em grande escala e formação de consórcios industriais, entre outras. (H2 View – 11.12.2020)

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Mercado

1 Hidrogênio para aço verde feito em Duisburg

A STEAG, empresa de energia com sede em Essen, a produtora de aço thyssenkrupp Steel de Duisburg e a thyssenkrupp Uhde Chlorine Engineers, especializada em tecnologia de eletrólise, estão trabalhando em um estudo de viabilidade conjunto. O estudo trata da construção de uma planta de eletrólise de água na STEAG em Duisburg-Walsum pela thyssenkrupp Uhde Chlorine Engineers, a estruturação do fornecimento de energia, a operação da planta de eletrólise e o fornecimento de hidrogênio verde e oxigênio para a fabricação do aço da thyssenkrupp Steel, no bairro vizinho de Duisburg, em Bruckhausen. O estudo servirá de base para o desenvolvimento do projeto subsequente. Todas as partes envolvidas planejam participar como investidores e buscarão ativamente financiamento público e privado. Com uma demanda de 500 MW, a planta de eletrólise projetada poderá produzir até cerca de 75000 toneladas de hidrogênio verde por ano. (Fuel Cell Works – 06.12.2020)

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2 Aliança de empresas visa reduzir pela metade custos do hidrogênio verde

Sete empresas, incluindo a Orsted e a Iberdrola, lançaram uma parceria global que visa reduzir o custo do hidrogênio verde para menos de US $2/Kg e aumentar a implantação em 50 vezes até 2026. Os parceiros disseram que análises recentes sugerem que este preço representa um ponto de inflexão potencial que tornará o hidrogênio verde uma fonte de energia escolhida, como combustível, por vários setores como produção de aço e fertilizantes, geração de energia e transportes de longa distância. A nova iniciativa “Catapulta de Hidrogênio Verde” fará com que os líderes da indústria do hidrogênio verde tenham como meta a implantação de 25 gigawatts até 2026, a produção de hidrogênio baseada em energias renováveis e a redução pela metade do custo atual do hidrogênio, para menos de US $2/kg. (Renews – 08.12.2020)

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3 Grupos de energias renováveis pedem que UE apoie hidrogênio verde

WindEurope, SolarPower Europe e Renewable Hydrogen Coalition estão entre os signatários de uma carta aberta, pressionando o Conselho Europeu a priorizar as tecnologias de hidrogênio renovável. Alinhada a Estratégia de Hidrogênio da EU, proposta pela Comissão Europeia em 8 de julho, a carta afirma que uma “priorização clara” para soluções de hidrogênio renovável é essencial para fornecer “certeza de investimento” e desbloquear os investimentos significativos necessários até 2030. “Ao fazer as escolhas adequadas e colocar as energias renováveis no centro do futuro sistema energético, a Europa pode liderar a transição energética e tornar-se um líder global em hidrogénio renovável.” (Renews – 08.12.2020)

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4 O Porto do Açu agora está de olho na geração de energia renovável com foco na solar e hidrogênio

Como um dos hubs integrados mais importantes do mundo, o Porto do Açu agora deseja participar da transição para menores índices de carbono e aumentar seu portfólio de serviços com energia renovável. O avanço das fontes de energia renovável no Brasil, incluindo energia solar, eólica e hidrogênio, tem acirrado a disputa entre novatos e gigantes do setor de energia. Apesar da pandemia, que levou a uma queda no consumo de eletricidade neste ano, projetos solares, eólicos e de biomassa entraram de vez na agenda de investimentos das companhias, já de olho em um aumento futuro da demanda. O Porto do Açu não poderia ficar de fora e está iniciando o processo de licenciamento para construção de plantas de energia solar e hidrogênio. “Queremos incluir o Porto do Açu na evolução em energia renovável incluindo projetos de energia solar e hidrogênio”, destacou Costa Fraga, CEO do Porto do Açu. (Click Petróleo e Gás – 10.12.2020)

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5 Noruega junta-se à iniciativa europeia IPCEI para hidrogênio

A Noruega juntou-se à iniciativa europeia IPCEI (Projeto Importante para o Interesse Europeu Comum) para hidrogênio, enquanto o país toma medidas para atingir seus objetivos climáticos. A iniciativa apoiará o desenvolvimento e a introdução no mercado de tecnologias e soluções inovadoras de hidrogênio. Vários países europeus participarão juntamente com a Noruega, incluindo Alemanha e Dinamarca. A empresa estatal Enova administrará a participação da Noruega no IPCEI para hidrogênio. “O hidrogênio será importante para atingir nossos objetivos climáticos. A Noruega tem boas condições para desenvolver e usar a tecnologia, mas não temos que fazer tudo sozinhos”, disse o Ministro do Clima e Meio Ambiente, Sveinung Rotevatn. (H2 View – 09.12.2020)

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6 Espanha: Centro Nacional de Hidrogênio e Tecnalia se unem para promover hidrogênio

O hidrogênio limpo está emergindo como uma das áreas essenciais a serem abordadas no contexto da transição energética. O Centro Nacional de Hidrogênio (CNH2) e o centro de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da Tecnalia chegaram a um acordo para desenvolver novas tecnologias-chave ao longo da cadeia de valor do hidrogênio que promovam a geração de hidrogênio limpo, o início de uma nova infraestrutura para o seu transporte e a promoção de novos processos em que pode-se utilizá-lo. “Estamos diante de uma oportunidade magnífica de colaboração e agora é o momento ideal para unir forças e fazer acordos estratégicos que permitam agregar as capacidades de ambas as organizações”, disse o Diretor do CNH2, Emilio Nieto. (Fuel Cell Works – 09.12.2020)

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7 Bosch planeja construir usinas de energia baseada em células a combustível.

A Bosch deve iniciar a produção de energia baseada totalmente em células a combustível em 2024, com produção anual inicial de 200 MW, disse a fabricante alemã de eletrodomésticos, no dia 7 de dezembro. A decisão veio de uma parceria com a desenvolvedora de células a combustível de óxido sólido, a Ceres Power do Reino Unido, após uma fase de construção do protótipo. Uma capacidade de produção anual de 200 MW será “suficiente para abastecer cerca de 400.000 residências com eletricidade”, disse a Bosch. Os sistemas de geração de energia com célula a combustível estacionária podem funcionar a gás natural ou hidrogênio, proporcionando eficiência de 60%, no modo somente energia, eliminando amplamente as perdas da rede. (S&P Global Platts – 07.12.2020)

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8 EUA saúda o reconhecimento do hidrogênio no relatório do CCC

A Energy and Utilities Alliance (EUA) acolheu a recomendação do Comitê de Mudanças Climáticas (CCC) em seu 6º Orçamento de Carbono de autorizar caldeiras prontas para hidrogênio em 2025. A associação diz que esta recomendação reconhece o benefício a longo prazo do hidrogênio no aquecimento descarbonizante; no entanto, o CCC precisa acompanhar o ritmo de inovação e começar a ouvir a indústria e os consumidores.”A EUA tem defendido de forma consistente e repetida a rede de gás e o papel que ela pode desempenhar na descarbonização do calor, e por isso estamos muito satisfeitos que o 6º orçamento de carbono do CCC ecoa nossa mensagem”, disse Mike Foster, CEO da EUA”. (H2 View -09.12.2020)

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9 O gás ganha reconhecimento como “tecnologia de transição” para a neutralidade climática

Na sexta-feira, o Conselho Europeu, que reúne os 27 líderes nacionais da UE, adotou uma nova meta de redução de gases com efeito de estufa para 2030: -55% em relação aos níveis de 1990, ante a meta anterior de -40%. Em suas conclusões, os líderes reafirmaram que caberá a cada Estado membro “decidir sobre sua matriz energética e escolher as tecnologias mais adequadas para atingir coletivamente a meta climática de 2030, incluindo tecnologias de transição como o gás”. A menção explícita do gás é controversa. Os defensores do gás dizem que ele é ideal como combustível de transição para países que dependem do carvão, como Polônia e Alemanha, que fazem da descarbonização sua principal prioridade. Isso ocorre porque ele tem uma intensidade de emissões mais baixa do que outros combustíveis fósseis como o carvão: o gás produz em média metade das emissões de carvão quando queimado em usinas de energia. (Euractiv – 14.12.2020)

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10 Orsted se junta à Força-Tarefa de Hidrogênio do Reino Unido

O gigante energético dinamarquês Orsted juntou-se à Força-Tarefa de Hidrogênio do Reino Unido, que está trabalhando em estreita colaboração com as partes interessadas no governo para garantir que a próxima Estratégia de Hidrogênio do Reino Unido reflita a ambição da indústria no país. A Orsted está desenvolvendo vários esquemas de hidrogênio renovável em toda a Europa, incluindo o projeto Gigastack, que busca demonstrar como a energia eólica offshore pode apoiar a produção de hidrogênio de baixo custo e carbono zero no Reino Unido em escala industrial. A Força-Tarefa tem fornecido evidências ao governo sobre como o hidrogênio pode apoiar a recuperação econômica do Reino Unido pós-Covid-19. (Renews – 14.12.2020)

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11 Projeto piloto H2 orange

A Siemens Energy, a Duke Energy e a Clemson University se uniram para estudar o uso de hidrogênio para armazenamento de energia e como uma fonte de combustível de nenhum carbono para produzir energia na usina combinada de calor e energia da Duke Energy localizada na Clemson University na Carolina do Sul. O projeto piloto, chamado H2-Orange – um aceno para o gás hidrogênio e a colaboração com a Universidade Clemson – vai aumentar em março de 2021 e incluir estudos sobre a produção de hidrogênio, armazenamento e co-combustão com gás natural. (Green Car Congress – 13.12.2020)

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12 Iniciativa global de hidrogênio formada para impulsionar a expansão da indústria

O hidrogênio é um gás que traz perspectivas para diversas áreas, com seu uso cada vez mais amplo, sabe-se que é promissor até mesmo como uma alternativa de aquecimento de edifícios com baixo teor de carbono. Portanto, não há grandes produções em escalas para assim reduzir o custo do hidrogênio verde, pois essa seria a solução para um hidrogênio verde de baixo custo de acordo com a Hydrongen Council. Dessa maneira, grandes empresas, entre elas a gigante de energia espanhola Iberdrola e a multinacional dinamarquesa Ørsted formam parceria para acelerar a produção de hidrogênio renovável em grandes escalas, e dessa forma, é estabelecido como meta reduzir pela metade o custo atual do hidrogênio verde para menos de US $ 2 / kg até 2026. (Power Engineering International – 10.12.2020)

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13 BioSolar lança empreendimento de tecnologia de hidrogênio verde

O hidrogênio verde traz diversas vantagens, entre elas, uma mobilidade automotiva limpa e um sistema energético seguro e limpo. Portanto, o custo para a obtenção do hidrogênio por meio de energias renováveis ainda é muito caro. Desse modo, a empresa de tecnologias de armazenamento de energia BioSolar formou uma subsidiária integral, NewHydrogen, para desenvolver uma tecnologia de eletrolisador para assim reduzir o custo do hidrogênio verde. (H2 View – 14,12,2020)

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14 Porto de Southampton pode se tornar um super hub de hidrogênio

A Southampton está entre os dez maiores cluster industriais, mas, de forma não benéfica ao meio ambiente, cerca de 2,6 milhões de toneladas de CO2 são emitidas por eles. Dessa forma, planos são feitos para explorar o potencial da Southampton ser um super hub de hidrogênio e assim, descarbonizar em quase 100% por meio da tecnologia de captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS). “Estamos na vanguarda da exploração de hidrogênio e Southampton poderia facilmente se tornar uma referência mundial na descarbonização de áreas industriais inteiras” disse o Diretor de Futuros de Energia da SGN. (H2 View – 14.12.2020)

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Tecnologia e Inovação

1 EUA está construindo minas de sal para armazenar hidrogênio

Cerca de 130 milhas ao sul de Salt lake City, em Utah, engenheiros estão trabalhando em um buraco gigante no solo, um cilindro vertical de sal com mais de meia milha e uma milha de profundidade que servirá como um local para armazenar hidrogênio e, quando terminar, pode se tornar um dos maiores reservatórios de energia renovável do mundo. A instalação de armazenamento é parte do projeto chamado Advanced Clean Energy Storage (ACES) e visa ajudar a produzir 1000 MW de energia limpa, em parte colocando hidrogênio em cavernas subterrâneas de sal. Inicialmente, o projeto teria energia suficiente para abastecer 150000 residências por um ano e está previsto para entrar em operação em 2025. (Fuel Cell Works – 28.12.2020)

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2 Equinor entra em projeto de eólicas offshore para hidrogênio verde

A norueguesa Equinor anunciou ter entrado na última segunda-feira (07/12) na sociedade de um megaprojeto de geração de hidrogênio verde, a partir de parques eólicos offshore, que havia sido anunciado em fevereiro deste ano pela Shell e o governo da província de Groningen, na Holanda. Batizado de NorthH2, o projeto, de forma escalonada, envolve a implantação de parques eólicos offshore na costa de Groningen: 1 GW até 2027, 4 GW em 2030 e mais de 10 GW em 2040. A energia alimentará eletrolisadores para produção de hidrogênio: até 400 mil toneladas/ano em 2030 e 1 milhão de toneladas em 2040. A união das empresas permitirá a criação de uma infraestrutura completa para o hidrogênio verde, incluindo os parques eólicos offshore, eletrolisadores, armazenamento de gás e dutos para converter a energia eólica offshore em hidrogênio verde, armazená-la e transportá-la. (Brasil Energia – 08.12.2020)

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3 Projeto marco pode produzir um milhão de toneladas de hidrogênio verde por ano até 2035

Planos para criar 10 GW de capacidade eólica offshore no Mar do Norte alemão para a produção de hidrogênio verde foram revelados pela nova associação AquaVentus. O projeto do farol AquaVentus irá instalar turbinas eólicas no Mar do Norte entre Heligoland e o banco de areia Dogger Bank até 2035. A energia eólica daqui será usada para produzir até um milhão de toneladas de hidrogênio verde por ano, que será transportado para a terra por meio de um oleoduto. 27 empresas, instituições de pesquisa e organizações inovadoras, incluindo RWE, Shell, Siemens Gamesa e Vattenfall, formam a associação AquaVentus. (H2 View- 09.12.2020)

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4 Hydro-Québec vai produzir hidrogênio verde

A Hydro-Québec está anunciando a construção de uma instalação de eletrolisador com capacidade de cerca de 90 MW, tornando-se um dos eletrolisadores mais poderosos do mundo na produção de hidrogênio verde. A planta de eletrólise de água, a ser construída em Varennes, próxima a Montreal (Quebec, Canadá), exigirá um investimento de cerca de $200 milhões da Hydro-Québec, que será a única acionista. A planta irá gerar anualmente cerca de 11.100 toneladas métricas de hidrogênio e 88 mil toneladas métricas de oxigênio. O hidrogênio produzido será utilizado como agente de gaseificação na usina de biocombustível RCV, que será construída em um lote vizinho de custo estimado em mais de $680 milhões. (Paranoá Energia – 10.12.2020)

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5 Enel e NextChem assinam MoU para nova planta de hidrogênio verde nos EUA

A Enel Green Power North America, Inc. (EGPNA), e a Maire Tecnimont SpA, por meio de sua subsidiária dedicada à implantação de tecnologias para a transição de energia, NextChem, assinaram um Memorandum of Understanding (MoU) para apoiar a produção de hidrogênio verde via eletrólise nos Estados Unidos. A Enel, com um histórico de comercialização de projetos, extenso pipeline de desenvolvimento e grande pegada de operações renováveis nos Estados Unidos, irá alavancar a tecnologia de hidrogênio da NextChem e sua experiência em engenharia para expandir seus negócios de hidrogênio verde. O projeto, que deverá estar operacional em 2023, converterá a energia renovável de uma das usinas solares da EGPNA nos Estados Unidos em hidrogênio verde a ser fornecido a uma biorrefinaria. (Energy Global – 10.12.2020)

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6 Vestas apoia planta pioneira de amônia verde

A Vestas está apoiando o desenvolvimento do que poderia ser a primeira planta de amônia verde em escala comercial do mundo. O projeto de 10MW foi desenvolvido por Skovgaard Invest e Haldor Topsoe, líder global em catalisadores, tecnologia e serviços para as indústrias química e de refino. A planta estará localizada em Western Jutland, Dinamarca, e produzirá mais de 5000 toneladas de amônia verde a partir de energia renovável a cada ano. O eletrolisador que produzirá hidrogênio, que posteriormente será processado em amônia, será alimentado por 12MW das turbinas Vestas V80-2.0MW existentes e novos painéis solares de 50MW. A expectativa é que essa produção evite que 8200 toneladas de CO2 sejam lançadas na atmosfera todos os anos. (Renews – 09.12.2020)

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7 Siemens Gamesa testa método de produção de hidrogênio

De maneira inovadora, a empresa de engenharia eólica Siemens Gamesa testa o “modo ilha”, que consiste na instalação de uma turbina eólica de 3MW que estará conectada a um eletrolisador de 400kW sem ligação à rede elétrica. Esse processo irá produzir o hidrogênio verde na cidade ferroviária Brande, Dinamarca. Ademais, a partir da produção do hidrogênio, o mesmo será utilizado no setor da mobilidade. (Power Engineering International – 11.12.2020)

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8 Novas nanofolhas Holey para melhorar a segurança do gás hidrogênio

O hidrogênio, assim como todo gás, é altamente explosivo e depende de grandes tecnologias de segurança. Ademais, como o hidrogênio vem crescendo de forma exponencial recentemente, sua infraestrutura no que tange à segurança não é muito desenvolvida, o que faz com que haja necessidade de pesquisas intensas por parte dos cientistas para a produção de equipamentos para detectar vazamentos do gás hidrogênio. Dessa maneira, uma equipe de cientistas da Coreia desenvolvem sensores de hidrogênio com nanofolhas de óxido de zinco com buracos, chamadas de “nanofolhas Holey 2D”. (Fuel Cells Works – 11.12.2020)

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Mobilidade

1 Comissão de Energia da Califórnia aprova plano de investimento de até US$ 115 milhões

A Comissão de Energia da Califórnia (CEC) aprovou um plano hoje que vai investir até US $115 milhões para aumentar significativamente o número de postos de abastecimento no estado que oferecem suporte a veículos elétricos de célula de combustível de hidrogênio (FCEVs). O financiamento quase dobra os investimentos do estado até o momento e ajudará a Califórnia a quase atingir sua meta de implantar 200 postos públicos de abastecimento de hidrogênio.De acordo com o plano, até 111 novos postos de abastecimento de hidrogênio serão construídos no estado até 2027, incluindo muitos projetados para multiuso por veículos de passageiros, caminhões e ônibus. O financiamento total do projeto está sujeito à aprovação anual do orçamento do estado e das alocações do CEC. (Green Car Congress – 10.12.2020)

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2 Linde e Daimler colaboram na tecnologia de reabastecimento de hidrogênio

A Linde e a Daimler Truck revelaram hoje (10 de dezembro) um novo acordo para desenvolver em conjunto a próxima geração de tecnologia de reabastecimento de hidrogênio para veículos pesados movidos a células de combustível. Juntas, as duas empresas desenvolverão tecnologia de abastecimento baseada em hidrogênio líquido sub-resfriado, que permite maior capacidade a bordo, maior alcance, reabastecimento mais rápido e eficiência energética superior. Linde e Daimler esperam que o primeiro reabastecimento de um veículo protótipo em uma estação piloto ocorra na Alemanha em 2023. “Nós da Daimler Truck AG buscamos a visão de transporte neutro de CO2 do futuro”, disse Sven Ennerst, membro do Conselho de Administração da Daimler Truck for Development, Procurement and the China Region. “A célula de combustível à base de hidrogênio é uma tecnologia-chave de importância estratégica neste contexto. (H2 View – 10.12.2020)

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3 British Airways vai explorar hidrogênio como parte da nova parceria com ZeroAvia

A British Airways se associou à ZeroAvia, uma empresa que realizou o primeiro voo do mundo movido a célula de combustível de hidrogênio de uma aeronave comercial. O projeto entre elas tem como meta explorar como as aeronaves movidas a hidrogênio podem desempenhar um papel de liderança no futuro da aviação sustentável. A colaboração, que reflete a importância da sustentabilidade na British Airways, verá ZeroAvia embutido no coração da companhia aérea. (H2 View – 14. 12.2020)

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4 Stuttgart inaugura o voo da primeira aeronave de quatro lugares movida a hidrogênio

A primeira aeronave de quatro lugares movida a hidrogênio foi lançada no aeroporto de Stuttgart e é chamada de Hy4. A Hy4 contém um sistema com bateria e célula a combustível, sendo esse sistema híbrido mais que o suficiente para realizar voos por uma quantidade de tempo considerável, e da melhor maneira, sem causar nenhuma emissão de gases de efeito estufa para o planeta, sendo assim, o único subproduto presente é a água. Ademais, o motor elétrico da nova aeronave tem uma potência de 120 quilowatts e, portanto, permite uma velocidade máxima de 200 quilômetros por hora. (Fuel Cells Works – 12.12.2020)

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Eventos

1 Webinar da ABH2 – Energia do Hidrogênio no Brasil

No dia 17 de dezembro às 10:30h, a Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2) realiza um Webinar gratuito sobre Energia do Hidrogênio no Brasil, com o intuito de divulgar as ações e projetos de grandes instituições da área. O evento contará com apresentações de cada um dos convidados e, ao final, uma mesa redonda com perguntas do público. A presença do Ministério de Minas e Energia, Coppe/UFRJ, White Martins/Linde, Air Products e ThyssenKrupp South America estão confirmadas. O Webinar será transmitido através do YouTube no canal da ABH2. (Associação Brasileira de Hidrogênio – 11.12.2020)

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Artigos e Estudos

1 S&P Global: Enfrentando um futuro incerto, as operadoras de gás buscam a linha de vida do hidrogênio

Este é o terceiro artigo de uma série de cinco partes que explora a economia crescente do hidrogênio e sua ascensão ao topo da agenda de energia em 2020. Operadores de gasodutos europeus estão realizando testes para misturar hidrogênio em suas redes. Em todos os EUA, as concessionárias de gás estão se preparando para alimentar o combustível em seus sistemas de distribuição. E no Canadá, um novo eletrolisador logo encherá caminhões levando hidrogênio a postos de abastecimento a centenas de quilômetros de distância. A enxurrada de projetos ocorre à medida que os governos levam a sério a descarbonização de suas economias e os investidores ficam cada vez mais cautelosos com os ativos de gás natural encalhados. O hidrogênio está emergindo como uma alternativa promissora ao combustível fóssil, e os operadores de infraestrutura estão ansiosos para se posicionar para um papel na transição que pode dar uma segunda vida à sua vasta infraestrutura. (S&P Global Market Intelligence – 02.12.2020)

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2 S&P Global: Financiamento de hidrogênio com vencimento de day trading a M&A

Este é o quarto artigo de uma série de cinco partes que explora a economia crescente do hidrogênio e sua ascensão ao topo da agenda de energia em 2020. O preço das ações da Plug Power Inc., sediada em Nova York, fabricante de células a combustível de hidrogênio que negocia na Nasdaq, aumentou quase sete vezes desde o início do ano.A empresa faz parte de um pequeno grupo de ações de hidrogênio que disparou em valor em 2020, à medida que multidões de gestores de investimentos se aglomeram para apostar em empresas que produzem ou utilizam o combustível. As ações da Bloom Energy Corp., dos Estados Unidos, triplicaram nesse período, enquanto a norueguesa Nel ASA e a canadense Ballard Power Systems Inc. mais que dobraram. O presidente e CEO da Ballard, Randy MacEwen, está perfeitamente ciente do exagero atual em torno de sua empresa e de outras semelhantes. “Quer se trate de capital [de risco], patrimônio privado ou investidores institucionais, não tenho dúvidas: há uma tonelada de capital disponível agora para ser colocado para trabalhar no espaço do hidrogênio e das células de combustível em todos os três níveis”, disse o CEO em uma entrevista. Essa é uma notícia encorajadora: se o mundo vai capitalizar no potencial de descarbonização do hidrogênio, muito dinheiro será necessário – US $ 11 trilhões em investimentos até 2050, de acordo com a BloombergNEF. (S&P Global Market Intelligence – 03.12.2020)

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3 S&P Global: ‘Esta é a decolagem’ do hidrogênio verde, diz o engenheiro britânico veterano

Este é o quinto artigo de uma série de cinco partes que explora a economia do hidrogênio em expansão e sua ascensão ao topo da agenda de energia em 2020. Tendo testemunhado em primeira mão a vazante e o fluxo do mercado e a atenção dos investidores nas últimas três décadas, Graham Cooley continua a acreditar ardorosamente nas tecnologias de hidrogênio. Agora, 30 anos desde que começou a trabalhar em células de combustível de hidrogênio e às vezes sendo minoria como um defensor da indústria, ele está entre aqueles que detêm as chaves para uma tecnologia que muitos esperam desempenhar um papel crucial na transição energética, auxiliando na descarbonização de setores industriais difíceis de abater. “Nunca perdi a fé nos fundamentos do armazenamento de energia de hidrogênio”, disse o veterano da indústria, agora CEO da ITM Power PLC, empresa de eletrólise do Reino Unido, em 26 de outubro em entrevista à S&P Global Market Intelligence. (S&P Global Market Intelligence – 07.12.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas e Kalyne Silva Brito 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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