IFE.ME 39

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 39 – publicado em 14 de dezembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 39 – 14 de dezembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
Investimento de US$ 1 bi em ônibus elétricos na AL
2 Ônibus elétricos na AL somam 1.962 unidades
3 Brasil pode ficar isolado se não impulsionar VEs
4 Brasil: entraves a eletrificação do transporte público
5 Ministério da Economia abre processo de compra de eletropostos
6 SP: novos edifícios se preparam para recarga de VEs
7 Volks: necessidade incentivos governamentais para impulsionar VEs
8 Volks: R$ 2 bilhões para caminhões mais limpos no Brasil
9 A proibição de veículos ICE ao redor do mundo
10 VEs ganham espaço com apoio governamental
11 UE: meta de 30 milhões de VEs até 2030
12 UE: metas para a eletrificação de trens
13 Reino Unido antecipa restrição a veículos ICE
14 Reino Unido lança ‘placas verdes’ para incentivar VE
15 Alemanha: incentivos fazem vendas de VEs superarem as da California
16 EUA: plano de Biden pode ajudar a vender 25 milhões de VEs

Inovação e Tecnologia
1 IFSC Florianópolis transforma carros a combustão em elétricos
2 Startup para gestão inteligente de recarga
3 VE com painéis solares roda 1.600 km
4 VW ID.3 faz viagem de 28.000 km
5 Bateria de VE recarrega 80% em 15 minutos

Indústria Automobilística
1 GESEL: Híbridos seguem como protagonistas na transição de transportes limpos
2 Mario Ruiz-Tagle (CEO da Neoenergia): “Litoral do Nordeste terá corredor verde”
3 Corredor verde vai interligar 7 capitais nordestinas

4 Brasil: frota de VEs pode atingir 2 milhões em 2030

5 Brasil: etanol deveria frear VEs, diz CEO da Raízen

6 Montadoras brasileiras sob pressão dos VEs

7 Não deve ocorrer migração radical para VEs no Brasil

8 Brasil: pressão global pode eletrificar veículos mais rapidamente
9 Brasil tende a se destacar na eletrificação de VEs de carga
10 Brasil: mercado de VEs movimenta startups
11 VEs ameaçam a indústria do petróleo
12 VEs serão 51% das vendas globais em uma década
13 Cemig SIM: eletropostos públicos em BH

14 Suécia: participação de VEs plug-in nas vendas atinge 37%

15 Reino Unido: primeiro posto de carregamento para VEs

16 Tesla se destaca no mercado financeiro

17 Renault lidera vendas de VEs na Europa

18 Volkswagen terá 5 modelos elétricos no Brasil até 2023

Meio Ambiente
1 Cálculo de emissões de veículos e VEs
2 CPFL: R$ 1,8 bi para transição sustentável até 2024

Outros Artigos e Estudos
1 Brasil: petroleiras devem ficar atentas aos VEs
2 Petrobrás: petróleo terá espaço por muitas décadas


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 Investimento de US$ 1 bi em ônibus elétricos na AL

Uma coalizão entre investidores e fabricantes anunciada nesta quinta-feira (10) pretende injetar US$ 1 bilhão para financiar o aumento da frota de ônibus elétricos em quatro cidades latino-americanas: SP, Santiago (Chile), Medellín (Colômbia) e Cidade do México. O investimento permitiria pôr em circulação mais de 3.000 desses veículos. A Aliança Zebra (Zero Emission Bus Rapid-deployment Accelerator, ou acelerador de implantação de ônibus com emissão zero) tem entre seus investidores o BNDES, a Enel e a EDP Brasil, além de fabricantes como a BYD, Eletra e Foton. A ideia é que as fabricantes disponibilizem um modelo de veículo livre de poluentes em até 12 meses e que seja possível colocá-lo em circulação em até 18 meses. (Valor Econômico – 10.12.2020)

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2 Ônibus elétricos na AL somam 1.962 unidades

Segundo a Aliança Zebra, coalizão que vai financiar o aumento da frota de ônibus na América Latina, em toda essa região são encontrados 1.962 ônibus elétricos em circulação –o investimento da coalizão aumentará em 150% o número desses veículos. Em São Paulo, são 217 (1,5% dos ônibus em circulação na cidade), que evitam a emissão de 27 mil toneladas de CO2 por ano. Na capital paulista, 61% das emissões de gases que provocam o efeito estufa vêm do transporte público, com ônibus rodando a diesel. Santiago, capital do Chile, tem a maior frota nesse modelo, 776 ônibus com emissão zero. (Valor Econômico – 10.12.2020)

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3 Brasil pode ficar isolado se não impulsionar VEs

O mundo está vendo uma aceleração na eletrificação de veículos, mas o Brasil, enquanto isso, não tem demonstrado grandes pretensões nessa área. Adalberto Maluf, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), alerta que o país corre o risco de ficar isolado. Ele afirma que sem VEs, nosso parque produtivo ficará obsoleto e vamos cair mais posições no ranking de países produtores de veículos. Ele completa dizendo que o governo deveria estar preocupado em promover essa transição. (O Globo – 09.12.2020)

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4 Brasil: entraves a eletrificação do transporte público

Um dos entraves para a troca por VEs pelo Brasil está na crise do setor, fortemente abalado pela pandemia da covid-19, que derrubou a demanda de passageiros. Nesta quinta (10), o presidente Jair Bolsonaro vetou um auxílio de R$ 4 bilhões ao transporte público. Segundo a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), as empresas de ônibus urbanos e metropolitanos já amargam prejuízo de R$ 8,8 bilhões com a pandemia. Segundo a Aliança Zebra, coalizão que busca financiar o aumento da frota de ônibus na América Latina, os custos operacionais e de manutenção de um veículo de zero emissão são “significativamente mais baixos do que aqueles de veículos movidos a combustíveis fósseis”. A entidade cita o exemplo de Santiago, onde uma das operadoras constatou que a operação de um veículo elétrico é 70% mais barata que de um veículo a diesel, e o custo de manutenção é 37% menor. (Valor Econômico – 10.12.2020)

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5 Ministério da Economia abre processo de compra de eletropostos

Dentro de um processo de contrapartida em cooperação técnica com o Governo do Distrito Federal (GDF) para o compartilhamento de VEs, o Ministério da Economia abriu licitação para a compra de equipamentos a fim de instalar 6 postos para abastecer os veículos. Pelo pregão n° 19/2020, lançado nesta quarta-feira (09), os eletropostos terão de permitir a recarga simultânea de 2 VEs em locais públicos. O Ministério da Economia informa que a licitação é uma das medidas previstas no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado, em 11 de setembro, com o GDF, dentro do projeto-piloto Vem DF. Assim, o uso dos VEs para deslocamento a serviço, que já existe no governo distrital, será estendido aos servidores federais. Os 6 eletropostos serão instalados na Esplanada dos Ministérios e em outros locais estratégicos do Distrito Federal. (Correio Braziliense – 09.12.2020)

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6 SP: novos edifícios se preparam para recarga de VEs

Com a Lei Municipal 17.366, sancionada em março pelo prefeito Bruno Covas, que exige que os novos edifícios residenciais e comerciais prevejam soluções para recarga de veículos, essa realidade começa a fazer parte da paisagem de SP. Um exemplo é o da Auxiliadora Predial, que administra 3,5 mil condomínios em SP e PA. Em parceria com a Zletric, companhia especializada em energia para recarga, a empresa instalou 20 vagas verdes sem custo para os condomínios. Lançamentos imobiliários da incorporadora Lucio já estão nascendo com a facilidade implantada. É o caso do Prizma Paraíso, na zona sul de SP, que possui uma vaga por apto. com conector para VEs. Mais um edifício que já foi projetado com tomadas para VEs é o Inside Vila Nova Conceição, da Libcorp. Na Vila Madalena, a Paes & Gregory também está prestes a entregar um empreendimento com uma torre de carregamento à disposição dos moradores – e a mesma tecnologia estará presente em todos os lançamentos futuros da incorporadora. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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7 Volks: necessidade incentivos governamentais para impulsionar VEs

Para desenvolveu o projeto do seu primeiro caminhão elétrico, a Volks fez uma parceria com empresas como Siemens, Weg, Eletra e Baterias Moura. A indústria se mobiliza, agora, para buscar incentivos para estimular o uso dos caminhões elétricos no Brasil. O presidente da empresa, Roberto Cortes, afirma que a empresa não quer subsídios, mas talvez linhas de financiamento diferenciadas possam ser um caminho. Em 2019, o BNDES chegou a criar um programa voltado à chamada mobilidade de baixo carbono. Mas, segundo Saltini, a dificuldade para esse programa ir adiante é a falta de fonte de recursos. (Valor Econômico – 11.12.2020)

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8 Volks: R$ 2 bilhões para caminhões mais limpos no Brasil

Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou o plano de R$ 2 bilhões para o período de 2021 a 2025 para desenvolver caminhões elétricos no Brasil. Os recursos do novo investimento serão obtidos, na maior parte, por linhas de financiamento, como do BNDES e instituições internacionais. Ao contrário dos investimentos do passado, que, em grande parte, se voltavam à renovação de linha de produtos e atendimento à legislação de redução de emissões de poluentes mais simples, desta vez, a companhia tem de dar passos mais largos. O transporte de cargas mais limpo passou a ser exigência dos clientes das transportadoras, sobretudo multinacionais. A Volks já tem um modelo elétrico – o e-Delivery, idealizado para entregas urbanas. Agora, a empresa precisa investir de forma mais pesada para desenvolver os próximos projetos de caminhões e ônibus elétricos e híbridos. (Valor Econômico – 11.12.2020)


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9 A proibição de veículos ICE ao redor do mundo

A Inglaterra anunciou, no mês passado, a antecipação, de 2035 para 2030, da proibição de venda de novos carros movidos a gasolina ou diesel. O Japão também deve anunciar em breve uma proibição parecida, que entraria em vigor em meados de 2030. A China prevê colocar em vigor essa regra em 2035. Nos EUA, o Estado da Califórnia informou em setembro que, também a partir de 2035, veículos novos movidos a gasolina ou diesel estarão fora do mercado. Com o avanço das discussões ambientais em todo o mundo, as limitações a esses carros devem aumentar cada vez mais. E isso tem colocado grande pressão sobre a indústria do petróleo. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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10 VEs ganham espaço com apoio governamental

A Noruega já estabeleceu 2025 como último ano dos novos a gasolina ou a diesel em suas concessionárias. Holanda, Suécia, Eslovênia, Irlanda e Israel farão a transição em 2030. A Dinamarca vai além: quer não apenas proibir as vendas em 2030 como, em 2035, retirar de circulação os automóveis convencionais. O Japão quer banir das lojas os veículos a gasolina e a diesel até meados da década de 2030. Dezenas de cidades, estados e províncias vão estabelecendo suas próprias datas de transição. O estado da Califórnia e a província canadense de Quebec já anunciaram que vão proibir as vendas de carros novos a combustão em 2035. Paris vai banir os veículos a diesel de suas ruas a partir de 2025. O projeto piloto mais importante é o de Hainan, a menor província da China. A ideia é que, até 2030, toda a frota dessa ilha com 9,3 milhões de habitantes seja de VEs (alimentados, principalmente, por energia solar e energia eólica). (O Globo – 09.12.2020)

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11 UE: meta de 30 milhões de VEs até 2030

A Comissão Europeia filtrou a intenção de querer ter 30 milhões de VEs nas vias dos países da UE até 2030. Trata-se de um número realmente ambicioso, uma vez que hoje a região possui 1,4 milhão de VEs. Espera-se que a Comissão tenha definido objetivos de prazo ainda mais longo, que terão um horizonte temporal de trinta anos. Até o momento, a Europa emite 40% menos CO2 do que em 1990. Mas a Comissão pressiona para que a redução atinja, pelo menos, 55% até 2030. Isto exigirá grandes esforços em termos de investimentos, infraestruturas e produção de energia e nem todos os países dizem que estão dispostos a fazer certos sacrifícios. (Inside EVs – 08.12.2020)

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12 UE: metas para a eletrificação de trens

A Bloomberg teve acesso a alguns trechos de um documento da Comissão Europeia que traça uma meta de 30 milhões de VEs para os países do bloco. No documento em questão, o transporte é abordado de forma mais ampla e são definidos objetivos também em outros campos. Por exemplo, espera-se que o transporte em trens de alta velocidade dobre até 2030 e que todas as viagens em rotas com menos de 300 km se tornem neutras em carbono. A Comissão também está pressionando no sentido de uma maior redução das emissões no potente transporte aéreo ou por navio. De agora até 2050, continuando com o tema dos trens, será necessário triplicar o tráfego de passageiros em alta velocidade e, ao mesmo tempo, dobrar o de carga. (Inside EVs – 08.12.2020)

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13 Reino Unido antecipa restrição a veículos ICE

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, anunciou na semana passada que a proibição das vendas de carros novos com motor a gasolina, a diesel ou a gás será antecipada. A ideia inicial era que as restrições tivessem início entre 2035 e 2040. Agora, Johnson quer acabar com os automóveis novos ICE já em 2030. É uma revolução, ainda mais partindo de um político conservador. Ainda que as vendas dos carros 100% elétricos no Reino Unido estejam crescendo rapidamente, estes veículos representam hoje apenas 7% da frota de carros novos, enquanto os híbridos são 25%. Marcas como Honda e Toyota, que têm fábricas na Inglaterra e no País de Gales, respectivamente, afirmam que não há como fazer a transição tão rapidamente para os 100% a bateria. Daí que alguns parlamentares britânicos estão propondo uma tolerância um pouco maior para os carros híbridos: 2035. (O Globo – 09.12.2020)

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14 Reino Unido lança ‘placas verdes’ para incentivar VE

Visando identificar veículos com emissão zero, o Reino Unido iniciou o registro de matrícula de Placas Verdes nesta terça-feira (8). Segundo uma pesquisa realizada pela montadora Nissan, um terço dos motoristas britânicos estariam dispostos a comprar um VEs devido ao novo registro. Aplicada apenas em modelos totalmente elétricos, a nova placa traz um retângulo verde no canto esquerdo da sinalização, o que torna mais simples para os motoristas circularem por zonas restritas a veículos de baixa emissão espalhadas pelo país. A pesquisa realizada pela Nissan ouviu mais de 2 mil motoristas de várias partes do Reino Unido em agosto de 2020. A pesquisa também constatou que 32% das pessoas teriam maior probabilidade de comprar um VE nos próximos anos. Apenas em Londres, 50% dos entrevistados demonstraram interesse em adquirir um modelo elétrico. No caso, a escolha seria pela facilidade de circular por todas as regiões da cidade. (Techmundo – 10.12.2020)

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15 Alemanha: incentivos fazem vendas de VEs superarem as da California

A Alemanha ultrapassará a California na venda de VEs pela primeira vez este ano, com uma série de incentivos governamentais impulsionando o maior mercado automotivo da Europa. Os alemães compraram 98.370 VEs nos primeiros nove meses de 2020, quase um terço a mais do que o que a Califórnia, de acordo com a Schmidt Automotive Research. A Alemanha informou no mês passado que irá estender o bônus em dinheiro para a compra de VEs até 2025, expandir a rede de carregamento do país e facilitar o pagamento de recarga de baterias. (Bloomberg – 03.12.2020)

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16 EUA: plano de Biden pode ajudar a vender 25 milhões de VEs

Ao longo de sua campanha, o presidente eleito Biden prometeu repetidamente fazer da infraestrutura de VEs um componente central de seus planos para reduzir as emissões de carbono, além de ser uma força motriz para adicionar milhares de empregos técnicos bem remunerados à economia. A BloombergNEF recentemente analisou de perto o plano de Biden de instalar 500.000 pontos de carregamento de VEs nos EUA até 2030 e concluiu que tal expansão na infraestrutura de carregamento poderia encorajar a venda de até 25 milhões de carros e picapes elétricas. O relatório estima que o plano de Biden pode cobrir as necessidades de recarga de até 57% da demanda que os EUA terão até 2030. (Inside EVs – 04.12.2020)

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Inovação e Tecnologia

1 IFSC Florianópolis transforma carros a combustão em elétricos

Para a equipe do Laboratório de Mobilidade Elétrica (Emol) do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em Florianópolis, a forma mais rápida de ampliar o número de VEs com um custo acessível é converter os que são movidos a combustão para tração elétrica. Para isso, o laboratório começa o Projeto de Mobilidade Elétrica Aneel-IFSC-Celesc. O foco do trabalho é desenvolver tecnologias para conversão de veículos do setor público, mas o conhecimento será aberto também ao setor privado. O projeto de P&D foi aprovado na chamada pública da Aneel e será realizado em parceria com a Celesc, estatal de energia de SC. Terá, também, apoio financeiro da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), da qual o IFSC é uma unidade. O trabalho ficou parado meses em função da pandemia, está sendo retomado agora e será desenvolvido em 2021 e 2022. O edital da Aneel, voltado ao incentivo à inovação, definiu R$ 6,5 milhões para a iniciativa. (NSC Total – 09.12.2020)

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2 Startup para gestão inteligente de recarga

A partir do desenvolvimento da eletromobilidade, as cidades no Brasil devem conquistar a infraestrutura para que a utilização de VEs nas cidades esteja a um passo de se tornar uma realidade viável. Quem vem contribuindo com esse movimento é a startup Phuel, fornecendo uma gestão inteligente de recarga e trabalhando para a aceleração do uso dos VEs no espaço urbano, que segundo estudos devem representar 50% do mercado até 2030. O empresário da Phuel, Paulo Cesar Waidzik, explica que, a partir da plataforma, a Phuel contribui para o uso da energia como combustível de uma mobilidade mais eficiente possível, gerando economia a proprietários dos veículos, frotas, estacionamentos e do setor elétrico. Além de viabilizar o futuro da mobilidade, o uso dos VEs deve aproximar ainda mais os centros urbanos das propostas cidades inteligentes, com uma série de benefícios à população. (O Globo – 05.12.2020)

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3 VE com painéis solares roda 1.600 km

O Aptera é um VEsem a necessidade de carregar a sua bateria. Tudo por conta dos painéis solares no teto. Os 180 pequenos painéis ocupam, no total, uma área bastante relevante, de mais de três metros quadrados. O Aptera pode captar energia suficiente para rodar até 72 km por dia em condições ideais. Contando apenas com uma carga de bateria de 100 kWh, o carro é capaz de rodar 1.600 km. Segundo o fabricante, a tecnologia foi projetada para captar luz solar suficiente para rodar mais de 17 mil km por ano na maioria das regiões do planeta. Com preços entre 26 e 46 mil dólares, o Aptera, que tem dois lugares, será oferecido em duas versões, a Paradigm e a Paradigm Plus, a partir de 2021. (O Globo – 08.12.2020)

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4 VW ID.3 faz viagem de 28.000 km

De acordo com a matéria publicada pelo site Electrek, uma dupla de motoristas alemães passou dois meses viajando 28.100 km em um VE Volkswagen ID.3. O objetivo era testar a infraestrutura de carregamento de VEs do país. Rainer Zietlow e Dominic Brüner atravessaram a Alemanha por 65 dias consecutivos, viajando de Oberstdorf a Sylt. Eles contaram com o serviço We Charge da VW para navegar pelas estações de recarga ao longo de sua jornada. O VW ID.3 tem uma bateria de 77 kWh, uma autonomia de de até 549 km (WLTP) e uma taxa de carga de pico de 125 kW. (Inside EVs – 04.12.2020)

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5 Bateria de VE recarrega 80% em 15 minutos

Testes divulgados na última terça (8) revelaram que a QuantumScape conseguiu produzir uma bateria de metal de lítio de estado sólido que pode carregar 80% de sua carga em apenas 15 minutos, além de ter uma vida útil calculada em 12 anos com o uso normal de um VE com autonomia de cerca de 480 km ou mais, funcionando melhor que as existentes no mercado em temperaturas abaixo de zero. O fundador e CEO da empresa, Jagdeep Singh afirma que a participação no mercado das baterias elétricas deve ir além dos 2%, por conta do aumento do número de VEs nas estradas, e isso não vai acontecer até que as baterias estejam no mesmo nível ou melhores que os motores de combustão interna. (Techmundo – 09.12.2020)

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Indústria Automobilística

1 GESEL: Híbridos seguem como protagonistas na transição de transportes limpos

Embora os híbridos não estejam sujeitos ao mesmo tipo de subsídios generosos concedidos aos veículos totalmente elétricos na China, Europa e Califórnia, seu apelo tem aumentado após uma recessão de vários anos. As vendas de híbridos nos EUA aumentaram 17% no ano passado em relação a 2018; na UE 22%. Em contraste, as vendas de veículos 100% elétricos aumentaram 6% no mesmo período. A IHS Markit estima que em 2024 a produção de veículos 100% elétricos atinja 9,4 milhões, enquanto híbridos representariam 25,5 milhões.

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2 Mario Ruiz-Tagle (CEO da Neoenergia): “Litoral do Nordeste terá corredor verde”

Segundo Mario Ruiz-Tagle, CEO da Neoenergia, em entrevista ao jornal O Globo, a meta no Grupo Iberdrola é de “neutralizar as emissões de carbono até 2050 e a mobilidade elétrica faz parte desse caminho. Com o corredor verde queremos estimular e contribuir para a utilização de carros elétricos no Brasil, ajudando na diminuição de emissão de gases de efeito estufa e na descarbonização do planeta — diz o executivo. No Brasil, a empresa também atua na geração de energia renovável, e conta com 44 parques eólicos e participação societária em 7 hidrelétricas. Leia a íntegra da entrevista com o CEO da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 10.12.2020)

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3 Corredor verde vai interligar 7 capitais nordestinas

A Neoenergia inaugura no segundo semestre do ano que vem o maior corredor de recarga rápida para VEs do Nordeste, interligando 7 capitais. O projeto prevê a instalação de 18 eletropostos em um corredor verde de 1,1 mil km ligando Salvador a Natal, passando por Aracaju, Maceió, Recife e João Pessoa. O corredor do Nordeste é só o início de um novo negócio para a Neoenergia. No futuro, diz CEO Mario Ruiz-Tagle, o plano é avançar para outras estradas do país, conectando regiões onde a empresa tem redes de distribuição de energia. O corredor será abastecido pelas distribuidoras Celpe (PE), Coelba (BA) e Cosern (RN), que possuem 86,8% da energia gerada de fontes renováveis, principalmente hidráulica e eólica. A Neoenergia está investindo R$ 20,5 milhões no projeto, como parte de um programa de P&D regulado pela ANEEL. (O Globo – 05.12.2020)

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4 Brasil: frota de VEs pode atingir 2 milhões em 2030

Apesar da falta de incentivos para tornar a frota do país mais limpa, as vendas de automóveis eletrificados no Brasil cresceram 221% no primeiro semestre, para 7.568. O Boston Consulting Group estima que a frota de carros elétricos deve chegar a 2 milhões em 2030. (O Globo – 05.12.2020)

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5 Brasil: etanol deveria frear VEs, diz CEO da Raízen

A eletrificação da mobilidade e a sua intensificação não deverá ser motivo de debate no Brasil. Em evento na Rio Oil and Gas na última quinta-feira, 4 de dezembro, o CEO da Raízen, Ricardo Mussa, questionou se seriam adequados eventuais incentivos para veículos elétricos quando o Brasil possui o etanol. De acordo com ele, a mobilidade elétrica se intensificou no mundo devido ao apelo ambiental de redução de emissões. Mas no Brasil já há uma solução para isso na área que é o etanol. “Será que a prioridade de um país como o nosso, que precisa de tanto investimento em outras áreas é patrocinar a eletrificação? “, pergunta. Ainda de acordo com Mussa, não seria inteligente acelerar a eletrificação dos veículos no Brasil, pelo fato da cadeia do etanol ter impacto ambiental menor que a do carro elétrico. (Agência CanalEnergia – 04.12.2020)

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6 Montadoras brasileiras sob pressão dos VEs

Aumentam em todo o mundo as restrições à produção de carros novos movidos a gasolina ou diesel. Inglaterra, Alemanha, países da Escandinávia, Japão, China e até mesmo o Estado da Califórnia, vêm antecipando o início dessa proibição, para 2030 ou 2035. São prazos que inevitavelmente serão adotados por outros países, se não por imposição legal, pelo menos por simples lógica de mercado. Por questão de escala de produção ou por necessidade de atender a exportações sob novos padrões, a indústria automobilística global não poderá produzir carros ICE para alguns países e, ao mesmo tempo, VEs para outros; terão de unificar os modelos. Ou seja, a indústria automobilística brasileira tem de tirar também o atraso em relação a esse item porque tem de pensar nas exportações. (O Estado de São Paulo – 10.12.2020)

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7 Não deve ocorrer migração radical para VEs no Brasil

O sócio líder em energia, óleo e gás da KPMG, Anderson Dutra, diz não imaginar que ocorra uma migração radical para o elétrico e que a gasolina terá vida longa, no mínimo até 2050, em especial no Brasil. Para ele, a eletrificação é um caminho sem volta e vai ocorrer em algum momento. Mas, até lá haverá um processo migratório que passará, por exemplo, pelo uso de biodiesel em caminhões e ônibus e de etanol em automóveis híbridos. O Brasil é o primeiro país a ter um híbrido que roda com etanol, o Toyota Corolla produzido na fábrica do grupo em Indaiatuba (SP). Além disso, as petroleiras trabalham para reduzir emissões de seus produtos. Um dos projetos em estudo é o diesel verde, uma mistura de diesel fóssil com biomassas cuja tecnologia de processamento, desenvolvida globalmente, é inédita, informa Valéria Lima, do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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8 Brasil: pressão global pode eletrificar veículos mais rapidamente

Na visão de Diego Garcia, sócio da Bain & Company, haverá um atraso para os elétricos chegarem com força ao Brasil, mas inferior a dez anos em relação a Europa. Ele lembra que a indústria automotiva tem padrões globais e a troca de modelos e plataformas de produção costumam ser movimentos coordenados globalmente. “Que sentido teria uma montadora manter só um país ou uma região fazendo veículos antigos e perdendo escala?”, questiona. Garcia pondera, contudo, que o preço é que vai definir esse movimento. Ele diz que, enquanto tiver demanda por veículo ICE no Brasil, devem continuar produzindo; mas no momento em que o elétrico custar o mesmo que as versões a combustão não vai ter mais razão para as montadoras continuarem fazendo veículos antigos. O ponto de equilíbrio de preços, em sua opinião, deve ocorrer entre cinco a dez anos e as fabricantes vão mudar suas plataformas, até porque a produção de elétricos é mais simples. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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9 Brasil tende a se destacar na eletrificação de VEs de carga

Os executivos do setor automobilístico acreditam que o Brasil tende a se destacar no desenvolvimento de veículos de carga na era da eletrificação. Ao contrário dos automóveis, usados de forma mais ou menos parecida em todo o mundo, caminhões são ferramentas de trabalho com características diferentes em cada região. Marcos Saltini, diretor de relações institucionais da Volks Caminhões, afirma que, enquanto na Europa os caminhões transportam até 40 toneladas, em média, no Brasil chegam a 75. Ele destaca que isso implica em diferenças em estruturas de longarinas, resistência das cabines e também na infraestrutura das estradas. (Valor Econômico – 11.12.2020)

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10 Brasil: mercado de VEs movimenta startups

Apesar de a frota brasileira de VEs ainda ser pequena, o crescimento das vendas chama a atenção. Estima-se que, até o final de 2020, estejam circulando 41,4 mil exemplares no País, segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) – 60% a mais do que em 2019 e 3 vezes mais do que em 2018. No último mês, 70% das vendas da startup de eletromobilidade urbana Tupinambá, tanto de hardware para a fase de projeto da infraestrutura quanto de software, com aplicativo para controle do consumo individualizado de energia, foram para construtoras. O sócio-fundador da startup, Pedro de Conti, afirma que o mercado de construção civil precisa estar ao menos uns 5 anos à frente, já que os prédios que estão sendo construídos atualmente serão lançados em um momento em que a realidade do VE já será outra. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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11 VEs ameaçam a indústria do petróleo

Os veículos elétricos ou híbridos representam atualmente 10% das vendas globais de automóveis. Em 2030, a estimativa é de que as vendas desses modelos sejam cerca de 50%, apontam os relatórios de grandes consultorias. Nesse contexto, a pressão cresce sobre a indústria global do petróleo. Mesmo levando-se em conta que a partir de 2030 ainda haverá grande demanda por derivados, não só para atender à frota de veículos a gasolina ou a diesel, mas, também, para queima nas usinas termoelétricas que continuarão funcionando a despeito do aumento da energia limpa, o petróleo vai acabar por micar onde ele se mantiver inexplorado – independentemente do tamanho e da qualidade dessas jazidas. (O Estado de São Paulo – 10.12.2020)

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12 VEs serão 51% das vendas globais em uma década

Para analistas, as novas gerações de carros serão movidas a eletricidade ou uma mistura de combustível líquido e energia elétrica. A soma de modelos modelos elétricos e híbridos passarão dos atuais 10% para 51% das vendas globais em uma década, segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG) feito neste ano, antes da pandemia da covid-19. Mesmo assim, alguns analistas ressaltam que a sobrevivência dos dois combustíveis fósseis ainda será longa, pois seguirão enchendo tanques de veículos em países em desenvolvimento como os da América do Sul, frotas antigas e uma parcela dos carros híbridos, embora essa versão eletrificada já esteja na mira também. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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13 Cemig SIM: eletropostos públicos em BH

A Cemig SIM lançou na última semana um programa para incentivar a mobilidade elétrica em MG, com o objetivo de contribuir para a expansão e popularização dos VEs através da implantação de 3 pontos de recarga públicos em BH. A intenção, segundo o CEO da Cemig SIM, Danilo Gusmão, é que a iniciativa seja ampliada gradativamente, a partir de um programa de inovação aberta realizado em parceria com a FIEMG Lab, UseCarGo e Voltbras, e que prevê também um piloto para compartilhamento de VEs de aluguel. Em evento realizado na última quinta-feira, 3 de dezembro, o carro Nissan Leaf testou os aplicativos e postos disponíveis. O veículo leva uma hora e 45 minutos para atingir 100% de carga. Atualmente, o valor médio de recarga via fonte solar é de R$ 40,00, mas nesta ação as recargas serão gratuitas. (Agência CanalEnergia – 09.12.2020)

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14 Suécia: participação de VEs plug-in nas vendas atinge 37%

A Suécia estabeleceu seu terceiro recorde de vendas mensais consecutivas de VEs plug-in. Em novembro, cerca de 10.280 novos carros plug-in foram registrados, o que é 141% a mais do que no ano anterior. Não é só o volume de vendas que está aumentando de maneira acelerada, a participação de mercado também alcançou um novo recorde de 37% o que significa quase quatro em cada dez novos veículos. Se adicionarmos mais 13% da venda dos veículos híbridos, tem-se 50% para xEVs (BEVs, PHEVs, HEVs). Normalmente, os modelos mais vendidos são os veículos híbridos plug-in da Volvo, Volkswagen e Kia. Em novembro, entre eles estava também o Volkswagen ID.3 totalmente elétrico com o segundo maior número de vendas registradas (773), atrás apenas do Volvo XC60 PHEV (791). (Inside EVs – 10.12.2020)

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15 Reino Unido: primeiro posto de carregamento para VEs

O Reino Unido inaugurou seu primeiro posto de abastecimento voltado somente à VEs. O local é alimentado com energia renovável e é apenas o primeiro do plano de construção de 100 postos. A estação dispõe de 36 carregadores elétricos ultrarrápidos de 350kWh. Eles conseguem fornecer cerca de 322 km em 20 minutos, de acordo com a Gridserve, empresa responsável pela infraestrutura e tecnologia. A grande vantagem do local é o preço mais barato para recarregar o veículo. O preço inicial do kWh é de £ 0,24, cerca de R$ 1,64. A operadora confirma que um veículo médio consegue abastecer de 20% a 80% de sua bateria e pagar menos de 10 libras, ou seja, um pouco menos de R$ 68. A energia que alimenta os veículos provém de painéis solares alocados nos postos, bem como da rede de fazendas solares da Gridserve. Há uma rede de conveniência com lojas e cafés para os motoristas esperarem enquanto o veículo carrega. (O Estado de São Paulo – 09.12.2020)

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16 Tesla se destaca no mercado financeiro

Em outubro, um acontecimento do mercado financeiro acabou se transformando num marco de um novo mundo mais preocupado com questões ambientais. A NextEra, uma das maiores geradoras globais de energia solar e eólica, ultrapassou, em valor de mercado, a ExxonMobil, que já foi a maior empresa privada do mundo. Em 2007, a petroleira valia US$ 500 bilhões. Na última sexta-feira, valia US$ 176 bilhões. No mercado automotivo, essa diferença fica ainda mais evidente. A fabricante de VEs Tesla valia, na sexta-feira, US$ 567 bilhões. Isso é mais do que o valor, somado, de Toyota, Volkswagen, GM, Ford e Fiat Chrysler – empresas em que o carro ICE ainda é majoritário. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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17 Renault lidera vendas de VEs na Europa

A Renault lidera o mercado Europeu de VEs, com 95.985 unidades vendidas de janeiro a novembro de 2020. Face ao ano de 2019, este volume representa um aumento das vendas de 80%. No que diz respeito aos automóveis de passageiros, o Renault ZOE é a referência do segmento. Com uma autonomia de 395 km (WLTP), a terceira geração do ZOE é o automóvel elétrico mais vendido na Europa, com mais de 84.000 unidades vendidas em 2020. Este volume representa praticamente o dobro das unidades vendidas em 2019 (no mesmo período) e faz do ZOE o líder absoluto do mercado em França, na Alemanha, em Itália, em Espanha e em Portugal. No mercado dos Veículos Comerciais Leves elétricos, o Renault Kangoo Z.E. é o incontestado best-seller. Entre janeiro e novembro de 2020, foram já vendidos 8.498 Kangoo Z.E., o que representa mais de um em cada três comerciais leves elétricos vendidos na Europa. (Automonitor – 09.12.2020)

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18 Volkswagen terá 5 modelos elétricos no Brasil até 2023

Em uma coletiva de imprensa, a Volkswagen anunciou sua intenção de ampliar a eletrificação no país com modelos híbridos e também 100% elétricos. O presidente e CEO da Volkswagen Brasil e América do Sul, Pablo Di Si, destacou o esforço que está sendo feito pela marca alemã para eletrificar a frota nos próximos anos e tornar-se neutra em emissões de carbono até 2050. Falando exclusivamente do Brasil, ainda não foi detalhado quais modelos seriam lançados aqui nos próximos três anos. (Inside EVs – 10.12.2020)

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Meio Ambiente

1 Cálculo de emissões de veículos e VEs

Existem duas categorias gerais de emissões de veículos: direto e ciclo de vida. As emissões diretas são emitidas pelo tubo de escape, pela evaporação do sistema de combustível e durante o processo de abastecimento. Os veículos totalmente elétricos produzem zero emissões diretas, o que ajuda especificamente a melhorar a qualidade do ar nas áreas urbanas. Os veículos elétricos híbridos plug-in (PHEVs) produzem emissões evaporativas do sistema de combustível, bem como emissões do tubo de escape quando operam com gasolina. No entanto, como a maioria dos PHEVs são mais eficientes do que veículos ICE comparáveis, eles ainda produzem menos emissões no tubo de escape, mesmo quando dependem da gasolina. As emissões do ciclo de vida incluem todas as emissões relacionadas à produção, processamento, distribuição, uso e reciclagem/descarte de combustível e veículos. Todos os veículos produzem emissões substanciais do ciclo de vida, e calculá-las é complexo. No entanto, os VEs normalmente produzem menos emissões de ciclo de vida do que os veículos ICE porque a maioria das emissões são mais baixas para a geração de eletricidade do que a queima de gasolina ou diesel. A quantidade exata dessas emissões depende de sua mistura de eletricidade, que varia de acordo com a localização geográfica. (Department of Energy – [s.d.])

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2 CPFL: R$ 1,8 bi para transição sustentável até 2024

A CPFL Energia desenvolveu um plano de sustentabilidade com investimentos estimados em R$ 1,8 bilhão para viabilizar seu plano de transição sustentável e inteligente para produzir e consumir energia. A CPFL também anunciou que irá investir em novas tecnologias para aumentar a eficiência, digitalizar e melhorar os serviços prestados. Até 2024, vai aportar R$ 350 milhões em automação de rede e outros R$ 45 milhões em tecnologia de mobilidade elétrica. (Agência CanalEnergia – 08.12.2020)

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Outros Artigos e Estudos

1 Brasil: petroleiras devem ficar atentas aos VEs

Hoje, a gasolina e o diesel movem cerca de 90% dos novos carros vendidos no mundo. E esses produtos são uma parte muito importante dos ganhos das petroleiras. No caso da Petrobrás, por exemplo, 50% da produção atual é de gasolina e diesel para o transporte rodoviário. Por tudo isso, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, defende que o governo brasileiro deve monetizar de forma rápida os ativos que estão debaixo do mar – o petróleo do pré-sal. Ele lembra que todas as matrizes das montadoras instaladas no Brasil estão ampliando a produção de automóveis eletrificados e as subsidiárias locais estão atentas a isso. Moraes diz saber, no entanto, que nossa velocidade de troca dos carros a gasolina e diesel por elétricos não será igual à da Europa, por exemplo. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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2 Petrobrás: petróleo terá espaço por muitas décadas

A transição energética para uma economia sem emissões de GEE não será rápida, principalmente em países emergentes como o Brasil, na avaliação de Viviana Coelho, gerente executiva de mudanças climáticas da Petrobrás. Ela acredita que o petróleo ainda terá espaço por muitas décadas para produtores eficientes. Shin Lai, estrategista da Upside Investor, diz que já há muitos sinais de que a era de declínio do petróleo está em andamento. A China anunciou meta de emissões zero em 2060, a Inglaterra vai proibir venda de carros novos a gasolina em 2030 e com a eleição de Joe Biden, nos EUA, essa pressão vai ser ainda maior. Tudo isso coloca pressão sobre as petroleiras, ao mesmo tempo em que não podem acelerar a produção porque não tem demanda. (O Estado de São Paulo – 05.12.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles e Fabiano Lacombe
Pesquisadores: Lara Moscon, Luiza Masseno, Pedro Barbosa e Victor Pinheiro
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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