IFE.TEX 26

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 26 – publicado em 25 de novembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 26 – 25 de novembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética
1
Joe Biden deve consolidar agenda ESG
2 CIP se junta a projeto de hidrogênio verde de 5.000 MW na Austrália
3 Parceria para garantir o desenvolvimento da energia eólica offshore
4 Quebec: Plano de Economia Verde 2030
5 Ibama lança termo de referência para eólica offshore
6 Reino Unido revela plano de £ 12 bi para a ‘revolução verde’
7 Equinor: metas climáticas ainda podem ser alcançadas
8 Iberdrola e Nel em projeto de hidrogênio verde
9 China pode ajudar a aumentar mercado de hidrogênio
10 Hidrogênio verde em ascensão em toda a Europa
11 Em relatório, G-20 diz que meio ambiente é desafio gigante
12 IRENA e GWEC unem esforços para impulsionar energias renováveis

Geração Distribuída
1 Escolas públicas podem ganhar programa de financiamento para microGD
2 BV e Weg firmam parceria para financiar micro e miniGD
3 TCU dá 90 dias para Aneel apresentar plano de revisão das regras de micro e miniGD
4 Cemig SIM inicia pré-venda de GD para segmento residencial
5 CAOA Montadora inaugura fachada com geração solar em Goiás

Armazenamento de Eletricidade
1 Form Energy levanta US $ 70 mi para bateria de longa duração
2 Sistema de armazenamento de energia no Senegal
3 Hidrogênio verde como tecnologia de armazenamento

4 Energy Source prepara novas frente de negócio para 2021

Mobilidade Elétrica
1 Brasil aposta em VE com célula de combustível a etanol
2 Volkswagen confirma ‘corrida contra a Tesla’
3 Didi Chuxing: VE pensado para o compartilhamento
4 Electrify America: tecnologia de pagamento Plug & Charge

5 GESEL: instalação de postos de recargas cria um círculo virtuoso para VEs
6 EDP: parceria com rede Graal para instalar postos de recarga
7 Santos Brasil adquire carregadores para veículos elétricos
8 Plataforma de carregamento escalonável para VEs

9 Embraer e EDP Brasil: parceria para desenvolver avião elétrico

Medidas de Gestão e Resposta da Demanda
1 BID lança plataforma para ajudar na adoção de fontes mais limpas

Digitalização do Setor Elétrico
1 Três startups brasileiras finalistas do programa de aceleração da EDP
2 Uso do Pix incrementa digitalização para clientes da Neoenergia

Artigos e Estudos
1 Dissertação sobre aplicação de blockchain para geração distribuída
2 Artigo GESEL: “Novas perspectivas para o mercado de hidrogênio com o novo mercado de gás”


 

 

Transição Energética

1 Joe Biden deve consolidar agenda ESG

A vitória de Joe Biden e Kamala Harris para a presidência dos EUA animou o mercado global. Diversas bolsas pelo mundo registraram alta, animadas também com a notícia de avanços nas pesquisas envolvendo vacina contra a covid-19. Os democratas prometem dar uma guinada na política ambiental norte-americana adotada durante a gestão de Donald Trump, derrotado nesta eleição. A expectativa de uma agenda mais verde por parte da maior economia do planeta joga luz sobre as práticas ambientais, sociais e de governança (que compõem a sigla em inglês ESG) adotadas pelas empresas. “O Biden se mostrou um candidato mais atento a essas questões e isso tende a elevar a pressão para que o mundo se torne um pouco mais sustentável, sob todos os aspectos”, diz Ricardo França. (O Estado de São Paulo – 16.11.2020)

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2 CIP se junta a projeto de hidrogênio verde de 5.000 MW na Austrália

A Hydrogen Renewables Australia e a Copenhagen Infrastructure Partners (CIP) disseram que irão colaborar no projeto de hidrogênio verde Murchison de 5.000 MW no oeste da Austrália. O projeto está localizado próximo a Kalbarri, no centro-oeste do estado. O local cobre 126.000 hectares de terras pastoris na Murchison House Station. A planta irá produzir hidrogênio usando energia solar e eólica e irá exportá-lo para países asiáticos, Japão e Coréia do Sul em particular. “Nossa parceria com o CIP permitirá que o Projeto de Hidrogênio Renovável Murchison prossiga com seu desenvolvimento planejado para avaliar a viabilidade de produzir exportações competitivas de hidrogênio para os mercados asiáticos”, comentou o presidente executivo da Hydrogen Renewables Australia, Terry Kallis. (Renewables Now – 16.11.2020)

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3 Parceria para garantir o desenvolvimento da energia eólica offshore

Em 16 de novembro, foi lançada uma nova parceria entre ONGs ambientais, operadores de sistemas de transmissão e representantes da indústria eólica (Offshore Energy and Nature Coalition.) Eles trabalharão juntos para garantir que a Europa forneça sua expansão planejada de energia eólica offshore, preservando ao mesmo tempo a natureza e os ecossistemas marinhos. A Europa precisa de grandes quantidades de energia eólica para cumprir o Acordo Verde e a neutralidade climática. A Comissão da UE considera que o vento representará metade da eletricidade da Europa até 2050. O objetivo da coalizão é ajudar a UE e os governos nacionais a alcançarem suas metas climáticas, garantindo o sucesso de suas estratégias de proteção ambiental e biodiversidade. Ela se concentrará nas melhores práticas e chegará a um acordo sobre as melhores abordagens para desenvolver a energia eólica offshore enquanto preserva a natureza local e os ecossistemas marinhos. (REVE – 16.11.2020)

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4 Quebec: Plano de Economia Verde 2030

O governo de Quebec divulgou o Plano de Economia Verde 2030 (PEV 2030) e seu primeiro plano de implementação 2021-2026, com uma cobertura de $ 6,7 bilhões em cinco anos. O primeiro plano de implementação, além de reduzir as emissões de GEE, tem como objetivo estimular a recuperação econômica e a geração de empregos. O governo estima que esse projeto de eletrificação e mudança climática deve adicionar US $ 2,2 bilhões ao PIB de Quebec em termos reais até 2030 e criar mais de 15.500 novos empregos. Investimentos adicionais que apoiarão o desenvolvimento de setores verdes, como baterias e hidrogênio verde, aumentarão esses benefícios. (Green Car Congress– 17.11.2020)

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5 Ibama lança termo de referência para eólica offshore

O Ibama lançou nesta terça-feira (17/11) em evento virtual o termo de referência padrão para produção de estudos de impacto ambiental para projetos de geração de energia eólica offshore. Resultado de três anos de trabalho de sua equipe técnica, a documentação serve como base para empreendedores saberem o que será exigido no processo de licenciamento ambiental dos projetos. O termo de referência havia sido objeto de consulta pública, entre janeiro e abril deste ano, e de alguns workshops internacionais feitos para incluir sugestões de países mais avançados e já com regulamentações para a geração eólica offshore. Entre os temas mais polêmicos durante o período de contribuições, e que agora foram definidos, um destaque é a questão do limite de proximidade à costa dos parques offshore. Nesse caso, o Ibama preferiu um meio termo entre a sugestões que pediam o longo afastamento da costa dos parques, de até 50 km, para evitar impactos ambientais próximos das praias – e como ocorre em alguns países – e as que não pediam a estipulação de limites. (Brasil Energia – 18.11.2020)

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6 Reino Unido revela plano de £ 12 bi para a ‘revolução verde’

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, revelou um plano de £ 12 bilhões para criar uma “revolução industrial verde” que gerará até 250.000 empregos. O plano de dez pontos de Johnson, que reitera a promessa da política de Londres de 40 GW de energía eólica offshore até 2030 e 60.000 empregos no setor, colocará o país no caminho para atingir emissões líquidas zero de CO2 em 2050. Além da energia eólica offshore, o governo está prometendo 5 GW de hidrogênio com baixo teor de carbono até 2030 para transporte, indústria e residências, uma aceleração da implantação nuclear e novos esquemas de captura de carbono. Haverá também foco em inovação e finanças. Uma grande parte das despesas, mais de £ 2,3 bilhões, será usada para acelerar a transição para veículos elétricos, com Londres encerrando a venda de carros a gasolina e diesel até 2030, dez anos antes do planejado. (Renews – 17.11.2020)

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7 Equinor: metas climáticas ainda podem ser alcançadas

As metas de clima e sustentabilidade ainda podem ser alcançadas pelo mundo. Essa é a principal conclusão do 10º relatório Energy Perspectives da Equinor. O caminho seria uma distribuição mais equitativa do crescimento econômico e das contribuições dos países desenvolvidos para ações climáticas e desenvolvimento também em mercados emergentes. O relatório descreve os resultados possíveis para o desenvolvimento da economia mundial, a matriz energética global, a demanda de energia e as emissões de gases de efeito estufa até 2050. O reequilíbrio é um novo cenário no relatório deste ano, que descreve como o mundo ainda pode atingir as metas do Acordo de Paris e limitar o aquecimento global a bem abaixo de dois graus celsius. (Agência CanalEnergia – 18.11.2020)

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8 Iberdrola e Nel em projeto de hidrogênio verde

A Iberdrola e a Nel, líder mundial na fabricação de eletrolisadores, por meio da Nel Hydrogen Electrolyser, uniram suas capacidades para fazer da Espanha uma referência tecnológica e industrial em hidrogênio verde. As empresas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para desenvolver e implantar projetos de eletrolisadores de grande escala e promover a cadeia de fornecimento de hidrogênio na Espanha. A empresa norueguesa Nel é a maior fabricante mundial de eletrolisadores, com operações comerciais em mais de 80 países. (REVE – 18.11.2020)


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9 China pode ajudar a aumentar mercado de hidrogênio

Segundo a Shell, a China pode ter um papel crucial no desenvolvimento de um mercado global de hidrogênio, com sua enorme demanda por tecnologias de descarbonização que provavelmente levarão ao aumento de empreendimentos de grande escala, ajudando a cortar custos da tecnologia em todo o mundo. A Shell assinou seu primeiro projeto comercial de hidrogênio na China na semana passada. O projeto terá postos de abastecimento de hidrogênio na cidade de Zhangjiakou, que sediará parte dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim em 2022. A cidade está lançando 1.000 caminhões e ônibus a hidrogênio para apoiar o esforço logístico de sediar os jogos. A nova joint venture entre a Shell China e as autoridades da cidade de Zhangjiakou construirá um eletrolisador de 20 MW, além de postos de reabastecimento. (GreenTechMedia – 19.11.2020)

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10 Hidrogênio verde em ascensão em toda a Europa

O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez disse que o país vai investir € 1,5 bilhão no desenvolvimento do hidrogênio verde nos próximos três anos. O financiamento faz parte de um pacote de investimento público-privado de € 8,9 bilhões por meio do qual a Espanha pretende instalar até 600 MW de capacidade em eletrolisadores até 2024, passando para 4 GW até 2030. O hidrogênio verde também foi um ponto central em um plano de gastos com energia divulgado pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson nesta semana. O plano incluía entre £ 4 bilhões e £ 12 bilhões de novo financiamento público e apresentava uma meta de 5 GW de capacidade de hidrogênio de baixo carbono até 2030. A Alemanha pretende gastar € 9 bilhões em hidrogênio, e a França está investindo € 2 bilhões. A União Europeia tem uma meta de 40 GW de capacidade instalada de eletrolisadores até 2030. (GreenTechMedia – 20.11.2020)

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11 Em relatório, G-20 diz que meio ambiente é desafio gigante

No comunicado da reunião de cúpula virtual encerrada neste domingo, 22, o grupo das 20 principais economias do mundo, o G-20, reforçou que a pauta ambiental é um dos grandes desafios da atualidade. “Lidar com as mudanças climáticas está entre os desafios mais urgentes do nosso tempo”, afirma o texto. Neste sentido, o grupo de países estabelece seu alinhamento a compromissos relacionados em relação à redução da poluição. No segundo ponto, o G-20 afirma que mantém seu compromisso com o acesso amplo à energia por parte da população, dentro dos chamados 3E+S (em inglês), ou seja: a energia deve ser segura, eficiente, estável e ambientalmente correta. “Nós reafirmamos o nosso compromisso conjunto na racionalização e desativação, a médio prazo, de subsídios a combustíveis fósseis e ineficientes que encorajem um consumo gerador de resíduos”, diz o texto. (O Estado de São Paulo – 23.11.2020)

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12 IRENA e GWEC unem esforços para impulsionar energias renováveis

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) uniram esforços com o objetivo de aumentar a adoção e implantação de energias eólicas e renováveis em todo o mundo. O acordo de cooperação foi assinado pelo diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera e pelo executivo-chefe da GWEC, Ben Backwell, no evento dos Diálogos Race to Zero. As tecnologias renováveis, como a energia eólica e solar onshore e offshore, bem como as medidas de eficiência energética, podem fornecer mais de 90% das reduções de emissões necessárias, enquanto fornecem empregos e ganhos econômicos no processo, disseram os representantes da IRENA e da GWEC. As partes também concordaram em trabalhar de forma colaborativa para minimizar as barreiras regulatórias, legais e administrativas ao investimento em energia eólica e renovável e aprimorar os diálogos e ações internacionais para aumentar a participação das energias renováveis na matriz energética global. (Renews – 19.11.2020)

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Geração Distribuída

1 Escolas públicas podem ganhar programa de financiamento para microGD

Escolas públicas podem contar com sistemas de micro e minigeração distribuída, caso seja aprovado o Projeto de Lei 4.946/2020, que cria um programa de financiamento para instalação de centrais renováveis. Segundo o PL, Programa de Autonomia Energética das Escolas Públicas será financiado com 60% dos recursos que hoje as empresas de energia elétrica destinam para programas de eficiência energética. Escolas localizadas em áreas do sistema isolado terão financiamento pela Conta de Consumo de Combustível (CCC). Neste caso, as escolas vão propor os projetos de micro e minigeração, que não poderão exceder a demanda mensal por eletricidade. O objetivo do Programa de Autonomia Energética é melhorar o conforto térmico e a iluminação das escolas públicas, e também diminuir índices de inadimplência das escolas com as distribuidoras. (Agência Câmara – 16.11.2020)

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2 BV e Weg firmam parceria para financiar micro e miniGD

O Banco Votorantim (BV) e a Weg firmaram parceria para oferta de linha de crédito voltada à instalação de centrais solares de pequeno porte, em casas ou empresas, incluindo o custo do equipamento e da mão de obra. Os valores da linha de crédito não foram divulgados. A linha também envolve a despesa com a contratação de integradores, empresas que fazem a instalação dos sistemas e que fazem a revenda das placas. O BV já possuía parceria de financiamento com o marketplace de micro e minigeração distribuída Portal Solar, desde 2018. (Brasil Energia – 18.11.2020)

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3 TCU dá 90 dias para Aneel apresentar plano de revisão das regras de micro e miniGD

O TCU determinou na última quarta-feira (18/11) à Aneel que apresente ao tribunal em 90 dias um plano de ação para concluir o aperfeiçoamento da RN 482/2012. No entendimento do tribunal, é necessário promover a retirada dos subsídios para a micro e minigeração distribuída. O TCU quer a retirada da diferenciação tarifária entre os consumidores em função ou não do sistema de compensação de energia elétrica. Segundo o tribunal, a concessão do subsídio é “caracterizada pelo repasse de custos e encargos do setor elétrico de forma desigual aos consumidores, com oneração àqueles que não aderiram ao referido sistema de compensação”. (Brasil Energia – 23.11.2020)

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4 Cemig SIM inicia pré-venda de GD para segmento residencial

A Cemig SIM iniciou na última sexta-feira, 20 de novembro, o cadastro para pré-venda de energia solar por assinatura para os clientes do mercado residencial. A partir de janeiro de 2021, aqueles que já realizaram o pré-cadastro, que é totalmente online terão descontos de 15% sobre a tarifa mensal, sem obrigação de cumprimento de período de fidelidade. O braço de inovação do Grupo Cemig, até o momento, atuava apenas no segmento comercial e industrial. Agora a empresa dá mais passo para sua expansão com a comercialização residencial, aplicável para consumo acima de 300 kWh. A energia é gerada remotamente, em áreas com radiação solar mais favorável, no norte e noroeste de Minas Gerais, e chega pela rede da distribuidora, porém, com menor custo. A expectativa da empresa é a de atender até mil novos contratos nos primeiros três primeiros meses de 2021. (Aneel – 23.11.2020)

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5 CAOA Montadora inaugura fachada com geração solar em Goiás

A SolarVolt finalizou a implementação de um conjunto de Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV) na fachada do Centro de Pesquisas e Eficiência Energética (CPEE) da CAOA Montadora, no município de Anápolis (GO), tornando 850m² da superfície de vidro capaz de produzir energia suficiente para todas as estações de trabalho do prédio, que recebeu design moderno, incluindo o logo da CAOA funcional, customizado com os OPVs. A tecnologia utilizada nos filamentos encapsulados em vidro é a GLASS, desenvolvida pela Sunew, e tem como característica o aumento da eficiência conforme a elevação da temperatura externa, o que torna a solução ideal para áreas expostas à forte radiação solar, independente do posicionamento em direção ao sol. (Agência CanalEnergia – 20.11.2020)

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Armazenamento de Eletricidade

1 Form Energy levanta US $ 70 mi para bateria de longa duração

A Form Energy levantou financiamento de US$ 70 milhões para produzir sua tecnologia de armazenamento de energia de longa duração. Isso traz o total arrecadado para cerca de US $ 120 milhões. A empresa buscou materiais que pudessem fornecer dias ou semanas de armazenamento a um custo mais baixo do que o íon de lítio normalmente usado em baterias. Mateo Jaramillo, cofundador da empresa, disse que sua equipe trabalhou em uma química de bateria de enxofre aquoso e uma solução eletroquímica não revelada para criar a bateria de longa duração. (GreenTech Media – 16.11.2020)

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2 Sistema de armazenamento de energia no Senegal

O Climate Fund Managers (CFM) celebrou um acordo de desenvolvimento conjunto com a Energy Resources Senegal (ERS) para desenvolver um sistema de armazenamento de bateria solar fotovoltaica de 30 MW e de 45 MWh em Niakhar, Senegal. O país é um dos primeiros a aprovar uma lei de energia renovável na África Ocidental e é considerado um dos pioneiros no setor de energia renovável. Como a principal usina de energia solar híbrida do Senegal com armazenamento de bateria, o projeto abrirá o caminho para novas aplicações desta tecnologia não apenas no Senegal, mas também em outros países africanos com ambições de aumentar sua dependência de soluções flexíveis de energia renovável. (Energy Global – 17.11.2020)

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3 Hidrogênio verde como tecnologia de armazenamento

Segundo Jussi Heikkinen, diretor de crescimento e desenvolvimento da divisão das Américas da Wärtsilä Energy Business, ao analisar o hidrogênio como combustível substituto, deve-se fazer uma redefinição do que ele pode fazer pelo sistema elétrico de forma mais ampla. “O hidrogênio verde é uma tecnologia de armazenamento de energia. Isso é muito importante porque, se você olha para ele como um combustível, você deseja compará-lo com o preço do gás natural, carvão e outros combustíveis – e essa comparação não parece muito boa para o hidrogênio. A comparação adequada é quanto custaria em comparação com íons de lítio ou outras tecnologias de armazenamento”, disse o diretor. (GreenTechMedia – 17.11.2020)

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4 Energy Source prepara novas frente de negócio para 2021

Com uma solução brasileira para dois dos principais desafios do mercado de baterias – o custo e a destinação adequada a equipamentos usados – a Energy Source buscará diversificar seus negócios, a partir de 2021. Além de produzir baterias de íon-lítio na fábrica em São João de Boa Vista (SP) a companhia passará a ofertar serviços diversos como armazenamento para sistemas offgrid e backup. A companhia reaproveita baterias que já tiveram um primeiro ciclo de vida útil para produzir um novo equipamento. Após a coleta, esses materiais são desmontados, tratados e testados individualmente para então formar uma bateria completamente nova. As baterias da Energy Source custam R$ 3.400 por unidade, com 3,1 kWh de capacidade, pesando 17 kg. Pesam um terço que a bateria de chumbo ácido (70 kg), por exemplo. São também mais baratas que as baterias novas de lítio, embora tenham um ciclo de vida, por estarem em seu segundo, mais curto. São até 1.600 ciclos no caso da Energy Source e cerca de 6.000 ciclos no caso das baterias novas. (Brasil Energia – 23.11.2020)

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Mobilidade Elétrica

1 Brasil aposta em VE com célula de combustível a etanol

Em um mercado de VEs que ainda é bastante reduzido o Brasil se prepara para apontar novas soluções para a mobilidade elétrica. Recentemente, foi noticiado que mineradoras estão apostando no níquel para a produção de baterias de VEs, podendo colocar o país em posição de destaque nessa indústria. Mas um segmento bem tradicional por aqui também tem planos para país nessa transição. O setor de cana-de-açúcar vê na célula de combustível a etanol uma solução para baixas emissões. Além de praticamente banir o carro a gasolina no Brasil, o etanol tem como desafio se impor frente a diferentes tecnologias na busca pela eletrificação. O setor defende que a célula combustível que produz hidrogênio a partir do etanol é mais eficiente: a tecnologia, ainda em desenvolvimento, consiste em separar o hidrogênio do etanol e produzir eletricidade por meio de um processo químico no próprio veículo. Como vantagens, está a redução da necessidade de baterias grandes e caras. Também apresenta o benefício de se utilizar de uma rede de postos já estabelecida, eliminando os investimentos em redes de carregamento e distribuição de energia. (Inside EVs – 17.11.2020)

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2 Volkswagen confirma ‘corrida contra a Tesla’

O Grupo Volkswagen planeja investir US$ 86 bilhões em mobilidade elétrica, tecnologia híbrida e digitalização nos próximos cinco anos. Vale destacar novamente que US$ 41 bilhões deste montante serão investidos apenas na produção de carros elétricos a bateria. O CEO do Grupo Volkswagen, Herbert Diess deixou claro que os investimentos estão em vigor, pelo menos em parte, para competir e alcançar a Tesla. Ele disse que acredita que o Grupo Volkswagen tem algumas vantagens importantes. Diess mencionou especificamente seus diferentes estilos de carroceria e sua rede de concessionárias. A capacidade de produção da montadora também tem potencial para alcançar rapidamente a Tesla, especialmente com os novos investimentos. (Inside EVs – 18.11.2020)

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3 Didi Chuxing: VE pensado para o compartilhamento

O gigante chinês da mobilidade Didi Chuxing, um dos principais rivais internacionais do Uber, lançou o seu próprio VE chamado de D1. Criado em parceria com a BYD, o modelo foi pensado desde o zero como um carro para compartilhamento. O interior é versátil, tem bancos ergonômicos e portas automáticas de correr para facilitar o acesso dos passageiros. O D1 permite que os usuários definam suas escolhas para a viagem por meio de um aplicativo. É possível definir a temperatura do ar-condicionado ou aquecimento, entre outras coisas, antes de iniciar o trajeto. O monovolume é equipado com um sistema de condução autônoma nível 2, volante inteligente e também estão disponíveis tecnologias como Sistema de Segurança Móvel, reconhecimento facial, assistente de voz com Inteligência Artificial e sistema de pagamento integrado. A DiDi planeja colocar em serviço nada menos que 1 milhão de veículos conectados e com a tecnologia de condução autônoma até 2025. (Inside EVs – 17.11.2020)

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4 Electrify America: tecnologia de pagamento Plug & Charge

A rede de recarga ultrarrápida da Electrify America agora oferece a tecnologia de pagamento Plug & Charge, que permite aos proprietários de VEs iniciar uma carga sem pegar sua carteira, smartphone ou cartão do banco. Após um breve registro online, os motoristas podem pagar automaticamente pela cobrança, simplesmente conectando seu VE. O carregador se comunica com o veículo para identificar, autenticar, autorizar e cobrar a conta registrada do cliente pela sessão de cobrança. Esta tecnologia está agora disponível em todos os carregadores Electrify America nos EUA. (Green Car Congress– 17.11.2020)

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5 GESEL: instalação de postos de recargas cria um círculo virtuoso para VEs

Atualmente, a EDP tem 50 pontos de carregamento ativos no País e espera triplicar o tamanho dessa rede até o fim de 2022 [30 só com o projeto Plug&Go, realizado em parceria com o GESEL e as fabricantes Audi, Porsche e Volkswagen]. Nuno Pinto, chefe de mobilidade elétrica e negócios B2C da EDP, diz que não se pode esperar a demanda aumentar para começar a movimentação nesse caminho. Segundo ele, o mercado de VEs prevê um crescimento de 60% neste ano, comparado a 2019. Para o professor da UFRJ, Nivalde Castro, a instalação de postos de recargas cria um círculo virtuoso e estimula a compra de VEs, que são uma opção mais sustentável. Ele afirma que esse é um processo irreversível e cabe muito bem ao País, que tem a matriz elétrica mais limpa do mundo. Até julho, segundo ABVE, com base no aplicativo Tupinambá Energia, o País tinha 315 eletropostos no Brasil (excluídos pontos de recarga em condomínios residenciais). (GESEL e O Estado de São Paulo – 19.11.2020)

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6 EDP: parceria com rede Graal para instalar postos de recarga

O grupo EDP firmou parceria com a rede Graal para instalar 8 pontos de recarga para VEs no Estado de SP. A expectativa é que os eletropostos estejam prontos até o fim deste ano e que a operação tenha início já nos primeiros meses de 2021. Para a EDP, o projeto é mais um passo na transição energética. Já para a Graal, a iniciativa é uma forma de garantir a presença dos clientes com a oferta de mais um serviço, além dos atuais postos de combustível, lojas de conveniência e restaurantes. As estações de recarga fazem parte do projeto Plug&Go, uma iniciativa em parceria com [o GESEL] e as fabricantes Audi, Porsche e Volkswagen para montar uma rede de recarga ultrarrápida na América Latina. A expectativa é que 30 postos sejam instalados até 2022 no País, com investimentos totais de R$ 33 milhões. No total, serão 15 estações de recarga instaladas nos postos Graal, incluindo duas unidades em MG. Com isso, a empresa de energia passa a ter presença em todos os Estados do Sudeste. (O Estado de São Paulo – 19.11.2020)

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7 Santos Brasil adquire carregadores para veículos elétricos

A Santos Brasil adquiriu dois carregadores para carros elétricos, que ficarão disponíveis no Terminal de Veículos da companhia. Um deles será fixo, instalado em um totem, e outro será móvel, acoplado a um veículo da empresa para atender a automóveis que percam carga no momento do desembarque dos navios, evitando a necessidade de reboque. O Terminal de Veículos fica localizado no Porto de Santos e tem capacidade de movimentar 300 mil automóveis por ano. O país ainda não tem fabricação de modelos 100% elétricos, sendo eles importados de outros países. (Brasil Energia – 18.11.2020)

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8 Plataforma de carregamento escalonável para VEs

A Tritium, fornecedora de tecnologia de carregamento rápido DC para VEs, revelou sua plataforma de hardware MSC (Modular Scalable Charging) – a primeira plataforma a permitir redes escaláveis de carregamento de VEs. A plataforma MSC oferece aos clientes a flexibilidade de aumentar o nível de energia de seus carregadores à medida que os recursos de carregamento de VE avançam e “pagar conforme você cresce”. A potência do carregador pode ser aumentada em incrementos de 25kW, começando em 25kW e aumentando para 350kW. (Green Car Congress – 17.11.2020)

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9 Embraer e EDP Brasil: parceria para desenvolver avião elétrico

A Embraer e a EDP Brasil anunciaram nesta sexta-feira (20) parceria para pesquisa de avião elétrico, com a empresa do setor de energia realizando um aporte para a aquisição da solução de tecnologia de armazenamento de energia e recarga do avião demonstrador de tecnologia de propulsão 100% elétrica. O protótipo, que usa um EMB-203 Ipanema como plataforma de testes, já está em desenvolvimento e tem o primeiro voo previsto para 2021. A parceria entre as empresas vai permitir investigar a aplicabilidade de baterias de alta tensão para o sistema de propulsão elétrico de um avião de pequeno porte, além de avaliar suas principais características de operação, como peso, eficiência e qualidade de energia, controle e gerenciamento térmico, ciclagem de carregamento, descarregamento e segurança de operação. (O Globo – 20.11.2020)

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Medidas de Gestão e Resposta da Demanda

1 BID lança plataforma para ajudar na adoção de fontes mais limpas

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou uma plataforma online gratuita para ajudar municípios a usar a eletricidade de maneira mais eficiente, a fim de gerar economia no emprego de recursos ou ajudar na adoção de fontes mais limpas. Denominada Enerflix, a plataforma tem três tipos de apoios: treinamentos, ferramentas e passo a passo para projetos. Os conteúdos estão agrupados em três grandes frentes: eficiência energética em geral, com foco em edifícios públicos, eficiência energética de iluminação pública e geração distribuída por meio de sistemas fotovoltaicos. (Brasil Energia – 23.11.2020)

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Digitalização do Setor Elétrico

1 Três startups brasileiras finalistas do programa de aceleração da EDP

Com soluções distintas, três startups brasileiras são finalistas do prêmio internacional de aceleração da EDP, o Starter Business Acceleration, que acontece na próxima quarta-feira (18/11). A vencedora garante um prêmio de € 50 mil. De 820 candidaturas ao programa – de 74 países – 120 foram apresentadas por empresas brasileiras. As finalistas brasileiras são Green Plat, com um um software de controle e gestão de resíduos; Nuveo, que desenvolveu uma série de tecnologias de inteligência artificial, com 60 algoritmos patenteados, muitas focadas na captura de informações e análise de documentos e bases de dados; e Energy Source, que aposta nas soluções estacionárias de bancos de baterias de íon-lítio em seu segundo ciclo de vida útil. (Brasil Energia – 18.11.2020)

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2 Uso do Pix incrementa digitalização para clientes da Neoenergia

Nos primeiros dois dias de uso do Pix, as distribuidoras do Grupo Neoenergia emitiram 60 mil faturas digitais com a nova forma de pagamento. O uso do Pix pelos clientes da Celpe (PE), Coelba (BA), Cosern (RN) e Elektro (SP) está inserido dentro de uma iniciativa chamada ‘Conexão Digital’, para digitalizar a experiência do cliente. A iniciativa é considerada o maior e mais importante projeto de Pesquisa e Desenvolvimento no âmbito da Aneel com foco no cliente. “Vimos a oportunidade de usar essa nova tecnologia para que os consumidores pudessem fazer o pagamento da conta”, explica Luiz Flavio, diretor de serviços da Neoenergia. A pandemia acabou acelerando muitos processos de digitalização e na distribuição não foi diferente. Com o fechamento das lojas, o atendimento via WhatsApp foi o canal que mais cresceu no período, com quase dois milhões de clientes tendo usado a ferramenta. (Agência CanalEnergia – 18.11.2020)

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Artigos e Estudos

1 Dissertação sobre aplicação de blockchain para geração distribuída

Em dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Computacionais, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Yuri Bastos Gabrich delineia os desafios e oportunidades de uma aplicação distribuída (DApp) para apoiar o gerenciamento de energia de micro/mini-redes dentro de uma determinada legislação brasileira, que denomina o grupo de consumo compartilhado. O trabalho também produziu o contrato inteligente MTEsm que gerencia a cripto-moeda SEB. Todo o processo de desenvolvimento é apresentado e tenta mostrar as questões econômicas e técnicas que devem ser consideradas para uma proposição completa de validação do conceito. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 17.11.2020)

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2 Artigo GESEL: “Novas perspectivas para o mercado de hidrogênio com o novo mercado de gás”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Sayonara Eliziário e Marta Célia Dantas, pesquisadoras da UFPB e Kalyne Silva e Allyson Thomas pesquisadores juniores do GESEL/UFRJ, falam sobre oportunidades para o mercado de hidrogênio do Brasil pós aprovação da Lei do Gás. Os pesquisadores afirmam que “um dos pontos importantes a ser discutido é a existência de uma infraestrutura de dutos e abastecimento que garanta o transporte confiável, sustentável e econômico em grande escala, como pré-requisito para a competitividade e a absorção de um mercado de hidrogênio, visto que a produção centralizada provavelmente dominará o fornecimento no curto e médio prazo”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 18.11.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Lorrane Câmara
Pesquisador: Mateus Amâncio
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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