IFE.H2 10

Informativo Eletrônico – Geração de Energia com Hidrogênio nº 10 – publicado em 19 de novembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 10 – 19 de novembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas
1
Membros da Assembleia da Califórnia pedem a adoção de tecnologias neutras de carbono
2 Austrália: Queensland estabelece Ministro do Hidrogênio
3 DOE lança plano do programa de hidrogênio
4 Rússia combina conhecimentos para desenvolver cadeia de tecnologia do hidrogênio
5 Desenvolvendo infraestrutura de hidrogênio na China
6 Oportunidade para o hidrogênio na América Latina

Mercado
1 BP e Orsted fazem parceria para produção de hidrogênio verde na Alemanha
2 Nel e Statkraft assinam Carta de Intenção para projeto de hidrogênio verde
3 Hungria: Nova colaboração para a produção de hidrogênio verde
4 Alemanha: E.ON converte gasoduto de gás natural em hidrogênio
5 Brasil: Empresa australiana quer construir usina de hidrogênio verde no Ceará
6 Califórnia está tentando impulsionar a economia do hidrogênio
7 Primeiras casas aquecidas com hidrogênio no Reino Unido
8 Mitsubishi Power planeja utilizar hidrogênio para armazenamento de energia

9 Governo federal australiano investe 53 bilhões em hidrogênio verde

10 Estratégia Nacional do Chile para o Hidrogênio Verde

Tecnologia e Inovação
1 Xcel e Laboratório Nacional de Idaho usam energia nuclear para produção de hidrogênio
2 Nova tecnologia fotovoltaica para produção de hidrogênio verde
3 Um drone movido a hidrogênio durou mais de três horas no ar

4 Linde e Evonik oferecem solução para extrair hidrogênio do gás natural

Mobilidade
1 Empresas fazem parceria na infraestrutura de reabastecimento de hidrogênio
2 Volvo não pensa em ficar para trás e quer substituir diesel por células a combustível
3 Navio movido a hidrogênio no Parque Natural Regional do Golfo de Morbihan

Eventos
1 5ª Semana de Energia da América latina
2 Tecnologias Voltadas à Sustentabilidade do Meio Ambiente no BW Expo Summit Digital 2020
3 Johnson Matthey premiado por tecnologia de hidrogênio de baixo carbono
4 FEM nomeia o hidrogênio verde como uma das 10 principais tecnologias emergentes de 2020

Artigos e Estudos
1 GESEL: Novas perspectivas para o mercado de hidrogênio com o novo mercado de gás
2 O hidrogênio é e não é o futuro da energia
3 Brasil: Hidrogênio verde como vetor de expansão das renováveis
4 O mercado global de produção de hidrogênio atingirá US$ 420 bilhões em 2030

5 Finlândia lança seu roadmap de Hidrogênio



 

 

Políticas Públicas

1 Membros da Assembleia da Califórnia pedem a adoção de tecnologias neutras de carbono

Nove membros da Assembleia do Estado da Califórnia enviaram uma carta formal ao governador do estado, Gavin Newsom, pedindo que ele adotasse uma abordagem tecnologicamente neutra para descarbonização. A carta, de três páginas, diz que houve um foco desproporcional na tecnologia de veículos elétricos a bateria, por meio dos muitos programas de financiamento do estado. Porém, os membros pedem a inclusão de esforços administrativos e de agências na tecnologia de célula a combustível de hidrogênio, especialmente em aplicações para veículos médios e pesados, onde consideram que as células podem ser a única solução viável. (Green Car Congress – 10.11.2020)

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2 Austrália: Queensland estabelece Ministro do Hidrogênio

Pela primeira vez na Austrália, Queensland estabeleceu um Ministro do Hidrogênio, já que o estado reconhece a importância desta valiosa fonte de energia. O Conselho Australiano de Hidrogênio aprovou a entrada de Mick De Brenni, que assumirá o novo cargo, e diz que este é o momento certo para reconhecer o hidrogênio com um portfólio próprio. “Ao criar um portfólio próprio de hidrogênio, o governo de Queensland reconhece o hidrogênio como uma nova indústria importante na recuperação econômica e uma grande oportunidade para Queensland”, disse a CEO do Conselho Australiano de Hidrogênio, Dra. Fiona Simon. (H2 View – 10.11.2020)

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3 DOE lança plano do programa de hidrogênio

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) divulgou um Plano do Programa de Hidrogênio para fornecer uma estrutura estratégica para suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e demonstração (RD&D) de hidrogênio. O programa espera promover a produção, transporte, armazenamento e uso de hidrogênio a preços acessíveis em diferentes setores da economia. Além do mais, os Escritórios de Eficiência Energética e Energia Renovável do DOE, Energia Fóssil, Energia Nuclear, Eletricidade, Ciência e a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada-Energia também estão envolvidos no programa. (Green Car Congress – 13.11.2020)

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4 Rússia combina conhecimentos para desenvolver cadeia de tecnologia do hidrogênio

A Rússia pode se tornar um líder no campo da energia do hidrogênio e, para atingir essa meta, no início de 2021 apresentará propostas para estimular a tecnologia do hidrogênio, disse o vice-primeiro-ministro Alexander Novak. A comunidade científica das universidades e institutos da Academia Russa de Ciências, criaram um consórcio de hidrogênio no país, através de um grupo chamado “Vale do Hidrogênio Tecnológico”. Os membros do consórcio desenvolverão conjuntamente tecnologias em toda a chamada “cadeia do hidrogênio”: desde tecnologias para sua produção e armazenamento até o uso seguro. (Sputnik International – 16.11.2020)

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5 Desenvolvendo infraestrutura de hidrogênio na China

A Xebec, uma empresa de soluções de energia limpa, e o Shenergy Group, empresa estatal, abrirão oportunidades em grande escala para desenvolver, em parceria, a tarefa de construir uma infraestrutura para o hidrogênio em toda a China. “O mercado de hidrogênio combustível está começando a acelerar com as novas políticas governamentais da China e queríamos fortalecer nosso relacionamento com esse investimento estratégico”, disse Xue Feng Song, vice-gerente geral da Shenergy. (H2 View – 12.10.2020)

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6 Oportunidade para o hidrogênio na América Latina

A América Latina pode se tornar um contribuinte fundamental para impulsionar o mundo em direção ao hidrogênio de baixo carbono. Os governos dos países latino-americanos estão tomando medidas decisivas para identificar e promover o potencial do hidrogênio como uma componente chave para a transição energética. Mas, para que isso aconteça, o diálogo e a colaboração entre os países são fundamentais para garantir que as regulamentações e os mercados estejam harmonizados. Com o intuito de sistematizar as informações de cada país, foram identificadas as seguintes questões: (i) desenvolvimento das políticas, (ii) demandas existentes, (iii) projetos e (iv) oportunidades para o hidrogênio de baixo carbono. Devido ao potencial energético de fontes renováveis da América Latina, os países são bons candidatos para a exportação de hidrogênio verde ou de baixo carbono. (International Energy Agency – 02.11.2020)

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Mercado

1 BP e Orsted fazem parceria para produção de hidrogênio verde na Alemanha

A BP, multinacional Reino Unido, revelou no dia 10 de novembro uma aliança com a Orsted, a maior empresa de energia da Dinamarca, para construir um eletrolisador de 50MW de potência, para produção de hidrogênio verde. O eletrolisador será alimentado por energia renovável proveniente do parque eólico offshore da Orsted localizado no Mar Norte e o hidrogênio produzido será usado em refinarias. Espera-se que a produção seja de cerca de 9000 toneladas por ano e que o projeto esteja operando até 2024. De acordo com a BP, isso será o suficiente para substituir cerca de 20% do consumo atual de hidrogênio cinza, evitando a emissão de 80000 toneladas de CO2. (H2 View – 10.11.2020)

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2 Nel e Statkraft assinam Carta de Intenção para projeto de hidrogênio verde

A Nel Hydrogen Electrolyser e a Statkraft assinaram uma Carta de Intenção (LoI) para desenvolver um projeto de um eletrolisador alcalino com potência de 40-50 MW. O hidrogênio produzido será utilizado para no processo de produção de aço reforçado, como uma alternativa aos combustíveis fósseis, que leva a emissões de aproximadamente 100.000 toneladas anuais de CO2. O projeto, que está previsto para o final de 2023, pretende cortar inicialmente 60% das emissões, com a intenção futura de aumentar a capacidade do eletrolisador em uma série de duas etapas até 2030. (NEL – 30.10.2020)

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3 Hungria: Nova colaboração para a produção de hidrogênio verde

A produção de hidrogênio verde na Hungria é foco de uma nova colaboração entre a Hy-Hybrid Energy, Goldi Mobility e a divisão Green H2 da Eason Industrial Engineering. A Hy-Hybrid avaliará o custo total da produção de hidrogênio considerando as tarifas de eletricidade renovável (solar e eólica) e o CAPEX das unidades eletrolisadoras de 25-100 Nm³/h da Green H2, enquanto a Goldi abrirá discussões com autoridades e partes interessadas. A Green H2 fornecerá suporte para sistemas de geração de hidrogênio compatíveis com os padrões da União Europeia, que incluem a instalação completa e comissionamento nas instalações locais da Goldi na Hungria. (H2 View – 11.11.2020)

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4 Alemanha: E.ON converte gasoduto de gás natural em hidrogênio

A empresa europeia de serviços públicos E.ON está convertendo um gasoduto de gás natural, que faz parte do sistema de abastecimento público na Alemanha, em hidrogênio puro. A conversão é parte do projeto de pesquisa e desenvolvimento “H2HoWi” lançado em conjunto com a Westnetz GmbH. Todo o projeto será executado e administrado pela Westnetz. As obras começarão em novembro de 2020 e previsão de finalização até o final de 2023. Com o monitoramento constante do projeto será possível confirmar se o hidrogênio não tem influência nas propriedades do material da tubulação ou na estanqueidade da infraestrutura existente. (H2 View – 11.11.20)

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5 Brasil: Empresa australiana quer construir usina de hidrogênio verde no Ceará

Uma empresa australiana está interessada em construir uma usina de hidrogênio verde no Ceará. Com participação de fundos europeus, a investidora está em negociação com o Governo do Estado e pode assinar um protocolo até o fim de dezembro, segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior. Embora tenha-se uma alta expectativa, ainda não foi divulgado um projeto pronto nem cronograma de construção da usina ou mesmo quando entraria em operação. (Diário do Nordeste – 12.11.2020)

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6 Califórnia está tentando impulsionar a economia do hidrogênio

Desde que o presidente George W. Bush abasteceu uma minivan com hidrogênio, há 15 anos, a promessa de carros e caminhões movidos a esse combustível surgiu quase vazia. Todavia, na Califórnia, o início de uma economia do hidrogênio pode finalmente estar surgindo. Dezenas de ônibus a hidrogênio avançam pesadamente pelas ruas da cidade, enquanto postos de abastecimento cada vez maiores estão surgindo de San Diego a San Francisco, financiados pelos governos estadual e federal. Com os custos de produção e transporte de hidrogênio caindo, a Califórnia está estabelecendo metas ambiciosas para eliminar os veículos movidos a combustíveis fósseis, em favor de baterias e hidrogênio. Grandes empresas automotivas e de energia como a Toyota Motor e a Royal Dutch Shell se comprometeram em fornecer mais carros e postos de abastecimento. (The New York Times – 11.11.2020)

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7 Primeiras casas aquecidas com hidrogênio no Reino Unido

Três casas foram especificamente projetadas e construídas para um projeto chamado ‘HyStreet’, realizando testes de segurança para o H21 e o programa Hy4Heat do governo do Reino Unido. As casas, localizadas nas instalações de Spadeadam, desempenham um papel central de um projeto multimilionário que pesquisa e prova a segurança da conversão de casas e redes de gás em hidrogênio. As caldeiras de hidrogênio instaladas nas residências, funcionaram bem no primeiro mês de operação e continuam fornecendo aquecimento e água quente. O CEO da Worcester Bosch, Carl Arntzen, disse que espera que esses testes iniciais encorajem os governantes a implantar o gás hidrogênio como combustível do futuro. (H2 View -13.11.2020)

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8 Mitsubishi Power planeja utilizar hidrogênio para armazenamento de energia

A Mitsubishi Power Americas está se posicionando como uma empresa de descarbonização. Baseada inicialmente em tecnologias de armazenamento de hidrogênio e em bateria de lítio íon, a empresa possui planos, a longo prazo, para utilizar o hidrogênio em outras aplicações como geração de energia, de acordo com o presidente e CEO Paul Browning. “Se você deseja armazenar eletricidade por uma ou quatro horas, as baterias de íon de lítio são de longe a melhor solução. Mas, se você quiser armazenar energia elétrica por oito horas, 24 horas, uma semana, mês ou estação, as baterias serão proibitivamente caras e o hidrogênio será dramaticamente mais barato”, disse ele. (S&P Global Platts – 13.11.2020)

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9 Governo federal australiano investe 53 bilhões em hidrogênio verde

O governo federal australiano acelerou a aprovação de um projeto de AU$ 53 bilhões para produzir hidrogênio verde, para um mercado de exportação que não existe. O governo devastou áreas selvagens que, quando totalmente construída, terão 78 km2 de painéis solares e 1.600 turbinas eólicas gigantes, em um projeto do Centro Asiático de Energia Renovável. Essa usina de energia híbrida, eólica e solar, terá a capacidade de gerar 26 gigawatts, da qual a maior parte será usada para operar eletrolisadores de 14 GW, que converterão a água do mar dessalinizada em hidrogênio verde. (The Shepherd of the Hills Gazette – 15.11.2020)

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10 Estratégia Nacional do Chile para o Hidrogênio Verde

O Chile tem um enorme potencial de energias renováveis, com a possibilidade de expandir 70 vezes a capacidade de geração de eletricidade atual. Por isso, a abundância de energia renovável pode tornar o país o produtor de hidrogênio verde mais barato. O país traçou uma estratégia para o hidrogênio verde dividida em três etapas: a primeira será antecipar a implementação de hidrogênio verde em 6 aplicações prioritárias, bem como a criação de regulamentações que incentivem a produção e promova a demanda do combustível, para formar um mercado local, a segunda e terceira etapas estão centradas em conquistar mercados globais e tornar o Chile um exportador. (Ministério de Energia Chileno – Novembro 2020)

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Tecnologia e Inovação

1 Xcel e Laboratório Nacional de Idaho usam energia nuclear para produção de hidrogênio

A Xcel Energy e o Idaho National Laboratory de Minneapolis uniram forças para demonstrar um sistema que usa o vapor e eletricidade de uma usina nuclear para separar a água e produzir hidrogênio, através do processo de eletrólise. Com a ajuda de US$ 10 milhões através do financiamento federal do Departamento de Energia dos EUA, a parceria será a primeira do tipo a comparar um gerador comercial de eletricidade, com a tecnologia de eletrólise de vapor a alta temperatura (HTSE, high-temperature steam electrolysis). “Isso é um “divisor de águas” para energia nuclear e a produção de hidrogênio livre de carbono para várias indústrias ”, disse Richard Boardman, Líder Técnico do Programa Nacional de Sustentabilidade do Reator de Água Leve do DOE. (H2 View – 10.11.2020)

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2 Nova tecnologia fotovoltaica para produção de hidrogênio verde

O Instituto de Física e Química de Dalian (DICP) da Academia Chinesa de Ciências, desenvolvem tecnologia fotovoltaica comercial para gerar energia elétrica utilizada na eletrólise da água. Uma das principais tecnologias inovadoras do projeto é o eletrocatalisador eficiente, de baixo custo e longa vida útil para eletrólise da água na produção de hidrogênio. A instalação apresenta uma capacidade de produção de mais de 1000 Nm³ de hidrogênio por hora em um único conjunto de células eletrolíticas industriais, e o consumo de energia de hidrogênio da unidade foi reduzido para menos de 4,3 kWh por metro cúbico. A outra inovação é o catalisador de hidrogenação de dióxido de carbono de baixo custo, alta seletividade e alta estabilidade para a produção de metanol, além de ser resistente a sinterização. O projeto consistia em três unidades: uma usina solar fotovoltaica com potência de 10 MW, uma planta de eletrolisador e uma planta para síntese de metanol. (Fuel Cell Works – 10.11.2020)

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3 Um drone movido a hidrogênio durou mais de três horas no ar

A equipe da Universidade de Tecnologia de Delft, a Marinha Real da Holanda e a Guarda Costeira da Holanda colaboraram em um projeto para a produção de um drone com célula a combustível de hidrogênio, e justamente por causa dela, o drone conseguiu permanecer no ar por 3,5 horas. Henri Werij, Reitor do Departamento de Engenharia Aeroespacial da Delft University of Technology, disse: “Um dos aspectos mais importantes deste projeto de pesquisa é o próprio vôo movido a hidrogênio, em todo o mundo, o hidrogênio é considerado um dos candidatos mais importantes para o papel de combustível de aviação amigo do ambiente”. (Avalanche Notícias – 16.11.2020)

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4 Linde e Evonik oferecem solução para extrair hidrogênio do gás natural

Como o hidrogênio começou a crescer de forma drástica recentemente, dispor de uma infraestrutura, em específico o transporte do hidrogênio é essencial, mas isso não está bem estabelecido ainda. Uma forma de se transportar o hidrogênio é misturá-lo ao gás natural e transportá-lo por meio dos gasodutos, podendo ser utilizado hidrogênio verde nessa junção. A Linde e a Evonik Industries estão trabalhando em uma solução holística totalmente integrada que reúne várias tecnologias para separar o Hidrogênio, que deve ser devidamente separado da mistura de gás natural no ponto de extração, com taxa de pureza de até 99,9999 por cento. (Fuel Cells Works – 12.11.2020)

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Mobilidade

1 Empresas fazem parceria na infraestrutura de reabastecimento de hidrogênio

A BayoTech fornecerá hidrogênio de baixo custo e zero de carbono para a Hyzon Motors, através do desenvolvimento de infraestrutura de reabastecimento de hidrogênio, para apoiar os clientes Hyzon. As duas empresas estão fazendo uma parceria que terá como foco o abastecimento de caminhões de carga e ônibus. Sob o acordo, A Hyzon construirá várias estações de reabastecimento de hidrogênio de alta capacidade, enquanto a BayoTech fornecerá tecnologia de conversão de metano para hidrogênio, que terá um baixo custo e baixo teor. (H2 view – 16.11.2020)

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2 Volvo não pensa em ficar para trás e quer substituir diesel por células a combustível

Em busca de um transporte sustentável, a Volvo acredita que o hidrogênio e o uso de células de combustível são o caminho certo. Como já foi dito pela própria fabricante Volvo, espera-se que em 20 anos, praticamente nenhum veículo seja movido por diesel, e sim, por células a combustível de hidrogênio. A empresa tem apostado nos transportes de longa distância, caminhões, máquinas de construção, ônibus e transportes marítimos. Assim como a Volvo, várias fabricantes estão correndo para se tornarem referência nesse assunto. A Hyundai, por exemplo, lançou recentemente um empreendimento com sete caminhões movidos a células a combustível na Suíça. (Fuel Cell Works – 15.11.2020)

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3 Navio movido a hidrogênio no Parque Natural Regional do Golfo de Morbihan

No Parque Natural Regional do Golfo de Morbihan, o uso de navios é constante, por causa da necessidade de transportar passageiros de ilha em ilha diariamente. Os navios, que atualmente emitem grande quantidade de gases de efeito estufa, serão substituídos pelo novo projeto Hylias. A marca Collaborative Integration for Alternative Motorization e seus 25 parceiros e apoiadores, estão desenvolvendo o primeiro navio elétrico desta potência movido a hidrogênio na França. O projeto possui um sistema completo de célula a combustível composto por dois motores de 250 kW, capaz de acolher entre 150 e 200 passageiros, alimentado por 350 a 400 quilos de hidrogênio. (Fuel Cells Works – 10.11.2020)

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Eventos

1 5ª Semana de Energia da América latina

No dia 16 de novembro de 2020, a Agência Internacional de Energia (IEA), a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) serão os anfitriões de uma mesa redonda sobre o hidrogênio na 5ª Semana de Energia da América Latina. Espera-se que, com este evento, seja iniciada uma abordagem regional para desbloquear o enorme potencial do hidrogênio. O evento ocorrerá de forma online até o dia 25 de novembro e as inscrições para os painéis de discussão estarão abertas durante a semana do evento. (V Semana de la Energía – novembro 2020)

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2 Tecnologias Voltadas à Sustentabilidade do Meio Ambiente no BW Expo Summit Digital 2020

Acontece nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2020, o evento virtual “BW Expo Summit Digital 2020”. O evento tem o objetivo de reunir representantes de empresas, do governo, da academia e da sociedade para debater temas relacionados à sustentabilidade ambiental, conservação e preservação dos recursos naturais. A programação foi dividida em três dias, com assuntos atuais e múltiplos atores, separados em Núcleos Temáticos. O hidrogênio esteve em discussão em uma sala específica sobre a temática, onde a curadora Monica Saraiva Panik coordenou debates, workshops e um challenge específico para área. (BW Expo – novembro 2020)

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3 Johnson Matthey premiado por tecnologia de hidrogênio de baixo carbono

A Johnson Matthey, empresa de tecnologias sustentáveis sediada no Reino Unido, recebeu um prêmio por sua tecnologia de Hidrogênio de Baixo Carbono (LCH ™), no prêmio IChemE deste ano. O processo LCH ™ da Johnson Matthey, utilizado para a produção de hidrogênio azul, é capaz de reduzir as emissões de carbono através da reforma de metano em até 98%. Mark McKenna, gerente de tecnologia da Syngas na Johnson Matthey, acrescentou: “É uma honra para a tecnologia de JM ser reconhecida pelo IChemE, principalmente devido à qualidade dos outros finalistas que compartilharam algumas apresentações inspiradoras”. (H2 View – 13.11.2020)

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4 FEM nomeia o hidrogênio verde como uma das 10 principais tecnologias emergentes de 2020

O Fórum Econômico Mundial (FEM) elegeu o hidrogênio verde entre as dez principais tecnologias emergentes de 2020. Apesar de historicamente o hidrogênio verde produzido por meio de eletrólise ser inviável por causa da sua ineficiência e também do preço, os pesquisadores estão trabalhando cada vez mais para desenvolver eletrolisadores com maior eficiência e preço acessível, mais próximo do produzido por reforma a vapor do gás natural, o hidrogênio cinza, ou azul. Além do mais, o grupo da indústria da Comissão de Transições de Energia diz que o hidrogênio verde é uma das quatro tecnologias necessárias para cumprir a meta do Acordo de Paris. (Power Engineering International – 16.11.2020)

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Artigos e Estudos

1 GESEL: Novas perspectivas para o mercado de hidrogênio com o novo mercado de gás

No artigo, publicado no Canal Energia, os pesquisadores do GESEL analisam as perspectivas do mercado de hidrogênio com a aprovação do PL nº 6.407/2013. O projeto de lei, conhecido como Nova Lei do Gás, tem como objetivo aumentar investimentos no mercado de gás, mitigando algumas barreiras existentes, principalmente no que se refere a desverticalização do mercado e ao livre acesso de terceiros às infraestruturas essenciais. A quebra do monopólio do mercado de gás e o uso não discriminatório dos gasodutos abre portas para o Brasil, permitindo estímulos para o mercado de hidrogênio da produção à distribuição, bem como redução dos custos do produto final. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (CanalEnergia – 17.11.2020)

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2 O hidrogênio é e não é o futuro da energia

O entusiasmo com o hidrogênio tem um motivo simples: seja usado em uma célula a combustível ou queimado para gerar calor, a única emissão é água. Apesar dessa vantagem, o hidrogênio não é encontrado puro na natureza e para ser produzido é necessário o consumo de energia no processo de eletrólise, o que eleva o custo do hidrogênio verde, se comparado aos combustíveis fósseis. Mesmo que o custo venha a cair ainda existem desafios como o armazenamento e transporte de forma segura. Um artigo de opinão do autor Andreas Kluth, traz esses e outros questionamentos sobre as possiblidades que tornam possível o projeto geral de eletrificação e descarbonização. O BloombergNEF , instituto de energia da controladora, avalia quais melhorias tecnológicas tornarão o hidrogênio mais barato nos próximos anos. (Bloomberg – 10.11.2020)

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3 Brasil: Hidrogênio verde como vetor de expansão das renováveis

O Brasil pode aproveitar o potencial para geração eólica, solar, hídrica ou a biomassa para se tornar um polo de produção e – principalmente – de exportação de hidrogênio verde, para atender a prevista explosão da demanda global. Caso isso venha a acontecer, o consumo de energia renovável certamente aumentará e estimulará a construção de novos parques eólicos, solares e de demais fontes. O artigo da Editora Brasil Energia, mostra duas saídas para criação de mercado consumidor. No Brasil há uma elevada demanda de fertilizantes, que utiliza hidrogênio em larga escala para produzir amônia e o consumo ainda depende 80% de importações. A curto prazo esse mercado imediato da indústria de fertilizantes poderia ajudar a compor a demanda, em conjunto com a exportação. Outra possibilidade de curto prazo para criar demanda interna é o uso de hidrogênio verde como armazenamento de energia em parques eólicos ou solares. (Brasil Energia – 14.11.2020)

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4 O mercado global de produção de hidrogênio atingirá US$ 420 bilhões em 2030

O novo relatório da empresa de pesquisa Frost&Sullivan prevê que a produção global de hidrogênio aumentará de 71 milhões de toneladas para 168 milhões em 2030, enquanto a receita no mercado deve aumentar de US$177,3 bilhões em 2020 para US$ 420 bilhões em 2030. Países em todo mundo têm considerado o hidrogênio como resposta para a descarbonização, adotando estratégias e medidas adequadas a realidade de cada um. Segundo o relatório são necessárias ações governamentais em quatro áreas para que a economia do hidrogênio se torne uma realidade: apoio a atividades P&D para o desenvolvimento de tecnologias de hidrogênio, um roadmap, redução dos custos e aplicação do hidrogênio na indústria. (Power Engineering International – 11.11.2020)

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5 Finlândia lança seu roadmap de Hidrogênio

Lançado pela Business Finland, o roadmap de hidrogênio enfoca perspectivas para a produção de hidrogênio com baixo teor de carbono, aplicação do hidrogênio para produtos químicos e combustíveis verdes, bem como armazenamento, transporte e uso final nos próximos 10 anos. A expectativa é que o roteiro sirva de base para trabalhos futuros, como moldar as políticas públicas e determinar o papel do hidrogênio na política nacional de energia e clima. O país apresenta bons recursos para investir em energia eólica onshore e offshore, essencial para a produção de hidrogênio verde. A Finlândia possui também gasodutos de gás natural que podem ser utilizados no futuro para armazená-lo e transportá-lo. (H2 View -13.11.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Allyson Thomas
e Kalyne Silva Brito 
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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