IFE.ME 34

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 34 – publicado em 09 de novembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

l

IFE: nº 34 – 09 de novembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
Perspectiva de iniciativas de mobilidade elétrica no setor público brasileiro
2 EUA: transição energética independentemente da eleição
3 EUA: mudança na política de petróleo e gás
4 Subsídios para VEs nos grandes mercados europeus
5 COVID-19 pode impulsionar eletrificação na UE
6 Primeiro ônibus elétrico rodoviário começa a operar no Brasil
7 Países bálticos não tem bom desempenho nas vendas de VEs
8 Coimbra irá instalar hub de carregamento com 18 pontos
9 Frota pública de VE de Porto percorreu 4 milhões de km
10 Sucesso de VEs na Europa não ocorreu somente devido a subsídios

Inovação e Tecnologia
1 VEs são oportunidade para engenharia no Brasil
2 NIO lança bateria de 100 kWh
3 Pirelli: pneus sob medida para os veículos elétricos da Rivian

Indústria Automobilística
1 GESEL: Mercado de picapes elétricas será o foco de disputa entre montadoras
2 Brasil: bases para a mobilidade elétrica estão sendo montadas
3 Brasil: Perspectivas e oportunidades para a mobilidade elétrica

4 Mobilidade elétrica está crescendo no Brasil

5 Mercado de VEs em expansão

6 Movida inicia aluguel de VE da Nissan no Brasil

7 VEs superam os movidos a diesel na Europa

8 Relação de custo e preço de veículos afeta retomada da produção
9 Nissan venderá apenas VEs na China até 2025
10 Aston Martin: mais de 20% das vendas serão de VEs até 2024
11 BMW anuncia nova estratégia para produzir VEs

Meio Ambiente
1 Ruptura no mercado de petróleo acelera
2 Astypalea: modelo em mobilidade neutra para o clima
3 Honda compra créditos de CO2 da Tesla
4 Peugeot: filhos pressionam pais para comprar VEs

Outros Artigos e Estudos
1 Roskill: mercado de cobalto afetado pelo coronavírus
2 Roskill: VEs impulsionam a demanda por cobalto
3 Menor ansiedade de alcance impulsionou vendas de VEs
4 VEs diferentes para cada necessidade


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 Perspectiva de iniciativas de mobilidade elétrica no setor público brasileiro

A baixa nas taxas de juros e as trocas nas gestões das prefeituras, a partir do próximo ano, devem incentivar a busca de parcerias público-privadas (PPPs) nos segmentos de energia renovável e eficiência energética. Os esforços do governo para incentivar o financiamento de investimentos privados em infraestrutura também poderão dar fôlego às iniciativas. Guilherme Naves, sócio da consultoria especializada no segmento Radar PPP afirma que a previsão é que nos próximos anos também despontem iniciativas de mobilidade elétrica. (Valor Econômico – 04.11.2020)

<topo>

2 EUA: transição energética independentemente da eleição

Os EUA caminham para transição energética independentemente de quem estiver no comando da Casa Branca, avaliam analistas da S&P Global Platts. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Roman Kramarchuk e Rene Santos afirmam que os governos estaduais e locais podem tomar iniciativas, como metas de emissões e para a utilização de energia renovável, que não dependem do presidente. A Califórnia assumiu metas de emissões de CO2 extremamente agressivas de longo prazo. Há vários Estados que também adotaram metas de carbono zero para o setor de energia. Se olharmos para as tecnologias, o custo dos VEs está caindo porque o custo da bateria está caindo. Temos outras partes do mundo, como China e Europa, impulsionando a adoção de VEs. Portanto, essas tendências vão continuar. Você continuará a ver os custos diminuírem por causa do aprendizado, da prática e da aceitação. (O Estado de São Paulo – 30.10.2020)

<topo>

3 EUA: mudança na política de petróleo e gás

Rene Santos, gerente de Análise de Oferta para América do Norte da S&P Global Platts e Roman Kramarchuk, chefe de Análise de Energias do Futuro afirmam que pode haver uma mudança significativa na política de petróleo e gás depois de 3 de novembro. Biden gostaria de interromper a perfuração de poços de petróleo em terras administradas pelo governo federal – não em terras privadas. A maioria dos arrendamentos de petróleo nos EUA é de terras privadas, mas há certas áreas que ainda possuem terras federais. Enquanto isso, muitos operadores sentem que algo vai acontecer e conseguiram muito mais licenças nos últimos meses. No ano, foram aprovados mais de 1.800 poços, 45% a mais em relação aos níveis de 2019. Trump faria o oposto. Ele continuará a permitir que as petroleiras perfurem poços o quanto precisarem. Ele continuará abrindo o Golfo do México e outras áreas para locação. (O Estado de São Paulo – 30.10.2020)

<topo>

4 Subsídios para VEs nos grandes mercados europeus

Na França, os subsídios do governo para VEs, combinados com um esquema de sucateamento e descontos da Renault, podem economizar até 11.500 euros – mais de um terço – do preço do Zoe. Subsídios impulsionam vendas. A Noruega mostrou que enormes subsídios para VEs funcionaram tão bem que um comprador típico de um Nissan Leaf é um trabalhador médio de 30 a 50 anos, disse Frode Lehne, chefe de uma concessionária Nissan em Oslo. Alguns governos europeus estão aumentando seus compromissos. A Alemanha, por exemplo, dobrou seus subsídios para VEs para 6.000 euros no verão. (Automotive News Europe – 02.11.2020)

<topo>

5 COVID-19 pode impulsionar eletrificação na UE

A UE estabeleceu uma meta geral de atingir a neutralidade de carbono até 2050. Os legisladores da UE pretendem usar a crise do coronavírus para reconstruir as economias dos estados membros de uma forma mais ambientalmente sustentável. Parte do apoio para essa transição viria de um plano de recuperação de coronavírus de 750 milhões de euros, chamado Next Generation EU. O dinheiro será desembolsado por meio de doações e empréstimos e irá para medidas para atingir a meta de redução das emissões de carbono de médio prazo da UE para 2030. Ele pede um corte mínimo de 55% nas emissões coletivas de gases do efeito estufa em relação ao nível de 1990, um aumento em relação à meta anterior de 40%. (Automotive News Europe – 01.11.2020)

<topo>

6 Primeiro ônibus elétrico rodoviário começa a operar no Brasil

Recentemente, as estradas do ES receberam uma novidade: o primeiro ônibus 100% elétrico do país começou a operar no estado. O modelo atende os clientes da VIX Logística para transporte de funcionários de empresas do ES, e utiliza carroceria Viaggio, na versão 1050, fabricada pela Marcopolo, com chassi produzido pela BYD. O projeto piloto, parceria entre a EDP e a VIX Logística, terá duração de 18 meses e para isso recebeu um investimento total de R$ 6,6 milhões, composto por um ônibus elétrico com autonomia de 350 km e por quatro estações de recarga, operando de forma integrada por meio de uma plataforma de gestão, que permitirá a realização de testes de funcionalidades e do modelo de negócio. (O Globo – 05.11.2020)

<topo>

7 Países bálticos não tem bom desempenho nas vendas de VEs

É mais difícil impulsionar VEs em mercados europeus com subsídios menos generosos ou onde a renda é menor. As vendas nos estados Bálticos, por exemplo, sofreram porque os países ou não oferecem subsídios, ou os oferecidos não são suficientes para tornar os VEs acessíveis, de acordo com Harald A. Moller, presidente do Møller Mobility Group. Um total de 191 VEs foram vendidos em toda a indústria na Letônia, Lituânia e Estônia durante o segundo trimestre, contra 12.156 na Noruega, embora os países bálticos tenham uma população conjunta ligeiramente maior do que a da Noruega. (Automotive News Europe – 02.11.2020)

<topo>

8 Coimbra irá instalar hub de carregamento com 18 pontos

A Câmara Municipal de Coimbra, juntamente com a Mobi.E, formalizaram um protocolo de parceria relativo à instalação e exploração de um hub de carregamento de VEsem Coimbra. O hub vai permitir a utilização de 18 veículos em simultâneo e será constituído por nove postos: um de carregamento ultrarrápido (150 kW), três de carregamento rápido (50 kW) e cinco de carregamento normal (22 kW). Os custos da instalação serão suportados pela Mobi.E, que procederá depois ao lançamento de um concurso público que vista encontrar uma concessão para exploração, operação e manutenção do hub, durante dez anos, a um operador de pontos de carregamento. A medida está integrada no Programa de Estabilização Econômica e Social aprovado pelo Governo. (Fleet Magazine – 30.10.2020)


<topo>

9 Frota pública de VE de Porto percorreu 4 milhões de km

Em 2017 a Câmara Municipal do Porto eletrificou 70% da sua frota automóvel num contrato de renting. Agora, três anos depois, a frota municipal já percorreu quatro milhões de km em modo elétrico. A reestruturação da frota tem sido uma aposta daquela autarquia, que pretende evoluir para uma mobilidade mais sustentável através da progressiva substituição das viaturas movidas a combustíveis fósseis por viaturas 100% elétricas ou híbridas plug-in. (Fleet Magazine – 02.11.2020)

<topo>

10 Sucesso de VEs na Europa não ocorreu somente devido a subsídios

A Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), estima que os VEs irão triplicar sua participação de mercado na Europa este ano, após representarem 8% das vendas de carros europeus no primeiro semestre de 2020. Para Julia Poliscanova, diretora sênior de veículos da T&E, o que mudou este ano não são os subsídios, mas o fato de que as montadoras investiram e trouxeram veículos com preços adequados e desempenho adequado. (Automotive News Europe – 02.11.2020)

<topo>

 

 

Inovação e Tecnologia

1 VEs são oportunidade para engenharia no Brasil

No Brasil, a mobilidade elétrica ainda é um mercado nascente, mas o desenvolvimento de soluções locais é uma das grandes apostas dos engenheiros para impulsionar a eletrificação de veículos no país. Além, claro, de uma chance de garantir protagonismo às inovações brasileiras nesta frente. Nesse sentido, a engenharia nacional tem grandes oportunidades e desafios. As empresas podem adaptar soluções importadas ou criar softwares e tecnologias visando atender especificidades do mercado local. A Bosch, multinacional alemã de engenharia e eletrônica, por exemplo, trabalha com uma rede global de desenvolvimento, com um núcleo de inovação e tecnologia que inclui profissionais de diversos países ao redor do mundo. O Brasil é um deles. (Automotive Business – 05.11.2020)

<topo>

2 NIO lança bateria de 100 kWh

O fabricante de VE chinesa NIO lançou sua bateria de 100 kWh junto com planos de atualização de bateria. Com mais de 300 patentes registradas e obtidas, a bateria de 100 kWh possui tecnologia CTP (célula a pacote), obtendo densidade de energia 37% maior. Alimentado pela bateria de 100 kWh, a gama NEDC de modelos NIO pode agora atingir até 615 km. O desempenho da bateria de 100 kWh é sustentado por um melhor gerenciamento de fuga térmica, design altamente integrado que agiliza a fabricação em 40% e melhora a utilização do espaço em 19,8%, gerenciamento térmico para todos os climas e uma comunicação bidirecional que oferece suporte a ajustes de parâmetros inteligentes para melhorar o desempenho da bateria em todas as condições. (Green Car Congress – 06.11.2020)

<topo>

3 Pirelli: pneus sob medida para os veículos elétricos da Rivian

A Rivian recorreu à Pirelli para projetar uma linha de pneus especiais baseados na família Scorpion Verde All Season, Scorpion Zero All Season e Scorpion. Os VEs precisam de pneus sob medida davido ao peso maior dos carros em comparação aos tradicionais, a distribuição de torque diferente, imediatamente disponível, a necessidade de serem mais silenciosos, dada a ausência de ruídos mecânicos, e com menos atrito possível de rolamento para aumentar a quilometragem. A Pirelli desenvolveu, assim, uma linha de pneus ecológicos com um composto com maior teor de sílica para reduzir o atrito e o consumo e com um padrão de piso capaz de manter uma boa aderência e alto conforto acústico, com distribuição de pressão ideal, mas também uma pegada adequada para a pista. (Inside EVs – 03.11.2020)

<topo>

 

 

Indústria Automobilística

1 GESEL: Mercado de picapes elétricas será o foco de disputa entre montadoras

As picapes serão responsáveis por sustentar a recuperação das montadoras no segundo semestre de 2020 nos Estados Unidos. A venda de picapes grandes contabilizou mais de $117 bilhões de dólares de receita em 2019 para as três principais montadoras combinadas – Ford, GM e Fiat Chrysler – representando 41% do total no ano. Portanto, o segmento de picapes será um dos principais focos de defesa, e consequentemente de investimentos, das empresas americanas, especialmente com novos entrantes especializados em elétricos em busca de market share, como Tesla, Rivian e Lordstown.

<topo>

2 Brasil: bases para a mobilidade elétrica estão sendo montadas

Quando se fala em mobilidade elétrica no Brasil, duas ideias contrastantes vêm à mente: o enorme potencial de mercado, considerando o tamanho da frota; e o grande desafio de expandir esse segmento. A mobilidade elétrica consiste em um grande ecossistema com importantes players envolvidos, como montadoras, empresas de energia, fornecedores de soluções, startups, governos e, claro, o consumidor final. Pensar o Brasil como uma potência pode estar distante, mas as bases estão sendo montadas. No primeiro semestre, as vendas cresceram 221%, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Além disso, a infraestrutura ganha reforço e os primeiros eletropostos da maior rede pública de recarga ultrarrápida do País vão ser entregues até o fim do ano: um corredor eletrificado de 2.500 km vai conectar Florianópolis, Curitiba, SP, RJ e Vitória. (O Estado de São Paulo – 30.10.2020)

<topo>

3 Brasil: Perspectivas e oportunidades para a mobilidade elétrica

Crescer no mercado brasileiro é um desafio continental. Atualmente, há pouco mais de 20 mil VEs em uma frota de 65 milhões. Parece pouco, mas, em menos de dez anos, devem ser 2 milhões – com perspectiva de venda de 200 mil unidades por ano a partir de 2030. Significa ainda chegar ao transporte público, pois os ônibus são os principais responsáveis pelas emissões de CO2. Há cerca de 500 mil em circulação no segmento que possui o maior potencial de benefícios socioambientais, retorno financeiro e oportunidades. Fortalecer soluções de compartilhamento de carros por meio de aluguel, o carsharing, e promover a eletrificação de frotas corporativas, por exemplo, podem criar nichos de mercado, atraindo outros interessados e acelerando a adesão à mobilidade elétrica. (O Estado de São Paulo – 30.10.2020)

<topo>

4 Mobilidade elétrica está crescendo no Brasil

No Brasil, o avanço da mobilidade elétrica ainda é tímido se comparado aos mercados mais maduros, como Europa, EUA e China. Das 2,5% vendas globais de carros 100% elétricos, o Brasil corresponde a apenas 0,01%, segundo a consultoria IHS Markit. Mas a adesão no país está crescendo. De janeiro a outubro do ano passado foram emplacados 7,4 mil veículos elétricos e híbridos, quase o dobro de 2018, segundo dados do Renavam. Na visão de Alexandre Uchimura, gerente de novos negócios em eletromobilidade da Bosch América Latina, os veículos híbridos flex, uma inovação brasileira, ajudarão a impulsionar a eletrificação da mobilidade no país. (Automotive Business – 05.11.2020)

<topo>

5 Mercado de VEs em expansão

As vendas mundiais de VEs encerraram agosto de 2020 com 241 mil unidades no mês (58% a mais em relação a agosto de 2019), com participação de mercado de 3,8% no mês e 3,1% no acumulado do ano. No mercado global, 67% corresponderam a carros totalmente elétricos e o restante, a híbridos; na Europa, as vendas alcançaram 97 mil veículos dos dois tipos – um aumento de 171% em relação ao mesmo período do ano passado. A Peugeot, como todas as montadoras, está expandindo seu catálogo de carros a bateria, com previsão de ter uma versão elétrica de cada modelo já em 2023. (Tecmundo – 05.11.2020)

<topo>

6 Movida inicia aluguel de VE da Nissan no Brasil

A Movida anunciou nesta quinta-feira (5) a oferta do Nissan Leaf para locação, a partir da segunda quinzena de novembro. Inicialmente serão fornecidas 50 unidades do modelo no Rio de Janeiro e em São Paulo, para consumidores e empresas. Segundo Renato Franklin, CEO da Movida, a diária do veículo deve custar a partir de R$ 200 reais, em planos de longo prazo. O Nissan Leaf é vendido no Brasil desde julho do ano passado por um preço inicial de R$ 210 mil. Franklin comentou que, além dos pontos de carregamento da Movida, o automóvel conta com um carregador portátil. A previsão, segundo Silva, é ter 120 VEs em circulação no país até o fim do ano, incluindo as 50 unidades em locação na Movida. (Valor Econômico – 05.11.2020)

<topo>

7 VEs superam os movidos a diesel na Europa

As vendas de carros elétricos e híbridos superaram pela primeira vez as de veículos movidos a diesel na Europa. É o que mostra o relatório da consultoria Jato Dynamics referente às vendas de setembro. Os carros eletrificados somaram 327.800 unidades no mês, ficando com 25% dos emplacamentos no bloco europeu. Já os veículos a diesel recuaram em setembro, respondendo por 24,8% de participação. Segundo a Jato, a tendência é que este cenário se agrave nos próximos anos. Há uma década, os veículos a diesel detinham 50% das vendas enquanto os eletrificados somavam só 1%. (O Estado de São Paulo – 05.11.2020)

<topo>

8 Relação de custo e preço de veículos afeta retomada da produção

A forte pressão sofrida pela indústria automotiva diante da alta do dólar e da escassez de insumos tem feito com que a Nissan avalie com cautela a aceleração da produção de veículos em sua fábrica em Resende (RJ), disse o presidente da Nissan, Marco Silva, nesta quinta-feira (5). Durante anúncio com a Movida para a locação de VEs, Silva diz questionar até que ponto vale seguir produzindo mais. Para ele não adianta retomar a produção se a questão custo e preço não vale a pena. (Valor Econômico – 05.11.2020)

<topo>

9 Nissan venderá apenas VEs na China até 2025

O Nikkei Asian Review, jornal diário econômico japonês, relata que a Nissan mudará todos os modelos vendidos na China para veículos 100% elétricos ou híbridos até 2025. A mudança segue um anúncio de que a China exigirá que todos os veículos novos vendidos em 2035 sejam ?ecológicos?. A Nissan atualmente planeja aumentar a proporção de vendas de veículos elétricos na China de 2% no ano fiscal de 2018 para 23% até 2023, mas a empresa pode aumentar a meta ainda mais à medida que revisa a estratégia de vendas nos próximos cinco anos. Provavelmente, levará cerca de 10 anos para que os veículos elétricos sejam tão lucrativos quanto os veículos movidos a gasolina, devido aos altos custos das baterias, de acordo com o relatório Nikkei. (Green Car Congress – 02.11.2020)

<topo>

10 Aston Martin: mais de 20% das vendas serão de VEs até 2024

Cada quarto ou quinto da frota da Aston Martin vendida em 2024 será eletrificada, disse o CEO Tobias Moers. A fabricante de supercarros britânica pode eletrificar mais rapidamente sua linha depois de garantir o acesso às tecnologias avançadas da Mercedes-Benz, incluindo híbridos e motores elétricos de última geração. Em troca, a Mercedes pode aumentar sua participação atual de 2,3% na Aston Martin para até 20%, disseram as empresas na terça-feira. (Automotive News Europe – 01.11.2020)

<topo>

11 BMW anuncia nova estratégia para produzir VEs

Durante a conferência para analisar os resultados do terceiro trimestre, Oliver Zipse, CEO da BMW confirmou que a montadora irá investir mais de 30 bilhões de euros até 2025 em P&D e que até o final de 2023 haverá no mercado 25 modelos equipados com algum tipo de eletrificação. O futuro da BMW se baseará em uma nova forma de conceber carros que favorecerá a transição para uma gama cada vez mais eletrificada e que passará pela digitalização e pelo desenho de novas arquiteturas. A marca decidiu desenvolver uma plataforma dedicada expressamente à criação de modelos puramente elétricos. Eles nascerão em uma nova fábrica na Hungria, onde esta nova geração de carros com emissão zero ganhará vida por volta de 2025 em diante. (Inside EVs – 04.11.2020)

<topo>

 

 

Meio Ambiente

1 Ruptura no mercado de petróleo acelera

A pandemia, que reduziu drasticamente o consumo de petróleo, e os avanços acentuados na digitalização e mudanças tecnológicas certamente irão acelerar o processo do fim da dominância do petróleo na matriz energética global. Esses novos rumos serão os responsáveis pelo menor uso de petróleo. Uma lista destas novidades incluiria os VEs. As baterias, que estão próximas de uma revolução, serão também usadas para a otimização do consumo de energia em muitas plantas e empresas. Em resposta a todas essas mudanças, boa parte das petroleiras, especialmente europeias, estão buscando adicionar outras fontes de energia a seu portfólio. (O Estado de São Paulo – 01.11.2020)

<topo>

2 Astypalea: modelo em mobilidade neutra para o clima

o Grupo Volkswagen e a Grécia assinaram uma carta de intenções para estabelecer um sistema de mobilidade elétrica inovador na ilha mediterrânea de Astypalea. A ideia é implantar cerca de 1.000 VEs de vários tipos que substituiriam cerca de 1.500 carros convencionais existentes na ilha hoje. Combinado com uma densa rede de recarga (pela subsidiária Elli da Volkswagen) e eletricidade renovável (solar e eólica), ela se tornaria uma “ilha modelo em mobilidade neutra para o clima”. A previsão é que o projeto tenha, inicialmente, uma duração de seis anos. (Inside EVs – 06.11.2020)

<topo>

3 Honda compra créditos de CO2 da Tesla

A Honda não foi capaz de reduzir a emissão média de CO2 de toda a sua frota de carros novos para o nível exigido pela UE em 2020. Dessa forma, a única saída é assinar um acordo com uma empresa que tenha ‘créditos’ excedentes, como é o caso da Tesla, que por não ter nenhum veículo à combustão pode vender esse excedente para montadoras que não atingiram a meta. Dessa forma, juntar-se ao pool de CO2 com outros fabricantes sai mais barato do que arcar com as pesadas multas da UE. No acumulado do ano, a marca japonesa registrou na Europa Ocidental apenas cerca de 2%de VEs de todo o volume de suas vendas. Acredita-se que as empresas do Grupo FCA consumirão a maior parte dos “excedentes” da Tesla na Europa, enquanto a Honda, como uma montadora menor, usará apenas uma pequena parte. (Inside EVs – 04.11.2020)

<topo>

4 Peugeot: filhos pressionam pais para comprar VEs

Uma pesquisa feita pela Peugeot no Reino Unido feita com 1.250 crianças com idades entre sete e 12 anos e seus pais/responsáveis, mostrou que 54,2% dos pequenos pressionaram por mudanças nos hábitos da família em prol da natureza, seja adotando a reciclagem, economizando energia – ou comprando um carro elétrico. No Reino Unido 72,2% das crianças ouvidas pela Peugeot afirmaram serem consultadas ou ouvidas nas compras da família, inclusive na aquisição de um carro novo. (Tecmundo – 05.11.2020)

<topo>

 

 

Outros Artigos e Estudos

1 Roskill: mercado de cobalto afetado pelo coronavírus

Desde a comercialização de baterias de íon-lítio no início da década de 1990, foram os eletrônicos que sustentaram a demanda por cobalto. A última década viu um rápido crescimento do uso de cobalto no setor automotivo como resultado da adoção de materiais de cátodo contendo cobalto, embora os eletrônicos portáteis continuem sendo de longe sua maior aplicação final. O sólido crescimento do mercado de cobalto foi, no entanto, interrompido pela pandemia COVID. A indústria de baterias foi menos afetada, devido ao aumento nas vendas de VE na Europa no primeiro semestre e na recuperação esperada nas vendas de VEs na China no segundo semestre. Enquanto isso, disse Roskill, o lado da oferta foi até agora mais severamente afetado pela pandemia. Na África, uma série de operações de mineração suspenderam temporariamente a produção durante a primeira metade do ano. As atividades de refino na China também foram afetadas, com as refinarias operando com baixa taxa de utilização. (Green Car Congress – 06.11.2020)

<topo>

2 Roskill: VEs impulsionam a demanda por cobalto

A Roskill prevê que a demanda de cobalto quase dobrará até 2030, com as aplicações de bateria sendo responsáveis pela maioria da demanda geral. Apesar da tendência crescente de redução do uso de cobalto por unidade no setor automotivo impulsionado por custos e preocupações ESG, a demanda de cobalto ainda seria impulsionada pela crescente penetração de VEs e crescimento exponencial nas vendas desses veículos na próxima década. (Green Car Congress – 06.11.2020)

<topo>

3 Menor ansiedade de alcance impulsionou vendas de VEs

Steve Tomlin, que dirige uma concessionária Renault na Grã-Bretanha, diz que as vendas do pequeno VE Zoe dispararam este ano, uma reviravolta que ele credita em parte ao enfraquecimento da “ansiedade de alcance”, o medo de correr sem energia no meio do caminho. O modelo renovado, que respondeu por um terço das vendas da Tomlin por alguns meses este ano, tem um alcance de 400 km. Em contraste, o modelo anterior, que teve vendas muito menores, ofereceu 300 km quando totalmente carregado. Tomlin afirma que a ansiedade de alcance foi embora e quando você explica como é fácil viver o dia a dia com um VE, isso tem um grande impacto nas vendas. A empresa disse que treinou 30.000 revendedores em toda a Europa em tecnologia de VEs. (Automotive News Europe – 02.11.2020)

<topo>

4 VEs diferentes para cada necessidade

A expansão da oferta de VEs representa uma gama maior de possibilidades para o consumidor final. Para caminhões que fazem entregas dentro das cidades, as aplicações mais indicadas são os motores elétricos ou híbridos, como a tecnologia eCityTruck da Bosch, para eletrificar caminhões. Já os veículos pesados que percorrem longas distâncias com pesos e cargas maiores demandam solução diferente. Por isso, a Bosch está desenvolvendo a célula de combustível a hidrogênio para caminhão de grande porte em conjunto com a Nikola – tecnologia que a companhia já vem apresentando ao mercado. Além de novos dispositivos, a empresa também conta com soluções de aplicação e configuração de softwares que garantem melhor uso da propulsão elétrica. (Automotive Business – 05.11.2020)

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles e Fabiano Lacombe
Pesquisadores: Lara Moscon, Luiza Masseno, Pedro Barbosa e Victor Pinheiro
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing.


Copyright UFRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: