IFE.TEX 23

Informativo Eletrônico – Tecnologias Exponenciais nº 23 – publicado em 03 de novembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Tecnologias Exponenciais – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 23 – 03 de novembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Transição Energética
1
Snam e ITM Power em projetos de hidrogênio verde
2 Fundação Rockefeller destina US $ 1 bi para recuperação verde
3 Israel aprova meta de 30% de energias renováveis para 2030
4 Eólica offshore poderá chegar ao Brasil em 2027
5 Pipeline global de offshore aumenta mesmo na pandemia
6 Iberdrola lança plano de hidrogênio verde
7 Sul da Austrália lança prospecto sobre hidrogênio
8 Coreia do Sul anuncia meta de neutralidade de carbono

Geração Distribuída
1 Rio de Janeiro passa da marca de 150 MW em GD
2 Parceria visa colaboração para fotovoltaicas em municípios
3 Aneel vê espaço para contratação de GD visando a melhoria no fornecimento
4 Brasol projeta instalar 40 MW de GD até 2021
5 Atlético-MG se torna autossustentável com energia renovável

Armazenamento de Eletricidade
1 Projetos de armazenamento de bateria no Texas
2 Hanwha Energy desenvolve projeto de armazenamento solar no Havaí

Mobilidade Elétrica
1 UBS: VEs terão o mesmo o custo que os a combustão em 2024
2 Nova bateria coreana promete 80% da recarga em 20 minutos
3 Califórnia: US $ 65 mi em implantação de infraestrutura de carregamento
4 China quer banir carros a gasolina até 2035

5 Incentivos para VEs em SP
6 ACEA: pontos de recarga na UE não estão bem distribuídos
7 ACEA: infraestrutura de recarga de VEs na UE é insuficiente
8 China domina cadeia de produção de bateria

9 FNM faz parceria com empresa de baterias

10 Panasonic desenvolve célula de bateria para Tesla

Medidas de Gestão e Resposta da Demanda
1 EPE: adesão do pequeno consumidor a tecnologias virá do êxito das soluções
2 Resposta da demanda como aliada na mitigação de déficits de energia

Digitalização do Setor Elétrico
1 Cepel treina engenheiros do ONS no uso de novo simulador digital de redes elétricas
2 Siemens utiliza blockchain para comércio de eletricidade

Eventos
1 Webinar da Associação Regional de Distribuidoras de Energia Elétrica

Artigos e Estudos
1 Instalações fotovoltaicas globais atingirão 115 GW em 2020
2 Pacotes de estímulo apoiam combustíveis fósseis em vez de renováveis
3 Wood Mackenzie: “A transição energética será construída com metais”
4 BNEF: ”A inteligência artificial se tornará uma parte essencial da política industrial”


 

 

Transição Energética

1 Snam e ITM Power em projetos de hidrogênio verde

A concessionária italiana de gás natural Snam SpA anunciou na semana passada uma parceria com a britânica ITM Power Plc, mencionando até 100 MW de projetos de hidrogênio verde. A Snam também adquiriu participação na empresa, subscrevendo ações no valor de 30 milhões de libras. A. A ITM está construindo uma nova planta de produção, que deverá ter capacidade de até 1 GW por ano até 2024. Este é o primeiro investimento externo no setor de hidrogênio da empresa italiana. (RenewablesNow – 26.10.2020)

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2 Fundação Rockefeller destina US $ 1 bi para recuperação verde

A Fundação Rockefeller destinará US $ 1 bilhão nos próximos três anos para ajudar a catalisar uma recuperação mais inclusiva e verde da pandemia da Covid-19, incluindo planos para ampliar a utilização energia renovável distribuída nos países em desenvolvimento, disse a organização. O objetivo é catalisar bilhões de dólares em investimentos privados para impulsionar a energia renovável distribuída nos países. A fundação irá colaborar com investidores globais, organizações internacionais e governos para impulsionar o investimento público-privado em infraestrutura que acelera o acesso à energia renovável limpa, segura e confiável em toda a África, Ásia e América Latina. (ReNews – 26.10.2020)

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3 Israel aprova meta de 30% de energias renováveis para 2030

Em 2030, a nação da Ásia Ocidental se empenhará para que as energias renováveis cubram 30% de seu consumo total de eletricidade, enquanto uma meta provisória estipula que essa porcentagem seja de 20% até o final de 2025. A meta pode ser atualizada mais uma vez até o final de 2024. Para atingir os objetivos, Israel precisará triplicar sua capacidade instalada de energia solar, disse o ministro da Energia, Yuval Steinitz, em uma postagem nas redes sociais. Em junho, ele apresentou um plano no valor de ILS 80 bilhões (US $ 23,6 bilhões) sob o qual o país deverá atingir 16 GW de capacidade instalada de geração de energia solar até 2030. Se implementado, o plano permitirá que mais de 80% da eletricidade de Israel venha da fonte solar durante os horários de pico. A iniciativa será financiada por meio de um ligeiro aumento nas tarifas de energia, que o governo estima que ficará entre 2% e 3%. (RenewablesNow – 26.10.2020)

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4 Eólica offshore poderá chegar ao Brasil em 2027

Os primeiros projetos eólicos offshore podem ter seus primeiros MWh produzidos no Brasil em 2027. Essa é a previsão da ABEEólica que vê essa modalidade de projetos já com viabilidade econômica daqui a três ou quatro anos. Esse deverá ser o prazo para que três barreiras possam ser vencidas no país. Segundo a presidente executiva da entidade, Élbia Gannoum, os três pontos que ainda precisam ser ultrapassados são a competitividade, a regulação e a existência de um mercado para essa energia. (Agência CanalEnergia – 27.10.2020)

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5 Pipeline global de offshore aumenta mesmo na pandemia

O pipeline total de projetos eólicos offshore globais cresceu 47% desde janeiro, apesar da pandemia Covid-19, de acordo com a última pesquisa do RenewableUK. Seu relatório “Offshore Wind Project Intelligence” revela que a capacidade total de projetos eólicos offshore em todo o mundo, tanto os que estão em fase de operação, construção, consentidos, em planejamento ou em desenvolvimento, é atualmente de 197,4 GW, contra 134,7 GW em meados de janeiro. Pouco mais da metade do pipeline (50,5%) está na Europa (99,6 GW). O Reino Unido mantém sua posição de liderança com um pipeline total de 41,3 GW, um aumento de 12% desde janeiro, quando atingiu 36,9 GW. A China saltou do quarto lugar para o segundo, com um aumento significativo de 80% de 14,5 GW para 26,1 GW. Os EUA mantêm o terceiro lugar com 10% de crescimento (de 16,2 GW para 17,8 GW). O Brasil emergiu para o quarto lugar com 16.3GW. (ReNews – 28.10.2020)

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6 Iberdrola lança plano de hidrogênio verde

A Iberdrola e a fabricante de produtos químicos Fertiberia uniram forças para transformar a Espanha em um líder industrial em tecnologia de hidrogênio verde. A parceria pode permitir a instalação de 800MW de capacidade de produção de hidrogênio verde com um investimento de € 1,8 bilhões em sete anos. No próximo ano, os parceiros inaugurarão sua primeira planta em Puertollano, que deverá se tornar o maior complexo de hidrogênio verde da Europa para uso industrial. A parceria também inclui planos para desenvolver três projetos adicionais entre 2023 e 2027. (ReNews – 28.10.2020)

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7 Sul da Austrália lança prospecto sobre hidrogênio

O governo do Sul da Austrália lançará hoje sua perspectiva sobre hidrogênio, detalhando três focos centrais para posicionar o país na vanguarda da produção e exportação global de hidrogênio limpo. Os três centros estão localizados em Port Bonython, Port Adelaide e Cape Hardy. O Ministro de Energia e Mineração, Dan van Holst Pellekaan, disse que o prospecto mostra que os recursos eólicos e solares da Austrália do Sul podem sustentar a competitividade internacional do estado como exportador de hidrogênio limpo para a Ásia e outras regiões. “O hidrogênio está se configurando como um divisor de águas na luta contra as alterações climáticas e nosso objetivo é reduzir os custos para que seja uma opção comercialmente atraente para transporte pesado, geração de energia e uso industrial”, disse o ministro. (Energy Global – 28.10.2020)

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8 Coreia do Sul anuncia meta de neutralidade de carbono

Coreia do Sul se torna a mais recente economia asiática a anunciar compromisso de emissões zero de carbono. O anúncio segue a recente meta do Japão de se tornar uma sociedade neutra em carbono até 2050. Ambos os países têm uma mistura de combustível semelhante com 80% de participação de hidrocarbonetos no fornecimento de energia primária. As energias renováveis estão abaixo de 2%, enquanto as nucleares, 15%. Os objetivos são extremamente ambiciosos e assustadores. A Coreia do Sul também planeja eliminar a energia nuclear e encerrar as usinas movidas a carvão em longo prazo. No entanto, os prazos não são claros. Isso significa que uma profunda descarbonização na Coreia do Sul dependerá da adoção mais rápida de novas tecnologias. (Wood Mackenzie – 29.10.2020)


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Geração Distribuída

1 Rio de Janeiro passa da marca de 150 MW em GD

O caminho ainda é longo, mas a Geração Distribuída (GD) vai ganhando, pouco a pouco, seu espaço no Rio de Janeiro. O estado acaba de alcançar a marca de 150,9 MW de potência instalada em projetos de GD em instalações residenciais, comerciais e industriais. O dado foi apresentado hoje (26) pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD). Ao todo, o Rio de Janeiro possui mais de 16 mil usinas de microgeração e minigeração, que beneficiam mais de 18 mil unidades consumidoras. A ABGD avalia que a modalidade será impulsionada no estado após a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de isentar projetos de até 5 MW da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida, no entanto, depende da aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para ser validada. (Petronotícias – 26.10.2020)

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2 Parceria visa colaboração para fotovoltaicas em municípios

A Absolar e o grupo C40 Cities Finance Facility (CFF) assinaram um memorando de entendimento para colaborar em projetos fotovoltaicos em cidades brasileiras. A parceria prevê a troca de experiências e capacidades para apoiar os municípios na preparação dos projetos e também na formulação de políticas que facilitem o uso da fonte no país. As organizações também trabalham em eventos e workshops sobre o tema. O CFF, uma parceria conjunta liderada por C40 Cities e Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ), apoia cidades selecionadas no Sul Global por meio de suporte técnico e financeiro para a entrega de ações climáticas inovadoras. Rio de Janeiro e Curitiba já vem recebendo apoio do CFF. Os projetos dessas cidades concentram-se na instalação de sistemas fotovoltaicos em aterros sanitários desativados e, no caso de Curitiba, também em terminais de ônibus. (Brasil Energia – 27.10.2020)

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3 Aneel vê espaço para contratação de GD visando a melhoria no fornecimento

A contratação da geração distribuída como alternativa à realização de investimentos em expansão da rede de distribuição encerrou o primeiro dia do Energy Solutions Show (ESS) na terça-feira, 27 de outubro. A contração pontual e direta de energia pelas concessionárias é algo previsto pela regulamentação há 16 anos, no entanto, esse mecanismo até agora não vingou. Christiano Vieira da Silva, diretor da Aneel, abraçou o desafio de destravar essa pauta e acredita que há espaço para a contração eficiente de GD pelas distribuidoras. Embora a legislação autorize o repasse integral dos custos desse tipo de solução para os consumidores de energia até os limites estabelecidos pela regulação do setor elétrico, o tema é visto com cautela pelas concessionárias. (Agência CanalEnergia – 28.10.2020)

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4 Brasol projeta instalar 40 MW de GD até 2021

A Brasol prevê alcançar entre 35 MW e 40 MW de geração solar distribuída em operação no país até o fim de 2021, em cerca de 28 projetos. Para tanto, serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 150 milhões. Recentemente, a multinacional Siemens adquiriu 49% da Brasol, por meio da área de private equity, Siemens Financial Services. Atualmente, a Brasol está construindo seis usinas solares no Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins, que somam quase 6 MW, para fornecimento de energia a um cliente comercial. A previsão de início de operação das plantas é janeiro de 2021. (Brasil Energia – 29.10.2020)

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5 Atlético-MG se torna autossustentável com energia renovável

O Atlético Mineiro se tornou o primeiro do País a ser autossustentável em energia, produzindo o que consome nas suas quatro estruturas, sendo ela toda limpa e renovável. Através de um acordo comercial, o clube e a Solatio Energia Livre agora são parceiros para a geração de energia fotovoltaica. A produção é utilizada para abastecer a Cidade do Galo, o centro de treinamentos do clube, a sede administrativa no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, além dos seus espaços sociais. Para alimentar essas estruturas, a Solatio montou, na cidade de Verdelândia, no norte de Minas Gerais, a Usina do Galo, onde é gerada a energia fotovoltaica. A usina possui área de 3 hectares, tendo em sua estrutura 2.700 módulos, capazes de gerar uma potência de 750 KW, sendo que a sua produção média mensal é de 200 MW. O acordo está inserido em um modelo de geração distribuída, que envolve a Cemig. (O Estado de São Paulo – 29.10.2020)

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Armazenamento de Eletricidade

1 Projetos de armazenamento de bateria no Texas

A empresa de private equity SER Capital Partners anunciou na semana passada a aquisição de empresas responsáveis por 30 MW de projetos de armazenamento de energia no Texas. A empresa de baterias de íon-lítio LG Chem Ltd fornecerá o equipamento para os três empreendimentos . Os projetos, que ficarão localizados perto de parques eólicos, deverão estar operacionais no verão de 2021. De acordo com a SER, este é seu segundo investimento em três meses, e a empresa já comprometeu cerca de US $ 70 milhões em capital social. (RenewablesNow – 26.10.2020)

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2 Hanwha Energy desenvolve projeto de armazenamento solar no Havaí

A Hanwha Energy Corp da Coréia do Sul anunciouque venceu a licitação para construir e operar o sistema de armazenamento e energia solar Kupehau em edital de concessão administrado pela concessionária americana Hawaiian Electric. O projeto Kupehau instalará um parque solar de 60 MW e 240 MWh de armazenamento de energia na ilha de Oahu. A usina deve operar sob um contrato de compra de energia (PPA) de 20 anos. O Havaí tem a meta de realizar a transição para energia 100% renovável até 2045. (RenewablesNow – 27.10.2020)

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Mobilidade Elétrica

1 UBS: VEs terão o mesmo o custo que os a combustão em 2024

Um estudo do banco de investimento UBS indica que os veículos zero emissões podem custar o mesmo que os carros tradicionais já em 2024. De acordo com o levantamento, o custo adicional para se produzir um VE a bateria cairá para apenas US$ 1.900 (R$ 10.600) em 2022, até ser zerado dois anos depois, em 2024. Para chegar a esses dados, o UBS analisou as baterias dos sete maiores produtores globais do componente. De acordo com o estudo, o tão perseguido custo por kWh abaixo de US$ 100 será alcançado em 2022. Em termos de mercado, o estudo banco acredita que a participação dos VEs alcance 17% das vendas globais em 2025 e 40% em 2030. O executivo do banco acrescentou que a queda no custo de produção da bateria tornará cada vez menos atraentes os veículos híbridos. (Inside EVs – 26.10.2020)

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2 Nova bateria coreana promete 80% da recarga em 20 minutos

Fornecedora de bateria para veículos elétricos desde 2010, a SK Innovation promete ainda mais inovação nos próximos meses. Durante a InterBattery 2020, a empresa anunciou novidades para tornar o componente ainda mais eficaz. Realizada na Coreia do Sul, na última semana, a feira abrange a produção e desenvolvimento de baterias recarregáveis. A ideia é colocar a teoria em prática até meados de 2021. A intenção é elevar a velocidade de carregamento. E, não menos importante, a autonomia de condução. O intuito é trabalhar com baterias que permitam carregamento de 80% da capacidade em 20 minutos. Ou seja, rodar 800 km com duas recargas de 10 minutos. A empresa afirma que já testou um veículo elétrico com autonomia de 1.000 km em condições reais. E garante que o feito foi um sucesso. A bateria de nova geração promete até 1.000 ciclos de carga. (O Estado de São Paulo – 29.10.2020)

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3 Califórnia: US $ 65 mi em implantação de infraestrutura de carregamento

Quatro agregações governamentais (CCA) da Califórnia, entidades locais que juntam o poder de compra dos clientes para garantir contratos de fornecimento de energia, estão financiando – no total, com contribuições financeiras estaduais – US $ 65 milhões em infraestrutura para apoiar o número crescente de VEs no estado. Este financiamento apoiará milhares de novos carregadores de VE. (Green Car Congress – 27.10.2020)

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4 China quer banir carros a gasolina até 2035

De todos os veículos novos a serem vendidos em 2035 na China, 50% serão movidos pela “nova energia” (NEVs)- elétricos, híbridos plug-in ou células de combustível. A outra metade deve ser híbrida. A organização de especialistas em automóveis do país anunciou ontem seu roteiro para NEVs. O relatório foi elaborado sob a orientação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e servirá como base para as regras e políticas da China para automóveis. As metas aumentarão a proporção de híbridos para 75% de todos os carros a gasolina até 2030 e para 100% até 2035, e parar a fabricação e venda de veículos convencionais a gasolina. (Valor Econômico – 28.10.2020)

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5 Incentivos para VEs em SP

Como incentivos, o paulistano com carro elétrico ou híbrido tem isenção do rodízio e direito a receber de volta 40% do IPVA, desde que o veículo pertença ao município, tenha valor de até R$ 150 mil e o proprietário não possua qualquer dívida com a prefeitura. Já a alíquota do IPVA, que atualmente é de 3%, vai passar para 4%, em 2021, em todo o estado. O aumento, que iguala o imposto de todos os veículos, foi aprovado na reforma administrativa do governo João Doria. (O Globo – 29.10.2020)

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6 ACEA: pontos de recarga na UE não estão bem distribuídos

Um estudo anual da ACEA – Associação Europeia dos Construtores Automóveis mostrou que, além de serem insuficientes, os pontos de carregamento na UE não estão distribuídos uniformemente pelos estados-membros. Quatro países (Países Baixos, Alemanha, França e Reino Unido) possuem mais de 75% dos pontos de carregamento elétricos na Europa. (Fleet Magazine – 28.10.2020)

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7 ACEA: infraestrutura de recarga de VEs na UE é insuficiente

Apesar do seu crescimento, as infraestruturas de carregamento de VEs disponíveis na UE são insuficientes para a forte procura de VE. Estas são as principais conclusões de um estudo anual da ACEA – Associação Europeia dos Construtores Automóveis. A procura por VEs na Europa aumentou 110% nos últimos três anos. Durante este período, no entanto, o número de pontos de carregamento cresceu apenas 58% – o que demonstra que o investimento nas infraestruturas não está a acompanhar o crescimento de vendas de veículos elétricos no velho continente. Atualmente, um em cada sete pontos de carregamento na Europa é um carregador rápido. Ao passo que os pontos de carregamento normais representam 171.239 unidades. (Fleet Magazine – 28.10.2020)

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8 China domina cadeia de produção de bateria

É um equívoco comum que a China detém a maior parte dos recursos naturais para VEs – na verdade, 23% do fornecimento global de todas as matérias-primas para baterias vem da China, de acordo com a Benchmark Mineral Intelligence. No entanto, a China domina a produção química de matérias-primas para bateria com impressionantes 80% da produção global total. O país controla 80% do refino de matéria-prima mundial na cadeia de abastecimento da bateria de íon de lítio, 77% da capacidade mundial de células e 60% da fabricação de componentes do mundo, disse a BNEF em um relatório no mês passado. A China hospedará um total de 101 usinas de bateria de íon-lítio atualmente planejadas ou em construção até 2029 de todas as 136 usinas planejadas globalmente até essa data, disse a Benchmark Mineral Intelligence. (Green Car Congress – 29.10.2020)

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9 FNM faz parceria com empresa de baterias

A brasileira Fábrica Nacional de Mobilidade (FNM) anunciou nesta quinta-feira, 29, na Califórnia (EUA), parceria com a americana Octillion Power Systems para o fornecimento de baterias de ion lítio para os caminhões elétricos que empresa começa a produzir em série no próximo mês. A Octillion, com sede na Califórnia, vai instalar uma unidade ao lado da linha de produção da FNM, que funciona dentro das instalações da Agrale em Caxias do Sul (RS), também fabricante de caminhões e ônibus convencionais. Segundo a empresa, inicialmente as baterias serão montadas com peças trazidas dos EUA e, no futuro, serão produzidas no local. Valores de investimentos não foram divulgados. (O Estado de São Paulo – 30.10.2020)

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10 Panasonic desenvolve célula de bateria para Tesla

A Panasonic disse na quinta-feira que está trabalhando para desenvolver uma nova célula de bateria para a Tesla, baseada no novo formato de célula da fabricante de VEs, com um formato cilíndrico maior chamado 4680 que pode armazenar mais energia e é mais fácil de ser feito – é a chave para atingir a meta de reduzir os custos da bateria pela metade e aumentar a produção da bateria em quase 100 vezes até 2030. O CFO da Panasonic, Hirokazu Umeda, disse que a empresa decidiu lançar uma linha de produção adicional na fábrica de Nevada no próximo ano, aumentando a capacidade total da planta em cerca de 10%, para 38-39 gigawatts-hora por ano por volta de 2022. (Automotive Business – 29.10.2020)

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Medidas de Gestão e Resposta da Demanda

1 EPE: adesão do pequeno consumidor a tecnologias virá do êxito das soluções

O engajamento do pequeno consumidor com as novas tecnologias do setor elétrico vai depender do avanço e da praticidade das soluções oferecidas pelas empresas que atuam nessas áreas. De acordo com o presidente da EPE, Thiago Barral, o consumidor será uma espécie de hospedeiro de um conjunto de tecnologias automatizadas que vão interagir com a rede, sem afetar a sua rotina. “As empresas é que serão o elo que vai viabilizar essa proatividade do consumidor. Ele vai querer entrar para ver o quanto ele está economizando a cada momento, mas não de forma que ele vá gastar atenção para fazer a gestão”, explica Barral, que participou de painel no Energy Solutions Show, no dia 29 de outubro. (Agência CanalEnergia – 29.10.2020)

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2 Resposta da demanda como aliada na mitigação de déficits de energia

As concessionárias estão cada vez mais contando com a resposta da demanda para capacidade de despacho durante os déficits de energia relacionados às mudanças climáticas. Historicamente, a maior parte das ações de resposta da demanda tem sido realizada com ativos de clientes comerciais e industriais e dispositivos de controle de carga residencial. Mas o número crescente de termostatos inteligentes, aquecedores de água inteligentes, carregadores EV e baterias retroativas estão mudando a natureza da resposta da demanda nos Estados Unidos, em especial na Califórnia, e levando os legisladores estaduais a considerarem novos métodos para recrutá-los em tempos de déficit na rede. (Wood Mackenzie – 30.10.2020)

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Digitalização do Setor Elétrico

1 Cepel treina engenheiros do ONS no uso de novo simulador digital de redes elétricas

Neste mês de outubro, o Cepel capacitou, de forma virtual, mais de 30 engenheiros do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no uso de um novo simulador digital de redes elétricas para treinamento de operadores, o TopSim. Este foi o primeiro treinamento na ferramenta, disponibilizada este ano aos usuários do SAGE, Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia do Cepel, utilizado em mais de 1.400 instalações em todo o Brasil e que tem no ONS um de seus principais usuários. Um dos grandes diferenciais do TopSim é ser nativamente integrado ao sistema EMS (Energy Management System) do SAGE, o que resulta, dentre outras vantagens, em menores custos de implantação e manutenção, se comparado a outros simuladores disponíveis no mercado. Saiba mais aqui. (Cepel – 27.10.2020)

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2 Siemens utiliza blockchain para comércio de eletricidade

A Siemens, em conjunto com uma concessionária local e outros parceiros regionais, desenvolveu um projeto para plataforma de compra e venda de energia via blockchain na Alemanha. A solução é chamada de Pebbles e será testada no município de Wildpoldsried, uma pequena cidade na região de Allgäu (Baviera). O objetivo é demonstrar que gargalos na rede podem ser evitados com o comércio de flexibilidade por meio de centrais locais, reduzindo custos associados à transição energética, segundo a Siemens. A nova plataforma permite a consumidores e clientes definirem preferências de compra de eletricidade, como a porcentagem e o preço da eletricidade dos sistemas fotovoltaicos e eólicos locais. Com a solução, produtores poderão usar aplicativo para comercializar eletricidade diretamente aos consumidores locais. (Brasil Energia – 30.10.2020)

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Eventos

1 Webinar da Associação Regional de Distribuidoras de Energia Elétrica

Na próxima quinta-feira, 29 de outubro, às 8h a.m, acontecerá o webinar “Plano de desenvolvimento para a criação de uma associação regional de distribuidoras de energia elétrica na América Latina”, que apresentará a iniciativa para a futura criação de uma associação regional de distribuição de eletricidade na América Latina. O evento contará com a presença do diretor da Enel na América Latina, Maurizio Bezzeccheri, do gerente geral do grupo Distriluz, Javier Muro, do vice-presidente de operações da EDP Brasil, João Brito Martins, do gerente geral da Enel Chile, Ramón Castañeda, e do presidente da ADEERA, Horacio Nadra. Para inscrever-se, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 28.10.2020)

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Artigos e Estudos

1 Instalações fotovoltaicas globais atingirão 115 GW em 2020

As instalações fotovoltaicas devem atingir 115 GW este ano, de acordo com a última previsão trimestral de mercado da Wood Mackenzie, 5% acima do total instalado globalmente em 2019. Na Ásia, o mercado chinês continua com uma recuperação robusta e a empresa de consultoria espera 39 GW de instalações até o final de 2020. O mercado chinês crescerá 30% com relação ao ano anterior, apesar da interrupção de curto prazo na cadeia de suprimentos atrasar a aquisição de módulos para alguns desenvolvedores, concluiu Wood Mackenzie. A decisão da Comissão Europeia por uma meta de descarbonização de 55% até 2030 é um sinal positivo de longo prazo para o mercado europeu. Para cumprir essa meta, a empresa estima que a participação das energias renováveis no fornecimento de energia da União Européia precisará aumentar para 65% até 2030. (ReNews – 27.10.2020)

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2 Pacotes de estímulo apoiam combustíveis fósseis em vez de renováveis

O relatório realizado pela fornecedora de equipamento Wärtsilä destaca que US $ 5 bilhões em estímulos no Reino Unido e nos EUA foram alocados para suporte ao setor de combustível fóssil em comparação com apenas US $ 158 milhões para geração de energia limpa. A análise da Wärtsilä identifica que o estímulo econômico ao setor energético do Reino Unido, que visa destravar o investimento do setor privado para a transição energética, poderia permitir que o país alcançasse um sistema de energia renovável de 60% até 2025. Isso reduziria as emissões de carbono do setor de energia em 58% em comparação aos níveis atuais e colocaria o Reino Unido no caminho para cumprir sua meta de emissões líquidas zero até 2050. Nos EUA, se todo o estímulo atual destinado para apoiar os setores de combustível fóssil (US $ 72 bilhões) fosse alocado para o avanço da transição energética, com apoio aos sistemas de energia renováveis, mais de 100 GW de nova capacidade de energia limpa poderiam ser alcançados. Isso resultaria em mais de 500.000 novos empregos no setor energético. (Renews – 28.10.2020)

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3 Wood Mackenzie: “A transição energética será construída com metais”

Em artigo publicado pela Wood Mackenzie, Simon Flowers, analista chefe da consultoria, analisa o que a transição energética significará para o setor de metais, que fazem parte da composição de muitos equipamentos usados nesse processo. Segundo o autor, “em qualquer cenário, a demanda por metais aumentará. Mas um caminho que evite o aumento da temperatura global em 2°C ou menos exigirá mais do que o dobro da capacidade do setor de energia nos próximos 20 anos e será verdadeiramente transformador para os metais”. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 03.11.2020)

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4 BNEF: ”A inteligência artificial se tornará uma parte essencial da política industrial”

Os governos em todo o mundo estão correndo para definir políticas de inteligência artificial (IA) em 2020, à medida que as nações reconhecem o potencial das tecnologias e as possíveis desvantagens. Vinte e um dos 40 países analisados no ranking de Digitalização Industrial Nacional de 2020 da BloombergNEF anunciaram novas políticas ou iniciativas de IA desde 2019. O ranking 2020 da BNEF revela o progresso da digitalização industrial de 40 países usando métricas de investimento, governança, força de trabalho e tecnologia. Uma pontuação alta indica esforços digitais ativos e o potencial para expansão futura, em toda a indústria e governo, apoiado por capital, habilidades e tecnologia. Política, financiamento, metas e regulamentação de IA estão no centro da estratégia para os principais países do ranking – Coréia do Sul, Cingapura e Alemanha. Cada um lançou estratégias nacionais de IA e, ao mesmo tempo, esboçou diretrizes para regular seu uso. Para ler o relatório na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 03.11.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Lorrane Câmara
Pesquisador: Mateus Amâncio
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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