IFE.ME 26

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 26 – publicado em 14 de setembro de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 26 – 14 de setembro de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
IEA: Frotas de ônibus elétricos ao redor do mundo
2 IEA: “aspectos operacionais ditam o número de carregadores, capacidade ou potência nominal do carregador e sua localização”
3 CARB: Avaliação Anual de Implantação de Veículos Elétricos de Célula de Combustível e Desenvolvimento de Rede de Estação de Combustível de Hidrogênio
4 Projeto que proíbe carros a combustão pode virar marco da eletromobilidade no Brasil
5 Nova Jersey corta programa de subsídios para VEs devido a pandemia
6 Índia: Serão implementados subsídios para VEs em Delhi
7 LeasePlan: Necessidade de ajuda dos governos para desenvolver infraestruturas de carregamento

Inovação e Tecnologia
1 PDE 2030: Mercado de baterias em expansão
2 IEA: Tipos de recarga de ônibus elétricos
3 UFSM: Estação de carregamento rápido com elemento armazenador de energia e filtro ativo de harmônicos para VEs
4 BYD produz 1º chassi para ônibus elétrico articulado com piso alto no Brasil

Indústria Automobilística
1 Artigo: “A indústria ideal. E o que nós temos de fazer para chegar lá”
2 IEA: Mercado de ônibus elétrico diminui em 2019
3 IEA: Estoque de carregadores de ônibus elétricos em 2019

4 Europa: Participação de mercado de VE atinge 7,2% no segundo trimestre de 2020

5 Tesla: Montadora mais valiosa do mundo em 2020

6 GM e Nikola: Parceria para produção de caminhão elétrico

7 Amazon e Mercedes-Benz: Parceria para mobilidade elétrica

8 Uber: US$ 800 milhões para ajudar motoristas a adquirirem VEs
9 Maserati prepara o futuro com VEs

Meio Ambiente
1 Opel: Redução de 13,5% nas emissões de CO2 dos seus veículos em relação a 2019
2 Uber: Meta de emissão zero nos EUA, Canadá e Europa até 2030
3 Produção de 500 mil Nissan Leafs evitaram emissão de 2,4 bilhões de kg de CO2
4 Centro da Volkswagen é a 1ª unidade da montadora 100% renovável no Brasil

Outros Artigos e Estudos
1 Eletrificação de veículos ao redor do mundo pode trazer consequências para o Brasil
2 O veículo elétrico: Estudo da percepção dos brasileiros


 

 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 IEA: Frotas de ônibus elétricos ao redor do mundo

Com o apoio do programa FAME II, a implantação de ônibus elétricos na Índia aumentou rapidamente em 2019. Os novos registros dobraram em um ano, elevando a frota de ônibus elétricos da Índia para mais de 800 veículos em 2019. Em 2019, a Europa registrou 1.900 ônibus elétricos, mais do que o dobro do ano anterior. A maioria dos 4.500 ônibus elétricos da Europa operam na Holanda (800), Reino Unido (800), França (600) e Alemanha (450). Pelo segundo ano consecutivo, os registros de 2019 para ônibus elétricos na Europa ultrapassaram os de ônibus a gás natural, outro combustível alternativo popular para ônibus públicos. A frota da América do Norte, que teve 2.255 ônibus elétricos, incluindo mais de 500 novos registros em 2019. A América do Sul é um dos principais mercados em crescimento para ônibus elétricos. As inscrições em 2019 foram 3,5 vezes mais altas que em 2018, em mais de 450. Santiago do Chile mantém a maior frota da região com quase 400 ônibus elétricos. Outras cidades que operam ônibus elétricos estão localizadas na Argentina, Brasil, Colômbia e Equador. (Global EV Outlook 2020 – Junho de 2020)

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2 IEA: “aspectos operacionais ditam o número de carregadores, capacidade ou potência nominal do carregador e sua localização”

As necessidades de infraestrutura de carregamento de ônibus elétricos são determinadas pela frequência de serviço e tempo de permanência (o tempo que um veículo para em uma parada programada sem se mover), ocupação e, mais importante, pela estratégia de carregamento. Em comparação com os automóveis de passageiros, as rotas de direção e as opções de origem-destino dos ônibus são mais uniformes, mas têm requisitos de energia de carregamento mais altos. Esses aspectos operacionais ditam o número de carregadores, capacidade ou potência nominal do carregador e sua localização. O carregamento noturno do depósito e o carregamento de oportunidade na rota são as estratégias de carregamento usuais para frotas de ônibus elétricos em muitas cidades na China, na União Europeia e nos Estados Unidos. (Global EV Outlook 2020 – Junho de 2020)

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3 CARB: Avaliação Anual de Implantação de Veículos Elétricos de Célula de Combustível e Desenvolvimento de Rede de Estação de Combustível de Hidrogênio

O California Air Resources Board (CARB), instituição responsável por proteger o público dos efeitos nocivos da poluição do ar e desenvolver programas e ações para combater as mudanças climáticas, lançou a edição de 2020 de sua Avaliação Anual de Implantação de Veículos Elétricos de Célula de Combustível e Desenvolvimento de Rede de Estação de Combustível de Hidrogênio, de acordo com os requisitos de AB 8 (2013). De acordo com o relatório, a rede de postos de abastecimento de hidrogênio da Califórnia continuou a adicionar novos postos no ano passado, enquanto o número de VEs com célula de combustível (FCEVs) na estrada continuou a aumentar. O relatório concluiu que a indústria de abastecimento de hidrogênio está respondendo favoravelmente ao amadurecimento dos mecanismos de apoio do Estado. (Green Car Congress – 09.09.2020)

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4 Projeto que proíbe carros a combustão pode virar marco da eletromobilidade no Brasil

Em audiência pública no dia 7 de setembro de 2019 na Comissão de Meio Ambiente (CMA), representantes do governo e da indústria automobilística defenderam o estabelecimento de um marco legal da eletromobilidade no Brasil. Trata-se de um projeto de lei (PLS 454/2017) que proíbe a venda de carros novos movidos a combustíveis fósseis a partir do ano de 2060. O relator do PLS na comissão, senador Jean Paul Prates (PT-RN), defende que o projeto avance além de estabelecer prazos e embase uma discussão estruturante sobre o setor de transportes e suas fontes de energia. O senador salientou a importância ambiental, econômica e até diplomática de posicionar o Brasil na marcha rumo à eletrificação dos transportes. Porém, também argumentou que esse movimento não pode ser feito de forma brusca, pois o Brasil recentemente entrou para o clube dos exportadores de petróleo e é líder mundial no desenvolvimento de biocombustíveis. O projeto encontra-se em tramitação. (Agência Senado – 07.10.2019)

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5 Nova Jersey corta programa de subsídios para VEs devido a pandemia

Por causa da enorme lacuna de receita estadual causada pela paralisação no início deste ano, o financiamento de um programa para incentivar os residentes de Nova Jersey a comprar VEs foi cortado. Em janeiro passado, o governador Phil Murphy sancionou uma medida de energia limpa que oferecia descontos de US $ 5.000 para quem comprasse carros novos com emissão zero. Mas o programa de $ 30 milhões foi cortado em $ 16 milhões. Doug O’Malley, o diretor do Meio Ambiente de Nova Jersey e presidente da ChargEVC, uma coalizão de VEs, disse que a coisa mais importante que precisa acontecer agora é que a administração mantenha o nível de descontos de VE no próximo ano fiscal. Ele disse que agora há cerca de 30.000 VEs nas estradas em Jersey, mas é preciso aumentar esse número para atender à meta de mais de 300.000 veículos elétricos até 2025 do programa Clean Cars adotado por Nova Jersey. (New Jersey 101.5 – 13.09.2020)

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6 Índia: Serão implementados subsídios para VEs em Delhi

É provável que o governo de Delhi implemente na próxima semana o esquema de subsídios de sua política de VEs recém-lançada, disseram as autoridades. Ao lançar a política, o ministro-chefe Arvind Kejriwal disse que o objetivo era o registro de cerca de 500 mil VEs na cidade nos próximos cinco anos. Sob a política, o governo de Delhi dará incentivos de até ? 30.000 (aproximadamente R$ 2.160) para veículos elétricos de duas rodas, riquixás e transportadores de mercadorias, enquanto um subsídio de ? 150.000 (aproximadamente R$ 10.870) será fornecido para a compra de veículos elétricos de passeio, disseram as autoridades. O governo também isentará os consumidores da taxa de registro e do imposto de trânsito sob a política de VE, além de conceder empréstimos a juros baixos para veículos comerciais elétricos. (Hindustan Times – 07.09.2020)

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7 LeasePlan: Necessidade de ajuda dos governos para desenvolver infraestruturas de carregamento

A LeasePlan, empresa holandesa especializada em leasing de automóveis e gerenciamento de frotas, apela aos governos de todo o mundo para que se organizem e satisfaçam a procura pública de infraestruturas de carregamento de VEs. Este call to action surge no âmbito do Dia Mundial de Veículo Elétrico, uma campanha mundial destinada a acelerar a transição para VEs de emissões zero em todo o mundo. Tex Gunning, CEO da empresa, afirma que a LeasePlan e seus clientes querem avançar mais rapidamente para os VE, mas a falta de infraestruturas de carregamento suficientes a nível mundial é um grande obstáculo, por isso precisam da ajuda dos governos de todo o mundo no investimento em carregadores. A LeasePlan comprometeu-se a atingir as zero emissões líquidas da sua frota total até 2030. (Automonitor – 10.09.2020)

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Inovação e Tecnologia

1 PDE 2030: Mercado de baterias em expansão

O mercado de baterias está em grande expansão no mercado externo, para atendimento da indústria de eletrônicos, veículos elétricos e de eletricidade. A escala e o desenvolvimento tecnológico levaram a uma redução de 87% no preço das baterias de íon-lítio entre 2010 e 2019 (BloombergNEF, 2020). Em termos internacionais, o estudo de Schmidt et al. (2019) aponta uma queda no CAPEX de baterias de íon-lítio de 8,3% a.a. entre 2020 e 2030. Aplicando essa redução ao preço atual, se estima um preço final na faixa de R$ 2.000/kWh em 2030. No entanto, há outros fatores nacionais que podem afetar a redução no preço. Atualmente, há alta carga tributária na importação de baterias. Uma diminuição das alíquotas poderia reduzir ainda mais o preço esperado. (Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 – Setembro de 2020)

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2 IEA: Tipos de recarga de ônibus elétricos

Existem três opções principais de tecnologia em uso comercial para carregamento de ônibus: plug-in, pantógrafo e carregamento indutivo ou sem fio. Os carregadores plug-in classificados entre 150-250 kW são comumente usados para carregamento noturno em depósito. Os pantógrafos são mais adequados para oportunidade de recarga na rota nos Estados Unidos e na União Europeia. Carregadores plug-in de até 400 kW estão sendo implantados na China. Embora não seja tão amplamente implantado quanto o carregamento condutivo ou pantógrafo, o carregamento indutivo sem fio de alta potência (300 kW ou mais) está sendo cada vez mais testado em projetos piloto. Carregadores de alta potência são especialmente importantes para eletrificação de frotas pesadas. (Global EV Outlook 2020 – Junho de 2020)

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3 UFSM: Estação de carregamento rápido com elemento armazenador de energia e filtro ativo de harmônicos para VEs

O aprimoramento da infraestrutura de carregamento dos veículos elétricos é fundamental para a sua ampla adoção. Dessa forma, este artigo propõe uma estação modular de carregamento rápido com filtro ativo de potência e elemento armazenador de energia para veículos elétricos. A estação é conectada em média tensão e composta por 10 pontos de carregamento de 60 kW cada um, em acordo com as normas vigentes para carregamento rápido. Normas as quais são inicialmente revisadas e descritas. O filtro ativo de potência é apresentado, analisado e projetado para reduzir harmônicas de corrente no ponto de conexão com a rede de distribuição primária. Além disso, é realizada a análise de estabilidade na conexão dos conversores. Os resultados experimentais no Typhoon HIL comprovam o funcionamento da estação em acordo com as exigências normativas internacionais. (SOBRAEP – Março de 2019)

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4 BYD produz 1º chassi para ônibus elétrico articulado com piso alto no Brasil

A BYD concluiu a produção do primeiro chassi de ônibus articulado com piso alto totalmente movido a eletricidade no Brasil. Denominado D11A, o novo modelo vai atender aos projetos de BRTs (Bus Rapid Transit) em todo o território que disponham de plataformas de embarque elevadas. Com autonomia para até 250 km, sendo alimentado por baterias de fosfato ferro lítio, o modelo foi montado na unidade da empresa em Campinas (SP). A fábrica da BYD tem capacidade para construir até 720 chassis por ano, podendo elevar o volume para até 1.440 unidades/ano. Além disso, para abastecer a frota de ônibus elétricos, a montadora inaugurou sua terceira planta no Brasil, localizada no Polo Industrial de Manaus, com investimentos de R$ 15 milhões e destinada a produzir baterias de fosfato de ferro lítio. (Automotive Business – 09.09.2020)

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Indústria Automobilística

1 Artigo: “A indústria ideal. E o que nós temos de fazer para chegar lá”

Em artigo, Carlos Zarlenga, presidente da GM na América do Sul, discute a indústria automobilística inserida em um contexto de recuperação econômica. Ele afirma que o setor automotivo pode ser um catalisador da economia e que a indústria é a maior interessada na evolução em direção a um futuro verde, “porém, é preciso planejamento de longo prazo, previsibilidade e muito investimento”. Ele diz que para que ocorra a produção de VEs e autônomos no Brasil, é preciso gerar demanda. Até lá, é preciso “fortalecer a indústria e implementar políticas públicas de desenvolvimento tecnológico e renovação da frota”. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. (O Estado de São Paulo – 08.09.2020)

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2 IEA: Mercado de ônibus elétrico diminui em 2019

O mercado global de ônibus elétricos diminuiu desde um pico nas vendas em 2016. Em 2019, os novos registros de ônibus elétricos totalizaram cerca de 75.000 veículos, 20% abaixo das 93.000 unidades em 2018. Havia cerca de 513.000 ônibus elétricos em todo o mundo em 2019, até 17% em relação a 2018. Cerca de 95% dos ônibus elétricos registrados em 2019 foram fabricados e vendidos na China. Os registros ano a ano diminuíram devido a uma diminuição nos subsídios de compra em 2019 (o subsídio diminuiu 40% em comparação com 2016), bem como um declínio no mercado de ônibus na China. O número de ônibus elétricos aumentou fortemente na Europa e nos Estados Unidos, reduzindo levemente a concentração do mercado chinês. Ainda assim, a grande maioria (mais de 0,5 milhão de ônibus, ou 98% da frota global) dos ônibus elétricos opera na China. (Global EV Outlook 2020 – Junho de 2020)

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3 IEA: Estoque de carregadores de ônibus elétricos em 2019

O estoque global de carregadores de ônibus elétricos aumentou 17% em 2019 (184.000 unidades) em comparação com 2018 (157.000). A China continua a ser pioneira na eletrificação de seus ônibus e é responsável por 95% do estoque global de carregadores de ônibus. Na União Europeia, a Suécia lidera em número de carregadores de ônibus instalados em 2019. (Global EV Outlook 2020 – Junho de 2020)

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4 Europa: Participação de mercado de VE atinge 7,2% no segundo trimestre de 2020

No segundo trimestre de 2020, a quota de mercado de VEs carregáveis aumentou para 7,2% do total das vendas de automóveis na UE, em comparação com uma quota de 2,4% durante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da ACEA (European Automobile Manufacturers Association). O número de automóveis a diesel registrados na União Europeia durante o segundo trimestre do ano caiu 53,4%. De abril a junho de 2020, os registros de VEs carregáveis aumentaram 53,3%. As vendas de híbridos plug-in impulsionaram fortemente esse crescimento (+ 133,9%). O aumento de matrículas de veículos elétricos a bateria foi mais modesto (+ 12,7%). (Green Car Congress – 04.09.2020)

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5 Tesla: Montadora mais valiosa do mundo em 2020

Depois de ultrapassar a GM e a Ford e se tornar a montadora mais valiosa dos EUA, em 2020, a Tesla também passou a Toyota e se tornou a fabricante de automóveis mais valiosa do mundo, com apenas 17 anos de vida. Entre abril e junho, justamente os meses marcados pela quarentena, a Tesla apresentou lucro. Nos EUA, 60% do mercado é dela. No mundo, ela foi quem mais vendeu esses modelos em 2019. Isso, porém, deve mudar. A VW planeja produzir 1,5 milhão de carros elétricos em 2025. GM, Hyundai e Kia projetam vender 1 milhão de unidades cada. Toyota, 500 mil. uma das grandes dúvidas sobre a Tesla diz respeito à sua capacidade de escalar a produção. Por isso, ela se comprometeu a construir mais fábricas do que qualquer outra montadora já estabelecida. Ela possui ainda uma rede de estações de carregamento espalhadas pelo mundo, para seus motoristas poderem se deslocar por grandes distâncias. (O Estado de São Paulo – 09.09.2020)

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6 GM e Nikola: Parceria para produção de caminhão elétrico

A GM anunciou a compra, por US$ 2 bilhões (o equivalente a R$ 10,6 bilhões), de 11% das ações da Nikola Motor. A startup norte-americana vem sendo considerada a “Tesla” das picapes. Por meio do acordo com a GM, a Nikola prevê economizar US$ 4 bilhões (R$ 21,2 bilhões) em escala durante uma década, com baterias e motores elétricos, e mais US$ 1 bi (R$ 5,3 bilhões) com custos de engenharia e validação. De acordo com a Nikola, a picape equipada com baterias de íon de lítio tem autonomia para rodar até 965 km. A picape terá duas configurações disponíveis: a versão BEV será puramente elétrica, e deverá ter autonomia de 482 km com carga completa. E a FCEV combina as baterias ao sistema de célula de hidrogênio. Nesse caso, a autonomia máxima anunciada beira os 1.000 km. (O Estado de São Paulo – 10.09.2020)

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7 Amazon e Mercedes-Benz: Parceria para mobilidade elétrica

A empresa norte-americana de comércio eletrônico Amazon tornou-se no principal cliente de VEs da Mercedes-Benz – encomendou até agora mais de 1.800 unidades de eVito e eSprinter, que entrarão em operação ainda este ano, noticia hoje a agência Efe. No caso dos veículos produzidos para a Amazon, têm bateria de 47 kW/hora de carga útil, com a qual podem viajar até 168 km. Estes veículos com um carregador rápido podem ser recarregados de 10% a 80% em cerca de 25 minutos. A fabricante de veículos e a empresa norte-americana colaboram na Alemanha desde 2018 no campo da mobilidade elétrica. Desde aquele ano, a divisão de Mercedes-Benz Vans, em conjunto com vários dos seus parceiros, tem vindo a montar uma infraestrutura de recarga elétrica para a Amazon Logistics Germany, que na cidade alemã de Essen conta com 340 pontos de recarga, o que o torna no maior da Europa. (Automonitor – 09.09.2020)

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8 Uber: US$ 800 milhões para ajudar motoristas a adquirirem VEs

A Uber disse nesta terça-feira (8) que todos os veículos de sua plataforma serão elétricos até 2040 e prometeu contribuir com US$ 800 milhões (R$ 4,28 bilhões) até 2025 para ajudar motoristas na transição para carros movidos a bateria, incluindo descontos para veículos comprados ou alugados de montadoras parceiras. A empresa, que no início de fevereiro informou ter cinco milhões de motoristas em todo o mundo, disse que formou parcerias com a General Motors e a aliança composta por Renault, Nissan e Mitsubishi. Além dos descontos em veículos, a Uber disse que os US$ 800 milhões incluem a redução de uma taxa para veículos elétricos e híbridos, cujo custo seria parcialmente compensado por uma pequena taxa adicional cobrada dos clientes que solicitarem uma “viagem ecológica”. (Folha de São Paulo – 08.09.2020)

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9 Maserati prepara o futuro com VEs

Depois de ter revelado o MC20 a Maserati já confirmou que até 2024 pretende lançar 13 modelos, entre os quais se incluem variantes elétricas de alguns dos seus modelos. Além dos novos Grecale, GranTurismo e GranCabrio e das suas respetivas variantes elétricas, nos próximos anos a Maserati planeia ainda lançar a versão elétrica do novo MC20 e revelar os renovados Quattroporte e Levante, cuja chegada está prevista para 2023, trazendo consigo as “obrigatórias” versões eletrificadas. Segundo avançam os britânicos da Autocar, os elétricos da marca vão contar com a designação “Folgore” (“relâmpago” em italiano) e vão recorrer a três motores elétricos, contando desta forma com tração integral com vetorização de binário. (Razao Automovel – 11.09.2020)

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Meio Ambiente

1 Opel: Redução de 13,5% nas emissões de CO2 dos seus veículos em relação a 2019

O CEO da Opel, Michael Lohscheller, anunciou na semana passada que a fabricante alemã lançará uma versão do furgão Movano com motorização elétrica já em 2021. Em 2021 também chegará aos concessionários a versão eletrificada do Opel Combo. Com um plano consistente de eletrificação, modelos centrados no futuro e motores de combustão interna ainda mais eficientes, a Opel reduziu significativamente as emissões de CO2 no passado recente. A marca alemã já tinha reduzido em 20 gramas a média de emissões da frota no final do ano de 2019, por comparação com o final de 2018. Além disso, na primeira metade de 2020, a Opel logrou uma redução de 13,5% nas emissões de CO2 dos seus veículos face ao mesmo período do ano anterior. (Automonitor – 04.09.2020)

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2 Uber: Meta de emissão zero nos EUA, Canadá e Europa até 2030

A Uber está se comprometendo a se tornar uma plataforma de emissão totalmente zero até 2040, com 100% das viagens ocorrendo em veículos com emissão zero. A empresa também está definindo uma meta anterior de que 100% das viagens ocorram em VEs nas cidades dos Estados Unidos, Canadá e Europa até 2030. Além dos objetivos da plataforma, o Uber também está empenhado em alcançar emissões líquidas zero das operações corporativas até 2030. A empresa vai se comprometer com $ 800 milhões em recursos para ajudar centenas de milhares de motoristas na transição para VEs até 2025. (Green Car Congress – 09.09.2020)

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3 Produção de 500 mil Nissan Leafs evitaram emissão de 2,4 bilhões de kg de CO2

No Dia Mundial do Carro Elétrico, celebrado na quarta-feira, 9, a Nissan alcançou a marca de 500 mil Leaf produzidos em todo o mundo. A unidade histórica foi produzida na planta da empresa em Sunderland, na Inglaterra, quase dez anos após o lançamento mundial do carro. De acordo com a montadora japonesa, os proprietários de Leaf ao redor do mundo contribuíram para evitar que 2,4 bilhões de quilogramas de CO2 fossem lançados na atmosfera desde 2010. (Automotive Business – 10.09.2020)

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4 Centro da Volkswagen é a 1ª unidade da montadora 100% renovável no Brasil

Com a meta de neutralizar suas emissões até 2030, a Volkswagen avança na compra de energia renovável para as operações brasileiras. O Centro de Peças e Acessórios da montadora, localizado em Vinhedo (SP), se tornou a primeira unidade da empresa a operar com 100% com fontes limpas no mercado livre, desde julho. Além de contribuir para reduzir a pegada de carbono, a migração para o mercado livre por meio da compra de energia incentivada irá trazer economia na conta de luz de 6% já em 2020. A previsão da montadora é de que estratégia reduza em mais de 40% as despesas com energia elétrica nos próximos cinco anos. (O Estado de São Paulo – 08.09.2020)

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Outros Artigos e Estudos

1 Eletrificação de veículos ao redor do mundo pode trazer consequências para o Brasil

A pandemia pode deixar sequelas para o setor automobilístico brasileiro. A indústria local corre grande e real risco de desaparecer, em consequência de um movimento que foi acelerado pela pandemia: a eletrificação das frotas de veículos leves nos maiores mercados mundiais. Estas conclusões aparecem no trabalho Automotive Restart da Bright Consulting, líder em inteligência competitiva para o mercado automotivo. Como boa parte das fabricantes locais tem matriz na Europa, as decisões tomadas lá impactam aqui. Mas, nesse momento, o Brasil não tem condições de realizar uma mudança radical de plataforma tecnológica. O país tem muito mais a ganhar se realizar a migração dos motores de combustão interna para a hibridização combinada com etanol até a futura bioeletrificação via célula de combustível e energia renovável. Avançará ainda mais se aplicar, de fato, a legislação de Inspeção Veicular e implantar a indústria de reciclagem de veículos, iniciativas capazes de gerar empregos e acelerar o caminho na direção da mobilidade limpa pela renovação da frota. (Info Money – 10.09.2020)

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2 O veículo elétrico: Estudo da percepção dos brasileiros

O veículo elétrico competiu com o veículo a combustão pela hegemonia de mercado nos primórdios da indústria automobilística. Por uma série de fatores ele acabou perdendo a disputa. Nos últimos anos ele voltou a aparecer como uma opção por ser um veículo de baixa emissão de poluentes. Apesar de cada vez mais conhecido e aceito dada as políticas públicas de vários países o veículo elétrico no Brasil é ainda pouco utilizado e conhecido da grande maioria da população. É certo que esse quadro vem se alterando gradativamente com o passar do tempo. O intuito desse trabalho e apresentar um quadro da atual conjectura em que esse processo se encontra. Os achados mostram um quase completo desconhecimento de uma parcela da população brasileira, a amostra, que mal compreende e se relaciona com uma mudança tecnológica que está acontecendo em diversos países, a da mobilidade elétrica. (Revista Científica E-Locução – 17.07.2019)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles e Fabiano Lacombe
Pesquisadoras: Lara Moscon e Luiza Masseno
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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