IFE.UTE 11

Informativo Eletrônico – Usinas Termoelétricas nº 11 – publicado em 22 de julho de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico de Geração Termelétrica – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 11 – 22 de julho de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Mercado
1
UTEs podem ajudar a reduzir sobrecontratação de distribuidoras
2 Geração com biomassa cresceu em maio
3 Gas Energy destaca papel do gás natural na transição energética
4 Secretário do MME espera aprovação do Novo Mercado de Gás
5 Consumo de gás natural cresce em SC
6 Duas novas usinas de biometano triplicam capacidade nacional

Regulação
1 UTE da Petrobras tem autorização revogada
2 Aneel autoriza reembolso à Amazonas GT
3 CCEE mantém penalidade para duas térmicas da Bolognesi
4 Rodrigo Maia desobstrui projeto da Nova Lei do Gás na Câmara

Empresas
1 Gaspetro à venda atrai empresas do setor
2 Golar Power é autorizada a importar GNL
3 Bahiagás passa a receber gás natural da Alvopetro

4 CCEE reembolsará valores da CCC para Amazonas GT

5 Compagás e CIBiogás querem desenvolver biometano no PR

6 Docas do Pará publica edital de área do terminal de GNL de Barcarena

7 A grande aposta da Shell no GNL flutuante pode ser um fracasso

Internacional
1 Preço do gás natural no mercado americano

2 Produção de gás natural na Argentina cai 9,2% em maio
3 Preços do GNL atingem alta no mercado asiático
4 Total anuncia financiamento de projetos de GNL em Moçambique
5 Banco Africano de Desenvolvimento concede empréstimo de 400 mi de dólares para Moçambique GNL

6 Operadora de gás da Espanha suspende parte do leilão de slots de GNL
7 Investidores de projeto de gasoduto russos sob risco de sanções dos EUA

Artigos e Estudos
1 Entrevista com Ieda Gomes (Oxford) sobre oportunidades de GNL no Brasil
2 Artigo de Jason Rowell (Black & Veatch) sobre o Geração de Gás Future-Proofing para um mundo sem carbono



 

 

 

Mercado

1 UTEs podem ajudar a reduzir sobrecontratação de distribuidoras

A descontratação de térmicas cujos contratos estão próximos de terminarem é uma opção que poderá ser analisada para reduzir a sobrecontratação das distribuidoras nos próximos anos. Esse seria uma alternativa para evitar os impactos da redução do consumo de energia decorrente da desaceleração da economia e que resultado até na revisão extraordinária da carga para o período até 2024. Mas os estudos ainda estão em andamento, pois há a necessidade de avaliar diversos fatores antes da tomada de decisão. O presidente da EPE, Thiago Barral, comentou em sua participação em Webnário promovido pelo Idec que entre os fatores que são necessários avaliar estão a necessidade de planejamento para o descomissionamento dessas usinas – inclusive em nível municipal, onde a usina opera – a eventual necessidade de recomposição dos contratos das distribuidoras, preocupação com os horários mais críticos do sistema, dentre outros. E sem esquecer do respeito aos contratos firmados, pois o Brasil é um país que respeita esses acordos. (Agência CanalEnergia – 14.07.2020)

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2 Geração com biomassa cresceu em maio

Usinas a biomassa foram responsáveis por quase metade de toda geração termelétrica verificada em maio, de acordo com dados do boletim InfoMercado Mensal, divulgado pela CCEE. No mês, o combustível gerou 4.167 MW médios, o que representa 44,25% do volume produzido por todas as térmicas. Na comparação com o mesmo período de 2019, a produção de energia com matéria orgânica cresceu 2,06%. Em paralelo, empreendimentos a carvão mineral e a óleo combustível apresentaram forte queda na geração de eletricidade. As termelétricas a carvão produziram 42,62% a menos do que em maio de 2019 (556 MW médios contra 969 MW médios), enquanto empreendimentos a óleo geraram apenas 19 MW médios, contra 217 MW médios no ano passado. (CCEE – 14.07.2020)

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3 Gas Energy destaca papel do gás natural na transição energética

O CEO da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto, disse que o Brasil tem a possibilidade de ampliar o uso de gás natural na geração elétrica. O combustível é considerado um dos vetores a transição energética. “É uma riqueza que está disponível, porque esse gás está localizado em áreas que já possuem descobertas. Temos um timing apertado, entre dois e três anos, para que os operadores desses campos façam os investimentos”, alertou. Moreira Neto acredita que um caminho para estimular o escoamento das reservas seria a criação de um modelo de contratação de energia integrado, que já previsse a quantidade de gás offshore contratada nos leilões da Aneel. (Brasil Energia – 15.07.2020)

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4 Secretário do MME espera aprovação do Novo Mercado de Gás

O secretário de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis do MME, José Mauro Ferreira, afirmou nesta quarta-feira que o governo vê o setor de gás natural como um dos pilares da retomada da economia no país pós-pandemia. Mas, para atrair os investimentos privados esperados, ele classificou como fundamental que o Congresso aprove ainda este ano o projeto de lei que estabelece um novo marco regulatório para o setor. O secretário disse que o governo trabalha junto ao Parlamento para uma aprovação neste segundo semestre. (O Globo – 16.07.2020)

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5 Consumo de gás natural cresce em SC

Cerca de quatro meses após o início dos efeitos da pandemia de Covid-19 em Santa Catarina, o mercado de gás natural catarinense dá sinais de recuperação: houve crescimento de 22,19% no consumo em relação a maio, quando também foi registrado crescimento de 21,13% ante abril, mês que sofreu o maior impacto. “Assumimos riscos de transporte, margem e impostos para dirimir os efeitos ao mercado. A ampla adesão das indústrias, que consomem cerca de 80% de todo o volume, evidencia o resultado positivo das flexibilizações temporárias adotadas pela companhia”, afirma o presidente da SCGás, Willian Anderson Lehmkuhl. (Brasil Energia – 17.07.2020)

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6 Duas novas usinas de biometano triplicam capacidade nacional

Duas novas unidades de produção de biometano estão autorizadas pela ANP. São os projetos da Gás Verde, em Seropédica (RJ), e da GNR Dois Arcos, em São Pedro da Aldeia (RJ), com 204 mil m³/dia e 16 mil m³/dia de capacidade de produção, respectivamente. A única a unidade em operação no país é um projeto da GNR Fortaleza, em Caucaia (CE), com 110 mil m³/dia de capacidade. A empresa fornece gás para a distribuidora do estado, a Cegás – geração é feita a partir de resíduos sólidos do Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia. Cooperativas agropecuárias e de eletrificação também apostam no biogás como alternativa de expansão das atividades com cogeração de energia. “Podemos considerar o biogás como tecnologia chave para melhorar a competitividade do cooperativismo”, afirma a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (Agência Epbr – 20.07.2020)

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Regulação

1 UTE da Petrobras tem autorização revogada

A Aneel revogou a Resolução Autorizativa n° 4.309/2013, que autorizou a Petrobras a explorar a UTE Petrobras – Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, localizada no município de Três Lagoas, estado do Mato Grosso do Sul. A íntegra da resolução está disponível no endereço eletrônico www.aneel.gov.br/biblioteca. (Brasil Energia – 15.07.2020)

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2 Aneel autoriza reembolso à Amazonas GT

A Aneel autorizou a CCEE, na condição de gestora da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que reembolse à Amazonas Geração e Transmissão dos custos de aquisição do gás natural destinado às usinas termelétricas Ponta Negra, Manauara, Jaraqui, Tambaqui, Cristiano Rocha, das parcelas vincendas. Em caso de inadimplência da Amazonas Energia, a Aneel autorizou ainda a CCEE que reembolse à Amazonas Geração e Transmissão dos custos de aquisição do gás natural destinado às usinas termelétricas Anamã, Anori, Caapiranga e Codajás, das parcelas vincendas. (Brasil Energia – 17.07.2020)

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3 CCEE mantém penalidade para duas térmicas da Bolognesi

O processo em que está inserida a Bolognesi e que está na casa de R$ 1,5 bilhão poderá ir agora para a Aneel como último recurso na esfera administrativa. Nesta semana o conselho de administração da CCEE indeferiu os pedidos da defesa da empresa e ratificou em reunião ocorrida em 14 de julho, pela deliberação de manter a aplicação de penalidades para duas térmicas do grupo que, somadas, chegam a cerca de R$ 320 milhões. As usinas são a Termelétrica Pernambuco III que contestou 21 termos de notificação que se referem ao período das contabilizações de fevereiro de 2018 a outubro de 2019. Nesse caso o valor das penalidades é de mais de R$ 166 milhões. A segunda usina cuja deliberação ocorreu foi a UTE Borborema quanto a 22 termos que englobam as operações de fevereiro de 2018 a novembro de 2019 ao valor de pouco mais de R$ 152 milhões. Para essa segunda usina, a câmara ainda deverá retomar a análise das contestações anteriormente apresentadas quanto a outros cinco termos. (Agência CanalEnergia – 17.07.2020)

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4 Rodrigo Maia desobstrui projeto da Nova Lei do Gás na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), definiu um novo relator para a Nova Lei do Gás (PL 6.407), que tramita na casa. Maia aceitou a indicação do governo e definiu o deputado Laércio Oliveira (PP-SE), que já relatou o tema nas comissões internas da Câmara. Com a nomeação, Maia desobstruiu o andamento da matéria, que estava há mais de um mês parada e que gerava a reclamação do setor. A contrapartida de Maia para liberar o andamento do PL foi o encontro entre o Poder Executivo com o consultor Adriano Pires. A reunião aconteceu na semana passada. Maia é contrário ao texto atual, que, segundo o governo, quebra o monopólio da Petrobras sobre o mercado de comercialização de gás natural. O projeto já está disponível para ser deliberado no plenário da Câmara. O deputado relator, Laércio Oliveira, é a favor do texto atual e está alinhado com os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Enfrentará, no entanto, a ofensiva de Maia, que prefere aumentar o escopo do projeto. (Veja – 20.07.2020)

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Empresas

1 Gaspetro à venda atrai empresas do setor

A venda da fatia de 51% da Petrobras na Gaspetro vem atraindo o interesse de uma série de companhias para atuar no setor de gás. Na última sexta-feira, a estatal informou que o processo de venda da subsidiária, que é uma holding com participações em 19 companhias de distribuição de gás, entrou na chamada fase vinculante. De acordo com fontes do setor, estão analisando a Gaspetro empresas que já atuam no setor de distribuição e comercialização de energia como Cosan, Naturgy (controladora da Ceg e Ceg Rio) e Ultra (controladora dos postos Ipiranga). Também está na disputa a Mitsui – conglomerado japonês que já tem 49% da Gaspetro. Pelo acordo de acionistas da Petrobras, a Mitsui tem preferência na compra da outra metade da Gaspetro e, por isso, destacou uma fonte, não precisa participar dessa fase. (O Globo – 13.07.2020)

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2 Golar Power é autorizada a importar GNL

A elétrica Golar Power recebeu autorização do MME para realizar importações de GNL de diversos países para entrega em um terminal na Bahia e em um futuro terminal em Pernambuco. O aval é válido por três anos e para um total de até 5,475 milhões de metros cúbicos de GNL na Bahia e o mesmo volume em Pernambuco, de acordo com publicação da pasta no DOU desta segunda-feira. As entregas deverão ser realizadas no terminal TRBA, na Bahia, e em futuro terminal multimodal GNL no Porto de Suape, em Pernambuco, segundo a autorização. (Reuters – 13.07.2020)

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3 Bahiagás passa a receber gás natural da Alvopetro

Com a conclusão das obras da nova estação de transferência de custódia (ETC), em Mata de São João, e implantação de um gasoduto de distribuição de 15 km até Dias D’Ávila, ambos os municípios baianos, a Bahiagás começa a receber o gás natural da Alvopetro. Trata-se de um marco na busca por novos supridores a preços mais competitivos. O gás adquirido pela Bahiagás junto à Alvopetro já está sendo processado na unidade de processamento de gás natural recém-construída pelo novo supridor, no Campo de Caburé (Bacia do Recôncavo). Esta é a primeira UPGN no país implantada por uma empresa privada. A partir dela, o energético é fornecido para a ETC da Bahiagás, de onde será distribuído para o mercado. (Brasil Energia – 13.07.2020)

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4 CCEE reembolsará valores da CCC para Amazonas GT

A Amazonas GT, subsidiária da Eletrobras para geração e transmissão de energia naquele estado, receberá diretamente da CCEE o reembolso da Conta de Consumo de Combustíveis referente aos custos de aquisição do gás natural destinado às UTEs Ponta Negra, Manauara, Jaraqui, Tambaqui e Cristiano Rocha, que são os denominados produtores independentes. A decisão foi tomada pela Aneel nesta terça-feira, 14 de julho. Os valores somam cerca de R$ 100 milhões ao mês. O pagamento do valor referente ao ACR médio continuará sendo de responsabilidade da distribuidora Amazonas Energia, privatizada em 2018. Já no caso dos custos de aquisição do gás natural destinado às UTEs Anamã, Anori, Caapiranga e Codajás, que são usinas próprias da Amazonas GT, localizadas no interior do Estado do Amazonas, a Aneel autorizou que a CCEE, somente em caso de inadimplência da Amazonas Energia, proceda ao reembolso direto à geradora. (Agência CanalEnergia – 15.07.2020)

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5 Compagás e CIBiogás querem desenvolver biometano no PR

A Compagás assinou termo de compromisso com o CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis) para desenvolver estudos e projetos de biometano no Paraná. “Apoiamos iniciativas assim, que melhorem as alternativas de suprimento a uma parte fundamental do estado”, afirma Rafael Lamastra Junior, diretor-presidente da Compagás. “Com essa parceria, a proposta é estudar condições competitivas de preço e, consequentemente, dar confiabilidade e segurança para utilizarmos o biometano em nossa rede”, informa o presidente. (Brasil Energia – 17.07.2020)

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6 Docas do Pará publica edital de área do terminal de GNL de Barcarena

Publicado edital de licitação da área do Porto de Vila do Conde, onde será construído o terminal de GNL de Barcarena, no Pará, projeto viabilizado por meio de leilão de energia nova para construção de uma usina termoelétrica (UTE). Concorrência marcada para 28 de agosto. Como o porto é público, é preciso realizar uma concorrência pela cessão onerosa da área – o edital prevê pagamento mensal mínimo de R$ 439 mil, mais R$ 2,23 por tonelada de produtos movimentados à Companhia Docas do Pará. A empresa que assumir a área 3 de Vila do Conde também deverá reformar outra área do porto para transferir as operações de embarque e desembarque de minérios, que atualmente ocorrem onde serão instalados o terminal e a UTE. O projeto integrado de GNL e energia é um investimento da Centrais Elétricas de Barcarena (Celba), em sociedade com a Golar Power e a Evolution Power Partners (EPP). A térmica foi contratada em 2019 e além da geração de energia há previsão de fornecimento de gás para instalações industriais na região. (Agência Epbr – 16.07.2020)

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7 A grande aposta da Shell no GNL flutuante pode ser um fracasso

O projeto de gás natural liquefeito flutuante Prelude, com capacidade anual de 3,6 milhões de toneladas, começou a enviar GNL em junho passado. Foi o último dos grandes projetos de GNL que colocou a Austrália na liderança das exportações globais de GNL. A primeira carga embarcada mais de oito anos após a decisão final de investimento e dois anos após a chegada do navio de FLNG ao local, apontou um analista da Wood Mac na época. Em fevereiro deste ano, a produção foi interrompida após um problema técnico. A produção na maior instalação de FLNG do mundo ainda não foi restaurada e permanece incerto quando isso acontecerá. Construí-lo e colocá-lo em operação custa entre US $ 12 e US $ 17 bilhões, de acordo com estimativas externas. Agora, há preocupações de que ele possa falhar. (OilPrice – 15.07.2020)

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Internacional

1 Preço do gás natural no mercado americano

O preço do gás natural fechou na segunda (20/07) em $1.641/MMBtu (Dólares por milhão de Btu) no mercado americano. Em comparação a semana anterior houve uma queda de $0.098 e em comparação ao mesmo período no ano passado houve queda de $0.610. (EIA – 20.07.2020)

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2 Produção de gás natural na Argentina cai 9,2% em maio

A produção de gás natural na Argentina diminuiu 9,2% em maio, para 124,4 milhões de metros cúbicos / dia (MMm3 / d), ou 4,39 Bcf / d, de acordo com o último relatório do Instituto Argentino de Energia (IAE). Os analistas culparam as restrições em vigor por causa do Covid-19, levando à menor atividade e à demanda reduzida. A Argentina teve um dos mais estritos bloqueios em todo o mundo desde que a pandemia começou a se espalhar em março. A produção de gás convencional, responsável por 57% dos 4,39 Bc / fd, caiu 10,6% em maio em relação ao período do ano anterior, enquanto a produção não convencional, inclusive do depósito de xisto de Vaca Muerta, diminuiu 7,2%. (Natural Gas Intelligence – 21.07.2020)

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3 Preços do GNL atingem alta no mercado asiático

Os preços do GNL à vista na Ásia subiram nesta semana, acima das temperaturas mais quentes do que o normal em algumas partes, embora a demanda na região continue lenta. O preço médio do GNL para entrega em setembro no nordeste da Ásia foi estimado em US $ 2,40 por milhão de unidades térmicas britânicas (mmBtu), disseram várias fontes comerciais. Os preços das cargas entregues em agosto foram estimados em cerca de US $ 2,30 por mmBtu, 10 centavos a mais que na semana anterior. (Reuters – 17.07.2020)

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4 Total anuncia financiamento de projetos de GNL em Moçambique

A petrolífera francesa Total disse na sexta-feira que assinou um contrato de financiamento de dívida sênior de US $ 14,9 bilhões para seu projeto de GNL em Moçambique. O projeto é o primeiro desenvolvimento de GNL em terra do país. Inclui o desenvolvimento dos campos de gás natural Golfinho e Atum, localizados na concessão da Área 1 Offshore e a construção de uma planta de liquefação de dois trens, com capacidade total de 13,1 milhões de toneladas por ano, informou o comunicado. (Reuters – 17.07.2020)

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5 Banco Africano de Desenvolvimento concede empréstimo de 400 mi de dólares para Moçambique GNL

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) disse na terça-feira que se juntou a um sindicato global de bancos e outras instituições financeiras para financiar o projeto de GNL de US $ 20 bilhões em Moçambique. O banco de desenvolvimento regional disse que concluiu sua tentativa de cofinanciar o projeto com um empréstimo sênior de US $ 400 milhões. O Projeto Área 1 de GNL de Moçambique, estimado em mais de US $ 20 bilhões, está classificado como o maior investimento direto estrangeiro da África até o momento. O projeto consistirá em dois trens de GNL com capacidade total de cerca de 13 milhões de toneladas por ano. (Reuters 21.07.2020)

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6 Operadora de gás da Espanha suspende parte do leilão de slots de GNL

A operadora espanhola de sistemas de gás Enagas suspendeu parte de um leilão de faixas horárias para fornecimento de GNL para fazer verificações técnicas, disse um porta-voz na quarta-feira. Um leilão para alocar capacidade nos terminais de GNL da Espanha pelos próximos 15 anos começou na segunda-feira, mas a Enagas interrompeu a licitação de slots de outubro de 2020 a setembro de 2021. “Foi tomada uma decisão pontual para fazer verificações adicionais”, disse o porta-voz, acrescentando que estas estão sendo realizadas “por segurança e para garantir a força do sistema”, em colaboração com o regulador do mercado da CNMC. (Reuters – 15.07.2020)

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7 Investidores de projeto de gasoduto russos sob risco de sanções dos EUA

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alertou na quarta-feira os investidores em dois projetos de gasodutos russos de que poderiam enfrentar sanções, enquanto o governo Trump tenta conter a alavancagem econômica do Kremlin sobre a Europa e a Turquia. Pompeo disse em uma entrevista coletiva que investidores europeus no Nord Stream 2 e em uma filial dos oleodutos Turkstream podem ser “colocados em risco” de sanções dos EUA sob a Lei de Combate aos Adversários pela Sanção dos Estados Unidos, de 2017. Os oleodutos transportarão gás da Rússia para a Europa e Turquia. (The New York Times – 15.07.2020)

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Artigos e Estudos

1 Entrevista com Ieda Gomes (Oxford) sobre oportunidades de GNL no Brasil

Em entrevista concedida ao BN Americas, Ieda Gomes, pesquisadora visitante de Oxford e diretora não executiva da Prumo, fala sobre o mercado de GNL no Brasil e a necessidade de investimentos em infraestrutura. A pesquisadora afirma, “É importante aumentar o mercado de gás natural, porque nenhum investidor construirá infraestrutura sem consumidores de um lado e fornecedores do outro. Além disso, para alterar o regime regulatório dos gasodutos de concessão para autorização – prática comum em muitos países – é necessário aumentar a concorrência no fornecimento de gás, prover financiamento e metas claras de crescimento para empresas de distribuição de gás, possibilitar trocas de gás entre estados e reduzir o valor do imposto sobre as vendas de gás.” (BN Américas – 17.07.2020)

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2 Artigo de Jason Rowell (Black & Veatch) sobre o Geração de Gás Future-Proofing para um mundo sem carbono

Em entrevista publicada pela Power Magazine, Jason Rowell, vice-presidente da Black & Veatch, fala sobre a implementação de novas tecnologias para as usinas movidas a gás, para futuramente atingirmos uma meta de emissão de carbono zero. O autor afirma, “Geração a gás não obsolescente (future-proofing, em tradução livre), significa basicamente projetar uma usina que permanecerá competitiva em um mundo de emissões zero. Portanto, as emissões de carbono precisarão ser reduzidas, mas as usinas de gás natural poderão continuar operando além de 2050 sem um mecanismo de captura de carbono, empregando meios alternativos de compensação. Isso será feito mudando para combustíveis de baixo carbono, como o hidrogênio, ou através da utilização e armazenamento de captura de carbono (CCUS). Preparar para o futuro significa incluir provisões de projeto para os dois caminhos, além de projetar flexibilidade para operar em toda a gama de armazenamento de energia até o serviço de carga básica.” (Power Magazine – 20.07.202)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Marcello Matz
Pesquisadora: Cinthia Valverde
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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