IFE.ME 17

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 17 – publicado em 13 de julho de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico do Setor Elétrico – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 17 – 13 de julho de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
FGV: Desafios na implementação da mobilidade elétrica no Brasil
2 USP: Ônibus elétricos precisam do impulso governamental
3 Brasil: Carros elétricos e híbridos e a isenção do IPVA
4 Brasil: Senado aprova empréstimos para mobilidade urbana em Curitiba
5 Brasil: Porto Seguro oferece recarga grátis para elétricos e híbridos em São Paulo
6 Brasil: Antes de criar legislação para veículos novos, o país deveria tirar os veículos velhos das ruas
7 Espanha: Programa de estímulo de 3,75 bilhões de euros para a indústria automobilística

Inovação e Tecnologia
1 Universidade Livre de Bruxelas: Projeção de custo de baterias de íons de lítio para veículos elétricos até 2030
2 FGV: Veículos elétricos podem ser usados como armazenamento de energia
3 ONU: Produtores de baterias devem encontrar maneiras de reduzir sua dependência de matérias-primas críticas
4 ONU: O impacto do boom da produção de baterias de veículos elétricos
5 ONU: A importância de países produtores de matéria prima de baterias subirem na cadeia de valor
6 Universidade Carnegie Mellon: Trade-off entre alcance e vida útil da bateria e automação e eletrificação de veículos

Indústria Automobilística
1 IEA: Vendas de VEs em 2020 tendem a uma pequena alta ou estabilização
2 IEA: Revisão de políticas impulsionou queda no ritmo de crescimento das vendas de VEs
3 Transportation Research Procedia: Mobilidade elétrica no transporte urbano de mercadorias e logística na Europa – status e tentativas de melhoria

4 Brasil: Indústria automobilística pede adiamento das regras de emissões

5 Brasil: Prazos dos programas de redução de emissões de veículos podem impactar o emprego no setor

6 Mudança estrutural na indústria automobilística coloca trabalhadores em risco

7 Apesar dos efeitos da pandemia, vendas da Tesla caem modestamente

8 Preço das ações da Tesla subiram nos últimos meses

Meio Ambiente
1 Universidade de Zilina: Impacto da implementação da mobilidade elétrica na produção de gases de efeito estufa nos países da Europa Central
2 Universidade da Califórnia: Veículos elétricos de ride-hailing oferecem o triplo dos benefícios de emissões de um veículo elétrico de propriedade pessoal
3 Híbridos plug-in e elétricos não amenizam emissões na Europa

Artigos e Estudos
1 Instituto Indiano de Tecnologia: Impacto da carga da estação de carregamento de veículos elétricos na rede de distribuição
2 FGV: Emersão de veículos elétricos junto a geração distribuída pode interferir diretamente nas variações de carga na rede de distribuição
3 China EV100: Custo da operação de robotaxis pode cair abaixo do dos táxis convencionais até 2027


 

 

 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 FGV: Desafios na implementação da mobilidade elétrica no Brasil

Embora o Brasil reúna condições favoráveis para essa mudança, o país também precisa enfrentar alguns desafios que não são triviais. O primeiro deles é o preço elevado dos veículos elétricos. Em seguida, tem-se o desafio de entender a melhor forma de fazer o reaproveitamento e descarte das baterias, resíduos perigosos que podem ser muito nocivos se não acondicionados de forma apropriada. Além disso, há também a questão relativa à aquisição das baterias e a mudança de cultura por parte da sociedade. Faz-se necessária uma rede de infraestrutura de recarga acessível para proporcionar a adoção desta nova tecnologia pelo consumidor, assim como também devem avançar os estudos que objetivam aumentar a autonomia entre uma carga e outra. É necessária a formação/qualificação de mão de obra específica para trabalhar nesta nova tecnologia e seus serviços associados. Em razão da multiplicidade de atores e uma coordenação intergovernamental. Apesar dos desafios de ordem tecnológica, regulamentar, econômica e de infraestrutura a serem superados, é indiscutível a contribuição que a eletromobilidade oferece e que poderá oferecer ainda mais com o avanço dos sistemas e tecnologias para a melhoria da mobilidade urbana nas grandes cidades do país. (FGV Energia – Setembro de 2019)

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2 USP: Ônibus elétricos precisam do impulso governamental

O professor Paulo Henrique de Mello Sant’Ana, do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do ABC (UFABC) de São Paulo, afirma que, no caso dos ônibus, a eletricidade é a alternativa ideal para que cidades consigam atingir metas na redução de gases poluentes. Os benefícios da utilização de ônibus elétricos em relação às emissões são notórios quando comparados às frotas que utilizam óleo diesel como combustível. Segundo ele, a utilização de frotas de ônibus elétricos é uma tendência que tem conquistado o mercado, mas que a proposta esbarra na questão econômica, pois o valor de um veículo elétrico gira em torno de R$ 1 milhão, enquanto o de uma frota a diesel custa cerca de R$ 500 mil. Ele afirma que o mercado está querendo isso, mas, para trazer essa tecnologia, é preciso incentivo de políticas públicas. (Jornal da USP – 24.06.2020)

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3 Brasil: Carros elétricos e híbridos e a isenção do IPVA

As isenções para IPVA de elétricos e híbridos seguem as regras estaduais e não há nenhuma lei federal que obrigue a isentar imposto desses veículos. Os estados do Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte dão 100% de isenção do imposto para carros elétricos e híbridos. O Distrito Federal aprovou uma isenção do IPVA para os próximos cinco anos. O estado do Ceará terá alíquota de 0,5% no pagamento do imposto para estes veículos. O estado de São Paulo também incentiva os carros não poluentes com cobrança de até 50% no valor no imposto. Na capital paulista, porém, vale só para os cinco primeiros anos e em carros que tem um valor inferior a de R$ 150 mil. Em todo estado de São Paulo essa lei é municipal, e algumas cidades possuem total isenção do imposto. Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro também dão isenção de 50% no IPVA. Bahia, Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Espírito Santo estão aguardando aprovação nas sua respectivas Assembleias Legislativas para isentar o IPVA total ou parcialmente. No estado de Santa Catarina, o projeto foi reprovado. Em Minas Gerais, até o momento apenas carros movidos a hidrogênio tem o direito de isenção. Acre, Amapá, Pará, Paraíba, Roraima de Tocantins não têm nenhum projeto para isenção de imposto dos veículos. (O Globo – 10.07.2020)

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4 Brasil: Senado aprova empréstimos para mobilidade urbana em Curitiba

Em sessão remota na quinta-feira (2), o Senado aprovou a contratação de dois empréstimos internacionais pelo município de Curitiba. O dinheiro será utilizado em projetos de mobilidade urbana e recuperação ambiental. As matérias, que tiveram como relator o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), serão encaminhadas à promulgação. O primeiro empréstimo, relativo à MSF 28/2020, trata do financiamento do BID, no valor de US$ 106, 7 milhões, à capital paranaense. Os recursos serão destinados ao projeto Inter 2, que faz parte da Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba, que contará estações de embarque “modernas, climatizadas e estrutura preparada para veículos de propulsão elétrica, movidos à energia renovável. (Agência Senado – 03.07.2020)

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5 Brasil: Porto Seguro oferece recarga grátis para elétricos e híbridos em São Paulo

Um serviço que pouco a pouco vai se disseminando pelo país, a recarga de veículos elétricos e híbridos plug-in, conta com mais uma opção em São Paulo. A Porto Seguro passa a oferecer a partir deste mês pontos de recarga de forma gratuita para clientes e não clientes. A recarga de carros elétricos e híbridos plug-in poderá ser feita inicialmente em 16 centros automotivos da Porto Seguro na capital e Grande São Paulo e nos próximos dias em mais 14 centros localizados em outros municípios do Estado. As estações de carregamento utilizam tomadas do tipo T2, compatível com mais de 90% dos veículos eletrificados que circulam pelo País. A recarga poderá ser feita durante o horário normal de funcionamento dos centros automotivos, ou seja, de segunda a sexta-feira das 8 às 18 horas e aos sábados da 8 às 12 ou 13 horas. (Inside EVs – 02.07.2020)

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6 Brasil: Antes de criar legislação para veículos novos, o país deveria tirar os veículos velhos das ruas

É natural evitar comparações entre Brasil e nações desenvolvidas. Por outro lado, num mundo cada vez mais globalizado, no qual a sustentabilidade não só passou a ser obrigatória em termos de governança corporativa como fator determinante para investidores, é difícil aceitar que multinacionais definam as estratégias de gastos em desenvolvimento de produtos mais limpos de acordo com o nível de desenvolvimento de cada país em que atuam. Os dirigentes das montadoras no Brasil dirão, e com razão, que antes de criar legislação mais rigorosa para veículos novos, o país deveria adotar um programa sério para tirar os veículos velhos das ruas e estradas. Dos quase 38 milhões de automóveis que circulam no país, 18% têm mais de 16 anos. O caso dos caminhões é igualmente preocupante. Veículos de carga fabricados entre o fim do século passado e início deste – antes de 2003 – somam 27% da frota total de 2,2 milhões de unidades. Os dados são do mais recente estudo que o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças) realiza todos os anos. O maior problema não envolve a idade do veículo, mas a falta de manutenção. A inspeção veicular regular é uma norma antiga na Europa. Por aqui, a prática esbarrou em fracassadas tentativas isoladas. (Valor Econômico – 07.07.2020)

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7 Espanha: Programa de estímulo de 3,75 bilhões de euros para a indústria automobilística

O governo espanhol apresentou um programa de estímulo de 3,75 bilhões de euros para a indústria automobilística no início de junho. Cerca de 500 milhões de euros são destinados à promoção de novas tecnologias e ao treinamento de trabalhadores. O restante irá principalmente para programas de substituição de veículos antigos por novos, incluindo carros a diesel e gasolina. O impulso indireto às fábricas de automóveis locais é apenas temporário e é necessário um plano de longo prazo. O governo catalão está buscando novos investimentos, mas a concorrência é dura, segundo o ministro da Economia, Pere Aragones, as autoridades estão trabalhando para ter o número máximo de investimentos na cadeia de valor de carros elétricos na Catalunha. Ele diz ser um momento de transformação para todo o setor, e que a cada dificuldade surge uma oportunidade. (Automotive News Europe – 05.07.2020)

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Inovação e Tecnologia

1 Universidade Livre de Bruxelas: Projeção de custo de baterias de íons de lítio para veículos elétricos até 2030

O impacto negativo da indústria automotiva nas mudanças climáticas pode ser combatido com a mudança de veículos a combustão para veículos elétricos a bateria. No entanto, sua adoção depende principalmente da disposição de pagar pelo custo extra da bateria. O objetivo deste artigo é prever o custo de uma bateria em 2030 ao considerar dois aspectos: primeiro, que uma década de pesquisa garantirá uma melhoria nas ciências dos materiais, alterando a composição química de uma bateria. Em segundo lugar, considerando a queda dos preços devido à otimização dos custos de produção, amadurecendo o mercado e evoluindo para uma situação de fabricação em massa. O custo de uma bateria de lítio-óxido-manganês-cobalto (NMC), bem como de uma bateria de íons de lítio à base de silício, que deve estar no mercado em 10 anos, deverão enfrentar o primeiro aspecto. O segundo aspecto será considerado combinando cálculos de custos baseados em processos com curvas de aprendizado, que levam em consideração o crescente mercado de baterias. O entrave de vendas de 100 dólares/kWh será alcançada, respectivamente, entre 2020-2025 para baterias de íon-lítio à base de silício e 2025-2030 para baterias NMC, o que impulsionará a adoção global de veículos elétricos. (Multidisciplinary Digital Publishing Institute – 01.09.2017)

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2 FGV: Veículos elétricos podem ser usados como armazenamento de energia

Os veículos elétricos constituem cargas móveis como dispositivos eletrônicos comuns, o que significa dizer que os usuários de veículos elétricos, ao utilizarem um serviço de recarga, não se caracterizam como consumidores finais de energia elétrica, acarretando implicações diferentes em termos regulatórios. Uma possível solução para o problema de variações de carga na rede de distribuição no futuro seria que as concessionárias investissem em tecnologias para armazenamento de energia, usando, por exemplo, bancos de baterias. Esse conceito é conhecido como V2G (Vehicle to Grid) e pode ser uma alternativa para concessionárias trazerem mais estabilidade à rede de energia. Com essa tecnologia, os proprietários de veículos elétricos poderiam recarregar as baterias durante períodos de baixa demanda e, posteriormente, revender a energia para a rede elétrica em períodos de pico de demanda. Por este motivo, a mobilidade elétrica no futuro poderá servir para ajudar a gerir a rede de forma mais eficaz, incentivar a microprodução de energia e integrar maior quantidade de eletricidade produzida por meio das energias renováveis. (FGV Energia – Setembro de 2019)

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3 ONU: Produtores de baterias devem encontrar maneiras de reduzir sua dependência de matérias-primas críticas

A demanda por matérias-primas usadas na produção de baterias de carros elétricos deve aumentar, levando o órgão comercial da ONU, UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), a exigir os impactos sociais e ambientais da extração de matérias-primas, que incluem abusos de direitos humanos, a serem tratados com urgência. A UNCTAD prevê que cerca de 23 milhões de veículos elétricos serão vendidos na próxima década: o mercado de baterias de carros recarregáveis, atualmente estimado em US $ 7 bilhões, deverá subir para US $ 58 bilhões até 2024. A UNCTAD recomenda que o setor encontre maneiras de reduzir sua dependência de matérias-primas críticas. Por exemplo, os cientistas estão pesquisando a possibilidade de usar silício amplamente disponível, em vez de grafite (80% das reservas naturais de grafite estão na China, Brasil e Turquia). Se a indústria conseguir se tornar menos dependente de materiais concentrados em um pequeno número de países, diz a UNCTAD, há mais chances de os preços das baterias caírem, levando a uma maior aceitação de carros elétricos e a uma mudança do combustível fóssil para o limpo. (Green Car Congress – 04.07.2020)

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4 ONU: O impacto do boom da produção de baterias de veículos elétricos

Um novo relatório da UNCTAD alerta que as matérias-primas usadas nas baterias de carros elétricos estão altamente concentradas em um pequeno número de países, levantando uma série de preocupações. Por exemplo, dois terços de toda a produção de cobalto ocorrem na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 20% do cobalto fornecido pela RDC vem de minas artesanais, onde foram relatados abusos aos direitos humanos, e até 40.000 crianças trabalham em condições extremamente perigosas nas minas por uma escassa renda. No Chile, a mineração de lítio utiliza quase 65% da água na região de Salar de Atamaca, uma das áreas mais desérticas do mundo, para bombear salmoura de poços perfurados. Isso forçou os produtores locais a migrar e abandonar os assentamentos ancestrais. Também contribuiu para a degradação do meio ambiente, danos à paisagem e contaminação do solo, esgotamento das águas subterrâneas e poluição. O relatório recomenda o desenvolvimento de técnicas de mineração aprimoradas e mais sustentáveis, e a reciclagem das matérias-primas usadas nas baterias usadas de íons de lítio, uma medida que ajudaria a lidar com o aumento esperado da demanda e criar novas oportunidades de negócios. (Green Car Congress – 04.07.2020)

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5 ONU: A importância de países produtores de matéria prima de baterias subirem na cadeia de valor

Observando que o aumento da demanda por matérias-primas estratégicas usadas na fabricação de baterias de carros elétricos abrirá mais oportunidades comerciais para os países que fornecem esses materiais, a diretora de comércio internacional da UNCTAD, Pamela Coke-Hamilton, enfatizou a importância para esses países de desenvolver sua capacidade de subir na cadeia de valor. Na RDC, isso significaria construir fábricas de processamento e refinarias que agregariam valor e, potencialmente, empregos no país. No entanto, por várias razões (incluindo infraestrutura limitada, falta de financiamento e de políticas apropriadas), o refino ocorre em outros países, principalmente Bélgica, China, Finlândia, Noruega e Zâmbia, que colhem o benefício econômico. (Green Car Congress – 04.07.2020)

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6 Universidade Carnegie Mellon: Trade-off entre alcance e vida útil da bateria e automação e eletrificação de veículos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon (CMU) avaliou o trade-off entre automação, alcance de veículos elétricos e longevidade da bateria. Os pesquisadores compararam o uso de energia do veículo, o alcance e a vida útil da bateria de um veículo equipado para atingir os níveis de automação da Society of Automotive Engineers (SAE) 4-5. Eles descobriram que a automação provavelmente reduzirá o alcance dos veículos elétricos em 5 a 10% para a condução suburbana e em 10 a 15% na direção da cidade. O efeito no alcance é fortemente influenciado pelo o sensor para direção suburbana e cargas de computação para direção urbana. Eles também descobriram que o impacto da automação na longevidade da bateria é insignificante. O artigo deles é publicado na Nature Energy. (Green Car Congress – 06.07.2020)

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Indústria Automobilística

1 IEA: Vendas de VEs em 2020 tendem a uma pequena alta ou estabilização

O estudo anual publicado recentemente pela IEA aponta que as vendas globais de carros elétricos em 2020 tendem a uma pequena alta ou estabilização no pior dos cenários. De acordo com a entidade, o segmento de veículos elétricos sofrerá menos os efeitos da pandemia de coronavírus do que a indústria automotiva como um todo, que deve sofrer uma retração de 15% neste ano. De acordo com a agência, as vendas de carros elétricos superaram o patamar de 2,1 milhões de unidades no mundo em 2019, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Isso representa 2,6% das vendas globais considerando todos os tipos de propulsão e 1% do estoque mundial de veículos. (Inside EVs – 02.07.2020)

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2 IEA: Revisão de políticas impulsionou queda no ritmo de crescimento das vendas de VEs

O aumento nas vendas globais de veículos elétricos de 6% no ano passado é um número razoável, porém muito abaixo da taxa média de crescimento anual verificada nos anos anteriores, com taxas sempre acima dos 30%. O menor ritmo de crescimento em 2019 se explica por alguns fatores como a revisão por parte de alguns países das políticas de incentivos: na China os subsídios foram cortados em 50% e nos Estados Unidos se encerrou o prazo dos créditos tributários federais, que favorecerem principalmente as vendas do Chevrolet Bolt e de modelos da Tesla. Após chegaram ao mercado na primeira metade da década, os carros elétricos dispararam nas vendas. Para ilustrar a situação, em 2010 havia apenas 17.000 carros elétricos rodando pelo mundo. Em 2019 esse número explodiu para nada menos que 7,2 milhões de unidades, sendo que 47% deles estavam na China. Hoje, mais de 20 países tem ao menos 1% da sua frota eletrificada. (Inside EVs – 02.07.2020)

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3 Transportation Research Procedia: Mobilidade elétrica no transporte urbano de mercadorias e logística na Europa – status e tentativas de melhoria

Análises dos potenciais de mobilidade elétrica no transporte comercial mostraram que, em termos de padrões de viagem e quilometragem diária, veículos elétricos (VEs) são adequados para o transporte urbano de carga e logística da cidade. A implantação de VEs pode reduzir as emissões de escape e ruído. Mas o potencial não está sendo explorado e existem apenas alguns veículos em uso em frotas comerciais. Este artigo fornecerá informações sobre o status da mobilidade elétrica no transporte e logística urbano europeu. O artigo apresenta o potencial para a implementação e desenvolvimento de veículos elétricos na logística da cidade, com base nas atividades realizadas no projeto EUFAL (transporte urbano de mercadorias elétrico e logística), realizadas no âmbito do ERA-NET Cofund Electric Mobility Europe, um fundo criado pelos países europeus para promover a mobilidade elétrica na Europa. (sciencedirect – 01.07.2019)

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4 Brasil: Indústria automobilística pede adiamento das regras de emissões

O Brasil está prestes a entrar em uma nova fase de controle de emissões de poluentes veiculares. Mas, com a pandemia, os dirigentes da indústria automobilística decidiram pedir ao governo adiamento das regras. As conversas estão em curso. Ontem, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, apontou a queda abrupta da receita como principal motivo da reivindicação. Segundo o presidente da Anfavea, é importante deixar claro que os fabricantes são a favor dos limites de poluentes, e que esses programas foram elaborados em conjunto com a indústria. Essa não é a primeira vez que uma crise econômica é usada como desculpa para adiar o avanço das normas de emissões no país. O Proconve 7 (equivalente ao Euro 5) entrou em vigor em 2012. Depois disso, uma crise derrubou a produção de caminhões e não se falou mais na legislação. Somente em novembro de 2018 o Conama definiu a oitava fase do programa. Numa recente entrevista à Automotive Business, um executivo do setor automobilístico revelou que no caso de veículos comerciais a diesel, a proposta é adiar por três anos o Proconve P8, nome da próxima fase da legislação, fixada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). (Valor Econômico – 07.07.2020)

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5 Brasil: Prazos dos programas de redução de emissões de veículos podem impactar o emprego no setor

Em todo o setor automobilístico ocorreram 1,1 mil demissões no mês passado, segundo a Anfavea. As montadoras, incluindo as de máquinas agrícolas, empregam atualmente 124 mil pessoas. O presidente da Volkswagen América do Sul, Pablo Di Si afirmou que as negociações com o governo federal para adoção de medidas que ajudassem o setor a garantir liquidez nesse momento de crise fracassaram e isso terá consequências no curto, médio e longo prazos. Uma delas é o atraso ou redução de investimentos em novos projetos. O setor gastou R$ 40 bilhões nos últimos meses, o equivalente a investimentos de cinco anos e não vai ter dinheiro para tudo, informou o executivo, que concorda com a decisão da Anfavea de discutir com o governo a extensão dos prazos estabelecidos em programas de redução de emissões dos novos veículos e obrigatoriedade de novos itens de segurança. O presidente da Volkswagen diz que, se as datas forem mantidas (a partir de 2022), a empresa poderá atender as normas com o aumento da importação de carros elétricos e híbridos da Europa. Porém, isso pode causar um problema de emprego violento aqui no País. Para ele, a decisão tem de ser ponderada, a Volkswagen vai se adequar ao que for decidido, mas o governo tem de entender qual será o impacto em toda a cadeia produtiva. (O Estado de São Paulo – 08.07.2020)

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6 Mudança estrutural na indústria automobilística coloca trabalhadores em risco

Cerca de 25.000 trabalhadores no centro industrial espanhol têm seus meios de subsistência em risco. É uma cena que pode acontecer nas cidades automotivas de todo o mundo, à medida que a crise do coronavírus acelera uma mudança estrutural na indústria automobilística superlotada e em rápida mudança. A decisão da Nissan de encerrar suas três fábricas nas colinas próximas a Barcelona faz parte de uma reorganização mais ampla com os parceiros da aliança Renault e Mitsubishi Motors, que envolve a redução da produção global em 20%. As fábricas de automóveis estão sendo separadas em duas classes: aquelas com futuro no mundo elétrico e aquelas que serão descartadas mais cedo ou mais tarde. Se nada mudar, os 600.000 trabalhadores da Espanha serão deixados de fora da revolução dos empregos verdes. Enquanto alguns modelos elétricos são montados na segunda maior produtora de automóveis da Europa, toda a cadeia de suprimentos de carros elétricos da região está concentrada no norte da Europa e na Ásia, onde as baterias são desenvolvidas. Os trabalhadores estão em greve por tempo indeterminado desde o início de maio. As autoridades procuraram semear a esperança, afirmando que um fechamento poderia ser evitado se a Renault assumir. Se tudo mais falhar, instaram o governo a dificultar a Nissan demitir pessoas. Mas há poucas perspectivas reais de que seus pedidos sejam ouvidos. (Automotive News Europe – 05.07.2020)

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7 Apesar dos efeitos da pandemia, vendas da Tesla caem modestamente

Apesar dos efeitos da pandemia, as vendas da Tesla estão se mantendo razoavelmente bem, com o crescimento na China e em outros mercados estrangeiros compensando a desaceleração nos Estados Unidos, onde o vírus continua sendo um sério obstáculo para a economia. Depois de reportar um lucro e um saldo de caixa considerável no primeiro trimestre, os analistas estão cada vez mais confiantes de que a Tesla sairá da pandemia mais forte do que as montadoras que têm vendas e produção consideravelmente maiores. Na semana passada, a Tesla entregou o último lote de notícias promissoras. A empresa informou que entregou 90.650 carros no segundo trimestre, queda de apenas 5% em relação ao ano anterior. Ele havia vendido 88.496 carros no primeiro trimestre de 2020, quando a maioria das operações da empresa não tinham sido afetadas pelo vírus. O declínio foi consideravelmente menor do que muitos analistas esperavam e muito melhor do que os números relatados pelas montadoras estabelecidas. General Motors, Ford Motor e Fiat Chrysler disseram nesta semana que suas vendas nos EUA caíram 30% ou mais no segundo trimestre. (The New York Times – 02.07.2020)

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8 Preço das ações da Tesla subiram nos últimos meses

As montadoras tradicionais vendem mais carros e obtêm muito mais lucro do que a Tesla, que ainda não registrou um ano inteiro de lucro desde a sua fundação em 2003. Ainda assim, Wall Street se tornou cada vez mais otimista. Alguns investidores consideram que a Tesla está na vanguarda da transição de carros e caminhões movidos a petróleo para veículos elétricos – uma mudança que eles acreditam que empresas mais antigas como Toyota, G.M. e a Ford estão mal preparadas. No entanto, a Tesla continua a enfrentar desafios. Ainda depende das vendas de créditos ambientais para outras montadoras para gerar grande parte de seu lucro. O preço das ações da Tesla, que subiram nos últimos meses, atingiu uma nova alta de fechamento de US $ 1.208,66 na semana passada, um aumento de 8%. Em maio de 2019, as ações estavam sendo negociadas em torno de US $ 200, e um analista de Wall Street que estava entusiasmado com Tesla, Adam Jonas, do Morgan Stanley, alertou que o preço poderia cair para US $ 10 se as estratégias da empresa não dessem certo. Atualmente, a Tesla tem um valor de mercado de quase US $ 210 bilhões. Isso é mais do que o valor da Toyota Motor, que anteriormente era a montadora mais valiosa do mundo, e três vezes e meia o valor combinado da GM e Ford. (The New York Times – 02.07.2020)

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Meio Ambiente

1 Universidade de Zilina: Impacto da implementação da mobilidade elétrica na produção de gases de efeito estufa nos países da Europa Central

A preferência e o desenvolvimento da eletromobilidade estão incluídos entre as prioridades das políticas de transporte em muitos países europeus. Este artigo trata da questão da operação de veículos elétricos do ponto de vista do impacto ambiental da produção de energia elétrica, especificamente da eficácia energética de sua produção, utilizando fontes primárias de produção de energia. As diferenças na eficácia da conversão de formas mistas de energia em eletricidade e sua participação no processo afetam diretamente o nível final da produção de gases de efeito estufa (GEE) e, portanto, a pegada ecológica das operações de veículos elétricos. O estudo específico é realizado comparando parâmetros medidos para países individuais escolhidos na região da Europa Central. Os resultados do estudo mostram que a quantificação das consequências ambientais positivas do aumento da eletromobilidade varia muito em diferentes países, o que significa que a implantação em larga escala da eletromobilidade fornece necessariamente a sustentabilidade do transporte que se esperava. (Multidisciplinary Digital Publishing Institute – 10.09.2019)

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2 Universidade da Califórnia: Veículos elétricos de ride-hailing oferecem o triplo dos benefícios de emissões de um veículo elétrico de propriedade pessoal

Substituir um veículo a gasolina utilizado para ride-hailing por um veículo elétrico pode proporcionar três vezes os benefícios de carbono de um veículo elétrico de propriedade pessoal, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia. O artigo foi publicado na revista Nature Energy. Os veículos de ride-hailing viajam mais quilômetros do que os veículos pessoais, tornando-os mais eficientes. Além disso, eles costumam cobrar durante o dia, quando uma quantidade maior de energia solar está alimentando a rede. O estudo baseou-se em dados da Uber e da Lyft sobre comportamento de viagens e uso de tarifas públicas na Califórnia entre o início de 2017 e o final de 2018, um período de rápido crescimento para os serviços de carona. Tanto a Uber como a Lyft estão convertendo mais de sua frota em elétrica, e a Lyft recentemente se comprometeu a se tornar 100% elétrica até 2030. (Green Car Congress – 09.07.2020)

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3 Híbridos plug-in e elétricos não amenizam emissões na Europa

Na Europa, a Reuters relata que, embora haja mais híbridos plug-in e elétricos do que nunca, as emissões médias do continente não estão diminuindo na velocidade necessária. Na prática, elas não estão nem caindo, estão aumentando. A análise compara as emissões médias de todos os veículos novos vendidos em todos os países da UE, com exceção da Grã-Bretanha, Noruega e Islândia entre 2018 e 2019. A média para 2018 foi de 120,8 g/km de CO2 e em 2019 aparentemente subiu para 122,4 g/km de CO2. No entanto, mesmo assim, a fonte salienta que ainda estava abaixo dos 130 g/km de CO2 atualmente exigidos pela UE. Para 2020, porém, a meta será de apenas 95 g/km de CO2. A lógica é que, embora as montadoras estejam fabricando carros mais limpos e econômicos, os compradores estão migrando para os utilitários esportivos, basicamente cancelando os benefícios de novos e melhores sistemas de transmissão e propulsão; Os SUVs e crossovers representaram 38% de todas as vendas de carros novos na Europa em 2019, um número que será ainda maior neste ano. (Inside EVs – 03.07.2020)

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Artigos e Estudos

1 Instituto Indiano de Tecnologia: Impacto da carga da estação de carregamento de veículos elétricos na rede de distribuição

As altas cargas de carregamento das estações de carregamento rápido resultam em aumento da demanda de pico de carga, margens de reserva reduzidas, instabilidade de tensão e problemas de confiabilidade. Além disso, a penalidade paga pela concessionária pelo desempenho degradante do sistema de energia não pode ser negligenciada. Este trabalho tem como objetivo investigar o impacto das cargas da estação de carregamento de VEs na estabilidade de tensão, perdas de energia, índices de confiabilidade e perdas econômicas da rede de distribuição. Toda a análise é realizada no sistema de 33 barras de teste, que representa uma rede de distribuição radial padrão para seis casos diferentes de localização de estações de carregamento. Observa-se que o sistema pode suportar a instalação de estações de carregamento rápido nas barras fortes até um certo nível, mas a instalação de estações de carregamento rápido nas barras fracas do sistema dificulta o bom funcionamento do sistema de energia. Além disso, é proposta uma estratégia para a colocação das estações de carregamento na rede de distribuição, com base em um novo índice de estabilidade de tensão, confiabilidade e perda de potência (VRP). Os resultados obtidos indicam a eficácia do índice VRP. (Multidisciplinary Digital Publishing Institute – 15.01.2018)

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2 FGV: Emersão de veículos elétricos junto a geração distribuída pode interferir diretamente nas variações de carga na rede de distribuição

Estudos da CPFL Energia preveem que considerando uma participação dos veículos elétricos entre 4% e 10% da frota em 2030, o acréscimo no consumo de energia ficaria entre 0,6% e 1,6%. Essa carga adicional poderia ser absorvida pela capacidade do sistema elétrico atual. A pesquisa da CPFL indica, ainda, que os impactos nas redes de distribuição de energia também seriam pequenos. Por outro lado, os veículos elétricos emergem junto a geração distribuída no país. O aumento da frota elétrica pode interferir diretamente nas variações de carga na rede de distribuição, necessitando de cuidados principalmente nos horários de pico em que muitos veículos podem ser conectados para recarga ao mesmo tempo. Para evitar os elevados custos de planejar a infraestrutura de energia para atender à demanda do horário de pico, as concessionárias podem fazer uso de tarifas diferenciadas para incentivar usuários a consumirem energia fora desse período, o que permite que as operadoras tenham algum controle sobre a distribuição da demanda de energia, ajudando a estabelecer uma carga mais uniforme ao longo do dia. O sistema de carregamento dos veículos elétricos poderia fazer uso das Smart Grids (redes inteligentes) para que a concessionária pudesse gerenciar a carga do grid. (FGV Energia – Setembro de 2019)

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3 China EV100: Custo da operação de robotaxis pode cair abaixo do dos táxis convencionais até 2027

A Didi será a primeira empresa de carona a lançar um serviço de robotaxi em Xangai, mas algumas empresas lançaram serviços semelhantes em outras cidades chinesas no início deste ano. A gigante tecnológica Baidu apresentou 45 robotaxis na cidade central de Changsha em março, e a Momenta, uma startup apoiada pela rival do Baidu Tencent, anunciou planos para um teste de robotaxi em Pequim neste outono. Os governos de outras metrópoles chinesas, incluindo Guangzhou e Chongqing, receberam testes de estrada aberta para carros autônomos. O objetivo da robotaxis é eliminar a necessidade de motoristas humanos, e é assim que podemos reduzir custos e obter lucros. Mas atualmente, nenhuma empresa pode fazer isso. De acordo com um relatório de abril da China EV100, uma organização sem fins lucrativos, o custo de um táxi não tripulado atualmente é de cerca de US $ 100.000 a mais do que um táxi comum. O sensor usado para detectar condições de tráfego, pode custar dezenas de milhares de dólares por si só, disse Yang. O relatório dizia que, à medida que a tecnologia se desenvolve, o custo da operação da robótica pode cair abaixo do dos táxis convencionais até 2027 – e, se isso acontecer, revolucionará os serviços de transporte. (Green Car Congress – 06.07.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles e Fabiano Lacombe
Pesquisadoras: Lara Moscon e Luiza Masseno
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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