IFE.ME 16

Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 16 – publicado em 06 de junho de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico do Setor Elétrico – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 16 – 06 de julho de 2020
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
ITDP Brasil: O papel do governo na implementação de frotas de ônibus elétricas
2 ITDP Brasil: Pandemia abre oportunidade para incorporar novas tecnologias no transporte público do país
3 BNEF: 12 milhões de pontos públicos de carregamento de VE serão necessários globalmente até 2040
4 Transport & Environment (T&E) e ZERO: Barreiras a uma adopção generalizada da mobilidade elétrica
5 China e Europa: Subsídios para VE permanecerão em vigor por um futuro observável
6 Europa e Ásia: Estações de recarga de VEs são anunciadas em pacotes de estímulo governamentais
7 Califórnia: Exigências de caminhões com emissões zero
8 Iniciativa do Corredor de Trânsito Limpo da Costa Oeste: Concessionárias oferecem plano para estações de carregamento na Interstate 5
9 Portugal: Governo aposta em infraestrutura de recarga
10 Portugal: Fim dos carregamentos grátis
11 Portugal: Governo não deve aumentar apoios a veículos elétricos
12 Governo do Distrito Federal: Troca de toda a frota de ônibus convencional para elétricos
13 Lactec avança para concluir projetos de mobilidade elétrica

Inovação e Tecnologia
1 HEV TCP Annual Report 2020: Transferência de energia sem fio para VEs
2 Táxis elétricos Jaguar I-Pace vão carregar sem fios em Oslo
3 DOE: Busca pelo fortalecimento das cadeias de fornecimento de materiais críticos para baterias

Indústria Automobilística
1 JATO Dynamics: Europa bate a China pela primeira vez em vendas de carros elétricos
2 BNEF: E-buses crescerão mais do que carros elétricos
3 Tesla supera Toyota como montadora com maior valor de mercado
4 Portugal: Uber só irá aceitar veículos elétricos na plataforma

Meio Ambiente
1 ITDP Brasil: Frotas de ônibus elétricas na China reduziram as emissões de CO2 anuais dos ônibus em 48%
2 ITDP Brasil: Efeitos ambientais da adoção de frotas de ônibus elétricas no país seriam muito positivos
3 Empresas do setor de transporte marítimo organizam centro de pesquisa para zerar emissões
4 Greenpeace: Híbridos plug-in e as emissões de gases poluentes

5 BNEF: Redução na demanda de petróleo para o transporte rodoviário de passageirosBNEF: Redução na demanda de petróleo para o transporte rodoviário de passageiros

Artigos e Estudos
1 GESEL: Mobilidade urbana e o compartilhamento de veículos elétricos
2 Bloomberg: Eletrificação do transporte pode ser um salvador para concessionárias de energia
3 Lux Research: Veículos elétricos e lucro
4 Empresas de petróleo estão bem posicionadas para dominar o mercado de carregamento de VEs

5 McDonald’s terá a maior rede de recarga de carros elétricos do Reino Unido


 

 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 ITDP Brasil: O papel do governo na implementação de frotas de ônibus elétricas

A elaboração do modelo de regulamentação do serviço de ônibus elétricos a serem ofertados (seja por contrato de concessão, permissão ou autorização) é o primeiro passo na operação de um sistema e necessita de alterações profundas para tornar a transição viável e garantir a implementação em escala nas cidades. Além da troca do tipo de veículo que circula nas ruas, a transição para frotas com tecnologias mais limpas e de zero emissões exige um planejamento em diversas etapas. Os estágios para implementar um corredor ou linha que conte com ônibus elétricos necessita de planejamento visando evitar possíveis desafios relacionados à inovação. De acordo com Juan Carlos Muños, Conselheiro Executivo do BRT Center of Excellence, o maior problema para o governo não é focar na mudança de tecnologia, que virá de qualquer maneira, mas focar no seu papel de fornecer a estrutura para que isso aconteça. A eletrificação das frotas de ônibus é uma oportunidade para repensar e aprimorar a rede de transporte público como um todo. A partir dela, abrem-se caminhos para integrarmos os modos de transporte público e ativo, dando prioridade aos ônibus nas ruas. (ITDP Brasil – 19.02.2020)

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2 ITDP Brasil: Pandemia abre oportunidade para incorporar novas tecnologias no transporte público do país

A crise sanitária causada pela Covid-19 colocou em evidência desafios já vivenciados pelo transporte público nas últimas décadas. Com a diminuição significativa de passageiros, que chegou a mais de 70% em algumas cidades, o equilíbrio financeiro dos sistemas e a continuidade da oferta do serviço foram colocados à prova, e mostram que novos parâmetros precisam compor as regras de prestação deste serviço. A necessidade de rever a regulamentação do transporte público por ônibus abre uma oportunidade para incorporar novas tecnologias que promovam sistemas mais limpos e sustentáveis para as cidades, além de garantir segurança, eficiência e qualidade. Os contratos de concessão determinam questões técnicas e operacionais sobre como a frota vai ser disponibilizada e como o serviço vai ser ofertado. Apontam também questões econômicas e financeiras sobre como as empresas vão ser remuneradas e penalizadas caso haja descumprimento das obrigações contratuais estabelecidas. Nesse sentido, a regulamentação pode criar barreiras ou garantir oportunidades para viabilizar a transição e implementação em escala de frotas elétricas nas cidades. (IDTP Brasil – 29.06.2020)

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3 BNEF: 12 milhões de pontos públicos de carregamento de VE serão necessários globalmente até 2040

O mais recente Outlook de veículos elétricos de longo prazo da BloombergNEF prevê que as vendas de veículos elétricos sofrerão uma queda menor do que as vendas de automóveis tradicionais. Os VEs e a infraestrutura necessária para carregá-los também fizeram parte de muitos dos pacotes de estímulo anunciados pelos governos da Europa e da Ásia. Nas últimas semanas, a Alemanha incluiu carregadores em seu pacote econômico proposto de 2,5 bilhões de euros, e a União Europeia anunciou que pretende ter 1 milhão de carregadores públicos até 2025, contra menos de 200.000 hoje. Com base em suas estimativas para adoção de VE nos próximos 20 anos, o BNEF projeta que 12 milhões de pontos públicos de carregamento de VE serão necessários globalmente até 2040, acima dos menos de 1 milhão hoje. Isso exigirá um investimento mundial de cerca de US $ 111 bilhões. (Bloomberg – 23.06.2020)

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4 Transport & Environment (T&E) e ZERO: Barreiras a uma adopção generalizada da mobilidade elétrica

Em junho, a ZERO – Associação de Sistema Terrestre Sustentável e o consórcio internacional Transport & Environment (T&E), publicaram um relatório onde estimam que o custo total de propriedade de um carro elétrico em Lisboa, Madrid e Paris pode já ser mais baixo que o de um automóvel a diesel/gasolina. No entanto, este relatório identifica também importantes barreiras a uma adopção generalizada da mobilidade elétrica, especialmente para frotas comerciais, que exigirão um esforço do setor da mobilidade para serem ultrapassadas. Estas barreiras começam pela necessidade de uma melhoria de infraestrutura de carregamento rápido nas cidades, mas passam também pela disponibilidade de veículos elétricos compatíveis com as necessidades destes serviços, pelo desenvolvimento de políticas urbanas que incentivem uma transição ao longo da próxima década, e até pela adaptação dos incentivos disponíveis para operadores que queiram optar por esta via. Este relatório destaca também como melhor prática europeia a parceria da Uber com a PowerDot para reduzir os custos totais de propriedade de veículos eléctricos e incentivar o desenvolvimento desta infraestrutura. (Automonitor – 02.07.2020)

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5 China e Europa: Subsídios para VE permanecerão em vigor por um futuro observável

Desprezado por alguns como uma muleta que sobrecarrega os contribuintes para as indústrias que devem poder se sustentar, subsídios para veículos elétricos permanecerão em vigor por um futuro observável, pelo menos na Europa e na China, dois dos maiores mercados de veículos elétricos do mundo. A China disse recentemente que estenderia os subsídios de VE por dois anos, embora planejasse descartá-los este ano. Os reduzirá gradualmente em 10% neste ano, 20% no próximo ano e 30% em 2022, mas os manterá no lugar para estimular mais vendas de veículos elétricos. Pequim tem uma meta de 25% de todas as vendas de carros como VEs. Enquanto isso, Alemanha e França estão até aumentando seus subsídios de VE para gerar mais compras. Essas compras são uma grande parte de seu plano de recuperação ecológica e, na França, são uma grande parte do renascimento da indústria automobilística local, que já investiu pesadamente em recursos de fabricação de veículos elétricos. (Oil Price – 24.06.2020)

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6 Europa e Ásia: Estações de recarga de VEs são anunciadas em pacotes de estímulo governamentais

Os veículos elétricos e a infraestrutura necessária para carregá-los foram incluídos em muitos dos pacotes de estímulo anunciados por governos da Europa e da Ásia. Apenas nas últimas semanas, a Alemanha incluiu carregadores em seu pacote econômico proposto de 2,5 bilhões de euros, e a União Europeia anunciou que pretende ter 1 milhão de estações de recarga públicas até 2025 em relação a menos de 200 mil atualmente. Carregadores rápidos demandam grandes quantidades de energia em um local e a instalação é difícil e com um valor alto. O investimento de governos pode ajudar empresas a superarem esse obstáculo, criar empregos muito necessários e dar impulso à economia à medida que o setor de veículos elétricos se expande. Matt Allen, diretor-presidente da Pivot Power, desenvolvedora de baterias e carregadores do Reino Unido acredita que isso tornará projetos menores e de nicho mais investíveis, porque mais veículos elétricos em circulação significam uma base maior de clientes. Ele diz querer estímulo, não uma muleta de longo prazo para a indústria. (Money Times – 23.06.2020)

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7 Califórnia: Exigências de caminhões com emissões zero

Rejeitando a forte oposição da indústria, a Califórnia adotou uma regra histórica que exige que mais da metade de todos os caminhões vendidos no estado tenham zero emissões até 2035, uma medida que deve melhorar a qualidade do ar local, controlar as emissões de gases de efeito estufa e reduzir a dependência do estado em petróleo. Em uma rodovia na região do Inland Empire, no sul da Califórnia, um grupo comunitário contou recentemente quase 1.200 caminhões de entrega que passavam em uma hora. O regulador de ar limpo do estado, o Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, votou por unanimidade a favor da regra. Para Mary Nichols, presidente do conselho, esse é o momento certo para esta medida. Segundo ela, a economia está em um estado difícil no momento e não há muitas vendas de veículos novos de qualquer tipo. Mas quando puderem comprar veículos novamente, é importante que estejam investindo nos tipos mais limpos. Segundo a regra, a porcentagem de caminhões elétricos que devem ser vendidos aumentaria gradualmente a cada ano, com uma meta final de que 100% dos caminhões. (The New York Times – 25.06.2020)

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8 Iniciativa do Corredor de Trânsito Limpo da Costa Oeste: Concessionárias oferecem plano para estações de carregamento na Interstate 5

Várias concessionárias de energia elétrica da Costa Oeste propuseram uma abordagem em fases para eletrificar a Interestadual 5, em um esforço para reduzir as emissões de veículos comerciais ao longo do principal corredor de carga. A proposta, lançada em junho, recomenda a adição de estações de carregamento de veículos elétricos para transportadores de mercadorias e caminhões de entrega em intervalos de 80 quilômetros nas rodovias interestaduais e adjacentes. A I-5 viaja 1.381 milhas entre o Canadá e o México. A primeira fase envolveria a instalação de 27 locais de carregamento ao longo da I-5 em intervalos de 80 quilômetros para veículos elétricos de serviço médio – como vans de entrega, até 2025 – de acordo com a proposta. Mais tarde, 14 dos 27 locais de carregamento seriam expandidos para acomodar também o carregamento de grandes plataformas elétricas até 2030, quando se estima que 8% de todos os caminhões nas estradas da Califórnia poderiam ser elétricos. A proposta surgiu da Iniciativa do Corredor de Trânsito Limpo da Costa Oeste, um estudo colaborativo encomendado por nove concessionárias de energia elétrica e duas agências que representam mais de duas dúzias de concessionárias municipais. (Trasnsport Topics – 23.06.2020)


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9 Portugal: Governo aposta em infraestrutura de recarga

Atualmente, existem 40 mil veículos elétricos e híbridos plug-in a circular em Portugal e que podem utilizar as 3.000 tomadas de carregamento disponíveis na via pública, em postos de carregamento públicos e privados de acesso livre. Também existem redes privadas de carregamento, como os superchargers da Tesla, reservados para os donos de veículos desta marca norte-americana. No portal da Mobi.E estão registados 30 operadores de postos de carregamento. No orçamento suplementar, o Governo vai apostar na infraestrutura, no valor de três milhões de euros. Segundo Eduardo Pinheiro, Secretário de Estado da Mobilidade, vão ser instalados 12 postos de carregamento ultrarrápido, num investimento de 1 milhão de euros, em vias de comunicação mais utilizadas. Também há 2 milhões de euros para a criação de 10 hubs de carregamento nas principais cidades. Até ao final de 2021, a Mobi.E vai ganhar uma nova plataforma de apoio ao utilizador e será lançado o portal da mobilidade elétrica. (Automonitor – 29.06.2020)

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10 Portugal: Fim dos carregamentos grátis

O carregamento de veículos elétricos em postos de carregamento normal (PCN) de acesso público começa a ser pago em julho, anunciou, em comunicado, a gestora da mobilidade elétrica Mobi.E. Os postos de carregamento rápido, bem como os carregadores localizados em espaços privados já tinham iniciado a cobrança deste serviço, respetivamente, dia 1 de novembro de 2018 e dia 1 de abril de 2019. Para utilizarem todos os postos da rede Mobi.E, os utilizadores vão ter que recorrer a um cartão de acesso à rede de mobilidade elétrica, emitido por um dos Comercializadores de Eletricidade para Mobilidade Elétrica (CEME), deixando assim de ser válidos os cartões que foram emitidos pela empresa. Os pontos de carga são geridos por Operadores de Carregamento (OPC) e, como refere Eduardo Pinheiro, Secretário de Estado da Mobilidade, será o mercado a determinar os preços. Só que o mercado da mobilidade elétrica ainda não permite fazer a antecipação de custos de carregamento. Henrique Sánchez, líder da UVE, afirma que há operadores que ainda não indicaram os custos de utilização dos carregadores. Dessa forma, enquanto não houver preços para os OPC, apenas será pago o preço do comercializador, mais os impostos. (Automonitor – 29.06.2020)

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11 Portugal: Governo não deve aumentar apoios a veículos elétricos

O Governo português afasta, para já, aumentar os incentivos para a compra de veículos eléctricos, avança o Jornal de Notícias/Dinheiro Vivo (JN/DV). De acordo com o JN/DV, ficou disponível para este ano um total de quatro milhões de euros para a compra de carros, motos e bicicletas. Para os carros, há 3,6 milhões de euros, mais 950 mil euros do que no ano passado. O JN/DV revela que a procura está a esgotar os incentivos, o que deverá acontecer ainda antes do final deste semestre. Os 600 mil euros para a aquisição de veículos ligeiros por empresas já esgotaram porque foram aceites as 300 candidaturas. Por outro lado, há 2,1 milhões de euros para particulares comprarem automóveis ligeiros. Dos 700 cheques disponíveis, 539 já têm dono, escreve o jornal. Quanto aos apoios para os comerciais ligeiros, de 900 mil euros para 300 pedidos, só foram aceitos 24. (Automonitor – 29.06.2020)

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12 Governo do Distrito Federal: Troca de toda a frota de ônibus convencional para elétricos

Semob pretende trocar toda a frota convencional da linha Esplanada para uma frota elétrica. Além de reforçar a linha de ônibus 0.108 (Rodoviária do Plano Piloto/Três Poderes), seis coletivos elétricos vão reduzir as emissões de gases de efeito estufa e preservar o meio ambiente. Ao custo de R$ 1,7 milhões cada, os veículos possuem um sistema eficiente e sustentável. Inicialmente, o Governo do Distrito Federal (GDF), pretende renovar toda a frota convencional que faz a linha da Esplanada (veja abaixo o horário das linhas). A recarga de eletricidade leva quatro horas e é feita no pátio da empresa Piracicabana. Com essa energia o transporte é capaz de rodar por cerca de 200 quilômetros. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) também vai reforçar os horários da linha 0.108, passando de 54 para 145 saídas da rodoviária, entre 5h30 e 21h05. Dessa forma, o intervalo entre as viagens vai variar entre cinco e seis minutos nos horários de maior demanda – atualmente, esse tempo é de 15 minutos. (Agência Brasília – 28.06.2020)

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13 Lactec avança para concluir projetos de mobilidade elétrica

O Instituto Lactec vem avançando no desenvolvimento de seis projetos de mobilidade elétrica oriundos da Chamada Pública do P&D Estratégico nº 22 da Aneel. Desses, quatro já estão com os contratos firmados e estudos em andamento para a execução de alternativas em infraestrutura de recarga de veículos e modelos de negócios associados a comercialização da energia, além da inserção da eletromobilidade nas rotinas operacionais e de manutenção das concessionárias do setor elétrico. Para o diretor de Operações Tecnológicas do Lactec, Lauro Elias Neto, os projetos que vem avançando tem papel fundamental na expansão tecnológica e para preparar o mercado brasileiro para uma nova realidade proporcionada pelos veículos elétricos. (Agência CanalEnergia – 01.07.2020)

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Inovação e Tecnologia

1 HEV TCP Annual Report 2020: Transferência de energia sem fio para VEs

O carregamento sem fio de veículos elétricos tem o potencial de livrar os VEs de seus cabos de carregador e, possivelmente, reduzir o tamanho das baterias ou estender o alcance do veículo para a mesma bateria se, no futuro, os veículos puderem ser carregados em movimento. Grupos de pesquisa da indústria, da academia e de laboratórios nacionais de todo o mundo estão trabalhando para melhorar as tecnologias de transferência de energia sem fio (WPT) para que os VEs possam carregar estacionando em um dispositivo de acoplamento (chamado de carga estática), em pontos de parada naturais (chamado de oportunidade de recarga) ou mesmo enquanto o veículo estiver em movimento (chamado de recarga dinâmica). No entanto, os padrões para o WPT parecem variar em diferentes países membros e, em alguns países, não existem atualmente, o que limita a interoperabilidade entre sistemas e diminui a maturação dessa tecnologia. Durante os últimos cinco anos, esta análise desenvolveu uma maior compreensão global dos sistemas WPT e interoperabilidade por meio de um estudo focado das tecnologias WPT em desenvolvimento nos países participantes. Os tópicos abordados incluíram um estudo de padrões (JARI, SAE, ISO / IEC), abordagens técnicas, interações na rede, interoperabilidade e códigos de segurança para o WPT. (IEA HEV – 2020)

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2 Táxis elétricos Jaguar I-Pace vão carregar sem fios em Oslo

A Jaguar Land Rover, em colaboração com a Câmara Municipal de Oslo, Noruega, vai criar a primeira frota de táxis com carregamento sem fios de alta potência. A Fortum Recharge, operador de pontos de carregamento, será encarregada, em conjunto com a Momentum Dynamics, da instalação e eletrificação do projeto, ao passo que a Jaguar fica responsável por colocar à disposição da escandinava Cabonline, um total de 25 veículos Jaguar I-Pace. O projeto “EletriCity” prevê também a instalação de placas de carregamento de 50 a 75 kW nos locais de largada e recolha de passageiros, sendo que, desta forma, os veículos podem estar a carregar, enquanto esperam pelo próximo passageiro. O sistema, que não utiliza cabos e é instalado sob o solo, não necessita de contato físico entre o carregador e o veículo, sendo ativado automaticamente e proporciona uma média de 6 a 8 minutos de energia por cada carregamento de até 50 kW. Cada táxi recebe cargas múltiplas durante o dia, pelo que mantém um nível elevado de carga da bateria, podendo funcionar 24 horas por dia e 7 dias por semana sem restrições de autonomia. (Automonitor – 29.06.2020)

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3 DOE: Busca pelo fortalecimento das cadeias de fornecimento de materiais críticos para baterias

O Escritório de Eficiência Energética e Energia Renovável (EERE) do Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciou uma solicitação de informações (RFI) sobre desafios e oportunidades nas cadeias de fornecimento de baterias de materiais críticos a montante e a médio prazo. Nesse RFI, o DOE busca especificamente informações sobre o estado atual das cadeias de suprimentos de materiais de cátodos de baterias, bem como oportunidades para pesquisa e desenvolvimento (P&D) de curto e longo prazo. O EERE está especificamente interessado em informações sobre produção de minerais brutos, refino e processamento de materiais catódicos, incluindo cobalto, lítio e níquel. (Green Car Congress – 30.06.2020)

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Indústria Automobilística

1 JATO Dynamics: Europa bate a China pela primeira vez em vendas de carros elétricos

Segundo o relatório mensal da Jato Dynamics, as vendas globais de veículos caíram 43% em abril e 28% entre janeiro e abril, na comparação com os mesmos períodos de 2019. Os efeitos dos amplos incentivos concedidos pelos governos da Europa começaram a surtir efeito. Dessa forma, a Europa passa à frente da China, até então líder absoluta de vendas desse tipo de veículo. Durante o isolamento social imposto pela pandemia, o mercado chinês de carros elétricos caiu 55% no primeiro trimestre de 2020, um total de 81.800 emplacamentos – no ano de 2019 o país asiático vendeu nada menos que 694 mil unidades, o que correspondia a 51% do total global. A Europa também sofreu com os bloqueios, mas de forma mais heterogênea. Outra vantagem da UE é uma parcela maior de vendas para mercados externos, ao contrário do país asiático, com uma produção mais voltada ao mercado local. De janeiro a março de 2020 a Europa respondeu por 31% das vendas globais de veículos elétricos. No primeiro trimestre do ano passado essa participação estava abaixo de 15%. Tendo como carro chefe a Alemanha, o aumento da demanda interna fez a produção europeia de veículos de emissões zero subir 81%, ficando à frente dos EUA/Canadá, que registrou aumento de 72% e um pouquinho abaixo da China, com avanço de 83%. (Inside EVs – 29.06.2020)

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2 BNEF: E-buses crescerão mais do que carros elétricos

A mais recente previsão a longo prazo feita pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) em seu relatório anual sobre veículos movidos a eletricidade aponta que, a partir da segunda metade da década de 2020, os ônibus elétricos, ou e-buses, crescerão em um ritmo mais rápido do que os carros elétricos. Enquanto a venda desses carros deve alcançar 28% do mercado de automóveis até 2030, os e-buses representarão 84%. Os ônibus elétricos devem crescer mais rápido porque estão presentes em quase todas as configurações de recarga e já apresentam menor custo de propriedade do que os ônibus municipais convencionais em 2019. Até 2040, a BNEF espera que 80% da frota de ônibus municipais seja movida a eletricidade. Atualmente, circulam no mundo 400 mil e-buses. Grande parte está na China, que tem uma frota com mais de 300 mil unidades e já chegou a responder por 99% do total mundial em 2018. O mercado chinês deve continuar liderando o setor de VEs, com 48% das vendas globais em 2025, 34% em 2030 e 26% em 2040. (O Estado de São Paulo – 23.06.2020)

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3 Tesla supera Toyota como montadora com maior valor de mercado

A Tesla se tornou a montadora com maior valor de mercado, ultrapassando a rival Toyota, conforme suas ações sobem para níveis recordes. As ações da Tesla chegaram a subir mais de 5%, elevando o valor de mercado da empresa a US$ 209,4 bilhões – cerca de US$ 6 bilhões a mais do que a Toyota. Agora, a Tesla vale mais que três vezes o valor combinado das montadoras norte-americanas General Motors e Ford Motor. O crescimento meteórico das ações, uma alta de mais de 163% neste ano, destaca a crescente confiança entre investidores sobre o futuro dos veículos elétricos e a mudança da Tesla de uma montadora de nicho para líder global em carros mais ecológicos. Após vários anos de prejuízos, a Tesla surpreendeu os investidores com resultados sólidos no primeiro trimestre, apesar da pandemia de coronavírus. A Toyota vendeu 10,46 milhões de veículos em 2019, com receita líquida de cerca de US$ 281,2 bilhões no período. Já a Tesla encerrou 2019 com US$ 24,6 bilhões em receita, tendo entregue 367.200 veículos. (O Estado de São Paulo – 01.07.2020)

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4 Portugal: Uber só irá aceitar veículos elétricos na plataforma

A Uber anunciou que a partir do dia 16 de julho vai passar a aceitar apenas veículos elétricos na plataforma nas maiores cidades de Portugal correspondentes às áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, distritos de Braga e de Faro. Os parceiros vão poder continuar a adicionar veículos não elétricos no caso de substituição de um veículo já registado na plataforma ou para os serviços Uber Black ou UberXL. Em setembro de 2019, a Uber anunciou a parceria com a PowerDot, na qual os motoristas da Uber têm acesso exclusivo aos hubs de carregamento elétrico a preços competitivos. Durante o mês de julho a PowerDot vai expandir a sua rede de hubs de energia com 2 novos lançamentos em parceria com a Uber: 1 em Lisboa (Entrecampos) e 1 no Porto (Bessa), perfazendo um total de 6 hubs de energia em todo o país, com 14 pontos de carregamento que vão permitir mais de 1000 carregamentos diários dos motoristas parceiros da Uber. (Automonitor – 02.07.2020)

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Meio Ambiente

1 ITDP Brasil: Frotas de ônibus elétricas na China reduziram as emissões de CO2 anuais dos ônibus em 48%

A cidade de Shenzhen, na China, foi pioneira na transição para uma frota de ônibus inteiramente elétrica e já colhe diversos benefícios. Apesar de possuir uma matriz energética majoritariamente baseada no carvão, a mudança, que começou em 2009, reduziu as emissões de CO2 anuais dos ônibus em 48% e o consumo de energia em média por veículo foi 73% menor do que em 2016, quando a frota era majoritariamente de ônibus a diesel. Além da China, outras cidades do mundo também têm avançado com sucesso nesta transição. Desde outubro de 2017, mais de 30 cidades assinaram a Declaração de Ruas Verdes e Saudáveis da rede C40, assumindo compromissos políticos para transformar suas frotas de ônibus em veículos de zero emissão. Na América Latina, algumas cidades têm tomado posições relevantes nesta discussão, como Santiago, no Chile, que tem potencial para se tornar segunda maior frota de ônibus elétricos no mundo. (ITDP Brasil – 19.02.2020)

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2 ITDP Brasil: Efeitos ambientais da adoção de frotas de ônibus elétricas no país seriam muito positivos

No Brasil, os benefícios da adoção de frotas de ônibus elétricas poderiam ser grandes considerando que 65% da energia elétrica do país é gerada por usinas hidrelétricas. No país, a discussão sobre o tema vem crescendo e diversas cidades têm realizado testes com ônibus elétricos, como São Paulo, Campinas, Curitiba, Salvador e Brasília. Entretanto, o tamanho e a quantidade de veículos utilizadas ainda é insuficiente. No entanto, poucas cidades brasileiras avançaram na elaboração de planos que tratam da transição para frotas mais limpas em escala, com exceção da capital paulista. Desde a adoção da Lei do Clima em 2018, o processo de concessão para a operação da frota de ônibus na cidade de São Paulo estabeleceu uma série de metas para reduzir aos poucos as emissões de dióxido de carbono (CO2), de material particulado (MP) e de óxido de nitrogênio (NOx) ao longo dos anos, com foco na redução total até 2038. (ITDP Brasil – 19.02.2020)

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3 Empresas do setor de transporte marítimo organizam centro de pesquisa para zerar emissões

Um grupo de empresas líderes no setor de transporte marítimo está dando o próximo passo para desenvolver novas tecnologias de combustível, lançando o Centro Maersk Mc-Kinney Moller para Embarcações de Carbono Zero. Será um centro de pesquisa independente que trabalhará em todo o setor de transporte marítimo com a indústria, a academia e as autoridades. A organização, sem fins lucrativos, é possível graças a uma doação inicial de US $ 60 milhões pela Fundação A.P. Moller. O setor de transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais de carbono. A indústria comprometeu-se a reduzir esse valor para zero neste século. Medidas de curto prazo relacionadas ao aumento da eficiência energética estão permitindo uma redução relativa de 40% até 2030. Atingir a meta de longo prazo requer novos tipos de combustível e uma mudança sistêmica no setor. Como o transporte marítimo é uma indústria regulamentada globalmente, há oportunidades para garantir a adoção ampla de novas tecnologias e combustíveis pela indústria. Para acelerar o desenvolvimento de tecnologias viáveis, é necessário um esforço coordenado dentro da pesquisa aplicada em toda a cadeia de suprimentos. Ao mesmo tempo, será necessária nova legislação para permitir a transição para a descarbonização. (Green Car Congress – 26.06.2020)

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4 Greenpeace: Híbridos plug-in e as emissões de gases poluentes

Considerados modelos de transição para a mobilidade 100% elétrica, os veículos híbridos têm recebido cada vez mais incentivos por parte dos governos graças a sua proposta menos poluente que os tradicionais carros a combustão. No entanto, a organização ambiental Greenpeace publicou um relatório questionando a eficiência desse tipo de veículo. De acordo com a organização, que cita o caso específico dos incentivos concedidos pelo governo da Alemanha, os modelos híbridos plug-in (recarregáveis) que serão subsidiados em até 4.500 euros (R$ 27.340) por veículo, não irão cumprir a promessa de reduzir as emissões de CO2 por algumas questões. O relatório afirma que a maioria dos veículos híbridos e híbridos plug-in são SUVs mais pesados e potentes, além de sedãs de luxo e alto desempenho, o que limitaria sua capacidade de reduzir as emissões. Nessa linha, a organização expõe ainda que a potência média dos motores híbridos plug-in na Alemanha é de 335 cv, enquanto a média entre os demais modelos a combustão é de apenas 158 cv. Além do questionamento do Greenpeace, os testes da associação alemã de automóveis ADAC mostram que o consumo de combustível de carros híbridos no uso diário é muitas vezes maior do que o indicado nas informações do revendedor, principalmente quando a bateria está descarregada, o que ocorre com frequência relativamente alta. (Inside EVs – 30.06.2020)

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5 BNEF: Redução na demanda de petróleo para o transporte rodoviário de passageiros

A transformação na matriz energética dos veículos elétricos está sendo impulsionada pela redução do preço do lítio — principal componente das baterias — e pelo aumento da produção industrial do setor. No entanto, o setor ainda encontra problemas com infraestrutura de recarga e dificuldades com o fornecimento de cobalto. Segundo um novo relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), espera-se que a taxa de motorização global aumente. Porém, os VEs combinados com as melhorias na economia de combustível e serviços de mobilidade compartilhados levarão a uma redução na demanda de petróleo para o transporte rodoviário de passageiros. O consumo dos veículos elétricos passará de 74 TWh, em 2019, para 2.333 TWh, em 2040, aumentando em 6,8% a demanda global por eletricidade. Enquanto isso, a mudança de veículos movidos a combustão para os elétricos deverá eliminar a necessidade de 13,7 milhões de barris de petróleo no transporte. (O Estado de São Paulo – 23.06.2020)

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Artigos e Estudos

1 GESEL: Mobilidade urbana e o compartilhamento de veículos elétricos

Um dos grandes desafios do mundo contemporâneo está associado à questão da mobilidade urbana. Assim, está bastante clara a necessidade de se repensar o sistema atual. A esta necessidade soma-se a concepção que vem ganhando força no mundo dos negócios de hábitos de consumo baseados na utilização de serviços e não na posse dos produtos. Neste cenário, ganham espaço novos modelos de negócio, como, por exemplo, o compartilhamento de veículos, também conhecido como carsharing. Contudo, os benefícios em se trocar a aquisição do veículo pelo serviço de compartilhamento dependem, sobretudo, dos modelos de negócio envolvendo frotas compartilhadas. A alta adesão ao serviço de compartilhamento de veículos pressupõe que as taxas de cobrança devem ser competitivas com os custos de combustível e de manutenção de um veículo próprio, incluindo seguro e impostos. Neste sentido, os veículos elétricos configuram-se como uma opção para o carsharing. Entretanto, há aspectos relacionados ao compartilhamento de veículos elétricos que ainda precisam ser amadurecidos, sobretudo aqueles ligados à sua complexidade operacional, que é significativamente maior do que a de um veículo convencional. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 06.07.2020)

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2 Bloomberg: Eletrificação do transporte pode ser um salvador para concessionárias de energia

As concessionárias veem a eletrificação do transporte como um potencial salvador. Espera-se que o consumo global de eletricidade diminua à medida que indústrias e equipamentos se tornam mais eficientes em termos de energia, mas os veículos elétricos podem ajudar a sustentar a demanda residencial. Luis Buil, chefe global de mobilidade inteligente da Iberdrola SA da Espanha, diz que a empresa já está na rede e pode garantir que a energia que você carrega no seu carro é 100% renovável. A Iberdrola anunciou em março que aceleraria os planos de gastar 150 milhões de euros (US $ 170 milhões) em sua própria rede de carregamento rápido. E a concessionária francesa EDF, que já possuía mais de 100.000 pontos de carregamento em toda a Europa por meio de sua subsidiária Izivia, adquiriu uma participação majoritária na Pod Point em fevereiro, que possui mais de 69.000 pontos de carregamento no Reino Unido e na Noruega. Shell e Tesla, entre outros, estão trabalhando para construir uma mini-central elétrica com painéis solares que podem gerar e armazenar energia suficiente para fornecer uma fonte consistente de carga. Se, ou quando, disponível comercialmente, tornaria os veículos elétricos e a infraestrutura de carregamento totalmente ecológicos. (Bloomberg – 23.06.2020)

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3 Lux Research: Veículos elétricos e lucro

Reduzir os custos da bateria e ampliar o alcance foram os dois pontos focais da indústria de VE. Agora que existem resultados confiáveis nesses dois aspectos, é hora de passar para o próximo nível: tornar os VEs lucrativos. Mas em todo o setor, os veículos elétricos ainda não tiveram lucro, diz um novo relatório da Lux Research. Segundo o relatório, a indústria de veículos elétricos fez um progresso significativo nos custos de bateria e na extensão do alcance, o que ajudou a aumentar as vendas. Agora, dizem os analistas da Lux Research, é hora de focar na eficiência para gerar lucratividade, o que acabaria tornando os VEs mais populares que os carros com motores ICE. Segundo os analistas, isso deve acontecer por volta de 2035 ou 2040, quando se espera que híbridos plug-in e veículos elétricos a bateria representem mais da metade de todas as vendas de carros. O principal autor do estudo afirma que a lucratividade na fabricação de veículos elétricos varia significativamente entre os fabricantes. À medida que os fabricantes existentes aumentam a capacidade de produção, ele diz esperar que a lucratividade melhore com o aumento do volume de peças compartilhadas. (Oil Price – 24.06.2020)

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4 Empresas de petróleo estão bem posicionadas para dominar o mercado de carregamento de VEs

O custo das baterias de veículos elétricos está diminuindo, tornando os veículos elétricos muito mais acessíveis para o comprador médio de automóveis. Isso, juntamente com regulamentos de emissões mais rígidos na Europa e na China, convenceu os grandes investidores de que os VEs estão prontos para um avanço. As empresas e empresas de petróleo estão especialmente bem posicionadas para dominar o mercado de carregamento de desses veículos. Os fornecedores de petróleo já operam estações de abastecimento estrategicamente localizadas para veículos de combustão interna. Aleksandra O’Donovan, chefe de veículos elétricos da BloombergNEF, diz que em sua percepção ainda não há vencedores claros. Para ela, as principais empresas de petróleo investem no carregamento de VE, porque podem ou devem, conforme exigido, e podem se dar ao luxo de se proteger no futuro. As principais empresas de petróleo e serviços públicos entraram no setor, começando com a Royal Dutch Shell Plc, que possui ou opera 142.000 carregadores em toda a Europa e entrou no mercado dos EUA no ano passado. A Rival BP Plc adquiriu a Chargemaster e suas 7.000 estações por US $ 170 milhões em 2018. (Bloomberg – 23.06.2020)

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5 McDonald’s terá a maior rede de recarga de carros elétricos do Reino Unido

A rede de fast food McDonald’s do Reino Unido fez uma parceria com a InstaVolt para a instalação de terminais de carregamento rápido em seus estacionamentos. São 1.300 restaurantes em todo o país, o que deve tornar essa rede a maior em toda a região. O McDonald’s conduziu um estudo segundo o qual a maioria dos proprietários de carros a gasolina e diesel não compra veículos elétricos principalmente devido a preocupações com a infraestrutura de carregamento insuficiente. Mais da metade deles concordou em aderir a mobilidade elétrica quando esse problema for resolvido. A empresa afirma ter escolhido terminais de carregamento de 125 kW que podem carregar a bateria da maioria dos modelos até 80% em apenas 20 minutos. Dá tempo comer os hambúrgueres e batatas fritas tranquilamente e sair com o carro recarregado. A decisão do McDonald’s também está relacionada aos planos do governo do Reino Unido de proibir o país de vender carros novos com motores de combustão interna. Isso pode acontecer já em 2035. Ninguém proibirá o uso de carros movidos a gasolina, mas a frota do país será renovada apenas com carros de motores elétricos. (Inside EVs – 29.06.2020)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles e Fabiano Lacombe
Pesquisadoras: Lara Moscon e Luiza Masseno
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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