IFE.UTE 04

Informativo Eletrônico – Usinas Termoelétricas nº 04 – publicado em 03 de junho de 2020.

IFE: Informativo Eletrônico do Setor Elétrico – GESEL-UFRJ <!–

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IFE: nº 04 – 03 de junho de 2020
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Índice

Mercado
1
BNDES incentiva privatização de distribuidoras de gás
2 BNDES quer fomentar investimentos de gás natural
3 Novo Mercado do Gás conta com BNDES
4 MME reafirma transição para o novo mercado de gás
5 Equinor: Mercado de gás no Brasil ganhou mais fatores de incerteza com pandemia
6 Petrobras inicia fase não vinculante de venda fatia do Campo de Manati
7 Gás natural dos EUA cai 4%, enquanto as exportações de GNL caem com preços globais recorde

Regulação
1 CVU da UTE Termopernambuco é fixado em R$ 170,26/MWh
2 UTE Coari entra em operação no AM
3 Noroeste de São Paulo tem preço de gás reduzido

Empresas
1 Petrobras inicia abertura de UPGNs
2 Distribuidoras recebem bem a venda de UPGNs da Petrobrás
3 Construção de térmica da Shell começa em junho

4 Enel fechará sua última usina a carvão no Chile

Artigos
1 Artigo do The New York Times sobre os gastos do FED com empresas de óleo, gás e carvão



 

 

 

Mercado

1 BNDES incentiva privatização de distribuidoras de gás

O programa do governo federal Novo Mercado de Gás e o agravamento da situação fiscal dos Estados impulsionarão novas privatizações no segmento de distribuição de gás natural, segundo o BNDES. A avaliação consta no estudo Gás para o Desenvolvimento, publicado na segunda-feira (25/5). Para o banco, a expansão da infraestrutura de fornecimento de gás depende da desestatização das empresas estaduais e da criação de novos contratos de concessão, que deveriam estipular metas de investimento, margem de distribuição variável, regular custos gerenciáveis, além de adotar metas de qualidade e segurança, de acordo com “as melhores práticas do setor”. O BNDES prevê sua participação no processo com programa de incentivo à privatização. (Brasil Energia – 26.05.2020)

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2 BNDES quer fomentar investimentos de gás natural

O BNDES está disposto a financiar toda a cadeia do gás, de ponta a ponta: dos dutos de escoamento do mar até o continente, incluindo-se aí os investimentos do consumidor final – nesse caso, a indústria energo-intensiva. Para ajudar a definir esses investimentos, a instituição acaba de lançar um estudo para “casar” oferta e demanda pelo insumo. Segundo Fábio Abrahão, diretor de infraestrutura, concessões e PPPs da instituição, o objetivo foi solucionar a equação de que é preciso demanda para criar a rede – e ter rede para criar demanda. (O Estado de São Paulo – 28.05.2020)

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3 Novo Mercado do Gás conta com BNDES

Quase um ano após o lançamento do programa Novo Mercado de Gás, com as bases para a abertura do setor de gás natural, a indústria ainda está longe do choque de energia barata prometido pelo governo. A equipe econômica, porém, deposita a fichas no gás para atrair os investimentos necessários para a recuperação da economia. E o BNDES quer, nesse sentido, se posicionar como articulador, entre os agentes da iniciativa privada, para destravar o mercado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, se reúnem nesta sexta-feira com agentes do setor, como Petrobras, Shell e Equinor, e o MME, para discutir formas de atrair os investimentos que ainda não aconteceram no primeiro ano do programa. (Valor Econômico – 29.05.2020)

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4 MME reafirma transição para o novo mercado de gás

O Brasil está em plena transição para o mercado concorrencial de gás, na visão do secretário-executivo adjunto do MME, Bruno Eustáquio. “Acreditamos que estamos na direção do mercado aberto, dinâmico e competitivo”, afirmou, em sua apresentação no seminário virtual “Gás para o Desenvolvimento”, promovido pelo BNDES. Acreditamos que, com essa desverticalização, com investimento na competitividade e concorrência, conseguiremos alavancar a economia”, disse. Eustáquio também afirmou que o gás é o elemento de transição da matriz brasileira para o aproveitamento do parque industrial. “Estamos trabalhando com o ministério da economia na redução de barreira tributárias”, afirmou. (Valor Econômico – 29.05.2020)

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5 Equinor: Mercado de gás no Brasil ganhou mais fatores de incerteza com pandemia

A abertura do mercado de gás no Brasil ganhou mais pontos de incertezas depois da pandemia do novo coronavírus, o que traz mais dificuldades para que os conselhos das empresas aprovem novos investimentos, segundo a vice-presidente para o mercado de energia da Equinor no Brasil, Claudia Brun. “As coisas já estavam desafiadoras antes da pandemia. Com o cenário do [preço do] petróleo derretendo, as previsões para investimentos hoje estão mais exigentes. Quanto mais incertezas, mais desafiadoras serão a aprovação de projetos”, disse a executiva, ao participar do seminário virtual “Gás para Desenvolvimento”, promovido pelo BNDES. (Valor Econômico – 29.05.2020)

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6 Petrobras inicia fase não vinculante de venda fatia do Campo de Manati

A Petrobras iniciou nesta segunda-feira a fase não vinculante da venda de sua participação de 35% do Campo de Manati, concessão de produção marítima em águas rasas localizada na Bacia de Camamu, na Bahia. O Campo de Manati está a 10 quilômetros da costa do município de Cairú (BA), em lâmina d’água entre 35 e 50 metros. O campo iniciou sua operação em 2007 e sua produção média em 2019 foi de 105 barris diários de condensado e 1,27 milhões de metros cúbicos diários de gás, através de uma plataforma fixa com estrutura submarina composta por 6 poços produtores de gás. (Valor Econômico – 01.06.2020)

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7 Gás natural dos EUA cai 4%, enquanto as exportações de GNL caem com preços globais recorde

Os contratos futuros de gás natural dos EUA caíram mais de 4% na segunda-feira, enquanto com o GNL as exportações continuam caindo nos recordes de baixos preços do gás na Europa e na Ásia. Essa queda de preço ocorreu apesar das previsões de clima mais quente e maior demanda de ar-condicionado nas próximas duas semanas do que o esperado anteriormente. Os contratos futuros de gás para entrega em julho caíram 7,7 centavos, ou 4,2%, para US $ 1,772 por milhão de Unidades térmicas. (Reuters – 01.06.2020)

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Regulação

1 CVU da UTE Termopernambuco é fixado em R$ 170,26/MWh

A Aneel revisou o CVU da termelétrica Termopernambuco para R$ 170,26/MWh. Segundo o órgão regulador, o novo valor é referente a abril deste ano e depende da contabilização por parte da CCEE que, junto com o ONS, deverá aplicar o montante a partir do PMO deste mês. As informações foram publicadas no DOU da última quarta-feira, 27 de maio, por meio do despacho nº 1.479. (Agência CanalEnergia – 28.05.2020)

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2 UTE Coari entra em operação no AM

A UTE Coari, resultado de um contrato firmado em 2017 entre o Consórcio Energia do Amazonas – composto pela Guascor do Brasil Ltda. e a Dresser-Rand do Brasil Ltda. – ambas pertencentes ao Grupo Siemens – e a Eletrobras Distribuição Amazonas, que foi negociada com a Oliveira Energia no final de 2018, foi recentemente colocada em operação. A planta tem um contrato de 12 anos que prevê o fornecimento de mais de 23 MW, atendendo mais de 85 mil habitantes do município de Coari (AM) e região. (Agência CanalEnergia – 28.05.2020)

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3 Noroeste de São Paulo tem preço de gás reduzido

A partir desta segunda-feira, 1/6, o gás natural ficará mais barato na região Noroeste do estado de São Paulo, área de concessão da Gas Brasiliano. O reajuste extraordinário foi publicado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo por meio da deliberação no dia 27/05. Indústrias com consumo de até 50.000 m³ por mês terão redução da tarifa entre 7,7% e 9,9%. Para as indústrias com consumo acima desse volume, a redução tarifária variará entre 11,1% e 12,7%. (Brasil Energia – 29.05.2020)

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Empresas

1 Petrobras inicia abertura de UPGNs

A Petrobras iniciou, na quarta-feira (27/5), procedimentos para dar acesso aos demais produtores de gás natural no Brasil às suas unidades de processamento do insumo (UPGNs). Com a implantação da medida, prevista pelo Termo de Compromisso de Cessação (TCC) do Gás, que prevê a abertura do mercado pela diversificação dos agentes, a estatal passará a atuar como processadora do gás natural que será fornecido por outras empresas. Com a medida, os produtores de gás natural não precisarão, necessariamente, vender o gás à Petrobras. Eles poderão contratar parte da capacidade de processamento da Petrobras e continuarão sendo proprietários do gás produzido e de todos os seus derivados, possibilitando que negociem diretamente seus produtos com o mercado. (Brasil Energia – 27.05.2020)

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2 Distribuidoras recebem bem a venda de UPGNs da Petrobrás

O início do processo de abertura de acesso às unidades de processamento de gás natural (UPGN) da Petrobras foi bem recebido por distribuidoras. A presidente da POTIGÁS, Larissa Dantas, afirmou, em transmissão feita pela EPBR na quinta-feira (28/5), que “o consumidor está pagando muito caro porque a Petrobras compra dos produtores locais e revende para a Potigás”. O presidente da Compagas, Rafael Lamastra, que também participou da transmissão, frisou que a abertura do mercado também envolve a comercialização do gás. “É uma utopia falar hoje em mercado livre enquanto não houver oferta diversificada”, defendeu. (Brasil Energia – 28.05.2020)

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3 Construção de térmica da Shell começa em junho

O Pátria Investimentos planeja iniciar em junho a pré-mobilização e a montagem de canteiro para a preparação das fundações da termelétrica a gás Marlim Azul, em Macaé (RJ), informou o grupo ao Petróleo Hoje. Programada para entrar em operação em janeiro de 2023, a planta será construída pela joint-venture formada com a Shell (29,9%) e Mitsubishi Hitachi Power Systems Americas (20%), com financiamento de R$ 2 bilhões pelo BNDES. A UTE, que terá 565 MW de capacidade instalada, foi vencedora do leilão A-6 realizado pela Aneel em 2017. (Brasil Energia – 29.05.2020)

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4 Enel fechará sua última usina a carvão no Chile

O Grupo Enel anunciou que suas filiais chilenas irão acelerar o término das operações da Central Bocamina, localizada em Coronel, a última usina a carvão ainda em funcionamento pela empresa no Chile. Segundo comunicado emitido na última quinta-feira, 28 de maio, a Enel Geração Chile solicitará formalmente à Comissão Nacional de Energia do Chile (CNE) para autorização da interrupção das unidades geradoras de Bocamina I (128 MW) até 31 de dezembro de 2020, e de Bocamina II (350 MW) até 31 de maio de 2022. (Agência CanalEnergia – 29.05.2020)

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Artigos

1 Artigo do The New York Times sobre os gastos do FED com empresas de óleo, gás e carvão

Em artigo publicado pelo The New York Times, Sarah Bloom Raskin, analista do FED, fala sobre as concessões para as indústrias de combustíveis fósseis pelo FED, que a autora considera como arriscadas, já que o mundo caminha para um futuro mais sustentável. Segundo Raskin, “A decisão de trazer petróleo e gás para o portfólio de investimentos do Fed não apenas direciona mal os recursos limitados de recuperação, mas também envia um sinal de preço falso aos investidores sobre onde o capital precisa ser alocado. Aumenta a probabilidade de os investidores ficarem presos a ativos de petróleo e gás ociosos dos quais a sociedade não precisa mais. Também evita o inevitável declínio de uma indústria que não pode mais se sustentar.”

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Diogo Salles, Fabiano Lacombe e Marcello Matz
Pesquisadora: Cinthia Valverde
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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